Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Q2345804 Português
Assinale a frase que se mostra corretamente estruturada. 
Alternativas
Q2345801 Português
Todas as frases a seguir permitem a inferência de um local em que estão inseridas; assinale a frase em que o local indicado está inadequado à frase. 
Alternativas
Q2345798 Português
Assinale a opção que apresenta o processo de construção que está identificado corretamente. 
Alternativas
Q4284898 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 


Q6_10.png (447×692)
Q6_10_.png (447×346)


Adaptado de: ISOLA, N. J. O profissionalismo muda tudo. Disponível em: . Acesso em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nicolas-jose-isola/2023/04/o-profissionalismo-mudatudo.shtml>. Acesso em: 9 maio 2023. 

Considere os itens abaixo em que se estabelece uma relação entre uma expressão e aquilo a que se refere.

I - deles (l. 03) – escassos (l. 01)
II - o (l. 24) – poder (l. 24)
III- o (l. 36) – Profissional (l. 35)

Quais estão corretos? 
Alternativas
Q4284896 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 


Q6_10.png (447×692)
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Adaptado de: ISOLA, N. J. O profissionalismo muda tudo. Disponível em: . Acesso em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nicolas-jose-isola/2023/04/o-profissionalismo-mudatudo.shtml>. Acesso em: 9 maio 2023. 

Abaixo são feitas algumas afirmações acerca do texto.

I - No primeiro parágrafo, o autor introduz uma relação de oposição entre as duas ideias ligadas por Quando (l. 02).
II - Em Querem chegar à liderança sem o exercício constante, por vezes exaustivo, mas necessário (l. 31-32), o autor do texto estabelece uma relação de oposição entre exaustivo e necessário.
III - Em O exemplo arrasta e você imprime uma marca, a sua marca nos outros (l. 45-46), o uso de arrasta permite ao autor do texto explicitar sua crítica aos consultores.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4284892 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Q1_5.png (447×747)
Q1_5_.png (446×445)


Adaptado de: VIEIRA JUNIOR, I. Ler e viajar permitem encontrar o novo e conhecer a nós mesmos. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/itamar-vieira-junior/2023/04/ler-e-viajar-permitem-encontrar-o-novo-econhecer-a-nos-mesmos.shtml>. Acesso em: 28 abr. 2023. 
Considere as seguintes afirmações sobre o texto.

I - A expressão de fato (l. 05) tem, no contexto em que ocorre, o sentido de realmente.
II - O que (l. 17) é conjunção e introduz uma oração subordinada.
III - O sujeito de podem (l. 48) é o mesmo de podem (l. 50).

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4284891 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Q1_5.png (447×747)
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Adaptado de: VIEIRA JUNIOR, I. Ler e viajar permitem encontrar o novo e conhecer a nós mesmos. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/itamar-vieira-junior/2023/04/ler-e-viajar-permitem-encontrar-o-novo-econhecer-a-nos-mesmos.shtml>. Acesso em: 28 abr. 2023. 
Abaixo são feitas algumas afirmações acerca de ideias veiculadas pelo texto.

I - Em Esse encontro com o outro – outro mundo, outros humanos, outras paisagens – são oportunidades de sair do espaço familiar e conhecido para penetrar o mistério do desconhecido (l. 52-55) é introduzida a explicação para o “sentimento” que o autor do texto teve ao visitar o Japão.
II - Em Talvez por isso, conserve essa paixão pela literatura: ler é como viajar e encontrar o novo, é reencontrar o familiar (l. 55-57), o autor afirma sua preferência pela leitura em detrimento das viagens. 
III - Em Viajando e lendo, não vamos apenas escrutinar o diferente, mas encontrar e conhecer a nós mesmos (l. 57-59), o autor do texto afirma que, além de examinarmos minuciosamente o diferente, experienciamos o autoconhecimento.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4266246 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Sambaquis: as descobertas sobre as monumentais construções de 8 mil anos no litoral do Brasil

O arqueólogo André Strauss, professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e um dos autores do trabalho, explica que os sambaquis são "grandes montes de conchas dispersos pela costa brasileira, especialmente no Sul e no Sudeste". "Muitos deles têm proporções monumentais, de trinta a quarenta metros de altura", caracteriza. "Eles foram construídos pelas civilizações que ocuparam o litoral Atlântico entre oito mil e dois mil anos atrás."

Acredita-se que a subsistência dessas pessoas estava baseada numa economia mista, que combinava o consumo de peixes, frutos do mar e plantas. Também é possível que eles caçassem alguns animais terrestres e praticassem horticultura.

"Os sambaquis são produto da deposição planejada e de longo prazo de conchas, restos de peixes, plantas, artefatos, restos de combustão e sedimentos locais, e foram utilizados como marcadores territoriais, moradias, cemitérios e locais cerimoniais", resume o artigo da Nature.

Alguns deles, inclusive, trazem centenas ou até milhares de indivíduos enterrados. O sambaqui Capelinha, por exemplo, foi identificado à beira de um rio no Vale do Ribeira, em São Paulo, e tem dez mil anos. Mas há outros monumentos do tipo que são mais recentes, com cerca de mil anos.

Para fazer a análise, os trinta e quatro indivíduos foram divididos em quatro grandes grupos, segundo a localização geográfica: a Baixa Amazônia (nas proximidades da Ilha de Marajó, no Pará), o Nordeste, a região de Lagoa Santa (em Minas Gerais) e a Costa Atlântica Sudeste/Sul, que concentra a maioria dos sambaquis. Lagoa Santa, aliás, é a terra de Luzia, o fóssil humano mais antigo já encontrado na América do Sul, com cerca de treze mil anos. 

Vale destacar que alguns dos trinta e quatro indivíduos estavam relacionados aos sambaquis, mas outros são mais antigos ou mais recentes e ajudaram a fazer comparações entre os genes para entender as relações entre os diferentes povos ao longo da história.

A partir da análise genética dos fósseis, os cientistas esperavam encontrar pistas sobre a origem dos sambaquieiros.

"O estudo da história genética das populações da costa leste da América do Sul revelou que uma cultura temporal e geograficamente tão gigantesca quanto a associada aos sambaquis não foi praticada por um único povo", resume o paleogeneticista Cosimo Posth, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, e um dos autores do artigo.

Na própria conclusão da pesquisa, os cientistas destacam essa heterogeneidade: entre sambaquieiros do Sul e do Sudeste da costa brasileira, há uma diferença genética entre os indivíduos analisados. E isso contraria o que é observado nos registros arqueológicos, que destacam similaridades entre esses grupos.

"É importante mostrar que culturas e genes nem sempre andam juntos. Combinar arqueologia e pesquisa genética pode nos dar um cenário mais preciso de como eram esses indivíduos que habitaram a região costeira", complementa Posth.

Outra descoberta importante: os povos que moravam na costa brasileira há milhares de anos descendem dos mesmos ancestrais que vieram para as Américas cerca de dezesseis mil anos atrás. Esses indivíduos chegaram ao continente a partir da Beríngia, uma ponte terrestre que se formou entre Ásia e América do Norte por causa da glaciação, e deram origem a todas as populações indígenas, como os próprios tupi.

Os resultados da pesquisa recente reservaram ainda outras surpresas.

"Um aspecto importante que observamos é o fato de que o povo de Luzia, em Lagoa Santa, não desapareceu há nove mil anos, como se imaginava. Para nossa surpresa, encontramos evidências em alguns sambaquis da sobrevivência, ainda que parcial, daqueles grupos que foram os primeiros brasileiros", chama a atenção Strauss.

"Essa permanência dos grupos relacionados à Luzia até dois mil anos atrás era algo completamente inesperado que nosso trabalho acabou encontrando."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxegxkr04jvo. Adaptado.
Vale destacar que alguns dos trinta e quatro indivíduos estavam relacionados aos sambaquis, mas outros são mais antigos ou mais recentes e ajudaram a fazer comparações entre os genes para entender as relações entre os diferentes povos ao longo da história.

O número de artigos presentes na frase é de:
Alternativas
Q4265811 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A fome e a mente



A fome, uma das necessidades mais básicas do ser humano, é capaz de exercer um profundo impacto em nossa mente e em nosso comportamento. Quando privado de alimentos por um período prolongado, nosso cérebro reage de maneiras complexas que distorcem nossa percepção da realidade e influencia nosso comportamento de maneira surpreendente.


Em primeiro lugar, ela afeta nossa capacidade cognitiva. A falta de nutrientes essenciais e energia necessária para o funcionamento do cérebro resulta em falta de concentração, redução da memória de curto prazo e dificuldade em tomar decisões. Isso ocorre porque o cérebro prioriza a busca por comida quando a fome se torna intensa, desviando recursos cognitivos de outras funções.


Além disso, a fome distorce nossa percepção das prioridades. Em um estado de fome extrema, a busca por alimento se torna a principal preocupação, muitas vezes obscurecendo nossa capacidade de avaliar outras situações ou necessidades, como abrigo, segurança ou relacionamentos pessoais. A fome cria uma mentalidade de sobrevivência imediata, de maneira que a busca desesperada por comida se torna o foco exclusivo.


A irritabilidade e o estresse aumentam à medida que a fome persiste, e essas emoções distorcem nossa capacidade de se comunicar eficazmente com os outros. Relações interpessoais podem ser afetadas negativamente, tornando-se tensas e conflituosas.


Em casos extremos, a fome crônica leva a distúrbios alimentares, como a anorexia nervosa ou a bulimia, que envolvem uma relação disfuncional com a comida e uma distorção significativa da imagem corporal. Essas condições são uma manifestação extrema de como a fome afeta a mente e o comportamento.


É importante lembrar que a fome não é apenas um problema de países em desenvolvimento. Ela também afeta pessoas em países desenvolvidos, muitas vezes devido à falta de acesso a alimentos saudáveis e à insegurança alimentar.


Para combater seus efeitos, é essencial promover o acesso universal a alimentos nutritivos e à educação sobre alimentação saudável. Além disso, é crucial abordar as questões subjacentes, como desigualdade econômica e social.



(Baseado no texto Como a fome pode distorcer sua mente. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv 21k907zv8o. Adaptado)

Você já deve ter experimentado aquela irritação que vem quando estamos com fome. Estudos mostram que a atenção e a flexibilidade cognitiva são particularmente afetadas no jejum.



Assinale a opção correta de acordo com o texto base.

Alternativas
Q4265709 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que acontece com o corpo quando somos expostos a temperaturas extremas

De acordo com a empresa de meteorologia MetSul, as previsões indicam que as temperaturas previstas para esta semana e a próxima deverão superar consideravelmente as médias históricas de temperatura máxima em todas as cinco regiões do país, com um alto potencial para quebras de recordes. No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estados que devem ser mais afetados, é possível que os termômetros marquem 45ºC.

Embora algumas regiões do Brasil frequentemente experimentem altas temperaturas durante o mês de setembro, e os brasileiros estejam geralmente mais adaptados ao calor em comparação com populações de países europeus que enfrentaram desafios semelhantes nos últimos meses, a situação é particularmente perigosa devido à sua extrema intensidade.

Estar exposto - especialmente nos horários de pico do calor, entre 12 e 16 horas - causa alterações no organismo que oferecem risco à saúde, principalmente para grupos mais frágeis, incluindo idosos, pessoas com comorbidade e crianças pequenas.

Quando o corpo está em estresse térmico, ou seja, é exposto a temperaturas extremas, ele passa por uma série de adaptações fisiológicas para regular a temperatura interna.

