Questões de Concurso Sobre concordância verbal, concordância nominal em português

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Q4056804 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os benefícios surpreendentes de se ficar de pé em uma perna só



Na juventude, manter-se sobre uma perna costuma ser fácil. Essa habilidade se consolida entre os nove e os dez anos, atinge seu auge pouco antes dos quarenta e passa a declinar gradualmente a partir daí. Após os cinquenta, conseguir sustentar essa posição por alguns segundos já revela informações relevantes sobre a saúde geral e a forma como o corpo envelhece.


Apesar de parecer banal, o exercício traz benefícios expressivos. Ele contribui para reduzir o risco de quedas, aumentar a resistência física e favorecer a memória, efeitos que ganham importância crescente com o avanço da idade. Se o equilíbrio não vem com facilidade, isso costuma indicar a necessidade de treino específico.


Um dos motivos pelos quais médicos usam esse teste está ligado à perda progressiva de massa muscular associada ao envelhecimento, conhecida como sarcopenia. A partir dos trinta anos, essa perda pode chegar a oito por cento por década e, por volta dos oitenta, até metade das pessoas apresenta a condição de forma clínica. Além de afetar o controle do açúcar no sangue e a imunidade, a sarcopenia compromete o equilíbrio corporal. Por outro lado, exercícios feitos com uma perna ajudam a preservar os músculos das pernas e dos quadris, reduzindo esse impacto ao longo do tempo.


A redução do equilíbrio também se relaciona ao funcionamento do cérebro. Manter-se em uma perna exige que o cérebro integre informações da visão, do sistema de equilíbrio do ouvido interno e dos nervos responsáveis pela percepção corporal. Esses sistemas se deterioram com a idade, em ritmos diferentes, o que torna o equilíbrio um indicador do estado de áreas cerebrais ligadas à reação rápida, às atividades diárias e ao processamento sensorial.


Com o envelhecimento, ocorre certa atrofia cerebral. Quando esse processo se acelera, aumentam as dificuldades para manter autonomia e o risco de quedas. Dados de saúde pública indicam que quedas não intencionais são a principal causa de lesões entre pessoas com mais de sessenta e cinco anos. Em muitos casos, o problema não é falta de força, mas lentidão para reagir e reposicionar o corpo diante de um desequilíbrio.


Estudos mostram que a incapacidade de permanecer sobre uma perna por dez segundos está associada a maior risco de morte prematura nos anos seguintes. Em pesquisas de longo prazo, pessoas que conseguiam sustentar a posição por poucos segundos apresentaram probabilidade de morte muito superior àquelas que alcançaram dez segundos ou mais. Resultados semelhantes aparecem em quadros de demência: quanto pior o equilíbrio, mais rápido tende a ser o declínio cognitivo.


A boa notícia é que o equilíbrio pode ser treinado. Exercícios em uma perna fortalecem costas, quadris e pernas e também beneficiam o cérebro, que mantém capacidade de adaptação ao longo da vida. Essas práticas estimulam áreas ligadas à integração sensorial, à orientação espacial e ao desempenho cognitivo, podendo inclusive melhorar a memória de trabalho.


A recomendação é que pessoas acima dos sessenta e cinco anos pratiquem esse tipo de exercício várias vezes por semana, de preferência diariamente. Incorporá-lo às atividades cotidianas facilita a adesão: ficar alguns segundos sobre uma perna enquanto escova os dentes ou realiza tarefas simples já produz efeitos positivos. A prática pode ser feita descalço e com calçados, pois cada condição impõe desafios distintos ao corpo.


Mesmo poucos minutos por dia, buscando balançar o mínimo possível, trazem ganhos perceptíveis. Exercícios leves para fortalecer os quadris e a combinação de treino de força, atividades aeróbicas e equilíbrio podem reduzir pela metade os fatores de risco associados a quedas. Não por acaso, práticas como ioga e tai chi chuan, que incluem posições sobre uma perna, estão associadas a um envelhecimento mais saudável.


Com persistência e regularidade, é possível manter bom equilíbrio até idades muito avançadas. Avaliações clínicas mostram que pessoas muito idosas ainda conseguem permanecer sobre uma perna por tempo satisfatório, evidenciando que os sistemas do corpo podem ser estimulados e aprimorados até os últimos anos de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd7zy9jz9plo.adaptado. 

Essa perda pode chegar a oito por cento por década e, por volta dos oitenta, até metade das pessoas "apresenta" a condição de forma clínica.



Em relação à concordância verbal do verbo destacado, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4056797 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os benefícios surpreendentes de se ficar de pé em uma perna só



Na juventude, manter-se sobre uma perna costuma ser fácil. Essa habilidade se consolida entre os nove e os dez anos, atinge seu auge pouco antes dos quarenta e passa a declinar gradualmente a partir daí. Após os cinquenta, conseguir sustentar essa posição por alguns segundos já revela informações relevantes sobre a saúde geral e a forma como o corpo envelhece.


Apesar de parecer banal, o exercício traz benefícios expressivos. Ele contribui para reduzir o risco de quedas, aumentar a resistência física e favorecer a memória, efeitos que ganham importância crescente com o avanço da idade. Se o equilíbrio não vem com facilidade, isso costuma indicar a necessidade de treino específico.


Um dos motivos pelos quais médicos usam esse teste está ligado à perda progressiva de massa muscular associada ao envelhecimento, conhecida como sarcopenia. A partir dos trinta anos, essa perda pode chegar a oito por cento por década e, por volta dos oitenta, até metade das pessoas apresenta a condição de forma clínica. Além de afetar o controle do açúcar no sangue e a imunidade, a sarcopenia compromete o equilíbrio corporal. Por outro lado, exercícios feitos com uma perna ajudam a preservar os músculos das pernas e dos quadris, reduzindo esse impacto ao longo do tempo.


A redução do equilíbrio também se relaciona ao funcionamento do cérebro. Manter-se em uma perna exige que o cérebro integre informações da visão, do sistema de equilíbrio do ouvido interno e dos nervos responsáveis pela percepção corporal. Esses sistemas se deterioram com a idade, em ritmos diferentes, o que torna o equilíbrio um indicador do estado de áreas cerebrais ligadas à reação rápida, às atividades diárias e ao processamento sensorial.


Com o envelhecimento, ocorre certa atrofia cerebral. Quando esse processo se acelera, aumentam as dificuldades para manter autonomia e o risco de quedas. Dados de saúde pública indicam que quedas não intencionais são a principal causa de lesões entre pessoas com mais de sessenta e cinco anos. Em muitos casos, o problema não é falta de força, mas lentidão para reagir e reposicionar o corpo diante de um desequilíbrio.


Estudos mostram que a incapacidade de permanecer sobre uma perna por dez segundos está associada a maior risco de morte prematura nos anos seguintes. Em pesquisas de longo prazo, pessoas que conseguiam sustentar a posição por poucos segundos apresentaram probabilidade de morte muito superior àquelas que alcançaram dez segundos ou mais. Resultados semelhantes aparecem em quadros de demência: quanto pior o equilíbrio, mais rápido tende a ser o declínio cognitivo.


A boa notícia é que o equilíbrio pode ser treinado. Exercícios em uma perna fortalecem costas, quadris e pernas e também beneficiam o cérebro, que mantém capacidade de adaptação ao longo da vida. Essas práticas estimulam áreas ligadas à integração sensorial, à orientação espacial e ao desempenho cognitivo, podendo inclusive melhorar a memória de trabalho.


A recomendação é que pessoas acima dos sessenta e cinco anos pratiquem esse tipo de exercício várias vezes por semana, de preferência diariamente. Incorporá-lo às atividades cotidianas facilita a adesão: ficar alguns segundos sobre uma perna enquanto escova os dentes ou realiza tarefas simples já produz efeitos positivos. A prática pode ser feita descalço e com calçados, pois cada condição impõe desafios distintos ao corpo.


Mesmo poucos minutos por dia, buscando balançar o mínimo possível, trazem ganhos perceptíveis. Exercícios leves para fortalecer os quadris e a combinação de treino de força, atividades aeróbicas e equilíbrio podem reduzir pela metade os fatores de risco associados a quedas. Não por acaso, práticas como ioga e tai chi chuan, que incluem posições sobre uma perna, estão associadas a um envelhecimento mais saudável.


Com persistência e regularidade, é possível manter bom equilíbrio até idades muito avançadas. Avaliações clínicas mostram que pessoas muito idosas ainda conseguem permanecer sobre uma perna por tempo satisfatório, evidenciando que os sistemas do corpo podem ser estimulados e aprimorados até os últimos anos de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd7zy9jz9plo.adaptado. 

Com persistência e regularidade, é possível manter bons equilíbrios físicos e mentais até idades muito avançadas.



Em relação à concordância nominal na frase, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4056712 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os benefícios surpreendentes de se ficar de pé em uma perna só

Na juventude, manter-se sobre uma perna costuma ser fácil. Essa habilidade se consolida entre os nove e os dez anos, atinge seu auge pouco antes dos quarenta e passa a declinar gradualmente a partir daí. Após os cinquenta, conseguir sustentar essa posição por alguns segundos já revela informações relevantes sobre a saúde geral e a forma como o corpo envelhece.

Apesar de parecer banal, o exercício traz benefícios expressivos. Ele contribui para reduzir o risco de quedas, aumentar a resistência física e favorecer a memória, efeitos que ganham importância crescente com o avanço da idade. Se o equilíbrio não vem com facilidade, isso costuma indicar a necessidade de treino específico.

Um dos motivos pelos quais médicos usam esse teste está ligado à perda progressiva de massa muscular associada ao envelhecimento, conhecida como sarcopenia. A partir dos trinta anos, essa perda pode chegar a oito por cento por década e, por volta dos oitenta, até metade das pessoas apresenta a condição de forma clínica. Além de afetar o controle do açúcar no sangue e a imunidade, a sarcopenia compromete o equilíbrio corporal. Por outro lado, exercícios feitos com uma perna ajudam a preservar os músculos das pernas e dos quadris, reduzindo esse impacto ao longo do tempo. 

A redução do equilíbrio também se relaciona ao funcionamento do cérebro. Manter-se em uma perna exige que o cérebro integre informações da visão, do sistema de equilíbrio do ouvido interno e dos nervos responsáveis pela percepção corporal. Esses sistemas se deterioram com a idade, em ritmos diferentes, o que torna o equilíbrio um indicador do estado de áreas cerebrais ligadas à reação rápida, às atividades diárias e ao processamento sensorial.

Com o envelhecimento, ocorre certa atrofia cerebral. Quando esse processo se acelera, aumentam as dificuldades para manter autonomia e o risco de quedas. Dados de saúde pública indicam que quedas não intencionais são a principal causa de lesões entre pessoas com mais de sessenta e cinco anos. Em muitos casos, o problema não é falta de força, mas lentidão para reagir e reposicionar o corpo diante de um desequilíbrio.

Estudos mostram que a incapacidade de permanecer sobre uma perna por dez segundos está associada a maior risco de morte prematura nos anos seguintes. Em pesquisas de longo prazo, pessoas que conseguiam sustentar a posição por poucos segundos apresentaram probabilidade de morte muito superior àquelas que alcançaram dez segundos ou mais. Resultados semelhantes aparecem em quadros de demência: quanto pior o equilíbrio, mais rápido tende a ser o declínio cognitivo.

A boa notícia é que o equilíbrio pode ser treinado. Exercícios em uma perna fortalecem costas, quadris e pernas e também beneficiam o cérebro, que mantém capacidade de adaptação ao longo da vida. Essas práticas estimulam áreas ligadas à integração sensorial, à orientação espacial e ao desempenho cognitivo, podendo inclusive melhorar a memória de trabalho.

A recomendação é que pessoas acima dos sessenta e cinco anos pratiquem esse tipo de exercício várias vezes por semana, de preferência diariamente. Incorporá-lo às atividades cotidianas facilita a adesão: ficar alguns segundos sobre uma perna enquanto escova os dentes ou realiza tarefas simples já produz efeitos positivos. A prática pode ser feita descalço e com calçados, pois cada condição impõe desafios distintos ao corpo.

Mesmo poucos minutos por dia, buscando balançar o mínimo possível, trazem ganhos perceptíveis. Exercícios leves para fortalecer os quadris e a combinação de treino de força, atividades aeróbicas e equilíbrio podem reduzir pela metade os fatores de risco associados a quedas. Não por acaso, práticas como ioga e tai chi chuan, que incluem posições sobre uma perna, estão associadas a um envelhecimento mais saudável.

Com persistência e regularidade, é possível manter bom equilíbrio até idades muito avançadas. Avaliações clínicas mostram que pessoas muito idosas ainda conseguem permanecer sobre uma perna por tempo satisfatório, evidenciando que os sistemas do corpo podem ser estimulados e aprimorados até os últimos anos de vida.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd7zy9jz9plo.adaptado.
Essa perda pode chegar a oito por cento por década e, por volta dos oitenta, até metade das pessoas "apresenta" a condição de forma clínica.

Em relação à concordância verbal do verbo destacado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4056706 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os benefícios surpreendentes de se ficar de pé em uma perna só

Na juventude, manter-se sobre uma perna costuma ser fácil. Essa habilidade se consolida entre os nove e os dez anos, atinge seu auge pouco antes dos quarenta e passa a declinar gradualmente a partir daí. Após os cinquenta, conseguir sustentar essa posição por alguns segundos já revela informações relevantes sobre a saúde geral e a forma como o corpo envelhece.

Apesar de parecer banal, o exercício traz benefícios expressivos. Ele contribui para reduzir o risco de quedas, aumentar a resistência física e favorecer a memória, efeitos que ganham importância crescente com o avanço da idade. Se o equilíbrio não vem com facilidade, isso costuma indicar a necessidade de treino específico.

Um dos motivos pelos quais médicos usam esse teste está ligado à perda progressiva de massa muscular associada ao envelhecimento, conhecida como sarcopenia. A partir dos trinta anos, essa perda pode chegar a oito por cento por década e, por volta dos oitenta, até metade das pessoas apresenta a condição de forma clínica. Além de afetar o controle do açúcar no sangue e a imunidade, a sarcopenia compromete o equilíbrio corporal. Por outro lado, exercícios feitos com uma perna ajudam a preservar os músculos das pernas e dos quadris, reduzindo esse impacto ao longo do tempo. 

A redução do equilíbrio também se relaciona ao funcionamento do cérebro. Manter-se em uma perna exige que o cérebro integre informações da visão, do sistema de equilíbrio do ouvido interno e dos nervos responsáveis pela percepção corporal. Esses sistemas se deterioram com a idade, em ritmos diferentes, o que torna o equilíbrio um indicador do estado de áreas cerebrais ligadas à reação rápida, às atividades diárias e ao processamento sensorial.

Com o envelhecimento, ocorre certa atrofia cerebral. Quando esse processo se acelera, aumentam as dificuldades para manter autonomia e o risco de quedas. Dados de saúde pública indicam que quedas não intencionais são a principal causa de lesões entre pessoas com mais de sessenta e cinco anos. Em muitos casos, o problema não é falta de força, mas lentidão para reagir e reposicionar o corpo diante de um desequilíbrio.

Estudos mostram que a incapacidade de permanecer sobre uma perna por dez segundos está associada a maior risco de morte prematura nos anos seguintes. Em pesquisas de longo prazo, pessoas que conseguiam sustentar a posição por poucos segundos apresentaram probabilidade de morte muito superior àquelas que alcançaram dez segundos ou mais. Resultados semelhantes aparecem em quadros de demência: quanto pior o equilíbrio, mais rápido tende a ser o declínio cognitivo.

A boa notícia é que o equilíbrio pode ser treinado. Exercícios em uma perna fortalecem costas, quadris e pernas e também beneficiam o cérebro, que mantém capacidade de adaptação ao longo da vida. Essas práticas estimulam áreas ligadas à integração sensorial, à orientação espacial e ao desempenho cognitivo, podendo inclusive melhorar a memória de trabalho.

A recomendação é que pessoas acima dos sessenta e cinco anos pratiquem esse tipo de exercício várias vezes por semana, de preferência diariamente. Incorporá-lo às atividades cotidianas facilita a adesão: ficar alguns segundos sobre uma perna enquanto escova os dentes ou realiza tarefas simples já produz efeitos positivos. A prática pode ser feita descalço e com calçados, pois cada condição impõe desafios distintos ao corpo.

Mesmo poucos minutos por dia, buscando balançar o mínimo possível, trazem ganhos perceptíveis. Exercícios leves para fortalecer os quadris e a combinação de treino de força, atividades aeróbicas e equilíbrio podem reduzir pela metade os fatores de risco associados a quedas. Não por acaso, práticas como ioga e tai chi chuan, que incluem posições sobre uma perna, estão associadas a um envelhecimento mais saudável.

Com persistência e regularidade, é possível manter bom equilíbrio até idades muito avançadas. Avaliações clínicas mostram que pessoas muito idosas ainda conseguem permanecer sobre uma perna por tempo satisfatório, evidenciando que os sistemas do corpo podem ser estimulados e aprimorados até os últimos anos de vida.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd7zy9jz9plo.adaptado.
Com persistência e regularidade, é possível manter bons equilíbrios físicos e mentais até idades muito avançadas.

Em relação à concordância nominal na frase, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2026 - UEFS - Técnico Universitário |
Q4056648 Português
Não passa pela minha cabeça voltar: por que imigrantes brasileiros estão indo embora de Portugal



O encarecimento do custo de vida tem levado muitos brasileiros a reavaliar a permanência em Portugal, sobretudo nos grandes centros urbanos. Relatos recorrentes indicam que despesas antes consideradas administráveis passaram a comprometer significativamente o orçamento, com destaque para alimentação, lazer e, principalmente, moradia. O reajuste dos aluguéis transformou imóveis simples em opções inviáveis para quem depende de rendas médias.

Dados recentes mostram que a inflação voltou a acelerar em 2025, impulsionada sobretudo pelos alimentos e pela habitação. Além do aumento geral de preços, a pressão sobre o mercado imobiliário se intensificou com a presença de estrangeiros de maior poder aquisitivo, a expansão do turismo e a redução da oferta de contratos de longa duração. O resultado foi uma elevação rápida dos valores cobrados, especialmente nas regiões metropolitanas. A esse cenário somaram-se entraves burocráticos, como a demora na renovação da autorização de residência, que restringe deslocamentos e dificulta a rotina de quem vive legalmente no país.

Ao retornar ao Brasil, alguns imigrantes relatam melhora na qualidade de vida. A possibilidade de trabalhar remotamente para clientes estrangeiros e receber em moeda forte ajuda a equilibrar as contas. Outro fator relevante é o acesso à moradia própria, que elimina o peso do aluguel e oferece maior previsibilidade financeira. Diante disso, muitos não consideram um novo retorno à Europa no curto prazo.

Outros brasileiros compartilham avaliações semelhantes. Apesar da facilidade para regularização migratória, salários concentrados em setores de serviços, comércio e construção não acompanham o ritmo do custo de vida. Especialistas apontam que a crise portuguesa está inserida em um contexto europeu mais amplo, marcado por inflação persistente, juros elevados e menor ritmo de construção de novas habitações. Em cidades como Lisboa e Porto, a procura crescente, combinada à oferta limitada, elevou os preços a patamares distantes da renda média, afetando tanto portugueses quanto imigrantes.

Diante desse quadro, parte dos brasileiros opta por migrar para outros países europeus. Há relatos de melhoria salarial e maior poder de compra, ainda que o aluguel continue elevado em algumas cidades. Em contrapartida, despesas como transporte, alimentação e lazer tendem a ser mais acessíveis. Paralelamente, cresce a percepção de fortalecimento de discursos contrários à imigração, o que afeta a experiência cotidiana de estrangeiros, mesmo quando não é o motivo central da mudança.

Outro elemento estrutural é a gentrificação acelerada, que transformou bairros centrais, substituiu moradores antigos por turistas e investidores e reforçou a habitação como ativo financeiro. Especialistas defendem a combinação de políticas públicas mais eficazes, com expansão da habitação social, regulação do aluguel turístico e medidas contra despejos, como forma de conter a escalada dos preços e preservar a diversidade urbana.

Embora Portugal mantenha políticas migratórias relativamente abertas, analistas destacam um descompasso entre a facilidade de entrada e as condições reais de permanência. A residência legal garante segurança jurídica, mas não assegura viabilidade econômica nem integração social duradoura. Nesse contexto, muitos brasileiros retornam ao país de origem ou buscam alternativas em outras regiões da Europa, evidenciando que o principal desafio não é migrar, mas conseguir permanecer com estabilidade e dignidade.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxq3z49pezo.adaptado.


Os efeitos sociais das mudanças econômicas recentes tornaram-se evidentes nas grandes cidades.
Em relação à concordância nominal, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2026 - UEFS - Técnico Universitário |
Q4056645 Português
Não passa pela minha cabeça voltar: por que imigrantes brasileiros estão indo embora de Portugal



O encarecimento do custo de vida tem levado muitos brasileiros a reavaliar a permanência em Portugal, sobretudo nos grandes centros urbanos. Relatos recorrentes indicam que despesas antes consideradas administráveis passaram a comprometer significativamente o orçamento, com destaque para alimentação, lazer e, principalmente, moradia. O reajuste dos aluguéis transformou imóveis simples em opções inviáveis para quem depende de rendas médias.

Dados recentes mostram que a inflação voltou a acelerar em 2025, impulsionada sobretudo pelos alimentos e pela habitação. Além do aumento geral de preços, a pressão sobre o mercado imobiliário se intensificou com a presença de estrangeiros de maior poder aquisitivo, a expansão do turismo e a redução da oferta de contratos de longa duração. O resultado foi uma elevação rápida dos valores cobrados, especialmente nas regiões metropolitanas. A esse cenário somaram-se entraves burocráticos, como a demora na renovação da autorização de residência, que restringe deslocamentos e dificulta a rotina de quem vive legalmente no país.

Ao retornar ao Brasil, alguns imigrantes relatam melhora na qualidade de vida. A possibilidade de trabalhar remotamente para clientes estrangeiros e receber em moeda forte ajuda a equilibrar as contas. Outro fator relevante é o acesso à moradia própria, que elimina o peso do aluguel e oferece maior previsibilidade financeira. Diante disso, muitos não consideram um novo retorno à Europa no curto prazo.

Outros brasileiros compartilham avaliações semelhantes. Apesar da facilidade para regularização migratória, salários concentrados em setores de serviços, comércio e construção não acompanham o ritmo do custo de vida. Especialistas apontam que a crise portuguesa está inserida em um contexto europeu mais amplo, marcado por inflação persistente, juros elevados e menor ritmo de construção de novas habitações. Em cidades como Lisboa e Porto, a procura crescente, combinada à oferta limitada, elevou os preços a patamares distantes da renda média, afetando tanto portugueses quanto imigrantes.

Diante desse quadro, parte dos brasileiros opta por migrar para outros países europeus. Há relatos de melhoria salarial e maior poder de compra, ainda que o aluguel continue elevado em algumas cidades. Em contrapartida, despesas como transporte, alimentação e lazer tendem a ser mais acessíveis. Paralelamente, cresce a percepção de fortalecimento de discursos contrários à imigração, o que afeta a experiência cotidiana de estrangeiros, mesmo quando não é o motivo central da mudança.

Outro elemento estrutural é a gentrificação acelerada, que transformou bairros centrais, substituiu moradores antigos por turistas e investidores e reforçou a habitação como ativo financeiro. Especialistas defendem a combinação de políticas públicas mais eficazes, com expansão da habitação social, regulação do aluguel turístico e medidas contra despejos, como forma de conter a escalada dos preços e preservar a diversidade urbana.

Embora Portugal mantenha políticas migratórias relativamente abertas, analistas destacam um descompasso entre a facilidade de entrada e as condições reais de permanência. A residência legal garante segurança jurídica, mas não assegura viabilidade econômica nem integração social duradoura. Nesse contexto, muitos brasileiros retornam ao país de origem ou buscam alternativas em outras regiões da Europa, evidenciando que o principal desafio não é migrar, mas conseguir permanecer com estabilidade e dignidade.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxq3z49pezo.adaptado.


Diante desse quadro, "parte dos brasileiros opta" por migrar para outros países europeus.
O caso evidenciado na forma verbal destacada refere-se a:
Alternativas
Q4055908 Português
Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais

Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período. À medida que a idade avança, uma pessoa tende a precisar de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira - e isso pode cobrar um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.

“Em alguns casos, esses filhos podem experimentar níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais”, diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia – área da psicologia que estuda o envelhecimento – da Universidade de São Paulo (USP). Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial. “É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e a dependência dos pais”, explica Falcão.

Esse tipo de situação e a discussão sobre como encarar estes desafios são cada vez mais frequentes com aumento de idosos no Brasil. O número de pessoas com mais de 60 anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 – um crescimento de 56% em pouco mais de uma década. E as estimativas apontam que a população de idosos deve se tornar ainda maior ao longo das próximas décadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram a tendência de que o brasileiro deve viver cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos. Isso não só aumenta o período em que uma pessoa pode precisar de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.

Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais - e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir. Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família. "Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão. “Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido (pela família) ao longo dos anos.”

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c842z9en455o? at_campaign_type=owned&at_ptr_name=facebook_page&at_medium= social&at_format=image&at_campaign=Social_Flow&at_bbc_team=edit orial&at_link_id=F2EAFF96-D813-11EE-981EF4928161DE7E&at_link_type=web_link&at_link_origin=BBC_News_Bra sil&fbclid=IwAR0a3oioBU5gzaT4BY0eLA6Oapmh04AWmBdZlPoSHXP klW0DT62EkVoy39k
Assinale a alternativa que não apresenta erro de concordância verbal. 
Alternativas
Q4055818 Português

Para responder à questão.


Perda de memória talvez seja a queixa mais frequente nas consultas médicas de hoje


 Perguntei quantos achavam que a memória estava pior. Formada por cerca de 500 estudantes de Medicina, mais da metade da plateia levantou a mão. Comentei que se tratava de uma epidemia de Alzheimer juvenil. Eles riram.

Perda de memória talvez seja a queixa mais frequente nas consultas médicas de hoje. No passado, esse fenômeno ficava restrito aos poucos que insistiam em viver mais do que 70 ou 80 anos. Todos encaravam com naturalidade os avos que repetiam cinco vezes a mesma pergunta e passavam o dia à procura de objetos deixados sabe Deus onde.

Em linhas gerais, existem dois grandes grupos de memórias: as de longa e as de curta duração, também chamadas de memória de trabalho.

As primeiras persistem por décadas ou pelo resto da vida, especialmente quando são gravadas em momentos de forte emoção. Razão pela qual não esquecemos o lugar em que estávamos ao receber a notícia da morte de um ente querido ou da queda das Torres Gêmeas, em Nova York, ou da rua em que nos roubaram o celular.

A memória de trabalho, ao contrário, é descartável, grava por pouco tempo os acontecimentos que nos ajudam a tocar a rotina diária. Por exemplo, lembro que deixei um copo de água na mesa ao lado ou que fiquei de telefonar para minha irmã ao meio-dia ou que preciso lavar a xícara do café que acabei de tomar. Depois de executadas essas tarefas, tais lembranças serão varridas do cérebro, de modo a deixar espaço livre para outras.

No caso dos mais velhos, há várias causas. Entre elas, o envelhecimento cerebral, o volume crescente de informaçÕes armazenadas no decorrer dos anos, a dificuldade de encontrar espaço livre no hardware para arquivá-las e o desgaste na produção de neurotransmissores essenciais.

Esses fenômenos, no entanto, não explicam a epidemia de desmemoriados jovens. Como em pessoas de 20 ou 30 anos são muito raras as degenerações neurológicas, é bem provável que a causa do problema esteja ligada à falta de atenção. São tantos os estímulos simultâneos a que estão submetidas, que esse requisito fundamental para a consolidação de memórias se perde.

Num trabalho conduzido anos atrás, pesquisadores submeteram jovens universitários a uma bateria de testes de atenção, em três situaçóes distintas. Na primeira, eles deixavam o celular fora da sala em que os testes seriam aplicados; na segunda, entravam com o celular, que desligavam antes de começarem a responder; na terceira, o celular permanecia ligado durante a realização dos testes.

Os maiores índices de acertos ocorreram quando os celulares ficavam do lado de Íora. Os piores, quando permaneciam ligados. Os testes aplicados quando os aparelhos estavam ao alcance das mãos, mas desligados, apresentaram resultados interrnediários. Quer dizer, a simples presença do celular já e capaz de desviar a atenção. A seleção natural não moldou o cerebro humano para dar conta da infinidade de desafios cognitivos impostos pela vida online. Se lembrarmos que os mesmos fatores de risco estão por trás das crises de ansiedade e de depressão que afligem crianças e adultos de todas as idades, concluiremos que não está fácil preservar a sanidade mental no mundo de hoje.


Adaptado de. https://gauchazh clicrbs.com.brlcolunistas/drauziovarella/n ot icial2026/04/perda-de- memoria -talvez-seja -a - q u eixa -ma is - f requente-nas consultas-medicas-de-hojecmoa7waeg00wi01 5b4bb5wsc8.html

 A norma-padrão prevê regras sintáticas de concordância. Algumas dessas regras possuem relação a sujeitos compostos e aos verbos impessoais, que são armadilhas linguísticas comuns. Nesse sentido, analise a seguinte adaptação de trecho: "Havia muitos jovens rindo. Se não ____tantas queixas precoces de memória na juventude, os relatos esporádicos das consultas talvez ____o médico formado. Logo, na medicina atual, ___ ser tomados e aplicados novos culdados redobrados com a mente dos jovens".
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
Alternativas
Q4055066 Português
Considerando as relações de concordância verbal estabelecidas no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4054565 Português

Texto para a questão.  


texto.jpg (344×806)

texto_2.jpg (346×89)

O verbo “passa”, em “tampouco passa por oferecer uma formação sem a mínima infraestrutura” (linhas 31 e 32), concorda com o termo  
Alternativas
Q4054416 Português

A cegueira quase que geral no mundo


        O contexto de mundo hoje é algo extremamente multifacetado. Não existe um norte para cada situação; existe, sim, uma torre de Babel sem fim, onde cada um procura mostrar a sua “verdade”, sem, no entanto, ter embasamento algum para aquilo que prega ou mesmo aquilo que diz acreditar.


        No mundo de infinitas “verdades”, aquela que tiver as feições mais absurdas é justamente essa que vai preponderar. É o que se vê nos tantos discursos vazios, nas pseudocelebridades que surgem a todo instante, cada uma mais espalhafatosa do que a outra; nos teóricos do meio ambiente, que nada sabem sobre ele, mas que dizem possuir a fórmula correta para salvar o planeta, os animais e, em último lugar, se sobrar tempo e espaço, o ser humano; a mentira sendo fabricada sem cerimônia alguma por pessoas altamente superficiais em sua profundidade rasteira. Bem-vindos à era dos vazios.


      Em dias tão brilhantes como os que vivemos agora, tudo tem um enorme preço, mas absolutamente nada tem valor, em especial, o ser humano. Fiquemos somente aqui em nosso querido e amado Brasil, onde agora virou moda, em certos lugares, expulsar pessoas tidas como indesejáveis, pessoas desocupadas, pessoas que perambulam aqui e acolá. Isso acontecendo justamente num país que diz ser democrático e que se vangloria de dar oportunidades para todos e todas.


        Quem faz uso dessa barbárie de expulsar cidadãos realmente não conhece a história do nosso querido Brasil. Desconhecem que a grandeza desse país está justamente na variedade de povos, crenças, ideias e vontade infinita de fazer desta terra um lugar decente para se viver. Expulsar pessoas daqui e dali só porque elas são “diferentes” não faz daqueles que os expulsam seres melhores ou mais puros.


       Aqueles que trombeteiam histericamente, pregam a separação, a divisão entre bons e maus, puros e impuros, crentes e não crentes, no fundo possuem uma memória seletiva doentia. Isto é, esquecem de modo deliberado que do Sul partiram milhares de pessoas que foram para todos os cantos desse país, abriram fronteiras, destruíram o meio ambiente para implantar o “progresso”, construíram cidades. Quantas pessoas foram mortas em nome do “desenvolvimento”?


       Do Nordeste vieram para o Sudeste e Sul o querido povo nordestino, que tanto fez e está fazendo pelo país. Quantas pessoas de “boa vontade e ideias nobres” daqui foram para o Oeste e Norte do Brasil? E o que vemos hoje? Um país mais igualitário, justo, sem fome, mais humano, mais cônscio de seus deveres ou somente a soberba de seus direitos? No ritmo que as coisas vão, logo poderemos dar de cara com um icebeerg.


      O que está acontecendo com as pessoas que estão sendo retiradas de cena de muitas cidades do Brasil por certos governantes revela uma face perversa da mudança de rumos da policrise global: a era dos exageros extremos, do rigorismo sem fim da aplicação da lei em minúcias que jamais irão nos levar a lugar algum, a modernização das cidades, fazendo-se de tudo para que elas sejam “inteligentes”, nada mais é do que se livrar daqueles e daquilo que foi, faz tempo, tido como obsoleto ou não produz mais nada, a não ser incômodos, empecilhos e vergonha para os donos do poder.


     O mundo atual perdeu faz tempo sua humanidade, isso se ele teve alguma no decorrer da sua história. O pior de tudo isso é invocar uma moral hipócrita, cheia de zelo, um cuidado que de cuidado não tem nada, senão os próprios interesses. Nesse cenário, Deus estaria lutando com tudo e todos.


     Bioeticamente, o século XXI revive de modo magistral os tempos de antigamente. O agora, o presente, não interessa. Projetar-se rumo ao futuro, ao desconhecido, não basta. Estar aqui não basta; é preciso sempre mais, numa intensidade cada vez maior, não por acaso, tudo tem de ser feito para antes de ontem. A vida, aos poucos podemos perceber, só vale a pena ser vivida se você estiver conectado com o absurdo, diria Albert Camus. Mas o maior absurdo é acharmos que, nesse instante, somos deuses, detentores de um poder que, via de regra, nos escapa facilmente, não somos bons perdedores; por isso inventamos novas rotas de escape, novos artefatos que, em tese, podem dar certo. Mas, volta e meia, adotamos uma postura rígida, encarquilhada. Estamos no tempo das fantasias mais luminosas possíveis, mas, no fundo, continuamos trilhando a nossa vã e já tão decantada obsolescência humana.



Autores: Rosel Antonio Beraldo e Anor Sganzerla – Diário do Sudoeste

(adaptado).

A análise das flexões nominais e verbais contribui para compreender como as palavras se relacionam dentro do período. No texto, esse mecanismo aparece em diferentes construções, especialmente na concordância entre substantivos, adjetivos e outros termos ligados a eles. Com base nesse aspecto gramatical, analise as assertivas.

I. Em “discursos vazios”, o adjetivo “vazios” flexiona-se no masculino plural, concordando com o substantivo “discursos”.

II. Em “pessoas altamente superficiais”, o termo “altamente” flexiona-se em número para concordar com “pessoas”.

III. Em “novas rotas de escape”, o adjetivo “novas” apresenta flexão de gênero e número, concordando com o substantivo “rotas”.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4053531 Português
Texto para a questão. 

O verbo “passa”, em “tampouco passa por oferecer uma formação sem a mínima infraestrutura” (linhas 31 e 32), concorda com o termo 
Alternativas
Q4053196 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como a água se tornou arma de guerra na luta dos EUA e Israel contra o Irã.


As cenas de numerosos romances e filmes distópicos apresentando conflitos com cenários de redução dos recursos naturais podem não estar muito longe da realidade, principalmente durante a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.


Como era previsível, a guerra gira, em parte, em torno do petróleo, um recurso associado há muito tempo às intervenções ocidentais na região.


Mas, à medida que o conflito se amplia e atinge os vizinhos do Golfo, analistas afirmam que outro recurso vulnerável se tornou um possível ponto de tensão: a água.


O Golfo detém apenas 2% das fontes globais renováveis de água potável.


A região depende muito da dessalinização, principalmente com as pressões geradas pelo crescimento da indústria petrolífera, a partir dos anos 1950, e seu impacto sobre fontes que já eram limitadas.


O Instituto Francês de Relações Internacionais indica que 90% da água do Kuwait vem da dessalinização. Este índice é de 86% em Omã, 70% na Arábia Saudita e 42% nos Emirados Árabes Unidos.


"Em 2021, o volume total de produção das usinas de dessalinização, que retiram água do Golfo, foi de mais de 20 milhões de metros cúbicos por dia, o equivalente a 8 mil piscinas olímpicas diariamente", declarou Will Will Le Quesne, do Centro de Ciências do Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura de Omã, ao programa de rádio Newsday, do Serviço Mundial da BBC.


A produção agrícola e de alimentos também depende da água dessalinizada do Golfo. As reservas subterrâneas, normalmente empregadas para irrigação, foram seriamente esgotadas em toda a região.


Esta dependência faz da infraestrutura de abastecimento de água uma vulnerabilidade estratégica, que tanto os Estados Unidos quanto o Irã aparentemente desejam explorar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq57xlev6pzo-fragmento


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq57xlev6pzo-fragmento

"Em 2021, o volume total de produção das usinas de dessalinização, que retiram água do Golfo, foi de mais de 20 milhões de metros cúbicos por dia, o equivalente a 8 mil piscinas olímpicas diariamente." O vocábulo 'diariamente' pertence à classe dos advérbios, os quais são invariáveis. Por outro lado, o vocábulo 'bastante' pode assumir valor gramatical distinto conforme o contexto. Com base nisso, complete as lacunas a seguir com 'bastante' ou 'bastantes', conforme o caso.
I. Fiz ___ amigos durante as férias na fazenda de meu avô.
II. Ficamos ___ sozinhos neste período do ano.
III. Havia ___ pássaros na praça do meu bairro.
IV. Eles são ___ inteligentes, por isso, conseguiram acertar toda a prova.
A sequência que preenche de forma CORRETA        
Alternativas
Q4053194 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como a água se tornou arma de guerra na luta dos EUA e Israel contra o Irã.


As cenas de numerosos romances e filmes distópicos apresentando conflitos com cenários de redução dos recursos naturais podem não estar muito longe da realidade, principalmente durante a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.


Como era previsível, a guerra gira, em parte, em torno do petróleo, um recurso associado há muito tempo às intervenções ocidentais na região.


Mas, à medida que o conflito se amplia e atinge os vizinhos do Golfo, analistas afirmam que outro recurso vulnerável se tornou um possível ponto de tensão: a água.


O Golfo detém apenas 2% das fontes globais renováveis de água potável.


A região depende muito da dessalinização, principalmente com as pressões geradas pelo crescimento da indústria petrolífera, a partir dos anos 1950, e seu impacto sobre fontes que já eram limitadas.


O Instituto Francês de Relações Internacionais indica que 90% da água do Kuwait vem da dessalinização. Este índice é de 86% em Omã, 70% na Arábia Saudita e 42% nos Emirados Árabes Unidos.


"Em 2021, o volume total de produção das usinas de dessalinização, que retiram água do Golfo, foi de mais de 20 milhões de metros cúbicos por dia, o equivalente a 8 mil piscinas olímpicas diariamente", declarou Will Will Le Quesne, do Centro de Ciências do Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura de Omã, ao programa de rádio Newsday, do Serviço Mundial da BBC.


A produção agrícola e de alimentos também depende da água dessalinizada do Golfo. As reservas subterrâneas, normalmente empregadas para irrigação, foram seriamente esgotadas em toda a região.


Esta dependência faz da infraestrutura de abastecimento de água uma vulnerabilidade estratégica, que tanto os Estados Unidos quanto o Irã aparentemente desejam explorar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq57xlev6pzo-fragmento


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq57xlev6pzo-fragmento

"O Instituto Francês de Relações Internacionais indica que 90% da água do Kuwait vem da dessalinização."
Com base na concordância verbal e nominal, analise as afirmativas a seguir:
I. No contexto, a forma verbal 'vem' pode ser flexionada para o plural como 'vêm', mantendo a correção gramatical. De forma semelhante, na construção 'No dia da prova, 10% dos alunos não compareceu', o verbo pode ficar tanto no singular quanto no plural.
II. A forma verbal 'indica' concorda adequadamente com o sujeito simples expresso na oração. Observa-se também concordância adequada na construção 'O professor ou o nosso segundo pai merece respeito de todos os membros da equipe escolar'.
III. Em 'Faltou um aluno e um professor no dia da aplicação da prova do concurso', observa-se que a concordância verbal está adequada.
IV. Em 'Fomos nós quem chegou atrasado para a prova', observa-se que a concordância verbal e nominal está em desacordo com a norma-padrão.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4053154 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais.
Transformando a frase na voz passiva analítica, tem-se como alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4053142 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aluno e professora criam tecido com bagaço da cana-de-açúcar, em Goiás.


Uma professora e um aluno da rede pública de educação de Goiás desenvolveram um tecido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, com potencial para uma futura produção têxtil. O projeto, que une experimentação científica e sustentabilidade, foi selecionado para representar o estado em uma feira de bioinovação que acontecerá em novembro, na Bahia.

Professora de Biologia no Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia, Gabrielle Rosa Silva, de 29 anos, explicou ao g1 que a ideia surgiu durante pesquisas, na escola, sobre o desenvolvimento de algum produto através de material comumente descartado.

Foram a inquietude e a curiosidade de Thiago Alves dos Santos, seu aluno do terceiro ano do ensino médio, que levaram ao resultado final. Como eles já haviam desenvolvido um papel à base de folhas de pequi, o estudante perguntou se seria possível produzir também tecido a partir do material.

Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto indo tão longe, a sensação é de orgulho. Ele conta que levou a ideia para a professora quando começou a perceber o quanto a indústria têxtil polui e o quanto o consumo de roupas tem crescido de forma tão exacerbada.

O jovem diz que considera a seleção do projeto para a exposição na Bahia uma conquista enorme. "No começo, eu não acreditava que poderia ir tão longe, principalmente por ser um projeto desenvolvido em uma escola pública e com poucos recursos", afirmou.

Thiago destaca que ver tudo isso dando certo mostra que a ciência pode mudar a realidade. "E também que pequenas ideias, quando feitas com dedicação, podem gerar grandes impactos para a sustentabilidade e o futuro do planeta", completou.

Segundo a professora, o processo de produção envolve, após higienização, a preparação da biomassa. "A gente extrai a celulose e depois faz como se fosse uma dissolução porque aquele bagaço é rígido e tem que ficar no caso um pouquinho mais, digamos, emoliente", explica.

Só no processo de extração da celulose são necessárias cerca de três horas. O procedimento utiliza água e soda cáustica sob temperatura constante de 80ºC para quebrar os compostos orgânicos e liberar a celulose. Em seguida, é feita a clarificação do material com água oxigenada.

O passo seguinte é o que ela chama de "formação", quando o bagaço deixa o aspecto rígido e passa a apresentar consistência fibrosa. "Fica como se fosse ummini algodão. Então, a gente faz o processo de fiação, que é a formação de um fio. Depois, a gente faz os ajustes finais. Demora um pouquinho, mais ou menos uns 10 dias para fazer tudo", detalhou Gabrielle.

Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que representa o setor sucroalcooleiro, dão uma ideia do potencial da ideia caso ela, um dia, ganhe escala industrial. Segundo a entidade, o Centro-Sul do país processou cerca de 679,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2024/25. Cada tonelada de cana moída gera, em média, cerca de 250 kg de bagaço. Assim, estima-se a geração de cerca de 170 milhões de toneladas de bagaço por safra.

De acordo com a Unica, atualmente a maior parte do bagaço não é descartada porque é aproveitada para cogeração de energia (térmica e elétrica) nas próprias usinas. E uma parte menor pode ser usada em outros subprodutos, como, por exemplo, ração animal.

Ainda assim, a entidade afirmou, em nota, que avalia como positivas iniciativas como a da professora Gabriella e do aluno Thiago, uma vez que "ampliam o uso sustentável dos resíduos da cana, por estarem alinhadas aos princípios de circularidade e bioinovação que o setor vem promovendo".


https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/10/25/aluno-eprofessora-criam-tecido-com-bagaco-da-cana-de-acucarem-goias.ghtml

https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/10/25/aluno-e-professora-cri am-tecido-com-bagaco-da-cana-de-acucar-em-goias.ghtml
"Uma professora e um aluno da rede pública de educação de Goiás desenvolveram um tecido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, com potencial para uma futura produção têxtil."
Analise a concordância verbal e nominal do trecho acima e de outros contextos, assinalando V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.
(__) O verbo 'desenvolver' está adequadamente flexionado no plural, pois apresenta sujeito composto formado por dois núcleos. Em outras construções com sujeito composto, o verbo pode permanecer no singular ou passar para o plural, se os núcleos forem dispostos de maneira gradativa, como em 'A picada, a coceira, o mal-estar deixou-a nervosa ou '... deixaram-na nervosa'.
(__) Com sujeito representado por 'cada um' o verbo deve ficar no singular, como em 'Cada um dos alunos participou da apresentação do projeto do aluno de Goiás'.
(__) As construções 'Via nele nunca destemidos valor e coragem' e 'Sereno se mostravam o ar e o céu' apresentam concordâncias nominal e verbal adequadas.
(__) Com expressões de porcentagem, se o termo preposicionado estiver deslocado, a concordância se faz com o número expresso, como em 'Da turma, 10% faltaram às aulas'. No entanto, se o verbo vier posposto à expressão, a concordância pode ocorrer de duas formas, com em 'Hoje, 20% dos alunos já participam de projetos sobre sustentabilidade' ou 'Hoje, 20% dos alunos já participa de projetos sobre sustentabilidade'.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Alternativas
Q4053138 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aluno e professora criam tecido com bagaço da cana-de-açúcar, em Goiás.


Uma professora e um aluno da rede pública de educação de Goiás desenvolveram um tecido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, com potencial para uma futura produção têxtil. O projeto, que une experimentação científica e sustentabilidade, foi selecionado para representar o estado em uma feira de bioinovação que acontecerá em novembro, na Bahia.

Professora de Biologia no Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia, Gabrielle Rosa Silva, de 29 anos, explicou ao g1 que a ideia surgiu durante pesquisas, na escola, sobre o desenvolvimento de algum produto através de material comumente descartado.

Foram a inquietude e a curiosidade de Thiago Alves dos Santos, seu aluno do terceiro ano do ensino médio, que levaram ao resultado final. Como eles já haviam desenvolvido um papel à base de folhas de pequi, o estudante perguntou se seria possível produzir também tecido a partir do material.

Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto indo tão longe, a sensação é de orgulho. Ele conta que levou a ideia para a professora quando começou a perceber o quanto a indústria têxtil polui e o quanto o consumo de roupas tem crescido de forma tão exacerbada.

O jovem diz que considera a seleção do projeto para a exposição na Bahia uma conquista enorme. "No começo, eu não acreditava que poderia ir tão longe, principalmente por ser um projeto desenvolvido em uma escola pública e com poucos recursos", afirmou.

Thiago destaca que ver tudo isso dando certo mostra que a ciência pode mudar a realidade. "E também que pequenas ideias, quando feitas com dedicação, podem gerar grandes impactos para a sustentabilidade e o futuro do planeta", completou.

Segundo a professora, o processo de produção envolve, após higienização, a preparação da biomassa. "A gente extrai a celulose e depois faz como se fosse uma dissolução porque aquele bagaço é rígido e tem que ficar no caso um pouquinho mais, digamos, emoliente", explica.

Só no processo de extração da celulose são necessárias cerca de três horas. O procedimento utiliza água e soda cáustica sob temperatura constante de 80ºC para quebrar os compostos orgânicos e liberar a celulose. Em seguida, é feita a clarificação do material com água oxigenada.

O passo seguinte é o que ela chama de "formação", quando o bagaço deixa o aspecto rígido e passa a apresentar consistência fibrosa. "Fica como se fosse ummini algodão. Então, a gente faz o processo de fiação, que é a formação de um fio. Depois, a gente faz os ajustes finais. Demora um pouquinho, mais ou menos uns 10 dias para fazer tudo", detalhou Gabrielle.

Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que representa o setor sucroalcooleiro, dão uma ideia do potencial da ideia caso ela, um dia, ganhe escala industrial. Segundo a entidade, o Centro-Sul do país processou cerca de 679,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2024/25. Cada tonelada de cana moída gera, em média, cerca de 250 kg de bagaço. Assim, estima-se a geração de cerca de 170 milhões de toneladas de bagaço por safra.

De acordo com a Unica, atualmente a maior parte do bagaço não é descartada porque é aproveitada para cogeração de energia (térmica e elétrica) nas próprias usinas. E uma parte menor pode ser usada em outros subprodutos, como, por exemplo, ração animal.

Ainda assim, a entidade afirmou, em nota, que avalia como positivas iniciativas como a da professora Gabriella e do aluno Thiago, uma vez que "ampliam o uso sustentável dos resíduos da cana, por estarem alinhadas aos princípios de circularidade e bioinovação que o setor vem promovendo".


https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/10/25/aluno-eprofessora-criam-tecido-com-bagaco-da-cana-de-acucarem-goias.ghtml

https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/10/25/aluno-e-professora-cri am-tecido-com-bagaco-da-cana-de-acucar-em-goias.ghtml
"Foram a inquietude e a curiosidade de Thiago Alves dos Santos, seu aluno do terceiro ano do ensino médio, que levaram ao resultado final. Como eles já haviam desenvolvido um papel à base de folhas de pequi, o estudante perguntou se seria possível produzir também tecido a partir do material."
Com base na análise sintática, julgue as afirmativas a seguir:
I. A forma verbal 'foram' encontra-se no plural em razão de concordar com um termo essencial da oração, representado por dois núcleos, diferentemente da construção 'É bom resolver o problema', em que o sujeito não está determinado na frase.
II. O verbo 'haver' apresenta comportamento intransitivo, uma vez que integra uma locução verbal e, de forma isolada, não estabelece relação de transitividade, atuando apenas como verbo auxiliar do verbo 'desenvolver'.
III. O pronome relativo 'que' em 'que levaram...' exerce a mesma função sintática do pronome 'a', considerando o verbo 'falar', na construção 'Mandei-a falar com o responsável pela venda'.
IV. A expressão 'tecido' exerce a mesma função sintática do pronome 'que' na frase 'O livro que eu li é genial!'.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4052696 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Em "Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior", a concordância do verbo "conseguir" está corretamente feita. Tendo isso como referência e mobilizando seus conhecimentos, analise a concordância dos verbos destacados:
I.Naquela cidade, 75% da população ganha menos de dois salários mínimos.
II.Somente 1% dos candidatos conseguem se inscrever para as práticas esportivas.
III.Oitenta e cinco por cento dos inscritos compareceu no primeiro encontro.
IV.Um por cento venceu o medo de altura e desceu na tirolesa.
Está correta a concordância dos verbos destacados em:
Alternativas
Q4052648 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Em "Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior", a concordância do verbo "conseguir" está corretamente feita. Tendo isso como referência e mobilizando seus conhecimentos, analise a concordância dos verbos destacados:
I.Naquela cidade, 75% da população ganha menos de dois salários mínimos.
II.Somente 1% dos candidatos conseguem se inscrever para as práticas esportivas.
III.Oitenta e cinco por cento dos inscritos compareceu no primeiro encontro.
IV.Um por cento venceu o medo de altura e desceu na tirolesa.

Está correta a concordância dos verbos destacados em:
Alternativas
Q4052596 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Em "Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior", a concordância do verbo "conseguir" está corretamente feita. Tendo isso como referência e mobilizando seus conhecimentos, analise a concordância dos verbos destacados:
I.Naquela cidade, 75% da população ganha menos de dois salários mínimos.
II.Somente 1% dos candidatos conseguem se inscrever para as práticas esportivas.
III.Oitenta e cinco por cento dos inscritos compareceu no primeiro encontro.
IV.Um por cento venceu o medo de altura e desceu na tirolesa.

Está correta a concordância dos verbos destacados em: 
Alternativas
Respostas
441: D
442: B
443: D
444: C
445: B
446: A
447: D
448: D
449: A
450: D
451: C
452: D
453: A
454: D
455: C
456: D
457: A
458: E
459: B
460: E