Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q4331580 Português
“Em relação à escolaridade, a maior parte dos trabalhadores por aplicativo tinha nível intermediário de instrução.”. Para que a expressão em destaque continuasse a receber o sinal indicativo de Crase, esta poderia ser substituída corretamente no contexto por:
Alternativas
Q4330023 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Digitalização dos serviços públicos amplia acesso, mas impõe novos desafios


Com a expansão da tecnologia e do acesso à internet, o governo federal passou a investir na digitalização dos serviços públicos, apostando em maior eficiência e praticidade. Embora a mudança prometa comodidade e redução da burocracia, ela também pode criar barreiras para quem tem dificuldade de utilizar recursos digitais. Entre 2017 e 2024, o número de serviços oferecidos digitalmente no País passou de pouco mais de 500 para mais de 4 mil, e o Meu INSS, com mais de 830 milhões de acessos em 2024, consolidou-se como um dos mais utilizados.

Segundo a pesquisadora Ana Soares Braga, a digitalização dos serviços do INSS transferiu para o cidadão um protagonismo que antes era exercido pelos servidores públicos. Agora, cabe ao usuário realizar o autoatendimento, um processo que não é simples. A exclusão digital não se resume à falta de acesso à internet, pois envolve dificuldades de navegação e de compreensão das regras previdenciárias, e muitos usuários ainda dependem da ajuda de familiares ou de intermediários para acessar os serviços oferecidos.


SOUZA, Talita de Paula. Digitalização dos serviços públicos amplia acesso, mas impõe novos desafios. Jornal da USP, São Paulo, 18 jun. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/noticias/digitalizacao-dos-servicos-publicos-ampliaacesso-mas-impoe-novos-desafios/. Acesso em: 26 ago. 2026. (Adaptado.) 
Considere as afirmações a seguir sobre o texto apresentado e, registre V, para verdadeiro, e F, para falso.

(__)Em "Entre 2017 e 2024, o número de serviços oferecidos digitalmente no País passou de pouco mais de 500 para mais de 4 mil", a palavra País é acentuada porque o i forma hiato com a vogal anterior e constitui sílaba tônica.
(__)Em "A exclusão digital não se resume à falta de acesso à internet, pois envolve dificuldades de navegação e de compreensão das regras previdenciárias", as duas ocorrências de crase resultam da fusão da preposição a, exigida pela regência, com o artigo feminino a.
(__)Em "... consolidou-se como um dos mais utilizados", o verbo consolidou-se está no singular, mas poderia ser flexionado para o plural em razão da expressão "de serviços oferecidos", que apresenta núcleo plural.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q4328662 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aluguel social como alternativa à crise habitacional em São Paulo

A dificuldade crescente de acesso à casa própria e o aumento do custo da moradia têm levado pesquisadores e gestores públicos a olhar com mais atenção para o aluguel social como parte da solução para a crise habitacional. De acordo com o Censo do IBGE, cerca de 22% das famílias brasileiras viviam em domicílios alugados em 2022, e a Pesquisa de Informações Básicas Municipais mostrou que 67,7% dos municípios afirmam possuir alguma política de aluguel social. Cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Recife adotam o instrumento por meio de iniciativas municipais ou federais, nas quais as unidades residenciais são oferecidas pelo poder público, que pode intermediar a oferta ou ser proprietário dos imóveis, enquanto o morador paga um aluguel que não compromete excessivamente sua renda.

O déficit habitacional envolve diferentes formas de precariedade, como moradias inadequadas e o chamado ônus excessivo do aluguel, situação em que famílias com renda de até três salários mínimos comprometem mais de 30% do orçamento com o pagamento da moradia. Em São Paulo, esse problema é especialmente expressivo: em 2022, 65% desse público ultrapassava esse limite, segundo dados da Fundação João Pinheiro.


