Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Q2196259 Português
Texto 1

O mundo: um espaço construído

O mundo, para Hannah Arendt, não é simplesmente o que nos rodeia, mas um espaço construído pelo trabalho e constituído pela ação. Construções e artefatos garantem aos seres humanos um lugar duradouro no meio da vida e da natureza, onde tudo aparece e desaparece, isto é, vida e morte se alternam constantemente. Nesse espaço construído, os seres humanos podem criar formas de convivência e interação que vão além da preocupação com a mera sobrevivência ou continuidade da espécie, embora as necessidades básicas não deixem de existir e precisem ser supridas antes de termos a possibilidade de participar no mundo.

Arendt distingue entre a atividade humana que se preocupa com as necessidades vitais – o labor – e as atividades que dizem respeito ao mundo humano – o trabalho, a ação e o pensamento. O labor corresponde a uma das condições da nossa existência na Terra: a vida. Para cuidar da nossa vida, precisamos satisfazer nossas necessidades, assim como o faz também qualquer outra espécie de seres vivos. Para satisfazer a fome, por exemplo, produzimos alimentos que, em seguida, consumimos. Esse ciclo de produção e consumo, originariamente ligado aos processos biológicos, na modernidade, extrapola cada vez mais a satisfação das necessidades meramente biológicas e se estende a outras. Não consumimos apenas alimentos, mas estilos de vida, produtos “culturais”, emoções, imagens. Contudo, embora o processo de produção e consumo seja cada vez mais exacerbado, a lógica que lhe é inerente continua sendo a mesma: a satisfação das necessidades sejam essas biológicas ou não.

O trabalho, por sua vez, está relacionado à mundanidade do ser humano, isto é, à necessidade de construir um espaço duradouro no meio de uma natureza onde tudo aparece e desaparece constantemente. Assim, o ser humano fabrica artefatos, objetos de uso e espaços que não se destinam ao consumo imediato, mas que lhe possam ser úteis e que lhe garantem uma estabilidade para ter um lar que ele não possui por natureza. A ação é a atividade mais especificamente humana. O que nos impele a agir é a condição da pluralidade dos seres humanos. A ação diz respeito à convivência entre seres humanos, que são singulares, mas não vivem no singular e sim no plural, ou seja, com outros. Essa é a característica fundamental da existência humana.

A pluralidade possibilita aos seres humanos constituírem um âmbito de ação no qual cada um pode se revelar em atos e palavras, o que não faria sentido de modo isolado, mas ganha sua relevância numa esfera que se estabelece entre as pessoas. É com suas ações que as pessoas constantemente criam e recriam o “espaço-entre” e, assim, estabelecem um mundo comum. A comunicação é fundamental para que possamos estabelecer algo compartilhado por todos. É por meio dela que a subjetividade de nossas percepções adquire uma objetividade. Assim, a existência de uma diversidade de pontos de vista é constitutiva para o mundo comum, que partilhamos com nossos contemporâneos, mas também com aqueles que nos anteciparam e com os que darão continuidade à nossa ação depois de nós.

ALMEIDA, Vanessa Sievers de. Educação e liberdade em Hannah Arendt. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 34, n.3, p. 465-479, set./ dez. 2008. [Adaptado]
Assinale a alternativa correta, com base no texto 1. 
Alternativas
Q2065384 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão. 

text.png (761×839) 

Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-guerra-dos-canudos/
Considere o que se afirma sobre o seguinte fragmento do texto: “A maior parte das pessoas que apoiam a proibição dos canudos sabe que eles não são os principais vilões do meio ambiente (...)”:
I. A substituição de “apoiam” para sua forma no singular manteria a concordância do fragmento. II. O pronome “eles” tem função anafórica nesse contexto. III. A palavra “que”, nas duas ocorrências, tem a mesma classe gramatical.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q2064349 Português
Para responder a questão leia as sequências I, II e III.

I - Há quem acredite que a família está ameaçada de ser destruída ou que já se encontra em estado de falência.

II - Não há dúvida de que algumas famílias, ou integrantes delas, recusam a convivência com o grupo, afastam-se para sempre, buscam apagar da memória a existência desse laço primordial.

III - ... há também recasamentos, e as mulheres que muito precisam ou querem se dedicar ao trabalho remunerado vivem se martirizando pela culpa de estar longe da família por tanto tempo. 
Do ponto de vista da estrutura morfossemântica, sobre os trechos em I, II e III, está CORRETO o que se afirma em:
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Q2062793 Português
Avalie, como verdadeiro (V) ou falso (F), as proposições expostas na sequência do texto “No meio do caminho”, extraído da seção HUMOR, de Época - 08/04/19:
NO MEIO DO CAMINHO (por Renato Terra) No meio do caminho tinha um post Tinha um post no meio do caminho Tinha um post No meio do caminho tinha um post
No meio do debate da Previdência, do pacote anticrime De reformas tão postergadas Nunca me esquecerei que no meio do caminho Tinha um post Tinha um post no meio do caminho
( ) Além do poema de Carlos Drummont de Andrade, o texto de Renato Terra dialoga com outros da esfera midiática, como a notícia e a reportagem, que têm abordado o tema das “reformas” cobradas no Brasil, caracterizando o que se conhece por paráfrase de conteúdo. ( ) A palavra “post” bem como a palavra “pedra”, presente no poema Carlos Drummont de Andrade, do qual o texto se origina, são do mesmo campo conceitual, ambas fazendo alusão à ideia de obstáculo, impedimento. ( ) A redundância estrutural, manifestada nas inversões sintáticas feitas em alguns dos versos, torna o texto pouco informativo e expressivo, sendo a criatividade atribuída à substituição do termo “pedra”, do poema original, por “post” na versão contemporânea.
A alternativa que apresenta o julgamento CORRETO é: 
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Q2062352 Português
O jeitin mineiro de falar

Já disse o cronista Felipe Peixoto Braga Netto, “Sotaque mineiro: é ilegal, imoral ou engorda?”. É... Nós mineiros temos um jeitinho de falar que é só nosso, assim como os gaúchos, os cariocas, os baianos e os paulistas. Mas somente os mineiros, tem esse “jeitim bunitim” de falar que deixa todo mundo de boca aberta! Qué vê só?

Aqui em Minas sempre se termina uma frase com “sô” e é impressionante como se consegue colocar o “uai” em quase tudo. O emprego do “uai” é uma ciência. Não é todo mundo que sabe a hora de encaixar o “uai” numa frase. Num é assim não, uai! Cêbêsta sô! O mesmo acontece com o trem. Esta palavra significa tudo. [...]

Disponível em: <http://www.soubh.com.br/materias/turismo/o-jeitin-mineiro-de-falar/>.
Acesso em: 23 jan. 2019.
A respeito dos elementos empregados na elaboração do texto lido, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q2062350 Português

TEXTO I


Quebrar paradigmas, ou até mesmo enfrentá-los não é tarefa das mais fáceis, levando em conta que muitos desses modelos são produtos de séculos de experiência. Diante disso, são poucos os que se dispõem a enfrentar esse desafio. No filme Patch Adams – O Amor é Contagioso, dirigido por Tom Shadyac, temos um grande exemplo de um homem em busca de “mudanças”. Esse homem é Patch Adams, interpretado pelo ator Robin Williams – que acredita ser a risada a chave para a melhoria da qualidade de vida.


De início, Patch Adams é apresentado como interno de uma clínica, após uma tentativa de suicídio. Em sua estadia nessa clínica, ele percebe que quase nada é feito para restaurar os pacientes, o que o deixa intrigado. Um dia, de forma hilária, nosso protagonista consegue ajudar o seu companheiro de quarto a enfrentar um de seus medos. Ao auxiliá-lo, ele percebe que se sente bem ajudando as pessoas e resolve deixar o hospício para tornar-se um médico.


[...]


No desenrolar do filme, acompanhamos os desenlaces e conflitos do personagem principal em busca de seus ideais, e percebemos o quanto ele lutou para conquistar seu reconhecimento e respeito. O fato de a história ser baseada em fatos reais faz com que despertemos mais interesse ainda em Patch. Não há como não dar risadas e se contagiar com a alegria do personagem.


Disponível em: <https://tinyurl.com/yaodz3r2>.

Acesso em: 23 jan. 2019 (Adaptação).


TEXTO II


Em 1969, após tentar se suicidar, Hunter Adams (Robin Williams) voluntariamente se interna em um sanatório. Ao ajudar outros internos, descobre que deseja ser médico, para poder ajudar as pessoas. Deste modo, sai da instituição e entra na faculdade de medicina. Seus métodos poucos convencionais causam inicialmente espanto, mas aos poucos vai conquistando todos, com exceção do reitor, que quer arrumar um motivo para expulsá-lo, apesar de ele ser o primeiro da turma. 


Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-12262/>. Acesso em: 23 jan. 2019 (Adaptação).

A coesão de um texto é garantida, entre outros, pela retomada correta de termos previamente mencionados. Sendo assim, analise o trecho a seguir.
“Um dia, de forma hilária, nosso protagonista consegue ajudar o seu companheiro de quarto a enfrentar um de seus medos. Ao auxiliá-lo, ele percebe que se sente bem ajudando as pessoas e resolve deixar o hospício para tornar-se um médico.”
Nele, os termos destacados retomam, respectivamente,
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Q2061087 Português
Um texto não pode ser construído com frases soltas, desconexas. Além disso, a alteração da sequência de suas partes pode modificar profundamente seu sentido. Para um texto ter unidade de sentido, para ser um todo coerente, é necessário que apresente textualidade, isto é, que apresente coesão e coerência textuais.
(CEREJA, William Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática Reflexiva: texto, semântica e interação. São Paulo: Atual, 2013. p.41. Adaptado.)
Considerando que a coesão e a coerência são importantes para um todo significativo de um texto, associe corretamente a estratégia de produção textual à sua característica.
Estratégias 1) Coesão 2) Coerência
Características ( ) Faz-se por uma estruturação lógico-semântica de um texto. ( ) Preza pela não contradição entre as ideias, a não ser que a contradição seja proposital. ( ) Realiza articulações gramaticais por meio de palavras na interpretabilidade chamadas conectores. ( ) Está ligada a marcas linguísticas que se manifestam na organização sequencial do texto. ( ) É estabelecida por um princípio de interpretabilidade que promove o sentido do texto.
A sequência correta dessa associação é
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Q2060961 Português
XCV

Os que se dedicaram às ciências foram ou empíricos ou racionalistas. Os empíricos, à maneira das formigas, acumulam e usam as provisões (os sentidos); os racionalistas, à maneira das aranhas, de si mesmos extraem o que lhes serve para a teia (a experiência). A abelha representa a posição intermediária: recolhe a matéria-prima das flores do jardim e do campo e com seus próprios recursos a transforma e digere. Não é diferente o labor da verdadeira filosofia, que se não serve unicamente das forças da mente, nem tampouco se limita ao material fornecido pela história natural ou pelas artes mecânicas, conservado intato na memória. Mas ele deve ser modificado e elaborado pelo intelecto. Por isso muito se deve esperar da aliança estreita e sólida (ainda não levada a cabo) entre essas duas faculdades, a experimental e a racional. (

BACON, Francis. Novum organum. São Paulo: Abril Cultural, 1973. P.69. Coleção Os Pensadores) 
“Mas ele deve ser modificado e elaborado pelo intelecto.” O termo sublinhado refere-se a:
Alternativas
Q2060862 Português

Utilize o texto abaixo para responder a próxima questão:



Acerca das relações textuais e da coesão, assinale a alternativa correta:
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Q2060576 Português
Assinale a alternativa cujo texto está redigido segundo os princípios de impessoalidade, clareza, concisão e uso do padrão culto da linguagem.
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Q2058403 Português
O Furto da Flor


       Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.
     Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
     Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
      Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
     Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento repreendeu-me:
      – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

https://www.literaturanaessencia.com.br

Analise as afirmativas acerca do texto:


I. O narrador-personagem, não satisfeito em observar a beleza da flor no habitat original, leva-a para casa e tenta conservá-la, no entanto, ao perceber que não conseguira, resolve, como forma de dirimir sua culpa, devolvê-la à natureza;

II. No texto há predomínio de sequências dissertativas, uma vez que traz várias reflexões a serem feitas pelo leitor;

III. “Nem apelar para o médico de flores.” O elemento coesivo “nem” tem valor semântico de adição;

IV. O porteiro, no final do conto, mostra que percebeu o furto da flor e repreende o narrador-personagem pelo ato cometido por ele.



Estão corretas:

Alternativas
Q2056633 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Empresa alfabetiza auxiliares de limpeza ao invés de demiti-los por não saberem ler

“As pessoas não são descartáveis.”

Nátaly Bonato é community manager da WeWork Paulista, um espaço de trabalho compartilhado, na Avenida Paulista, em São Paulo. Para resolver problemas de limpeza da unidade, Nátaly imaginou que um relatório seria o suficiente. O relatório deveria ser preenchido pelos funcionários da limpeza todos os dias dizendo se a sala do cronograma tinha sido limpa e, caso não, colocar um comentário explicando o porquê. “O relatório demorou 1 semana pra chegar e quando veio, o banheiro virou um caos. Não entendi nada e aí nos reunimos e a descoberta foi que 50% do time (terceirizado) era iletrado”, escreveu Nátaly no Facebook.

Ao invés de trocar a equipe, Nátaly teve uma ideia muito melhor: procurar nas escolas que fazem parte da WeWork alguém que pudesse alfabetizar os auxiliares de limpeza. Foi assim que ela conheceu a pedagoga Dani Araujo, da MasterTech, que topou o desafio.

“As pessoas não são descartáveis. Eu não queria que alguém passasse pela minha vida sem ter o meu melhor, sem que eu pudesse tentar. Então, eu não queria que eles saíssem daqui um dia e continuassem tendo aquelas profissões por que eles não tinham escolha”, disse Nátaly em entrevista ao Razões para Acreditar.

As aulas aconteciam às terças e quintas-feiras, no horário de almoço, e duravam 1 hora e meia. “Foiousadoparticipardesseprojeto.Nãotinhaexperiência com letramento para adultos. Vibrei e chorei com cada conquista que fazíamos juntos, me sinto privilegiada pelo aprendizado que eles me proporcionaram”, afirmou a pedagoga, que continuou dando as aulas mesmo depois de se desligar da MasterTech.

Cinco meses depois, Irene, Neuraci e ‘Madruga’ já conseguiam escrever uma carta. Para celebrar essa conquista, Nátaly e seu time organizaram uma formatura surpresa. “Na hora que eu vi eles vindo de beca, eu comecei a desfalecer de chorar e não só eu! Todo mundo. A gente fez na área comum da WeWork”, lembra Nátaly. “Foi muito incrível mesmo. Acho que é a melhor experiência da minha vida”.

E eles tiveram inclusive “formatura” com direito à beca e tudo!

Disponível em:<https://razoesparaacreditar.com/educacao/> . Acesso em: 14 maio 2019.
Releia este trecho.
“As aulas aconteciam às terças e quintas-feiras, no horário de almoço, e duravam 1 hora e meia. ‘Foi ousado participar desse projeto.Não tinha experiência com letramento para adultos. Vibrei e chorei com cada conquista que fazíamos juntos, me sinto privilegiada pelo aprendizado que eles me proporcionaram’, afirmou a pedagoga, que continuou dando as aulas mesmo depois de se desligar da MasterTech.”
Considerando os elementos que contribuem para a continuidade de um texto, a expressão ‘que’ destacada faz remissão à(s)
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Q2055857 Português
AMAN

A Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) forma os oficiais combatentes do Exército. Ela ocupa uma área de 67km² estendendo-se da Rodovia Presidente Dutra até as encostas da Serra da Mantiqueira e do Maciço do Itatiaia. Aberta à visitação, a AMAN dispõe de um dos maiores e mais completos parques esportivos do estado do Rio de Janeiro, além de um moderno teatro com capacidade para 2.821 pessoas.

A Cidade Acadêmica, como também é conhecida a área em que a Academia está instalada, abriga uma população aproximada de 12.000 habitantes e dispõe de um complexo arquitetônico e paisagístico dos mais bonitos.

Além do teatro acadêmico, dentro de sua área, estão o Conjunto Principal (comando, administração, salas de aula, museu, bibliotecas e refeitórios) uma ampla praça de esportes (dois estádios, parque aquático, quadras diversas, pista de treinamento utilitário, centro de excelência em reabilitação / academia de musculação, dois ginásios cobertos e centro hípico), uma das mais completas instalações de tiro do mundo, dependências próprias para a instrução militar, um Hospital Escolar, um auditório para 1.150 pessoas, vila residencial com 3 bairros, totalizando 580 moradias e instalações de apoio ao ensino, logísticas e administrativas, tudo sob a supervisão de uma prefeitura militar.

Dispõe, ainda, de agências bancárias, agência dos correios, igrejas, uma escola estadual e dois clubes recreativos - o Círculo Militar das Agulhas Negras

(CIMAN) e o Clube de Subtenentes e Sargentos das Agulhas Negras (CSSAN, o antigo GRUMC) - proporcionando apoio e serviços aos cadetes e aos moradores das vilas residenciais.

http://resende.rj.gov.br/turismo/3
“Além do teatro acadêmico, dentro de SUA área”. A palavra em destaque refere-se à(ao): 
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Q2054001 Português
Para responder a questão, considere o excerto transcrito abaixo.

Esquecemos que a tecnologia é o nosso espelho e que, por isso, ela incorpora, implicitamente, nossos preconceitos, impulsos e valores. Eles estão exteriorizados em máquinas, sobretudo naquelas que são utilizadas para aperfeiçoar as burocracias. A tecnologia é uma expressão do que somos. Temos de aprender a lidar com essa expressão quando a encontramos nas sociedades. A tecnologia segue uma marcha inexorável na história. Mas nossas atitudes em relação a ela não precisam ser tão ingênuas a ponto de não percebermos como seus fabricantes embutem seus valores nas máquinas e inibem as discussões sobre o modo como elas são utilizadas.
Em relação aos mecanismos de coesão empregados, afirma-se corretamente:
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Q2052123 Português

Texto 2


    Sabe-se que o sertanejo costumava realizar suas necessidades fisiológicas no próprio quintal de sua casa, entre as folhagens de um cajueiro ou qualquer outra árvore baixa e frondosa. Nas Concentrações, o flagelado era obrigado a mudar o seu comportamento. Deveria sentir-se envergonhado por não usar o banheiro para as necessidades fisiológicas. Na perspectiva da civilização baseada no saber médico, o homem deveria ficar distante de seus excrementos. Com efeito, o concentrado deveria incorporar novos parâmetros para definir o nojo. Para o sertanejo, o lugar dos dejetos fecais era os arredores de sua casa. Não havia necessidade de banheiro.

     Esse contraste entre noções diferenciadas da construção do nojo era uma das grandes tensões cotidianas dos Campos de Concentração. Enquanto os “inspetores de higiene” procuravam, a todo custo, mostrar a insubstituível função das “sentinas”, os sertanejos mostravam-se pouco motivados para abandonar seus hábitos tradicionais. Muitos concentrados usavam o aparelho sanitário, enquanto outros decidiam continuar com seus hábitos, criando toda sorte de conflitos.

     Ao ser entrevistado por jornalistas do Correio do Ceará, em março de 1932, o inspetor de higiene do Campo de Concentração do Urubu falou com detalhes e entusiasmo sobre a existência e a organização dos banheiros: “São todos muito bem fechados e foram construídos com madeira serrada, cobertos de zinco novos e muito bem feitos. Aqueles dois que ainda não foram totalmente cobertos não estão funcionando”. Ao passarem pela frente dos banheiros, os jornalistas receberam do Inspector a seguinte informação: “este é o banheiro ‘Major Manoel Tibúrcio’, este chama-se ‘Senhoras da Caridade’, este é o ‘Interventor Federal Roberto Carneiro de Mendonça’...” (Correio do Ceará, 06/05/1932). A homenagem a grupos ou pessoas importantes era figurada nos banheiros. Nesse sentido, é possível imaginar que esses lugares da higiene pessoal constituíam-se como templos do sanitarismo nesses Campos de Concentração.

     O momento do banho ganhava, respeitando as especificidades, ares de sacralidade em todos os Campos de Concentração. Na Concentração do Tauape, localizada em Fortaleza, mulheres e crianças banhavam-se vestidas numa Lagoa que ficava junto ao Campo. Entretanto, os higienistas afirmavam que neste momento – precisamente às cinco horas da manhã – formava-se um cordão de vigilantes para impedir qualquer tipo de indecoro ou de molestamento àquelas mulheres. No meio rural, homens, mulheres e crianças banhavam-se vestidos e juntos. Ao que parece, esse momento tinha mais o sentido do lazer do que do asseio pessoal. Nos Campos de Concentração, tentava-se inculcar uma nova maneira de pensar sobre o momento do asseio pessoal a partir da noção de vergonha. O banho, fosse realizado em banheiros ou açudes, deveria caracterizar-se como um momento de foro íntimo dominado pela ideia civilizada de moral, pudor e rapidez.

  Os jornalistas d’O Povo, numa tentativa de romantizar a cena, acrescentavam que as mulheres sentiam muita satisfação naquele momento, pois o encontro com a água traria de volta a lembrança do “sertão querido”. A descrição chega a imagens cinematográficas: “A lagoa, com as suas águas frescas e azuladas parecia atenuar a tristeza daquela gente... Dava gosto ver as sertanejas lembrando-se dos bons invernos e nadando a largas braçadas na superfície da Lagoa”. Mesmo ocupando-se largamente com a satisfação do banho, os jornalistas acabaram registrando o incômodo que causava nessas senhoras a constante vigilância do banho e da lavagem de roupa. Com um tom irônico, que procurava produzir o riso a partir de informações sobre “a vida do povo”, os jornalistas chegam a reproduzir o “falar do sertanejo pobre”: “Num sei pru qui é qui os diabo desses guarda num larga da gente”

(O Povo, 16/04/32).

(RIOS, K. S. Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na seca de 1932. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2014. p. 119-121).

A retomada do referente se dá pela relação hiperônimo-hipônimo entre os termos destacados somente no item:
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Q2052113 Português

Texto 1

   Conceição atravessava muito depressa o Campo de Concentração.

   Às vezes uma voz atalhava:

   — Dona, uma esmolinha...

   Ela tirava um níquel da bolsa e passava adiante, em passo ligeiro, fugindo da promiscuidade e do mau cheiro do acampamento.

    Que custo, atravessar aquele atravancamento de gente imunda, de latas velhas, e trapos sujos!

    Mas uma voz a fez parar.

    – Doninha, dona Conceição, não me conhece?

   Era uma mulata de saia preta e cabeção encardido, que, ao ver a moça, parara de abanar o fogo numa trempe, e a olhava rindo.

    Conceição forçou a memória.

    – Sim... Ah! É a Chiquinha Boa! Por aqui? Mas você não era moradora de seu Vicente? Saiu de lá?

    A mulher inclinou a cabeça para o ombro, coçou a nuca:

    – A gente viúva... Sem homem que me sustentasse... Diziam que aqui o governo andava dando comida aos pobres... Vim experimentar...

    Já Conceição, esquecendo a pressa, sentarase num tronco de cajueiro, interessada por aquela criatura que chegava do sertão:

      – E tudo por lá? Bem?

     – Vai, sim senhora. Seu Major, dona Idalina e as moças foram pro Quixadá. Só ficou o seu Vicente...

     Conceição espantou-se:

    – E eu não sabia! Também faz dias que a Lourdinha não me escreve! Então o Vicente está sozinho? Por quê, coitado?

    – Ora, as moças pegaram a falar que não aguentavam mais... Seu Vicente também achava ali muito ruim para a família... Sem banho, mandando buscar água a mais de légua de distância... Ele mesmo só ficou porque carecia dele lá, mode o gado. Mas toda semana vai no Quixadá...

     A moça comoveu-se com esse isolamento:

    — Imagino como a vida do pobre não é triste!

     A mulher riu-se.

    – Qual nada! Seu Vicente é pessoa muito divertida... É naquela labuta, mas sempre tirando prosa com um, com outro... É um moço muito sem bondade... Dizedor de prosa como ele só!...

     Conceição deixava-a falar, e a Chiquinha continuou, num riso malicioso:

    – E até aquela filha do Zé Bernardo, só porque sempre ele passa lá e diz alguma palavrinha a ela, anda toda ancha, se fazendo de boa...

     Conceição estranhou a história e não pôde se conter:

     – E ele tem alguma coisa com ela?

      A mulata encolheu os ombros:

      – O povo ignora muito... se tiver, pior pra ela... Que moço branco não é pra bico de cabra que nem nós...  

    A conversa principiou a incomodar Conceição; o mau cheiro do campo parecia mais intenso; e levantou-se, dando uma prata à mulher:

    – Amanhã eu volto e vejo como vocês vão... Todos os dias venho aqui, ajudar na entrega dos socorros... Se você tiver muita precisão de alguma coisa, me peça, que eu faço o que puder...

     Quando transpôs o portão do Campo, e se encostou a um poste, respirou mais aliviada. Mas, mesmo de fora, que mau cheiro se sentia! 

    Através da cerca de arame, apareciam-lhe os ranchos disseminados ao acaso. Até a miséria tem fantasia e criara ali os gêneros de habitação mais bizarros

     Uns, debaixo dum cajueiro, estirados no chão, quase nus, conversavam.

   Outros absolutamente ao tempo, apenas com a vaga proteção de uma parede de latas velhas, rodeavam um tocador de viola, um cego, que cantava numa melopeia cansada e triste:

        Ninguém sabe o que padece

       Quem sua vista não tem!...

       Não poder nunca enxergar

       Os olhos de quem quer bem!...

       E junto deles, uma cabocla nova atiçava um fogo. 

     Uma velha, mais longe, sentada nuns tijolos, fazia com que uma caboclinha muito magra e esmolambada lhe catasse os cabelos encerados de sujeira.

     E, além, uma família de Cariri velava um defunto, duro e seco, apenas recoberto por farrapos de cor indecisa.

      Conceição sabia quem ele era. Tinha morrido ao meio-dia, e a sua gente teimava em não o misturar com os outros mortos.

      O bonde chegou.

     Ainda sob a impressão da conversa com a Chiquinha Boa, a moça pensava em Vicente. E novamente sofreu o sentimento de desilusão e despeito que a magoara quando a mulher falava.

     “Sim, senhor! Vivia de prosear com as caboclas e até falavam muito dele com a Zefa do Zé Bernardo!”

     E ela, que o supunha indiferente e distante, e imaginava que, aos olhos dele, todo o resto das mulheres deste mundo se esbatia numa massa confusa e indesejada...

     Que julgara ter sido ela quem lhe acordara o interesse arisco e desdenhoso do coração!...

      “Uma cabra, uma cunhã à toa, de cabelo pixaim e dente podre!...”


(QUEIROZ. R. O quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 2012)

A palavra destacada traduz uma noção espacial de afastamento em relação à posição do enunciador somente no item: 
Alternativas
Q2050851 Português

Texto 2

texto_2 .png (374×239) 

O menino que descobriu o vento. Disponível em: <https://entreterse.com.br/resenha-o-menino-que-descobriu-o-vento-original-netflix-19945/>. Acesso em: 17 abr. 2019.


Em “esta sendo sua única fonte de renda e alimentação”, nas linhas 7 e 8, o referente do enunciado é retomado pelo pronome “esta”, que é
Alternativas
Q2050545 Português

Leia o texto que segue para responder à questão. 


texto_9 - 12 .png (693×401) 

Avalie como Verdadeiras (V) ou Falsas (F) as afirmações abaixo, que dizem respeito aos recursos de coesão presentes no texto.
( ) O conector “no entanto” (L.2) evidencia oposição de idéias, indicando que o passar do tempo não eliminou as causas determinantes das fronteiras entre pobres e ricos. ( ) Os numerais “primeiro” (L.4) e “segundo” (L.5) são formas referenciais que retomam “O outro” e “Espiral”, respectivamente. ( ) No fragmento: “O menino tem medo de quem, como o executivo, olha para ele com medo”, o referente do pronome pessoal “ele” é “o executivo”. ( ) Aexpressão “o pedinte” (L.15) se refere não ao “homem pobre que interpelou o executivo”, mas a outro indivíduo, referido, logo em seguida pelo termo “adversário”. ( ) O referente da expressão “deste ano” não é expresso dentro do texto, pois é contextual – o ano de 2018, data da edição do periódico em que consta o texto do jornalista.
A sequência que preenche CORRETAMENTEos parênteses está na alternativa:

Alternativas
Q2049894 Português

Leia o texto 1 para responder à questão.


TEXTO 1

Ginástica laboral ajuda a evitar dores no corpo e outras doenças


Por Etiene Resende




Disponível em: <http://arevistadamulher.com.br/fitness/content/2258698-ginastica-laboral-ajuda-a-evitar-dores-no-corpo-eoutras-doencas>. Acesso em: 04 jan. 2019. Adaptado

Permite, também, uma reeducação postural, o que reduz a incidência de dores nas costas, o alívio do estresse, melhorias no ânimo para o trabalho, maior consciência corporal e aumento da integração entre os funcionários. (linhas 17-19) 


A alternativa que contém o trecho a que o termo em destaque se refere é 
Alternativas
Q2049591 Português
A Declaração Universal dos Direitos do Homem foi adotada em 1948 pela Assembleia Geral das Nações Unidas (com abstenção dos seis países do antigo bloco soviético, da Arábia Saudita e da África do Sul). Nela consta que todos os seres humanos nascem livres e iguais em direitos e dignidade, e que as liberdades e os direitos especificados na declaração devem ser garantidos a todos, sem discriminação de raça, cor, sexo, língua, opinião política e religião. Os direitos enumerados incluem os direitos civis (tais como liberdade de expressão, de consciência, de movimento, de se reunir e associar pacificamente) e os direitos econômicos e sociais (direito ao trabalho, a um padrão de vida adequado, à educação e à participação na vida cultural). O exercício dos direitos e liberdades individuais só é limitado pelo respeito aos direitos e liberdades de outrem.

Direitos do Homem. Nova Enciclopédia Ilustrada Folha. São Paulo:
Empresa Folha da Manhã, 1996.
“...e que as liberdades e os direitos especificados na declaração devem ser garantidos a todos.”
A substituição da expressão em destaque pelo pronome pessoal está CORRETA, de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa, em:
Alternativas
Respostas
5421: C
5422: C
5423: B
5424: A
5425: C
5426: A
5427: C
5428: C
5429: D
5430: B
5431: B
5432: C
5433: B
5434: B
5435: C
5436: B
5437: C
5438: E
5439: B
5440: D