Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Q4296983 Português

Diagnóstico do câncer: estamos diante da próxima grande transformação?



Por Fernando Maluf





(Disponível em: forbes.com.br/colunas/2026/07/diagnostico-do-cancer-estamos-diante-da-proxima-grandetransformacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os elementos coesivos sublinhados nos trechos retirados do texto às funções que desempenham.



Coluna 1



1. Explicita uma ideia que se contrapõe a pontos apresentados anteriormente.


2. Explica ou reformula o que foi dito anteriormente.


3. Retoma uma informação apresentada antes, promovendo coesão referencial.


4. Introduz uma ideia de oposição e contraste.



Coluna 2



( ) “Isso mostra o quanto esse tema desperta interesse e esperança”.


( ) “Mas existe uma pergunta que mobiliza pesquisadores do mundo inteiro”.


( ) “Ou seja, identificar a doença quando ela ainda não é visível em exames de imagem”.


( ) “Mesmo assim, acredito que estamos diante de uma das áreas mais promissoras da oncologia”.



A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 

Alternativas
Q4296826 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

Título: Precisamos conversar

O grupo da família se chamava “Família Unida para Sempre”, embora, de tempos em tempos, alguém saísse ofendido e precisasse ser adicionado novamente.
Naquela terça-feira, às 7h12, quando a maioria ainda procurava coragem para levantar da cama, a tia Márcia escreveu:
— Precisamos conversar.
Foram apenas duas palavras, mas tiveram o efeito de um alarme de incêndio.
Às 7h13, a avó respondeu com uma imagem de “Bom dia” em que um gatinho segurava uma xícara de café, cercado por rosas brilhantes. Provavelmente não tinha entendido a gravidade da situação, ou talvez considerasse que nenhum problema familiar resistiria a um gatinho com café.
Às 7h14, o tio Roberto perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
Às 7h15, ele mesmo enviou um áudio de quatro minutos e trinta e sete segundos. Ninguém sabia como era possível produzir um áudio tão longo para perguntar se alguma coisa tinha acontecido. No meio da gravação, ouviam-se uma porta batendo, um cachorro latindo e alguém dizendo:
— Roberto, você vai querer pão?
A prima Júlia, de dezesseis anos, mandou apenas uma figurinha de um homem desmaiando. Em seguida, escreveu:
— Gente, tô nervosa.
O avô digitou:
— Quem está falando?
Embora participasse do grupo havia seis anos, ele ainda parecia surpreso com a presença de outras pessoas ali.
O pai, sempre prático, escreveu:
— Márcia, diga logo o que houve.
A mensagem foi visualizada por todos. Tia Márcia, porém, não respondeu.
Durante os dez minutos seguintes, a imaginação da família trabalhou com uma eficiência jamais vista. A mãe suspeitou de uma briga. O tio Roberto achou que alguém estivesse doente. Júlia perguntou se os pais pretendiam se separar, embora ninguém tivesse mencionado casamento algum. A avó enviou uma oração em letras maiúsculas, seguida de sete mãos juntas e três corações.
Então surgiu no grupo um número desconhecido:
— Bom dia. Quem é?
Era o entregador de gás. A avó o havia adicionado por engano.
Antes que alguém pudesse removê-lo, o homem escreveu:
— Também fiquei preocupado. Espero que esteja tudo bem.
Às 7h31, tia Márcia finalmente reapareceu:
— Calma, gente! Eu só queria saber quem vai levar a salada para o almoço de domingo.
Houve um silêncio digital.
O tio Roberto respondeu com outro áudio, desta vez de seis minutos. O pai saiu do grupo. A prima Júlia mandou uma figurinha de uma senhora fechando uma janela com violência. A mãe escreveu:
— Márcia, você não pode mandar “precisamos conversar” e desaparecer!
A tia explicou que havia entrado no banho e deixado o celular carregando.
A avó, tentando restaurar a paz, enviou mais um “Bom dia”, agora com um bebê fantasiado de girassol. Depois perguntou:
— Afinal, quem vai levar a salada?
Ninguém respondeu.
Foi então que o entregador de gás, ainda no grupo, escreveu:
— Eu posso levar. Faço uma ótima salada de batata. 
A proposta foi aceita imediatamente. Ele recebeu o endereço, o horário e três receitas diferentes enviadas pela avó.
No domingo, apareceu com a salada e um botijão novo, por garantia. Tornou-se amigo da família, ganhou o apelido de “primo do gás” e passou a participar de todos os almoços.
Quanto ao pai, foi adicionado novamente ao grupo.
Duas horas depois, saiu outra vez.

Fonte: Banca Elaborado
Os trechos “embora participasse do grupo havia seis anos”, “antes que alguém pudesse removê-lo” e “havia entrado no banho” foram condensados em um resumo. A redação que preserva as relações e os participantes do texto é:
Alternativas
Q4296820 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

Título: Precisamos conversar

O grupo da família se chamava “Família Unida para Sempre”, embora, de tempos em tempos, alguém saísse ofendido e precisasse ser adicionado novamente.
Naquela terça-feira, às 7h12, quando a maioria ainda procurava coragem para levantar da cama, a tia Márcia escreveu:
— Precisamos conversar.
Foram apenas duas palavras, mas tiveram o efeito de um alarme de incêndio.
Às 7h13, a avó respondeu com uma imagem de “Bom dia” em que um gatinho segurava uma xícara de café, cercado por rosas brilhantes. Provavelmente não tinha entendido a gravidade da situação, ou talvez considerasse que nenhum problema familiar resistiria a um gatinho com café.
Às 7h14, o tio Roberto perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
Às 7h15, ele mesmo enviou um áudio de quatro minutos e trinta e sete segundos. Ninguém sabia como era possível produzir um áudio tão longo para perguntar se alguma coisa tinha acontecido. No meio da gravação, ouviam-se uma porta batendo, um cachorro latindo e alguém dizendo:
— Roberto, você vai querer pão?
A prima Júlia, de dezesseis anos, mandou apenas uma figurinha de um homem desmaiando. Em seguida, escreveu:
— Gente, tô nervosa.
O avô digitou:
— Quem está falando?
Embora participasse do grupo havia seis anos, ele ainda parecia surpreso com a presença de outras pessoas ali.
O pai, sempre prático, escreveu:
— Márcia, diga logo o que houve.
A mensagem foi visualizada por todos. Tia Márcia, porém, não respondeu.
Durante os dez minutos seguintes, a imaginação da família trabalhou com uma eficiência jamais vista. A mãe suspeitou de uma briga. O tio Roberto achou que alguém estivesse doente. Júlia perguntou se os pais pretendiam se separar, embora ninguém tivesse mencionado casamento algum. A avó enviou uma oração em letras maiúsculas, seguida de sete mãos juntas e três corações.
Então surgiu no grupo um número desconhecido:
— Bom dia. Quem é?
Era o entregador de gás. A avó o havia adicionado por engano.
Antes que alguém pudesse removê-lo, o homem escreveu:
— Também fiquei preocupado. Espero que esteja tudo bem.
Às 7h31, tia Márcia finalmente reapareceu:
— Calma, gente! Eu só queria saber quem vai levar a salada para o almoço de domingo.
Houve um silêncio digital.
O tio Roberto respondeu com outro áudio, desta vez de seis minutos. O pai saiu do grupo. A prima Júlia mandou uma figurinha de uma senhora fechando uma janela com violência. A mãe escreveu:
— Márcia, você não pode mandar “precisamos conversar” e desaparecer!
A tia explicou que havia entrado no banho e deixado o celular carregando.
A avó, tentando restaurar a paz, enviou mais um “Bom dia”, agora com um bebê fantasiado de girassol. Depois perguntou:
— Afinal, quem vai levar a salada?
Ninguém respondeu.
Foi então que o entregador de gás, ainda no grupo, escreveu:
— Eu posso levar. Faço uma ótima salada de batata. 
A proposta foi aceita imediatamente. Ele recebeu o endereço, o horário e três receitas diferentes enviadas pela avó.
No domingo, apareceu com a salada e um botijão novo, por garantia. Tornou-se amigo da família, ganhou o apelido de “primo do gás” e passou a participar de todos os almoços.
Quanto ao pai, foi adicionado novamente ao grupo.
Duas horas depois, saiu outra vez.

Fonte: Banca Elaborado
No início do texto, o grupo se chama “Família Unida para Sempre”, embora alguns familiares saiam dele. No final, o entregador passa a conviver com a família, enquanto o pai deixa o grupo novamente. O que essa situação mostra? 
Alternativas
Q4296535 Português

Texto para a questão.


    O Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) é um instrumento que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda residentes em todo território nacional. Ele permite que o governo conheça melhor a realidade dessa população ao registrar informações como: endereço, características do domicílio, composição familiar, identificação de cada pessoa, escolaridade, situação de trabalho e renda, deficiência, entre outras.

    Nesse contexto, o Cadastro Único constitui‑se em importante ferramenta de apoio à formulação e à implementação de políticas públicas capazes de promover a melhoria de vida dessas famílias, na medida em que reúne um conjunto de dados que permite aos gestores o conhecimento dos riscos e das vulnerabilidades às quais a população de baixa renda está inserida.

    Além disso, o Cadastro Único é o principal instrumento utilizado para a seleção e a inclusão em programas federais, municipais, estaduais e distritais, tais como: Programa Bolsa Família; Programa DF Social; Programa Cartão Gás; Programa Gás do Povo; Tarifa Social de Energia Elétrica; Tarifa Social de Água; Carteira do Idoso; Isenção de taxas para concursos públicos; Telefone Social; Programa Pé‑de‑Meia; Programa Dignidade Menstrual; Programa Minha Casa, Minha Vida, dentre outros.

    Todavia, o cadastramento não garante a inclusão automática da família nos programas sociais. A seleção e a concessão nestes ocorrem de acordo com os critérios e procedimentos específicos de cada programa. O Cadastro Único é coordenado nacionalmente pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e, no Distrito Federal, pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes‑DF).


Internet: <sedes.df.gov.br> (com adaptações).

A progressão das informações no texto permite concluir que ele tem como finalidade
Alternativas
Q4295388 Português
O papel das cores nas aranhas


Quando se fala de coloração animal, provavelmente os exemplos mais populares são camaleões, que mudam de cor e se camuflam, ou aves que fazem danças exuberantes. Mas, quando o assunto são aranhas, é pouco provável que a cor delas seja a primeira característica que venha à mente.

No entanto, há muitos exemplos de aranhas com cores chamativas (ao menos, aos nossos olhos) e com funções fantásticas. Essas colorações podem, por exemplo, atrair presas, evitar predação, chamar a atenção de parceiros e controlar a temperatura corporal.

Algumas espécies de aranha da família Araneidae, que dependem de os insetos ficarem presos em suas teias para se alimentarem, são amarelas.

Essa característica levou os cientistas a se questionarem sobre o porquê de essas espécies terem essa cor. Principal hipótese: essa coloração imita a cor de flores, atraindo, assim, insetos polinizadores, os quais, de longe, não são capazes de diferenciar a aranha de uma flor.

Resultado: o inseto acaba caindo na teia e virando alimento para a aranha.

Então, ter coloração amarela seria uma estratégia evolutiva de aranhas que imitam flores? Nem sempre. Talvez, isso possa ajudá-las a não serem vistas por suas presas. Soa estranho, não? Afinal, amarelo é uma cor chamativa na natureza, e estamos acostumados a associar camuflagem a cores mais apagadas ou escuras, como um padrão esverdeado, cinza ou marrom.

Estratégias de camuflagem não são definidas por cores específicas, mas, sim, pela semelhança de cor entre o corpo do animal e o local onde ele se encontra. Seja em folhas (decompostas ou não) ou galhos, seja em frutos ou flores, animais camuflados diminuem a chance de serem vistos tanto por suas presas quanto seus predadores, por se assemelharem a algum desses 'fundos'.

Aranhas da família Thomisidae, por exemplo, ficam em flores de diferentes cores e podem mudar de coloração conforme o local onde estão. Mas essa alteração ocorre lentamente, podendo levar dias. Na França, em 2002, pesquisadores, por meio de estimativas matemáticas, viram que aranhas da espécie Thomisus onustus, nativas da Eurásia e África, podiam se camuflar em flores de cor rosa, minimizando a probabilidade de detecção por aves que as predam, e essa observação também vale para aranhas amarelas em flores amarelas.
Com base nas informações veiculadas no texto, julgue as afirmativas a seguir:
I.Depreende-se do texto que a associação, frequente no imaginário popular, entre camuflagem e cores apagadas ou escuras não encontra respaldo necessário nos mecanismos reais que definem esse tipo de estratégia na natureza.

II.Segundo o texto, a mudança de coloração observada em aranhas da família Thomisidae ocorre de forma comparável, em termos de velocidade, à mudança de cor característica dos camaleões mencionados no início do texto.

III.O estudo realizado na França em 2002, mencionado no texto, permite estender a mesma lógica de camuflagem observada em aranhas de coloração rosa para o caso de aranhas amarelas situadas sobre flores da mesma cor.

IV.A presença de cores chamativas não impede, necessariamente, que um animal esteja camuflado.


Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.
Alternativas
Q4295387 Português
O papel das cores nas aranhas


Quando se fala de coloração animal, provavelmente os exemplos mais populares são camaleões, que mudam de cor e se camuflam, ou aves que fazem danças exuberantes. Mas, quando o assunto são aranhas, é pouco provável que a cor delas seja a primeira característica que venha à mente.

No entanto, há muitos exemplos de aranhas com cores chamativas (ao menos, aos nossos olhos) e com funções fantásticas. Essas colorações podem, por exemplo, atrair presas, evitar predação, chamar a atenção de parceiros e controlar a temperatura corporal.

Algumas espécies de aranha da família Araneidae, que dependem de os insetos ficarem presos em suas teias para se alimentarem, são amarelas.

Essa característica levou os cientistas a se questionarem sobre o porquê de essas espécies terem essa cor. Principal hipótese: essa coloração imita a cor de flores, atraindo, assim, insetos polinizadores, os quais, de longe, não são capazes de diferenciar a aranha de uma flor.

Resultado: o inseto acaba caindo na teia e virando alimento para a aranha.

Então, ter coloração amarela seria uma estratégia evolutiva de aranhas que imitam flores? Nem sempre. Talvez, isso possa ajudá-las a não serem vistas por suas presas. Soa estranho, não? Afinal, amarelo é uma cor chamativa na natureza, e estamos acostumados a associar camuflagem a cores mais apagadas ou escuras, como um padrão esverdeado, cinza ou marrom.

Estratégias de camuflagem não são definidas por cores específicas, mas, sim, pela semelhança de cor entre o corpo do animal e o local onde ele se encontra. Seja em folhas (decompostas ou não) ou galhos, seja em frutos ou flores, animais camuflados diminuem a chance de serem vistos tanto por suas presas quanto seus predadores, por se assemelharem a algum desses 'fundos'.

Aranhas da família Thomisidae, por exemplo, ficam em flores de diferentes cores e podem mudar de coloração conforme o local onde estão. Mas essa alteração ocorre lentamente, podendo levar dias. Na França, em 2002, pesquisadores, por meio de estimativas matemáticas, viram que aranhas da espécie Thomisus onustus, nativas da Eurásia e África, podiam se camuflar em flores de cor rosa, minimizando a probabilidade de detecção por aves que as predam, e essa observação também vale para aranhas amarelas em flores amarelas.
"Aranhas da família Thomisidae, por exemplo, ficam em flores de diferentes cores e podem mudar de coloração conforme o local onde estão. Mas essa alteração ocorre lentamente, podendo levar dias. Na França, em 2002, pesquisadores, por meio de estimativas matemáticas, viram que aranhas da espécie Thomisus onustus, nativas da Eurásia e África, podiam se camuflar em flores de cor rosa, minimizando a probabilidade de detecção por aves que as predam, e essa observação também vale para aranhas amarelas em flores amarelas."
Considerando os mecanismos de coesão e coerência, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.

(__)A expressão 'essa alteração' constitui um mecanismo de coesão referencial, pois retoma e sintetiza o processo de mudança de coloração mencionado na oração anterior, referente às aranhas da família Thomisidae.

(__)O pronome relativo 'que', em 'aves que as predam', exerce função anafórica ao retomar o substantivo 'aves', estabelecendo, na oração subordinada adjetiva, a relação sujeito-predicado em que 'aves' pratica a ação de predar.

(__)A expressão 'essa observação', ao final do trecho, retoma prioritariamente o procedimento metodológico empregado pelos pesquisadores, as estimativas matemáticas.

(__)No trecho 'podem mudar de coloração', há elipse de forma nominal, recuperável a partir da oração anterior, à qual se liga pela conjunção coordenativa 'e'.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo. 
Alternativas
Q4295285 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


A ansiedade de alta performance: quando a maior pressão vem de dentro


Bruno Rosa*


A pressão no trabalho nem sempre vem do chefe, das metas ou das cobranças externas. Muitas vezes, ela nasce dentro do próprio profissional, que sente necessidade de responder rapidamente a todas as mensagens, entregar antes do prazo, antecipar problemas, estar sempre disponível e provar seu valor o tempo todo.

Mesmo quando ninguém está cobrando diretamente, esse profissional continua se cobrando. A agenda cheia passa a ser vista como sinal de importância, o descanso parece perda de tempo, delegar tarefas gera insegurança e dizer “não” parece falta de comprometimento.

Essa cobrança constante pode se disfarçar de ambição, responsabilidade e alta performance. Afinal, buscar crescimento e excelência não é um problema. O problema aparece quando a régua interna deixa de ter limites e o profissional passa a acreditar que precisa estar sempre produzindo, acelerado e disponível.

Com o tempo, a busca por resultados deixa de gerar satisfação e começa a consumir energia. A pessoa pode ter dificuldade para se desconectar do trabalho, sentir culpa ao descansar e permanecer em estado de alerta mesmo fora do expediente. O corpo está em casa, mas a mente continua presa às tarefas, mensagens e preocupações do dia seguinte.

Os dados ajudam a dimensionar esse problema. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a ansiedade e a depressão provocam a perda de aproximadamente 12 bilhões de dias de trabalho por ano, com um impacto estimado em US$ 1 trilhão na produtividade global. Esses números mostram que a saúde mental não é apenas uma questão individual, mas também um tema importante para as empresas e para a sociedade.

A cultura da disponibilidade permanente é um exemplo. Responder a uma mensagem fora do horário pode parecer uma atitude isolada de comprometimento. Porém, quando isso se torna uma expectativa, cria-se um ambiente em que a urgência passa a fazer parte da rotina. O profissional sente que precisa estar acessível o tempo todo para não parecer desinteressado ou improdutivo.

Por isso, alta performance não deve ser confundida com pressão permanente. Delegar tarefas, por exemplo, não significa abandonar responsabilidades. Significa distribuir conhecimento, desenvolver a equipe e evitar que a operação dependa de uma única pessoa. Da mesma forma, dizer “não” a uma demanda pode ser uma forma de proteger a qualidade do trabalho e impedir que as prioridades sejam constantemente substituídas por novas urgências.

Os líderes também têm um papel fundamental. É possível cobrar resultados sem transformar a cobrança em uma cultura de medo ou disponibilidade total. Para isso, é necessário estabelecer expectativas claras, respeitar os períodos de descanso, reconhecer limites e avaliar não apenas o volume de entregas, mas também as condições em que elas são realizadas.

A performance sustentável depende de ritmo, clareza e maturidade. É preciso aprender a administrar não apenas tarefas, mas também energia, expectativas e prioridades. O objetivo não deve ser produzir no limite todos os dias, e sim entregar com qualidade e consistência ao longo do tempo.

No fim, a pergunta talvez não seja quanto mais podemos fazer. A pergunta mais importante é quanto conseguimos entregar sem precisar viver permanentemente no limite. Alta performance não deveria ser uma corrida contra nós mesmos.


* Engenheiro e executivo especializado na área de performance. Fundador da Domperf HOJE EM DIA. Disponível em A ansiedade de alta performance: quando a maior pressão vem de dentro . 
Analise as afirmativas a seguir, marque V para as VERDADEIRAS e F para as FALSAS.

( ) Em “Afinal, buscar crescimento e excelência não é um problema. O problema aparece quando...”, a expressão destacada estabelece, no contexto, uma relação de explicação.
( ) Em “Porém, quando isso se torna uma expectativa, cria-se um ambiente...”, o termo destacado estabelece uma relação de oposição com a ideia anteriormente apresentada.
( ) Em “Por isso, alta performance não deve ser confundida com pressão permanente.”, a expressão destacada estabelece uma relação de conclusão.
( ) Em “Delegar tarefas, por exemplo, não significa abandonar responsabilidades. Significa distribuir conhecimento...”, a expressão destacada estabelece uma relação de causa. 

Assinale a sequência CORRETA:
Alternativas
Q4295207 Português
Jogo do tigrinho e os perigos do mundo virtual


     Super em alta na mídia nas últimas semanas, o jogo do Tigrinho – que mais parece um cassino on-line, promete dinheiro fácil e rápido, segundo influenciadores e robôs desse mundão virtual.

     Se você é um usuário assíduo de redes sociais, especialmente do Instagram, pode ter recebido alguma notificação ou convite para seguir “influenciadores” e apostar no jogo para obter vantagens rápidas, ou até garantir uma vida de luxo, como querem vender.

    Mas se você tem um tiquinho de senso crítico, deve ter desconfiado que a coisa não é beeeeem dessa forma. Mas será que todos os usuários do mundão virtual têm esse senso crítico? Infelizmente, a resposta é não. Se tivessem, o jogo que promete ganhos extravagantes, não teria se propagado com tamanha rapidez.

   Ok, mas até aqui nenhuma novidade, pois os golpes sempre existiram. Anos atrás a gente ouvia falar do “conto paco” que acontecia nas ruas, nos golpes do “bilhete premiado”, ou das “saidinhas de banco”. E hoje essas fraudes ganharam uma nova roupagem, desta vez no mundo virtual, que conta com mecanismos de inteligência artificial, cores, movimento e atratividade, mas que não tem nenhum compromisso com a verdade.

    Todos sabemos que tempo excessivo em frente às telas + jogos de azar = problemas. Os jogos on-line podem trazer muitos prejuízos, sejam eles financeiros, sociais, psicológicos, ou todos eles juntos. Basta olhar os noticiários das últimas semanas, para constatar a enxurrada de problemas complexos trazidos pelo “inofensivo” joguinho. É assustador! São crianças e jovens roubando seus familiares para fazerem apostas, famílias que apostaram seus únicos bens, pessoas desesperadas pelos prejuízos, inúmeros viciados... uma verdadeira catástrofe.
 
     Além de nos mantermos bem informados e “vacinados” contra a desinformação, devemos nos questionar diante de todos os conteúdos. Mas será que isso é verdade? A imprensa oficial noticiou? As fontes que estão propagando são confiáveis?

    E ao fazermos compras ou pagamentos virtuais, devemos ser bastante criteriosos. A empresa realmente existe? Tem um histórico favorável? Como está avaliada? Possui selos de segurança? A oferta é boa demais pra ser verdade?

     Ah! E sempre, sempre devemos estar atentos aos nossos dados pessoais, que são um grande tesouro, especialmente para os estelionatários de plantão.

   Por fim, quando digo que é preciso se prevenir e questionar, não estou querendo desestimular o uso e consumo das redes sociais, mas sim, fazer com que esse consumo seja cada vez mais crítico e responsável. Só assim podemos construir um ambiente virtual mais saudável, ético e seguro para todos.


(Por: Ana Gabriela Simões Borges.Em 02/07/2024.Gazeta do Povo. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br. Acesso em: abril de 2026.)
Ok, mas até aqui nenhuma novidade, pois os golpes sempre existiram. Anos atrás a gente ouvia falar do “conto paco” que acontecia nas ruas, nos golpes do “bilhete premiado”, ou das “saidinhas de banco”. E hoje essas fraudes ganharam uma nova roupagem, desta vez no mundo virtual, que conta com mecanismos de inteligência artificial, cores, movimento e atratividade, mas que não tem nenhum compromisso com a verdade. 

O “mas” em destaque foi usado com o mesmo sentido em:
Alternativas
Q4294681 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


TEXTO II


Quadrilha, Carlos Drummond de Andrade


João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava

Lili

que não amava ninguém.

João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o

convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto

Fernandes

que não tinha entrado na história.


Fonte: ESCRITAS.ORG Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/1514/quadrilha
Em relação às informações apresentadas no poema “Quadrilha” e às possíveis inferências decorrentes de sua leitura, analise as afirmativas a seguir:

I. Os sentimentos amorosos apresentados no início do poema não são correspondidos de maneira recíproca entre os personagens.
II. O desfecho dos personagens demonstra que os relacionamentos amorosos seguiram o desejo inicialmente manifestado por cada um deles.
III. O poema apresenta uma sequência de relações amorosas que se desfaz ao longo da narrativa, produzindo um desfecho marcado por destinos diferentes para os personagens.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas CORRETAS:
Alternativas
Q4294378 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


TEXTO II


Navegar é preciso, viver não é preciso


No mundo das letras, sabemos que o processo criativo nem sempre se encerra na mente geniosa de um escritor capaz de gerar um mundo completamente isento da realidade que o cerca. Cada vez mais, estudiosos vêm detectando que vários romances, contos, poemas e canções se mostram ricamente contaminados pelos valores de seu tempo. Em alguns casos, ainda é possível ver que o processo criativo também abraça referências históricas bastante remotas em relação ao tempo em que vive o autor.

Ao falarmos que “navegar é preciso, viver não é preciso”, alguns logo citam a genialidade do escritor português, Fernando Pessoa. Indo um pouco mais adiante sobre o estudo dessa frase, aponta este que, o poeta ao mesmo tempo em que lançava uma sentença sobre a condição do homem, dialogava ricamente com a tradição histórica dos portugueses na exploração dos mares. Contudo, devemos saber que essa interpretação está longe de remontar as origens da afamada frase.

No século I a.C., os romanos viviam ativamente o seu processo de expansão econômica e territorial. Na medida em que Roma se transformava em um império de dimensões gigantescas, a necessidade de desbravar os mares se colocava como elemento fundamental para o fortalecimento de uma das mais importantes potências de toda a Antiguidade. Foi nesse contexto que o general Pompeu, por volta de 70 a.C., foi incumbido da missão de transportar o trigo das províncias para a cidade de Roma.

Naqueles tempos, os riscos de navegação eram grandes, em virtude das limitações tecnológicas e dos vários ataques piratas que aconteciam com relativa frequência. Sendo assim, os tripulantes daquela viagem viviam um grave dilema: salvar a cidade de Roma da grave crise de abastecimento causada por uma rebelião de escravos, ou fugir dos riscos da viagem mantendo-se confortáveis na cidade de Sicília. Foi então que, de acordo com o historiador Plutarco, o general Pompeu proferiu essa lendária frase.

De fato, a afirmação do general Pompeu surtiu bons frutos. A viagem foi realizada com sucesso e o militar ascendeu ao posto de cônsul com amplo apoio das camadas populares romanas. Pouco tempo depois, esse mesmo prestígio o fez ser um dos integrantes do Primeiro Triunvirato que governou todo o território romano. Afinal, será que foi a vitória da história de Pompeu que levou o lendário escritor português a tomar empréstimo dessa instigante sentença? Quem sabe!


Por Rainer Sousa

BRASIL ESCOLA. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/navegar-preciso-viver-naopreciso.htm (adaptado). 
Leia o trecho:

“Contudo, devemos saber que essa interpretação está longe de remontar as origens da afamada frase. ” (2º parágrafo)

A palavra destacada estabelece, em relação à ideia anterior, uma relação de 
Alternativas
Q4294375 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


TEXTO I


A importância do servidor público


O servidor público, qualquer que seja sua formação ou função desempenhada, é um importante agente na construção social


Autor: Wilson Foz*


Quando um servidor público menciona a sua função, logo desperta uma série de reações diversas nas pessoas.

Enquanto algumas ficam admiradas, pois para ser um servidor público a pessoa precisou submeter-se a prévio e concorrido concurso; outras enxergam o servidor com certa desconsideração, acreditando que este trabalha menos e recebe mais, tornando-se, assim, oneroso aos cofres públicos.

O servidor público, qualquer que seja sua formação ou função desempenhada, é um importante agente na construção social. Ao contrário das pessoas que desempenham cargos políticos, cargos de confiança ou que são servidores temporários, o servidor público permanece desempenhando sua função, anos e anos a fundo, tornando-se profundo conhecedor da gerência de prestação de serviços ao cidadão. 

Na Roma Antiga, os senadores, ocupando o mais nobre cargo do funcionalismo público, eram consultores do imperador e governantes das principais províncias. Quer pelo reconhecimento social conquistado, quer pelos inerentes privilégios decorrentes do cargo, instigavam certa avidez dos não eleitos.

No Brasil, o funcionalismo público fez-se presente desde a chegada da frota de navios portugueses comandada por Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500. O receio de invasões estrangeiras e a necessidade de desenvolver a economia luso-americana tornaram urgente a ampliação da máquina burocrática metropolitana atuante na colônia, a partir de 1530.

Em 1808, ao lado de D. João VI, quase 15 mil portugueses, dentre membros da realeza, funcionários, criados, assessores e pessoas ligadas à corte, se instalaram na cidade do RJ. A partir deste momento, diante da necessidade de reger-se a colônia conforme a diplomacia real, tomou-se maior consciência da importância do trabalho administrativo. 

Proclamou-se a independência, aboliu-se a escravatura, o Brasil virou República e, durante toda a história política, lá estavam presentes os funcionários públicos, impulsionando o desenvolvimento do País.

Um dos primeiros documentos consolidando as normas relativas ao funcionalismo público foi o decreto 1.713, de 28/10/39. Razão pela qual, no ano de 1943, o então Presidente da República Getúlio Vargas institui o dia 28 de outubro como o Dia do Funcionário Público.

Hodiernamente, os direitos e deveres dos servidores públicos estão definidos e estabelecidos na Constituição Federal, a partir de seu artigo 39.

A Constituição do Estado de SP dispõe acerca do tema nos artigos 124 e seguintes, assim como o próprio Estatuto dos Funcionários Públicos (Lei Estadual 10.261/68).

Obviamente, o papel do servidor público não é apenas o de ser estável. É muito mais do que isso, pois a sua atuação está necessariamente voltada para os anseios da sociedade.

A estabilidade dos servidores somente se justifica se ela assegura, de um lado, a continuidade e a eficiência da Administração e, de outro, a legalidade e impessoalidade da gestão da coisa pública.

Com efeito, a responsabilidade do servidor público é muito maior do que se imagina, tornando-se um privilégio por tratar-se de agente transformador do Estado.

Ao longo destes meus quase cinquenta anos de advocacia pública, tive a oportunidade de conhecer e conviver, dia após dia, com muitos servidores públicos. Sua grande e avassaladora maioria exerce com zelo as atribuições do cargo, observando todas as normas legais e regulamentares.

Costumo dizer que, com a Constituição Federal de 1988, nasceu a figura de um novo servidor público que, mais liberto de estereótipos do passado, possui plena consciência da dimensão de sua tarefa.

A prestação do serviço público é das mais importantes atividades de um corpo social. Nenhum País, Estado ou Município funciona sem seu quadro de servidores públicos, responsáveis pelos diversos serviços fornecidos ao cidadão.

Valorizar o serviço público é, também, reconhecê-lo como um importante agente na construção de um país melhor! 


*Wilson Foz é advogado, associado emérito do Centro de Estudos de Direito Público – CEDP, sócio fundador da Foz Sociedade de Advogados e da FOZ Consultores Associados

Fonte: Migalhas. Disponível em: https://aeasms.org.br/artigo-a-importanciado-servidor-publico/
Considerando as ideias apresentadas no texto “A importância do servidor público”, marque V para as afirmativas VERDADEIRAS e F para as FALSAS.

( ) O texto apresenta o servidor público como importante para a sociedade.
( ) O autor considera a estabilidade a principal função do servidor público.
( ) O texto defende a valorização do serviço público e de seus servidores.

A sequência CORRETA é:
Alternativas
Q4292801 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O Velho Carpinteiro

        Um velho carpinteiro estava para se aposentar. Ele contou a seu chefe os seus planos de largar o serviço de carpintaria e de construção de casas e viver uma vida mais calma com sua família.
    
        Claro que ele sentiria falta do pagamento mensal, mas ele necessitava da aposentadoria. O dono da empresa sentiu em saber que perderia um de seus melhores empregados e pediu a ele que construísse uma última casa como um favor especial.
    
        O carpinteiro consentiu, mas com o tempo, era fácil ver que seus pensamentos e seu coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e se utilizou de mão de obra e matérias primas de qualidade inferior. Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira.
    
        Quando o carpinteiro terminou seu trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro. “Esta é a sua casa”, ele disse, “meu presente a você.”
    
        Que choque! Que vergonha! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão descuidado. Agora ele teria de morar numa casa feita de qualquer maneira.

(Autor desconhecido. Disponível em: portaldafamilia.org/ artigos/texto081.shtml. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta informação verdadeira do texto.
Alternativas
Q4292790 Português

Para responder à questão, teia a charge abaixo.



Considerando os recursos expressivos, visuais e de coesão textual mobilizados por Galhardo no cartum, analise as assertivas que seguem:



I. A inclusão da bandeira do Brasil e o título BRASIL 3.925 direcionam a sátira especificamente para a cultura política e orçamentária nacional.


II. A ausência de seres humanos na imagem indica que a charge aborda um cenário onde os problemas sociais e políticos tradicionais foram superados.


III. A escolha de colocar em negrito as expressões gestão das contas públicas e adiada serve para delimitar o objeto da crítica do cartunista.



Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4292558 Português

Observe a postagem para responder às questões 40 e 41:


        Ela não tinha diploma. Não lia artigos científicos. Mas sabia exatamente o que fazer quando você chegava com febre, com tosse ou com o estômago virado depois da lasanha de domingo.


        A nonna tinha uma solução para tudo. E a maioria delas, descobrimos agora, funcionava de verdade.


40-41.jpg (214×236)


(Italianismo. Disponível em:.)

De acordo com Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão), os processos de coesão “dão conta da estruturação da sequência [superficial] do texto (seja por recursos conectivos ou referenciais); não são simplesmente princípios sintáticos, constituem os padrões formais para transmitir conhecimentos e sentidos.” Assim sendo, é correto afirmar que, na postagem, os conectores “Mas” e “E” respondem pelas relações de sentido, respectivamente, de
Alternativas
Q4292557 Português

Observe a postagem para responder às questões 40 e 41:


        Ela não tinha diploma. Não lia artigos científicos. Mas sabia exatamente o que fazer quando você chegava com febre, com tosse ou com o estômago virado depois da lasanha de domingo.


        A nonna tinha uma solução para tudo. E a maioria delas, descobrimos agora, funcionava de verdade.


40-41.jpg (214×236)


(Italianismo. Disponível em:.)

Considerando-se as funções das expressões nominais referenciais expostas por Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto), conclui-se corretamente que, entre as expressões “uma solução para tudo” e “Os remédios da nonna”, a referenciação se dá por
Alternativas
Q4292555 Português

Leia o fragmento de “Canto de Curundingo” para responder à questão:


        Sshhhhh...! Vem aí Curundingoooo...!!! Sshhhhh... Cala a boca, agacha, baixa a cabeça, rápido...! para que ele não lhe crave os olhos sombrios e você morra aí mesmo...!


        Não olhe para ele: seus dentes são amarelos, e ele fede a mijo e sangue.


        Não lhe dê ouvidos: ele saiu do inferno, e centenas de demônios vêm rastejando e gritando atrás dele.


        Não fale com ele: porque ele vai rasgar sua pele com unhas pretas e afiadas enquanto você dorme...


        Sshhhh, vamos lá...! de seus braços curvos saem pelos e garras que cavam a terra. Passa pelo batey * como um vapor, entre assobios e grilhões que estremecem a noite.


        Os que estão na Senzala escutam e cobrem a cabeça com um pedaço de pano em meio a calafrios. Eles colocam seus deuses e patuás atrás da porta para defendê-los. Se amontoam perto um do outro para se sentirem a salvo.


        Sshh... Todo mundo o teme. Até os cães que sempre o seguem, fiéis e tão imundos quanto ele.


        – Curundingo... Curundingooooo... – fala na penumbra.


        – Curundingoo... – rugem os trovões quebrando a escura abóbada celeste.


        Curiundingo Capataz, filho de escrava e estuprador. Procriado como os cães que caçavam fugitivos. Comendo no chão, dormindo no matagal. Ninguém amou ou cuidou dele e, de repente, a criança suja e abandonada tornou-se Curundingo, o monstro, o Capataz.


(Teresa Cárdenas, Awon Baba, 2022. Adaptado)


*  Batey: designação, em Cuba, do lugar onde ficam as casas, as oficinas e o comércio açucareiro central.

Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto) afirmam que “Para que um texto possa ser considerado coerente, é preciso que apresente continuidade tópica, ou seja, que a progressão tópica [...] se realize de forma que não ocorram rupturas definitivas nem interrupções (digressões) excessivamente longas do tópico em andamento...”. Com base nessa afirmação, conclui-se corretamente que o último parágrafo do fragmento apresenta
Alternativas
Q4292551 Português

Leia a tira.


34.jpg (318×112)


(André Dahmer, Malvados, 2019)


Tratando do texto multimodal em práticas de ensino, Carmelino et al. (apud Marquesi, S.C., Pauliukonis, A.L. e Elias, V.M., Linguística Textual e ensino, 2017) afirmam que, na leitura das tiras cômicas, espera-se que o leitor “depreenda algumas informações, além de também inferir as relações existentes entre um quadrinho e outro”. Nesse sentido, a leitura dessa tira ativará diversos planos de significação, entre os quais o

Alternativas
Q4292549 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


É uma anedota/2


Acidenta-se um automóvel na saída de Moscou. O condutor emerge das ferragens e geme:

– Meu Mercedes... Meu Mercedes...

Alguém diz:

– Mas, senhor... Que importa o carro? Não vê que perdeu um braço?

Olhando o coto sangrento, o homem chora:

– Meu Rolex ... Meu Rolex!

Em “Coerência e referenciação” (apud Marquesi et al., Linguística textual e ensino), os autores abordam os processos referenciais “considerando-os como estratégias essenciais para a construção da coerência do texto.” Na anedota, o que caracteriza essa estratégia é a sequência fundamentada na relação de hiperonímia entre os termos 
Alternativas
Q4292153 Português

TEXTO





ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacaomas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026. 

Em "No entanto, uma investigação mais detida revela que o alarme em torno da tecnologia..." (linhas 07-08), a expressão sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo da relação de sentido estabelecida, por:
Alternativas
Q4291471 Português
O texto tem como propósito comunicativo central:
Alternativas
Respostas
361: C
362: C
363: C
364: B
365: A
366: A
367: A
368: D
369: C
370: B
371: C
372: D
373: C
374: E
375: C
376: A
377: B
378: C
379: C
380: B