Questões de Concurso
Sobre crase em português
Foram encontradas 8.530 questões
“Ficaram frente ___ frente, ___ se olharem, pensando no que dizer uma ___ outra.


Adaptado de: <https://www.brasildefato.com.br/node/7045/>
Em relação ao emprego da crase, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Saiu à viajar pelo mundo.
( ) No feriado, retornamos à Bahia.
( ) Peço à Vossa Senhoria que envie as mercadorias.
Em relação ao emprego do sinal indicativo de crase, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Às vezes, saímos para passear.
( ) Comprei à prazo a televisão.
( ) Dobre à direita para chegar ao centro da cidade.
I - Essa história é muito parecida à que minha mãe me contava. II - Ele escreve à Machado de Assis, isto é, com elegância e naturalidade. III - Os inimigos estavam cara a cara. IV - Não voltarei a casa para almoçar. V - Não compareço a festas públicas
O que será de mim daqui __ um mês, __ um dia, __ uma hora?
As lacunas acima são preenchidas correta e
respectivamente por:
Cem cruzeiros a mais
Fernando Sabino
Ao receber certa quantia num guichê do Ministério, verificou que o funcionário lhe havia dado cem cruzeiros e mais. Quis voltar para devolver, mas outras pessoas protestaram: entrasse na fila.
Esperou pacientemente a vez, para que o funcionário lhe fechasse na cara a janelinha de vidro:
– Tenham paciência, mas está na hora do meu café. Agora era uma questão de teimosia. Voltou à tarde, para encontrar fila maior – não conseguiu sequer aproximar-se do guichê antes de encerrar-se o expediente.
No dia seguinte era o primeiro da fila:
– Olha aqui: o senhor ontem me deu cem cruzeiros a mais.
– Eu?
Só então reparou que o funcionário era outro.
– Seu colega, então. Um de bigodinho.
– O Mafra.
– Se o nome dele é Mafra, não sei dizer.
– Só pode ter sido o Mafra. Aqui só trabalhamos
eu e o Mafra. Não fui eu. Logo…
Ele coçou a cabeça, aborrecido:
– Está bem, foi o Mafra. E daí?
O funcionário lhe explicou com toda urbanidade que não podia responder pela distração do Mafra:
– Isto aqui é uma pagadoria, meu chapa. Não posso receber, só posso pagar. Receber, só na recebedoria. O próximo!
O próximo da fila, já impaciente, empurrou-o com o cotovelo. Amar o próximo como a ti mesmo! Procurou conter-se e se afastou, indeciso. Num súbito impulso de indignação – agora iria até o fim – dirigiu-se à recebedoria.
– O Mafra? Não trabalha aqui, meu amigo, nem nunca trabalhou.
– Eu sei. Ele é da pagadoria. Mas foi quem me deu os cem cruzeiros a mais.
Informaram-lhe que não podiam receber: tratava-se de uma devolução, não era isso mesmo? E não de pagamento. Tinha trazido a guia? Pois então?
Onde já se viu pagamento sem guia? Receber mil cruzeiros a troco de quê?
– Mil não: cem. A troco de devolução.
– Troco de devolução. Entenda-se.
– Pois devolvo e acabou-se.
– Só com o chefe. O próximo!
O chefe da seção já tinha saído: só no dia seguinte. No dia seguinte, depois de fazê-lo esperar mais de meia hora, o chefe informou-se que deveria redigir um ofício historiando o fato e devolvendo o dinheiro.
– Já que o senhor faz tanta questão de devolver.
– Questão absoluta.
– Louvo o seu escrúpulo.
– Mas o nosso amigo ali do guichê disse que era só entregar ao senhor – suspirou ele.
– Quem disse isso?
– Um homem de óculos naquela seção do lado de lá. Recebedoria, parece.
– O Araújo. Ele disse isso, é? Pois olhe: volte lá e diga-lhe para deixar de ser besta. Pode dizer que fui eu que falei. O Araújo sempre se metendo a entendido!
– Mas e o ofício? Não tenho nada com essa briga, vamos fazer logo o ofício.
– Impossível: tem de dar entrada no protocolo.
Saindo dali, em vez de ir ao protocolo, ou ao
Araújo para dizer-lhe que deixasse de ser besta, o
honesto cidadão dirigiu-se ao guichê onde recebera
o dinheiro, fez da nota de cem cruzeiros uma
bolinha, atirou-a lá dentro por cima do vidro e foi-se embora.
A questão refere-se ao texto abaixo.
I. ‘ao longo’ (l. 04) por à margem. II. ‘aos centros urbanos’ (l. 10) por às áreas urbanas. III. ‘a esse setor’ (l. 31) por à essa divisão.
Quais estão corretas?
A questão refere-se ao texto abaixo.

Leia o texto.
O dono da bola
Carlos Alberto pulou vermelhinho de raiva:
— A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!
— Pois é isso mesmo! — disse o Beto, zangado. — É por isso que nós não vamos ganhar campeonato nenhum!
— Pois, azar de vocês, eu não jogo mais nessa droga de time, que nem bola tem.
E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.
Aí, Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. Nós passávamos pela casa dele e víamos. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido.
Porque, depois de três dias, o Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.
— Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha
bola.
Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não
criava caso com ninguém.
E, quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou gritando:
— Viva o Estrela-d’Alva Futebol Clube!
— Viva!
— Viva o Catapimba!
— Viva!
— Viva o Carlos Alberto!
— Viva!
Então o Carlos Alberto gritou:
— Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!
Ruth Rocha
Observe a frase retirada do texto:
“A coisa começou a complicar mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do nosso bairro.”
Sobre ela, assinale a alternativa verdadeira.
Julgue o item, considerando a estruturação linguística do texto.