GARCIA, Ana Beatriz. Aluguel social como alternativa à crise habitacional em São Paulo. Pesquisa FAPESP, São Paulo, 7 jul. 2026. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/aluguel-social-como-alternativa-a-crise -habitacional-em-sao-paulo/. Acesso em: 26 ago. 2026. (Adaptado.)
Com base no trecho "A dificuldade crescente de acesso à casa própria e o aumento do custo da moradia têm levado pesquisadores e gestores públicos a olhar com mais atenção para o aluguel social como parte da solução para a crise habitacional", analise as afirmações a seguir e registre V, para verdadeiro, e F, para falso:

(__)Em "acesso à casa própria", o uso do acento grave ocorre pela fusão da preposição exigida pelo substantivo acesso com o artigo feminino que acompanha o substantivo casa.
(__)Em "têm levado", o acento circunflexo na palavra "têm" é empregado porque a palavra é uma oxítona com terminação "-em".
(__)No trecho "com mais atenção", a preposição com expressa ideia de modo, indicando a maneira como pesquisadores e gestores públicos passaram a observar o aluguel social.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Q4327789 Português
TEXTO I

Venezuelanos cobram ação por crimes contra a humanidade

Representantes de vários setores da sociedade local enviaram documento à Corte Penal Internacional em que exigem aplicação do Estatuto de Roma


Eugênio Goussinsky


  Mais de 150 venezuelanos, entre civis, militares da reserva e profissionais de diferentes áreas, enviaram uma carta à juíza Tomoko Akane, presidente da Corte Penal Internacional (CPI), situada em Haia, Países Baixos, em que pede medidas urgentes diante do que classificam como violações sistemáticas de direitos humanos na Venezuela.

    No documento, os signatários cobram a aplicação imediata do Estatuto de Roma e afirmam que o país vive um quadro persistente de detenções arbitrárias e perseguição política, principalmente durante o regime do ditador Nicolás Maduro (2013-2026). Eles pedem que tal situação não prossiga no atual governo, depois da captura de Maduro pelos Estados Unidos, no dia 3 de janeiro último.

   Segundo a denúncia, o sistema judicial venezuelano não atua com independência nem imparcialidade, o que impediria investigações efetivas e justificaria a atuação da Corte com base no princípio da complementaridade.

  A comunicação também acusa órgãos de segurança do Estado da Venezuela, como o Sebin e a Direção-Geral de Contrainteligência militar, de envolvimento em tortura, desaparecimentos forçados e outros tratamentos considerados cruéis. Os autores pedem que a Corte avance na investigação formal aberta em 2021 (“Situação na Venezuela I”), apure responsabilidades individuais de autoridades, independentemente do cargo, e assegure reparação às vítimas

    Falhas do sistema venezuelano

   O texto reúne representantes de diferentes setores da sociedade venezuelana. São 35 lideranças civis e políticas, entre acadêmicos, juristas, ex-ministros, ex-parlamentares, diplomatas, empresários, dirigentes políticos e exgovernadores. Também assinam 36 militares da reserva, incluindo ex-ministros da Defesa, generais, vice-almirantes, coronéis e outros oficiais das Forças Armadas.

  O grupo conta ainda com 13 representantes do meio cultural e da comunicação, como jornalistas, escritores, atores, artistas e editores, além de mais de 30 integrantes da sociedade civil e profissionais de diferentes áreas, entre economistas, historiadores, professores universitários, juristas, médicos, engenheiros e defensores de direitos humanos.

  Os signatários declaram que as falhas estruturais do sistema institucional venezuelano impedem a existência de uma Justiça independente e eficaz. Por esta razão, defendem a intervenção da Corte como instância internacional de último recurso.


Fonte: GOUSSINSKY, Eugênio. Venezuelanos cobram ação por crimes contra a humanidade. https://revistaoeste.com/revista/mundo/venezuelanos-cobram-acao-por-crimes-contra-ahumanidade/ (adaptado).
Leia as afirmações abaixo sobre o uso gramatical de certas passagens do texto I, antes de avaliar o que se pede.

( ) Em “Mais de 150 venezuelanos, entre civis, militares da reserva e profissionais de diferentes áreas, enviaram uma carta à juíza Tomoko Akane...”, o acento grave é contextualmente obrigatório por causa da regência do verbo “enviar” o qual exige complementos verbais de diferentes naturezas.
( ) Em “Mais de 150 venezuelanos, entre civis, militares da reserva e profissionais de diferentes áreas, enviaram uma carta à juíza Tomoko Akane, presidente da Corte Penal Internacional (CPI), situada em Haia, Países Baixos, em que pede medidas urgentes...”, nota-se um equívoco gramatical no que tange ao verbo em destaque, o qual deveria ter sido conjugado como “pedem” a fim de fazer a concordância verbal adequada em relação ao seu respectivo Sujeito “Mais de 150 venezuelanos”.
( ) Em “A comunicação também acusa órgãos de segurança do Estado da Venezuela, como o Sebin e a Direção-Geral de Contrainteligência militar, de envolvimento em tortura, desaparecimentos forçados e outros tratamentos considerados cruéis.”, o verbo em destaque se classifica como bitransitivo por exigir contextualmente a colocação de dois tipos distintos de complementos verbais.
( ) Em “Os autores pedem que a Corte avance na investigação formal aberta em 2021 (“Situação na Venezuela I”), apure responsabilidades individuais de autoridades...” e na passagem “O texto reúne representantes de diferentes setores da sociedade venezuelana.”, encontram-se em destaque verbos conjugados na terceira pessoa do singular do Presente do Subjuntivo, haja vista a presença da vogal temática “-e” após cada radical.
( ) Em “Os signatários declaram que as falhas estruturais do sistema institucional venezuelano impedem a existência de uma Justiça independente e eficaz.”, o elemento coesivo em destaque é uma conjunção integrante a qual inicia uma oração subordinada substantiva subjetiva.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se afirmar que, pela ordem, a sequência correta é a que se faz presente em:
Alternativas
Q4327714 Português

A era da atenção fragmentada


    A economia digital transformou a atenção em um dos ativos mais valiosos do mundo contemporâneo. Plataformas digitais, redes sociais e aplicativos foram projetados para manter usuários engajados o maior tempo possível através dos princípios da economia da atenção, isto é, não apenas capturando atenção, mas aprendendo continuamente como sustentá-la.


    Como consequência, milhões de pessoas passaram a alternar constantemente entre mensagens, notificações, vídeos, e-mails e múltiplas tarefas simultâneas. O resultado é um cérebro submetido a fragmentação contínua da atenção.


    A concentração profunda tornou-se mais difícil. O silêncio mental tornou-se raro. E o cansaço cognitivo passou a fazer parte da rotina de muitas pessoas. O cérebro humano não foi desenvolvido para permanecer tantas horas por dia exposto a estímulos rápidos, variáveis e ininterruptos. Ansiedade, irritabilidade, fadiga mental, dificuldade de foco e sensação constante de esgotamento passaram a aparecer cada vez mais cedo, inclusive, entre adolescentes e jovens adultos.


    A hiperconectividade também dissolveu fronteiras entre vida pessoal e trabalho. Em muitos ambientes profissionais, estar disponível o tempo todo deixou de ser exceção e passou a funcionar como expectativa silenciosa.


    Mensagens chegam fora do expediente, reuniões ocupam espaços antes destinados ao descanso e a sensação de urgência tornou-se permanente. Mesmo nos momentos de pausa, muitas pessoas continuam emocionalmente conectadas ao trabalho. Não é à toa, assim, que o burnout nas empresas cresceu 823% em quatro anos.


    Esse padrão impede períodos reais de recuperação psíquica. O corpo pode até parar, mas a mente permanece em estado de alerta mesmo aos finais de semana. Com o tempo, essa dinâmica favorece exaustão emocional, queda de produtividade, dificuldade de concentração e sintomas associados ao burnout.


    A mente humana precisa de intervalos para organizar experiências, elaborar emoções e recuperar energia psíquica. Sem pausas, o cérebro permanece em funcionamento contínuo. O Brasil ocupa atualmente o terceiro lugar mundial em tempo de exposição às telas digitais. Em média, cada brasileiro passa 9h15min por dia conectado, o equivalente a quase 140 dias inteiros do ano vivendo diante de telas.


    A tecnologia, por si só, não é a inimiga. Ferramentas digitais também oferecem benefícios importantes: acesso ampliado à informação, atendimento psicológico on-line, redes de apoio, flexibilização do trabalho e recursos voltados ao bem-estar emocional. O desafio contemporâneo não é abandonar a tecnologia, mas aprender a construir uma relação mais saudável com ela.


    As plataformas continuarão disputando nossa atenção. Mas nenhuma sociedade permanece emocionalmente saudável quando perde a capacidade de silêncio, profundidade e presença.


(Por Cristiano Nabuco. Disponível em: https://www.saude.abril.com.br/coluna/com-a-palavra. Acesso junho de 2026. Fragmento.)

Considerando o trecho “Ferramentas digitais também oferecem benefícios importantes: acesso ampliado à informação, [...]” (8º§), assinale a alternativa que justifica corretamente a ocorrência do fenômeno do acento indicativo de crase. 
Alternativas
Q4327485 Português

Texto II para responder a questão


Compreensão de texto está relacionada à baixa leitura


Para educadora, no Brasil há diminuição no número de leitores, inclusive dentro do ambiente escolar



    Um relatório do Banco Mundial apontou que o Brasil ainda levará 260 anos para atingir níveis de compreensão de leitura iguais aos de países ricos. Para índices de resolução de problemas de matemática, a previsão é de 75 anos. Para Filomena Elaine Paiva Assolini, doutora em Ciências, mestre em Psicologia e professora do Departamento de Educação, Informação e Comunicação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, os dados são assustadores, apesar de questionáveis.



    Na educação, o País avança, mas muito lentamente, segundo dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Uma das grandes conquistas dos últimos anos foi a inserção da criança na escola. Ao mesmo tempo, os investimentos no ensino primário e na formação inicial e continuada dos professores são baixos, avalia Filomena.



    O problema mais grave está na interpretação de texto. Segundo a professora, o que ocorre no Brasil é uma diminuição no número de leitores, inclusive dentro do ambiente escolar. Nesse sentido, a capacitação do docente se coloca como central, já que são os professores que podem despertar o gosto e estimular os alunos à leitura, ensiná-los a ir além da decodificação dos símbolos e buscar novos sentidos na redação. Os problemas da educação se encontram na base e a responsabilidade é coletiva: cabe às gestões públicas, às escolas e às famílias a reversão desse quadro, conclui Filomena.



Fonte: https://jornal.usp.br/atualidades/compreensao-de-texto-esta-relacionada-a-baixa leitura/ 

Considere o trecho a seguir: “A responsabilidade é coletiva: cabe às gestões públicas, às escolas e às famílias a reversão desse quadro”. Com base nas regras de emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4324553 Português
TEXTO I


Governo avalia aporte de R$ 6 bilhões nos Correios para conter rombo


Possível injeção de recursos públicos é discutida enquanto empresa tenta recuperar equilíbrio financeiro


Fábio Bouéri


   O governo federal analisa a possibilidade de destinar até R$ 6 bilhões para reforçar o caixa dos Correios. A medida é discutida como alternativa para reduzir o impacto do prejuízo acumulado e dar sustentação ao plano de recuperação financeira da estatal.

   A proposta ainda está em fase de avaliação. Integrantes da equipe econômica defendem cautela antes de qualquer decisão definitiva. A prioridade, neste momento, é acompanhar os resultados das medidas internas já adotadas para reorganizar as contas.

   Correios seguem sob pressão

  A empresa enfrenta um cenário considerado delicado, com sucessivos resultados negativos e aumento das despesas operacionais. O rombo financeiro acumulado elevou o nível de preocupação dentro do governo e ampliou a discussão sobre possíveis formas de socorro.

  Mesmo assim, a liberação imediata de recursos não é tratada como certa. A ideia é observar se o plano de ajuste, iniciado recentemente, será suficiente para melhorar o desempenho sem necessidade de novo aporte direto do Tesouro.

  No fim do ano passado, a estatal buscou reforçar o caixa por meio da contratação de empréstimos com garantia pública. O objetivo foi ganhar fôlego financeiro e viabilizar a execução de um pacote de reestruturação administrativa e operacional.

   Entre as medidas previstas estão cortes de custos, revisão de contratos e mudanças na estrutura de funcionamento. A empresa também passou a estudar novas frentes de atuação para ampliar receitas e reduzir a dependência das atividades tradicionais.

  Outro eixo do plano envolve a venda de imóveis considerados ociosos. A estratégia inclui a negociação de prédios administrativos, galpões e terrenos em diferentes regiões do país. A expectativa é levantar recursos para fortalecer o caixa e modernizar a operação logística.

   Os valores desses ativos variam de acordo com a localização e tamanho. Alguns imóveis possuem alto valor comercial e podem gerar entrada relevante de capital. A direção da estatal aposta no fato de que essas medidas, combinadas, podem reduzir a necessidade de um aporte direto e acelerar o processo de recuperação financeira.


Fonte: BOUÉRI, Fábio. Governo avalia aporte de R$ 6 bilhões nos Correios para conter rombo. https://revistaoeste.com/revista/economia/governo-avalia-aporte-de-r-6-bilhoes-noscorreios-para-conter-rombo/
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.

( ) Em “A proposta ainda está em fase de avaliação. Integrantes da equipe econômica defendem cautela antes de qualquer decisão definitiva.” (2º par.), nota-se a presença de dois períodos simples os quais são desprovidos de uso da vírgula, pois suas respectivas elaborações se encontram na ordem direta.
( ) Em “O rombo financeiro acumulado elevou o nível de preocupação dentro do governo e ampliou a discussão sobre possíveis formas de socorro.” (3º par.), poder-se-ia acrescentar uma vírgula após o vocábulo “governo” haja vista a presença de um Sujeito diferente para a segunda oração.
( ) Em “No fim do ano passado, a estatal buscou reforçar o caixa por meio da contratação de empréstimos com garantia pública.” (5º par.), a pontuação evidencia um Adjunto adverbial de tempo deslocado na oração.
( ) Em “Entre as medidas previstas estão cortes de custos, revisão de contratos e mudanças na estrutura de funcionamento.” (6º par.), nota-se um descuido gramatical quanto à ausência de uma vírgula para isolar um Adjunto adverbial deslocado no contexto.
( ) Em “A empresa também passou a estudar novas frentes de atuação” (6º par.), poder-se-ia usar uma crase no trecho em destaque, uma vez que se nota a presença de uma preposição obrigatória pela regência do verbo “passou”.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a seguinte sequência. 
Alternativas
Q4323076 Português
Leia o trecho de Missa do Galo , de Machado de Assis: "Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa ; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte." Considerando as regras de emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4322862 Português
"A Arte exerce papel fundamental na formação, inclusive em sua articulação com componentes como Língua Portuguesa, Física e Matemática. É essa integração entre diferentes áreas do conhecimento que atribui maior sentido àquilo que se compreende como formação integral do indivíduo."
Considerando o emprego da crase em 'àquilo', analise as asserções a seguir.

I.O emprego do acento grave em 'àquilo' está correto, pois a expressão 'atribuir sentido a algo' exige a preposição 'a', que se funde com o pronome demonstrativo 'aquilo'.
PORQUE
II.Os pronomes demonstrativos 'aquele(s)', 'aquela(s)' e 'aquilo' recebem acento indicativo de crase sempre que precedidos de termo regente que exija a preposição 'a', ainda que, tecnicamente, não se trate de fusão entre preposição e artigo definido, já que esses pronomes não possuem flexão de gênero comparável à do artigo nem são por ele precedidos.


A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4322689 Português
Assinale a alternativa cuja lacuna pode ser preenchida por qualquer uma das formas apresentadas entre parênteses, de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4322347 Português
Leia o fragmento:

“A ampliação do acesso à educação de qualidade exige que os gestores estejam atentos às necessidades específicas das comunidades, que deem prioridade a projetos capazes de responder às demandas locais e que não se mostrem indiferentes às dificuldades enfrentadas pelos estudantes.”

Considerando o emprego da norma-padrão, especialmente quanto à regência verbal e nominal, ao emprego do acento indicativo de crase e à concordância, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4321575 Português

Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem, em relação à ocorrência ou não de crase.


- Estou aqui ___ espera de vocês.


- Exatamente ___ meia-noite, farei ___ recepção de boas-vindas.


- A locomotiva veio ___ todo vapor, bem ___ favor do vento.

Alternativas
Q4320499 Português
Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo


   No último ano, transtornos mentais e comportamentais motivaram mais de meio milhão de benefícios previdenciários. Foram 546 mil, um crescimento de 15,66% em relação a 2024. Os dados do Ministério da Previdência Social, por si só, dimensionam um problema que o país já não consegue ignorar – e ajudam a compreender por que a atualização da NR-1, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, chega em momento oportuno.

  Cansaço permanente, conexão sem pausa, medo de errar, metas abusivas e a sensação de que o trabalho perdeu propósito não são custos normais da eficiência. Transformadas em rotina, essas situações revelam a necessidade de repensar a própria forma de organizar o trabalho.

  Durante décadas, a proteção à saúde do trabalhador foi associada aos perigos físicos mais evidentes: máquinas, quedas, ruídos, agentes químicos e acidentes. Esses riscos seguem presentes e exigem atenção rigorosa. Mas o trabalho tornou-se mais complexo. O desgaste já não decorre apenas do esforço corporal. Nasce da pressão por desempenho, da hiperconectividade, da instabilidade, do monitoramento digital e de outros fatores contemporâneos.

  A inclusão expressa dos fatores de risco psicossociais na lógica preventiva da NR-1 deve ser compreendida nesse contexto. A ideia não é tratar todo desconforto profissional como risco ocupacional, nem reduzir a legitimidade da cobrança responsável por resultados, mas reconhecer que certas formas de organização podem afetar a saúde mental de quem trabalha.

  Produtividade, inovação, responsabilidade e cobrança legítima fazem parte da vida profissional. O trabalho envolve tarefas, objetivos e compromissos. Mas a busca por eficiência não pode transformar a organização do trabalho em um mecanismo de desgaste das pessoas que o realizam.

   Esses fatores não dizem respeito a meras sensibilidades individuais. Dizem respeito ao modo como o trabalho é distribuído, cobrado, supervisionado e sustentado ao longo do tempo. Quando sobrecarga, insegurança, assédio, avaliação algorítmica de desempenho e jornadas que se estendem por mensagens de celular passam a compor a rotina, o problema deixa de ser apenas pessoal e passa a envolver a estrutura da organização.

   A comparação com uma construção ajuda a tornar isso mais claro. Uma obra pode parecer correta no papel, mas apresenta problemas quando sua execução ignora o peso suportado, o uso contínuo, a qualidade dos materiais ou as condições reais do terreno. Nem sempre o problema aparece de uma vez; nem tudo desmorona no primeiro sinal de desgaste. Algo semelhante ocorre no trabalho: bons resultados imediatos podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.

  Por isso, a NR-1 reforça uma passagem importante: da reação ao dano já consumado para a prevenção das condições que podem produzi-lo. A pergunta deixa de ser apenas “quem adoeceu?” e “como compensar isso?” e passa a incluir “como o trabalho está sendo estruturado?”. Essa mudança desloca o sofrimento psíquico do campo exclusivamente particular para a responsabilidade coletiva pelas condições reais de trabalho.

   O tema interessa aos trabalhadores porque dignidade não se resume à ausência de acidente físico. Interessa às organizações, porque nenhum modelo produtivo se mantém por muito tempo sobre afastamentos, rotatividade, medo e perda de confiança. Interessa ao país, porque desenvolvimento econômico e proteção social devem caminhar juntos.

   Nenhuma norma resolve, sozinha, os desafios do trabalho contemporâneo. A NR-1 não é exceção. Seu mérito é abrir caminho para que a saúde mental seja tratada com o mesmo rigor preventivo historicamente dirigido aos riscos físicos.

   A Justiça do Trabalho, por vocação e experiência histórica, tem o preparo institucional para enfrentar os conflitos que essa nova agenda trará. Mas o ponto decisivo se dá antes, no modo como cada organização decide tratar quem dela faz parte.


(Por: Valdir Florindo. Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo. Folha de S. Paulo, 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/06/saude-mental. Acesso em: junho de 2026. Adaptado.)
Considere o seguinte trecho hipotético, formulado a partir do 11º§ do texto:

“A Justiça do Trabalho manifestou-se favoravelmente ___ sua intervenção nos conflitos organizacionais, demonstrando apoio total ___ essa nova agenda preventiva.”
Tendo em vista a regência dos termos, a possibilidade de emprego do artigo feminino e as regras de ocorrência do sinal indicativo de crase, analise as afirmativas a seguir.

I. No primeiro espaço, o emprego do sinal indicativo de crase é facultativo, pois o advérbio “favoravelmente” rege a preposição “a”, e o pronome possessivo “sua” admite, na norma-padrão, a presença facultativa do artigo feminino.
II. No segundo espaço, emprega-se apenas a preposição “a”, pois o pronome demonstrativo “essa” ocorre sem artigo feminino, o que impede a formação da crase.
III. No primeiro espaço, a ausência do sinal indicativo de crase decorre da inexistência de artigo feminino diante do pronome possessivo “sua”, circunstância prevista como regra para esse contexto.
IV. O emprego ou a ausência do sinal indicativo de crase no primeiro espaço depende da possibilidade de ocorrência do artigo feminino diante do pronome possessivo, desde que seja mantida a regência exigida pelo termo antecedente.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4320145 Português

TEXTO 1



O PARADOXO DA SORORIDADE: AMIGAS OU RIVAIS?



