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Questões de Concurso Sobre conjunções: relação de causa e consequência em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 4.627 questões

Q2702968 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.

Os imortais

De vez em quando, ao olhar para o meu filho – de três anos, quase quatro – pergunto retoricamente qual será a longevidade dele.

Nascido em 2015, ele pode conhecer o próximo século. Mas se a medicina conseguir conquistar o envelhecimento e a morte – não é esse o santo graal do momento? – será que ele vai conhecer o novo milênio?

Esse pensamento ganhou forma com um ensaio primoroso de Regina Rini, no “Times Literary Supplement”.

Escreve a autora: em 1900, um cidadão americano tinha uma média de vida de 47 anos. Em 1950, a meta já estava nos 68. Em 2057, é possível que o limite seja os 100.

Agora, imagine o seguinte, caro leitor: a ciência anuncia, ainda durante as nossas vidas, que o envelhecimento e a doença serão revertidos em 2119.

Sim, esse ano já será demasiado tarde para nós. Aliás, será demasiado tarde até para os nossos filhos.

Mas não será para os nossos netos. Com essa data imaginária, nós seremos os últimos mortais a partilhar a Terra com os primeiros imortais. Que tipo de convivência teremos com eles? Haverá inveja? Sofrimento? Desespero ante o nosso (injusto) destino?

O ensaio de Rini é um elegante exercício de especulação filosófica. E a autora termina a sua indagação com um pensamento consolador: se as nossas vidas se justificam pelo legado que deixamos aos outros, então devemos olhar para os primeiros imortais como os felizes depositários desse histórico legado.

Nós seremos o último elo entre a humanidade perecível e a humanidade eterna.

A páginas tantas, Rini cita um dos meus filmes favoritos: “Feitiço do Tempo”, uma comédia com Bill Murray. No filme, Murray está preso no tempo, condenado a viver o mesmo dia todos os dias.

Para Rini, o filme é uma boa metáfora sobre o tédio que pode acometer os imortais e para o qual vários filósofos já nos alertaram: quando estamos condenados a viver eternamente, deixamos de ter urgência para fazer alguma coisa.

Mas existe uma outra dimensão do filme que a autora ignorou: o personagem de Bill Murray só consegue seguir em frente quando encontra um mínimo de sentido para a sua existência.

E esse sentido não está no hipotético legado que deixará para os vindouros. Está na forma como vive o seu presente. Quando isso acontece – quando o personagem encontra um propósito para si próprio e na relação com os outros – ele consegue finalmente quebrar o feitiço e despertar na manhã seguinte. Como diria o neurocientista Viktor Frankl, de que vale ter uma vida de eternidade quando não há razões para vivê-la?

Da próxima vez que olhar para o meu filho, vou desejar-lhe uma vida longa, sem dúvida. Desde que essa vida seja dotada de sentido.

(João Pereira Coutinho. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/ 2019/05/os-imortais.shtml. Publicado em 15.05.2019. Adaptado)

Leia os trechos do texto.

Mas existe uma outra dimensão do filme que a autora ignorou... (12o parágrafo)

Desde que essa vida seja dotada de sentido. (último parágrafo)

Considerando o contexto, as expressões destacadas estabelecem entre as ideias, respectivamente, as relações de

Alternativas
Q2700697 Português

Leia o texto abaixo de modo a responder às questões de 11 a 13:


NÃO COMERÁS COMO ANTES


1 __ Uma nova revolução está em curso e promete transformar a indústria de alimentos e a

2 agropecuária, talvez em menos de duas décadas. Sabemos que as transformações digitais em série tiraram

3 os discos e CDs da estante e obrigaram a indústria fonográfica a reinventar-se. A indústria automotiva

4 debruça-se sobre os efeitos da sociedade uberizada e redesenha seus próximos passos com carros

5 elétricos, autônomos e drones automotivos pelo ar. A febre de aplicativos de bikes e patinetes aponta

6 para a chegada de uma nova geração decidida a desembarcar do sonho de ter um carro e do desejo de

7 dirigir. Os smart-phones não só transformaram o telefone fixo quase em enfeite, mas já obrigam até

8 potentes emissoras de televisão a repensar suas telinhas e modelos de negócio, isso para citar apenas um

9 aspecto. Testemunhamos uma série de mudanças de crenças, valores e certezas. Qual será a próxima

10 onda disruptiva? Possivelmente ela acontecerá pela boca. Ou em torno de todo o modelo que existe hoje

11 para alimentar as pessoas. Não comerás como antes. E não produzirás alimentos da mesma forma que se

12 faz hoje. Em questão de décadas, o que soa agora como um mandamento bíblico poderá fazer todo o

13 sentido.

14 __ É possível que a produção de tudo o que se come atualmente seja muito diferente em um futuro

15 não muito distante. O setor econômico que gira ao redor da circunferência de um prato de arroz, feijão,

16 alface, batata, tomate e carne, entre uma garfada geracional e outra, sofrerá impactos estruturais. Chegou

17 a hora de discutir o que a comida disruptiva – e toda a sua fascinante tecnologia – fará com o modus

18 operandi da indústria e da agropecuária e com a próxima etapa do agronegócio, quando a produção de

19 bifes de laboratório ganhar escala e se tornar acessível, por exemplo. Será que, nas próximas décadas, a

20 carne suculenta saboreada no almoço ainda vai depender da criação de gado para o abate, como sempre

21 funcionou no modelo tradicional da pecuária?

[...] (Veja, 12/06/19)

Observe a construção dos períodos abaixo transcritos:


I- “(...) as transformações digitais em série tiraram os discos e CDs da estante e obrigaram a indústria fonográfica a reinventar-se”.

II- “A indústria automotiva debruça-se sobre os efeitos da sociedade uberizada e redesenha seus próximos passos com carros elétricos, autônomos e drones automotivos pelo ar”.

III- “Os smart-phones não só transformaram o telefone fixo quase em enfeite, mas já obrigam até potentes emissoras de televisão a repensar suas telinhas e modelos de negócio”.


Em todos os períodos citados, há duas afirmações sobre o tópico inicial, mas, em III, são empregados dois conectores para enfatizar a segunda informação. O mecanismo de construção do período empregado em III se classifica como:

Alternativas
Q2700685 Português

Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:


Que tempos são esses?


1 __ Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece

2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um

3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...

4 __ No centro de tudo, a Palavra.

5 __ Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma

6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e

7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o

8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.

9 __ No centro de tudo, a Palavra.

10 __ Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.

11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o

12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social

13 ou da própria família.

14 __ No centro de tudo, a Palavra.

15 __ A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um

16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.

17 __ No centro de tudo, a Palavra.

18 __ Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se

19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar

20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina

21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.

22 __ No centro de tudo, a Palavra.

23 __ Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se

24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,

25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.

26 __ No centro de tudo, a Palavra.

27 __ Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras

28 sua bandeira:

29 __ “Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”


(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)

Considerando o trecho, a seguir, que finaliza o texto acima, avalie como verdadeiras(V) ou falsas(F) as proposições:


“[...] Que se escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos, bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.

Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras sua bandeira:

‘Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?’”


( ) O emprego do conector mas serve para introduzir uma ressalva, em tom irônico, dado que a autora, pressupondo o estranhamento quanto ao conteúdo das informações precedentes, já se adianta admitindo a dificuldade de mudança em tempos de tantos desencantos.

( ) Todas as frases introduzidas pelo item que expressam o desejo da autora de uma mudança no comportamento da sociedade; trata-se de frases exclamativas, ou desiderativas, constituindo-se, pois, como marcas de subjetividade na construção do texto.

( ) Ao encerrar o texto com a indagação feita pelo dramaturgo Bertold Brecht, a autora demonstra conformação com a realidade descrita e, assim, nega a possibilidade de mudança.


A sequência que responde CORRETAMENTE à questão é:

Alternativas
Q2699918 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os principais tipos de relacionamentos ioiô


  1. Um tema de imensa importância e que se costuma não dar a devida atenção são os
  2. chamados relacionamentos ioiô. O que são esses relacionamentos? São aqueles em que o casal
  3. vive se separando e voltando poucos dias ou semanas depois. Esse tipo de relacionamento é
  4. dominado pela insegurança, medos, carências e, principalmente, pela imaturidade. Os casais
  5. que costumam fazer isso podem estar passando por diversos problemas ou dificuldades. Os
  6. maiores motivos para se embarcar nesses relacionamentos são a falta de sinceridade
  7. e transparência.
  8. Um caso clássico são aquelas pessoas que ___ uma autoestima infinitesimal ou tendendo a
  9. zero. Muitas dessas pessoas namoram alguém só para não ficarem sozinhas. Já ouviu aquela
  10. frase? “Ruim contigo, pior semtigo”? Pois é! É dessas pessoas que estou falando! Os
  11. relacionamentos ioiô nesses casos acontecem assim, um dos dois termina e tenta “encontrar
  12. alguém melhor”. Como encontrar alguém melhor se você mesmo não consegue ser melhor?
  13. Não se esforça para ser melhor? Não dá, meu amigo! Aí a pessoa fica carente e depois de
  14. tentativas em vão volta para a pessoa que não ama de verdade, volta só para não ficar sozinha
  15. e vive assim um pseudorrelacionamento. Para esses casos, a melhor saída é a busca de uma
  16. ajuda psicológica, para melhorar a autoestima, juntamente com a busca incessante pelo
  17. autoconhecimento.
  18. Um dos casos mais comuns são os namorados pilantras. Isso mesmo! Pilantras! Quem são
  19. os namorados pilantras? São aqueles que terminam dois ou três dias antes do carnaval e
  20. querem voltar dois ou três dias depois do carnaval. Por que será que eles fazem isso, hein?
  21. Acho que nem preciso responder, não é mesmo? Pois é! Esses são os namorados pilantras. Mas
  22. sabe de uma coisa! Muitos casais aceitam isso. Eu digo ___ você que o mais importante é se
  23. amar primeiro. Se você se ama e consegue ser feliz e equilibrado sozinho, pode ter certeza que
  24. isso que acabei de citar jamais acontecerá, porque você jamais permitirá que aconteça,
  25. entende?
  26. Outra possibilidade é a das pessoas com problemas mal resolvidos do passado. Esse pode
  27. ser um grande “abacaxi”, porque muitas delas sofrem de algo que denomino “medo de revelar
  28. os medos”. São pessoas que sentem que quando alguém está prestes a adentrar em seus
  29. territórios feridos das emoções, ou se fecha no seu mundo de sombras, ou muda totalmente o
  30. assunto. Vários relacionamentos ioiô passam por essas situações. O indivíduo que sofre desse
  31. medo se sente sufocado pelo outro, como se ele ou ela quisesse fazer um interrogatório sobre o
  32. seu passado. Para esse tipo de casal e situação, o meu conselho é simples e precioso. Evite
  33. conversar sobre o passado da outra pessoa! Lembre-se sempre da frase do grande Roberto
  34. Carlos: “o que passou não quero mais lembrar, só quero ter você aqui…”. Dessa forma, a
  35. pessoa se sentirá muito mais confortável e segura.
  36. Outro caso um pouco mais sutil e complexo acontece com as pessoas nostálgicas. Esse tipo
  37. de relacionamento ioiô mexe com o inconsciente do indivíduo, por isso ele é mais complexo.
  38. Como acontecem esses casos? Um dos dois termina e aquele mais nostálgico fica sofrendo em
  39. demazia ao lembrar os melhores momentos que o casal passou junto, e como a nostalgia
  40. sempre é a lembrança de algo bom e carregado de emoções positivas, a pessoa desvia seus
  41. pensamentos daquilo que foi conflituoso e levou ao rompimento amoroso e volta a pensar no
  42. relacionamento em suas fases mais iniciais, que certamente estavam carregadas de emoções
  43. positivas e, acima de tudo, de paixão. Dessa forma, a pessoa também fica carente
  44. e “louca” para voltar o relacionamento, o que acaba acontecendo. Porém, a realidade mostra
  45. que já não existe mais paixão e dentro de pouco tempo um dos dois decide terminar mais uma
  46. vez, e fica um ciclo quase interminável de terminar-voltar-terminar-voltar! Você se identificou
  47. com essa possibilidade? Ela é mais comum do que se imagina…
  48. Existem outras possibilidades, mas acho que falei as principais. Evite os relacionamentos
  49. ioiô, pois eles só revelam medos, inseguranças, carências e, principalmente, infantilidades.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/os-principais-tipos-derelacionamentos-ioio/. Acesso em 26 mar. 2019.

Por qual das seguintes opções a locução conjuntiva “por isso” (l. 37) pode ser substituída, sem haver distorções ao sentido original da mensagem?

Alternativas
Q2698450 Português

Analise o texto poético a seguir, de autoria do compositor brasileiro Sérgio Bittencourt, para responder às próximas questões.

“Naquela mesa ele sentava sempre

E me dizia sempre o que é viver melhor

Naquela mesa ele contava histórias

Que hoje na memória eu guardo e sei de cor

Naquela mesa ele juntava gente

E contava contente o que fez de manhã

E nos seus olhos era tanto brilho

Que mais que seu filho

Eu fiquei seu fã

Eu não sabia que doía tanto

Uma mesa num canto, uma casa e um jardim

Se eu soubesse o quanto dói a vida

Essa dor tão doída não doía assim

Agora resta uma mesa na sala

E hoje ninguém mais fala do seu bandolim

Naquela mesa tá faltando ele

E a saudade dele tá doendo em mim”

No primeiro verso do poema, aparece o verbo “sentava”. Em relação à conjugação desse verbo, pode-se afirmar que está no:

Alternativas
Q2697032 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 09.


O combate ao Aedes sob a ótica dos determinantes sociais da saúde


Mobilizar a população para combater os focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti é fundamental para evitar possíveis epidemias de dengue, zika e chikungunya. Essa ação, no entanto, pode ser potencializada se estiver integrada a outras políticas, isto é, integrada às condições sociais em que as pessoas vivem e trabalham, aí incluídos fatores econômicos, ambientais e culturais, entre outros.

Pesa muito a questão do planejamento urbano. Uma cidade que evolui de forma planejada é capaz de oferecer serviços e garantir direitos a sua população com mais facilidade e qualidade, não apenas na saúde, mas também em outras áreas.

Além disso, o desequilíbrio ambiental e as consequentes mudanças climáticas são outros macrofatores relacionados a possíveis epidemias de dengue. O aumento de temperatura e a maior ocorrência de fenômenos climáticos, como chuvas fortes, formam um cenário ideal para a proliferação do mosquito. Por isso, a educação ambiental, assim como a educação, em sentido amplo, geram estratégias para a realização de ações intersetoriais. Importante frisar também que a mobilização da população e o incentivo a mudanças de comportamento representam oportunidades para trabalhar valores de solidariedade e fortalecer os laços comunitários.

(www.multirio.rio.rj.gov.br, acessado em 06.09.2019. Adaptado)

A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase, quanto ao emprego do pronome e da conjunção - Centros urbanos ___________ o planejamento é precário estão sujeitos à proliferação de epidemias, ___________ o poder público for negligente.– é:

Alternativas
Q2696730 Português

TEXTO


A Inglaterra era o berço da maioria dos

esportes de destaque mundial e os primeiros

amadores ingleses apregoavam o culto à

justiça. A disputa tinha de ser mais importante

do que a vitória, por isso o espírito de

competição sobrepunha-se ao placar final.

Alguns dos mais conhecidos clubes ingleses de

futebol da atualidade têm sua origem nas

equipes das escolas dominicais, tendo sido

formados de acordo com a ideologia do

“cristianismo muscular”. Esporte e jogo limpo

eram quase sinônimos. Se os campeões de

1900 tivessem a chance de testemunhar

grandes disputas esportivas um século mais

tarde, ficariam um tanto desapontados pela

enorme ênfase dada à vitória. No início do

século, eram poucos os jogos que reuniam

multidões. Esportes populares, como corrida

de cavalos, críquete, beisebol, futebol e boxe,

dificilmente atraiam competidores e

espectadores estrangeiros. Mesmo os torneios

de tênis que aconteciam a cada verão em

Wimbledon contavam quase exclusivamente

com jogadores britânicos. Houve agitação

quando May Sutton, uma norte-americana,

apareceu: ela jogava com os antebraços

desnudos, o que foi considerado indelicado e

lhe rendeu o apelido de lavadeira. Eventos

esportivos internacionais tornaram-se mais

frequentes nas duas décadas anteriores à

Primeira Guerra Mundial. Os Jogos Olímpicos

de Paris, em 1900, e de St. Louis, em 1904,

careceram de excelência, uma vez que os

melhores atletas do mundo não dispunham de

condições financeiras para ir até os locais dos

jogos ou, por serem profissionais, não tinham

permissão de participar (as competições,

renascidas em Atenas em 1896, eram apenas

para amadores). O futebol, inventado na Grã-

-Bretanha e hoje em dia o esporte mais popular

do mundo, tinha pouca pretensão de ter fama

internacional. No críquete, os únicos times que

competiam regularmente eram os da Austrália

e os da Inglaterra. Poucos arriscariam dizer que

os esportes se tornariam uma parte tão importante

da indústria do entretenimento.


(BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século

XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 291).

Assinale a alternativa que NÃO apresenta um tipo de conjunção:

Alternativas
Q2691725 Português

Para onde vão as palavras

Como se sabe, a palavra durante algum tempo foi obrigada a recuar diante da imagem, e o mundo escrito e impresso diante do falado na tela. Tiras de quadrinhos e livros ilustrados com um mínimo de texto hoje não se destinam mais somente a iniciantes que estão aprendendo a soletrar. De muito mais peso, no entanto, é o recuo da notícia impressa em face da notícia falada e ilustrada. A imprensa, principal veículo da esfera pública no século XIX assim como em boa parte do século XX, dificilmente será capaz de manter sua posição no século XXI.

Mas nada disso pode deter a ascensão quantitativa da literatura. A rigor, eu quase diria que - apesar dos prognósticos pessimistas - o mais importante veículo tradicional da literatura, o livro impresso, sobreviverá sem grande dificuldade, com poucas exceções, como as das enciclopédias, dos dicionários, dos compêndios de informação etc., os queridinhos da internet.

Fonte: HOBSBAWM, Eric. Tempos fraturados. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 29-30. (trecho adaptado)

Analise as afirmativas, tendo em vista questões gramaticais:

I. Em ‘como se sabe’ o termo destacado é partícula apassivadora.

II. Em ‘no século XIX’ o algarismo em destaque denomina-se ‘arábico’.

III. Em ‘Mas nada disso pode deter’ ocorrem dois pronomes.

IV. Em ‘De muito mais peso, no entanto,’ a expressão destacada denomina-se conjunção.

Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2690162 Português

As questões de 1 a 10 desta prova são baseadas no texto a seguir.


ABORTO, ASSUNTO DE HOMENS


Conrado Hübner Mendes

Doutor em Direito e professor da USP


1º Dias atrás, a Irlanda promoveu histórico referendo para legalização do aborto no país. O resultado teve apoio de 66% dos eleitores. Foi o ponto culminante de uma longa história de luta por direitos e igualdade, num país em que convicções religiosas sustentavam uma das leis mais restritivas à autonomia da mulher.

2º Há dois meses, o Instituto Guttmacher lançou um profundo relatório sobre a situação do aborto ao redor do mundo (Abortion worldwide 2017: uneven progress and unequal access). Entre os achados da pesquisa, apontou que as taxas de aborto caem em países desenvolvidos e se mantêm estáveis nos países em desenvolvimento; que a América Latina é a região com mais alta taxa anual de aborto (44 a cada 1.000 mulheres em idade reprodutiva) e com a mais alta taxa de gravidez indesejada (96 a cada 100 mulheres). Mostrou também que a taxa de aborto é similar entre os países que legalizaram e os que continuam proibindo a prática. Em suas palavras: "Restrições jurídicas não eliminam o aborto. Em vez disso, aumentam as chances de abortos inseguros, pois mulheres são compelidas a buscar a via clandestina".

3º Nem sempre o direito ao aborto é conquistado pela via legislativa ou pela do voto popular. Em muitos países, como Estados Unidos e Alemanha, foram tribunais de cúpula que deram esse passo. No Brasil, o episódio mais recente dessa longa história está no STF, no qual tramita ação que questiona a criminalização do aborto pelo Código Penal (Art. 124 e 126). Alega-se a violação de direitos fundamentais como dignidade, liberdade e igualdade, assim como a desproporcionalidade da medida. A ministra Rosa Weber, relatora do processo, convocou audiência pública para discutir o caso com a sociedade em breve. Os participantes serão selecionados por critérios de representatividade, expertise técnica e pluralidade.

4º Duas comissões da Câmara e uma do Senado se anteciparam ao STF e coorganizaram um seminário para debater o caso. O seminário ocorre enquanto escrevo este texto (30 de maio). Não poderei estar lá para opinar sobre os argumentos e símbolos ali presentes, mas uma olhada no perfil dos participantes dá indícios de como o assunto é tratado. O requerimento foi feito por 16 parlamentares, apenas uma mulher. Na programação, dos 24 participantes na mesa, apenas seis mulheres. Do ponto de vista profissional, uma mistura de políticos, representantes religiosos e alguns juristas. Nenhum especialista em política pública de saúde, nenhum cientista. O seminário tem lado único, e esse não é o do debate franco, que a audiência do STF promete realizar.

5º Dos minutos a que pude assistir, um participante dizia algo assim: "A criança dentro ou fora do útero tem o mesmo valor! Descriminalizado o aborto, teremos um cemitério de criancinhas!". Não duvido que ele esteja sinceramente preocupado com o valor da vida. Mas tem a responsabilidade de informar-se melhor sobre a principal lei social do aborto: na qual se criminaliza e se estigmatiza, a taxa de gravidez indesejada não s e altera, a mulher permanece no escuro e o número de abortos só faz aumentar. A criminalização do aborto não dissuade mulheres. Orientação e cuidado, talvez.

6º Há infinitas posições morais e jurídicas em relação ao aborto e múltiplos arranjos institucionais para enfrentar o tema com respeito e competência. O debate público, contudo, não resiste ao contraste binário entre os pró e os contra, sem saber exatamente ao quê.

7º Quem descriminaliza não necessariamente legaliza. Quem legaliza não expressa aprovação moral. Quem aprova legalmente não incentiva nem está menos preocupado com a vida. Todos os países que descriminalizaram o aborto no mundo o fizeram por meio de políticas públicas complexas que não celebram o aborto, não subestimam a dimensão trágica da escolha nem ignoram a sacralidade da vida. Pelo contrário: tiraram o tema da esfera do crime e da punição e o trataram por meio de orientação, prevenção, acolhimento e procedimentos médicos seguros. Conseguiram reduzir, sem exceção, o número de abortos e de mortalidade materna. Como melhor proteger a vida?


MENDES, Conrado Hübner. Aborto, assunto de homens. Época. São Paulo, Editora Globo, nº 1040, Jun. 2018. [Adaptado]



Para responder às questões 06, 07, 08 e 09, considere o excerto transcrito abaixo.


Entre os achados da pesquisa, apontou que as taxas de aborto caem em países desenvolvidos e se mantêm estáveis nos países em desenvolvimento; que[1] a América Latina é a região com mais alta taxa anual de aborto (44 a cada 1.000 mulheres em idade reprodutiva) e com a mais alta taxa de gravidez indesejada (96 a cada 100 mulheres). Mostrou também que a taxa de aborto é similar entre os países que legalizaram e os que continuam proibindo a prática. Em suas palavras: "Restrições jurídicas não eliminam o aborto. Em vez disso, aumentam as chances de abortos inseguros, pois[2] mulheres são compelidas a buscar a via clandestina".

No contexto em que surge, o elemento linguístico [2] estabelece com a oração anterior uma relação de

Alternativas
Q2687342 Português

Para se tornarem melhores, no entanto, elas precisam de outro técnico. – a expressão em destaque pode ser substituída, sem alteração de sentido, por

Alternativas
Q2685068 Português

TEXTO I

Leia o texto abaixo e responda às questões de 1 a 3.


1. De manhã, o pai bate na porta do quarto do filho:

2. — Acorda, meu filho. Acorda, que está na hora de você ir para o colégio.

3. Lá de dentro, estremunhado, o filho respondeu:

4. — Pai, eu hoje não vou ao colégio. E não vou por três razões: primeiro, porque eu

5. estou morto de sono; segundo, porque eu detesto aquele colégio; terceiro, porque

6. eu não aguento mais aqueles meninos.

7. E o pai respondeu lá de fora:

8. — Você tem que ir. E tem que ir, exatamente, por três razões: primeiro, porque

9. você tem um dever a cumprir; segundo, porque você já tem 45 anos; terceiro

10. porque você é o diretor do colégio.


(Anedotinhas do Pasquim. Rio de Janeiro: Codecri, 1981. p.8)

Os vocábulos " para", linha 2 e " porque", linha 4 , pertencem, respectivamente, às seguintes classes gramaticais:

Alternativas
Q2228222 Português
Texto 3
A Importância da gestão de pessoas em uma empresa
Pequenas e médias empresas competem com atividades de multinacionais, ideias inovadoras de parceiros do mesmo segmento ou mesmo com a concorrência direta de acordo com o setor. Além disso, é um meio com menos funcionários, geralmente benefícios mais limitados e salários menores, exigindo que as instituições motivem cada vez mais os colaboradores de forma que “vistam a camisa”.
Essa motivação é apenas um detalhe para que os funcionários sigam produzindo, satisfeitos com o lugar e atraiam cada vez mais ideias, projetos e clientes, fazendo com que o desenvolvimento profissional seja equilibrado com o crescimento da empresa. Com esse objetivo, a gestão de pessoas é uma área e necessidade real para as pequenas empresas, prevendo eventuais desafios para os fundadores, sócios e equipes internas.
Para entender melhor como desenvolver a gestão de pessoas é importante notar, fazer com que, todo funcionário novo se sinta desde o início que a empresa apresenta uma oportunidade de crescimento para sua profissão, além de atividades coerentes, equipes produtivas e desafios.
Além disso, é muito bom que o recebimento do novo colaborador seja positivo e que a equipe esteja preparada para explicar os procedimentos, mostrar o dia a dia da empresa e integrar o novo funcionário à rotina do lugar.
Ainda a presença de um ajudante geral que trabalhe em diversos setores de acordo com a empresa, prestando auxílio e controlando materiais e estoque da empresa é de extrema necessidade.Ele pode ter como tarefas a manutenção e limpeza de equipamentos, conferir e controlar entrada e saída de materiais, manter organizado estoque e almoxarifado, auxiliar em linhas de produção, entre outras atividades.
O profissional também é responsável por prestar auxilio a diversas áreas e setores de uma empresa. (Adaptado) www.softwares.com.br . acesso em 15/08/2019

“Essa motivação é apenas um detalhe para que os funcionários sigam produzindo, satisfeitos com o lugar e atraiam cada vez mais ideias, projetos e clientes, fazendo com que o desenvolvimento profissional seja equilibrado com o crescimento da empresa. Com esse objetivo, a gestão de pessoas é uma área e necessidade real para as pequenas empresas, prevendo eventuais desafios para os fundadores, sócios e equipes internas.”(§ 2) 
Analise corretamente o parágrafo para poder responder corretamente a esta questão.
  I. Existem no referido parágrafo tanto orações coordenadas quanto subordinadas.  II. “para que”, locução conjuntiva pode ser substituída corretamente por afim de que. III. “uma área” possui função de predicativo do sujeito.
Está(ão) correta(s) apenas: 
Alternativas
Q2206482 Português
    A comunidade científica internacional foi pega de surpresa pela alegação feita pelo cientista chinês He Jiankui de que uma paciente sua havia dado à luz um par de gêmeas geneticamente modificadas enquanto eram embriões. Ele afirma que elas nasceram em Shenzhen no início de novembro e se chamam Nana e Lulu. Dois dias depois, afirmou que mais uma paciente estava grávida de outra criança modificada.
  Mesmo sem confirmação, a simples possibilidade de que genes de bebês humanos tenham sido modificados antes da concepção causou comoção na medida em que a maior parte dos países permite a edição genética apenas em embriões humanos, mas não antes da concepção, como foi o caso.
    A técnica usada pelo cientista ainda não é completamente dominada ou compreendida, e por isso ele foi criticado pela comunidade científica, assim como pelo ministro de Ciência e Tecnologia da China, Xu Naping, que afirmou que ele pode vir a sofrer sanções legais.
    Ao jornal The Guardian, Mattheus Porteus, professor de medicina pediátrica da Universidade de Stanford, afirmou: “He Jiankui corre risco de ser crucificado por outros pesquisadores, a não ser que ele se integre ao processo científico”.
    O pesquisador chinês afirma que alterou os genes dos embriões de sete casais durante tratamentos para fertilidade. Jiankui não revelou o nome dos pais, afirmando que eles desejavam sigilo e privacidade.

(André Cabette Fábio. “Cientista alega ter editado genes de bebês. Por que ele é criticado”. www.nexojornal.com.br, 30.11.2018. Adaptado)
No trecho “… a simples possibilidade de que genes de bebês humanos tenham sido modificados antes da concepção causou comoção na medida em que a maior parte dos países permite a edição genética apenas em embriões humanos…” (2° parágrafo), a expressão destacada possui valor de
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Ano: 2019 Banca: IBADE Órgão: SEE-AC Prova: IBADE - 2019 - SEE-AC - Professor - Física |
Q2070610 Português
A VIOLÊNCIA INFANTIL

     Nos últimos tempos, a violência infantil vem crescendo de modo alarmante. Muitas razões têm sido apontadas como causa para um problema tão grave, entretanto acredita-se que a prática dos crimes infantis se deva ao modo como se vive nos dias atuais.
   Em primeiro lugar, pode-se constatar que as crianças passam durante muitas horas assistindo, pela televisão, a uma programação baseada na violência. Os desenhos, com personagens utilizandose de espadas, armas de fogo etc., fazem, todo o tempo, apologia da força física, da coragem mediante o uso de uma arma. Os filmes apresentam lutas, brigas, disputas, homens fortes, como Schwarzenegger, com armas possantes, destruindo tudo à sua frente. As novelas, muitas vezes, mostram o lado negativo do ser humano, através de intrigas, vícios, maldades, enfim. Na verdade, podem ser contados nos dedos os programas que não incitem a criança e o próprio adulto a sair pelas ruas cometendo desatinos. Podem ser contados nos dedos os programas que acalmem o telespectador, que direcionem para as boas ações.
    Em segundo lugar, verifica-se que a maioria das mães não está dentro de casa para educar os filhos, o que tem sido, aliás, fator determinante para a sua desestruturação. Com as dificuldades financeiras por que passa grande parte das famílias, a mulher precisou sair para trabalhar e ajudar nas despesas do lar. Sua saída embora positiva por um lado, por outro foi desastrosa, pois os filhos ficaram a mercê das empregadas ou até sozinhos em grande parte dos casos. Isso significa que a educação ficou por conta de pessoas que não tem condições nem motivo para educar, ou ainda, por conta deles próprios.Acriança passou a ter liberdade para fazer o que bem quer; os pais, por seu turno, com sentimento de culpa por se encontrarem somente à noite com os filhos, não lhes impõem limites, e tudo fica por isso mesmo.
    Por fim, outro dado que se destaca é a separação tão frequente dos casais hoje em dia. Marido e mulher já não estão tendo paciência para enfrentar os problemas, os desentendimentos, o diaa-dia complicado que é viver em família; por qualquer coisa um pouco mais grave estão desfazendo o compromisso e indo cada um para o seu lado. Com isso, ficam os filhos normalmente com a mãe e vendo o pai apenas uma vez por semana. A mãe, como já se comentou, passa a maior parte do tempo trabalhando, o que faz com que a convivência seja mínima. Mais uma vez está a criança sozinha, agora encontrando somente um dos pais, no final do dia, a atenção, se for o caso.
     Em vista de tudo isso, pergunta-se o que pensa essa criança durante o dia inteiro, como ela encara a vida, que noção tem de certo e de errado, que sentimentos tem no coração. A mãe não está em casa; não pode, portanto, ensiná-la, orientá-la. O pai só a vê no fim de semana, o que o fará sentir-se culpado e o impedirá de ministrar qualquer ensinamento. Sobra-lhe a TV amiga das horas de solidão, a passar mensagens de violência e mais violência. Com essa vida, é difícil seguir outro caminho.

(Lucia Helena Gouvêa, 2004)
“Sua saída, EMBORA positiva por um lado, por outro foi desastrosa, POIS os filhos ficaram a mercê das empregadas ou até sozinhos em grande parte das vezes.”
As palavras em destaque foram usadas com intenção de: 
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Q2065382 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão. 

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Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-guerra-dos-canudos/
Assinale a alternativa que apresenta substituições, adequadas ao contexto, para contudo (l. 31) e tampouco (l. 34), respectivamente.
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Q2065300 Português
“No dia 17 de novembro de 1889, um domingo, às três da madrugada, a família real partiu acompanhada por alguns poucos autoexilados. Dizem que os novos dirigentes acharam por bem evitar a luz do dia e impedir qualquer reação da população. Já o ex-imperador, procurando manter uma postura altiva, deixava saber que só levaria consigo a primeira edição de Camões: ‘Essa lhe bastava’. A ideia era fazer valer o dito popular: ‘Os reis não são expulsos, mas partem’. Mas a história não seria bem essa: na chegada a Portugal formalizou-se o banimento. Além da expulsão, o decreto de 23 de dezembro de 1889 destinava uma ajuda de 5 mil contos para o estabelecimento do ex-monarca no estrangeiro. D. Pedro rejeitaria, porém, a quantia, numa atitude que irritou o Governo Provisório, o qual em resposta redigida pelo ministro Rui Barbosa, mudou os termos do acordo, extinguiu as dotações e deu o assunto por encerrado. Era chegada a hora de fechar essa página e iniciar um novo tempo. O tempo da República”.
(SCHWARCZ, L. M. e STARLING, H. M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 318.)
Assinale a alternativa correta quanto à análise dos aspectos linguísticos do texto:
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Q2062343 Português
Gravidez na adolescência

Drauzio Varella

Por um capricho da natureza feminina, a idade da primeira menstruação diminuiu progressivamente desde o início do século 20.

Em 1900, as moças menstruavam pela primeira vez ao redor dos 17 anos. Hoje, nem bem completam 11 ou 12 anos e já menstruam. Ninguém sabe ao certo a razão desse fenômeno biológico; é provável que esteja ligado à melhor nutrição das crianças atuais.

Até a geração de nossas avós, as mulheres casavam cedo, geralmente antes de entrar na fase reprodutiva. Mais tarde, menstruavam e vinham os filhos, um atrás do outro, até a menopausa. Viviam em sociedades com taxas altas de mortalidade infantil, nas quais dar à luz dez vezes era a estratégia reprodutiva mais sensata para criar cinco ou seis sobreviventes.

Na era da informática, ao contrário, o investimento na educação de uma ou duas crianças consome tanta energia, que os casais responsáveis planejam com extremo cuidado o tamanho de suas famílias.

Nas camadas de nível educacional mais alto, as mulheres brasileiras seguem de perto a tendência internacional de completar os estudos, conseguir trabalho e independência financeira antes de pensar em filhos. Nas maternidades particulares, há muito não causam espanto as primigestas com mais de 40 anos.

Paradoxalmente, no entanto, ao lado dessa característica dos novos tempos, convivemos com o antigo problema da gravidez na adolescência, agravado agora pelo início mais precoce da fase fértil das mulheres. Enquanto as taxas gerais de fecundidade nas décadas de 1970 e 1980 caíram no país inteiro, o número de adolescentes de 15 a 19 anos grávidas aumentou 26%.

A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, realizada em 1996, mostrou que 14% das meninas dessa faixa etária já tinham pelo menos um filho e que as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior.

Entre as parturientes atendidas pela rede do SUS no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas entre 10 e 14 anos. Nesses cinco anos, 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. Quase 3 mil estavam na faixa dos 10 aos 14 anos.

Como não poderia deixar de ser, a situação é especialmente grave nas regiões mais pobres do país: no Norte e no Nordeste, de cada três partos, uma das mães tem de 10 a 19 anos. Mas, mesmo no Sul e no Sudeste, o número de parturientes nessa faixa etária é inaceitável: cerca de 25%.

Muitos especialistas em saúde pública calculam que os índices de mortalidade infantil poderiam diminuir significativamente, se houvesse prevenção da gravidez na adolescência, no Brasil.

Grande parte das crianças assim nascidas são filhas de homens que não assumem os deveres inerentes à paternidade. Impunes à lei, simplesmente abandonam os filhos aos cuidados da mãe despreparada, com a conivência silenciosa da sociedade machista e discriminatória em relação às mulheres.

O argumento de que esses homens são irresponsáveis por serem eles também muito jovens nem sempre é verdadeiro, dado o interesse que as adolescentes costumam despertar nos homens mais velhos.

Ficar grávida ainda criança é uma das consequências mais perversas da incompetência de nosso sistema educacional.Amenina pobre, sem instrução, que começa a vida com um bebê no colo, dificilmente conseguirá mudar seu destino de miséria e ignorância. 

[...]

Parece que o Ministério da Saúde está decidido a dedicar mais atenção à prevenção da gravidez na adolescência. Entre as medidas adotadas estão a preparação de profissionais para atendimento, divulgação de material educativo, acesso a métodos anticoncepcionais e aos preservativos, além do estímulo à promoção de atividades culturais e esportivas.

Embora essas intervenções sejam fundamentais, a solução do problema não é tarefa exclusiva do governo. A menina que fica grávida aos 12 anos não o faz por decisão prévia, voluntária; engravida por falta de informação, desvantagem econômica ou armadilha da natureza. Se receber orientação adequada, saberá se defender, como demonstram os estudos publicados nessa área.

Ainda que não seja por solidariedade ou economia de recursos, pelo menos por prudência é preciso agir. Afinal, quantos marginais que nos tiram a tranquilidade nas cidades brasileiras descendem de meninas engravidadas em idade de brincar com boneca? 

Disponível em: <https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/gravidez-na-adolescencia/>. Acesso em: 18 jan. 2019.

Leia o trecho a seguir.
“Parece que o Ministério da Saúde está decidido a dedicar mais atenção à prevenção da gravidez na adolescência. Entre as medidas adotadas estão a preparação de profissionais para atendimento, divulgação de material educativo, acesso a métodos anticoncepcionais e aos preservativos, além do estímulo à promoção de atividades culturais e esportivas.
Embora essas intervenções sejam fundamentais, a solução do problema não é tarefa exclusiva do governo”.
A conjunção destacada, pela relação que estabelece entre o parágrafo anterior e aquele que ela inicia, é denominada
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Q2058924 Português
O trecho sublinhado em “Depois que meu pai faleceu, nunca mais fui à minha cidade natal.” apresenta uma conjunção subordinativa:
Alternativas
Q2058362 Português
            Fui me aproximando incomparavelmente sem vontade, sentei no chão tomando cuidado em sequer tocar no vestido, puxa! também o vestido dela estava completamente assustado, que dificuldade! Pus a cara no travesseiro sem a menor intenção de. [...]         
            Fui afundando o rosto naquela cabeleira e veio a noite, se não os cabelos (mas juro que eram cabelos macios) me machucavam os olhos. Depois que não vi nada, ficou fácil continuar enterrando a cara, a cara toda, a alma, a vida, naqueles cabelos, que maravilha! até que meu nariz tocou num pescocinho roliço. Então fui empurrando os meus lábios, tinha uns bonitos lábios grossos, nem eram lábios, era beiço, minha boca foi ficando encanudada até que encontrou o pescocinho roliço. Será que ela dorme de verdade?... Me ajeitei muito sem-cerimônia, mulherzinha! e então beijei. Quem falou que este mundo é ruim! só recordar... Beijei Maria, rapazes! eu nem sabia beijar, está claro, só beijava mamãe, boca fazendo bulha, contato sem nenhum calor sensual.
         Maria, só um leve entregar-se, uma levíssima inclinação pra trás me fez sentir que Maria estava comigo em nosso amor. Nada mais houve. Não, nada mais houve. Durasse aquilo uma noite grande, nada mais haveria porque é engraçado como a perfeição fixa a gente.

(Fragmento do conto “ Vestida de preto”, de Mário de Andrade)
Em “Será que ela dorme de verdade?” a palavra “que” é ____, pois tem-se em seguida uma oração _____________.
Alternativas
Q2058348 Português


                                        

Analise o trecho a seguir retirado do Texto para responder à questão subsequente:
“‘Karen Uhlenbeck recebe o Prêmio Abel 2019 por seu trabalho fundamental em análise geométrica e teoria de calibre, que transformou dramaticamente o cenário matemático’, [...]”
(linhas 6 a 9)


A partícula “que” destacada exerce função morfológica de:
Alternativas
Respostas
2021: A
2022: B
2023: E
2024: C
2025: C
2026: B
2027: C
2028: A
2029: A
2030: D
2031: B
2032: C
2033: E
2034: A
2035: C
2036: C
2037: B
2038: E
2039: A
2040: A