Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
Foram encontradas 13.387 questões
Texto para a questão.

Juliana Vines. Sistemas digitais agilizam recursos e reduzem custos nos
hospitais. Internet: <www.temas.folha.uol.com.br>
Leia o texto, para responder a questão.
Eles venceram
Em A vingança dos nerds, comédia de 1984, um grupo de jovens feiosos e um tanto estranhos, vítimas da agressividade e do bullying de colegas fortões e quase idiotas, decide ir para a revanche com um festival de estripulias bem-sucedidas. Ao som de We Are the Champions, clássico do Queen, eles celebraram a vitória. O filme foi premonitório. Os nerds não deixaram pedra sobre pedra. Fizeram suas apostas e quebraram a banca. Na lista das pessoas mais ricas do mundo, _____ três deles nas cinco primeiras posições, todos pais e filhos da revolução digital: Jeff Bezos, da Amazon, na primeiríssima colocação; Bill Gates, da Microsoft, no segundo lugar; e Mark Zuckerberg, do Facebook, no quinto posto. Para efeito de comparação, em 1982, tempo em que os nerds ainda eram ridicularizados, a figura mais rica do mundo era o dono de um estaleiro naval (Daniel K. Ludwig) que fizera fortuna vendendo embarcações para a indústria de petróleo.
Um olhar para os dois momentos, o de três décadas atrás e o de agora, comprova como a economia mudou, e hoje isso soa óbvio. Menos óbvia é a constatação de que a cultura nerd venceu, e por ter vencido virou padrão. “Seja legal com os nerds, provavelmente você vai acabar trabalhando para um deles” vaticinou Gates, não muito depois de 1977, quando ele foi detido por dirigir sem documentos. A Microsoft acabara de nascer e, por trás daqueles óculos genuinamente nerds, na foto da detenção, brotavam um novo mundo e novas concepções do que é ser bacana. A aparente fragilidade de Gates era só aparência mesmo – e o leve sorriso irônico anunciava um salto destinado a dar um contr+alt+del nada metafórico em quem ainda achava possível andar ao modo da velha indústria.
A atual hegemonia nerd é a prova, também, de que todo estereótipo é tolo. ________ como nerds as pessoas muito inteligentes, em geral tímidas que cismam com um tema e dele não saem. Somos todos nerds – ou queremos ser, porque a força está com eles, ao menos a força econômica, e o que andava à margem, em quartos fechados e garagens, hoje virou padrão.
(Fábio Altman. Veja, 26.09.2018. Adaptado)
No que concerne às estruturas linguísticas do texto, julgue o item
A expressão “Esse estudo” (linha 29) é empregada em
referência ao estudo realizado no próprio texto, que cria
os indicadores usados na comparação da desigualdade
citada.
No que concerne às estruturas linguísticas do texto, julgue o item
Sem prejuízo para a correção gramatical, o segmento
“para enfrentar esse desafio” (linhas 5 e 6) pode ser
substituído por para enfrentá‐lo, caso em que o
elemento “‐lo” passa a se referir a “problema” (linha 4).
No que concerne às estruturas linguísticas do texto, julgue o item
Sem prejuízo para a correção gramatical e para os
sentidos originais do texto, o primeiro período poderia
ser assim reescrito: A desigualdade entre profissionais
médicos, na cidade e campo, nas metrópoles e
pequenas cidades, é um dos problemas cruciais do
setor no mundo.
O trecho a seguir é referência para a questão.
Com o objetivo de colocar em prática um projeto para ajudar a ONG Anjos dos Animais, elaborado pela equipe de funcionários do Colégio Sesi de Quatro Barras, durante o mês de julho foram distribuídas caixas de coleta de ração em vários pontos do município.
Comunidade e comerciantes aderiram à campanha e o encerramento foi fantástico, ____________ colaboração de todos. [...]
(http://quatrobarras.pr.gov.br/noticiasView/709_Equipe-SESI-arrecada-meia-tonelada-de-racao-para-a-ong-Anjos-dos-Animais.html)
O texto a seguir é referência para a questão.
A Defesa Civil de Quatro Barras, buscando aprimorar ainda mais seus trabalhos de salvaguardar vidas, promoveu o Curso Operacional de Emergências Ambientais com Produtos Perigosos e Sistema de Comando de Incidentes (SCI), em parceria com a Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros do Estado do Paraná e Defesa Civil de Curitiba.
O curso ocorreu ao longo dos meses de agosto e setembro, ________ duração de 16 horas-aula e participaram 26 servidores da Prefeitura Municipal, que se ________ para atuar tanto na prevenção de acidentes quanto na proteção de vidas, bem como para prestar os comandos ________ em caso de eventos adversos. [...]
(Adaptado de http://quatrobarras.pr.gov.br/noticiasView/?id=731)
Leia as frases a seguir.
- O hábito de fumar hoje é visto como nocivo à saúde e, não há dúvida, soa como cafonice.
- Graças a isso, o glamour do passado, celebrizado pelos atores de Hollywood do século XX, ficou para trás.
- São incontáveis as evidências científicas acumuladas nas últimas décadas contra o cigarro.
- Atualmente, no Brasil, apenas 9,3% da população afirma ser fumante.
- Há agora, porém, uma ameaça capaz de jogar por terra a espetacular mudança comportamental: os cigarros eletrônicos.
Reagrupando-as em um único parágrafo, com coerência e coesão, ficaria:
Instrução: Leia o texto e responda à questão.
No decurso da minha longa vida, recebi dos meus companheiros um reconhecimento muito maior do que aquele que mereço e confesso que o meu sentido de humildade sempre se sobrepôs ao meu prazer. Mas nunca, em ocasiões anteriores, a dor se sobrepôs tanto ao prazer como agora. Todos nós, que estamos preocupados com a paz e o triunfo da razão e da justiça, devemos estar hoje claramente conscientes do peso que uma pequeníssima justificação e uma boa vontade honesta podem exercer sobre os acontecimentos na vida política. Mas, independentemente disso, e independentemente do nosso destino, podemos estar certos de que, sem os esforços incansáveis daqueles que estão preocupados com o bem-estar da humanidade como um todo, a maioria da espécie humana estaria muito pior do que se encontra realmente agora.
(Einstein, Albert. Disponível em http://www.citador.pt/textos/. Acesso em: 02/07/2019.)
Sobre sentidos do texto, analise as afirmativas.
I- O trecho No decurso da minha longa vida exprime ideia de tempo ao que é dito posteriormente.
II- No trecho Todos nós, que estamos preocupados com a paz e o triunfo da razão e da justiça, devemos estar hoje claramente conscientes, a oração entre vírgulas esclarece o sentido da expressão Todos nós.
III- Em podemos estar certos de que, sem os esforços incansáveis daqueles que estão preocupados com o bem-estar da humanidade como um todo, a maioria da espécie humana estaria muito pior, o trecho entre vírgulas acrescenta uma circunstância de modo ao período.
IV- Em a maioria da espécie humana estaria muito pior do que se encontra realmente agora., a segunda oração exprime sentido de concessão à anterior.
Estão corretas as afirmativas
Leia as afirmativas a seguir:
I. A segunda geração do Romantismo no Brasil é caracterizada pela difusão do "mal do século" e por elementos marcantes como o pessimismo, as paisagens tumulares, o exagero do subjetivismo e do pessimismo e os poetas que morreram adolescentes. Em termos estilísticos, a literatura do Romantismo dedicou um profundo cuidado à forma e ao virtuosismo linguístico no intuito de maravilhar e convencer o leitor, o que implicava o uso constante de figuras de linguagem e outros artifícios retóricos, como a metáfora, a elipse, a antítese, o paradoxo e a hipérbole.
II. Usam-se os pronomes "este, estes, esta, estas e isto" para indicar o tempo presente ou futuro bem distante em relação ao momento do discurso. Pode ser a hora, o dia, o mês ou mesmo o ano e a estação em que ocorre o discurso. Em geral, os empregos de cada pronome não possuem relação com a natureza gramatical ou semântica do substantivo representado, pois estão condicionados à sua função gramatical na sentença e às palavras próximas. Por exemplo: "Este ano passou muito rápido".
Marque a alternativa CORRETA:
Toda a estrutura de nossa sociedade colonial teve sua base fora dos meios urbanos. É preciso considerar esse fato para se compreenderem exatamente as condições que, por via direta ou indireta, nos governaram até mesmo depois de proclamada nossa independência política e cujos reflexos não se apagaram ainda hoje.
Se [...] não foi a rigor uma civilização agrícola o que os portugueses instauraram no Brasil, foi, sem dúvida, uma civilização de raízes rurais. É efetivamente nas propriedades rústicas que toda a vida da colônia se concentra durante os séculos iniciais da ocupação europeia: as cidades são virtualmente, se não de fato, simples dependências delas. Com pouco exagero pode dizer-se que tal situação não se modificou essencialmente até à Abolição. 1888 representa o marco divisório entre duas épocas; em nossa evolução nacional, essa data assume significado singular e incomparável.
Na Monarquia eram ainda os fazendeiros escravocratas e eram filhos de fazendeiros, educados nas profissões liberais, quem monopolizava a política, elegendo-se ou fazendo eleger seus candidatos, dominando os parlamentos, os ministérios, em geral todas as posições de mando, e fundando a estabilidade das instituições nesse incontestado domínio.
Tão incontestado, em realidade, que muitos representantes da classe dos antigos senhores puderam, com frequência, dar-se ao luxo de inclinações antitradicionalistas e mesmo empreender alguns dos mais importantes movimentos liberais que já operaram em nossa história. A eles, de certo modo, também se deve o bom êxito de progressos materiais que tenderiam a arruinar a situação tradicional, minando aos poucos o prestígio de sua classe e o principal esteio em que descansava esse prestígio, ou seja, o trabalho escravo.
(HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p.85-86)
Não vês, Lise, brincar esse menino
Com aquela avezinha? Estende o braço,
Deixa-a fugir; mas apertando o laço,
A condena outra vez ao seu destino.
Nessa mesma figura, eu imagino,
Tens minha liberdade, pois ao passo,
Que cuido que estou livre do embaraço,
Então me prende mais meu desatino.
Em um contínuo giro o pensamento
Tanto a precipitar-me se encaminha,
Que não vejo onde pare o meu tormento.
Mas fora menos mal esta ânsia minha,
Se me faltasse a mim o entendimento,
Como falta a razão a esta avezinha.
(Adaptado de: PROENÇA FILHO, Domício. (org.). A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 71-72)
A história do animal de estimação revela mudanças sociais ao longo do tempo. Na França, por exemplo, a corte de Luís XVI já rompera com o animal-máquina dos cartesianos. A afeição que Rousseau dedicou a seu cão fizera escola nos salões; deixara-se de considerar o animal como um boneco vivo para ver nele um indivíduo, digno de sentimento.
A época romântica fornece numerosos exemplos de atitudes de ternura para com o animal de companhia. O animal faz-se recurso contra os temores da solidão. Isolado em 1841 em Citavecchia, Stendhal afaga seus dois cachorros. Victor Hugo mostra-se muito apegado ao cão que o acompanha no exílio.
Em 1845, a Sociedade Protetora dos Animais instala-se em Paris. Desde então amplia-se a mania das exposições caninas; a fotografia do bicho junta-se à das crianças no álbum de família. O cão chega a colocar um problema para as companhias ferroviárias, que reservam um vagão para eles.
Durante o final do século XIX, o status do animal tende a modificar-se. A crescente influência dos livres-pensadores favorece o crescimento de uma nova fraternidade entre o homem e o bicho. Garantir seus direitos, assegurar sua felicidade é tentar romper com a nova solidão do gênero humano. O problema absolutamente não se coloca em termos ecológicos; trata-se de enaltecer simultaneamente o sentimento de humanidade e a utilidade social. A escola primária empenha-se em dar uma crescente atenção aos animais. A vulgarização das doutrinas evolucionistas, a expansão da medicina veterinária, os êxitos da zootecnia trabalham em favor desta nova fraternidade e avivam a inclinação ao antropomorfismo. Este alcança então o seu ápice.
Entretanto, igualmente neste domínio, as descobertas de Pasteur convidam a uma mudança de conduta. É certo que não parece que o cuidado com a assepsia, que levava a não se acariciar um animal sem usar luvas, tenha sobrevivido por muito tempo à moda inicial das novas teorias; o medo dos micróbios irá atuar pelo menos em favor do gato de apartamento, reputado como mais limpo que seu concorrente. O felino, até então limitado à alta sociedade e aos meios artísticos, expande-se entre o povo. Ao raiar do século XX, inaugura-se entre o homem e o animal uma inversão na relação afetiva de dependência; o último já se apresta a tornar-se o soberano e o senhor do espaço doméstico.
(Adaptado de: A história da vida privada. Volume IV, 1993)
A crescente influência dos livres-pensadores favorece o crescimento de uma nova fraternidade entre o homem e o bicho. (4° parágrafo)
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
A história do animal de estimação revela mudanças sociais ao longo do tempo. Na França, por exemplo, a corte de Luís XVI já rompera com o animal-máquina dos cartesianos. A afeição que Rousseau dedicou a seu cão fizera escola nos salões; deixara-se de considerar o animal como um boneco vivo para ver nele um indivíduo, digno de sentimento.
A época romântica fornece numerosos exemplos de atitudes de ternura para com o animal de companhia. O animal faz-se recurso contra os temores da solidão. Isolado em 1841 em Citavecchia, Stendhal afaga seus dois cachorros. Victor Hugo mostra-se muito apegado ao cão que o acompanha no exílio.
Em 1845, a Sociedade Protetora dos Animais instala-se em Paris. Desde então amplia-se a mania das exposições caninas; a fotografia do bicho junta-se à das crianças no álbum de família. O cão chega a colocar um problema para as companhias ferroviárias, que reservam um vagão para eles.
Durante o final do século XIX, o status do animal tende a modificar-se. A crescente influência dos livres-pensadores favorece o crescimento de uma nova fraternidade entre o homem e o bicho. Garantir seus direitos, assegurar sua felicidade é tentar romper com a nova solidão do gênero humano. O problema absolutamente não se coloca em termos ecológicos; trata-se de enaltecer simultaneamente o sentimento de humanidade e a utilidade social. A escola primária empenha-se em dar uma crescente atenção aos animais. A vulgarização das doutrinas evolucionistas, a expansão da medicina veterinária, os êxitos da zootecnia trabalham em favor desta nova fraternidade e avivam a inclinação ao antropomorfismo. Este alcança então o seu ápice.
Entretanto, igualmente neste domínio, as descobertas de Pasteur convidam a uma mudança de conduta. É certo que não parece que o cuidado com a assepsia, que levava a não se acariciar um animal sem usar luvas, tenha sobrevivido por muito tempo à moda inicial das novas teorias; o medo dos micróbios irá atuar pelo menos em favor do gato de apartamento, reputado como mais limpo que seu concorrente. O felino, até então limitado à alta sociedade e aos meios artísticos, expande-se entre o povo. Ao raiar do século XX, inaugura-se entre o homem e o animal uma inversão na relação afetiva de dependência; o último já se apresta a tornar-se o soberano e o senhor do espaço doméstico.
(Adaptado de: A história da vida privada. Volume IV, 1993)