No caso da exposição ao calor, a primeira reação do organismo é dissipar a temperatura através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos para liberá-la ao ambiente.

No entanto, em temperaturas muito altas, especialmente quando também está úmido, o mecanismo de resfriamento do suor pode se tornar ineficaz, levando ao superaquecimento corporal, insolação e possíveis danos aos órgãos. 

"Quando estamos expostos a temperaturas mais elevadas, ocorrem adaptações no nosso corpo. A frequência cardíaca aumenta como um mecanismo compensatório, assim como a pressão arterial", explica Lucas Albanaz, clínico geral, coordenador da clínica médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, e mestre em ciências médicas. Outro risco, alerta o médico, é a desidratação devido ao aumento da sudorese.

A depender da temperatura, complementa o médico Alexander Daudt, os sinais vão de câimbra (por falta de eletrólitos, eliminados no suor), à sede intensa e fadiga.

"Outros sintomas mais graves, como tontura, náuseas ou vômitos também podem aparecer. Se a pessoa não conseguir aliviar esse calor, o quadro evolui para choque térmico, confusão mental, convulsões, seguindo para a falência de múltiplos órgãos e óbito", explica Daudt, coordenador do Núcleo de Medicina de Estilo de Vida do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

De acordo com o relatório do The Lancet, nos últimos 20 anos, o aumento da mortalidade relacionado ao calor excessivo em pessoas com mais de 65 anos aumentou em 53,7%.

Os riscos são maiores para pessoas com comorbidades, pessoas idosas, especialmente aquelas com saúde fragilizada, crianças (por ainda estarem com o organismo em formação), trabalhadores que precisam se expor ao sol (como vendedores ambulantes), e aqueles que fazem uso de medicações que, por algum motivo, tornam-se mais vulneráveis.

"É o caso de pacientes que tomam remédios diuréticos por exemplo. Eles, naturalmente, já perdem mais água, e precisam de cuidado extra com hidratação", aponta Daudt.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmj1mp3m7vlo. Adaptado.
No caso da exposição ao calor, a primeira reação do organismo é dissipar a temperatura através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos para liberá-'la' ao ambiente.

O termo destacado na frase substitui o vocábulo:
Alternativas
Q4265629 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

França recorre a fumacê após aumento de dengue, chikungunya e zika

A proliferação na França do mosquito-tigre-asiático, vetor de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya, tem provocado o uso de fumacês em várias cidades, incluindo Paris, que realizou pela primeira vez recentemente uma operação desse tipo.

Autoridades de saúde levam em conta o aumento do risco sanitário no país, sobretudo no próximo ano, em razão do Jogos Olímpicos, que deverão atrair milhões de pessoas do mundo todo.

Os fumacês foram usados no 13° distrito de Paris, em uma área próxima à Praça da Itália, e em Colombes, cidade de 90 mil habitantes a apenas 9 km de Paris, onde duas operações de pulverização de inseticida foram realizadas em menos de duas semanas.

Tanto em Paris como em Colombes, os fumacês ocorreram após a notificação de casos de pessoas que contraíram dengue durante viagens ao exterior e se hospedaram ou residem nas áreas visadas.

A Agência Regional de Saúde da Ile-de-France, que engloba Paris e seus subúrbios, informa já ter registrado cento e trinta e oito casos de dengue neste ano, todos referentes a pessoas que contraíram a doença em viagens ao exterior.

Segundo o Ministério da Saúde da França, desde o início de maio já foram contabilizados em todo o país quinhentos e cinquenta e sete casos de dengue, doze casos de chikungunya e seis casos de zika.

Durante as operações com o fumacê, ruas foram fechadas e a população foi solicitada a permanecer em suas casas e a deixar as janelas fechadas, apesar do forte calor no período.

Em Colombes, onde há muitas casas com jardins, as autoridades também pediram para que as pessoas mantivessem os animais domésticos presos e não consumissem legumes de hortas residenciais durante três dias após a pulverização do inseticida.

As operações foram realizadas para reduzir o risco de transmissão da dengue, afirmou a autoridade de saúde de Paris e sua periferia, a Agência Regional de Saúde da Ile-de-France, em um comunicado.

Segundo o órgão, o fumacê foi acionado em um raio de cento e cinquenta metros ao redor das residências de pessoas que contraíram dengue ao viajar ao exterior, "porque o mosquito-tigre não voa além dessa distância".

Ao picar uma pessoa que contraiu dengue, zika ou chikungunya, o mosquito-tigre transmite a doença ao morder novas pessoas. O vírus utiliza esse inseto como vetor.

Os agentes envolvidos utilizaram equipamentos de proteção e pulverizaram, a pé ou em veículos, espaços verdes e outras áreas de reprodução do mosquito.

A Agência Regional de Saúde da Ile-de-France já realizou, pelo menos, nove fumacês neste ano, sendo apenas um deles, até o momento, na capital francesa.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51kr2lykqko. Adaptado.
Segundo o Ministério da Saúde da França, desde o início de maio já foram contabilizados em todo o país quinhentos e cinquenta e sete casos de dengue. 

Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase. 
Alternativas
Q4264608 Português

Leia o texto para responder a questão.



Entenda as questões por trás da quantidade de água recomendada por dia

Beber água é importante, mas dois litros por dia não é regra, dizem especialistas



    A água é uma grande parte da composição do corpo humano, cerca de 60 a 70%

    Que beber água é imprescindível para a manutenção da saúde não há dúvidas – isso é um consenso. No entanto, a quantidade diária a ser ingerida ainda é alvo de divergências entre as comunidades médica e científica.

    “Por ser tão crítica para a vida, há processos fisiológicos que controlam de forma estrita o balanço de sal e água no organismo. De forma simplificada, para manter a quantidade de água do nosso corpo, é preciso repor as perdas”, afirma o professor Eduardo Barbosa Coelho, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

    Um estudo da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, publicado em novembro de 2022, colocou mais lenha na fogueira da discussão sobre a quantidade ideal de água por dia.

    A pesquisa aponta que a ingestão recomendada de água de oito copos, cerca de dois litros, por dia raramente corresponde às necessidades reais e, muitas vezes, pode ser alta. Segundo a pesquisa, a quantidade necessária para ser bebida varia entre 1,3 a 1,8 litros por dia, a depender da idade, clima e onde a pessoa vive.

    Um estudo publicado na revista Science indica que o volume para consumo diário é determinado por diversos fatores como sexo, idade, aspectos físicos, umidade do ar, temperatura e até mesmo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

    Nesse sentido, pode não existir uma quantidade ideal de água ー como os famosos dois litros ー, já que a influência de múltiplos pontos modifica a necessidade de cada indivíduo.

    “Não há um valor ‘normal’ ou recomendável para se ingerir ao dia. Geralmente, para um adulto numa dieta normoproteica padrão, cerca de um a um e meio litros de água serão suficientes para manter o balanço hídrico. Porém, esse valor dependerá do metabolismo individual, da idade, da distribuição de gordura corporal, das condições ambientais, da atividade física e de outros fatores que afetam a perda de água. Há uma ideia generalizada de que consumir água faz bem à saúde. Como descrito acima, há mecanismos fisiológicos para a manutenção de um equilíbrio hídrico e caso haja falta de água a sede aparecerá”, afirma Coelho.

    [...]


Adaptado de https://www.cnnbrasil.com.br/saude/entenda-as-questoes-por-tras-daquantidade-de-agua-recomendada-por-dia/

O pronome “esse” grafado no último parágrafo retoma  
Alternativas
Q4264017 Português
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Pelé, impossível esquecer

por José Cruz

     Em menos de um mês, o Brasil ganhou destacado espaço na imprensa esportiva internacional. Ironicamente, para registrar duas tristezas. A eliminação da Seleção Brasileira do Mundial do Catar e, a mais recente, a morte do Atleta do Século, Pelé. Entre pódios e alegrias, no futebol e fora dele, o Brasil esportivo também passa por traumas que entristecem a todos. Como a morte de Ayrton Senna, por exemplo, em 1994. O cortejo fúnebre de ontem, em Santos, na despedida de Pelé, lembrou o choro nacional de quando Senna foi sepultado. Nunca mais tivemos um piloto com as características do tricampeão mundial, que nos deixou prematuramente. No futebol, vibramos com outros craques que nos enchem de orgulho. Mas nenhum como Pelé. Nem aqui nem em outro lugar do mundo.
    Sobre Pelé já se escreveu tudo, principalmente os que tiveram o privilégio de com ele conviver, como os cronistas da velha guarda, por exemplo. Pelé foi o tal! Como era craque e famoso, podia ousar. E foi assim que arriscou no cinema e na música. Mas o seu chão, mesmo, era a grama dos estádios onde ele desfilou com classe e jogadas criativas que hoje ainda nos deixam babando diante da TV. Porém, Pelé nunca colocou o seu valorizadíssimo prestígio internacional para combater a discriminação dos negros no esporte, aqui e mundo afora. Chegou a ser criticado por essa omissão. Mesmo assim, raramente falava sobre essa agressão no mais popular dos esportes.
    Quem sintetiza esse tema é a jornalista Angélica Basthi. Em seu livro Pelé: uma estrela negra em campos verdes ela escreveu: "Em 2014, ao comentar o racismo sofrido pelo goleiro Aranha, durante um jogo pelo Santos (time que Pelé também defendeu), disse que, se tivesse parado toda partida em que alguém o chamasse de 'macaco' ou 'crioulo', todos os jogos dos quais participou teriam que ser interrompidos — admitindo, pela primeira vez, que sofria discriminação racial".
    Essa abordagem me lembra de uma entrevista com Pelé, ao lado do também bicampeão mundial, Nilton Santos. Os dois moravam em Brasília. Pelé era ministro extraordinário do Esporte, governo de Fernando Henrique Cardoso. Nilton tinha uma escolinha de futebol no estádio Mané Garrincha. Por sugestão do jornalista André Gustavo Stumpf, a editoria de Esportes do Correio Braziliense reuniu os dois astros numa conversa de quatro horas. Em volta da mesa estavam craques da reportagem, como Ricardo Noblat, José Antônio Alves, Roberto Naves, Ricardo Mendes... A gravação durou quatro horas e o resultado daquele riquíssimo encontro foi publicado numa edição de 16 páginas do Correio, em 1994, se não me engano.
    Quando Pelé chegou para a entrevista, Nilton contava histórias maravilhosas da Seleção Brasileira na Suécia, em 1958, ano da primeira conquista do título mundial. Nilton tratava Pelé de "Negrão". E lembrou que as loirinhas escandinavas "nunca tinham visto um crioulo, jovem (tinha 17 anos), pernas de atleta completo, e por ele logo se apaixonavam". O "Negrão" riu com vontade e confirmou aquela confidência do amigo. E foi assim durante todo o papo, sem que ninguém se ofendesse por usar tais expressões que, hoje, motivam processos e longas reportagens.
    Enfim, Pelé o "Atleta do Século" mereceu todas as homenagens que recebeu "em vida", como sempre desejou.
   Lamentavelmente, Brasília não pôde participar dessa despedida com lembranças que honrem o passado de Pelé por aqui. Num legítimo trambique que envolveu construtoras, a Federação Brasiliense de Futebol e a Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Estádio Pelezão, inaugurado em 1966, no Setor de Oficinas Sul, ao lado do Carrefour, foi demolido. O ato criminoso para o esporte em geral ocorreu em 2009, sem qualquer protesto. No lugar estádio, surgiram imponentes edifícios. E o dinheiro dessa transação perdeu-se em distribuições suspeitas entre cartolas de então. Enfim, "vida que segue", como diria João Saldanha, craque do jornalismo esportivo e que, como treinador, de Pelé, inclusive, classificou a Seleção Brasileira para a campanha do tricampeonato mundial, em 1970, no México.
    Pelé não foi só o craque que encantou o mundo. Ele foi mais... Não deixava repórter sem resposta e valorizava o trabalho da imprensa. Era gentil nas relações, fora de campo, claro. Como ministro chegou, certa vez, para uma solenidade no Hotel Nacional, por volta da 19h. A multidão o cercou, abraços e autógrafos. Ao ver os repórteres num "cercadinho" (perdão, leitores...) ele levantou os dois braços e, com sua voz forte e rouca, pediu um pouco de silêncio e lascou: "Vou atender os repórteres, primeiro. Eles têm hora para fechar os jornais e nós temos a noite toda para ficar aqui". E assim foi. Como esquecer de um cara desses?

Disponível em https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2023/01/5063638- artigo-pele-impossivel-esquecer.html
Analise: “A multidão o cercou, abraços e autógrafos.” E assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4263866 Português
Leia o texto para responder a questão.

Nunca “abra mão” dos seus valores e seja uma eterna aprendiz Na coluna desta semana, conheça a história de Maria Fernanda Teixeira, presidente do Conselho de Administração da Pérola
S.A

Por Fabiana Monteiro

    Natural de Guarda, uma pequena cidade no leste de Portugal, cheguei ao Brasil quando tinha apenas sete anos de idade. Meus pais decidiram atravessar o Atlântico para evitar que os dois filhos mais velhos fossem convocados para a guerra colonial, comandada por Salazar, então, ditador do Estado português. Como imigrante, aprendi cedo o valor do esforço próprio e da estratégia para alcançar minhas metas.
    Aos 9 anos de idade, além de ajudar no atendimento de um bar administrado pela família, eu “abraçava” todas as oportunidades que pudesse para conseguir minha própria renda. Por isso, consegui meu primeiro emprego formal aos 14 anos na área de Tecnologia da Informação (TI) no Banco de São Paulo.
   Três anos depois, recém-casada, ingressei na General Motors (GM) do Brasil, onde desempenhei diversos cargos de gestão no departamento de TI. Seguindo o planejamento que havia feito para minha carreira, e contornando as contingências da vida, como não tinha dinheiro o suficiente para a Faculdade, parei por cerca de 2 anos os meus estudos, com muita lástima. Em seguida, iniciei a graduação em Administração pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e estudei inglês, além de ter me tornado mãe pela primeira vez já no primeiro ano da Faculdade, decidi não parar a Faculdade, nem o Inglês, pois sabia que esses estudos fariam toda diferença na minha carreira.
    Em 1985, fui contratada pela Electronic Data Systems (EDS), onde permaneci por quase 20 anos. Na empresa, atuei em diferentes cargos, desde a gestão de operação e relacionamento com clientes até ser promovida a VicePresidente executiva de operações (COO) da marca em toda a América Latina. Foi nessa época que eu tive minha primeira experiência como conselheira. Assim, recebi um convite para ocupar uma das cadeiras do conselho da Câmara Americana do Comércio (Amcham), em que também participei de diversos comitês, dentre eles o de sustentabilidade. Já nesse período, eu atuava como promotora da diversidade no ambiente empresarial, fundando grupos de mulheres executivas em São Paulo, no Paraná e no Rio de Janeiro. Isso chamou a atenção do Banco Mundial, sediado em Washington, D.C. Assim, torneime representante da América Latina no conselho de “Gender & Development”, responsável por avaliar todos os projetos da instituição e garantir a diversidade neles. Isso me levou a estudar mais a fundo o trabalho dos conselhos de administração.
    Por isso, eu me especializei, por meio da Universidade de Harvard, em conselhos de administração, e me certifiquei no Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, como conselheira. Além disso, fiz cursos de liderança executiva na INSEAD, transformação digital no Massachusetts Institute of Technology (MIT), liderança em economia global na Thunderbird, ESG Competent Boards, dentre outros.
    Ainda ocupei a Presidência do ICT Group para a América Latina entre 2006 e 2009, e atuei como Presidente do First Data Brazil e COO do First Data Corporation para a América Latina entre 2009 e 2013, tornando-me a VicePresidente Sênior (SVP) do grupo nos três anos seguintes. 
    Em 2016, fundei e liderei a Integrow Beyond Numbers. A empresa é uma consultoria que ajuda organizações de diversos setores da economia a criar, a gerir e a aprimorar programas integrados de governança corporativa, gestão de riscos, compliance e ética. No primeiro ano da Integrow, certifiquei a empresa com o selo “B Corporate” que tem as mesmas linhas de atuação do atual ESG. Após quatro anos, fui me dedicar, exclusivamente, aos conselhos e aos comitês que fazia parte.
    Atualmente sou Presidente do conselho de administração da Pérola S.A. e Conselheira de Comitês na Raia Drogasil, do Grupo Simpar, do Grupo Vamos, Claranet Technology. Também tenho uma cadeira no conselho de administração do The Dialogue for Americas, de outras ONG’s e Institutos, além de Conselheira Emérita do Capitalismo Consciente. Consagrada especialista em ESG, sou uma das fundadoras do Grupo Mulheres do Brasil e já fui premiada por três vezes pela Forbes como a mulher executiva mais influente em Tecnologia e Negócios.
     [...]

Adaptado de https://exame.com/colunistas/historias-de-sucesso/nunca-abra-maodos-seus-valores-e-seja-uma-eterna-aprendiz/
Analise: “Foi nessa época que eu tive minha primeira experiência como conselheira.” E assinale a alternativa que apresenta o que foi retomado com o uso do pronome “nessa”.
Alternativas
Q4263540 Português

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Profissionalização é fundamental para crescimento do mercado de aluguel no Brasil Com o desenvolvimento do país, o mercado de aluguéis tende a crescer, e profissionalização do segmento é o motor central para isso acontecer


        O número de brasileiros que moram de aluguel irá aumentar nos próximos anos. A afirmação pode parecer muito categórica, mas o cenário internacional permite fazer esse tipo de previsão com relativa segurança.


        À medida que um país se desenvolve e suas metrópoles tornam-se maiores, mais diversas e densamente povoadas, o aluguel tende a ser a modalidade predominante de moradia, ao menos nas grandes cidades.


        Peguemos como exemplo a cidade de Nova York, nos Estados Unidos: quase 70% de seus habitantes vivem em imóveis alugados, de acordo com o NYU Furman Center, que pesquisa questões de moradia. Em Manhattan, região central da cidade, mais densa e valorizada, esse índice está na casa dos 76%. Se olharmos para outras grandes metrópoles como Paris, Londres ou Barcelona, encontraremos estatísticas similares. 


        No mercado imobiliário brasileiro isso também acontecerá, mas não a curto prazo. Aqui, não mais do que 30% da população vive em imóveis alugados, sendo uma parte relevante feita sem o apoio devido de um profissional de gestão. Há diferenças importantes também na maneira como esse mercado está organizado: a enorme maioria dos imóveis disponíveis para aluguel pertence a pessoas físicas. Nos Estados Unidos e países da Europa, uma parcela relevante dos imóveis de locação pertence a investidores profissionais, incorporadoras ou fundos imobiliários, que se dedicam exclusivamente à gestão dos aluguéis.


        Em suma, o mercado de locação brasileiro ainda é pouco profissionalizado se comparado ao de países desenvolvidos. Quem já precisou alugar uma casa ou apartamento sabe como a jornada do aluguel, do momento da escolha do imóvel até a entrega da documentação, pode ser desafiadora. Alguns critérios mudam radicalmente de um proprietário para outro, por vezes as partes não têm clareza sobre as obrigações de cada lado, muitos proprietários não conseguem manter seus imóveis atualizados e em bom estado de conservação, além do alto temor em relação à inadimplência.


        Vale pontuar que a gestão de aluguel é também uma especificidade com pouco destaque dentro das imobiliárias e visto como trabalhoso pelos corretores muito por conta dos fatores acima, bem como pelo retorno das transações em comparação à dedicação investida. Mas há oportunidades. Dado que a proporção de brasileiros que vivem de aluguel continuará crescendo, e considerando também essas particularidades do nosso mercado imobiliário, é preciso discutir estratégias para profissionalizar a locação no país. É exatamente aqui que os profissionais do mercado, desde imobiliárias e corretores, até fundos e incorporadores, podem desempenhar um papel decisivo.


        Ampliando a expertise na gestão dos imóveis e utilizando tecnologias para otimização, já é possível tornar a jornada de locação mais simples e eficiente para todos.


        Isso começa com uma boa orientação aos proprietários, e conhecer os desejos dos locatários é essencial. Estudos de mercado, como os do DataZAP+, são boas formas de acompanhar as novidades e antecipar desejos. O levantamento “Tendências do Moradia 2022 - Locação”, por exemplo, revela que quem busca imóveis para alugar tem preferência por bairros planejados e condomínios que disponibilizam lazer e entretenimento em suas dependências, como piscina, academia e churrasqueira, além de novidades no quesito conveniência, como mensageria, espaço pet e minimercados. Essas informações contribuem para oferecer insights para proprietários e atender aos anseios de um locatário que espera ter seus reais interesses contemplados.


        Ao mesmo tempo, os recursos digitais permitem agilizar muitas das etapas do processo de escolha de uma moradia. E já há soluções que entregam uma proposta de locação muito completa, que atende muito bem a parte mais crucial da jornada, desde a captação de potenciais interessados, agendamento de visita, fluxo de proposta e contraproposta até análise de perfil. O ZAPWay+, por exemplo, é uma solução que permite à imobiliária analisar perfil do inquilino, e oferecer garantia de recebimento ao proprietário, contando também com uma esteira de negociação e gerenciamento de oportunidades, assinatura digital de contrato e agendamento de visita. Não à toa, imobiliárias que aderem, relatam um tempo de locação 35% menor se comparados aos anúncios tradicionais.


        Com esta evolução do mercado e o amadurecimento de soluções digitais capazes de simplificar e afunilar muito mais o processo de escolha, a jornada do aluguel torna-se muito mais simples e atrativa para todas as partes.


        A questão, portanto, é que elas precisam se envolver mais na gestão ativa dos aluguéis, pois um país em desenvolvimento como o Brasil, com um mercado imobiliário extremamente relevante, necessitará cada vez mais desse tipo de serviço. A profissionalização do setor de locação é etapa indispensável da nossa busca por cidades mais desenvolvidas, inteligentes e funcionais.


Disponível em https://exame.com/colunistas/genomaimobiliario/profissionalizacao-e-fundamental-para-crescimento-do-mercado-dealuguel-no-brasil/

Analise e assinale a alternativa correta.
I. “Ampliando a expertise na gestão dos imóveis e utilizando tecnologias para otimização, já é possível tornar a jornada de locação mais simples e eficiente para todos.
II. “Ao mesmo tempo, os recursos digitais permitem agilizar muitas das etapas do processo de escolha de uma moradia.”
Alternativas
Q4263538 Português

Leia o texto para responder a questão.


Profissionalização é fundamental para crescimento do mercado de aluguel no Brasil Com o desenvolvimento do país, o mercado de aluguéis tende a crescer, e profissionalização do segmento é o motor central para isso acontecer


        O número de brasileiros que moram de aluguel irá aumentar nos próximos anos. A afirmação pode parecer muito categórica, mas o cenário internacional permite fazer esse tipo de previsão com relativa segurança.


        À medida que um país se desenvolve e suas metrópoles tornam-se maiores, mais diversas e densamente povoadas, o aluguel tende a ser a modalidade predominante de moradia, ao menos nas grandes cidades.


        Peguemos como exemplo a cidade de Nova York, nos Estados Unidos: quase 70% de seus habitantes vivem em imóveis alugados, de acordo com o NYU Furman Center, que pesquisa questões de moradia. Em Manhattan, região central da cidade, mais densa e valorizada, esse índice está na casa dos 76%. Se olharmos para outras grandes metrópoles como Paris, Londres ou Barcelona, encontraremos estatísticas similares. 


        No mercado imobiliário brasileiro isso também acontecerá, mas não a curto prazo. Aqui, não mais do que 30% da população vive em imóveis alugados, sendo uma parte relevante feita sem o apoio devido de um profissional de gestão. Há diferenças importantes também na maneira como esse mercado está organizado: a enorme maioria dos imóveis disponíveis para aluguel pertence a pessoas físicas. Nos Estados Unidos e países da Europa, uma parcela relevante dos imóveis de locação pertence a investidores profissionais, incorporadoras ou fundos imobiliários, que se dedicam exclusivamente à gestão dos aluguéis.


        Em suma, o mercado de locação brasileiro ainda é pouco profissionalizado se comparado ao de países desenvolvidos. Quem já precisou alugar uma casa ou apartamento sabe como a jornada do aluguel, do momento da escolha do imóvel até a entrega da documentação, pode ser desafiadora. Alguns critérios mudam radicalmente de um proprietário para outro, por vezes as partes não têm clareza sobre as obrigações de cada lado, muitos proprietários não conseguem manter seus imóveis atualizados e em bom estado de conservação, além do alto temor em relação à inadimplência.


        Vale pontuar que a gestão de aluguel é também uma especificidade com pouco destaque dentro das imobiliárias e visto como trabalhoso pelos corretores muito por conta dos fatores acima, bem como pelo retorno das transações em comparação à dedicação investida. Mas há oportunidades. Dado que a proporção de brasileiros que vivem de aluguel continuará crescendo, e considerando também essas particularidades do nosso mercado imobiliário, é preciso discutir estratégias para profissionalizar a locação no país. É exatamente aqui que os profissionais do mercado, desde imobiliárias e corretores, até fundos e incorporadores, podem desempenhar um papel decisivo.


        Ampliando a expertise na gestão dos imóveis e utilizando tecnologias para otimização, já é possível tornar a jornada de locação mais simples e eficiente para todos.


        Isso começa com uma boa orientação aos proprietários, e conhecer os desejos dos locatários é essencial. Estudos de mercado, como os do DataZAP+, são boas formas de acompanhar as novidades e antecipar desejos. O levantamento “Tendências do Moradia 2022 - Locação”, por exemplo, revela que quem busca imóveis para alugar tem preferência por bairros planejados e condomínios que disponibilizam lazer e entretenimento em suas dependências, como piscina, academia e churrasqueira, além de novidades no quesito conveniência, como mensageria, espaço pet e minimercados. Essas informações contribuem para oferecer insights para proprietários e atender aos anseios de um locatário que espera ter seus reais interesses contemplados.


        Ao mesmo tempo, os recursos digitais permitem agilizar muitas das etapas do processo de escolha de uma moradia. E já há soluções que entregam uma proposta de locação muito completa, que atende muito bem a parte mais crucial da jornada, desde a captação de potenciais interessados, agendamento de visita, fluxo de proposta e contraproposta até análise de perfil. O ZAPWay+, por exemplo, é uma solução que permite à imobiliária analisar perfil do inquilino, e oferecer garantia de recebimento ao proprietário, contando também com uma esteira de negociação e gerenciamento de oportunidades, assinatura digital de contrato e agendamento de visita. Não à toa, imobiliárias que aderem, relatam um tempo de locação 35% menor se comparados aos anúncios tradicionais.


        Com esta evolução do mercado e o amadurecimento de soluções digitais capazes de simplificar e afunilar muito mais o processo de escolha, a jornada do aluguel torna-se muito mais simples e atrativa para todas as partes.


        A questão, portanto, é que elas precisam se envolver mais na gestão ativa dos aluguéis, pois um país em desenvolvimento como o Brasil, com um mercado imobiliário extremamente relevante, necessitará cada vez mais desse tipo de serviço. A profissionalização do setor de locação é etapa indispensável da nossa busca por cidades mais desenvolvidas, inteligentes e funcionais.


Disponível em https://exame.com/colunistas/genomaimobiliario/profissionalizacao-e-fundamental-para-crescimento-do-mercado-dealuguel-no-brasil/

O pronome “isso” utilizado no primeiro período do oitavo parágrafo retoma
Alternativas
Q4262870 Português
Considerando a coesão sequencial, assinale a alternativa que NÃO apresenta um mecanismo de sequenciação parafrástica.
Alternativas
Q4249459 Português
Verão com moderação

   O calor com o qual o brasileiro imagina estar aclimatado é coisa do passado. O aumento da intensidade e da frequência de ondas de temperaturas extremas é uma realidade trazida pelas mudanças climáticas, que chegou para ficar no Brasil, alertam especialistas. E elas adoecem e aumentam os índices de partos prematuros, suicídio, agressividade e criminalidade, revelam novos estudos. O calor extremo mata.
    Ninguém está acostumado com essas temperaturas. Que o digam, por exemplo, habitantes do Rio de Janeiro, que arderam no último dia 4 de fevereiro a 58 C, a maior sensação térmica já registrada na cidade. Ou os gaúchos, que têm enfrentado dias seguidos temperaturas superiores a 35 C com baixa umidade do ar, combinação insalubre, que aumenta a perda de líquido, sobrecarrega o organismo e eleva o risco para saúde.
    “O calor é uma grave ameaça à saúde. As pessoas precisam entender que ele mata. É uma ilusão pensar “estou acostumado”. Isso já não existe mais. É hora de pensar em adaptação, novas políticas públicas e cuidados pessoais. Não é mais preciso ir para o deserto para morrer de calor” adverte Paulo Saldiva, professor do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, especialista no impacto do meio ambiente sobre a saúde.

Fonte: Jornal O Globo, Edição de 11 de fevereiro de 2023.
Assinale a alternativa que apresente o referente no texto do termo em destaque no período: E elas adoecem e aumentam os índices de partos prematuros, suicídio, agressividade e criminalidade, revelam novos estudos.
Alternativas
Q4249313 Português
EUA derrubam objeto não identificado sobre o Alasca


   O Pentágono derrubou ontem um objeto não identificado sobre o Alasca por ordem do presidente Joe Biden. O incidente foi confirmado pelo porta-voz da Casa Branca, John Kirby, em entrevista coletiva. Autoridades dos EUA disseram que não foi confirmado se o objeto era um balão, mas estava viajando a uma altitude que o tornava uma ameaça potencial para aeronaves civis. Segundo o porta-voz, o objeto estava a uma altitude de cerca de 40 mil pés. Kirby disse que as autoridades o estavam descrevendo como “objeto” porque essa era a melhor descrição até o momento.

   Uma autoridade dos EUA disse que não havia “nenhuma indicação afirmativa de ameaça militar” para as pessoas no solo. Autoridades disseram que não podiam confirmar se havia algum equipamento de vigilância no objeto abatido. Um esforço de recuperação dos escombros estava sendo conduzido, disse Kirby. Ele disse que o objeto era “aproximadamente do tamanho de um carro pequeno” – muito menor do que o balão espião que tinha uma carga útil do tamanho de um ônibus.

   A ação ocorre menos de uma semana depois que um caça americano derrubou um balão espião chinês que havia atravessado os EUA. A Casa Branca foi criticada por alguns republicanos por não derrubar imediatamente o balão, mas Biden disse que estava agindo por recomendação de oficiais militares, que disseram para esperar até que o balão estivesse sobre a água antes de destruí-lo para não haver riscos para pessoas em solo. Autoridades dos EUA dizem que o balão espião fazia parte de uma frota dirigida pelos militares chineses que sobrevoou mais de 40 países em cinco continentes nos últimos anos.

  Os balões são fabricados por uma ou mais empresas administradas por civis que vendem oficialmente produtos para os militares, disseram autoridades americanas, embora o governo Biden não tenha identificado publicamente a empresa que fabricou o balão derrubado. Autoridades dizem que um balão que estava flutuando sobre a América Latina na semana passada também fazia parte do programa de vigilância chinês.


Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo, Edição de 11 de fevereiro de 2023.
Assinale a alternativa que poderia substituir o período “Segundo o porta-voz, o objeto estava a uma altitude de cerca de 40 mil pés.”, mantendo as mesmas relações de sentido no texto: 
Alternativas
Q4249308 Português
EUA derrubam objeto não identificado sobre o Alasca


   O Pentágono derrubou ontem um objeto não identificado sobre o Alasca por ordem do presidente Joe Biden. O incidente foi confirmado pelo porta-voz da Casa Branca, John Kirby, em entrevista coletiva. Autoridades dos EUA disseram que não foi confirmado se o objeto era um balão, mas estava viajando a uma altitude que o tornava uma ameaça potencial para aeronaves civis. Segundo o porta-voz, o objeto estava a uma altitude de cerca de 40 mil pés. Kirby disse que as autoridades o estavam descrevendo como “objeto” porque essa era a melhor descrição até o momento.

   Uma autoridade dos EUA disse que não havia “nenhuma indicação afirmativa de ameaça militar” para as pessoas no solo. Autoridades disseram que não podiam confirmar se havia algum equipamento de vigilância no objeto abatido. Um esforço de recuperação dos escombros estava sendo conduzido, disse Kirby. Ele disse que o objeto era “aproximadamente do tamanho de um carro pequeno” – muito menor do que o balão espião que tinha uma carga útil do tamanho de um ônibus.

   A ação ocorre menos de uma semana depois que um caça americano derrubou um balão espião chinês que havia atravessado os EUA. A Casa Branca foi criticada por alguns republicanos por não derrubar imediatamente o balão, mas Biden disse que estava agindo por recomendação de oficiais militares, que disseram para esperar até que o balão estivesse sobre a água antes de destruí-lo para não haver riscos para pessoas em solo. Autoridades dos EUA dizem que o balão espião fazia parte de uma frota dirigida pelos militares chineses que sobrevoou mais de 40 países em cinco continentes nos últimos anos.

  Os balões são fabricados por uma ou mais empresas administradas por civis que vendem oficialmente produtos para os militares, disseram autoridades americanas, embora o governo Biden não tenha identificado publicamente a empresa que fabricou o balão derrubado. Autoridades dizem que um balão que estava flutuando sobre a América Latina na semana passada também fazia parte do programa de vigilância chinês.


Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo, Edição de 11 de fevereiro de 2023.
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Respostas
2001: A
2002: A
2003: A
2004: D
2005: B
2006: D
2007: C
2008: C
2009: B
2010: D
2011: B
2012: A
2013: A
2014: C
2015: A
2016: C
2017: B
2018: A
2019: B
2020: B