    "Mirian, o que é sororidade? Fico confusa, porque, na realidade, é frequente encontrar mulheres tentando diminuir e desqualificar outras mulheres. Algumas mulheres são mais competitivas do que os homens, não só no meu lugar de trabalho, mas até mesmo na minha família. Afinal, o que é sororidade na prática?", uma jornalista me perguntou.

    Respondi que a reflexão que prefiro fazer não é sobre a definição do termo, mas sobre até que ponto estamos praticando a sororidade em nossas vidas cotidianas.

    Nos anos 1960 e 1970, mulheres feministas, especialmente nos Estados Unidos, passaram a usar o termo "sisterhood" (irmandade entre mulheres) para incentivar a solidariedade, a amizade e a união entre as mulheres.

    No Brasil, a palavra "sororidade" (do latim soror, que significa irmã) passou a ser usada a partir dos anos 2000, com o impacto dos debates feministas no mundo acadêmico e nos movimentos sociais.

    Recentemente, no programa Revista CBN, conversei sobre sororidade com minha querida amiga Petria Chaves.

    Revelei a contradição entre o discurso de sororidade e a prática de rivalidade entre mulheres. E como essa tensão reforça a lógica da dominação masculina.

    "Nós denunciamos o machismo, o patriarcado, a dominação masculina, e parece que as mulheres estão fora dessa lógica. Infelizmente não é assim porque a lógica cultural é a da competição, da comparação e da inveja. O que mais me entristece é constatar que, apesar do discurso de sororidade, algumas mulheres, consciente ou inconscientemente, reproduzem a lógica da dominação masculina. Em meio a tanta competição tóxica, é difícil fazer uma amizade verdadeira porque elas enxergam a outra mulher como uma inimiga a ser destruída."

    "Por que tantas mulheres reproduzem essa lógica que aprisiona as próprias mulheres?", Petria perguntou.

    "Talvez porque aprenderam, desde muito cedo, que no jogo de dominação só há espaço para uma mulher no mercado profissional e até mesmo no chamado mercado afetivo e sexual. Por isso, competem entre si para serem as únicas, a número um", respondi.

    Desde o início das minhas pesquisas, com a publicação do livro "A Outra: Um Estudo Antropológico sobre a Identidade da Amante do Homem Casado", em 1990, tenho enfatizado a importância da amizade entre as mulheres.

    Na minha pesquisa sobre envelhecimento, autonomia e felicidade, quando perguntei "Quem vai cuidar de você na velhice?", as respostas femininas foram "eu mesma" e, em seguida, "minhas amigas".

    As respostas da maior parte das mulheres, inclusive das que são casadas e têm filhos, reforçam a ideia de que a amizade entre mulheres é a nossa maior riqueza, em todas as fases da vida. Mais valiosa do que qualquer status, fama ou notoriedade. Acredito que a união entre mulheres é uma estratégia de sobrevivência e de resistência frente à lógica da dominação masculina, que aprisiona mulheres de todas as idades.

    Apoiar, fortalecer e celebrar as mulheres não pode ser apenas um discurso politicamente correto; deve se tornar uma prática cotidiana.

    Sozinha, nenhuma de nós consegue sobreviver física e emocionalmente.

    Sororidade se constrói na prática, não no discurso.

    Em tempos de tanta violência contra as mulheres, a amizade verdadeira é um patrimônio.     É, acima de tudo, um ato revolucionário.

Será que estamos praticando a sororidade? Ou estamos reproduzindo, entre nós, a mesma lógica que precisamos combater?



Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2026/05/o-paradoxo-da-sororidade-amigas-ou-rivais.shtml Acesso em: 20 jul. 2026 

O emprego ou não da crase está CORRETO em: 
Alternativas
Q4318665 Português
O emprego do acento grave indicativo de crase depende da análise simultânea da regência dos termos da oração e da natureza da palavra que sucede a preposição a. Considerando as regras da norma-padrão da Língua Portuguesa, analise o trecho abaixo e assinale a alternativa que preenche corretamente todas as lacunas. "

Ao término da audiência, a magistrada dirigiu-se ______ secretaria do tribunal para entregar o relatório. Em seguida, referiu-se ______ decisão anteriormente proferida e informou que retornaria ______ uma hora da tarde para concluir o procedimento. Ressaltou, ainda, que o documento foi redigido ______ moda dos antigos pareceres e que permaneceria ______ disposição da presidência até o encerramento dos trabalhos."

Assinale a sequência correta:
Alternativas
Q4318330 Português
Cães entendem quando estamos felizes ou tristes pelas nossas expressões faciais


Por Ana Clara Caielli Barreiro


Q1_20.png (762×697)

(Disponível em: super.abril.com.br/ciencia/caes-entendem-quando-estamos-felizes-ou-tristes-pelas-nossasexpressoes-faciais-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
 Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto:

•  “O título de ‘melhor amigo do homem’ não é ___ toa”.
•  “conseguem até diferenciar expressões faciais humanas e responder ___ elas”.
•  “os cães conseguem identificar emoções associadas ___ expressões faciais”. 
Alternativas
Q4318135 Português
Loucura sem cura




(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/08/loucura-semcura-cmt24vpro01rt015hk4nrhgbo.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Considerando a regência verbal e o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir retirados do texto.

• “o autor se dedica principalmente a investigar ___ complexidade do distúrbio”.
• “Sempre ___ ponto de perder o controle”.
• “mantém um estado de tensão permanente a sua volta, pois explode ___ cada vez que se sente ameaçado”. 
Alternativas
Q4318028 Português

Leia a seguir um trecho do prólogo do livro A literatura como remédio: os clássicos e a saúde da alma, para responder à questão


 Prólogo ao leitor extremamente ocupado


“Desocupado leitor…” É assim que Miguel de Cervantes iniciava o prólogo de uma das mais célebres obras literárias da história universal: O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha. Quatrocentos anos depois, neste mundo marcado pelo imediatismo e pelo produtivismo, fico pensando se ainda seria possível iniciar um livro fazendo um convite ao “desocupado leitor” de Cervantes… Pois, na verdade, hoje estamos todos tão extremamente ocupados… Extremamente ocupa dos e extremamente apressados.


Esta pressa e esta azáfama têm, mais que nos ocupa do, nos preocupado e, em última análise, nos desumanizado e nos adoecido. E como os que estão doentes precisam de remédio, passo, rapidamente — porque nos falta tempo — a falar sobre o porquê deste livro.


Este livro fala sobre um remédio; um tipo muito especial de remédio. O remédio é, como veremos, muito, muito antigo. Foi descoberto ou inventado ainda na aurora da humanidade e, ficando às vezes meio esquecido, precisa ser constante mente resgatado, para que essa mesma humanidade não adoeça mortalmente.


Quem nunca experimentou, algum dia, os seus efeitos benfazejos? Eu mesmo me lembro o quanto o desejava e esperava, ansiosamente, quando minha mãe, às vezes meu pai, ou mesmo meu avô, vinham administrá-lo à noite, antes de dormir…


Sim, não cabe mais fazer mistério: esse remédio são as histórias. As narrativas que, algumas vezes, brotam da imaginação fértil; outras, das coisas efetivamente ocorridas e reinventadas; e, na maioria, dos livros clássicos de contos infantis.


Chamo de remédio, porque, desde a mais tenra infância, essas histórias eram o que enchiam a alma, quebravam a rotina dos dias cinzentos, abriam as portas para outras dimensões e patamares da realidade. Divertiam, encantavam, ensinavam e, mesmo quando eram amargas e tristes (pois é próprio do remédio às vezes ser amargo), sempre faziam bem.


Com o passar do tempo, entretanto, e as demandas da vida — escola, trabalho etc. — vamos nos afastando deste maravilhoso remédio, fortificante da alma. No contexto do mundo moderno, aliás, passaram a acreditar que tal remédio é não só dispensável, mas até prejudicial, pois ficção, fantasia, sonho, nos distrai da “realidade”, determinada pelas coisas “reais”, sérias, produtivas. Mas então, quando começamos a sentir os sintomas de um tipo muito particular de adoecimento, nos damos conta da sua falta e nos lembramos dos seus efeitos.


(Dante Gallian. São Paulo: Martin Claret, 2019. Adaptado).

Assinale a alternativa que está redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância e crase.
Alternativas
Q4316467 Português
Assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase está correto:
Alternativas
Q4315508 Português
Assinale a alternativa em que o uso do sinal indicativo de crase está estritamente DE ACORDO com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Respostas
141: B
142: E
143: C
144: B
145: C
146: B
147: A
148: A
149: A
150: D
151: C
152: A
153: C
154: C
155: A
156: B
157: E
158: E
159: A
160: D