Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
Foram encontradas 14.189 questões
Leia o seguinte texto jornalístico.
Um adolescente de 13 anos criou um sistema de energia para abastecer barracos, depois que a irmã dele morreu num incêndio causado por uma vela, em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul.
A história é parecida com a do filme "O Menino que Descobriu o Vento". A diferença é que Rogério Gonçalves, conhecido como o "Gênio da Lâmpada", é brasileiro e vive no assentamento Jatobá, a 71 km de Campo Grande.
Dos 185 barracos onde vivem as famílias, 8 deles possuem luz elétrica por meio de um sistema que o garoto criou com placas de rádio e bateria de celular. A ideia de não deixar as famílias na escuridão, surgiu após a irmã mais velha morrer queimada aos dois anos de idade em um incêndio causado por uma vela no barraco em que a família morava, em Nioaque, no MS.
( ... )
Disponível em: http://www.sonoticiaboa.eom.br/2019/07 /06/ menino-cria-sistema-energia-irma-morrer-incendio-vela/ Acesso em: 11 jul. 2019.
03. No terceiro parágrafo, o pronome relativo 'que' foi utilizado duas vezes. Ele faz referência , respectivamente, aos seguintes termos:
Leia o texto para responder as questões.
A youtuber vegana que enfureceu fãs ao ser filmada comendo peixe
Nas redes, Yovana é Rawvana e se transformou em ídola de crudiveganos ao compartilhar, desde 2013, seu estilo de vida e sua alimentação sem produtos de origem animal e à base de alimentos crus.
Moradora de San Diego, na Califórnia (EUA), ela compartilhava vídeos em inglês e em espanhol e fotos com receitas elaboradas com produtos crus, tratamentos de desintoxicação e conselhos de beleza veganos.
Magra e saudável, Rawvana passou a atrair uma legião de admiradores. Contava com mais de três milhões de seguidores, muitos deles fanáticos, se somadas suas contas no YouTube e no Instagram.
Patrocinadores passaram a financiar parte do conteúdo produzido por Rawvana, que aparecia cercada de frutas, verduras e legumes suculentos, cenários dos sonhos para veganos.
Rawvana tinha uma imagem quase perfeita. Mas um aparente deslize de uma amiga e dela própria, durante uma viagem a Bali, na Indonésia, levou a credibilidade de Rawvana ao chão.
Paula Galindo, uma colombiana especialista em assuntos de beleza e conhecida como Pautips, expôs Rawvana ao publicar no Instagram um vídeo em que a vegana está prestes a comer. O problema? Havia um filé de peixe no prato.
Prescrição médica
A imagem viralizou. Dias depois, Rawvana gravou um vídeo pedindo desculpas.
"Sinto muito pela maneira como descobriram sobre a minha recente mudança de dieta. Comecei a incluir alimentos por causa das minhas condições de saúde", diz a jovem, com uma expressão triste e voz às vezes agitada.
Rawvana explica que passou os últimos anos doente. Sofre com anemia e seu intestino estava repleto de bactérias. Chegou a ter o ciclo menstrual comprometido.
Ela contou que começou a consumir ovos e peixes por prescrição médica.
"Não tinha compartilhado antes porque precisava de tempo para me curar, para me sentir bem, e aí contar para vocês."
Ela disse que há três anos passou a comer alguns produtos cozidos, algo incompatível com o estilo de vida crudivegano que pregava.
Mas, segundo Rawvana, foi apenas em janeiro que ela aceitou os conselhos médicos e passou a incorporar outros alimentos à dieta.
Ela anunciou no vídeo em que pediu desculpas que pretende retomar a dieta vegana assim que sua saúde permitir.
"Nas últimas semanas tenho me sentido melhor, com mais energia. Quero retomar a alimentação que compartilho com vocês".
Críticas
Rawvana foi muito criticada - e "trolada" - nas redes sociais por não ter contado antes que havia abandonado a dieta que dizia seguir.
Entre os milhares de comentários gerados pelo vídeo em que aparece prestes a comer um peixe, também estão o de pessoas que alertam para o perigo de seguir conselhos de nutrição de uma pessoa que não é profissional e que promovia práticas equivocadas como jejum de água por 25 dias.
"Os youtubers não são médicos", escreveu uma usuária do Twitter, dizendo que também ficou doente ao seguir os conselhos de Rawvana.
Houve até uma petição online lançada para recolher assinaturas de apoio ao pedido pelo fim do canal da vegana no YouTube "por ser fraudulento e não informar bem sobre o veganismo".
Problemas de saúde
A nutricionista Rhiannon Lambert disse ao jornal britânico The Telegraph que tem aumentado o número de pacientes com sintomas variados, mas todos provocados por uma má alimentação.
Segundo Lambert, muitos casos graves, inclusive com transtornos alimentares, são de pessoas que seguiram conselhos de celebridades das redes sociais.
No ano passado, a socióloga Zeynep Tufekci escreveu um artigo no jornal americano The New York Times com o título "YouTube, o grande radicalizador", no qual dizia que a plataforma de vídeos estava estimulando as pessoas a tomarem atitudes mais extremas na busca por cliques e por mais visualizações.
