Questões de Concurso Sobre concordância verbal, concordância nominal em português

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Q4096713 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma frase totalmente correta, de acordo com a concordância.
Alternativas
Q4096712 Português

“A maioria das mulheres __________ por melhores condições de vida.”



Em relação à frase acima, analise cada afirmativa a seguir e assinale a alternativa que apresenta todas as corretas:



I. Preenchendo a lacuna com “lutamos”, subentende-se que a autora da frase se inclui na afirmação, num uso especial de concordância.


II. No presente do indicativo, a lacuna pode ser preenchida com “luta” ou “lutam”, estando ambas corretas.


III. No presente do indicativo, a lacuna pode ser preenchida somente com “lutamos” ou “luta”.


IV. No presente do indicativo, a lacuna pode ser preenchida somente com “lutamos” ou “lutam”.


V. A lacuna pode ser preenchida com formas em diferentes tempos verbais. 

Alternativas
Q4096710 Português

“Me dê motivo pra ir embora


Estou vendo a hora de te perder” (Tim Maia)



Os versos acima fazem parte de uma composição popular. Considerando somente a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4095530 Português

“Havia alguma coisa errada com o rei”


(RPM)



Assinale a alternativa em que as duas formas reescritas do trecho destacado acima, no plural, estão totalmente corretas.

Alternativas
Q4094374 Português
Assinale a alternativa em que a forma proposta entre parênteses substitui adequadamente o verbo destacado na frase, de acordo com as normas de concordância.
Alternativas
Q4092032 Português
Com relação às normas de concordância verbal e nominal, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4092024 Português


TEXTO 4


Os semeadores


... Eis aí saiu o que semeia a semear... (MAT., XIII, 3.)


Vós os que hoje colheis, por esses campos largos,

O doce fruto e a flor, Acaso esquecereis os ásperos e amargos

Tempos do semeador?

Rude era o chão; agreste e longo aquele dia;

Contudo, esses heróis

Souberam resistir na afanosa porfia

Aos temporais e aos sóis.

Poucos; mas a vontade os poucos multiplica,

E a fé, e as orações

Fizeram transformar a terra pobre em rica

E os centos em milhões.

Nem somente o labor, mas o perigo, a fome,

O frio, a descalcez,

O morrer cada dia uma morte sem nome,

O morrê-la, talvez,

Entre bárbaras mãos, como se fora crime,

Como se fora réu

Quem lhe ensinara aquela ação pura e sublime

De as levantar ao céu!

Ó Paulos do sertão! Que dia e que batalha!

Venceste-la; e podeis

Entre as dobras dormir da secular mortalha;

Vivereis, vivereis!


ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Americanas. Disponível em:
<http://machado.mec.gov.br/images/stories/pdf/poesia/maps03.
pdf>. Acesso em: 16 de setembro de 2025.
Considerando os versos "Contudo, esses heróis / Souberam resistir na afanosa porfia / Aos temporais e aos sóis." (Machado de Assis), analise as sentenças sobre a flexão de número dos substantivos "heróis" e "sóis".

I- "Heróis" apresenta alomorfia com acréscimo da vogal temática e da desinência de número /-s/.
II- A forma "sóis" mantém o ditongo aberto /ɔj/ no plural, em conformidade com a regra que determina a manutenção do ditongo nas palavras oxítonas terminadas em /-ol/, coincidindo também com a forma plural da segunda pessoa do Indicativo presente do verbo "ser".
III- A concordância nominal se estabelece com o acréscimo da desinência de número /-s/ aos determinantes "esses" e "aos", concordando em número com os substantivos "heróis" e "sóis", respectivamente.

Estão CORRETAS:
Alternativas
Q4089529 Português
TEXTO

VITAIS PARA O ECOSSISTEMA, FUNGOS ESTÃO SOB AMEAÇA



    O reino Fungi – segundo maior reino de seres vivos, depois dos animais – está em um momento de destaque. Não porque sirva como espinha dorsal de ecossistemas saudáveis, mas porque está em risco. Pela primeira vez na história, mais de mil espécies de fungos foram adicionadas à Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), frequentemente chamada de “Barômetro da Vida”.

    Como muitos organismos, essas espécies de fungos – que representam apenas uma pequena fração daquelas que se acredita existirem – estão em risco devido a uma combinação de fatores, incluindo desmatamento, desenvolvimento urbano e toxinas. “Os fungos são especialmente vulneráveis à poluição, principalmente por fertilizantes e emissões de combustíveis fósseis”, disse Lynne Boddy, especialista em ecologia fúngica da Universidade de Cardiff, no Reino Unido.

     Ela afirma que protegê-los exige ações direcionadas, porque eles têm “necessidades específicas e devem ser considerados de acordo com suas próprias características nos esforços de conservação, e não apenas agrupados com outros organismos”. Mas nem sempre é fácil conscientizar as pessoas sobre os fungos – que muitas vezes são vistos como ingrediente de pizza, na forma de cogumelos, ou um complemento indesejado para uma parede úmida, em se tratando de mofo.

     “Muitos se importam com os animais, principalmente se forem organismos fofinhos e amigáveis com os quais as pessoas têm alguma afinidade, como os pandas”, disse Boddy, acrescentando que a maioria dos fungos não tem esse efeito emotivo. “Talvez os humanos não consigam se apegar a eles”, acrescenta.

    Os fungos podem não ganhar concursos de fofura, mas desempenham um papel importante na manutenção da coesão de toda a teia da vida. Dependendo do tipo, os fungos são encontrados em diversos ambientes: do solo e florestas a lagos de água doce, ecossistemas marinhos e até mesmo na pele humana.

     Os fungos micorrízicos sustentam ecossistemas florestais, ajudando as plantas a trocar nutrientes, água e até mesmo informações, formam relações simbióticas com as raízes da maioria da flora e são essenciais para o crescimento de até 90% das espécies de plantas.

      Em outras palavras: “A vida na Terra depende de fungos”, disse Gregory M. Mueller, cientista-chefe do Jardim Botânico de Chicago, nos EUA. Eles também são essenciais para a morte na Terra. Conhecidos como recicladores da natureza, eles desfazem madeira morta ou em decomposição, folhas e outras matérias vegetais. “Sem eles, estaríamos soterrados sob montes de lixo orgânico”, disse Mueller, que lidera os programas de fungos da IUCN e contribuiu para a recente Lista Vermelha.

      Embora florestas e pastagens sejam geralmente consideradas reservas de carbono, são os fungos que ajudam a capturar o carbono no solo. Mueller afirmou que os fungos são “essenciais para o sequestro de carbono a longo prazo”, o processo de retenção de carbono para que não contribua para o aquecimento global. “Sem eles, a mudança climática seria muito pior”, afirmou o especialista.

      Os fungos micorrízicos são responsáveis por armazenar até um terço das emissões globais anuais de combustíveis fósseis no solo. O que os torna a “instalação” de armazenamento de carbono mais eficiente do mundo.

      Ao mesmo tempo, os fungos são afetados pelas mudanças climáticas, em grande parte por meio de alterações nos níveis de hidratação. Mueller cita o exemplo do Brasil, onde as florestas nubladas em montanhas dependem de certos níveis de umidade, que vêm diminuindo paralelamente às mudanças nos padrões de precipitação.

    Ele afirma que isso não apenas altera o habitat, mas “afeta as plantas das quais os fungos dependem; elas secam e impedem que os fungos completem seu ciclo de vida”. Um mundo sem fungos não só se tornaria menos propício à vida humana devido ao aumento das temperaturas globais e aos eventos climáticos extremos relacionados, como também as árvores e as plantações cresceriam mais fracas, mais lentamente e se tornariam mais vulneráveis a doenças e à seca.

    E isso impactaria a disponibilidade de alimentos e medicamentos. Cerca de 40% dos medicamentos modernos no mundo ocidental são derivados de plantas. Entre eles, por exemplo, a galantamina, derivada de Galanthus nivalis para tratar a doença de Alzheimer, ou a apomorfina, um composto semissintético extraído da morfina, Papaver somniferum, usada para tratar a doença de Parkinson.

    Os fungos são uma parte tão integral da teia da vida que, se desaparecessem, a maioria das formas de vida, incluindo os humanos, não sobreviveria. [...]


CHAIKA, Anna. Vitais para o ecossistema, fungos estão sob ameaça. Artigo publicado na página da Deutsche Welle Brasil. Adaptado. Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/vitais-para-o-ecossistemafungos-estão-sob-ameaça-72277284. Acesso em: 18 de abril de 2025.
Analise o trecho: “Eles também são essenciais para a morte na Terra. Conhecidos como recicladores da natureza, eles desfazem madeira morta ou em decomposição, folhas e outras matérias vegetais”. Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE o uso da forma verbal em destaque no trecho apresentado.
Alternativas
Q4089044 Português
IA e meio ambiente em Elias Canetti
José Roberto Castilho Piqueira 

    Quando chega o recesso de meio de ano das atividades didáticas, sou atraído para leituras que, preferencialmente, afastem-se do pensar profissional diário que aguçam meu gosto pela tentativa de posicionar a engenharia na vida do planeta, não como mera realizadora de obras, mas como agente colaborador na sua preservação. Fico folheando os jornais e olhando estantes de livrarias, hábitos considerados antiquados, em busca de possíveis leituras agradáveis. Sigo conselhos de amigos, desde que não indiquem livros de autoajuda, e gosto de ouvilos comentando e debatendo as ideias.

    Nessa lida, encontrei “A consciência das palavras”, coleção de escritos de Elias Canetti (1905-1994), romancista e ensaísta búlgaro-britânico, Prêmio Nobel de Literatura em 1981. Fui atraído pelo título, pois uma de minhas preocupações é sobre a influência da inteligência artificial (IA) na produção intelectual contemporânea. Não tenho dúvidas sobre a boa ajuda que esses métodos podem dar na produção de textos, aulas e planos de trabalho. Entretanto, acredito nisso como atividade auxiliar e colaborativa, uma vez que as palavras e ideias que provêm da atividade consciente carregam criatividade e sensibilidade, atributos aparentemente subjetivos, talvez não atingíveis in silico.

    A obra, datada de 1974, traz no preâmbulo a ideia da interpenetração entre o público e o privado, com algumas consequências sociais preocupantes. Hoje, 50 anos depois, vivenciamos a proliferação de redes sociais, dotadas de algoritmos, com grande risco à integridade e à privacidade dos indivíduos. Os benefícios do grande desenvolvimento tecnológico e computacional são inegáveis. O lado ruim, como adverte Canetti, é a conquista rápida desses meios por inimigos do planeta com propagação de boatos e de ideias deletérias de grande alcance.
 
    Ao longo do livro, Canetti apresenta uma sequência de ensaios sobre importantes figuras da história, entre elas Kafka, Confúcio, Tolstói e Büchner, começando pelo escritor austríaco Hermann Broch (1886-1951), considerado um dos principais modernistas de todos os tempos. Canetti identifica em Broch o que denomina memória respiratória, enaltecendo que a vida diária é feita de uma mistura de respirações em um ar que é nosso último bem comum, que cabe a todos indistintamente. Essa reflexão parece fundamental para a sociedade, convidando-a a uma importante discussão sobre os problemas ambientais que nos cercam. Até o momento, não havia me dado conta do fato de que quem polui invade e prejudica um bem público, isto é, aquilo que pertence a todos.

    Em capítulo seguinte, o dramaturgo Karl Kraus (1874-1936), considerado satirista e panfletário, é evocado. Fundador e único redator da revista Die Fackel (A Tocha), Kraus era crítico ferrenho da moral burguesa da época. Canetti descreve uma palestra de Kraus realizada em Viena, em 1924, ressaltando o espírito arrebatador do orador, levando a audiência ao êxtase por meio de uma impiedosa perseguição aos desafetos expressa nos discursos. Considerado como o mago furioso, ao combinar literalidade e indignação, Kraus criava importante sinergia entre suas emoções e as da plateia. Fico imaginando como os algoritmos e redes sociais de hoje criaram e multiplicaram esse estilo de oratória, para o bem e para o mal.

    Passando por uma análise bastante aguda e interessante da obra de Franz Kafka (1883-1924), chego ao capítulo sobre Confúcio (552 a.C.-489 a.C.) e aprendo que hesitação e reflexão precedem e acompanham boas respostas a questões relevantes, divergindo da busca por rapidez e de terceirização de raciocínio para as máquinas. Para Confúcio, a felicidade sem fim está na busca pelo conhecimento, não admitindo o ser humano como ferramenta, ressaltando a memória dos mortos para a consolidação de caminhos para o entendimento da natureza. 

    Em capítulo seguinte, Canetti apresenta aspectos da vida privada do autor de “Guerra e paz”, o consagrado escritor russo Leon Tolstói (1828-1910). Ressaltando que Tolstói jamais despreza um pensamento, uma experiência ou uma observação, Canetti relata ser ele proprietário de terras que, contra a vontade da família, divide-as para evitar conflitos e desejos que eventualmente pudessem causar. 

    Segue-se uma descrição dos diários do médico japonês Michihiko Hachiya (1903-1980), sobrevivente do bombardeio atômico de Hiroshima em agosto de 1945, publicados como “Diário de Hiroshima”, em 1955. Canetti escreve que não há nesse diário qualquer traço falso ou de vaidade e sim uma busca de explicar aquilo que, naquele momento, era inexplicável. Em meio aos mortos e feridos, Michihiko procura coletar peça por peça do ocorrido, transformando hipóteses em teorias a serem comprovadas. 

    Vou parar minha viagem por aqui. Pensando se nós, profissionais das áreas tecnológicas, estamos preocupados com a qualidade das palavras e dos pensamentos provenientes dos programas de IA e dos grupos hegemônicos que a manipulam. Além disso, se o ar respirável vai continuar a ser atacado e se a indústria da guerra continuará desprezando a vida, indiscriminadamente.

Disponível em: https://jornal.usp.br/articulistas/jose-roberto-castilhopiqueira/ia-e-meio-ambiente-em-elias-c anetti/. Acesso em: 03 out. de 2025.
Considere o trecho “Nessa lida, encontrei ‘A consciência das palavras’, coleção de escritos de Elias Canetti (1905-1994) [...]”.
Ao reescrevê-lo da seguinte forma: “Nessa lida, ‘A consciência das palavras’, coleção de escritos de Elias Canetti (1905-1994), __________ por mim”., para que não haja prejuízo gramatical, a lacuna deve ser preenchida com 
Alternativas
Q4067980 Português
O enunciado redigido de acordo com a norma-padrão de concordância nominal é
Alternativas
Q4067966 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



   Os franceses sabem restaurar, mas não construir. Com isso, quero dizer que eles têm a habilidade e o gosto para restaurar seus edifícios de uma era anterior, mas perderam, desde 1945, nos anos de sua maior prosperidade, a capacidade de construir algo novo que não seja medonho.


   No entanto, não é da incapacidade dos arquitetos franceses modernos que desejo falar, embora a absoluta feiura do que eles criaram não seja totalmente irrelevante para o meu tema, como logo se verá.


   O fato é que uma quantidade enorme de paredes e outras superfícies ao longo da estrada que leva a Paris está coberta de grafitos ou pichações. Este é um fenôeno social — talvez antissocial — tanto de relativo interesse quanto de importância.


   Há, obviamente, uma certa etiqueta para essa pichação, que, quando a área de uma parede é exigida por um pichador, ela se torna sua propriedade, por assim dizer, com seu direito exclusivo de nela deixar sua marca.


   Mas o que está por trás dessa epidemia de pichação? Infelizmente, nunca consegui conversar com um pichador: não vejo nenhum deles “trabalhando” e não conheço nenhum socialmente. Portanto, resta-me apenas conjecturar sobre seu estado de espírito — mas, mesmo que eu conseguisse falar com eles, não é certo que me diriam sua motivação, ou mesmo que a conhecessem por completo.


   Numa sociedade em que tantos almejam ser “alguém”, ou seja, alguém que as pessoas conhecem ou que as afeta, e na qual o mero fato de se misturar à multidão representa uma humilhação, pichar é um meio pelo qual uma pessoa, de outra forma sem importância nela, pode impor algo de si a essa sociedade.


   O eu deve se expressar, mesmo que não tenha nada a expressar. Mas não para por aí. Percebi que os pichadores desfiguram principalmente superfícies muito feias, em vez das bonitas. Tomo isso como uma evidência de uma faculdade subconsciente de discriminação estética por parte dos pichadores, embora admita que outras explicações sejam possíveis.


(Theodore Dalrymple, “A expressão da feiura”.

Disponível em: https://revistaoeste.com/revista/edicao-280. Adaptado.)

Assinale a alternativa que adapta passagem do texto adotando redação de acordo com a norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q3897016 Português

A concordância nominal, embora siga regras gerais de harmonia entre o substantivo e seus determinantes, apresenta casos específicos que exigem atenção, especialmente quando há adjetivos compostos, numerais, expressões invariáveis ou palavras como "mesmo", "próprio", "anexo" e "incluso".


Analise as afirmativas a seguir e identifique em quais há concordância nominal de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.



I. Seguem anexos os documentos solicitados na reunião.


II. As alunas mesmas elaboraram o relatório sem ajuda externa.


III. As portas e janelas permaneceram fechados durante a tempestade.


IV. É proibida a entrada de visitantes sem identificação prévia.



Em quais afirmativas o uso da concordância nominal está correto? 

Alternativas
Q3891369 Português
Assinale a alternativa em que a forma verbal apresentada entre parênteses substitui corretamente a palavra destacada no enunciado. 
Alternativas
Q3855934 Português

Às vezes, dizemos "sim" quando gostaríamos de dizer "não". Aceitamos sair mesmo quando estamos cansados ou com a "bateria baixa", respondemos com doçura quando o que gostaríamos era só silêncio. Fazemos isso em nome da harmonia, do cuidado, daquilo que acreditamos ser gentileza — mas há momentos em que esse gesto começa a nos pesar. Afinal, os limites para a gentileza é essencial para que o ato continue sendo leve e genuíno.


(Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/#ter-ternura-com-limites. Acesso em: 15 dez. 2025. Adaptado.)



A respeito das concordâncias nominal e verbal, leia o excerto e analise as sentenças:


I. A construção "mas há momentos em que esse gesto começa a nos pesar" apresenta correta concordância do verbo "haver", uma vez que ele é impessoal. Se a autora do texto decidisse usar o verbo "existir", seria necessário fazer a concordância, ficando "mas existem momentos...".


II. Há um problema de concordância verbal e nominal na expressão "é essencial" que deveria estar no plural, concordando com o núcleo do sujeito − "limites".


III. O trecho "para que o ato continue sendo leve e genuíno" apresenta corretas concordância verbal e nominal. Primeiro, porque o verbo e os adjetivos concordam com sujeito "o ato" e este está no singular porque tem como referente "a gentileza".



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3848767 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Compreensão do tempo histórico


    Quando cada instante do tempo que vivemos está vazio, ele não pode ser estimulado por uma expectativa promissora, por uma esperança. No entanto, se ele está sobrecarregado a ponto de explodir, fervilhando com o peso de todos os momentos anteriores, ele não dispõe de capacidade de provisão necessária para se abrir positivamente. Existe uma tensão entre a antecipação e a realização, entre o vazio do momento atual e a expectativa de que a qualquer momento ele será preenchido satisfatoriamente. 

    Para quem só se alimenta da ideia do progresso, todos os momentos são desvalorizados pelo fato de que cada um deles não passa de um degrau para o seguinte, o presente sendo uma prancha que desembarca no futuro. Cada átimo de tempo é depreciado em relação a uma infinidade de átimos que ainda virão, numa espécie de visão do progresso eterno.

    A perspectiva de eternidade progressiva priva a história humana de seu caráter dramático, nela não se consegue perceber que não são os sonhos de que seus netos sejam livres que estimulam os homens e as mulheres a se revoltar, mas as lembranças de seus antepassados oprimidos. É o passado que nos fornece os recursos para ter esperança, e não simplesmente a possibilidade teórica de um futuro um pouco mais gratificante. É assim que o filósofo alemão Ernst Bloch pode falar do "futuro ainda não cumprido no passado". 

    Devemos nos esforçar, portanto, para manter o passado inacabado, recusando-nos a aceitar sua aparência de encerramento como palavra final, abrindo-o novamente ao reescrever sua fatalidade aparente sob o signo da liberdade crítica.


(Adaptado de EAGLETON, Terry. Esperança sem otimismo. Trad. Fernando Santos, São Paulo: Editora Unesp, 2023, p. 49-50)
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase: 
Alternativas
Q3846671 Português
O verbo concorda com o núcleo do sujeito, mesmo quando o sujeito vem posposto ao verbo.
Alternativas
Q3817842 Português
Leia o texto e responda à questão.

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA É PARA TODAS AS PESSOAS.

Quando o Brasil aprovou, em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, muita gente começou a olhar para os estudantes com deficiência de outra maneira. Em vez de enxergar só limitações, as escolas passaram a ser convidadas a perceber potenciais, modos diferentes de aprender e formas novas de participar. A ideia era simples e, ao mesmo tempo, revolucionária: em vez de adaptar o aluno a uma escola rígida, é a escola que precisa se transformar para acolher e ensinar todo mundo.
    Essa mudança de olhar não acontece de um dia para o outro. Ela exige revisão profunda dos objetivos da educação, da forma de organizar o currículo, do jeito de avaliar e até da postura política da escola. Em vez de uma educação “bancária”, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defende-se uma educação libertadora, que reconhece cada estudante como sujeito de direitos, com voz, história e contexto próprios. Isso vale tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles que, por outros motivos, também foram historicamente excluídos.
    Nos últimos anos, porém, surgiram tentativas de recuo. A política publicada em 2020, depois considerada inconstitucional, retomava uma visão que separava alunos em espaços diferentes, como se a solução estivesse em decidir “onde” cada um deve estudar. Essa lógica “posicional” reduz a discussão a um endereço físico e desvia o foco do que realmente importa: “como” a escola organiza sua prática pedagógica para garantir participação e aprendizagem para todos. Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção.
    Educação inclusiva, nessa perspectiva, não é sinônimo de educação especial em classe comum, nem um arranjo pensado apenas para estudantes com deficiência. Trata-se de um novo paradigma de escola, que se pergunta o tempo todo quais barreiras impedem cada pessoa de participar e aprender, e como essas barreiras podem ser removidas. Essas barreiras podem ser arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais ou curriculares, e muitas vezes atingem também estudantes negros, indígenas, pobres, com dificuldades de aprendizagem ou pertencentes a outros grupos marginalizados.
    Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico, tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles sem deficiência. Estudos recentes, porém, têm mostrado o contrário. Pesquisas de larga escala e meta-análises indicam que ambientes inclusivos, bem organizados, favorecem tanto o desenvolvimento de quem apresenta necessidades educacionais específicas quanto o aprendizado de colegas que não têm deficiência. Quando a escola se adapta, todos ganham: a turma aprende a conviver com a diferença, a flexibilizar estratégias e a colaborar mais.
    Os resultados positivos ficam ainda mais claros quando a educação inclusiva é entendida como mudança de paradigma e não como um “programa” paralelo dentro da escola. Isso implica investir em formação continuada, trabalho coletivo, escuta das famílias e participação dos estudantes nas decisões do cotidiano. Também significa abandonar a ideia de que inclusão é um favor, um gesto de boa vontade, e assumir que é uma obrigação ética e legal. Ao tratar a educação inclusiva como eixo central do projeto pedagógico, a escola se aproxima daquilo que a legislação brasileira e os tratados internacionais de direitos humanos defendem: educação de qualidade para todas as pessoas, em espaços compartilhados e com oportunidades reais de aprender.

(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Galery, Augusto. “A educação inclusiva é para todas as pessoas”. Diversa, Instituto Rodrigo Mendes, 2022.)
Considere o trecho: “Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico...”. Assinale a afirmativa em que a reescrita preserva a correção da concordância verbal e nominal, bem como o sentido original.
Alternativas
Q3811201 Português

Analise a concordância das palavras destacadas nas sentenças:


I.Vinha todo vestido em azul: azuis o chapéu, a vestimenta e a alma.


II.Elas próprias divulgaram o festival, estavam só naquele projeto.


III.Enviei anexa a primeira parte do livro.


Está correta a concordância nominal em:

Alternativas
Q3801921 Português
Ao analisar a oração “Que as mãos de um dia a dia segurem bem as suas”, percebe-se que o verbo “segurem” adota a flexão plural em estrita concordância com o núcleo do sujeito, que é “mãos”. Caso, hipoteticamente, esse núcleo fosse substituído por uma construção aparentemente complexa, como “O conjunto de atividades cotidianas”, a flexão verbal passaria ao singular (“segure”), evidenciando que a concordância nominal e verbal não se guia por elementos periféricos ou modificadores, mas exclusivamente pela identificação do núcleo sintático, independentemente da extensão do termo.
Alternativas
Q3801430 Português
A flexão das classes de palavras está diretamente ligada à concordância nominal e verbal, uma vez que a adequação morfológica entre os termos da oração garante a coesão gramatical. A frase "Havia muitos problemas que precisavam ser resolvidos" está gramaticalmente correta, pois o verbo 'haver' no sentido de 'existir' é impessoal e portanto invariável, enquanto o verbo 'precisar' concorda com o sujeito 'problemas', ratificando que a impessoalidade de um verbo não se estende aos verbos que a ele se ligam em locução verbal, salvo raras exceções já consolidadas na norma culta. 
Alternativas
Respostas
661: B
662: A
663: D
664: E
665: E
666: A
667: C
668: A
669: A
670: B
671: D
672: A
673: C
674: B
675: C
676: C
677: C
678: A
679: C
680: C