Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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Julgue o seguinte item, referente às estruturas linguísticas e ao vocabulário empregados no texto CG7A1.
Dadas as relações de sentido que se estabelecem entre os períodos que formam o terceiro parágrafo, a coerência e a correção gramatical seriam mantidas caso fosse inserido o conectivo Entretanto, seguido de vírgula, antes da expressão "Nesse contexto institucional", da seguinte maneira: Entretanto, nesse contexto institucional (...).
Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CG6A1, julgue o item que se segue.
Pelas relações de sentido estabelecidas entre o primeiro e o segundo parágrafos, infere-se que o conectivo "Assim", no início do segundo parágrafo, denota conclusão.
Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CG6A1, julgue o item que se segue.
A coerência das ideias do texto seria preservada caso o vocábulo "indispensável", no trecho "ferramenta auxiliar indispensável para ampliar a capacidade do Estado" (segundo parágrafo), fosse substituído por impreterível.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A história extraordinária de Hércules, o urso que um casal adotou e criou como parte da família
Desde o momento em que Hércules chegou à casa de Andy e Maggie Robin em Sheriffmuir, perto da cidade de Dunblane, no centro da Escócia, os três se tornaram inseparáveis.
Começavam o dia tomando café da manhã juntos na cozinha (café adoçado com leite condensado e açúcar, ovos e salsichas) e passavam o resto do dia brincando, treinando ou simplesmente fazendo companhia um ao outro.
Mas, embora se comportassem claramente como uma família, eram, sem dúvida, um trio muito incomum.
Hércules — ou Herc, como seus amigos o chamavam — não era um ser humano; era um urso.
Sim, um urso-pardo (Ursus arctos horribilis) que o casal adotou quando ele era um filhote de nove meses e que, quando cresceu, tinha mais de 2,5 metros de altura e pesava mais de 190 quilos.
Maggie sempre se interessou por animais. Criada em uma fazenda na Escócia, ela diz que seu primeiro amor foram os cavalos. Quando criança, aprendeu a montar e ganhou prêmios em competições de salto.
Então, quando seu marido, Andy — um lenhador carismático e campeão de luta livre, mais de 15 anos mais velho que ela —, sugeriu adotar um filhote de urso, ela não hesitou nem por um segundo.
"Lembro-me da primeira vez que Andy me disse: 'O que você diria se eu lhe contasse que estou pensando em adotar um filhote de urso?' O que eu jamais imaginei foi a vida que teríamos, que isso se transformaria em uma relação mágica", conta Maggie à BBC.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpwp2v2x8xqo-fragmento
(__)O comportamento do urso indicava certo nível de adaptação ao convívio humano. (__)A adoção do urso foi aceita com naturalidade por Maggie, em razão de seu histórico de afinidade com animais. (__)A situação descrita é percebida como incomum, embora funcional no contexto narrado. (__)O urso Hércules apresentava comportamento domesticado, não oferecendo risco ao casal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens, de cima para baixo.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A história extraordinária de Hércules, o urso que um casal adotou e criou como parte da família
Desde o momento em que Hércules chegou à casa de Andy e Maggie Robin em Sheriffmuir, perto da cidade de Dunblane, no centro da Escócia, os três se tornaram inseparáveis.
Começavam o dia tomando café da manhã juntos na cozinha (café adoçado com leite condensado e açúcar, ovos e salsichas) e passavam o resto do dia brincando, treinando ou simplesmente fazendo companhia um ao outro.
Mas, embora se comportassem claramente como uma família, eram, sem dúvida, um trio muito incomum.
Hércules — ou Herc, como seus amigos o chamavam — não era um ser humano; era um urso.
Sim, um urso-pardo (Ursus arctos horribilis) que o casal adotou quando ele era um filhote de nove meses e que, quando cresceu, tinha mais de 2,5 metros de altura e pesava mais de 190 quilos.
Maggie sempre se interessou por animais. Criada em uma fazenda na Escócia, ela diz que seu primeiro amor foram os cavalos. Quando criança, aprendeu a montar e ganhou prêmios em competições de salto.
Então, quando seu marido, Andy — um lenhador carismático e campeão de luta livre, mais de 15 anos mais velho que ela —, sugeriu adotar um filhote de urso, ela não hesitou nem por um segundo.
"Lembro-me da primeira vez que Andy me disse: 'O que você diria se eu lhe contasse que estou pensando em adotar um filhote de urso?' O que eu jamais imaginei foi a vida que teríamos, que isso se transformaria em uma relação mágica", conta Maggie à BBC.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpwp2v2x8xqo-fragmento
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Múmia egípcia desenterrada com texto literário no abdômen é encontrada
Arqueólogos que trabalham na antiga cidade de Oxirrinco, no Egito, desenterraram uma múmia com uma passagem da "Ilíada" de Homero presa ao abdômen, numa descoberta inédita.
Embora outras múmias na região tenham sido encontradas com pacotes lacrados com papiros contendo o que parecem ser fórmulas ritualísticas, aplicadas como parte do processo de embalsamento, esta é a primeira vez que um texto literário foi encontrado, disse Ignasi-Xavier Adiego, filólogo clássico da Universidade de Barcelona, ??na Espanha, à CNN.
"Este é o grande avanço para nós", disse Adiego, que faz parte de uma equipe que trabalha no local há anos.
"Até agora, não sabíamos que eles teriam usado textos literários como parte desse ritual funerário", acrescentou.
A múmia foi encontrada na atual cidade egípcia de Al Bahnasa, a cerca de 200 quilômetros (124 milhas) ao sul da capital Cairo, e tem aproximadamente 1.600 anos, da época romana, de acordo com um comunicado da Universidade de Barcelona.
Embora o papiro esteja fragmentado e em mau estado de conservação, a equipe conseguiu determinar que o texto integra o catálogo de navios presente no Livro II do poema épico grego, afirmou Adiego.
"Não tivemos a oportunidade de estudá-lo usando métodos de alta tecnologia, como raios X, que poderiam nos permitir lê-lo melhor", disse ele. "Fizemos tudo o que podíamos sem destruir o papiro."
Consequentemente, a pesquisa sobre o papiro encontra-se em fase preliminar, explicou Adiego, havendo ainda questões importantes a serem respondidas.
Neste momento, pouco se sabe sobre o papel do papiro no processo de embalsamamento, acrescentou, embora uma possível explicação seja que ele funcionava como uma espécie de assinatura do embalsamador que mumificou o corpo.
A descoberta do que parecem ser instruções rituais escritas em outros papiros levou alguns a teorizar que eles tinham algum tipo de função protetora, disse Adiego.
"A ideia de que um papiro contendo um texto literário pudesse ter cumprido essa mesma função é muito mais estranha", acrescentou.
"Até o momento, não conseguimos interpretar o motivo da existência desse papiro literário", disse Adiego.
Além disso, pouco se sabe sobre a vida daqueles cujas múmias foram encontradas no local, além do fato de que suas famílias deviam ter um certo nível de riqueza para poder pagar pelo processo de embalsamento, acrescentou ele.
https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/mumia-egipcia-desenterrada-com-texto-literario-no-abdomen-e-encontrada/ adaptado
Embora o papiro esteja fragmentado e em mau estado de conservação, a equipe conseguiu determinar que o texto integra o catálogo de navios presente no Livro II do poema épico grego, afirmou Adiego.
"Não tivemos a oportunidade de estudá-lo usando métodos de alta tecnologia, como raios X, que poderiam nos permitir lê-lo melhor", disse ele. "Fizemos tudo o que podíamos sem destruir o papiro".
Consequentemente, a pesquisa sobre o papiro encontra-se em fase preliminar, explicou Adiego, havendo ainda questões importantes a serem respondidas.
Considerando os mecanismos de coesão e coerência textual utilizados no trecho, assinale a alternativa incorreta:
Leia o texto a seguir.
[...] O cenário religioso não dispensa o ecumenismo, antes o torna ainda mais necessário e urgente. Mais: não faz sentido discutir-se se determinada faceta de ecumenismo, por exemplo o diálogo doutrinal, é mais ou menos importante do que outra faceta, por exemplo a da ação social. Ao contrário, é preciso entender essas facetas como complementares, precisamente como facetas de um mesmo compromisso ecumênico.
WOLFF, Elias. Caminhos do Ecumenismo no Brasil. História – Teologia – Pastoral. São Paulo: Paulus, 2002, p. 13. Disponível em: https://checkout.paulinas.com.br/produto/downloadArquivoProduto/product =2786/file=15955987154742.pdf . Acesso em: 18 jan. 2026.
O texto sugere que
I.O texto permite ao leitor compreender que, ao pensar na Copa do Mundo de Futebol que acontecerá este ano, na América do Norte, é necessário olhar criticamente para a questão climática, uma vez que, nos últimos 40 anos, a humanidade não freou a emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, logo, a temperatura média do planeta não estagnou, nem reduziu, o que poderá contribuir para temperaturas elevadas durante os jogos em 2026.
II.Um estudo concluiu que, apesar de a minoria dos estádios que sediarão os jogos correrem risco muito elevado de apresentar condições de estresse térmico extremo, essa é uma questão que requer atenção, cuidado e medidas antecipadas.
III.O período de maior possibilidade de estresse térmico extremo é à tarde. Considerando as variáveis calor, umidade, radiação solar e esforço físico, nesse período, os atletas podem sofrer uma queda elevada de água no organismo.
É correto o que se afirma em:
I.O autor do texto utiliza as expressões "A atividade circense" (primeiro parágrafo) e "o setor" (segundo parágrafo) para retomar "Circo" no título. Além de evitar a repetição, possibilitam a introdução de novas informações, ou seja, a progressão das ideias.
II."A medida" (primeiro parágrafo) se refere à "lei", no título. Porém, usá-la no texto foi um equívoco, pois a palavra já aparece no subtítulo.
III.A expressão "O texto" (segundo parágrafo) não está clara, uma vez que pode se referir tanto ao texto da lei como ao texto em si, escrito para publicação. O autor deveria ter escolhido uma expressão mais clara.
IV.O autor do texto erra ao tomar "manifestação da cultura e da arte popular brasileira" como sinônimo de ser "parte do patrimônio cultural e artístico nacional". Isso prejudica a coesão textual e a progressão das ideias.
Está correto o que se afirma em:
Dizer que estamos “enxugando o gelo” é uma forma popular de descrever nossa impotência diante das causas de um problema, que nos condena a somente minimizar os danos dele decorrentes. É o caso de quem atua na área da saúde, que convive diariamente com os limites das intervenções ao seu alcance. Também como usuários do sistema de saúde somos confrontados com fatores estruturais que condicionam nossos comportamentos. Essas constatações estão entre os muitos modos de explicar o que chamamos de “determinantes sociais da saúde”.
Ao defini-los, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a esperança de vida é influenciada por fatores como o lugar onde se vive, o nível de escolaridade, a raça, o gênero, entre outros. Em relatório recente analisando os indicadores dos países com maior e menor expectativa de vida, a organização identificou uma diferença média de 33 anos. Ao contrário do que se poderia imaginar, os extremos não correspondem diretamente aos países com maior e menor renda. Tal complexidade vem levando ao uso, por extensão, de expressões como “determinantes geopolíticos da saúde”.
Trata-se de uma provocação no sentido de explorar os impactos da atualidade internacional sobre a saúde pública. É preciso reconhecer que o campo das relações internacionais não dá aos temas de saúde coletiva a atenção que merecem. Entre muitos exemplos, menciono uma emergência de saúde pública atual, que é a poliomielite. Declarada em maio de 2014, a continuidade dessa emergência foi confirmada pela OMS. Como é possível que uma “emergência” dure quase doze anos? A resposta está nos conflitos armados que puseram fim ao sonho de erradicar uma doença cuja persistência é vergonhosa.
Isto significa que, além dos numerosos civis mortos e feridos, há muitas outras dimensões do aniquilamento da saúde a lamentar. Alguém diria: basta fechar as fronteiras ou fazer exigências rigorosas sobre a saúde de quem viaja. Na prática, restrições formais jamais evitaram que pessoas passassem de um território a outro, eis que as motivações que as levam a mover-se prescindem de um despachante, em muitos casos sendo a simples sobrevivência. O que as restrições encorajam é o ingresso irregular, que depaupera inutilmente quem circula, por vezes famílias inteiras que vão perdendo o que possuem ao longo de deslocamentos. Permitir a entrada regular, prestando assistência a quem chega e acompanhando seu percurso por meio da vigilância em saúde, é a melhor forma de proteger um país. A propósito, o Sistema Único de Saúde é um bastião da segurança nacional ao garantir o acesso à saúde a todas as pessoas que se encontram em nosso território.
(Deisy Ventura, “Determinantes geopolíticos da saúde: uma chamada à reflexão e à ação”, Jornal da USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/. Adaptado)
Alguém diria: basta fechar as fronteiras ou fazer exigências rigorosas sobre a saúde de quem viaja. __________________, na prática, restrições formais jamais evitaram que pessoas passassem de um território a outro… (4º parágrafo).
Preservando-se a relação de sentido pretendida, assinale a alternativa que apresenta uma expressão coerente para preencher a lacuna inserida na passagem.
O texto a seguir refere-se à questão.
Texto 1
ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO
Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.
Ninguém ganha com o multitasking
Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”.
Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.
Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.
Pane no sistema cerebral
Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.
A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.
O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.
Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout.
Monotasking e seus benefícios
Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.
Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.
Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.
Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.
O texto a seguir refere-se à questão.
Texto 1
ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO
Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.
Ninguém ganha com o multitasking
Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”.
Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.
Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.
Pane no sistema cerebral
Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.
A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.
O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.
Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout.
Monotasking e seus benefícios
Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.
Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.
Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.
Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.
O texto a seguir refere-se à questão.
Texto 1
ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO
Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.
Ninguém ganha com o multitasking
Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”.
Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.
Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.
Pane no sistema cerebral
Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.
A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.
O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.
Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout.
Monotasking e seus benefícios
Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.
Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.
Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.
Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.
I. “Estudo inédito da Fiocruz mostra que a infecção por dengue aumenta em 17 vezes o risco de desenvolver a síndrome de Guillain-Barré [...]”. O elemento coesivo destacado exerce a função sintática de objeto direto da forma verbal “mostra”.
II. “Os pesquisadores defendem que a síndrome passe a ser considerada uma complicação da dengue nos protocolos de saúde”. O elemento coesivo marcado é uma conjunção subordinativa integrante e não apresenta função sintática.
III. “A Guillain-Barré é uma doença rara em que o sistema imunológico ataca os nervos.” Os elementos coesivos marcados são anafóricos e exercem uma função sintática na oração que iniciam.
IV. “O principal sintoma é fraqueza muscular que começa nas pernas[...].” O coesivo formal destacado introduz uma oração subordinada substantiva.
Estão corretos:
