Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
Foram encontradas 13.874 questões
A crise na Venezuela, talvez o maior colapso econômico não provocado por uma guerra nas últimas quatro décadas, deu início a um dos maiores fluxos migratórios do mundo. De acordo com as Nações Unidas, até junho de 2019 mais de 4 milhões de pessoas haviam fugido do país, com uma média de 5 mil pessoas saindo por dia em 2018. Mais de 80% dos imigrantes venezuelanos ficaram em nações da América Latina ou do Caribe, muitas das quais nunca haviam lidado com migrações desse porte anteriormente.
Primeiro parágrafo: Crise na Venezuela e fluxo migratório.
Segundo parágrafo: Importância da pesquisa científica para estudantes.
Terceiro parágrafo: Necessidades básicas dos imigrantes venezuelanos.
Quarto parágrafo: Atendimento insuficiente aos imigrantes.
Quinto parágrafo: Condições de acolhimento restritas no Equador.
Sexto parágrafo: A eleição chilena de 2017.
Estão corretamente indicadas as que se referem aos:
“… o hábito que os brasileiros têm de se automedicar é antigo…”.
Sobre ela é correto afirmar que:
1. Um dos verbos do período está no plural, corroborando com a regra de concordância verbal que diz: “o verbo deve concordar em número com seu sujeito”.
2. A oração principal e a oração subordinada possuem o mesmo sujeito.
3. A palavra sublinhada “que” retoma a expressão “o hábito”.
4. A oração subordinada possui predicado nominal, pois seu verbo é de ligação.
5. A palavra “antigo” tem a função de predicativo do sujeito.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A ocorrência de vários suicídios de adolescentes em curto espaço de tempo não é um fenômeno restrito à atualidade. No século 18, um famoso livro, Os Sofrimentos do Jovem Werther, tornou-se um marco do Romantismo e uma febre entre os jovens. Nele conta-se a história de um adolescente que vive uma paixão impossível por uma mulher na casa dos trinta anos.
I. Qualquer situação de saúde e doença que nos torne vulnerável diante da vida se configura como um momento de crise existencial.
II. Muito do que conhecíamos sobre nós ou esperávamos para o futuro deixa de ser e dá lugar a tudo que permeia a nova condição existencial.
III. Mesmo quando o quadro parece ser somente de natureza orgânica, tudo que acontece impacta nosso ser integralmente trazendo consequências emocionais, sociais, espirituais e econômicas em maior ou menor grau.
IV. É como se a nossa relação entre passado, presente e futuro se modificasse a partir do início de um sintoma, do resultado de um exame, de um acidente ou outro acontecimento que nos torna física e/ou mentalmente vulneráveis.
Disponível em: <https://www.abrale.org.br/atendimento-humanizado-a-saude>. Acesso em: 04 jan. 2018.
A alternativa que apresenta a sequência em que os períodos devem ser organizados para que seja redigido um texto coeso e coerente é
A alternativa que contém o item coesivo que substitui o destacado no trecho acima é
Qualquer que tivesse sido seu discurso anterior, ele o refutara, mudara de ponto de vista e passara cansativamente a proferir asneiras: era tudo o que verificávamos nele. O orador era alto, esbelto e loquaz, de face ruborizada.
Assinale a alternativa correta, em se tratando de coesão textual.
Leia o texto para responder a questão.
Texto
Dor nas costas é a 5ª maior causa de afastamento do trabalho, mostra o estudo
No ano de 2017, foram 12.073 casos de dorsalgia, como são forma as dores nas costas - 6,13% de um total de 196.754 afastamentos
Por Estadão Conteúdo

Disponível em: <https://exame.abril.com.br/carreira/dor-nas-costas-e-5a-maior-causa-de-afastamento-do-trabalho-mostra-estudo/>
Analisar o trecho a seguir para responder à questão.
Em seguida, aparecem como funções em que o trabalhador qualificado por longos períodos na mesma posição. (linhas 13-14)
A alternativa que contém o item coesivo que substitui o destacado no trecho acima é



Considerando a organização linguístico-discursiva do texto 4 , afirma-se:
I – No primeiro balão, a expressão “nem brincadeiras” indicia que o filho cometeu alguma infração e por isso será castigado.
II – A relação entre a expressão “isso tudo” e o texto visual tem como propósito argumentativo a ironia.
III – No enunciado “Afinal de contas, um dia isso tudo será seu”, a expressão “afinal de contas” funciona como um operador argumentativo e indicia uma conclusão.
IV – No texto, a expressão indefinida “um dia”, usada pelo pai, indica incerteza em relação à herança que deixará para o filho.
V – No primeiro balão, o personagem faz uso de estratégias linguísticas que revelam a reprodução de um discurso autoritário.
Está CORRETO o que se afirma em:
Leia o texto a seguir, para responder às questão.
O direito à tristeza
Contardo Calligaris
As crianças têm dois deveres. Um, salutar, é o dever de crescer e parar de ser crianças. O outro, mais complicado, é o de ser felizes, ou melhor, de encenar a felicidade para os adultos. Esses dois deveres são um pouco contraditórios, pois, crescendo e saindo da infância, a gente descobre, por exemplo, que os picolés não são de graça. Portanto, torna-se mais difícil saltitar sorrindo pelos parques à espera de que a máquina fotográfica do papai imortalize o momento. Em suma, se obedeço ao dever de crescer, desobedeço ao dever de ser feliz. A descoberta dessa contradição pode levar uma criança a desistir de crescer. E pode fazer a tristeza (às vezes o desespero) de outra criança, incomodada pela tarefa de ser, para a família inteira, a representante da felicidade que os adultos perderam (por serem adultos, porque a vida é dura, porque doem as costas, porque o casamento é tenso, porque não sabemos direito o que desejamos).
A ideia da infância como um tempo específico, bem distinto da vida adulta, sem as atrapalhações dos desejos sexuais, sem os apertos da necessidade de ganhar a vida, é recente. Tem pouco mais de 200 anos. Idealizar a infância como tempo feliz é uma peça central do sentimento e da ideologia da modernidade. É crucial lembrar-se disso na hora em que somos convidados a espreitar índices e sinais de depressão nas nossas crianças.
O convite é irresistível, pois a criança deprimida contraria nossa vontade de vê-la feliz. Um menino ou uma menina tristes nos privam de um espetáculo ao qual achamos que temos direito: o espetáculo da felicidade à qual aspiramos, da qual somos frustrados e que sobra para as crianças como uma tarefa. “Meu filho, minha filha, seja feliz por mim.” É só escutar os adultos falando de suas crianças tristes para constatar que a vida da criança é sistematicamente desconhecida por aqueles que parecem se preocupar com a felicidade do rebento. “Como pode, com tudo que fazemos e fizemos por ela?” ou “Como pode, ele que não tem preocupação nenhuma, ele que é criança?”. A criança triste é uma espécie de desertor: abandonou seu lugar na peça da vida dos adultos, tirou sua fantasia de palhaço.
Conselho aos adultos (pais, terapeutas etc.): quando uma criança parece estar deprimida, o mais urgente não é reconhecer os “sinais” de uma doença e inventar jeitos de lhe devolver uma caricatura de sorriso. O mais urgente, para seu bem, é reconhecer que uma criança tem o DIREITO de estar triste, porque ela não é apenas um boneco cuja euforia deve nos consolar das perdas e danos de nossa existência; ela tem vida própria.
Mais uma observação para evitar a precipitação. Aparentemente, nas últimas décadas, a depressão se tornou uma doença muito comum. Será que somos mais tristes que nossos pais e antepassados próximos? Acredito que não. As más línguas dizem que a depressão foi promovida como doença pelas indústrias farmacêuticas, quando encontraram um remédio que podiam comercializar para “curá-la”. Mas isso seria o de menos. É mais importante notar que a depressão se tornou uma doença tão relevante (pelo número de doentes e pela gravidade do sofrimento), porque ela é um pecado contra o espírito do tempo. Quem se deprime não pega peixes e ainda menos sobe no bonde andando.
Será que vamos conseguir transformar também a tristeza infantil num pecado? Claro que sim. Aliás, amanhã, quando seu filho voltar da escola, além de verificar se ele não está com frieiras, veja também se ele não pegou uma deprê. E, se for o caso, dê um castigo, pois, afinal, como é que ele ousa fazer cara feia quando acabamos de lhe comprar um gameboy? Ora! E, se o castigo não bastar, pílulas e terapia nele. Qualquer coisa para evitar de admitir que a infância não é nenhum paraíso.
Disponível em: <https://laboratoriodesensibilidades.wordpress.com/2012/08/08/o-direito-a-tristeza-contardo-calligari-2/> Acesso em: 20 nov. 2018.


