Questões de Concurso
Sobre crase em português
Foram encontradas 9.482 questões
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Previsões de Um Futuro Passado: 30 Anos de Internet
- Há 30 anos, o mundo era outro. Não, eu não estou falando da queda do muro de Berlim,
- da eleição de Collor ou dos protestos na Praça da Paz Celestial. Quero dizer que, em 1989, a
- internet mal existia. Foi só naquele ano que Tim Berners-Lee deu forma final a seu conceito de
- World Wide Web, quando ainda trabalhava na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear em
- Genebra. Provedores de internet para o grande público só engatinhavam nos Estados Unidos e na
- Europa.
- Ainda que fosse um cenário bastante distinto da nossa web de redes sociais, conexão
- sem-fio e emojis, ali estavam as bases da rede mundial de computadores que conhecemos hoje.
- Em homenagem ___ três décadas dessa invenção que mudou o mundo, mergulhei nos acervos
- de O Globo para conferir quais eram as previsões dos jornais sobre o futuro da Internet entre
- 1989 e 1995, ano em que o serviço chegou oficialmente ao Brasil e pudemos enfim conferir seu
- funcionamento ao vivo e a (poucas) cores. Separei, a seguir, três das mais interessantes
- previsões, deixando de lado outras como e-commerce e internet banking.
- "Quem quer ler tanta notícia?"
- Em 1991, a internet já alcançava um número decente de usuários. Pelo menos 3 milhões,
- segundo uma reportagem que descrevia as cada vez mais conectadas redes de computadores,
- até então, principalmente, acadêmicas. E um dado chama a atenção: quem se conectasse ___
- rede poderia ter acesso ___ mais de “200 conferências internacionais, sem sair de casa”. Mais do
- que isso, era possível ler até 100 páginas de notícias por dia! O número hiperbólico levou a
- repórter a se questionar: “Quem quer ler tanta notícia?!”
- Pois bem... quase 30 anos depois, o panorama é outro. Só nos EUA, dois terços das
- pessoas acessam notícias online , e a tendência é que esse número ainda cresça. O volume de
- publicações então, é imensurável. Certeza só de que são muito mais do que 100 páginas diárias
- de notícias por aí. A casa, com certeza, está nos milhões de artigos, reportagens, gráficos, vídeos
- e análises noticiosos por dia. Mas a pergunta continua de pé: “Quem quer ler tanta notícia?!”
- “Dono de videolocadora, o tempo é de começar a se preocupar”
- O aviso alarmista estampado em uma das reportagens analisadas não poderia ter sido
- mais certeiro, ainda que um pouco precipitado. Em outubro de 1994 a gigante americana Time-
- Warner anunciava o lançamento de um serviço de “Video On Demand” para alguns assinantes. O
- objetivo era de fornecer notícias, filmes e entretenimento em uma “rede digital multimídia”. Os
- arquivos eram comprimidos, enviados em até 450bps para receptores (que poderiam ser TVs) e
- então vistos pelos assinantes. Naquela altura, até 1000 pessoas eram capazes de assistir filmes
- simultaneamente.
- Com tamanhas aspirações, não surpreende que o repórter tenha visto a medida da Time-
- Warner (e de sua concorrente, a Oracle) como uma péssima notícia para as videolocadoras.
- Quase 30 anos depois, a preocupação era mais do que justificada. Vivemos uma era de
- streaming, a Blockbuster que o diga. Descansem em paz, videolocadoras.
- O rosto do seu computador
- Nem toda previsão é acertada. Inclusive uma feita pelo New York Times, que cravou, em
- 11 de julho de 1994, que a próxima grande tendência da informática seria dar caras aos
- computadores. E da maneira mais assombrosa possível: gerando rostos que interagissem e
- dessem recados aos usuários sobre o funcionamento dos PCs. A ideia, que talvez parecesse
- natural na época, felizmente, nunca foi para frente. Em 2019, ninguém recebe uma tela azul
- acompanhada de uma cara triste. :(
- A ideia, porém, não é de todo incoerente. A tentativa de humanização dos computadores
- ainda está na moda, como mostram filmes como “Her” e assistentes digitais como a “Alexa” e a
- “Siri”, da Amazon e Apple, respectivamente. A tentativa é válida e pode facilitar a vida dos
- usuários. Só, por favor, não deem rostos ___ máquinas. Não queremos pesadelos.
Daniel Salgado – 08/02/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação.
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 09, 17, 18 e 48.
As questões de 1 a 10 dizem respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.
Por que dar á luz era muito mais fácil dois milhões de anos atrás
1 O parto humano pode ser um processo, longo,
doloroso e prolongado, que necessita assistência e,
às vezes, chega a durar dias. Então, por que
parentes dos humanos como os chimpanzés têm
5 um trabalho de parto mais fácil, dando à luz em
horas e por conta própria? Na tentativa de
responder a essa pergunta sobre evolução, os
cientistas observaram como os membros antigos
da árvore genealógica humana davam à luz. Para
10 nossos parentes de dois milhões de anos atrás, era
"bastante fácil", de acordo com uma reconstituição
do nascimento. No caso do Australopithecus
sediba, que viveu 1,95 milhão de anos atrás na
África do Sul, vemos "um processo de nascimento
15 relativamente fácil", diz a pesquisadora Natalie
Laudicina. " A largura da cabeça fetal e dos ombros
tem amplo espaço para atravessar até as
dimensões mais apertadas do canal de parto
materno", diz ela. Hoje é diferente, pois o tamanho
20 e a forma da pélvis moderna (uma mudança
necessária para caminhar na posição vertical) e o
tamanho grande da cabeça de um bebê tornam
esse ajuste apertado.
(Fonte adaptada: https://g1.globo.com>acesso em 29 de Setembro de 2019)
“O parto humano pode ser um processo longo, doloroso e prolongado, que necessita assistência e, às vezes, chega a durar dias.” (linhas 1 a 3).
A crase foi empregada no trecho retirado do texto pela seguinte regra:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
https://super.abril.com.br/c iencia/confianca-da-populacao-nos- cientistas-cai-no-brasil- e-sobe-noseua/
Considerando o contexto das ocorrências do vocábulo ‘a’ no texto, as lacunas tracejadas das linhas 05, 15 e 24 devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:
A reforma da Previdência pesará mais sobre os mais pobres ou os mais ricos?
Heloísa Mendonça – 03/06/2019 – 16:22 BRT
1 A reforma da previdência é o assunto
2 que está mexendo com o Brasil. O ministro da
3 Economia, Paulo Guedes, tem repetido que a
4 nova Previdência irá remover privilégios e
5 reduzir as desigualdades entre as
6 aposentadorias do setor privado e público. Já
7 a oposição argumenta que as mudanças
8 atingirão principalmente os mais pobres. Mas
9 quem de fato vai ter de encarar mudanças
10 com a reforma que está no Congresso?
11 Para destrinchar algumas das mudanças
12 mais polêmicas propostas pela reforma, o EL
13 PAÍS escutou três economistas: Paulo Tafner,
14 um dos maiores especialistas em Previdência
15 no país, o pesquisador Marcelo Medeiros,
16 vinculado à Universidade de Princeton nos
17 Estados Unidos, e Denise Lobato Gentil,
18 professora do Instituto de Economia da
19 Universidade Federal do Rio de Janeiro
20 (UFRJ).
21 Contribuição maior para funcionários
22 públicos e da iniciativa privada
23 Dentre as diversas mudanças, há um
24 consenso entre os especialistas de uma
25 medida que ajudará a melhorar a distribuição
26 de renda: a criação de alíquotas de
27 contribuição progressiva para o setor privado
28 e os servidores. Hoje, os empregados da
29 iniciativa privada recolhem de 8% a 11%,
30 dependendo do salário. A nova regra prevê
31 alíquotas que variam de 7,5% a 14%,
32 distribuídas em mais faixas salariais. Para o
33 funcionalismo, cuja cobrança padrão é de
34 11%, a cobrança pode chegar a 22% para
35 quem recebe 39 mil reais ou mais. O modelo
36 foi pensado para garantir que quem ganha
37 mais pagará mais que os que ganham menos.
38 "A contribuição progressiva é correta e
39 positiva, já surte efeito no curto prazo. Mas
40 deve ser pedida para todas as categorias,
41 inclusive para os militares", aponta Medeiros.
42 A proposta de reforma para os militares -
43 apresentada à parte pelo Governo - unifica a
44 contribuição de todos os beneficiários do
45 sistema e passa a ser de 10,5% sobre o valor
46 integral do rendimento bruto a partir de
47 2022. Cabos e soldados estarão isentos dessa
48 contribuição durante o serviço militar
49 obrigatório. Hoje ativos e inativos contribuem
50 com 7,5% sobre o rendimento bruto.
51 Mas afinal, as mudanças vão pesar mais
52 para algum grupo?
53 Ainda que individualmente a reforma
54 piore a situação de todos os trabalhadores
55 brasileiros com regras mais rígidas, Tafner
56 defende que quando olhamos o coletivo, a
57 mudança será positiva para a sociedade como
58 um todo. "A partir do momento em que o
59 Governo consiga controlar as contas públicas,
60 o Estado terá maior capacidade de investir
61 recursos em educação e saúde, duas áreas
62 que, quando sofrem cortes, atingem muito
63 mais os mais pobres", afirma.
64 Para o economista, não há dúvida de
65 que na equação das novas regras
66 da aposentadoria serão os segmentos mais ricos
67 os mais punidos. "Pegue o exemplo de um
68 funcionário público, hoje ele se aposenta com
69 53, 54 anos. Com a reforma, para chegar ao
70 salário integral do benefício, ele terá que
71 trabalhar até os 65 anos, 10 anos mais. Já a
72 alíquota dele pode chegar a 18%, enquanto o
73 trabalhador urbano mais pobre será de
74 7,5%", diz.
75 Outro aspecto que pune os mais ricos,
76 segundo o economista, é que, com a reforma,
77 todos os servidores, inclusive deputados,
78 senadores ou juízes, vão ganhar no máximo
79 5.800 reais de aposentadoria.
80 "Proporcionalmente, o custo individual é
81 muito maior dessas pessoas e nesse sentido a
82 reforma é justa. Todo mundo está sendo
83 punido, mas os mais ricos mais. Não é a toa
84 que os servidores estão contra", explica
85 Tafner.
86 A visão de Denise Gentil é
87 completamente oposta. Para a economista, a
88 reforma é desalentadora e não combate
89 privilégios. "Se quisesse combater, não usaria
90 a Previdência como estratégia, e sim a
91 reforma tributária. O que o projeto quer é
92 desconstitucionalizar toda a proteção social.
93 Sem segurança jurídica, as pessoas irão
94 trabalhar sem perspectiva de se aposentar",
95 afirma Gentil. Na avaliação da professora da
96 UFRJ, as mulheres, professoras, os
97 trabalhadores rurais e os
98 beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC)
99 serão os maiores prejudicados. "Pensando em
100 cortes, a estratégia é de eliminação. Eliminar
101 as pessoas de alcançar a sobrevivência na
102 velhice".
103 Na avaliação de Medeiros, dizer que
104 quem pagará mais o ônus das mudanças na
105 aposentadoria serão os pobres é equivocado.
106 "Muita gente vai pagar. O que precisamos
107 fazer é uma reforma que alie
108 responsabilidade fiscal com responsabilidade
109 social. Esse projeto foi desenhado de tal
1110 maneira em que todo mundo sai perdendo,
111 mas o ideal é fazer mudanças para que os
112 pobres percam menos", diz.
113 Para o pesquisador, a distribuição das
114 aposentadorias é hoje extremamente
115 concentrada, e é ainda maior que a
116 desigualdade do mercado de trabalho. "Isso
117 traz uma mensagem importante. Se você
118 economizar no topo, você economiza a maior
119 parte dos recursos. Se você não fizer
120 concessões para as categorias que estão no
121 topo, você consegue economizar muito mais
122 que apertando as pessoas da parte de baixo",
123 explica Medeiros.
124 Apesar de avaliar que a reforma traz
125 uma série de medidas positivas, o
126 pesquisador afirma que o Governo continua
127 lançando medidas que protegem professores,
128 militares, policiais, mas não está interessado
129 em propor medidas para ajudar os mais
130 pobres. "A reforma mira a economia fiscal,
131 mas não se preocupa em melhorar a
132 aposentadoria de ninguém. Ela só tira. É
133 compreensível dado o rombo nas contas, mas
134 para os mais pobres é necessário criar
135 mecanismos de proteção um pouco
136 melhores", conclui.
Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/13/politica/15 57776028_131882.html Acesso em 11/07/2019. Texto adaptado
Justifica-se o uso da crase em “...o pesquisador Marcelo Medeiros, vinculado à Universidade de Princeton nos Estados Unidos...” (linhas 15-17) por uma regra de
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Os principais tipos de relacionamentos ioiô
- Um tema de imensa importância e que se costuma não dar a devida atenção são os
- chamados relacionamentos ioiô. O que são esses relacionamentos? São aqueles em que o casal
- vive se separando e voltando poucos dias ou semanas depois. Esse tipo de relacionamento é
- dominado pela insegurança, medos, carências e, principalmente, pela imaturidade. Os casais
- que costumam fazer isso podem estar passando por diversos problemas ou dificuldades. Os
- maiores motivos para se embarcar nesses relacionamentos são a falta de sinceridade
- e transparência.
- Um caso clássico são aquelas pessoas que ___ uma autoestima infinitesimal ou tendendo a
- zero. Muitas dessas pessoas namoram alguém só para não ficarem sozinhas. Já ouviu aquela
- frase? “Ruim contigo, pior semtigo”? Pois é! É dessas pessoas que estou falando! Os
- relacionamentos ioiô nesses casos acontecem assim, um dos dois termina e tenta “encontrar
- alguém melhor”. Como encontrar alguém melhor se você mesmo não consegue ser melhor?
- Não se esforça para ser melhor? Não dá, meu amigo! Aí a pessoa fica carente e depois de
- tentativas em vão volta para a pessoa que não ama de verdade, volta só para não ficar sozinha
- e vive assim um pseudorrelacionamento. Para esses casos, a melhor saída é a busca de uma
- ajuda psicológica, para melhorar a autoestima, juntamente com a busca incessante pelo
- autoconhecimento.
- Um dos casos mais comuns são os namorados pilantras. Isso mesmo! Pilantras! Quem são
- os namorados pilantras? São aqueles que terminam dois ou três dias antes do carnaval e
- querem voltar dois ou três dias depois do carnaval. Por que será que eles fazem isso, hein?
- Acho que nem preciso responder, não é mesmo? Pois é! Esses são os namorados pilantras. Mas
- sabe de uma coisa! Muitos casais aceitam isso. Eu digo ___ você que o mais importante é se
- amar primeiro. Se você se ama e consegue ser feliz e equilibrado sozinho, pode ter certeza que
- isso que acabei de citar jamais acontecerá, porque você jamais permitirá que aconteça,
- entende?
- Outra possibilidade é a das pessoas com problemas mal resolvidos do passado. Esse pode
- ser um grande “abacaxi”, porque muitas delas sofrem de algo que denomino “medo de revelar
- os medos”. São pessoas que sentem que quando alguém está prestes a adentrar em seus
- territórios feridos das emoções, ou se fecha no seu mundo de sombras, ou muda totalmente o
- assunto. Vários relacionamentos ioiô passam por essas situações. O indivíduo que sofre desse
- medo se sente sufocado pelo outro, como se ele ou ela quisesse fazer um interrogatório sobre o
- seu passado. Para esse tipo de casal e situação, o meu conselho é simples e precioso. Evite
- conversar sobre o passado da outra pessoa! Lembre-se sempre da frase do grande Roberto
- Carlos: “o que passou não quero mais lembrar, só quero ter você aqui…”. Dessa forma, a
- pessoa se sentirá muito mais confortável e segura.
- Outro caso um pouco mais sutil e complexo acontece com as pessoas nostálgicas. Esse tipo
- de relacionamento ioiô mexe com o inconsciente do indivíduo, por isso ele é mais complexo.
- Como acontecem esses casos? Um dos dois termina e aquele mais nostálgico fica sofrendo em
- demazia ao lembrar os melhores momentos que o casal passou junto, e como a nostalgia
- sempre é a lembrança de algo bom e carregado de emoções positivas, a pessoa desvia seus
- pensamentos daquilo que foi conflituoso e levou ao rompimento amoroso e volta a pensar no
- relacionamento em suas fases mais iniciais, que certamente estavam carregadas de emoções
- positivas e, acima de tudo, de paixão. Dessa forma, a pessoa também fica carente
- e “louca” para voltar o relacionamento, o que acaba acontecendo. Porém, a realidade mostra
- que já não existe mais paixão e dentro de pouco tempo um dos dois decide terminar mais uma
- vez, e fica um ciclo quase interminável de terminar-voltar-terminar-voltar! Você se identificou
- com essa possibilidade? Ela é mais comum do que se imagina…
- Existem outras possibilidades, mas acho que falei as principais. Evite os relacionamentos
- ioiô, pois eles só revelam medos, inseguranças, carências e, principalmente, infantilidades.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/os-principais-tipos-derelacionamentos-ioio/. Acesso em 26 mar. 2019.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 08 e 22.
Analise os enunciados abaixo e assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
I. O casal foi colocado frente ___ frente, no tribunal, após diversas denúncias de agressões.
II. Aquela família estava ___ espera de um milagre.
III. Todos querem ir ___ cidade de Itu onde aconteceu o inusitado caso da cesta de ouro.
Assinale a opção em que o emprego do sinal indicativo de crase é facultativo.
Leia a tirinha para responder às questões de números 07 a 10.
(André Dahmer. Malvados. www1.folha.uol.com.br, 12.03.2019)
Em relação ao acento indicativo de crase, assinale a alternativa que substitui a pergunta feita no primeiro quadrinho de acordo com a norma-padrão.
Leia o texto para responder às questões de números 06 a 10.
Agora o filho começava a andar, brincava com barcos que o velho Francisco fazia. Abandonados num canto, sem um olhar do garoto sequer, um trem de ferro que Rodolfo trouxera, o ursinho barato que Lívia comprara, o palhaço que era presente dos tios de Lívia. O barco feito de um pedaço de mastro que o velho dera valia por tudo. Na bacia onde Lívia lavava roupa o filho navegava. O menino falava na sua língua que lembrava o árabe: — Vovô, fá petá.
O velho Francisco sabia que ele queria que a tempestade desencadeasse sobre a bacia. Como Iemanjá que fazia o vento cair sobre o mar, o velho Francisco inchava as bochechas e desencadeava o nordeste sobre a bacia. O pobre barco rodava sobre si mesmo, andava ao léu do vento rapidamente, o garoto batia palmas com as mãozinhas sujas. O velho Francisco inchava mais as bochechas, fazia o vento mais forte. As águas da bacia, calmas como as de um lago, se agitavam, ondas varriam o barco que terminava por se encher de água e afundar lentamente. O garoto batia palmas, o velho Francisco via sempre com tristeza o barco ir ao fundo.
Lívia olhava com medo o urso, o palhaço, o trem abandonados. Nunca o garoto fizera o trem descarrilar no passeio da casa. Nunca fizera o urso matar o palhaço. Os destinos da terra não interessavam ao filho. Seus olhos vivos seguiam o pequeno barco na sua luta contra a tempestade que saía das bochechas do velho Francisco.
(Jorge Amado. Mar morto. Companhia das Letras, 2008. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase, foi empregado corretamente.
A crase é a contração ou fusão de duas vogais iguais. A contração mais comum é a da preposição a com o artigo definido feminino (a + a = à).Assinale a alternativa correta quanto ao uso da crase.
Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 12.
Fogo de palha ou surto de hashtag?
Num mundo em que nem os números, ou nem sequer os satélites, são confiáveis, ai de nós que queremos formar uma ideia sobre acontecimentos importantes, ainda que apenas modestamente parecida com a realidade. A Amazônia está pegando fogo inteirinha, como aparece naqueles mapas em que os focos são colocados em tamanho perceptível aos olhos, mas evidentemente não compatível com o da vida real? Os incêndios aumentaram 1 quatrilhão por cento? A culpa é de Fulano? Para facilitar um pouco a vida dos obcecados que têm mania de fazer perguntas e não esperar respostas fáceis, alguns filtros podem ser aplicados, em várias situações, na tentativa de distinguir fatos e suas infinitas interpretações.
Fator hashtag. Está bombando nas redes sociais e não é um gatinho adorável? Desconfie, desconfie muito. É bom ter um canal para expressar sentimentos e opiniões. #metoo, #timesup ou #prayforamazonia são exatamente isso. Servem, dessa forma, para avaliar humores emocionais, não como um prognóstico infalível. Outra pequena dica: gente que nunca rezou por nada e de repente se prostra diante do divino por causa da floresta é como certos candidatos que vão à missa e até comungam em véspera de eleição.
Fator fofura. Apresentadores ou influenciadores se emocionam e ficam com a voz embargada? Estão tratando de Greta Thunberg, a adolescente sueca em que tantos adultos querem acreditar, ou de macaquinhos indianos chamuscados e transportados por pensamento mágico para a floresta brasileira. Os ultrassensíveis, programados, como todos os humanos, para se comover com filhotes de mamíferos, moram bem longe dela. De perto, independentemente de sua importância e de seus prodígios, as florestas sempre foram fonte de temor. Ah, sim, se aparecer alguém usando cocar, a coisa está perdida. Índios não usam cocar no dia a dia, exceto para efeitos midiáticos.
Fator uma semana. Passaram-se sete dias e o acontecimento, sem ter mudado em sua essência, sumiu do mapa. Depois do pico do fogo de palha, existe uma tendência a falar mais francamente. Registrem-se as manifestações a favor do “intervencionismo ambiental”. Escreveu um valente professor americano, Lawrence Douglas, comparando-o ao intervencionismo humanitário: “A comunidade internacional precisa assumir a responsabilidade – não, em primeira instância, aplicando a força militar, mas através de sanções comerciais e boicotes econômicos”. Por incrível coincidência, 46 deputados e dezessete ONGs da França propuseram sanções contra a soja e a carne importadas do Brasil. Não é só aqui que tem bancada ruralista.
(Vilma Gryzinski, Veja, 11.09.2019. Adaptado)
A alternativa que substitui as expressões destacadas na passagem – Para facilitar um pouco a vida dos obcecados que têm mania de fazer perguntas e não esperar respostas fáceis, alguns filtros podem ser aplicados… – de acordo com a norma-padrão de regência, crase e emprego dos tempos verbais é:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 09.
O combate ao Aedes sob a ótica dos determinantes sociais da saúde
Mobilizar a população para combater os focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti é fundamental para evitar possíveis epidemias de dengue, zika e chikungunya. Essa ação, no entanto, pode ser potencializada se estiver integrada a outras políticas, isto é, integrada às condições sociais em que as pessoas vivem e trabalham, aí incluídos fatores econômicos, ambientais e culturais, entre outros.
Pesa muito a questão do planejamento urbano. Uma cidade que evolui de forma planejada é capaz de oferecer serviços e garantir direitos a sua população com mais facilidade e qualidade, não apenas na saúde, mas também em outras áreas.
Além disso, o desequilíbrio ambiental e as consequentes mudanças climáticas são outros macrofatores relacionados a possíveis epidemias de dengue. O aumento de temperatura e a maior ocorrência de fenômenos climáticos, como chuvas fortes, formam um cenário ideal para a proliferação do mosquito. Por isso, a educação ambiental, assim como a educação, em sentido amplo, geram estratégias para a realização de ações intersetoriais. Importante frisar também que a mobilização da população e o incentivo a mudanças de comportamento representam oportunidades para trabalhar valores de solidariedade e fortalecer os laços comunitários.
(www.multirio.rio.rj.gov.br, acessado em 06.09.2019. Adaptado)
Assinale a alternativa que completa corretamente a frase, de acordo com o uso do acento indicativo da crase.
Não se combate o vírus Aedes se as políticas de saúde não ...
As questões 7 a 10 se referem ao texto a seguir:
Dezenas de pessoas participaram no último sábado (05) de mais uma edição da Pedalada Rosa, organizada pelo Governo Municipal através da Fundação de Esportes e Secretaria de Saúde, com o objetivo de mobilizar pessoas em relação ____ importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e colo do útero.
Os participantes pedalaram da Praça da Bandeira, no Centro da cidade, até ____ rótula do bairro Perequê, passando também pelo bairro Vila Nova. Mulheres, homens e crianças participaram do evento, que se tornou tradição na cidade. [...]
A Pedalada Rosa fez parte da programação dos 187 anos de Porto Belo, comemorado neste mês de outubro. A programação segue até o final do mês, e ainda conta com o corte do bolo e parabéns ____ Porto Belo, no dia 13 de outubro, _____ 15h.
Disponível em: https://www.portobelo.sc.gov.br/noticias/ind ex/ver/codMapaItem/4326/codNoticia/579494 Acesso em: 07/out/2019.[adaptado]
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas do texto quanto ao uso ou não da crase:
Em qual das alternativas o sinal indicativo foi omitido da frase erradamente?
No que se refere ao correto uso da crase, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Os professores foram à faculdade ontem.
II – A reunião foi marcada para às 16:00.
III – Ás oito horas começamos a estudar.
Sobre a crase e os pronomes, confira os seguintes casos:
I. Não havia outra opção, exceto contar a verdade àquele júri.
II. O filme à que assistimos não era indicado para menores de 16 anos.
III. Ele queria descobrir à qual peça eu me referia na palestra.
IV. A verdade é que as críticas dirigiram-se à que usava celular em aula.
Pelas regras da Língua Portuguesa, o emprego do acento indicativo de crase está INCORRETO em:
É correto afirmar que, ocorre crase:
Leia estas afirmativas.
I. No trecho: “Quase sempre usado em itálico e entre colchetes (às vezes, em especial na imprensa, também entre parênteses)”, emprega-se a crase na expressão ‘às vezes’, devido ao encontro entre a preposição ‘a’ e o artigo definido plural ‘as’.
II. No trecho “Como se vê, eu tinha partido da mais completa ignorância para decifrar o sic de cabo a rabo”, não se emprega crase porque a palavra ‘rabo’ é masculina e não há crase antes de palavra masculina.
III. No trecho “meu único e embaraçoso erro sendo o de, talvez por influência do cartunesco hic, imaginar que sic era a representação de um soluço sarcástico”, não se emprega crase porque o artigo definido não foi usado, apenas a preposição está presente diante do substantivo ‘representação’.
Em relação ao emprego da crase, estão corretas as afirmativas
Leia o texto para responder às questões de números 02 a 08.
Mais um desastre
Ainda demorará um tanto até que o impacto humano e ambiental do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) possa ser propriamente avaliado. Algumas lições preliminares, entretanto, já podem ser extraídas desse lamentável desastre.
A primeira deriva do fato acabrunhante de que não se trata de tragédia inédita no gênero. Há apenas três anos o país consternou-se diante das 19 mortes e da incrível devastação desencadeadas pelo colapso de uma barragem da Samarco, que varreu do mapa a localidade de Bento Rodrigues (MG).
Pouco ou quase nada se fez desde então. A não ser, por óbvio, as suspeitas medidas usuais: instalaram-se comissões para tratar do assunto. Resultado? Nenhum.
Segundo relatório da Agência Nacional de Águas, ao menos 45 barragens estão vulneráveis no país. Rachaduras, infiltrações e ausência de documentos que comprovem a segurança são algumas das irregularidades identificadas.
Torna-se claro que há uma falha coletiva, institucional. Autoridades estaduais e federais não atuaram como deveriam, e o mesmo se diga da Vale, sobretudo pela reincidência – a mineradora foi corresponsável pela tragédia da Samarco.
Diante da nova catástrofe consumada, o Ibama multou a Vale – a conferir se a penalidade será paga –, enquanto a Justiça determinou o bloqueio de bilhões de reais para garantir reparação de danos. Ao mesmo tempo, Polícia Federal e Ministério Público mostram-se empenhados em investigar as causas e identificar os culpados.
Tais iniciativas, porém, serão inúteis se perderem ímpeto com o tempo. Elas precisam ser efetivas e exemplares, pois só assim ajudarão a impedir um terceiro desastre.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 28.01.2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o uso do acento indicativo da crase está em conformidade com a norma-padrão.
“O esforço de incorporação gradativa dos ACE, por parte do Ministério da Saúde, às equipes de Saúde da Família visa à participação no planejamento e programação das ações.”
(https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/19050/2/ve_ EVASNGELISTA_Janete_Gon%C3%A7alves_etal_201 7.pdf)
Assinale a alternativa que se aplica quanto ao uso da crase na sentença a seguir: