Questões de Concurso
Sobre colocação pronominal em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
China quer ampliar treinamento em ética de jovens cientistas
O Conselho de Estado da China, a principal instância administrativa do país, lançou novas diretrizes para instituições de educação e pesquisa do país que destacam a importância de expandir e melhorar a formação em ética, especialmente para jovens cientistas. O objetivo é prevenir incidentes como o de He Jiankui, pesquisador de uma universidade em Shenzhen, que anunciou, em 2018, ter utilizado a ferramenta de edição de genes Crispr-Cas9, para gerar bebês resistentes à infecção pelo vírus HIV, atropelando as normas éticas chinesas em experimentos com seres humanos. Os embriões resultaram no nascimento de três bebês com DNA editado. Jiankui foi demitido da universidade e condenado a três anos de prisão em 2019. Recentemente, deixou a cadeia.atropelandoNature
O escândalo levou o governo a criar, no final de 2019, o Comitê Nacional de Ética em Ciência e Tecnologia, formado por um grupo de especialistas encarregado de propor medidas capazes de preservar a integridade em pesquisa. As novas diretrizes são um primeiro resultado desse esforço, como disse à revista Nature , Xiaomei Zhai, pesquisadora do Centro de Bioética da Academia Chinesa de Ciências Médicas e membro do comitê.
Consultas feitas pelo órgão consultivo mostraram que diferentes instâncias de governo adotavam regulamentos éticos que não conversavam entre si. No caso de Jiankui, não estava claro qual instituição deveria ter monitorado seu trabalho polêmico. As pesquisas com edição de genes foram autorizadas pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, enquanto o controle da implantação dos embriões era incumbência do Ministério da Saúde.
As orientações recentes abrangem todas as esferas de governo e áreas do conhecimento. Segundo Zhai, o comitê de ética vai agora coordenar o alinhamento de ministérios e instituições de pesquisa com a política nacional e está formulando uma lista de temas e atividades sensíveis, a exemplo da pesquisa em células-tronco e em nanomedicina, que terão regulamentação específica. O documento atribui às instituições de pesquisa a responsabilidade primária por prevenir a má conduta científica. Agências de fomento à pesquisa, universidades e indústria devem investigar possíveis violações e, uma vez comprovadas, punir os responsáveis com base na legislação.
Para Jing-Bao Nie, pesquisador em bioética da Universidade de Otago, em Dunedin, Nova Zelândia, o documento segue um modelo típico de declarações oficiais do governo chinês. "É repleto de princípios, frases e declarações de caráter nobre, mas muitas vezes vagos", afirmou à Nature . O desafio, segundo ele, é fazer com que as regras venham a ser cumpridas.
Analise a frase abaixo para responder à questão.
“… convém pensarmos desde já se utilizamos ‘este dom de viver’ da maneira mais digna”.
Analise a frase abaixo para responder à questão.
“... é preciso que conserve ‘a mesma batida de sua braçada’”.
Leia o texto abaixo para responder à questão.
A aproximação das comemorações do bicentenário da Independência tem despertado em alguns historiadores o desejo de promover um certo resgate da reputação da família real, e que foi satirizada em filmes e séries televisivas. Fundada em 1810 por Dom João 6º, a Biblioteca Nacional menciona esse objetivo em seu caderno de projetos para o bicentenário. O documento busca valorizar “personagens que se tornaram chacotas para o público em geral, através da TV e do cinema, quando a historiografia é capaz de trazer conteúdo objetivo e sério sobre a família que reinou no Brasil”.
“É preciso apresentar a dimensão familiar da monarquia, da forma como se constituiu o poder no Brasil, e como questões centrais como autoridade, bem comum, religiosidade, sacrifício, vícios, doações e abusos vinham à tona”, diz a instituição. Em maio deste ano, a biblioteca promoveu uma exposição virtual sobre dona Maria, mãe de dom João 6º, em que o adjetivo “a louca” foi deixado de lado. Em seu lugar, privilegiou-se o título formal da soberana, dona Maria 1ª.
“É importante dignificar os fundadores da nação e superar um cacoete de negação que é muito forte”, diz Luiz Ramires Jr, coordenador-geral do centro de pesquisa e editoração da Biblioteca Nacional. Para ele, usar a sátira é algo que pode levar o tema ao conhecimento de mais pessoas, mas com riscos no processo. “À medida que você faz chacota dessas figuras centrais, isso decanta, sobretudo, em livros didáticos”.
Como afirma a historiadora Mary del Priore, “dona Maria foi uma mulher responsável pela criação de academias, assinatura de diversos tratados de comércio e diplomáticos. Muitos a adoravam, tanto que quando a família real vem para o Brasil, ela recebe cartas pedindo que volte para Portugal”. Nascida em 1734, ela tornou-se rainha em 1777. Para seus contemporâneos, era conhecida como “a piedosa”, pelo fervor religioso, que a fez isolar da corte o Marquês de Pombal, adepto do Iluminismo português. A instabilidade mental começou na segunda década de reinado, acentuando-se após uma sucessão de perdas na família, especialmente a do primogênito, Dom José, em 1788, aos 27 anos.
O adjetivo “louca”, segundo a historiadora, é uma construção do movimento republicano português, em fins do século 19, em uma estratégia de deslegitimar a monarquia. Um dos maiores responsáveis por cunhar o termo à soberana foi o influente poeta modernista português Guerra Junqueira (1850-1923). Em seu poema “Pátria”, de 1896, o poeta descreve a rainha num estado de loucura, fúria e delírio. A república portuguesa acabaria sendo proclamada em 1910.
(Uma outra história. Folha de São Paulo, 31.10.2021.
Adaptado).
I. Parecia que tudo lhe incomodava.
II. Te falei sobre a palestra na quinta-feira?
(_) Calar-me-ei diante da grosseria.
(_) Nunca o vi tão desapontado.
Julgue as frases I, II, III e IV a partir das regras de colocação pronominal e assinale a alternativa correta.
I) Animei-me com a possibilidade de uma nova carreira.
II) Não me chame novamente!
III) Devo-lhe explicar o que aconteceu.
IV) Quem ligou-me tão cedo?
Para que serve o saber
Mario Sergio Cortella
Clarice Lispector, grande escritora nascida na Ucrânia e que viveu no nosso país, tem uma frase magnífica que, sintetizada, dizia: “O melhor de mim é aquilo que eu não sei”. Isso significa que aquilo que eu não conheço é a minha melhor parte. Porque aquilo que eu já sei é mera repetição. Aquilo que eu não sei é o que me renova, o que me faz crescer. O conhecimento é algo que reinventa, que recria, que renova.
Essa noção é importante, pois estabelece a natureza da nossa relação com o conhecimento e suas nuances. O gênio, por exemplo, não é aquele que julga já saber. Gênio é aquele que sabe que não sabe tudo e continua na busca do saber. Gênio é aquele que se faz. O gênio não desiste de conhecer. Cuidado com gente que acha que já sabe, que acha que já conhece. Cuidado com gente que acha que o conhecimento é algo a ser concluído.
Afinal, para que serve o conhecimento? Qual é o poder do saber? Não podemos perder a perspectiva de que a finalidade do poder é servir. Servir à vida, servir a uma comunidade, servir às pessoas. Todo poder que, em vez de servir, serve a si mesmo, é um poder que não serve. O poder da informação, o poder da ciência, o poder da arte é servir.
O que fazemos com o poder do nosso saber? Nós repartimos, partilhamos, o usamos para crescer? Ou eventualmente o utilizamos para dominar? Para tornar o outro ser humano menor? Para diminuir a vida?
Conhecimento tem a finalidade de servir à vida. Mas à vida de quem? De todas e todos. À vida coletiva.
1- No trecho “com o conhecimento e suas nuances” o termo destacado pode ser substituído sem alteração de sentido pelo termo sutileza.
2- No trecho “ Gênio é aquele que sabe que não sabe tudo e continua na busca do saber.” Há um período misto formado por uma oração subordinada substantiva e uma oração coordenada sindética.
3- No trecho “ O melhor de mim é aquilo que...” o termo sublinhado é classificado sintaticamente como objeto indireto.
4- No trecho “ Aquilo que eu não sei é o que me renova”, o pronome oblíquo átono destacado funciona sintaticamente como objeto direto e foi empregado na forma proclítica, uma vez que o termo que o antecede exige essa colocação.
Está (ão) correta (s)
No lugar dela, mantendo a correção gramatical, é mais usual
( ) Em “[...] o futuro que ela vê, [...]” (1º§), o pronome pessoal tem como referente a mãe de Mafalda e foi usado a fim de evitar repetições desnecessárias no texto.
( ) Em “Como ela não perceberia isso, [...]” (2º§), há dois elementos de reiteração: os pronomes “ela” e “isso”. Nos dois casos, esses elementos estabelecem relação anafórica com a informação a que fazem referência.
( ) Em “Este talvez seja o aspecto mais explicitamente feminista de Mafalda: o familiar – o pessoal – é político.” (5º§), o pronome demonstrativo “este” estabelece relação catafórica com a informação a que faz referência.
( ) Em “[...] porque o trabalho doméstico a oprime, estrangula-a, degrada-a [...]” (5º§), há apenas dois elementos de referenciação. Ambos estão pospostos ao verbo com que se relacionam, em situação de ênclise, já que não há fator de próclise.
A sequência está correta em
( ) 1 - “...doenças para as quais prescreve-se descanso.”
( ) 2 - “O efeito se faz notar...”
( ) 3 - “...aconselham-se meios de auxílio à leitura.”
( ) 4 - “...sugere-se um livro a cada dois ou três dias.”
A sequência correta é:
“Chamavam-lhe, por ironia, a Rua do Meio. Agora, outros caminhos de areia solta se abriram num emaranhado.” Em relação à colocação dos pronomes, em destaque, junto aos verbos temos respectivamente:

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Nesse caso, considerando-se a colocação dos pronomes oblíquos átonos na charge, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir.
( ) No terceiro balão, a palavra negativa determina o emprego da próclise.
( ) No segundo balão, o verbo no gerúndio exige a ênclise.
( ) É facultativo o emprego do pronome oblíquo nas locuções verbais, conforme empregado no segundo balão.
( ) O pronome relativo “que” atrai o pronome oblíquo “o”, por isso a próclise no primeiro balão.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
(CEGALLA, D. Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Editora Nacional: 2010, p. 18.)
Em sintonia com os conceitos apresentados pelo gramático, leia os textos a seguir.
TEXTO I
“Atualmente, muito se preconiza quanto à humanização da saúde. O legado de Pedro Bloch não pode figurar fora desses ensinamentos. Além de ele próprio ouvir os pacientes miúdos, recolhendo matéria -prima para seus estudos e textos, dava voz à meninada, reproduzindo suas histórias.” (3º§)
TExTO II
Disponível em: https://mamaepratica.com.br/2015/04/26/perolas-das-criancas-transformadas-em-tirinhas/
Com base nos aspectos gramaticais analisados nos dois textos, é correto afirmar que a
CEREJA, William Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática reflexiva: Texto, semântica e interação. São Paulo: Atual, 2013, p. 368.
A esse respeito, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I – No trecho “Era uma algazarra. Cada um pontuava como lhe desse na telha.”, a colocação pronominal se realizou de acordo com a norma-padrão
PORQUE,
II – no caso, a próclise é de rigor, pois há antes do verbo, na oração, uma palavra que atrai o pronome átono, representada pela conjunção subordinativa.
A respeito das asserções é correto afirmar que