"Vídeos sobre o vegetarianismo levaram aos vídeos sobre veganismo. Vídeos sobre caminhadas levaram aos vídeos sobre como correr ultramaratonas", escreveu Tufekci. "Parece que você nunca é 'duro' o suficiente para o algoritmo de recomendação do YouTube."
O futuro de Rawvana e de suas redes sociais ainda é um mistério.
Sem novas postagens desde o vídeo das desculpas (e tendo perdido milhares de seguidores e o apoio de várias marcas patrocinadoras), a jovem disse que seu principal objetivo agora é focar na recuperação completa de sua própria saúde.
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/geral-47710433
O termo sublinhado no último parágrafo diz respeito a
Leia o texto para responder as questões.
Parte da história de Jacksonville está à venda
Regina Cole
Apesar da reputação histórica, St. Augostine, Jacksonville, na Flórida, tem mais casas memoráveis do que qualquer outra comunidade do estado. E, agora, uma das mais marcantes residências da cidade do nordeste da Flórida está disponível no mercado imobiliário.
Em 1872, Robert Bruce Van Valkenburgh construiu uma casa “carpenter gothic”, designação de estilo arquitetônico norte-americano que inclui aplicações de detalhes neo-rústicos em estruturas de madeira construídas por carpinteiros, em um penhasco com vista para o rio St. Johns. Van Valkenburgh foi um congressista de Nova York que serviu como oficial da União durante a Guerra Civil e, depois do conflito, tornou-se ministro residente no Japão. Após estabelecer-se na Flórida, foi nomeado juiz associado da Suprema Corte do estado.
A casa era, originalmente, uma residência simples de quatro cômodos, com uma cozinha em uma edificação à parte nos fundos. No início dos anos 1920, uma expansão incorporou a cozinha original e resultou em 312 metros quadrado de área – agora com cinco quartos e três banheiros.
A fachada da casa tem cobertura central de duas águas bastante inclinadas, tábuas de empena extravagantes, suportes de telhado finamente decorados e uma ampla varanda. Um par de portas francesas no segundo andar ecoa o desenho da porta da frente diretamente abaixo. Elas podem ser abertas para uma pequena varanda simultaneamente. A propriedade inclui um celeiro e uma doca. Acredita-se que seja a mais antiga casa sobrevivente em Hazzard’s Bluff.
A localização acima das águas ajudou a casa a enfrentar muitas tempestades – enquanto as demais construções locais são regularmente inundadas durante os furacões, esta casa permanece acima das cheias. O segredo é uma rara porção de terra elevada na região.
De 1956 até o momento, a casa pertenceu à mesma família, que preservou seu caráter histórico. Assim, elementos originais, como as portas trabalhadas, paredes e tetos com painéis de alças e balaústres de alpendres esculpidos foram cuidadosamente mantidos.
Colocada à venda por US$ 799 mil por Janie Coffey, diretora executiva de vendas da Compass Real Estate em Jacksonville e Nordeste da Flórida, a casa é uma joia rara para quem aprecia um pedaço da história com uma excelente localização.
Disponível em https://forbes.uol.com.br/forbeslife/2019/03/parte-da-historia-dejacksonville- esta-a-venda/
O pronome destacado no quarto parágrafo retoma o termo
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Sobre estar sozinho
01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas
02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O
03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista
04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,
05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,
07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que
08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais
10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da
11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se
12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco
13 romântica, por sinal.
14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo
15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o
16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de
17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a
18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,
19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um
20 companheiro de viagem.
21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se
22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada
23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do
24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e
25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é
26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for
27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas
29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de
30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do
31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para
32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que
33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo
35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de
36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,
37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de
38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há
39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.
Na frase “Se sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante” retirada do texto, por qual conjunção ou locução conjuntiva o termo “se” poderia ser substituído de modo a se preservar o sentido original da mensagem, continuando a expressar uma condição?
Leia o trecho de texto a seguir para responder às questões 12 e 13.
- Preconizo que um príncipe não tenha outro objeto de preocupações nem outros pensamentos
- a absorvê-lo, e que tampouco se aplique pessoalmente a algo que fuja aos assuntos da guerra
- e à organização e disciplina militares, porquanto apenas estes concernem à única arte atinente
- ao seu comando. [...] Essa arte é de tal importância [...] que não somente ela afirma no poder
- aqueles que têm o principado do berço, mas não raro faz com que homens em condição
- (fortuna) privada ascendam a esta dignidade.
MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Porto Allegre: L&PM, 1999
A respeito dos vínculos de coesão textual estabelecidos por alguns pronomes, pode-se afirmar:
I- “O” (-lo) e “SEU” (linhas 2 e 4), referem-se, ambos, a um mesmo referente citado no início do trecho.
II- “...ela afirma no poder aqueles que têm o principado do berço,” (linhas 4 e 5). A palavra destacada é um pronome relativo e tem como referente “ela” (linha 5).
III- O pronome “AQUELES” (linha 5) tem como referente um elemento extratextual.
IV- “ESTA” (linha 6) está empregado em desacordo com a norma gramatical, para se adequar à norma deveria ter sido usado “ESSA”, pois refere-se a um elemento textual já citado no texto.
Está CORRETO o que se afirma em
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.
O padeiro
- Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas
- não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre
- a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o
- trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem
- o que do governo.
- Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando
- de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a
- campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
- —Não é ninguém, é o padeiro!
- Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
- “Então você não é ninguém?”
- Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha
- de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro
- perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não, senhora, é o padeiro”.
- Assim ficara sabendo que não era ninguém…
- Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava
- falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho
- noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina —
- e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina,
- como pão saído do forno.
- Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para
- casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal
- e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele
- homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas.
BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. 27 ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.p. 319.
Sob o aspecto da organização microestrutural, o texto apresenta mecanismos variados de coesão referencial para garantir a textualidade.
Analise as justificativas apresentadas na sequência e assinale V, para Verdadeiro ou F, para Falso.
( ) “Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido.” (Linha 12) O pronome demonstrativo “aquilo” explicita e confirma o que se disse antes.
( ) Ocorre retomada por meio do pronome relativo em destaque no trecho: (linhas 3-4). “De resto não é bem uma greve, é um lockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno”.
( ) Em: “Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para...” (linha 16). Os pronomes destacados têm o mesmo referente textual.
( ) Em: “Eu não quis detê-lo....” (Linha 16) Ocorre retomada do pronome pessoal “ele” (linha 16) por meio do pronome oblíquo “o” para evitar repetição e se ajustar à norma culta da língua.
( ) Ocorre retomada por meio do pronome relativo, conforme ilustrado em: “...além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar...” (linha 22).
A sequência CORRETA é:
Instrução: Para responder às questões de números 31 a 40, consulte o texto abaixo quando necessário.
Desejar o bem a outras pessoas pode aliviar a ansiedade, diz estudo
- Praticar atividade física, fazer atividades que _____ prazer, meditar… Por mais
- prazerosos que esses hábitos pareçam, _____-los na rotina, muitas vezes, acaba deixando o dia
- a dia mais estressante do que o contrário. Claro que uma vida saudável (física e
- emocionalmente) passa por essas atividades, mas __ maneiras ainda mais singelas de melhorar
- a sensação de bem-estar. O simples fato de olhar para outra pessoa e desejar sua felicidade,
- por exemplo, pode diminuir sintomas como estresse e ansiedade.
- É o que mostra um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de
- Iowa, nos Estados Unidos, e publicado no periódico científico Journal of Happiness Studies. O
- experimento pediu que os participantes caminhassem por 12 minutos e focassem em
- determinados pensamentos ao encontrar outras pessoas.
- Os voluntários da pesquisa foram divididos em quatro grupos, cada um encarregado de
- imaginar algo diferente enquanto batia o olho em outro indivíduo. Nada de dar uma de bom-moço
- de propósito: todos foram encorajados ___ produzir pensamentos e sensações genuínas
- durante o teste.
- O primeiro grupo devia desejar felicidade a quem encontrasse, mentalizando a frase “Eu
- desejo que essa pessoa seja feliz”. O segundo se concentrou em pensar na conexão que eles
- possuem com o outro, imaginando que pudessem manter uma ambição ou sentimentos em
- comum, por exemplo. Participantes do terceiro grupo deveriam focar apenas em si mesmos,
- colocando o próximo em um patamar inferior durante a troca de olhares. Já o quarto serviu
- como “controle”. Quem ficou neste grupo deveria levar em conta apenas o aspecto visual das
- pessoas, como as roupas e cores que estavam vestindo.
- Antes e depois do experimento, os pesquisadores fizeram entrevistas com cada
- participante para medir níveis de ansiedade e estresse. O grupo dedicado a mentalizar a
- felicidade se sentiu mais empático, preocupado com o outro e, principalmente, feliz. Da mesma
- forma, o segundo grupo, que deveria tentar se colocar no lugar do outro, apresentou maiores
- níveis de empatia e conexão.
- Como é de se imaginar, o terceiro grupo, o dos soberbos, não teve melhora em nenhuma
- das características. Esse dado contrasta resultados de pesquisas anteriores, que mostraram que
- o ato de se comparar com outras pessoas poderia amenizar o sentimento de alguém que
- estivesse mal consigo mesmo ou com baixa autoestima. Esse tipo de estratégia competitiva,
- aliás, já foi relacionada como causa de depressão e ansiedade.
- Desejar o bem ao próximo faz bem independentemente da personalidade. A pesquisa
- também mostra que tantas pessoas naturalmente empáticas quanto as mais narcisistas
- aproveitam os benefícios dos bons pensamentos. Precisa dar uma amenizada na correria do dia
- a dia? Mandar pensamentos positivos para seu vizinho pode ser uma boa.
(Fonte: Maria Clara Rossini - https://super.abril.com.br/comportamento - texto adaptado, publicado em 5 abril 2019)
Analise as seguintes assertivas em relação à coesão e à coerência textuais, conforme preconiza Koch:
I. Os pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos são considerados mecanismos de coesão.
II. A substituição consiste na colocação de um item em lugar de outro(s) elemento(s) do texto, ou até mesmo de uma oração inteira.
III. A conjunção (ou conexão) permite estabelecer relações significativas específicas entre elementos ou orações de um texto.
IV. A coesão lexical é obtida por meio de dois mecanismos: a interpelação de um termo ou o uso de termos de significados independentes.
Quais estão corretas?
O jornal El país publicou entrevista sobre o avanço do câncer, feita com a pesquisadora Teresa Macarulla (disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/02/ciencia/1564748316_920745.html). A seguir é apresentado um trecho dessa entrevista. Numere a coluna da direita, relacionando as respostas com as respectivas perguntas da coluna da esquerda.
1. O câncer corre mais que vocês, os pesquisadores? |
( ) Pela primeira vez encontramos um tratamento personalizado para um câncer que até agora só se tratava com quimioterapia. Os pacientes com uma mutação BRCA1 e BRCA2 pela primeira vez contam com um fármaco para eles que, além disso, tem menos efeitos secundários que a químio. |
2. Porque a pesquisa de que você participou é importante? |
( ) Acho que não. Se o câncer avança, não o podemos parar, então o que tentamos com cada paciente é nos antecipar com os tratamentos e freá-lo, pará-lo. |
3. A Sociedade Europeia de Oncologia Médica defende o pagamento dos fármacos segundo os resultados obtidos no paciente. O que você pensa disso? |
( ) É uma boa opção tentar intercalar essas medidas que tornam o sistema mais sustentável. E isso envolve a indústria farmacêutica também. O que queremos, afinal, é que todos os nossos pacientes tenham disponibilidade de fármacos. |
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?
01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,
02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se
03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também
04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam
05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.
06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos
07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem
08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram
09 – mas algo lhes falta.
10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo
11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há
12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.
13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.
14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus
15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão
16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio
17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando
18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo
19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.
20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que
21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão
22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,
23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam
24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não
25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam – como
26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.
27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar
28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela
29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.
30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente
31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,
32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros
33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não
34 sentiriam falta; elas nem notariam.
35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,
36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando
37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no
38 mundo poderia.
39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____
40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas
41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,
42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.
Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.
A respeito da ocorrência de pronomes no texto, analise as seguintes assertivas:
I. O pronome ‘eles’ (l. 07) retoma ‘danos’ (l. 06).
II. O pronome ‘lhes’ (l. 09) retoma ‘corpos saudáveis’ (l. 07).
III. O pronome ‘lhes’ (l. 15) retoma ‘outras pessoas’ (l. 14).
Quais estão INCORRETAS?
Leia a charge, para responder às questões de números 14 e 15.
(Ivan Cabral. Disponível em: http://www.ivancabral.com. Acesso em:
23.09.2019)
A alternativa que expressa com correção e coerência o texto da charge é:
Leia o poema, para responder às questões de números 01 a 03.
Aninha e suas pedras
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
(Cora Coralina, Vintém de cobre: meias confissões de Aninha)
Assinale a alternativa em que os versos – Não te deixes destruir / Recria tua vida, sempre, sempre / Remove pedras e planta roseiras e faz doces / Recomeça – estão reescritos corretamente, mantendo a coerência temporal e a uniformidade de pessoa no emprego das formas verbais.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Por que você precisa se tornar um professor empreendedor?
01 O professor como conhecemos hoje, exclusivamente atrelado ___ uma instituição de
02 ensino, aos poucos, dará espaço a um profissional capaz de preencher a lacuna existente entre o
03 docente tradicional, o administrador e o formulador de políticas educacionais. Estamos falando do
04 chamado teacherpreneur, ou professor-empreendedor em tradução livre. Afirmo isto diante da
05 realidade de que, apesar dos avanços tecnológicos, a maioria das escolas conta com uma
06 hierarquia que separa as pessoas que criam políticas educacionais (administradores) daquelas
07 que realmente entregam a educação (professores)
08 Essa história de compartimentalização muda com o professor-empreendedor, que além de
09 estar no dia ___ dia no ambiente escolar, sai da sala de aula para interagir com múltiplos
10 domínios da educação. Assim, em termos gerais, um professor-empreendedor envolve-se na
11 liderança educacional, escreve seus próprios currículos, pesquisa metodologias educacionais,
12 aprende a usar diferentes tecnologias, cria cursos próprios e os vende ou disponibiliza
13 gratuitamente em plataformas digitais, educa outros professores e até trabalha para reformar as
14 políticas educacionais oficiais.
15 Esse novo educador tem como característica fundir a imagem do professor inovador com a
16 liderança empreendedora que assume riscos para criar seu próprio lugar no mundo profissional.
17 São pessoas empenhadas em criar uma cultura de criatividade e reflexão na sala de aula, mas
18 que também pensam suas ações para além deste espaço, pois têm consciência de que o
19 aprendizado e lições valiosas não devem ficar restritos aos bancos escolares.
20 A possibilidade de se tornar um professor-empreendedor pode ser uma das soluções para
21 reverter o crescente desinteresse pela carreira e conter o êxodo para o mundo administrativo,
22 movimento geralmente resultante de salários pouco competitivos, dificuldades em lidar com os
23 alunos e até mesmo o esgotamento físico e mental que muitos alegam ao deixar a educação. É
24 um caminho possível para ajudar aqueles professores talentosos e dedicados a permanecerem
25 entusiasmados com sua profissão e a compartilharem suas melhores práticas. A chave aqui é que
26 o educador crie uma maneira diferente de navegar na profissão sem abandoná-la ou perder a
27 vontade de ensinar.
28 Mas o que os teacherpreneurs estão produzindo agora?
29 Como exemplo de professores-empreendedores, podemos nos pautar por vários cases de
30 sucesso, tanto no exterior como aqui mesmo no Brasil. São educadores que resolveram criar seu
31 próprio produto ou serviço para solucionar problemas que eles ou seus colegas encontraram na
32 sala de aula, desenvolvendo soluções criativas para educação.
33 Este é o caso do professor de História de uma escola pública localizada no Bronx, Charles
34 Best, que fundou o site DonorsChoose.org, uma plataforma de financiamento coletivo de projetos
35 escolares direcionados ___ rede pública norte-americana. Em 2000, Charles Best propôs que
36 seus alunos lessem “Little House on the Prairie”. Enquanto fazia fotocópias do único livro
37 disponível na escola, pensou em todo o dinheiro que ele e seus colegas gastavam em livros e
38 materiais de apoio para lecionar. Foi então que ele imaginou que talvez houvesse pessoas que
39 gostariam de colaborar com projetos educacionais, desde que pudessem acompanhar para onde
40 seu dinheiro estava indo.
41 Best esboçou um site onde os professores poderiam postar solicitações de projetos de sala
42 de aula e os doadores poderiam escolher os que desejariam apoiar. Seus colegas postaram os
43 primeiros onze pedidos. Hoje, a plataforma é utilizada em todo os Estados Unidos. Quando o
44 projeto atinge a meta de doações em dinheiro, a organização do DonorsChoose entrega os
45 materiais necessários – que vão desde livros e giz de cera até microscópios e equipamentos
16 esportivos – e envia para os doadores um extrato detalhado, indicando como cada dólar foi
47 utilizado.
48 Como se tornar um professor empreendedor?
49 Os exemplos mostram o quanto os professores empreendedores têm a oportunidade de
50 afetar a política educacional, impactando a sociedade e gerando inovação no ensino, sem
51 estarem necessariamente atrelados a uma instituição ou sala de aula convencional. Eles geram
52 renovação e entusiasmo, além de experiências mais eficazes e enriquecedoras para todo o
53 sistema educacional. Em certo sentido, eles dão um passo adiante para alcançar um estado de
54 aprendizado mais engajado e simplificado.
55 Abrir-se para a possibilidade de se transformar num professor-empreendedor é
56 importante porque traz um novo olhar sobre o ensino-aprendizado e sobre suas próprias
57 possibilidades como educador e pessoa. A profissão de professor não vai acabar, mas vai se
58 transformar profundamente. É importante se perguntar se você quer acompanhar esta mudança
59 ou não. Pelo que já estamos vendo, será uma ótima jornada. Você não vai querer ficar fora
60 desta, vai?
(Luciana Allan – Revista Exame – 14/02/2019 – disponível em: https://exame.abril.com.br/ - adaptação)
Considerando o emprego dos recursos coesivos, analise as assertivas a seguir:
I. Na linha 08, o pronome “Essa” retoma a ideia de “compartimentalização” expressa no parágrafo anterior.
II. Na linha 23, temos o pronome relativo “que”, cujo referente é a palavra “soluções”, na linha 20.
III. Na linha 42, em “os que desejariam apoiar”, o pronome pessoal “os” tem como referente a palavra “doadores” (l. 42).
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Por que 2019 poderá ser o melhor ano da história da humanidade?
- O início de cada ano nos inunda com uma aura de otimismo, não é mesmo? Acreditar que
- tudo vai dar certo nos dá ânimo e coragem para seguir adiante. Afinal, quem não deseja ver um
- mundo mais justo, onde seja possível realizar sonhos, alcançar metas, ter uma vida mais
- próspera, digna e saudável?
- Mas, ao longo do ano, o bombardeio de notícias ruins vai enfraquecendo esse otimismo,
- chegando ao ponto de muitas pessoas perderem o ânimo e até a esperança na humanidade. Mas
- será que a humanidade não tem jeito mesmo? Estamos retrocedendo?
- Para acender uma luz sobre esse paradigma tão arraigado em nossas mentes, o jornalista
- Nicholas Kristof do New York Times, através da compilação de dados de pesquisas, publicou o
- artigo Why 2018 Was the Best Year in Human History! (Porque 2018 foi o melhor ano na história
- da humanidade!). O trabalho do autor foi elencar números que sustentam um otimismo legítimo
- e mostram como estamos evoluindo globalmente em questões essenciais.
- Compartilho aqui alguns desses números, para entendermos como foi possível essa
- afirmação tão positiva:
- -Segundo Max Roser, da Oxford University, durante 2018, a cada dia do ano, em média, 295.000
- pessoas tiveram acesso ___ eletricidade pela primeira vez em suas vidas;
- -Por dia, outras 305.000 pessoas desfrutam de água tratada e 602.000 pessoas acessaram ___
- internet pela primeira vez;
- -Nunca antes tantas pessoas foram alfabetizadas e alcançaram tamanha longevidade;
- -Em 2018, menos de 10% da população mundial viveu em situação de extrema pobreza, em
- comparação com a década de 80, quando 44% viviam nessa triste situação.
- Confesso que me entusiasmei ao ler o artigo. Em seguida, ao ampliar minhas pesquisas
- sobre o assunto, encontrei o trabalho brilhante do psicólogo Steven Pinker – nomeado em 2004
- como uma das pessoas mais influentes pela Revista Time.
- Pinker compartilha da mesma visão de Nicholas, o que fica claro ao assistir
- ao TED gravado por Pinker em abril de 2018, no qual ele traz uma quantidade impressionante de
- dados que comprovam o nosso progresso como humanidade em vários quesitos. A mensagem
- fica clara: podemos, sim, desconstruir uma visão pessimista de mundo. Isso não significa perder
- noção da realidade ou fechar os olhos para problemas, pelo contrário, valorizar essas conquistas
- nos dá mais inspiração para melhorar! Muitos outros passos ainda precisam ser dados
- globalmente nas mais variadas áreas, mas saber dessas informações nos reabastece de
- otimismo.
- Me pergunto, se houvesse uma pesquisa sobre qual a percepção das pessoas sobre a
- situação global, talvez tivéssemos números muito mais desanimadores do que os reais,
- apresentados por Nicholas e Pinker. Não acha próprio celebrarmos esse degrau que subimos em
- direção ___ mais civilidade? Principalmente por ser resultado de esforços individuais e de um
- grande esforço coletivo, afinal cocriamos dia a dia nossa própria realidade.
- Justiça, equidade, civilidade, tolerância e fraternidade são alguns exemplos de valores que
- estão por trás dos avanços apresentados nas pesquisas citadas, mas que ainda precisam
- ser aperfeiçoados para contemplarmos cada vez mais nossas necessidades, respeitarmos as
- diferenças e celebrarmos o que nos une: nosso senso de humanidade. Filosofia ___ parte,
- tangibilizar esses conceitos melhoram na prática a vida dos seres humanos em qualquer canto
- desse mundo.
- Meu desejo este ano é que a gente consiga manter o otimismo vivo, para realizar ainda
- mais sonhos individuais e coletivos, permanecendo atentos à realidade e não ao sensacionalismo.
- Assim será mais fácil fazermos nossa parte e contribuirmos para que 2019 seja o melhor ano da
- história da humanidade!
- Idealizadores do Walk and Talk, Luah Galvão e Danilo España deram uma Volta ao Mundo
- por mais de 2 anos e visitaram 28 países para entender o que motiva pessoas. Em seguida
- fizeram o Caminho de Compostela, entrevistando peregrinos sobre superação. Fecharam a tríade
- de viagens pesquisando “Resiliência” no projeto que batizaram de “Expedição Perú” e
- compartilham suas descobertas através de palestras e workshops por todo o Brasil.
Danilo España – Revista Exame – 16/01/2019 – Disponível em https://exame.abril.com.br/ - Adaptação)
Considerando o emprego de recursos coesivos, analise as assertivas a seguir:
I. Na linha 05, o pronome demonstrativo “esse” é empregado somente devido a sua relação com a palavra posterior “otimismo”.
II. A referência da expressão “no qual” (l. 26) é a sigla “TED”, também na linha 26.
III. Na linha 34, a expressão “os reais” tem como referência a palavra “desanimadores”, elíptica nessa expressão.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
https://super.abril.com.br/c iencia/confianca-da-populacao-nos- cientistas-cai-no-brasil- e-sobe-noseua/
Em relação aos processos de coesão textual, analise as assertivas abaixo:
I. Na linha 16, “a” retoma “população” (l. 15).
II. O “que” da linha 18 está funcionando como um pronome relativo.
III. Na linha 33, “-la” retoma “divulgação científica”, na mesma linha.
Quais estão corretas?
Texto para responder às questões de 01 a 05.
A gestação do povo brasileiro, a universidade e o saber popular
[...] As universidades são urgidas a buscar um enraizamento orgânico nas periferias, nas bases populares e nos setores ligados diretamente à produção. Aqui pode se estabelecer uma fecunda troca de saberes, entre o saber popular, de experiências feito, e o saber acadêmico, constituído pelo espírito crítico; dessa aliança surgirão seguramente novas temáticas teóricas nascidas do confronto com a anti-realidade popular e da valorização da riqueza incomensurável do povo na sua capacidade de encontrar, sozinho, saídas para os seus problemas. Aqui se dá a troca de saberes, uns completando os outros, no estilo proposto pelo prêmio Nobel de Química (1977) Ilya Prigorine (cf. A nova aliança, UNB 1984).
Deste casamento, se acelera a gênese de um povo; permite um novo tipo de cidadania, baseada na con-cidadania dos representantes da sociedade civil e acadêmica e das bases populares que tomam iniciativas por si mesmos e submetem o Estado a um controle democrático, cobrando-lhe os serviços básicos especialmente para as grandes populações periféricas.
Nestas iniciativas populares, com suas várias frentes (casa, saúde, educação, direitos humanos, transporte coletivo etc.), os movimentos sociais sentem necessidade de um saber profissional. É onde a universidade pode e deve entrar, socializando o saber, oferecendo encaminhamentos para soluções originais e abrindo perspectivas às vezes insuspeitadas por quem é condenado a lutar só para sobreviver. [...]
(BOFF, Leonardo. A gestação do povo brasileiro, a universidade e o saber popular. Disponível em: https://leonardoboff.wordpress.com/2014/03/01/a-gestacao-do-povo-brasileiro-a-universidade-e-o-saber-popular/. Acesso em: 09/2019. Fragmento.)
Sobre o segmento “Aqui pode se estabelecer uma fecunda troca de saberes”, tendo em vista o contexto apresentado, pode-se afirmar que:
Leia o texto a seguir, de modo a responder às questões 08 e 09:
Principais dúvidas sobre previdência privada
---
1------A expectativa à reforma da Previdência fez crescer o interesse dos brasileiros pela previdência complementar. De
2 acordo com um levantamento do buscador de aplicações financeiras Yubb, houve um salto de 14 vezes no volume de
3 consultas sobre os planos privados em fevereiro deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado – em
4 2018, foram 66 000; este ano, 987 000. Aumentam as buscas e o interesse, e surgem também as dúvidas.
5------Perguntamos a três especialistas as principais hesitações dos investidores sobre previdência privada. O
6 economista Sérgio Dias, o consultor tributário Francisco Arrighi e a planejadora financeira Annalisa Dal Zotto
7 responderam;
8 PREVIDÊNCIA PRIVADA É INDICADA PARA TODO MUNDO?
9 ------A previdência privada é indicada para quem não pretende viver somente com o benefício do INSS. Também é
10 indicada para quem não recolhe INSS e para os autônomos.
11 ------COM QUE IDADE DEVO COMEÇAR?
12------ O ideal é que se comece com um plano previdenciário o mais cedo possível, pois os valores acumulados serão
13 bem maiores na época da aposentadoria.
14------EXISTE UM VALOR MÍNIMO PARA INVESTIR NA PREVIDÊNCIA PRIVADA?
15------O valor mínimo de investimento varia de acordo com cada instituição. Em alguns lugares, pode ser de até 1 real.
.....
(Fragmento textual retirado da Rev. Você/Sa, junho/19)
O texto que se apresenta como resposta à primeira dúvida é desenvolvido sob a forma de dois períodos justapostos: “(1) A previdência privada é indicada para quem não pretende viver somente com o benefício do INSS. (2) Também é indicada para quem não recolhe INSS e para os autônomos”.
Transformando a estrutura em um período composto, no qual se mantenha a relação de adição, por meio da correlação, tem-se como resultado:
“A previdência privada é indicada _____________ para quem não pretende viver somente com o benefício do INSS____________ para quem não recolhe INSS e para os autônomos”.
Dentre as várias possibilidades de combinação expostas na sequência, assinale a que NÃO se adequa à orientação proposta.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A sabedoria dos patos
- Certa vez estava ouvindo um programa de rádio em que achei muito interessante a
- abordagem motivacional e metafísica que o professor e terapeuta Marcello Cotrim levantou para
- elucidar que os patos têm uma sabedoria maravilhosa a nos transmitir. Ele fez um comparativo
- entre os arquétipos da águia e do pato. A águia é um animal lindíssimo, tem força, tem
- resistência, tem longevidade, tem uma visão de longo alcance, voa acima das nuvens. Além
- disso, existe uma famosíssima lenda da renovação da águia, segundo a qual, quando chega à
- metade do seu tempo de vida, ela passa por um processo doloroso de renovação das penas, das
- unhas e do bico. Ela vai para as mais altas montanhas e fica lá, solitária, batendo o bico nas
- pedras até ele cair, depois espera pacientemente que nasça um novo. Em seguida, ela arranca as
- penas e unhas e se prepara para um novo ciclo de vida.
- Essa lenda da renovação da águia é vista por nós como o processo de sofrer para crescer,
- sofrer para se renovar, viver a solidão para conseguir se superar, etc. Se observarmos bem, o
- arquétipo da águia é como o de um mártir, alguém que sofre, mas que se torna maior do que as
- outras pessoas, se torna indelével. No mundo em que vivemos, quase todos querem se tornar
- inesquescíveis, porque isso soa bonito, dá uma sensação imensa de ser importante, de ser
- insubstituível. Porém, o risco está em querer ser águia o tempo inteiro. Isso é muito
- desgastante, é você se esforçar para ser sempre o melhor em tudo e alcançar patamares
- incomparáveis. A grande verdade é que ninguém consegue ser o melhor em tudo, e o barato da
- vida é exatamente esse, porque dessa forma podemos nos unir com outras pessoas, podemos
- pedir ajuda e fazer parcerias interessantes.
- Essa ideia coletiva que se tem das águias reforça um perfil mais egoísta e autossuficiente,
- como se não precisássemos uns dos outros. É nessa hora que entra a figura do pato. Ele é meio
- desengonçado na forma de andar, sabe nadar, mas não é exímio nadador, também consegue
- voar, mas não alcança grandes alturas, não sabe fazer voos rasantes, etc. Perceba! Ele consegue
- transitar pela terra, pela água e pelo ar. Que animal além dele consegue fazer isso? Em outras
- palavras, o pato é multitarefas. Tem talentos diversos, mas está longe de ser um especialista em
- suas capacidades. Olhar para esse animal e pegar esse modelo para a nossa vida é incrível,
- porque a vida não nos exige que sejamos os melhores em tudo e o tempo todo. Somos nós que
- nos autoimpomos esse padrão que, por vezes, chega até a nos adoecer.
