Questões de Concurso Comentadas sobre coesão e coerência em português

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Q3109326 Português
Texto I

O Etarismo no Brasil


   Infelizmente, o etarismo é uma realidade presente em diversos aspectos da vida das pessoas idosas no Brasil. No mercado de trabalho, muitas vezes, elas são excluídas de oportunidades de emprego devido a preconceitos e estereótipos negativos relacionados à sua idade. Isso ocorre apesar das experiências, habilidades e conhecimentos valiosos que muitos idosos possuem e poderiam compartilhar, lamentavelmente.

    O que é o Etarismo?

  O etarismo, também conhecido como ageísmo ou idadismo, envolve estereótipos e uma visão preconceituosa em relação às pessoas. Ele se refere à discriminação e ao preconceito às pessoas com base em sua idade. O etarismo contribui para a segregação da população e está vinculado a padrões sociais estabelecidos na sociedade, como a valorização da produtividade e da juventude, bem como o acesso desigual às novas tecnologias. É uma forma de discriminação que se baseia na ideia de que a idade avançada é um fator negativo ou inferior, levando a estereótipos negativos, tratamento injusto e exclusão social.

    O etarismo pode se manifestar de várias maneiras, tanto em níveis individuais quanto estruturais. No nível individual, pode ocorrer por meio de comentários depreciativos, ridicularização, marginalização ou tratamento desrespeitoso em relação a pessoas mais velhas. Isso pode acontecer em ambientes pessoais, sociais ou profissionais, incluindo interações cotidianas, no mercado de trabalho, nos serviços de saúde e na mídia.

   Em níveis estruturais, o etarismo se reflete em políticas, práticas e normas sociais que limitam ou negam oportunidades e direitos às pessoas idosas. Isso pode incluir a falta de acessibilidade em espaços públicos, discriminação no mercado de trabalho, estereótipos negativos nas representações midiáticas, falta de cuidados de saúde adequados e restrições nas esferas política e cultural.

   O etarismo é prejudicial não apenas para as pessoas idosas, mas também para a sociedade como um todo. Ele perpetua estereótipos negativos, impede a participação ativa e produtiva das pessoas mais velhas e contribui para a exclusão social e o isolamento. Além disso, o etarismo limita o acesso a valiosas contribuições e experiências que as pessoas idosas podem oferecer em diversas áreas da vida.

   O etarismo pode ser considerado um crime de injúria quando alguém tem sua honra ou dignidade prejudicada, porém, isso é aplicável apenas quando se trata de pessoas idosas com 60 anos ou mais. Recentemente, um caso envolvendo uma estudante de Biomedicina de 45 anos, residente em Bauru, interior de São Paulo, foi alvo de ridicularização por seus colegas de classe devido à sua idade. Em resposta a essa situação, o deputado Fábio Macedo propôs uma medida para ampliar essa proteção contra o etarismo, tornando-a aplicável a qualquer faixa etária.

   Com o envelhecimento da população e o crescente investimento em qualidade de vida, muitos países ao redor do mundo estão lidando com a produtividade, vitalidade e alegria da Terceira Idade em diversos espaços e profissões. Ainda assim, o preconceito social segue crescendo e se disseminando na sociedade.

    Mas é só com pessoas idosas?

    Os preconceitos podem afetar tanto os jovens quanto os mais velhos. De acordo com uma pesquisa, 73% dos profissionais das gerações Y (nascidos entre 1980 e 1989) e Z (nascidos entre 1990 e 2010) sentem que são subestimados devido à sua idade mais jovem. Por outro lado, 66% dos profissionais da geração X (nascidos entre meados da década de 1960 até 1979) sentem que os mais jovens duvidam de seu profissionalismo. Esses dados ilustram como os estereótipos etários podem afetar diferentes faixas etárias no ambiente de trabalho.

    No caso citado, a universitária Patrícia Linares, 45, registrou um boletim de ocorrência por injúria e difamação contra as três jovens que gravaram um vídeo e publicaram em uma rede social em que praticam discriminação etária contra ela. Nestes casos, a vítima deve procurar uma delegacia, prestar queixa e fazer valer seus direitos. Mas lembre-se de que cada situação é única, e as medidas a serem tomadas podem variar de acordo com o contexto e as leis locais. É importante cuidar do seu bem-estar emocional e buscar o suporte necessário para enfrentar o etarismo de maneira adequada. A luta contra o etarismo é dever de todos, já que praticamente ninguém quer morrer jovem.


Disponível em https://www.verifact.com.br/etarismo-e-crime/#:~:text=forma%20de%20discrimina%C3%A7%C3%A3o.- ,O%20Etarismo%20no%20Brasil,negativos%20relacionados%20%C3%A0%20sua%20idade. Com adaptações.
Algumas palavras funcionam como marcadores textuais, atuando na coesão e na organização das ideias nos textos. Ciente disso, assinale a alternativa que indica corretamente a relação coesiva exercida pelos termos em destaque nos trechos do Texto a seguir.
Alternativas
Q3109212 Português
Texto CB4A1


