Questões de Concurso Sobre conjunções: relação de causa e consequência em português

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Q3340932 Português

Texto 8A2-I


    Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa ficará menor, como se tivesse perdido um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio. A morte de cada homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido. Por isso, não procures saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.


 John Donne. Meditações. Tradução: Fabio Cyrino.

São Paulo: Editora Landmark, 2012 (com adaptações).

No texto 8A2-I, pertencem à mesma classe de palavras os vocábulos 
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Q3334294 Português
A importância da solidariedade para o desenvolvimento social

Comportamento moral une indivíduos e grupos em torno de um bem comum, seja em uma comunidade local ou mundial


   Atualmente, muito se fala sobre o poder da empatia. Ela é, de fato, importante para a nossa sociedade. Você sabia, por exemplo, que o FBI aplica a empatia em situações envolvendo reféns? Porém, a empatia por si só pode não ser suficiente para mudar o mundo. Isto é: você pode até sentir empatia por vítimas de guerras ou desastres, mas não mudar sua rotina por conta disso. Para ter outro cenário, é necessário um componente diferente: a solidariedade.

    A solidariedade é um valor muito importante, já que tem o poder de engajar pessoas de uma comunidade em torno de um objetivo comum. E por “comunidade”, pode-se compreender desde um bairro até mesmo o planeta como um todo. Afinal, os problemas globais são sentidos da mesma maneira pelas pessoas que os enfrentam. A dor da fome, por exemplo, é igual para pessoas em qualquer lugar do mundo.

    Praticar a solidariedade é ter empatia à flor da pele. Assim, a pessoa ou a comunidade se sente compelida a agir em situações de calamidade, seja ela social, política ou ambiental. Dessa maneira, é importante que a solidariedade seja estimulada desde cedo nas pessoas. Afinal, elas podem se tornar adultas mais conscientes do seu papel na sociedade.

   O sociólogo francês Émile Durkheim descreveu a solidariedade em sua obra intitulada “Da Divisão do Trabalho Social”, publicada em 1983. Segundo o pensador, a solidariedade é uma relação moral que permite aos indivíduos se sentirem pertencentes a uma sociedade. Além disso, ela depende de fatores como as tradições e os costumes desse próprio grupo.

   Durkheim também separou a solidariedade em três categorias: solidariedade comunitária – o sentimento social que agrega interesses comuns de um grande grupo de indivíduos que lutam juntos pelo mesmo objetivo; solidariedade orgânica – como os indivíduos de uma mesma sociedade estão cada vez mais especializados em determinados assuntos, cria-se uma dependência social em que cada um é importante para uma finalidade; solidariedade mecânica – neste tipo, os indivíduos realizam suas atividades de maneira individual e independente de seus pares, dando continuidade às crenças e aos costumes comuns que possibilitam a vida em sociedade.

   Em um mundo cada vez mais digital, tem surgido um novo termo: a solidariedade de dados. As práticas digitais têm gerado uma infinidade de dados sobre assuntos importantes, como meio ambiente, educação, desigualdade e autoritarismo. O acesso a essas informações pode ser crucial para tomada de decisões rápidas e assertivas.

   Por conta disso, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) criou o Laboratório de Políticas Inclusivas. Dessa maneira, busca-se uma maior compreensão de como essas informações devem estar acessíveis. Porém, muitas vezes, elas vão de encontro a leis de proteção de dados pessoais, mostrando a necessidade de debate sobre o assunto.

   Ou seja, esses mesmos formuladores de leis precisam compreender como os dados pertinentes a mudanças sociais devem ser armazenados e compartilhados. Assim, a solidariedade de dados visa facilitar o acesso a informações de valor público significativo, considerando todos os riscos possíveis dessa prática.


https://grupomarista.org.br/blog/solidariedade/
O termo sublinhado do texto que apresenta valor de afirmação está em
Alternativas
Q3334293 Português
A importância da solidariedade para o desenvolvimento social

Comportamento moral une indivíduos e grupos em torno de um bem comum, seja em uma comunidade local ou mundial


   Atualmente, muito se fala sobre o poder da empatia. Ela é, de fato, importante para a nossa sociedade. Você sabia, por exemplo, que o FBI aplica a empatia em situações envolvendo reféns? Porém, a empatia por si só pode não ser suficiente para mudar o mundo. Isto é: você pode até sentir empatia por vítimas de guerras ou desastres, mas não mudar sua rotina por conta disso. Para ter outro cenário, é necessário um componente diferente: a solidariedade.

    A solidariedade é um valor muito importante, já que tem o poder de engajar pessoas de uma comunidade em torno de um objetivo comum. E por “comunidade”, pode-se compreender desde um bairro até mesmo o planeta como um todo. Afinal, os problemas globais são sentidos da mesma maneira pelas pessoas que os enfrentam. A dor da fome, por exemplo, é igual para pessoas em qualquer lugar do mundo.

    Praticar a solidariedade é ter empatia à flor da pele. Assim, a pessoa ou a comunidade se sente compelida a agir em situações de calamidade, seja ela social, política ou ambiental. Dessa maneira, é importante que a solidariedade seja estimulada desde cedo nas pessoas. Afinal, elas podem se tornar adultas mais conscientes do seu papel na sociedade.

   O sociólogo francês Émile Durkheim descreveu a solidariedade em sua obra intitulada “Da Divisão do Trabalho Social”, publicada em 1983. Segundo o pensador, a solidariedade é uma relação moral que permite aos indivíduos se sentirem pertencentes a uma sociedade. Além disso, ela depende de fatores como as tradições e os costumes desse próprio grupo.

   Durkheim também separou a solidariedade em três categorias: solidariedade comunitária – o sentimento social que agrega interesses comuns de um grande grupo de indivíduos que lutam juntos pelo mesmo objetivo; solidariedade orgânica – como os indivíduos de uma mesma sociedade estão cada vez mais especializados em determinados assuntos, cria-se uma dependência social em que cada um é importante para uma finalidade; solidariedade mecânica – neste tipo, os indivíduos realizam suas atividades de maneira individual e independente de seus pares, dando continuidade às crenças e aos costumes comuns que possibilitam a vida em sociedade.

   Em um mundo cada vez mais digital, tem surgido um novo termo: a solidariedade de dados. As práticas digitais têm gerado uma infinidade de dados sobre assuntos importantes, como meio ambiente, educação, desigualdade e autoritarismo. O acesso a essas informações pode ser crucial para tomada de decisões rápidas e assertivas.

   Por conta disso, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) criou o Laboratório de Políticas Inclusivas. Dessa maneira, busca-se uma maior compreensão de como essas informações devem estar acessíveis. Porém, muitas vezes, elas vão de encontro a leis de proteção de dados pessoais, mostrando a necessidade de debate sobre o assunto.

   Ou seja, esses mesmos formuladores de leis precisam compreender como os dados pertinentes a mudanças sociais devem ser armazenados e compartilhados. Assim, a solidariedade de dados visa facilitar o acesso a informações de valor público significativo, considerando todos os riscos possíveis dessa prática.


https://grupomarista.org.br/blog/solidariedade/
No trecho "Porém, a empatia por si só pode não ser suficiente para mudar o mundo." (1º parágrafo), o termo destacado expressa a ideia de
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Q3325369 Português
Coisas que a ciência 'descobriu' séculos depois dos povos indígenas


Ao longo da história, os povos indígenas contribuíram significativamente para as ciências aplicadas modernas, como a medicina, a biologia, a matemática, a engenharia e a agricultura. Muitas dessas contribuições, no entanto, são desconhecidas. Uma série de medicamentos, instrumentos médicos, alimentos e técnicas de cultivo que são usadas diariamente no mundo ocidental hoje tem suas raízes no conhecimento dos povos originários.


Para sobreviver e se adaptar a diversos ambientes, os povos indígenas fabricaram produtos e aplicaram técnicas sofisticadas — e algumas delas os cientistas e especialistas só começaram a valorizar agora. Muitos povos indígenas desenvolveram uma cultura de medicina baseada na natureza, cujas descobertas serviram de base para tratamentos atuais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40% dos produtos farmacêuticos utilizados hoje são baseados no conhecimento tradicional.


Um dos mais emblemáticos é a aspirina, cuja substância base é o ácido salicílico, proveniente do salgueiro — árvore também conhecida como chorão. Os indígenas norte-americanos conseguiram extrair o ácido da casca dessa árvore há centenas de anos e usavam para tratar quem sofria de dores musculares ou ósseas.


Outro exemplo é o que aconteceu durante a pandemia de covid-19, quando os cientistas por trás das vacinas descobriram na quilaia, uma árvore endêmica do Chile, um ingrediente fundamental para combater o coronavírus. A quilaia é conhecida como a "árvore de casca de sabão" devido às suas saponinas vegetais, moléculas que espumam quando entram em contato com a água e que se tornaram um catalisador cobiçado para a resposta imunológica. Mas suas propriedades curativas já haviam sido descobertas muito tempo antes pelos indígenas mapuche, que a utilizavam para curar todo tipo de enfermidade, desde doenças estomacais e respiratórias até problemas de pele e reumatismo.


Atualmente, alguns alimentos estão tendo um "boom" de consumo graças às suas impressionantes propriedades nutricionais, segundo especialistas. Um deles é a spirulina, que hoje aparece nos cardápios na forma de smoothies (ou shakes) e até mesmo em omeletes, saladas e biscoitos. Mas séculos antes de ser considerado um "superalimento", esse tipo de microalga, que cresce sobretudo em lagos alcalinos quentes e rios, era um alimento básico na era pré-colombiana. Os mexicas, descendentes dos astecas, colhiam o alimento rico em proteínas da superfície do Lago Texcoco. Acredita-se que consumiam a spirulina com milho, tortilha, feijão e pimenta como "combustível" para viagens longas. Assim, mesmo sem a ciência moderna, os indígenas mexicanos eram capazes de reconhecer a densidade nutricional da spirulina.


(Fernanda Paúl, https://www.bbc.com/, com adaptações)
[Questão Inédita] Acerca dos elementos gramaticais e linguísticos do texto, assinale a alternativa com a informação incorreta.
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Q3295704 Português
Trump faz ofensiva para redesenhar América Latina como 'quintal' dos EUA

Um país transformado em uma prisão para deportados dos EUA. Outro chantageado para romper compromissos com a China e um governo pressionado a fechar um pacto de defesa para assegurar a operação de uma petroleira americana. Isso sem contar com a decisão de rebatizar o Golfo do México, nome que designa uma região há mais de 300 anos. Em apenas dois meses no governo, Donald Trump lançou uma verdadeira ofensiva para redesenhar a América Latina como “quintal” dos EUA e frear a ofensiva da China na região.

Abandonado por diversas administrações americanas, o continente passou a ser um foco da expansão chinesa. Em dez anos, o presidente Xi Jinping fez dez viagens pela região e transformou grande parte do hemisfério Sul em um aliado comercial. Não por acaso, num gesto pouco comum na diplomacia americana, o secretário de Estado, Marco Rubio, fez duas viagens para a região latino-americana em apenas dois meses no cargo. Filho de cubanos exilados nos EUA, Rubio admitiu que nem sempre os americanos tiveram o que oferecer para a região. Mas prometeu que, desta vez, será diferente. 

A questão da falta de uma estratégia americana para a América Latina foi alvo de uma conversa de enviados do Itamaraty aos EUA, antes mesmo da eleição de Donald Trump. Os diplomatas brasileiros ouviram da equipe do republicano que a meta era impedir a expansão chinesa na região. Mas tiveram de reconhecer que o avanço de Pequim ocorre, acima de tudo, por conta da ausência de uma agenda positiva por parte dos americanos. Trump, ao assumir, decidiu que era o momento justamente de adotar essa estratégia, ainda que com variações importantes. Quem estiver ao lado dos EUA terá algum benefício. Mas aqueles que optarem por não se alinhar, principalmente os países menores, sofrerão consequências. (Jamil Chade, com adaptações)
[Questão Inédita] Trump, ao assumir, decidiu que era o momento justamente de adotar essa estratégia, ainda que com variações importantes. (3º parágrafo)
A expressão em destaque traz o sentido de:
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Q3288034 Português
As conjunções são palavras que servem para relacionar duas orações ou dois termos semelhantes da mesma oração. Assinale a alternativa que estabelece uma relação INCORRETA entre a conjunção destacada e sua classificação.
Alternativas
Q3286020 Português
As conjunções são palavras que servem para relacionar duas orações ou dois termos semelhantes da mesma oração. Assinale a alternativa que estabelece uma relação INCORRETA entre a conjunção destacada e sua classificação.
Alternativas
Q3285446 Português
A psicologia da inteligência artificial no mercado financeiro









SOUZA, Ronaldo. A psicologia da inteligência artificial no mercado financeiro. Disponível em: https://www.gov.br/ investidor/pt-br/penso-logo-invisto/. Acesso em: 7 jan. 2025. Adaptado.
No trecho “Essa sensação de alienação pode levar a uma diminuição da confiança nas decisões tomadas em seu nome, mesmo que essas decisões sejam baseadas em análises robustas e imparciais” (parágrafo 5), a conjunção que apresenta o mesmo valor semântico que mesmo que é 
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Q3283818 Português

Para responder à questão, considere o Texto II a seguir.


Q16_20.png (748×516)


Fonte: G1. Redes sociais, perigos e distorção da realidade. Disponível em: <https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/colegio-positivo/

para-um-futuro-positivo/noticia/2021/11/18/redes-sociais-perigos-e-distorcao-da-realidade.ghtml>. Acesso em: 25 nov. 2024. (Adaptado)

Com base no texto e observando a classe gramatical das palavras destacadas, considere as afirmativas a seguir.

I  →  No trecho “Este mundo tecnológico em que vivemos promove (...)” (ℓ. 03), a palavra “que” é um pronome relativo.
II  →  No trecho “(...) os adolescentes, e até mesmo as crianças, passam a acreditar que o mundo das telas (...)” (ℓ. 08-09), a palavra “que” é um pronome relativo.
III  →  No trecho “(...) tornam não apenas reais, mas cruciais.” (ℓ. 19-20), a palavra “mas” é uma conjunção coordenada adversativa. 
IV  →  No trecho “(...) não é bem-vindo no mundo digital, embora esses sejam aspectos intrínsecos (...)” (ℓ. 24-25), a substituição da conjunção “embora” pela locução conjuntiva “posto que” mantém o sentido original. 

Estão corretas
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Q3281571 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo. 



    Todos sabemos que a nossa época é profundamente bárbara, embora se trate de uma barbárie ligada ao máximo de civilização. Penso que o movimento pelos direitos humanos se entronca aí, pois somos a primeira era da história em que teoricamente é possível entrever uma solução para as grandes desarmonias que geram a injustiça contra a qual lutam os homens de boa vontade, à busca não mais do estado ideal sonhado pelos utopistas racionais que nos antecederam, mas do máximo viável de igualdade e justiça.  


    Mas esta verificação desalentadora deve ser compensada por outra mais otimista: nós sabemos que hoje os meios materiais necessários para nos aproximarmos desse estágio melhor existem, e que muito do que era simples utopia se tornou possibilidade real. Quem acredita nos direitos humanos procura transformar a possibilidade teórica em realidade. Inversamente, um traço sinistro do nosso tempo é saber que é possível a solução de tantos problemas e ainda assim não se empenhar nela.


(CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. Adaptado)  

Todos sabemos que a nossa época é profundamente bárbara, embora se trate de uma barbárie ligada ao máximo de civilização.

Considerando as relações de sentido, sem que nenhuma outra alteração seja feita na frase, o termo sublinhado pode ser substituído por: 
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Q3280979 Português
Cresça, evolua, conquiste seu espaço, faça sucesso e cative o coração das pessoas. Mas nunca esqueça as suas raízes, como diz o ditado, troque suas folhas, mas mantenha suas raízes. Seja humilde, humano, e não perca de vista as suas origens. Não deixe que a arrogância te domine pelo salto de qualidade que você está fazendo na vida, não deixe que a prepotência seja sua guia na tua estrada de sucesso.” 
Priscilla Rodighiero
A palavra “mas” em “...mas mantenha suas raízes.” foi empregada, no texto acima, para expressar ideia de adversidade. Trata-se de:
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Q3280975 Português

Imagem associada para resolução da questão


A palavra “como”, no texto acima, é uma conjunção subordinativa:

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Q3275939 Português

Como as bets afetam a saúde mental dos brasileiros


Por Revista Pesquisa Fapesp







(Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/como-as-bets-afetam-a-saude-mental-dos-brasileiros/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação ao seguinte trecho retirado do texto, assinale a alternativa que poderia substituir a expressão destacada sem alterar seu sentido: “Especialistas em saúde mental temem que o problema se torne bem mais frequente em consequência do grande número de plataformas de jogos on-line que passaram a atuar no Brasil depois de 2018”.
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Q3265443 Português
Assinale a opção em que a relação lógica entre os segmentos destacados é de causa / consequência.
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Q3260104 Português
Passagem secreta dos papas em Roma é reaberta ao público

    Uma passagem secreta do século 13 que liga o Castel Sant’Angelo, em Roma, ao Vaticano foi reaberta ao público depois de seis anos sem receber visitantes. Após obras de restauros, o icônico corredor de 800 metros passa a receber visitas guiadas diurnas e noturnas.
    Construído como uma passagem segura aos Papas, sendo usado para propósitos de defesa e como rota de fuga, o Passetto di Borgo liga a Torre del Mascherino, na Piazza della Città Leonina, ao Bastione San Marco, no Castel Sant’Angelo.
    A visita é alternada em dois níveis: um superior descoberto, que garante vistas panorâmicas do entorno de Roma e do Vaticano, e um inferior coberto que serviu como a real passagem secreta dos Papas. A entrada inicia-se na Piazza della Città Leonina e termina no bastião do castelo, onde visitantes contam com uma exposição com obras e objetos que narram acontecimentos históricos ligados ao Passetto e ao Castel Sant’Angelo.
    Erguido originalmente no século 2 como um mausoléu para o imperador Adriano, o Castel Sant’Angelo foi convertido em uma fortaleza militar, já que possui uma localização estratégica às margens do rio Tibre. Ao longo do tempo, a fortificação passou por vários usos, desde residência papal, prisão e até um luxuoso palácio. Em 1277, sob olhar do Papa Nicolau III, a ligação com o Vaticano foi construída com o objetivo de garantir uma passagem segura aos Papas entre os dois endereços. Com o tempo, algumas intervenções mudaram o aspecto do local, a exemplo da adição de uma passagem coberta, similar ao corredor que pode ser encontrado hoje.
    As visitas guiadas dão conta de narrar toda a história do local, feitas ao lado de arqueólogos e historiadores da arte. São três modalidades à venda: uma visita guiada diurna somente no Passetto di Borgo; uma visita diurna que compreende o Passetto e também o Castel Sant’Angelo; e uma visita noturna especial no Passetto e na fortaleza fechada ao grupo, sem a presença de outros visitantes.
    As visitas guiadas são realizadas em grupos de 25 pessoas e saem pelo valor a partir de 16 euros, cerca de R$ 95. Os ingressos podem ser adquiridos online. Segundo a Direção Geral de Museus da Itália, um financiamento de 2,5 milhões de euros, cerca de R$ 15 milhões, permitirá futuras melhorias na ligação secreta e ao Castel Sant’Angelo, com novas intervenções previstas para os próximos três anos.
    Hoje, a fortaleza abriga um museu que conta a história do local, em que os visitantes podem conferir as antigas salas do mausoléu, as celas da prisão, os apartamentos papais e os terraços. Além da história, o local também foi imortalizado em filmes populares, servindo como pano de fundo para cenas de “007 – Spectre”, “Anjos e Demônios” e “A Princesa e o Plebeu”.

Fonte: Passagem secreta dos papas em Roma é reaberta ao público | CNN Brasil
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelos termos em destaque no período: “Em 1277, sob olhar do Papa Nicolau III, a ligação com o Vaticano foi construída com o objetivo de garantir uma passagem segura aos Papas entre os dois endereços”.
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Q3259966 Português
Memorial Brumadinho: conheça homenagem às vítimas do rompimento da barragem


    A cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, ganhou um memorial para homenagear as 272 vítimas do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, que ocorreu em 2019. Com assinatura do escritório de arquitetura Gustavo Penna Arquitetos Associados (GPAA), o espaço no local da tragédia está aberto ao público desde janeiro deste ano e tem entrada gratuita.

    A ideia do Memorial Brumadinho, segundo o arquiteto responsável pelo projeto, nasceu a partir da mobilização das famílias das vítimas, que desenvolveram o memorial em parceria com o escritório. Por meio da reflexão e do aprendizado, o objetivo do espaço é preservar as histórias e ressignificar o local da tragédia. “É um memorial para ser conhecido e visitado como um gesto de superação”, disse o arquiteto Gustavo Penna ao CNN Viagem&Gastronomia.

    Com 1.220 metros quadrados, o Memorial Brumadinho foi construído sob a gestão da Fundação Memorial de Brumadinho e abriga diferentes espaços dedicados às vítimas, como uma área retorcida e fragmentada, que representa o impacto do rompimento. Logo em seguida, é possível observar uma drusa de cristais, um monumento que faz referência à maneira como os familiares das vítimas se referem a elas: “joias”. Em cada aniversário do desastre, às 12h28 do dia 25 de janeiro, um feixe de luz ilumina as pedras, “simbolizando a escuridão que marcou aquele momento trágico”.

    O espaço apresenta uma fenda escavada nas paredes laterais, com os nomes das vítimas gravados nelas. Com vista limitada apenas para o horizonte distante, essa seção do percurso, que se estende por 230 metros, tem como propósito induzir à introspecção e à reflexão sobre a fragilidade humana diante de tragédias. “Não é uma construção colocada em um único lugar: o memorial é um território, onde tem o bloco central de recepção. Depois, estende-se pela fenda que aponta o local do rompimento”, explicou Penna.

    Ao final da fenda, os visitantes encontram os espaços Memória e Testemunho, que homenageiam às vítimas por meio de fotos e objetos pessoais. A área é criação da cenógrafa Júlia Peregrino. Além disso, o Memorial Brumadinho conta com um mirante e um bosque, por onde a lama passou. No local, foram plantados 272 ipês amarelos — um para cada vítima. “É um parque para passeio, mas também um território de memória”, concluiu o arquiteto.

Fonte: Memorial Brumadinho: conheça homenagem às vítimas do rompimento da barragem | CNN Brasil
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelos termos em destaque no período: “Com assinatura do escritório de arquitetura Gustavo Penna Arquitetos Associados (GPAA), o espaço no local da tragédia está aberto ao público desde janeiro deste ano e tem entrada gratuita”.
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Q3259907 Português
O bonde do tigrinho

Os números indicam que os brasileiros se tornaram usuários pesadíssimos das plataformas de apostas, as chamadas bets. Em 2022, ano da estatística mais recente disponível, o Brasil foi o campeão mundial.

O volume de apostas chegou a tal ponto que a economia está sentindo o baque. Empresário do setor alimentício disse que clientes de baixa renda estão comprando menos comida porque dedicam parte de seus ganhos aos aplicativos de apostas. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes relaciona a queda do faturamento do setor ao mesmo motivo. Além disso, cresceram os índices de inadimplência e o endividamento das famílias mais pobres.

Para provocar tamanho estrago, as bets movimentam uma máquina de propaganda de alta potência.

Em 2024, a ministra da Saúde anunciou que o vício em apostas era uma pandemia. Com a explosão das bets, triplicou o número de pessoas que procuram ajuda no Programa Ambulatorial do Jogo (Pro-Amjo) do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. A necessidade de ampliar o acesso fará a equipe retomar a estratégia adotada durante o auge da crise do vício em bingos, em 1998: as sessões coletivas. Segundo um psiquiatra atuante nesse Instituto, era previsível que as bets causariam grande problema no país, tanto mais ao se associarem ao futebol, esporte onipresente na vida dos brasileiros. O psiquiatra explica, ainda, que as redes sociais são um convite à dependência, com o mecanismo das curtidas, o uso do algoritmo e a ferramenta de rolagem, que permite deslizar a tela infinitamente.

Todavia, diante da regulamentação do setor, da correria do governo e do alarido do Congresso para enfrentar os estragos da jogatina, o mercado publicitário on-line continua adotando a modalidade de cachês milionários para influenciadores digitais. 

Batista Jr., João e Medina, Alessandra. “O bonde do tigrinho. Como os influenciadores ganharam fortunas e ajudaram as bets a produzir a pandemia do vício”. In: Piauí. Edição 220, Janeiro 2025. Págs. 14-20. Excerto adaptado. Disponível para assinantes em: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/obonde-do-tigrinho-bets/ 
“O volume de apostas chegou a tal ponto que a economia está sentindo o baque.” (2º parágrafo)
A conjunção em destaque inicia uma oração que estabelece com a anterior a relação de:
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Q3258797 Português
Leia o poema Neologismo de Manuel Bandeira e responda à questão:


Neologismo


“Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora. “ 
A conjunção, MAS presente no poema, indica ideia de:
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Q3249348 Português
Texto 1
Problemas da Medicina
Um dos principais desafios da Medicina é a digitalização da saúde. Com o avanço da tecnologia, os prontuários eletrônicos se tornaram comuns, permitindo uma gestão mais eficiente das informações dos pacientes.
No entanto, a implementação e a integração de sistemas digitais em larga escala podem ser complexas e demandam recursos significativos. Sem contar a necessidade de especialização e qualificação por parte de profissionais que, outrora, não lidavam com questões tecnológicas.
Além disso, a segurança dos dados de saúde é uma preocupação constante, pois é necessário garantir a proteção das informações sensíveis dos pacientes contra violações e ataques variados, além de possíveis perdas de materiais essenciais para a vida dessas pessoas.




Texto 2
A distribuição de médicos

O Brasil enfrenta desafios na distribuição de médicos, especialmente em áreas rurais e remotas. A falta de profissionais de saúde nessas regiões resulta em dificuldades de acesso aos cuidados médicos básicos.
Medidas estão sendo adotadas para incentivar a ida de médicos para áreas carentes, como o Programa Mais Médicos. No entanto, o desafio persiste em garantir uma distribuição equitativa e justa dos serviços de saúde em todo o país.
Em grandes centros, como é o caso da cidade de São Paulo, há uma grande oferta de profissionais nas mais diversas especialidades. Em cidades menores, como as regiões ribeirinhas, é difícil encontrar até mesmo médicos generalistas, ou especializados em áreas como Clínica Geral e Pediatria. Assim, estabelecer um equilíbrio nesse assunto é uma demanda urgente para os órgãos governamentais.



A seguir, aparecem segmentos dos Textos 1 e 2, compostos por elementos ligados pela conjunção aditiva “e”.
O exemplo em que os termos ligados podem ser considerados sinônimos, é:
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Q3248376 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Terebentina

Vi recentemente uma frase que dizia: "As perguntas são mais importantes que as respostas". A princípio, isso me pareceu estranho, pois costumamos buscar respostas. No entanto, refletindo mais tarde, percebi a profundidade dessa ideia.

Lembrei de uma história contada por Rolando Boldrin sobre um homem que, ao seguir um conselho sem questionar, acabou causando a morte de seu cavalo. Outra situação ilustrativa foi um brasileiro em Portugal, que pediu um táxi para um restaurante no domingo, sem saber que o local estaria fechado.

Essas histórias reforçam a importância de formular boas perguntas. Recordo também de um trabalho acadêmico, onde meu orientador insistiu na formulação correta da questão-chave antes de avançar. Isso tornou o processo mais claro e eficaz.

Percebi que muitas vezes temos respostas prontas para perguntas mal formuladas ou inexistentes. Precisamos refletir mais sobre o porquê antes do quê. Saber perguntar é essencial para viver bem.

Concluo com uma reflexão do filósofo Lévi-Strauss a este respeito:

"Sábio não é aquele que responde às perguntas, mas quem as coloca."

Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado


https://cronicaseagudas.com/2024/07/28/terebentina/
No trecho "Percebi que muitas vezes temos respostas prontas para perguntas mal formuladas ou inexistentes", o termo "que" foi corretamente empregado. Qual é a classe gramatical desse termo no contexto apresentado?
Alternativas
Respostas
41: E
42: B
43: C
44: D
45: B
46: C
47: A
48: E
49: C
50: A
51: B
52: D
53: E
54: B
55: A
56: A
57: D
58: C
59: C
60: B