- No mundo hipermoderno que vivemos hoje, o ideal é que desenvolvamos nossos potenciais
- diversos, sem querermos ser os melhores em tudo. Vale ressaltar que existem águias em todas
- as áreas da vida e em todas as profissões, mas não adianta ficar se comparando, porque na
- comparação nos menosprezamos e deixamos de fazer algo bom, que poderia ajudar a nós
- mesmos e aos outros. Por exemplo, eu escrevo bem, mas sei que não sou o melhor na arte da
- escrita. Não sou um Machado de Assis, porém, se eu não escrevesse, seria menos feliz e
- realizado do que sou e deixaria de levar conhecimentos e consciência para centenas de pessoas.
- Gosto de jogar basquete, mas estou longe, absolutamente longe de ser um Michael Jordan ou
- Lebron James. Se me comparasse com esses gladiadores do basquete nem pisaria numa quadra,
- deixaria de me exercitar e de me divertir com esse lindo esporte.
- Poderia citar mais exemplos, mas com esses acho que já deu para você entender! O resumo
- de tudo é isso. Faça! Não queira se comparar com as águias. Sempre existirão águias em todas
- as áreas, mas entre ser uma águia, perita em apenas uma coisa, e ser um pato, que se esforça
- para desenvolver diversos talentos, sem autoexigência, é preferível ser como um pato! Sem
- contar que os patos vivem em bandos, eles muito facilmente se organizam em equipe e não tem
- o pato-alfa, que lidera a todos, não! Imitando o arquétipo do pato podemos até ser amigos
- melhores, sem querermos ser o chefe, o comandante.
Texto adaptado especialmente para esta prova.
Disponível em: https://www.contioutra.com/a-sabedoria-dos-patos/.
Os pronomes têm a propriedade de funcionar como um recurso coesivo, assegurando ao texto coerência e, portanto, unidade de sentido. Tomando-se por base esse pressuposto, analise as seguintes afirmações:
I. O pronome “Ele” (l. 03) está retomando “o professor e terapeuta Marcello Cotrim”.
II. O pronome “Ela” (l. 08) está retomando “vida”.
III. O pronome “esse” (l. 27) está retomando “águia”.
Quais estão corretas?
A tirinha servirá de base para a questão:
Quanto à regência, coesão e ortografia, julgue as afirmativas acerca do texto:
I. A palavra “no entanto” no segundo quadrinho, pode ser substituída por “todavia”, sem alterar o sentido da frase;
II. O verbo ir no segundo quadrinho na frase “ela foi ao médico”, apresenta desvio da norma padrão;
III. A palavra “por que” está escrita de forma correta, pois indica uma pergunta, no início de frase, por isso é separado e sem acento;
IV. A regência do verbo querer, no último quadrinho, está correta, pois significa desejar, ter vontade, portanto, o verbo é transitivo direto.
Estão corretas:
Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:
Que tempos são esses?
1 __ Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece
2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um
3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...
4 __ No centro de tudo, a Palavra.
5 __ Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma
6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e
7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o
8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.
9 __ No centro de tudo, a Palavra.
10 __ Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.
11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o
12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social
13 ou da própria família.
14 __ No centro de tudo, a Palavra.
15 __ A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um
16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.
17 __ No centro de tudo, a Palavra.
18 __ Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se
19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar
20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina
21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.
22 __ No centro de tudo, a Palavra.
23 __ Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se
24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,
25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.
26 __ No centro de tudo, a Palavra.
27 __ Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras
28 sua bandeira:
29 __ “Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”
(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)
Considerando o trecho, a seguir, que finaliza o texto acima, avalie como verdadeiras(V) ou falsas(F) as proposições:
“[...] Que se escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos, bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.
Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras sua bandeira:
‘Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?’”
( ) O emprego do conector mas serve para introduzir uma ressalva, em tom irônico, dado que a autora, pressupondo o estranhamento quanto ao conteúdo das informações precedentes, já se adianta admitindo a dificuldade de mudança em tempos de tantos desencantos.
( ) Todas as frases introduzidas pelo item que expressam o desejo da autora de uma mudança no comportamento da sociedade; trata-se de frases exclamativas, ou desiderativas, constituindo-se, pois, como marcas de subjetividade na construção do texto.
( ) Ao encerrar o texto com a indagação feita pelo dramaturgo Bertold Brecht, a autora demonstra conformação com a realidade descrita e, assim, nega a possibilidade de mudança.
A sequência que responde CORRETAMENTE à questão é:
O pensamento a seguir é de autoria do escritor brasileiro Rubem Alves. Analise-o atentamente para responder às próximas questões.
“Somos donos dos nossos atos mas não donos dos nossos sentimentos. Somos culpados pelo que fazemos mas não pelo que sentimos. Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos. Atos são pássaros engaiolados. Sentimentos são pássaros em voo”.
Na primeira frase do parágrafo, o autor afirma que “somos donos dos nossos atos mas não donos dos nossos sentimentos”. Em relação ao termo “somos”, pode-se afirmar que diz respeito: