Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Ano: 2023 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Cidade Ocidental - GO Provas: CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Médico | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Biólogo | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Bibliotecário | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Assistente Social | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Enfermeiro | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Engenheiro Agrônomo | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Engenheiro Ambiental | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Engenheiro Civil | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Engenheiro Eletricista | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Fonoaudiólogo | IV - UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Nutricionista | IV - UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Psicólogo | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Professor Nivel III - Português | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Professor Nivel III - Ciências | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Professor Nivel III - Matemática | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Professor Nivel III - AEE | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Professor Nivel III - Artes | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Professor Nível III - Educacão Física | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Professor Nivel III - Espanhol Conversação | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Professor Nivel III - Geografia | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Professor Nível III - Libras | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Professor Nivel III - Historia | CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Cidade Ocidental - GO - Professor Nível III - Inglês Conversação |
Q2295946 Português
A Meia Maratona de Goiânia, a tradicional corrida de rua que celebra o aniversário da capital, chega a sua 14° edição e as inscrições estarão abertas a partir da próxima segunda-feira (4/9). [...] A corrida contará com arena preparada para atender 1,5 mil inscritos. A largada para os atletas que vão correr 16km e 21km será dada às 5h30. Os demais corredores, dos percursos de 5km e 10km, vão largar a partir das 6 horas. Os trajetos estarão disponíveis em breve no site da corrida, junto com o regulamento da prova.


Disponível em: <https://opopular.com.br/esporte/meia-maratona-degoiania-14-edic-o-abre-inscric-es-para-comemorar-90-anos-da-capital-e85-anos-do-popular-1.3062421>. Acesso em: 03 set 2023. [Adaptado]
Na progressão textual da notícia predomina o recurso de coesão
Alternativas
Q2295609 Português
A fim de manter a coesão e a coerência do trecho “Embora a festa estivesse boa, eles foram para casa”, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q2295049 Português

Texto 1



O processo sucessório e o futuro do sucedido



    Observando os processos de sucessão em empresas familiares, é fácil identificar que um dos maiores entrave para o sucesso da passagem do bastão é a resistência da geração que está no comando em deixar as suas posições à frente da gestão do negócio. No geral, eles até almejam a aposentadoria ou a diminuição do ritmo de trabalho, mas quando é chegada a hora da sucessão, aparece a resistência e impossibilidades.

   

    Então, entende-se que uma das formas de facilitar o processo sucessório seria ir fazendo o repasse das atividades e responsabilidades aos poucos, até que se complete e consolide a transferência do comando. Mas tão importante quanto administrar a transição da gestão, é planejar o futuro desse sucedido, possibilitando que ele tenha uma missão ou projeto ao qual se dedicar e que o faça se sentir produtivo e realizado após a sucessão.

     

    Esse projeto de futuro pode ser ou não ligado aos negócios familiares, mas precisa ser atraente e mobilizador. Algo que possa até exigir menos tempo e seja diferente daquilo que ele fazia anteriormente, mas não menos desafiador. Só mais alinhado ao seu momento de vida. Neste caminho, só inserir o sucedido no conselho consultivo nem sempre é suficiente. Caberia, por exemplo, colocá-lo à frente da estruturação de um museu da empresa, de um projeto social ou instituto ligado ao negócio. É possível, ainda, organizar sua participação em alguma associação de classe ou, até mesmo, incentivar que ministre palestras para compartilhar suas experiências com outras pessoas. São muitas as opções de atividades que podem ser realmente relevantes e com significativo valor agregado ao negócio, mesmo não estando necessariamente ligada à atividade fim da empresa, e que darão um novo propósito e estímulo para que o sucedido de fato deixe o comando do seu legado nas mãos das novas gerações.



Georgina Santos



Disponível: https://www.folhape.com.br/colunistas/carreira-emercado/o-processo-sucessorio-e-o-

futuro-do-sucedido/38665/


Acesso em 25/08/2023.

Ao longo do texto, alguns elementos de coesão retomam o termo ‘sucedido’ em outras frases. Essa retomada não ocorre na alternativa:
Alternativas
Q2293865 Português
Por uma cultura de paz permanente

        O Brasil já teve um Ministério da Guerra, criado em 1891, no período republicano. Atualmente, temos apenas o Ministério da Defesa, criado em 1999. Outros países também criaram seus ‘ministérios da guerra’. Mas não me recordo de um momento histórico no Brasil ou em outros países que tenha sido criado um Ministério da Paz.
        A violência nas escolas, contra estudantes e professores, não é uma exclusividade dos Estados Unidos que, ato contínuo, atordoa o mundo há décadas. A própria situação contra a Malala Yousafzai demonstra isso: por defender o direito das mulheres de terem acesso à educação foi vítima de um atentado em 2012, perpetrado pelo grupo fundamentalista Talibã.
        Os exemplos de guerra e violência dentro e fora das escolas, associados ou não à educação, são milenares, globais. São mazelas humanas que atingem a todos, independentemente de raça, credo, situação cultural, educacional ou financeira.
        O que pode mudar nesse cenário são ações efetivas e transferíveis em escala e em todos os níveis, pois sabemos que a paz e a cultura da paz nas escolas têm força, como o próprio exemplo da Malala Yousafzai sinaliza, ainda que em um certo contexto que possa ser uma imagem enviesada, apesar do brutal atentado, ela sobreviveu e, em 2014, recebeu o Nobel da Paz.
        Palavras leva o mar, se não estiveram associadas a ações e coragem. Mas palavras também são ferramentas para aprender e ensinar. Uma educação para a paz pode começar pelo básico, pelos dicionários, livros repletos de palavras e significados. Ali encontramos insights para o futuro das relações humanas. Estão lá os significados da empatia, socioemocional, escuta, diálogo, acolhimento… Fácil encontrar um dicionário na escola, e na palma da mão, claro.
        De fato, esse não é um tema simples, mas possível para a sociedade e para todo segmento educacional. Trata-se de olhar para o passado, mas com uma visão para redesenhos futuros. Compreender o que passamos recentemente: um período doloroso, de afastamento físico e social durante a fase mais dura da pandemia, que afetou a muitos, desequilibrou a saúde mental de estudantes, de professores e da sociedade em si.
        Quando a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), lembro que ouvi muito: depois disso tudo, vamos sair melhores como seres humanos. Acredito nisto, pela própria força do verbo esperançar. Mas confesso que precisamos avançar muito mais ainda para que isso se torne realidade.
        O fato concreto é que, enquanto isolados, passamos por sofrimentos, alguns por violência dentro de casa, muitos com medo do desconhecido e todos com a percepção diuturna do risco de morte. E, de repente, como em um passe de mágica, todos então estaríamos prontos a voltar ao tempo de retomada social, de reestabelecimento de relações, de grupos e pessoas em sala de aula.
        Tudo evolui o tempo todo, e a educação não está em uma bolha isolada. Andamos, de fato, mais devagar, porque já tivemos muita pressa. Mas nada deixou de evoluir. E não vejo problema algum que os avanços tecnológicos sejam rápidos, acelerados. A questão é como e com quais mecanismos podemos equilibrar essa evolução tecnológica acelerada com aspectos que abarquem seres humanos melhores, mentalmente saudáveis, resilientes, empáticos, abertos ao diálogo, à divergência, à inclusão, à diversidade.
        São muitos os pontos essenciais para criarmos uma cultura de paz nas escolas. Sei que um deles passa pelo diálogo, acompanhado pelo acolhimento do outro. Sei também que, hoje, as conexões são importantes, embora em tempos líquidos não há vantagem em estar em várias conexões, porque é fácil conseguir desconectar-se dessas desconexões sem grandes perdas ou custos.
        É um tanto a diferença entre conexão e relacionamento, bem descrita pelo filósofo, sociólogo, professor e escritor polonês Zygmunt Bauman, para quem a sociedade, na atual contemporaneidade líquida, está cada vez mais vazia, repleta de amigos on-line, mas em conexões off-line. Do próprio Bauman, “um vazio que faz com que a sociedade entre em um espírito de substituição e medo da solidão, pois, antes de entrarem na busca por conexões já sabem o roteiro final: se uma pessoa/conexão se vai, pode ser substituída por outra sem nenhum problema”.
        Se nós, professores, educadores, entes que trabalhamos com e para a educação queremos criar uma cultura da paz nas escolas , na outra ponta, na sociedade, nosso zeitgeist (do alemão “o espírito do tempo”) começa por uma reconstrução cotidiana de relacionamentos efetivos e afetivos, para se diferenciar e distanciar das conexões liga-desliga, nas quais não há entrega de sentimentos e nem de confiança, pois se sabe que essa relação vai ter seu final cedo ou tarde.
        Ou seja, uma cultura da paz precisa ser construída dentro de um novo espírito do tempo, de forma concretamente duradoura, permanente, e não líquida.
        “A incerteza é o habitat natural da vida humana – ainda que a esperança de escapar da incerteza seja o motor das atividades humanas. Escapar da incerteza é um ingrediente fundamental, menos que apenas tacitamente presumido, de todas e quaisquer imagens compósitas de felicidade”, Zygmunt Bauman, 2009.

(Adriana Martinelli. Revista Educação. Em 09/05/2023. Adaptado.)
A reescrita a seguir que exemplifica uma incoerência e falta de coesão é: 
Alternativas
Q2293793 Português
Escolas precisam compreender que o letramento é mais amplo que a alfabetização

        No Brasil, tanto as escolas públicas, como as particulares e as políticas públicas ainda partem da alfabetização para o letramento. Em suas pesquisas sobre o diálogo entre educação e linguística, Filomena Elaine Paiva Assolini alerta há alguns anos que o trabalho deveria ser feito de maneira inversa para, assim, considerar os saberes adquiridos fora da escola. Ela é pós-doutora pela Unicamp e docente desde 2005 na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.
       “Os educadores precisam ter em mente é que o letramento é mais amplo que a alfabetização, sendo ela um dos aspectos do letramento. Quando consideramos o letramento, que é coletivo, entende-se que o sujeito possui saberes sobre a escrita independentemente do contexto escolar e da educação formal, porque ele está inserido em uma sociedade letrada. Então se a escola partisse do letramento, ela conseguiria se aproximar mais dos alunos e teria condições favoráveis para que eles expusessem os seus saberes sobre a escrita e sobre as diferentes linguagens”, explica a professora.
        Elaine complementa que a escola ainda insiste em trabalhar com o método silábico e com o método fonético de maneira descontextualizada. “Ainda há o entendimento de que a psicogênese da língua escrita é o que há de mais novo, mais recente e melhor para o entendimento do processo de alfabetização, mas, com todo respeito às contribuições de Emília Ferreiro, Ana Teberosky e Telma Weisz, já são ultrapassadas, serviram para aquele momento. Hoje entende-se que as fases pelas quais o sujeito passa não são tão lineares, redondinhas. Bom se fossem.”
      O posicionamento de Elaine conversa com as pesquisas e livros da grande Magda Soares, que frisou em vida a importância de olhar para os vários métodos e respeitar o conhecimento que a realidade individual e/ou local do estudante traz. Outro ponto da professora da USP é que as escolas tendem a considerar apenas a fase inicial da alfabetização, com isso, restringindo esse papel a apenas um professor. “Não se considera o que a criança traz: suas experiências e linguagens com as quais ela pode ter convivido antes de entrar na escola.”
        Um caminho que a escola pode adotar é trazer na produção linguística oral ou escrita a subjetividade do educando e assim permitir falar de si, das dores, angústias, desejos e acontecimentos, sugere Elaine, que também é coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Sobre Alfabetização, Leitura e Letramento, (GEPALLE), regulamentado no CNPq. As atividades lúdicas, indica, também são outra possibilidade para o educador. “Só que elas ainda encontram resistência em algumas escolas sustentadas pelos pilares conteudistas, livrescos e avaliativos.”
        No século 21, com a internet presente cada vez mais no dia a dia, Elaine reforça que a sociedade é multiletrada e isso precisa ser considerado no processo de ensino e aprendizagem.
        “Alfabetizar não é codificar. Crer o contrário é ultrapassado, medieval e não serve mais para a criança de hoje, que vive em uma sociedade multissemiótica. Qualquer videozinho do TikTok de 10 segundos mostra isso: tem a linguagem escrita da legenda, a linguagem musical, a linguagem icônica. Então ser alfabetizado envolve sim conhecer o código escrito, mas envolve também saber compreender e saber interpretar. E um dos graves problemas é que o brasileiro não sabe interpretar. As crianças brasileiras têm muita dificuldade em lidar com poesia, com metáforas, basta você ver as análises, as provas. Seria um grande salto promover a compreensão textual, mas ir além e interpretar também.”
        Com as fake news a todo vapor, essa interpretação se torna ainda mais fundamental para o educando não cair na manipulação e ter a sua tão falada autonomia fortalecida. Elaine Paiva diz observar por meio de suas pesquisas que uma escola quando é boa,seja pública ou particular, o aluno aprende a compreender. Mas é preciso ir além.
        “A sociedade contemporânea exige um sujeito que saiba interpretar. Para isso, ele precisa entender que os acontecimentos e os dizeres das palavras possuem outros modos de interpretação, sendo que alguns predominam e ele também precisa entender o motivo de um e outro predominarem… Eu não posso interpretar desconsiderando que somos sujeitos socio-históricos, que estamos inseridos em uma cultura que tem suas ideologias, preferências e características. Porque falamos a partir desse lugar social que ocupamos. Então eu não posso sair interpretando da maneira como eu quero.”
         As orientações de Elaine Paiva tendem a ser propícias, inclusive, para detectar questões de saúde mental e problema familiar, já que o professor é um interlocutor privilegiado dos seus alunos. “Já dei aula na educação infantil, fundamental e médio. Os alunos me contavam coisas por meio de textos que nunca contaram para o pai, mamãe, irmão.”

(Laura Rachid. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2023/05/09/letramento-e-alfabetizacao-bett/. Acesso em: 03/07/2023. Fragmento.)
A relação de causa e consequência, no texto, favorece a coesão e a coerência textual. Partindo desta afirmação, assinale o trecho em que é perceptível esta relação.
Alternativas
Q2293324 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder a questão. 








(Reinaldo José Lopes.
https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/09/especies-da-terra-
diminuiram-de-tamanho-e-humanos-podem-ser-responsaveis.shtml.
set.2023) 
É como se grande parte dos animais e plantas da Terra tivesse sido atingida por um raio miniaturizador: dos anos 1960 para cá, milhares de espécies diminuíram de tamanho, indica um estudo feito por uma equipe internacional de pesquisadores. (L.1-5)
O segmento sublinhado no período acima, em relação ao dito anteriormente, se apresenta como uma
Alternativas
Q2293074 Português

Leia o texto.


TEXTO III



(Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-antes-e-depois-3/. Acesso em: 04 ago. 2023.)

Considere as falas das personagens: “Antes de nos casarmos você me disse que tinha um grande projeto, que seríamos ricos e que eu levaria uma vida de princesa!” e “Antes eu estava em campanha, agora eu já fui eleito” e marque a alternativa correta.
Alternativas
Q2292928 Português




(Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/04/03/musica-e-tao-eficaz-para-asaude-mental-quanto-exercicio-sugere-estudo.htm – texto adaptado especialmente para esta prova)

No trecho retirado do texto “Isso é o que sugere um estudo publicado na revista JAMA Network Open, em 2022” (l. 02-03), a palavra sublinhada retoma a ideia de que:
Alternativas
Q2291757 Português
TEXTO I

O que é ser “assim”?

        Já faz algum tempo, eu ganhei o livro A oração de Jabez. Nele, o autor Bruce Wilkinson discorre sobre o sentido de cada trecho da prece, considerada, por muitos, milagrosa. Então, movida mais pela curiosidade do que pela fé, fiz questão de conhecê-la e, por ter apenas cinco frases, aqui a transcrevo: Oh! Que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a Tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição!
        Achei a oração bonita, e levei adiante a minha leitura, até que me deparei com a seguinte frase: Não é sempre que você pode se dar ao luxo de ser o segundo colocado. A menção feita ao segundo lugar, ainda mais o destacando como posição grandiosa, atraiu minha atenção. Sou a segunda filha do segundo casamento do meu pai. [...] Portanto, na minha posição de herdeira nata, herdei objetos, roupas, livros de escola. Quando fui matriculada no curso primário, tive medo de ir à escola, temerosa de, por ser segunda, não dar continuidade ao brilhantismo familiar que me precedia. Criança sofre, viu? Eu era uma aluna comum,[...] a professora aproveitou a minha desatenção para perguntar quanto seria 9x9, mas, antes, exigiu que eu colocasse as duas mãos abertas sobre a carteira para que não contasse nos dedos. Evidente, não fui capaz de responder. Com visível impaciência, ela me fez a seguinte pergunta: Por que você é “assim”? Mais uma vez, não soube responder, entretanto, juro, eu voltei para casa muito intrigada e me perguntando: o que é ser “assim”?! A vida continuou... com essa pergunta me alfinetando de vez em quando.
        Passados quase quarenta anos, apresentaram-me o poeta Manoel de Barros. A aproximação foi imediata. Só pelos títulos dos seus livros, é possível entender. E foi quando eu li o seu poema O Provedor, que descobri o que era ser “assim”. O poema diz: Andar à toa é coisa de ave. Meu avô andava à toa. Não prestava pra quase nunca. Mas sabia o nome dos ventos. E todos os assobios para chamar passarinhos... [...]
        Hoje, sem titubear, sem constrangimento de ser a segunda e já recuperada da minha ignorância tímida por não saber explicar o que é ser “assim”, eu simplesmente responderia àquela professora: Eu não sabia, naquele tempo, o quanto é bonito ser “assim”!

(BORGES,HELOÍSA HELENA DE CAMPOS. As fomes do mundo & outras crônicas. Ed.Kelps, Goiânia, 2018. pp.111-114. Texto adaptado).
Considere as relações de coesão do texto e marque a alternativa em que o 2º elemento (grifado) faz referência ao 1º elemento, também, (grifado):
Alternativas
Q2291041 Português
A era digital no mundo dos negócios

        A revolução digital não é mais uma tendência futurista. Ela já chegou e está transformando profundamente o mundo dos negócios. Com o avanço da tecnologia e o aumento da dependência da internet, os negócios tiveram que se adaptar para sobreviver e prosperar neste novo ambiente.
        Não apenas as grandes empresas, mas também as pequenas e médias estão investindo em tecnologia para se tornarem mais competitivas. Desde soluções de inteligência artificial até blockchain e criptomoedas, as empresas estão explorando várias tecnologias para otimizar suas operações.
        A forma como fazemos negócios está mudando, e é essencial acompanhar essas tendências para garantir o sucesso no futuro. [...] 
        A Inteligência Artificial (IA) é uma das tecnologias mais disruptivas do século XXI. Ela está revolucionando o mundo dos negócios, desde a otimização da cadeia de suprimentos até a melhoria do atendimento ao cliente.
        As empresas estão usando a IA para automatizar tarefas, melhorar a eficiência e fornecer um serviço mais personalizado aos clientes. O uso da IA nos negócios não apenas aumenta a produtividade, mas também fornece insights valiosos que podem ser usados para tomar decisões de negócios mais informadas.
        A IA está mudando a forma como fazemos negócios e está criando novas oportunidades para empresas de todos os tamanhos. A implementação de soluções de IA pode ser um diferencial competitivo para empresas que buscam inovar e se destacar no mercado.
        Nesta era digital, a cibersegurança tornou-se um componente crítico no mundo dos negócios. À medida que as empresas se tornam cada vez mais digitais, elas também se tornam alvos de ataques cibernéticos. Dados são um ativo precioso, e protegê-los é vital para a sustentabilidade de uma empresa.
        A cibersegurança vai além da simples instalação de software antivírus. Ela envolve uma abordagem holística que inclui tecnologia, processos e pessoas. As empresas precisam criar uma cultura de segurança, onde todos os funcionários entendam a importância da cibersegurança e participem ativamente na proteção dos dados da empresa.
        Além disso, as empresas também podem aproveitar tecnologias avançadas, como a inteligência artificial e o aprendizado de máquina, para melhorar suas defesas cibernéticas. A cibersegurança é uma necessidade nos negócios modernos e as empresas que a levam a sério estarão mais bem equipadas para enfrentar os desafios do futuro.

(Por JB NEGÓCIOS. Publicado em 29/05/2023. Disponível em: https://www.jb.com.br/economia/informe-economico/2023/05/1037757-como-a-tecnologia-esta-transformando-o-mundo-dos-negocios.html.)
Considerando os elementos empregados na construção e manutenção da coesão textual, assinale a frase na qual a coesão é feita por meio de um pronome relativo, exercendo a função mencionada anteriormente.
Alternativas
Q2290093 Português


Internet: <Institutodeengenharia.org.br> (com adaptações).

A respeito dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


Considerando a forma de estruturação do segundo parágrafo do texto, é correto afirmar que o vocábulo “ambas” (linha 14) retoma, por coesão, os termos “preservação” e “perpetuação”. 

Alternativas
Q2289431 Português


Internet: <Institutodeengenharia.org.br> (com adaptações).


No que diz respeito aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


Na linha 18, o vocábulo “o”, empregado em “o que implica”, retoma, por coesão, o termo “País”. 

Alternativas
Q2289425 Português


Internet: <Institutodeengenharia.org.br> (com adaptações).


No que diz respeito aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


A substituição de “vem se tornando” (linha 3) por tem‑se tornado é gramaticalmente correta e coerente com as ideias do texto. 

Alternativas
Q2288986 Português

Sobre coesão e coerência textual, conforme preconiza Koch, analise as assertivas abaixo: 


I. A coerência textual está diretamente ligada à possibilidade de se estabelecer um sentido para o texto, ou seja, ela é o que faz com que o texto faça sentido para os usuários, devendo, portanto, ser entendida como um princípio de interpretabilidade, ligada à inteligibilidade do texto em uma situação de comunicação e à capacidade que o receptor tem para calcular o sentido desse texto, o qual deve ser do todo, pois a coerência é global.

II. Por coesão se entende a ligação, a relação, os nexos que se estabelecem entre os elementos que constituem a superfície textual. Ao contrário da coerência, que é subjacente, a coesão é explicitamente revelada através de marcas linguísticas, índices formais na estrutura da sequência linguística e superficial do texto, o que lhe dá um caráter linear, uma vez que se manifesta na organização sequencial do texto.

III. Embora a coesão auxilie no estabelecimento da coerência, ela não é garantia de se obter um texto coerente. Os elementos linguísticos da coesão não são nem necessários para que a coerência seja estabelecida.


A coesão ajuda a estabelecer a coerência na interpretação de textos, porque surge como uma manifestação superficial da coerência no processo de produção desses mesmos textos.  Quais estão corretas? 

Alternativas
Q2288864 Português
A mulher do vizinho


     Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nosfilhos do sueco.
      O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
     O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo a ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:
    – O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada autoridades constituídas? Não sabe que tem de conhecer asleis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada exército brasileiro que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: duralex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.
      Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:
      – Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
     O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
    – Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, e filha de um general! Morou?
  Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:
    – Da ativa, minha senhora?
   E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:   
   – Da ativa, Motinha! Sai dessa…


(SABINO, Fernando. Obra Reunida. Vol. 01. Editora Nova Aguilar. Rio de Janeiro, 1996, pág. 872.)  
Tendo em vista que os elementos de coesão textual são fundamentais na construção textual, estabelecendo relações que contribuem para que haja uma plena compreensão da mensagem, no trecho “[...] eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana.” (4º§), a expressão assinalada tem como referente:
Alternativas
Q2288862 Português
A mulher do vizinho


     Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nosfilhos do sueco.
      O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
     O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo a ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:
    – O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada autoridades constituídas? Não sabe que tem de conhecer asleis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada exército brasileiro que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: duralex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.
      Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:
      – Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
     O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
    – Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, e filha de um general! Morou?
  Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:
    – Da ativa, minha senhora?
   E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:   
   – Da ativa, Motinha! Sai dessa…


(SABINO, Fernando. Obra Reunida. Vol. 01. Editora Nova Aguilar. Rio de Janeiro, 1996, pág. 872.)  
A coesão textual estabelecida no texto se deve a diversos fatores; dentre eles, o emprego adequado de conectores textuais, garantindo a progressão das ideias apresentadas. Assinale a alternativa cuja identificação entre o termo destacado e seu referente está INADEQUADA.
Alternativas
Q2288239 Português
     1. Os paroquianos estranharam que, apesar de tão mogo, o vigário novo fosse a tal ponto reservado, só falando o indispensável, sempre com a batina lambuzada de terra ou de tinta, às voltas com os reparos materiais da igreja. Com o tempo, acreditou-se, o sacerdote se faria amigo pelo menos das pessoas mais importantes do lugar, o prefeito, o presidente da Câmara, os representantes da Justiça, o médico, dois ou trés fazendeiros, o farmacêutico. Na porta do estabelecimento deste último é que se discutia a personalidade do vigário, formando-se um grupo contra e outro a favor.

     2. - Parece que ele até faz pouco-caso da gente.

     3. - Nunca vi um sujeito de cara tão amarrada.

     4. Os simpatizantes pegavam pelo aspecto mais evidente do padre.

     5. - Mas que homem danado de trabalhador!

     6. E o padre, sem dar mostras de perceber o pasmo da cidade, sempre com suas ferramentas, ativo e suarento. Uma notícia, entretanto, deu aos munícipes a impressão de que iria começar o degelo, isto é, o vigário passaria a ter um contato mais direto e caloroso com o povo e os interesses locais. Ele procurara o prefeito e os vereadores para pleitear um cemitério novo, o velho, nos fundos da casa paroquial, estava mesmo impraticável. Foi um alívio. Enfim, o padre tomara uma atitude perfeitamente normal, uma atitude que o incorporava à comunidade.

     7. - Eu não dizia - exclamava o farmacêutico -, eu apostava que o homem quer o trabalhar por nós. Francamente, este cemitério é indigno do progresso da cidade. A gente aqui nem pode morrer por falta de lugar.

    8. Com o entusiasmo, a Câmara votou uma verba especial para a aquisição de um terreno e benfeitorias adequadas. E não demorou que o novo campo-santo, depois de abençoado, fosse inaugurado com um discurso, no qual o prefeito apelava para os céus: aprouvesse a Deus que jamais um corpo inânime viesse a transpor os umbrais daquela necrópole. Seis dias depois, entretanto, um corpo inânime transpunha os umbrais daquela necrópole: Deus, de repente, chamara o farmacêutico.

       9. O vigário, realizada a sua única aspiração, passou a desaparecer por longas horas do dia; fora dos ofícios religiosos, raramente era visto, inquietando ainda mais os habitantes. Uma tarde, a bomba estourou: a viúva do coronel Inácio, inda levar flores à campa do falecido, no velho cemitério, descobrira a verdade macabra, a paisagem inacreditável: o antigo cemitério da cidade transformara-se escandalosamente numa horta. O estupor e a revolta não tiveram limites. Depois de muitos debates, uma comissão foi encarregada de levar ao vigário um pedido enérgico: aquilo não podia continuar, ali repousavam os entes queridos de todas as famílias da cidade: e estas esperavam que o senhor vigário arrancasse sem mais demora todos os pés de hortaliças. O vigário respondeu que não via matéria de escândalo, citou um versículo do Antigo Testamento e despediu a todos com impaciência.

      10. Foi aí que os homens válidos, pedindo a compreensão de Deus, resolveram invadir o cemitério, munidos de enxadas, facas e varapaus, para acabar com a horta que já não deixava ninguém dormir em paz, nem os mortos, nem os vivos. Pois, quando se aproximaram do cemitério, foram barrados pelo cano da espingarda do vigário: ali ninguém entrava vive. Os homens voltaram desapontados e tornaram a discutir o impasse. Alguém então teve a ideia de se levar uma denúncia ao bispo da diocese. Uma semana depois, o padre embarcava numa jardineira com a mala, a espingarda e a cara amarrada. A população toda, depois de decidir que as hortaliças seriam destruídas, e não doadas aos pobres, entrou com o máximo respeito no velho cemitério e devastou a bela plantação.


(Adaptado de: CAMPOS, Paulo Mendes. Balé do pato e outras crônicas. São Paulo: Ática, 2012)
Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:
Alternativas
Q2288238 Português
     1. Os paroquianos estranharam que, apesar de tão mogo, o vigário novo fosse a tal ponto reservado, só falando o indispensável, sempre com a batina lambuzada de terra ou de tinta, às voltas com os reparos materiais da igreja. Com o tempo, acreditou-se, o sacerdote se faria amigo pelo menos das pessoas mais importantes do lugar, o prefeito, o presidente da Câmara, os representantes da Justiça, o médico, dois ou trés fazendeiros, o farmacêutico. Na porta do estabelecimento deste último é que se discutia a personalidade do vigário, formando-se um grupo contra e outro a favor.

     2. - Parece que ele até faz pouco-caso da gente.

     3. - Nunca vi um sujeito de cara tão amarrada.

     4. Os simpatizantes pegavam pelo aspecto mais evidente do padre.

     5. - Mas que homem danado de trabalhador!

     6. E o padre, sem dar mostras de perceber o pasmo da cidade, sempre com suas ferramentas, ativo e suarento. Uma notícia, entretanto, deu aos munícipes a impressão de que iria começar o degelo, isto é, o vigário passaria a ter um contato mais direto e caloroso com o povo e os interesses locais. Ele procurara o prefeito e os vereadores para pleitear um cemitério novo, o velho, nos fundos da casa paroquial, estava mesmo impraticável. Foi um alívio. Enfim, o padre tomara uma atitude perfeitamente normal, uma atitude que o incorporava à comunidade.

     7. - Eu não dizia - exclamava o farmacêutico -, eu apostava que o homem quer o trabalhar por nós. Francamente, este cemitério é indigno do progresso da cidade. A gente aqui nem pode morrer por falta de lugar.

    8. Com o entusiasmo, a Câmara votou uma verba especial para a aquisição de um terreno e benfeitorias adequadas. E não demorou que o novo campo-santo, depois de abençoado, fosse inaugurado com um discurso, no qual o prefeito apelava para os céus: aprouvesse a Deus que jamais um corpo inânime viesse a transpor os umbrais daquela necrópole. Seis dias depois, entretanto, um corpo inânime transpunha os umbrais daquela necrópole: Deus, de repente, chamara o farmacêutico.

       9. O vigário, realizada a sua única aspiração, passou a desaparecer por longas horas do dia; fora dos ofícios religiosos, raramente era visto, inquietando ainda mais os habitantes. Uma tarde, a bomba estourou: a viúva do coronel Inácio, inda levar flores à campa do falecido, no velho cemitério, descobrira a verdade macabra, a paisagem inacreditável: o antigo cemitério da cidade transformara-se escandalosamente numa horta. O estupor e a revolta não tiveram limites. Depois de muitos debates, uma comissão foi encarregada de levar ao vigário um pedido enérgico: aquilo não podia continuar, ali repousavam os entes queridos de todas as famílias da cidade: e estas esperavam que o senhor vigário arrancasse sem mais demora todos os pés de hortaliças. O vigário respondeu que não via matéria de escândalo, citou um versículo do Antigo Testamento e despediu a todos com impaciência.

      10. Foi aí que os homens válidos, pedindo a compreensão de Deus, resolveram invadir o cemitério, munidos de enxadas, facas e varapaus, para acabar com a horta que já não deixava ninguém dormir em paz, nem os mortos, nem os vivos. Pois, quando se aproximaram do cemitério, foram barrados pelo cano da espingarda do vigário: ali ninguém entrava vive. Os homens voltaram desapontados e tornaram a discutir o impasse. Alguém então teve a ideia de se levar uma denúncia ao bispo da diocese. Uma semana depois, o padre embarcava numa jardineira com a mala, a espingarda e a cara amarrada. A população toda, depois de decidir que as hortaliças seriam destruídas, e não doadas aos pobres, entrou com o máximo respeito no velho cemitério e devastou a bela plantação.


(Adaptado de: CAMPOS, Paulo Mendes. Balé do pato e outras crônicas. São Paulo: Ática, 2012)
Com o tempo, acreditou-se, o sacerdote se faria amigo pelo menos das pessoas mais importantes do lugar, o prefeito, o presidente da Câmara, os representantes da Justiça, o médico, dois ou três fazendeiros, o farmacêutico. Na porta do estabelecimento deste último é que se discutia a personalidade do vigário, formando-se um grupo contra e outro a favor. (1° parágrafo)

Para evitar a sua repetição, garantindo assim uma maior coesão textual, omite-se no trecho acima o substantivo
Alternativas
Q2286679 Português

Texto CB1A1-I 

      A 4.ª revolução industrial, marcada por avanços tecnológicos exponenciais, está produzindo uma transformação acelerada das ocupações e dos requisitos de habilidades necessárias ao ingresso dos jovens no mundo do trabalho. A demanda por novas qualificações aumenta, e a obsolescência das existentes se acelera; além disso, muitas atividades rotineiras estão sujeitas à robotização ou à substituição por máquinas inteligentes.   

      Embora essa nova realidade possa abrir grandes oportunidades, a transformação acelerada das ocupações gera também o risco de maior desigualdade.   

      O mundo tecnológico que emerge exige novas qualificações, ou mesmo novas alfabetizações, uma vez que as habilidades do século XXI estão em processo de redefinição radical, o que reforça a importância de educação de qualidade e formação profissional dos jovens para melhorar a empregabilidade e facilitar a transição da educação para o trabalho; de políticas ativas de mercado de trabalho que compreendam serviços e programas de emprego e contratos especiais para jovens; da promoção do respeito aos direitos trabalhistas e do trato não discriminatório dos jovens; além de políticas públicas que estimulem e desenvolvam a oferta de emprego pelas empresas, desde políticas de desenvolvimento e diversificação produtiva até o apoio às pequenas e médias empresas.   

      Entre as modalidades de programas para fomentar o emprego juvenil, as alianças público-privadas desempenham papel essencial, pois representam um campo fértil para a responsabilidade social empresarial e podem ser centrais para o desenvolvimento competitivo das empresas. 

Internet: <www.ilo.org> (com adaptações)

Estariam mantidas a correção e a coerência das ideias do texto CB1A1-I caso se substituísse 
Alternativas
Q2285999 Português
Assinale a alternativa que traz um exemplo de coesão por elipse, ou seja, quando há uma substituição por zero: 
Alternativas
Respostas
2261: C
2262: B
2263: D
2264: B
2265: C
2266: A
2267: B
2268: A
2269: A
2270: D
2271: E
2272: E
2273: C
2274: E
2275: A
2276: D
2277: E
2278: B
2279: A
2280: A