Questões de Concurso Sobre conjunções: relação de causa e consequência em português

Foram encontradas 4.880 questões

Q1776935 Português

Mulher sofre

Erberth Vêncio

Disponível em https://www.revistabula.com/29542-mulher-sofre/ Acessado em 7/03/2020 

Em A maioria deles morre primeiro. Muitos ensandecem por não saber relevar a dor da dúvida. (linhas 8 a 10), os dois enunciados poderiam ser ligados pela conjunção
Alternativas
Q1776255 Português

TEXTO II 


Disponível em http://clubedamafalda.blogspot.com/2007/11/tirinha406.html#.YEV-YZ1KhPY

As conjunções são muito importantes para estabelecer a coesão entre as orações de um período e entre parágrafos. Em “Portanto, não vou cair na mediocridade do corte e costura”, a conjunção destacada foi empregada para transmitir ideia de
Alternativas
Q1774857 Português

Texto 3




BARBOSA, Ruy (2013-11-06T22:58:59). Obras de Ruy Barbosa. Biblioteca Digital. Edição do Kindle, com adaptações.

Com base nos aspectos semânticos e gramaticais do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.
No texto, a locução “desde que” (linha 48) introduz uma condição.
Alternativas
Q1774834 Português

Texto 1

Uma página em branco



SANT'ANNA, Sérgio. O concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro. Companhia das Letras, 2014.

Com base nos aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.
Em textos literários, por vezes infringem-se as regras da gramática normativa. No mencionado texto, um exemplo de não observância das regras gramaticais pode ser encontrado na linha 13, no uso da vírgula após “Mas”, e outro exemplo pode ser encontrado na linha 32, na ausência de vírgulas que isolem a conjunção “pois”.
Alternativas
Q1770990 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


O não desaparecimento de Maria Sombrinha

[...]

Deu-se o caso numa família pobre, tão pobre que nem tinha doenças. Dessas em que se morre mesmo saudável. Não sendo, pois espantável que esta narração acabe em luto. Em todo o mundo, os pobres têm essa estranha mania de morrerem muito. Um dos mistérios dos lares famintos é falecerem tantos parentes e a família aumentar cada vez mais. Adiante, diria o camaleonino réptil.

A família de Maria Sombrinha vivia em tais misérias, que nem queria saber de dinheiro. A moeda é o grão de areia esfluindo entre os dedos? Pois, ali nem dedos. Tudo começou com o pai de Sombrinha. Ele se sentou, uma noite, à cabeceira da mesa. Fez as rezas e olhou o tampo vazio.

[...]

Por fim, sua visão minguante aconteceu com Sombrinha. Ele via o tamanho dela se acanhar, mais e mais pequenita. E se queixava, pressentimental: - “Esta menina está-se a enxugar no poente...”

[...]

Valia a pena sombrear a miúda, minhocar-lhe o juízo? Mas Sombrinha não deixou de rimar com a alegria. Afinal, era ainda menos que adolescente, dada somente a brincriações. Sendo ainda tão menina, contudo, um certo dia ela se barrigou, carregada de outrem. Noutros termos: ela se apresentou grávida. Nove meses depois se estreava a mãe. Sem ter idade para ser filha como podia desempenhar maternidades? 

A criancinha nasceu, de simples escorregão, tão minusculinha que era. A menina pesava tão nada que a mãe se esquecia dela em todo o lado. Ficava em qualquer canto sem queixa nem choro.

[...]

Deram o nome à menininha: Maria Brisa. Que ela nem vento lembrava, simples aragem. Dona mãe ralhava, mas sem nunca fechar riso, tudo em disposições. Até que certa vez repararam em Maria Brisa. Porque a barriguinha dela crescia, parecia uma lua em estação cheia. Sombrinha ainda devaneou. Deveria ser um vazio mal digerido. Gases crescentes, arrotos tontos. Mas depois, os seios lhe incharam. E concluíram, em tremente arrepiação: a recém-nascida estava grávida! E, de facto, nem tardaram os nove meses. Maria Brisa dava à luz e Maria Sombrinha ascendia a mãe e avó quase em mesma ocasião. Sombrinha passou a tratar de igual seus rebentinhos - a filha e a filha da filha. Uma pendendo em cada pequenino seio.

A família deu conta, então, do que o pai antes anunciara: Sombrinha, afinal das contas, sempre se confirmava regredindo. De dia para dia ela ia ficando sempre menorzita. Não havia que iludir - as roupas iam sobrando, o leito ia crescendo. Até que ficou do mesmo tamanho da filha. Mas não se quedou por ali. Continuou definhando a pontos de competir com a neta.

Os parentes acreditaram que ela já chegara ao mínimo, mas, afinal, ainda continuava a reduzir-se. Até que ficou do tamanho de uma unha negra. A mãe, as primas, as tias a procuravam, agulha em capinzal.

Encontravam-na em meio de um anónimo buraco e lhe deixavam cair uma gotícula de leite.[...]

Até que, um dia, a menina se extingiu, em idimensão.

Sombrinha era incontemplável a vistas nuas. Choraram os familiares, sem conformidade. Como iriam ficar as duas orfãzinhas, ainda na gengivação de leite? A mãe ordenou que se fosse ao quintal e se trouxesse o esquecido pai. O velho entrou sem entender o motivo do chamamento. Mas, assim que passou a porta, ele olhou o nada e chamou, em encantado riso:

- “Sombrinha, que faz você nessa poeirinha?”

E depois pegou numa imperceptível luzinha e suspendeu-a no vazio dos braços. “Venha que eu vou cuidar de si”, murmurou enquanto regressava para o quintal da casa, nas traseiras da vida.

Mia Couto, Contos do nascer da Terra

"Até que ficou do tamanho de uma unha negra." O vocábulo sublinhado está classificado em:
Alternativas
Q1770558 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


Animal não é brinquedo, sente fome, frio e medo!


Por isso, não pode ser descartado e deixado à própria sorte nas ruas.

Quando você leva um animal para sua casa, a responsabilidade pela vida e a qualidade de vida dele é SUA!

Posse Responsável – maltratar ou abandonar animais é CRIME previsto em lei.

Disponível em: http://lolaeamigos.blogspot.com.

Assinale alternativa que corresponde a classificação do termo “ Por isso,...”
Alternativas
Q1770479 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


Pandemia e tecnologia: estamos sendo vigiados?


O mundo já não é mais o mesmo do final de 2019. A pandemia do Coronavírus tem, certamente, modificado muito dos nossos hábitos. Neste novo normal, a tecnologia, que já vinha ocupando um espaço significativo nas relações humanas, passou a ser o centro das comunicações e a unir a sociedade de um modo nunca visto antes. Em tempos de isolamento social, embora distante das ruas movimentadas, os “rastros pessoais” multiplicam-se em novas plataformas que vão desde o home-office ao TikTok. Este último, com mais de 100 milhões de instalações, foi um dos aplicativos mais baixados no mundo no mês de maio.

Estes rastros, também chamados de dados, são informações particulares do usuário que criam a sua identidade digital. É a partir deles que os algoritmos podem lhe proporcionar uma melhor qualidade na navegação em rede. Assim se explica a razão do Google já conhecer a sua pergunta na barra de pesquisa ou o anúncio no Youtube coincidir com o seu desejo[...]

Rahellen Ramos Redação adaptada :< https://www.politize.com.br/pandemia-e-tecnologia/ Publicado em 1 de julho de 2020>

Este último, com mais de 100 milhões de instalações, foi um dos aplicativos mais baixados no mundo no mês de maio. As palavras sublinhadas de acordo com o texto conforme a sequência estão classificadas em:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: PC-RN Prova: FGV - 2021 - PC-RN - Agente e Escrivão |
Q1770382 Português
É muito conhecida a frase “O crime não compensa”; se colocarmos a conjunção MAS após essa frase, uma complementação formalmente adequada será:
Alternativas
Q1770179 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


Um Só Planeta

Restaurar 30% dos ecossistemas degradados pode impedir extinção de 72% das espécies

Além disso, essa restauração pode retirar da atmosfera metade do gás carbônico acumulado desde a Revolução Industrial. É o que mostra estudo global liderado por um brasileiro e publicado na revista científica Nature. De acordo com a pesquisa, algumas áreas devem ser priorizadas por oferecerem resultados até 13 vezes mais eficazes que outras. A Mata Atlântica está na zona de alta prioridade de restauração.

Disponível < https://cbn.globoradio.globo.com

Além disso, essa restauração pode retirar da atmosfera metade do gás carbônico acumulado desde a Revolução Industrial.” A classificação do vocábulo sublinhado é:
Alternativas
Q1764623 Português



Internet: <http://bichinhosdejardim.com>.

No segundo quadrinho, em “Temos que bolar”, a palavra “que” funciona como um(a)
Alternativas
Q1763862 Português

Leia e analise as frases abaixo:


I. Desde que ele era criança, sempre quis ter um sitio cheio de bichos.

II. Ele conseguirá superar os problemas, desde que lute com disposição.

III. Como havia chovido na véspera, os caminhões não conseguiram chegar à fazenda.

IV. Tudo aconteceu como os cientistas haviam previsto.


As conjunções em destaque exprimem, respectivamente, relação de:

Alternativas
Q1763576 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Após ser rejeitado pelos irmãos, filhote de macaco passa dia com bichos de pelúcia em zoo e noite na casa de veterinária em SC


Bebê necessita de cuidados intensos 24 horas. Ações em ambientes reservados servem para simular cuidados maternos e garantir sobrevivência do animal.


Por Carolina Fernandes e Dagmara Spautz, G1 - SC e NSC

09/06/2021


Um filhote de macaco-caranguejeiro está sob os cuidados de uma veterinária na sua casa durante a noite após ser rejeitado pela família no zoológico de Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense.

Já durante o dia, no zoológico, Iuri, como foi apelidado pelos cuidadores, é mantido reservado em local com bichos de pelúcia, cobertores, leite especial e mamadeiras.

Desde que nasceu, em fevereiro, Iuri não foi bem recebido pelos irmãos e a convivência familiar ficou perigosa.

Por isso, a equipe responsável optou por isolá-lo, mas em razão dos cuidados intensos necessários, o grupo decidiu que Iuri passaria um período na residência da veterinária, Samara de Oliveira Freitas.

Segundo a bióloga responsável pela equipe, Marcia Regina Gonçalves Achutti, ele vem se desenvolvendo com saúde. Enquanto isso, a veterinária Samara de Oliveira Freitas cuida dele em casa durante à noite.

(...)

A veterinária explica que o animal ainda mantém contato com os seus semelhantes e não fica totalmente isolado. Segundo ela, assim que o bebê se adaptar à alimentação sólida, a reaproximação com os pais e os irmãos será feita.

"Esse é um processo cheio de etapas e cuidados. Nos próximos meses será feita a adaptação de alimentação mais sólida e semelhante à dos adultos. A gente tem que fazer a reintrodução aos poucos para ele e para o grupo aceitar ele. Mas sempre avaliando os possíveis risco que ele possa sofrer", conclui Samara.

(...)


https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2021/06/09/apos-ser-rejeitado-pelos-irmaos-filhote-de-macaco-passa-dia-com-bichos-de-pelucias-em-zoo-e-noite-na-ca sa-de-veterinaria-em-sc.ghtml (Acesso em 09/06/2021 - Adaptado) 

No período "Por isso, a equipe responsável optou por isolá-lo, mas em razão dos cuidados intensos necessários, o grupo decidiu que Iuri passaria um período na residência da veterinária, Samara de Oliveira Freitas ", a palavra destacada expressa uma ideia de:
Alternativas
Q1763364 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

A importância de cuidar da saúde mental


(Disponível em: https://www.hospitalmoinhos.org.br/institucional/blogsaudeevoce/entenda-aimportancia-de-cuidar-da-saude-mental – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Considere o que se afirma sobre os seguintes termos do texto “Conforme” (l. 01), “Além disso” (l. 03), “Por isso” (l. 06-07) e “Entretanto” (l. 22):
I. São conjunções ou locuções conjuntivas coordenativas; ou seja, fazem parte de orações coordenadas. II. Podem ser corretamente substituídas, no contexto em que se encontram, respectivamente por “Segundo”, Ademais, “Portanto” e “Todavia”. III. Têm valor, respectivamente, de conformidade, adição, conclusão e adversidade. IV. “Entretanto” também poderia ser corretamente substituído por “Contudo”, “No entanto”, “Embora” ou “Conquanto”.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1762821 Português

Consumo Consciente

Helio Mattar


A adoção de processos sustentáveis é uma questão não de escolha, mas de sobrevivência. Não desta ou daquela empresa, mas da vida de todos os indivíduos do planeta. Portanto, é imprescindível que os valores da sustentabilidade sejam incorporados a marcas, bens, serviços e aos pequenos atos do cotidiano. Pesquisas realizadas ao longo de dez anos de trabalho para conscientizar a população das formas mais racionais e sustentáveis de consumir comprovam que quem investe em sustentabilidade ganha também na preferência do consumidor. Afinal, 65% dos chamados formadores de opinião discutem o comportamento ético socioambiental de empresas, assim como 41% da população brasileira, segundo a Pesquisa Responsabilidade Social das Empresas - Percepção do Consumidor Brasileiro, realizada pelo Instituto Akatu e pelo Instituto Ethos, em dezembro de 2010. Hoje, dois em cada cinco brasileiros já topam pagar um pouco mais por uma marca que seja mais sustentável.

As empresas obviamente precisam de lucros, mas os interesses empresariais devem ir muito além da esfera monetária e focar, principalmente, uma sociedade melhor para todos. E cada membro dessa sociedade sustentável deve necessariamente superar o consumismo para assentar bases mais no durável e menos no descartável, mais no virtual e menos no físico, mais no público ou no compartilhado e menos no individual, mais no uso que na posse, mais no renovável que no fóssil, mais na cooperação que na competição.

As corporações e a propaganda podem contribuir fortemente como indutoras desse novo estilo de vida ao estimular a imaginação e a projeção de um futuro sustentável e desejável e ao investir em meios para alcançar esse futuro: inovação de processos, de produtos e de comportamentos, reforço de novos valores da sustentabilidade e articulação, pressão, parceria por novas políticas públicas para novos projetos, com variados e novos agentes.

Hoje, as mudanças já vêm ocorrendo e, com um atributo muito simples, é possível acelerar na direção da sustentabilidade: comunicação clara e transparente. Do rótulo à campanha na TV. O consumidor precisa de informações sobre os impactos ambientais e sociais de seu consumo para que possa exercer escolhas conscientes. Dando informação confiável, a corporação não só destaca seu produto e melhora a cadeia produtiva, mas também aumenta o protagonismo do consumidor. Mostra respeito por ele e diz "você é nosso parceiro rumo à sociedade sustentável". Essa é a arma mais eficaz a ser posta a serviço da sociedade. Quanto mais marcas e agências de publicidade o fizerem, mais contribuirão para uma vida melhor para todos, hoje e no futuro.

Helio Mattar, 63, PhD em engenharia industrial, é diretor-presidente do Instituto Akatu, ONG que trabalha há dez anos pelo consumo consciente.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/topofmind/2011/10/996028-opiniao-consumo-consciente.shtml Acesso em: 04 dez. 2020. 

Em “Quanto mais marcas e agências de publicidade o fizerem, mais contribuirão para uma vida melhor para todos, hoje e no futuro.”, o par conjuntivo em destaque contribui para inserir ao texto valor semântico de
Alternativas
Q1759789 Português

TEXTO 01

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.


A indústria digital em xeque

Por Pedro Doria


09/04/2021 ? 00:00

Este ano, 2021, é um ano de transformação para a indústria digital. A mudança não é uma - são muitas e simultâneas. Nenhuma é de novo aparelho, revolução em software, inovação de qualquer sorte. Mas, enquanto as fábricas de automóveis estão empacando mundo afora pela falta de microchips, centenas de bilhões de dólares se acumulam em ilhotas no Canal da Mancha, e gigantes ainda pairam na península logo abaixo de San Francisco - o Vale do Silício -, tudo pode mudar.


Sim, microprocessadores estão em falta. No mundo todo. Quem quer, mas ainda não conseguiu, comprar um PlayStation 5, o novo modelo de iMac, ou um carro bacana daqueles caros e cheio de apetrechos digitais, o problema é esse. De bate-pronto, nas lojas, a explicação é que a pandemia atrapalhou a logística do mundo. É verdade, mas é só parcialmente verdade.


Houve um tempo em que a Intel, empresa que inventou o Vale do Silício e a microcomputação, era líder mundial em microchips - o cérebro de qualquer coisa que se diga digital. Não mais. A força dominante é a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company. Todos a chamam de TSMC mesmo, e, com esse nome sem graça, sem uma marca que o valha, produz próximo de 60% dos microchips do planeta. Em segundo, com quase 20%, está a coreana Samsung. E simplesmente nenhuma empresa ocidental tem o nível de tecnologia e capacidade de miniaturização para fazer o que a TSMC faz. Dentro do seu celular, se for de ponta, o cérebro veio de Taiwan. (Até a Intel desenha algum de seus chips e terceiriza lá o fabrico.)


A pandemia atrapalhou a linha de produção, a logística de chegada de matéria-prima e partida de chips prontos, mas, se não fosse a briga comercial do ex-presidente Donald Trump com a China, parte dessa logística não estaria tão abalada. Quando se sai proibindo uso de tecnologia aqui e ali, nas brigas entre advogados sobre origem de dezenas de milhares de patentes, na tentativa de determinar se o aparelho X ou o Y usam isso ou aquilo, tudo atrasa. E o novo PlayStation não chega às lojas. Esse processo da globalização, que funcionava há 30 anos, quebrou e tem de ser remontado.


Enquanto isso, a ex-presidente do Banco Central americano, hoje equivalente a ministra da Economia Janet Yellen pôs perante os europeus uma proposta inusitada, talvez surpreendente. Garantir que toda nação cobre uma taxa mínima de corporações - fala-se num piso de 21%. No Brasil, passa dos 35% - não faz lá muito sentido botar empresa de alcance global por aqui. Na Irlanda, é 12,5%. Lá faz muito sentido - e muitas gigantes do Vale têm lá suas sedes europeias. Algumas ilhas autônomas na Europa cobram ainda menos e, num mundo em que compras são feitas online em território não lá muito claro, faturar onde convém é fácil. Corporações que valem trilhão de dólares no mercado pagam bem pouco imposto.


Se o projeto de Biden der certo, e o mundo comprar a ideia, haverá mais dinheiro para segurar o tranco do desemprego que a automação causará. Esse, afinal, é o problema de todos.


Esse, mas não só. Porque as duas crises - mais o antitruste que vem aí - se encaixam. No pano de fundo, está a guerra fria entre EUA e China, que Trump considerou dar para resolver numa guerra tarifária ou proibindo uso de patentes. Emperrou a logística mundial sem ter visto a crise real. Quando eram EUA contra União Soviética, o problema era quem podia explodir mais vezes o planeta. Com a China é mais complexo. Uma ditadura que se mostrou capaz de ser mais avançada tecnologicamente, gerar e distribuir riqueza, sugerindo que talvez tenha um modelo melhor que a democracia liberal.


Cabe às democracias provar o contrário.


https://blogs.oglobo.globo.com/opiniao/post/industria-digital-em-xeque.html

Com base na estrutura coesiva do texto, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q1758200 Português
Avalie as frases abaixo: I. O autor apresenta sua tese, e o leitor a interpreta conforme lhe convém. II. O mistério rege a vida do homem mas, não em oposto, a emoção lhe é fundamental. III. Custei a compreender a tese apresentada pelo autor, no entanto, vou comunicar aos meus pares sobre seu conteúdo. IV. Ouvimos até o final, conquanto fosse entediante, aquela tese sobre “mistério”.
Sobre as frases julgue as afirmações.
1. Quanto ao uso da vírgula, todas as frases apresentam problemas com exceção da frase posta em I. 2. A frase posta em III apresenta problemas quanto à norma culta e, pelo menos, um deles é de regência verbal. 3. Na frase posta em IV, o uso da conjunção concessiva está correto. 4. Na frase posta em III, ao se trocar o verbo “comunicar” por “informar”, um dos problemas quanto à norma culta seria resolvido. 5. Na frase posta em I, os pronomes “a” e “lhe” exercem função de objeto indireto e direto respectivamente e poderiam ser trocados por “ela” e “ele” em uma linguagem popular.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: Quadrix Órgão: CREMESE Prova: Quadrix - 2021 - CREMESE - Médico |
Q1758089 Português



Vinícius Mendes. Descoberta das Américas: como a China poderia ter chegado ao continente sete décadas antes de Colombo. Internet: <«www.bbc.com> (com adaptações).

Acerca dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


A conjunção “portanto” (linha 19) introduz uma conclusão no período em que aparece.

Alternativas
Q1758060 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.
Auxílio emergencial - Como ajuda do governo revela a existência de brasileiros "invisíveis"...
    Os "invisíveis" para o governo
O "coronavoucher" representa uma questão de sobrevivência para muitas pessoas. No entanto, muitos não conseguiram o benefício pelo fato de não estarem nos cadastros do governo, e são pessoas em situação de vulnerabilidade. Esse grupo está sendo chamado de "os invisíveis" do CadÚnico. Os não inscritos no CadÚnico constituem a parcela da população sobre a qual o governo não tem informações suficientes para verificar a elegibilidade para o auxílio. Isso significa que provavelmente eles não estão inclusos em nenhum sistema de proteção social e não são visíveis para o poder público....
Carolina Cunha
Redação adaptada : Disponível <
https://www.jornalcontabil.com.br/> 
No entanto, muitos não conseguiram o benefício pelo fato de não estarem nos cadastros do governo,...” O vocábulo sublinhado está classificado em:
Alternativas
Q1757545 Português

Com base na leitura do texto abaixo, exposto em Carta Capital, (05/02/20), responda à questão.


Golpistas impunes


Brigar contra os ladrões e vigaristas da internet é como enxugar gelo

    

       As informações que chegam pela internet trazem o melhor e o pior dos mundos.

    É desnecessário falar da revolução que a rede trouxe ao universo da cultura, da ciência e da tecnologia. Com poucos toques no teclado consigo ver as coleções do Louvre e do Metropolitan, acessar os avanços do tratamento do câncer, [....]

     Em contrapartida, no esgoto da rede corre tudo o que não presta: exploração sexual de crianças, pornografia que afronta a dignidade feminina, calúnias que destroem reputações e desequilibram processos eleitorais, além de um mundo de mentiras, besteiras e cretinices antes ouvidas apenas por meia dúzia de desocupados, nos botequins. A internet, de fato, deu voz aos imbecis. E aos estelionatários, também. Ladrões que clonam cartões de crédito, roubam senhas de contas bancárias e promovem vendas fictícias, lesam um número incalculável de incautos.

    No meu caso particular, caí na mira de falsários que anunciam, em meu nome, produtos “revolucionários” que apregoam realizar curas milagrosas. Invariavelmente, os anúncios trazem minha fotografia montada ao lado do remédio à venda. [...]

    É evidente que, por razões éticas, nunca fiz nem farei propaganda de qualquer remédio ou medicamento. Pouco tem adiantado deixar uma luz piscando o tempo todo no topo da página principal do meu site, com os dizeres: “O Dr. Drauzio não faz propaganda de remédio. Não compre”. O golpe maior é que anuncia cápsulas para dores nas juntas, que os estelionatários afirmam repor o colágeno desgastado nas cartilagens com o passar dos anos. [...]

    Como denunciamos a farsa no próprio programa, os falsários mudaram o nome do produto, e continuam veiculando o anúncio impunemente.

     Os amigos me perguntam por que não processo essa gente. Eu gostaria de vê-los na cadeia, são ladrões, mas não há como. Porque a autoria vem de perfis falsos e sites ancorados no exterior.

     Quando consigo que o Facebook tire do ar (tarefa que não é fácil), no dia seguinte é publicado outro perfil tão falso quanto o anterior. É enxugar gelo.

Após a análise do emprego das palavras gramaticais “como” e “por que”, em negrito, no fragmento abaixo, é CORRETO afirmar que têm as seguintes características:


Como denunciamos a farsa no próprio programa, os falsários mudaram o nome do produto, e continuam veiculando o anúncio impunemente.

Os amigos me perguntam por que não processo essa gente. Eu gostaria de vê-los na cadeia, são ladrões, mas não há como. Porque a autoria vem de perfis falsos e sites ancorados no exterior”.

Alternativas
Q1756474 Português
Leia o texto a seguir e responda o que se pede:

O MARIDINHO

Todos conhecem o Maridinho. Sempre bem arumado. E perfumado. Quando tem alguém novo no grupo, o Maridinho se apresenta com uma pergunta:
– Como é que a sua esposa lhe chama?
– “Ei, você!” “Ó peste.” Às vezes até pelo nome…
Os outros dão risada mas o Maridinho fica sério. Espera até que o barulho acabe e então continua:
– A minha mulher me chama de Maridinho.
Os outros fazem força para não rir. O novo no grupo pergunta:
– Maridinho?
– Ela me adora – diz o Maridinho, faceiro. – Agora mesmo ela me vestiu, me penteou e me deixou sair para dar uma volta.
– É a sua mulher que veste você?
– É. Depois de me dar banho.
– E deixou você sair para dar uma volta…
– E ai que não deixasse. Ai que não deixasse!
– O que é que você faria? 
– Me atirava no chão e começava a espernear. Comigo é assim. Dureza.
– E você pode ficar na rua o tempo que quiser?
– Você está brincando? O tempo que quiser. Até escurecer, é claro.
– Ela não quer que você fique na rua de noite?
– Não.
O Maridinho aproxima-se do outro para cochichar. Diz:
– Você sabe que maridinho solto na rua depois que escurece a carrocinha pega?
– A carrocinha?
– Tem uma carrocinha que pega maridinho solto e leva para fazer sabão.
Minha mulher lhe contou.
– Sua mulher lhe contou…
– Ela me adora.
– Mas você às vezes não tem vontade de ficar na rua, tomar uns chopes…
– Não diga essa palavra!
– Que palavra?
– Não posso dizer.
– Chope?
– É.
– Você não pode dizer nem a palavra?
– Não. Senão eu chego em casa, minha mulher cheira o meu hálito e diz: “Você andou dizendo chope”. Ai, meu Deus, agora eu já disse…
– E o que é que acontece?
– Ela me bota de castigo, sem comida.
– E você aceita isso?
– Claro que não! Está pensando o quê? Mulher nenhuma vai me dominar. Depois que ela
dorme eu vou na cozinha e como uma bolacha. Comigo é assim.
– Dureza…
– Dureza. Levantou a voz comigo, já sabe.
– O que é que acontece?
– Eu choro.
– Mas vem cá…
O Maridinho interrompe o outro com o dedo na frente dos labios.
– Shhh. Ouviu isso? É a mulher me chamando. Tenho que voltar para casa.
– Eu não ouvi nada.
– Ela usa um apito especial. Só maridinho é que ouve. Tenho que ir.
– Mas olha, dureza, hein?
– Dureza, comigo é assim
(Adaptação de original extraído do Livro Comédias da Vida Privada, de Luís Fernando Veríssimo)











O termo “Shhh”, usado pelo autor no texto acima, classifica-se como:
Alternativas
Respostas
1761: B
1762: D
1763: E
1764: E
1765: B
1766: D
1767: A
1768: E
1769: B
1770: D
1771: D
1772: D
1773: C
1774: D
1775: A
1776: C
1777: C
1778: A
1779: E
1780: B