       Não se sabe exatamente se a primeira eleição a que Rui Barbosa concorreu foi para deputado provincial, na Bahia, em 1875. Vagou-se um cargo na Assembleia Provincial, em razão da morte de um de seus membros, João Victor de Carvalho. As províncias do Império foram divididas em distritos eleitorais de três deputados cada um, eleitos por maioria relativa de votos.
        A eleição dos membros das Assembleias Provinciais far-se-ia da mesma maneira que a dos deputados à Assembleia Geral, não havendo suplentes: no caso de “morte do deputado, opção por outro distrito, ou perda do seu lugar por qualquer motivo”, proceder-se-ia a uma nova eleição no mesmo distrito.
         Luiz Vianna Filho — que é, reconhecidamente, junto com João Mangabeira, um dos mais completos biógrafos de Rui — nega essa candidatura. E diz:
         “No prestimoso volume Correspondência, em que reuniu cartas e documentos de Rui Barbosa, publica o Sr. Homero Pires uma circular de Rui dirigida aos eleitores do 3.º Distrito, datada de 4 de outubro de 1875, e à qual pôs o Dr. Homero Pires a seguinte nota: ‘Somente em 1878 Rui Barbosa teve ingresso na Assembleia Legislativa Provincial da Bahia’. De fato, a circular existe em fac-símile no arquivo da Fundação Casa Rui Barbosa. Entretanto, uma vez que essa nota pode suscitar equívoco, deve ser esclarecido que, na realidade, Rui, candidato em 1878, o foi nesse ano pela primeira vez. Até porque, em 1875, estava o Partido Liberal afastado das lides eleitorais, atitude que só foi modificada em 19 de março de 1876.”
      Vianna alega, ainda, que o próprio Rui, “ao responder à comissão promotora da candidatura dele pelo 1.º Distrito da Corte, em 1889, declara expressamente: ‘Nos cinco escrutínios em que corri os azares da luta eleitoral...’. Ora, os cinco escrutínios são o de 1878, o de 1881, o de 1884, o de 1886 e o de 1888”.
           Mas, se a circular é de 4 de outubro de 1875, não se sabendo se teria sido distribuída, a eleição, a que parece Rui ter concorrido, foi em 10 de janeiro daquele ano. E há um parecer da Comissão de Poderes da Assembleia, lido em 3 de março de 1875, que indica o resultado do pleito: Francisco José da Costa – 182 votos; Tenente Coronel Manuel Jerônimo Ferreira – 39 votos; Rui Barbosa – 6 votos; Cícero Emiliano Alcamim – 1 voto.
       O parecer conclui: “[...] considerando que se acha regular a referida eleição, contra a qual não houve reclamação, é de parecer que seja declarado deputado à Assembleia Provincial pelo 1.º Distrito o Dr. Francisco José da Costa, que obteve maior soma de votos”. 




Walter Costa Porto. Rui Barbosa e o voto. In: Estudos Eleitorais na História. v. 11, n.º 3, setembro/dezembro 2016. Brasília: Escola Judiciária eleitoral, 2017. Internet: <bibliotecadigital.tse.jus.br> (com adaptações).
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1, julgue o item seguinte.

Mantendo-se a coerência e a correção gramatical do texto, a oração “não havendo suplentes” (segundo parágrafo) poderia ser substituída por se não houvesse suplentes.
Alternativas
Q3109211 Português
Texto CB4A1


       Não se sabe exatamente se a primeira eleição a que Rui Barbosa concorreu foi para deputado provincial, na Bahia, em 1875. Vagou-se um cargo na Assembleia Provincial, em razão da morte de um de seus membros, João Victor de Carvalho. As províncias do Império foram divididas em distritos eleitorais de três deputados cada um, eleitos por maioria relativa de votos.
        A eleição dos membros das Assembleias Provinciais far-se-ia da mesma maneira que a dos deputados à Assembleia Geral, não havendo suplentes: no caso de “morte do deputado, opção por outro distrito, ou perda do seu lugar por qualquer motivo”, proceder-se-ia a uma nova eleição no mesmo distrito.
         Luiz Vianna Filho — que é, reconhecidamente, junto com João Mangabeira, um dos mais completos biógrafos de Rui — nega essa candidatura. E diz:
         “No prestimoso volume Correspondência, em que reuniu cartas e documentos de Rui Barbosa, publica o Sr. Homero Pires uma circular de Rui dirigida aos eleitores do 3.º Distrito, datada de 4 de outubro de 1875, e à qual pôs o Dr. Homero Pires a seguinte nota: ‘Somente em 1878 Rui Barbosa teve ingresso na Assembleia Legislativa Provincial da Bahia’. De fato, a circular existe em fac-símile no arquivo da Fundação Casa Rui Barbosa. Entretanto, uma vez que essa nota pode suscitar equívoco, deve ser esclarecido que, na realidade, Rui, candidato em 1878, o foi nesse ano pela primeira vez. Até porque, em 1875, estava o Partido Liberal afastado das lides eleitorais, atitude que só foi modificada em 19 de março de 1876.”
      Vianna alega, ainda, que o próprio Rui, “ao responder à comissão promotora da candidatura dele pelo 1.º Distrito da Corte, em 1889, declara expressamente: ‘Nos cinco escrutínios em que corri os azares da luta eleitoral...’. Ora, os cinco escrutínios são o de 1878, o de 1881, o de 1884, o de 1886 e o de 1888”.
           Mas, se a circular é de 4 de outubro de 1875, não se sabendo se teria sido distribuída, a eleição, a que parece Rui ter concorrido, foi em 10 de janeiro daquele ano. E há um parecer da Comissão de Poderes da Assembleia, lido em 3 de março de 1875, que indica o resultado do pleito: Francisco José da Costa – 182 votos; Tenente Coronel Manuel Jerônimo Ferreira – 39 votos; Rui Barbosa – 6 votos; Cícero Emiliano Alcamim – 1 voto.
       O parecer conclui: “[...] considerando que se acha regular a referida eleição, contra a qual não houve reclamação, é de parecer que seja declarado deputado à Assembleia Provincial pelo 1.º Distrito o Dr. Francisco José da Costa, que obteve maior soma de votos”. 




Walter Costa Porto. Rui Barbosa e o voto. In: Estudos Eleitorais na História. v. 11, n.º 3, setembro/dezembro 2016. Brasília: Escola Judiciária eleitoral, 2017. Internet: <bibliotecadigital.tse.jus.br> (com adaptações).
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1, julgue o item seguinte.

O trecho “far-se-ia” (segundo parágrafo) poderia ser substituído, mantendo-se a coerência e a correção gramatical do texto, por seria feita. 
Alternativas
Q3108987 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que pode a música brasileira na cena mundial?

É imenso o interesse que a música brasileira desperta mundo afora. Essa força pulsante, no entanto, enfrenta o desafio das históricas dinâmicas globais

Por Maria Marighella

Hermeto Pascoal, o bruxo dos sons, fez história mais uma vez. Aos 88 anos, o alagoano de Olho d'Água se tornou o primeiro brasileiro a ser homenageado pelo "WOMEX Artist Award", honraria concedida por uma das maiores feiras globais de música, no último domingo, 27 de outubro, na Inglaterra. Hermeto aprendeu, em seu território, as notas da natureza agreste e do nascedouro das águas. Aquele que faz música até com a própria barba colocou na gira do mundo a força inventiva brasileira, gênese da insurgência do povo que somos.

É imenso o interesse que a música brasileira − a voz e a letra da nossa ofensiva sensível − desperta mundo afora. Essa força pulsante, no entanto, enfrenta o desafio das históricas dinâmicas globais: 88% do financiamento para mobilidade internacional concentra-se na Europa e América do Norte, segundo estudo da plataforma "On the Move", em parceria com a "BOP Consulting" (2017).

É ainda mais inquietante que apenas 9% dos destinos de mobilidade estão no "Sul Global" e que apenas 18% dos candidatos aptos a participar de programas de financiamento estão nessa mesma região, o que reflete também as barreiras para a mobilidade Sul-Sul, que, em grande medida, depende desses mesmos fundos internacionais e cooperação multilateral.

Os números, por óbvio, refletem um projeto político de manutenção de relações hegemônicas que se perpetuam, sobretudo, no campo do simbólico. Como, então, reescrever esse trânsito global? O que pode emergir quando outras geografias para as artes são desenhadas? Essas são questões que a arte brasileira, em sua insurgência, nos desafia a encarar.

Com a retomada das relações do Brasil com o mundo, as artes brasileiras retornam à cena global, como ativos da democracia e da diplomacia, espaço de diálogo, identidade e soberania. Programas de cooperação entre países da Ibero-América e África são indicativos de parcerias entre agentes e expansão de mercados Sul-Sul. As artes e artistas são parte fundamental da relação entre países e sociedades, não meros agentes que chegam depois. A mobilidade artística é, portanto, central no processo de construção de um ambiente de cooperação e respeito, que possibilite a aproximação e afetação entre geografias culturais.

Assim como o grande Hermeto, artistas e agentes das artes têm construído uma agenda internacional que reafirma nossas múltiplas narrativas. Uma ofensiva que formula sínteses e constrói, no sensível e no simbólico, a reparação urgente. Esses movimentos nos desafiam a imaginar como novos trânsitos artísticos podem articular pactuações comprometidas com o reconhecimento de culturas e povos subalternizados, com o combate ao racismo e às desigualdades.

Foi a música brasileira que deu a letra e plantou a floresta e o debate climático global no centro da atenção dos agentes presentes na Womex 2024, com o Circuito Amazônico de Festivais, iniciativa que reúne oito iniciativas da Amazônia Legal brasileira. Em um momento em que a crise climática ocupa um lugar decisivo na agenda política internacional, iniciativas como este circuito, elo fundamental da rede das artes, nos convidam a refletir sobre uma ética do existir no mundo, um debate em que a música e a imaginação têm assento.

Fortalecer esses movimentos e desenhar outros circuitos de difusão será fundamental no enfrentamento dos desequilíbrios que os números apresentam. Para que a internacionalização da música brasileira seja continuada e perene, abrindo espaço para novas experiências musicais, são essenciais a criação de diretrizes que orientarão esse campo e a articulação entre instituições que ofereçam mecanismos e deem densidade a esses movimentos, trazendo retornos ao Brasil, aos fazedores de cultura e, sobretudo, às cidadãs e cidadãos brasileiros, que encontram nas artes a expressão de sua identidade. Reconhecer a importância da mobilidade artística é o primeiro passo para a construção de políticas que fortaleçam esse elo fundamental com o mundo, um sistema de diretrizes e garantias, direitos e liberdades que impulsione o encontro e permita ao mundo conhecer aquilo que só tem no Brasil.


(Disponível em: https://midianinja.org/opiniao/o-que-pode-a-musica-brasileira-na-cenamundial/. Acesso em 02 dez. 2024. Adaptado.)
Tendo como referência a leitura do texto em sua integralidade, analise as proposições que seguem e marque V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Em "Aos 88 anos, o alagoano de Olho d'Água se tornou o primeiro brasileiro a ser homenageado pelo "WOMEX Artist Award" [...]", o pronome reflexivo no verbo destacado estaria corretamente usado, de acordo com as normas gramaticais, se estivesse posposto ao verbo. Contudo, o uso feito pela autora não compromete a coesão e a coerência textuais.
(__)Em "Em um momento em que a crise climática ocupa um lugar decisivo na agenda política internacional, iniciativas como este circuito, elo fundamental da rede das artes, nos convidam a refletir sobre uma ética do existir no mundo, um debate em que a música e a imaginação têm assento", o pronome demonstrativo "este" faz referência a "Circuito Amazônico de Festivais", conferindo ao texto clareza e coesão textual.
(__) Em "Reconhecer a importância da mobilidade artística é o primeiro passo para a construção de políticas que fortaleçam esse elo fundamental com o mundo, um sistema de diretrizes e garantias, direitos e liberdades que impulsione o encontro e permita ao mundo conhecer aquilo que só tem no Brasil", o verbo impulsionar deveria estar no plural, posto que ele tem como sujeito "direitos e liberdades". Logo, tem-se um desvio de concordância verbal e comprometimento da coesão textual.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3108212 Português
A notícia: "Biden conhece Rio Negro e vê áreas devastadas durante sobrevoo em Manaus", publicado em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/bidenconhece-rio-negro-e-ve-areas-devastadas-durantesobrevoo-em-manaus/ (com acesso em 15/11/2024), foi adaptada para compor fragmentos.
Enumere os 06(seis) fragmentos listados a seguir na sequência correta para que forme um texto coeso e coerente.

1. Durante o voo, a Casa Branca relatou que Biden observou contrastes marcantes entre as águas escuras do Rio Negro e a coloração marrom do Rio Amazonas.
2. A rota incluiu refúgios de vida selvagem, áreas afetadas por erosão, incêndios e navios encalhados. Esse panorama reflete os desafios enfrentados pela Amazônia em sua conservação.
3. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, realizou um sobrevoo na Amazônia, especificamente na região de Manaus, onde observou o encontro dos rios Negro e Amazonas e áreas impactadas pela devastação ambiental.
4. Após o pouso em Manaus, Biden seguiu para o Museu da Amazônia, enfatizando seu compromisso com o meio ambiente.
5. Acompanhado por John Podesta, enviado climático dos EUA, e pelo cientista brasileiro Dr. Carlos Nobre, a visita destacou questões ambientais cruciais.
6. A visita reforça o papel diplomático e científico na proteção da Amazônia, destacando sua importância global e a necessidade de ações conjuntas para mitigar os impactos da degradação ambiental.

A sequência CORRETA é?
Alternativas
Q3108202 Português
Leia o poema abaixo:
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: - Em que espelho ficou perdida a minha face?
MEIRELES, C. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001.

Assinale a alternativa CORRETA, que explica a utilização dos pronomes demonstrativos "este", "estes", "estas" e "esta" no texto em relação à coesão referencial.
Alternativas
Q3108196 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão a seguir.
"O homem político depende do jornalista. Mas de quem dependem os jornalistas? Daqueles que os pagam. E quem os paga são as agências de publicidade que compram para seus anúncios espaços nos jornais, ou tempo no rádio. À primeira vista, poderíamos pensar que elas irão se dirigir, sem hesitar, a todos os jornais cuja grande circulação pode promover a venda de um produto. Mas é uma idéia ingênua. A venda do produto tem menos importância do que se pensa. Basta considerar o que se passa nos países comunistas, afinal de contas, não se poderia afirmar que milhares de cartazes de Lênin colados em toda parte pelo caminho possam tornar Lênin mais querido. As agências de publicidade do partido comunista (as famosas seções de agitação e propaganda) há muito tempo esqueceram a sua finalidade prática (tornar amado o sistema comunista) e tornaram-se seu próprio fim: criar uma linguagem, fórmulas, uma estética (os chefes dessas agências foram, outrora, os mestres absolutos da arte em seu país), um estilo de vida particular que em seguida desenvolveram, lançaram, e impuseram aos pobres povos. Vocês poderiam objetar que publicidade e propaganda não têm ligação entre si, estando uma a serviço do mercado e a outra a serviço da ideologia? Não estão compreendendo nada. Há mais ou menos cem anos, na Rússia, os marxistas perseguidos formaram pequenos círculos clandestinos em que se estudava em conjunto o “Manifesto” de Marx; simplificaram o conteúdo dessa ideologia para difundi-la em outros círculos cujos membros, simplificando por sua vez essa simplificação do simples, a transmitiram e propagaram até o momento em que o marxismo, conhecido e poderoso em todo planeta, viu-se reduzido a uma coleção de seis ou sete slogans tão precariamente ligados entre si, que dificilmente poderemos considerá-lo como ideologia. E como tudo que ficou de Marx não forma mais nenhum sistema lógico de idéias, mas apenas uma seqüência de imagens e emblemas sugestivos (o operário que sorri segurando seu martelo, o branco estendendo a mão ao amarelo e ao negro, a pomba da paz voando etc.), podemos justificadamente falar de uma transformação progressiva, geral e planetária da ideologia em imagologia"
KUNDERA, Milan. A imortalidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

O texto anterior apresentado discute a relação entre jornalismo, publicidade e ideologia, abordando transformações históricas e comunicativas. A partir da análise desse texto, avalie as alternativas abaixo e identifique aquela que melhor reflete uma interpretação coerente e aprofundada das ideias centrais do autor.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO Provas: INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Assistente Social | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Controlador de Município | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Farmacêutico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Fisioterapeuta | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Coordenador Pedagógico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Médico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Nutricionista | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Orientador Pedagógico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Odontólogo | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Ciências - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Educação Física | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de História - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Informática - Licenciatura em Computação | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Matemática - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Pedagogia - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Enfermeiro | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Português - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Psicopedagogo |
Q3107794 Português
Leia as alternativas abaixo e assinale a que descreve, de forma mais precisa e detalhada, a função e a estrutura do tópico frasal em um parágrafo dissertativo, considerando sua relevância para a coesão textual e o desenvolvimento argumentativo.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO Provas: INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Assistente Social | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Controlador de Município | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Farmacêutico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Fisioterapeuta | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Coordenador Pedagógico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Médico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Nutricionista | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Orientador Pedagógico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Odontólogo | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Ciências - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Educação Física | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de História - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Informática - Licenciatura em Computação | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Matemática - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Pedagogia - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Enfermeiro | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Português - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Psicopedagogo |
Q3107788 Português
Uma dissertação é um tipo de texto argumentativo, estruturado de forma lógica, com introdução, desenvolvimento e conclusão, que busca expor e defender um ponto de vista.
Em relação à coesão textual em uma dissertação, analise as assertivas a seguir.
I. O autor deve repetir termos idênticos para evitar ambiguidades.
II. As ideias devem ser encadeadas logicamente, sem repetições desnecessárias.
III. O texto deve apresentar palavras complexas para garantir sofisticação.
IV. Deve-se manter um equilíbrio entre orações simples e complexas para manter o ritmo e evitar cansaço ao leitor.
V. Deve-se fazer o uso constante de pronomes pessoais para tornar o texto mais dinâmico.

Aponte a alternativa CORRETA
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO Provas: INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Assistente Administrativo | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Agente Comunitário de Saúde | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Agente de Contratação Pública (Pregoeiro) | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Atendente de Farmácia | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Fiscal de Tributos | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Fiscal de Posturas e Meio Ambiente | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Fiscal de Vigilância Sanitária | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Guarda de Endemias | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Psicólogo | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Auxiliar de Saúde Bucal | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico Ambiental | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico em Contabilidade | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico em Enfermagem | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico em Informática | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico em Sistema Único de Assistência Social |
Q3107725 Português

Considere o seguinte trecho:


"Não há nada mais pesado do que a compaixão. Nem sequer a própria dor é tão pesada quanto a dor sentida com alguém, por alguém, para alguém, multiplicada pela imaginação, prolongada em mil ecos."


KUNDERA, Milan. A insustentável leveza do ser. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.


Com base nesse trecho, assinale a alternativa que apresenta um exemplo de “coesão” e “coerência” no desenvolvimento das ideias.

Alternativas
Q3104976 Português
Texto VI


    O bife e o vinho compartilham a mitologia sanguínea. É o coração da carne, e qualquer um que a consuma assimila a força do touro. Obviamente, o prestígio do bife deve-se ao seu estado de semicrueza: nele o sangue é simultaneamente visível, denso, compacto e suscetível de ser cortado: imagina-se logo a ambrosia antiga sob a forma de uma matéria pesada que diminui entre os dentes, de modo a fazer com que se sinta ao mesmo tempo a sua força de origem e a sua plasticidade se expandirem no próprio sangue do homem.

    E assim como o vinho se transforma, para um bom número de intelectuais, em substância mediúnica que os conduz à força original da natureza, do mesmo modo o bife é para eles um alimento de redenção, graças ao qual tornam o seu cerebralismo mais prosaico e conjuram, pelo sangue e a polpa mole, a secura estéril de que são acusados.

    Tal como o vinho, na França, o bife é um elemento básico, mais nacionalizado do que socializado, estando presente em todos os cenários da vida alimentar; participa de todos os ritmos, desde a confortável refeição burguesa ao lanche boêmio do celibatário; é uma alimentação simultaneamente rápida e densa, que realiza a mais perfeita união entre a economia e a eficácia, a mitologia e a plasticidade do seu consumo. Além de tudo isso, é um produto eminentemente francês (é certo que se encontra circunscrito, hoje em dia, pela invasão dos steaks americanos). Sendo nacional, depende da cotação dos valores patrióticos: revigora-os em tempo de guerra, sendo a própria carne do combatente francês, o bem inalienável que só pode passar-se para o inimigo à traição. Associado geralmente às batatas fritas, o bife transmite-lhes o seu renome: elas são nostálgicas e patrióticas como o bife.


Roland Barthes. O bife com batatas fritas. In: Mitologias. 2010, p.79-80 (com adaptações).

Julgue (C ou E) o próximo item, relativos a aspectos linguísticos e ortográficos do texto VI.


No terceiro período do primeiro parágrafo, a expressão “de modo a” enfatiza o esforço empreendido pelo sujeito da ação expressa pelo verbo “fazer”, podendo ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e da coesão textual, pela expressão com o intuito de. 

Alternativas
Q3104951 Português
Texto II

   Um senhor que conheci fez-se uma celebridade em astronomia, com auxílio dos saraus que lhe eram oferecidos pelos amigos (...). E tudo isso com mais uns amigos dedicados a lhe oferecer bailes, por ocasião das suas portentosas descobertas nos céus ignotos, levaram o governo da Bruzundanga a nomeá-lo diretor (...).

   Para obviar tais inconvenientes, houve alguém que teve a ideia de “canalizar”, de “disciplinar” o entusiasmo do povo bruzundanguense, entusiasmo tão necessário às manifestações que lá há constantemente, e tão indispensáveis são ao fabrico de grandes homens que dirijam os destinos da grande e formosa República (...).

Lima Barreto. Os bruzundangas. Brasília: Editora Universidade de Brasília, Coleção Biblioteca Básica Brasileira, 2023, p. 106 (com adaptações).



No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto II, julgue (ou E) o item seguinte.


O termo “portentosas” (segundo período do primeiro parágrafo) poderia ser substituído no texto, sem prejuízo da coerência de suas ideias, por assombrosas.


Alternativas
Q3103974 Português

        A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.


        O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pego.


        Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão.


        Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “gratificar-se-á generosamente”, ou “receberá uma boa gratificação”. Muita vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o açoitasse. Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas, por ser instrumento da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza implícita das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir, também, ainda que por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à desordem.


Machado de Assis. Pai contra Mãe. In: Machado de Assis.

Relíquias da casa velha, 1906 (com adaptações).

Machado de Assis inicia o conto Pai contra Mãe — escrito em 1906 e publicado na coletânea Relíquias da casa velha —, mencionando “ofícios e aparelhos” da escravidão no Brasil. O conto aborda a história de Cândido Neves, personagem que trabalhava na captura de escravos fugidios. Considerando o fragmento desse conto apresentado anteriormente, julgue o item a seguir. 


No primeiro período do quarto parágrafo, a forma pronominal “lho” retoma os termos “Quem” e “escravo”. 

Alternativas
Q3103110 Português
Identidade brasileira beira o indecifrável aos estrangeiros

(Entrevista concedida por Valter Hugo Mãe)


Segundo um dos escritores mais influentes da língua portuguesa, a identidade do que é ser brasileiro ainda carrega uma “aura” quase indecifrável para boa parte dos povos europeus. Para muitos deles, o “Brasil é, sobretudo, uma espécie de festa contínua, um verão único e uma propensão a uma resistência e à sobrevivência dotada de alegria, ainda que desafiada pela pior das agruras”, declara Valter Hugo Mãe.

Hugo Mãe conta que a imagem “sedutora” que os portugueses carregam do brasileiro, “de um povo que não interrompe a sua solaridade”, ficou mais evidente para ele durante a primeira vez em que esteve no país.

“Passei um mês na Ilha da Conceição, em Niterói [RJ], um lugar com muita gente pobre, com muitas casas sem portas ou janelas de vidro. Mas aquelas pessoas, todas as tardes, vinham à rua e faziam um ‘festival de verão’. Elas pareciam todas muito mais felizes do que as que eu conheço em Portugal vivendo em belíssimos apartamentos, com ar-condicionado e aquecedor e com o carro do ano na garagem”, salienta. “Há qualquer coisa aqui que não se entende imediatamente na Europa; eles não têm um padrão para fazer caber o que é essa identidade brasileira. Eu tenho a sensação de que, aqui, se capitaliza muito mais o que é estar vivo.”

Para um europeu, que, geralmente, costuma contar sempre com organização e classificação definida do que são as pessoas e os lugares, chegar ao Brasil se torna desafiante. “Estar disponível para todos os sentidos e todos os caminhos é algo que está no radical do brasileiro. O cidadão brasileiro é um pouco impreciso. Aqui, a coisa é só tendente e isso está em tudo: um católico tem sua mãe de santo, que também é única para ele; para quem vem de uma perspectiva muito rigorosa e de uma concessão profundamente sacralizada, isso é uma libertação.”


(Entrevista em https://umbrasil.com/)
[Questão Inédita] “Passei um mês na Ilha da Conceição, em Niterói [RJ], um lugar com muita gente pobre, com muitas casas sem portas ou janelas de vidro. Mas aquelas pessoas, todas as tardes, vinham à rua e faziam um ‘festival de verão’. Elas pareciam todas muito mais felizes do que as que eu conheço em Portugal vivendo em belíssimos apartamentos, com ar-condicionado e aquecedor e com o carro do ano na garagem”, salienta. “Há qualquer coisa aqui que não se entende imediatamente na Europa; eles não têm um padrão para fazer caber o que é essa identidade brasileira. Eu tenho a sensação de que, aqui, se capitaliza muito mais o que é estar vivo.”

Em relação ao parágrafo acima, assinale a alternativa com a informação equivocada.
Alternativas
Q3102544 Português
Texto 2

Procedimentos pedagógicos


Não se aprende por exercícios, mas por práticas significativas.

Essa afirmação fica quase óbvia se pensarmos em como uma criança aprende a falar com os adultos com quem convive e com seus colegas de brinquedo e interação em geral. O domínio de uma língua é o resultado de práticas efetivas, significativas, contextualizadas.

A escola poderia aprender muito com os procedimentos “pedagógicos” de mães, babás e crianças. Duvido que alguém tenha visto ou ouvido falar de uma mãe que dá exercícios do tipo completar frases, dar listas de diminutivos, decorar conjugações verbais, construir afirmativas, negativas, interrogativas, etc. Crianças de alguns anos de idade utilizam-se, no entanto, de todas essas formas. Perguntam, afirmam, exclamam, negam sempre que lhes parecer relevante ou tiverem oportunidade. Como aprenderam? Ouvindo, dizendo e sendo corrigidas quando utilizam formas que os adultos não aceitam. Sendo corrigidas: isso é importante. No processo de aquisição fora da escola existe correção. Mas não existe reprovação, humilhação, castigo, exercícios, etc.

POSSENTI, Sírio. Sobre o ensino de português na escola. In: GERALDI, João Wanderley (Org.). O texto em sala de aula. São Paulo: Ática, 2011, p. 31.
Com base no Texto 2, assinale a alternativa correta quanto ao tipo de mecanismo de coesão utilizado na retomada estabelecida pelo enunciado em negrito Essa afirmação
Alternativas
Q3101549 Português
Texto 1

Língua e Identidade

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos da UNESCO, toda sociedade humana, estabelecida historicamente em um determinado espaço territorial, seja ele reconhecido ou não, identifica-se como um povo e desenvolve uma língua comum como meio de comunicação natural e de coesão cultural entre os seus membros. Portanto, a dominação de um idioma em um determinado território se dá a partir da constituição de uma comunidade historicamente estabelecida neste espaço.

Sob essa perspectiva, os surdos brasileiros, ao desenvolverem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio de comunicação natural, constituem uma comunidade cujas especificidades não os alijam da sociedade brasileira, mas os identificam como membros de um das diversas comunidades linguísticas estabelecidas no território geográfico brasileiro.

Revista Língua Portuguesa e Literatura – edição 80, dezembro de 2020, São Paulo, ed. Escala, p. 28
Assinale a alternativa correta em relação aos elementos coesivos (destacados no Texto 1) apontados abaixo.
Alternativas
Q3101353 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01
É preciso entregar-se à vida
Débora Zanelato

    Uma das coisas de que mais gosto de fazer, quando estou arrumando a casa, é organizar o gabinete do banheiro. Incorporo a “personal organizer” que me habita e vou categorizando os tipos de produtos nos compartimentos certos. Cremes para o cabelo, para o rosto, corpo etc. De tempos em tempos, revejo tudo o que tenho e descarto o que venceu. Venceu!? Pois dia desses, me dei conta: havia muitos produtos vencidos, o que me trouxe um grande pesar por ter desperdiçado aqueles cosméticos. Perdi o tempo certo para desfrutá-los.
    Eu poderia me justificar dizendo que o dia a dia é corrido (o que não deixa de ser verdade), ou que eu tinha mais coisas do que precisava (o que é mentira, porque não costumo comprar sem necessidade). Mas o que eu entendi ali, com uma clareza dada de bandeja, é que, com receio dos produtos acabarem, eu deixei de usá-los. E aí, eles venceram...E eu fiquei sem.
    A metáfora parece trivial. Produtos de banheiro. Mas pode explicar muito de um funcionamento que temos na vida. O que será que deixo de aproveitar, ou aproveito pouco, por medo de acabar? E quão contraditório é poupar certas coisas com medo que elas acabem se elas podem perder o prazo de validade? Bem, isso não é uma conversa sobre produtos de cabelo...
   Fato é que tudo na vida acaba. E, se a gente não aproveita, perdemos a chance de desfrutar com alegria daquelas oportunidades que chegaram até nós. Pode ser um trabalho, um momento de lazer entre pessoas queridas, ou até a breve infância de um filho. Tem coisas na vida que não dá pra economizar. Que não dá pra deixar pra depois.
   Isso não é um convite para que a gente se desespere e ache que tem que viver tudo aqui e agora, de forma desenfreada. Pelo contrário. É um chamado à consciência, ao momento presente. Ao que temos hoje, às chances de se alegrar e de se contentar com a vida agora. Nas sutilezas. Com presença, entendendo que tudo se transforma. E que não se economiza em afetos, em sorrisos, em telefonemas, em pôr do sol, em café da tarde com quem amamos e tantas outras coisas que, enfim, dão sentido à rotina e garantem um baú de boas memórias que vamos acessar muitos anos depois.
  Enquanto escrevia essas palavras, uma canção de que gosto muito veio ocupar meus pensamentos. É Fotografia, do Leoni. “E quando o dia não passar de um retrato, colorindo de saudade o meu quarto, só aí vou ter certeza de fato que eu fui feliz.”
  Que você possa entregar-se à vida sem economizar no que ela oferece de mais bonito.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/e-preciso-entregar-se-a-vida/. Acesso em: 24 set. 2024. Adaptado.
Considere a seguinte passagem do texto: “Incorporo a ‘personal organizer’ que me habita e vou categorizando os tipos de produtos nos compartimentos certos.”
Analise as seguintes afirmativas, tendo em vista a estrutura linguística de construção dessa passagem.

I- As aspas assinalam o uso da ironia como recurso de expressão.
II- Os verbos “incorporo” e “habita” encontram-se em sentido figurado.
III- O termo “que” constrói coesão, pois retoma “personal organizer”.
IV- O verbo “categorizando” foi usado com significado de “separando”.
V- O uso da primeira pessoa comprova a presença de subjetividade.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3100385 Português
Quando alguém escreve um texto para defender uma opinião, o que é importante para a coesão?
Alternativas
Q3099785 Português

Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se referem.


Texto 01


Você lembra quando não existia internet?


Rossandro Klinjey


    Para aqueles que se lembram dos dias em que conversas espontâneas em lojas e sorrisos não solicitados eram a norma, a era pré-smartphone, quando a internet ainda era apenas um sonho, foi mágica. Se o auge da sua infância envolvia ouvir sua mãe gritando na rua: “tá na hora do jantar”, ou inventar aventuras apenas com sua imaginação, você provavelmente nutre uma relação de amor e ódio com seu “telefone inteligente”, esse dispositivo maravilhoso com conexão à internet que nos permite andar em cidades que não conhecemos, pedir comida ou comprar roupa com um clique. Enfim, como sobrevivíamos sem Waze e o delivery

    E, sim, eles podem encontrar quase tudo para nós, de um novo amor a uma refeição saborosa. Mas, por mais que tentem, ainda não conseguem substituir um abraço caloroso. Muito menos uma conversa olho no olho, ou entender as sutilezas do coração humano. Um brinde à ironia de um mundo onde podemos estar a um clique de tudo, exceto da genuína conexão entre gente de verdade. 

    Com a ascensão dos smartphones e das redes sociais, ultrapassamos as barreiras de tempo e espaço, inclusive na internet, reconectando-nos com amigos de infância, colegas de escola e parentes em outros países em tempo real. É uma viagem incrível quebrar as limitações do relógio e da geografia com apenas um toque. Quem poderia resistir a tal fascínio? Em seguida, veio o feed infinito das redes sociais pronto para entregar elevadas doses de dopamina e satisfazer a cada um de nós, fornecendo exatamente o que desejávamos naquele momento. [...]

    E assim ficamos presos, quase acreditando que havíamos perdido a capacidade de retornar à nossa humanidade. Agora, começamos a compreender esse dilema. Na busca por experiências externas, desvalorizamos a convivência íntima, aquela que nos permite crescer e dar sentido à nossa vida.

    Não por acaso, atualmente, observa-se uma busca por reconexão com o mundo real, uma tentativa de compensar o empobrecimento dos nossos relacionamentos, que se tornaram superficiais.

    Que venham esses novos/velhos tempos, e que venham logo, pois é estando presente que a gente vive o melhor de nós.


Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/voce-lembra-quando-nao-existia-internet/. Acesso em: 30 set. 2024. Adaptado.  

Considere a seguinte passagem do texto: “Agora, começamos a compreender esse dilema. Na busca por experiências externas, desvalorizamos a convivência íntima, aquela que nos permite crescer e dar sentido à nossa vida.”


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura morfológica e sintática dessa passagem.


I- A vírgula depois de “externas” foi usada, de acordo com a norma, para separar a expressão adverbial “Na busca por experiências externas”, que se encontra deslocada.


II- O uso do sinal indicativo de crase em “à nossa vida”, de acordo com a norma, é facultativo, tendo em vista a presença do pronome possessivo feminino “nossa”.


III- Os pronomes “aquela” e “que” são anafóricos uma vez que constroem coesão, pois retomam o termo “a convivência íntima”.


IV- O uso da próclise em “aquela que nos permite” de acordo com a norma, é obrigatório, pois a palavra “que” é atrativa.


V- Os termos “que” e “e” foram usados como conjunções subordinativas, uma vez que ligam orações e constroem a coesão.



Estão CORRETAS as afirmativas  

Alternativas
Q3099667 Português
Primeira impressão

Emoção e memória coordenadas influenciam encontro social.

        A primeira impressão é a que fica, já diz o jargão popular sobre o primeiro encontro entre duas pessoas desconhecidas. Buscar as razões pelas quais isso acontece foi o objetivo de cientistas da Universidade de Haifa, em Israel, a partir de um experimento com ratos de laboratório. Entre os achados, verificou-se que emoção social e memória social estão intimamente ligadas nesse processo, e trabalham de forma coordenada.
        Testando os ratos, os pesquisadores verificaram que a emoção do encontro social com um rato estranho criou um alto nível de atividade rítmica sincronizada no cérebro, fator que parece facilitar a formação de memória social. Uma vez que os ratos estavam familiarizados uns com os outros, a excitação diminuía, e as áreas distintas do cérebro passavam a trabalhar de forma menos coordenada.
        Os cientistas também procuraram investigar se outras emoções em particular geravam essa sincronização de atividades cerebrais, mas isso não aconteceu. Emoções negativas como medo e mesmo emoções positivas, mas relacionadas a um ser inanimado, não provocam as mesmas reações. Os especialistas sugerem que o experimento seja repetido em humanos para que se confirme ser essa atividade sincronizada no cérebro o fator que nos faz lembrar mais fortemente dos primeiros momentos que tivemos com alguém.
(Psique, Ciência e Vida. Número 117-Ano IX. Em: 2020.)
No subtítulo “Emoção e memória coordenadas influenciam encontro social.”, é possível notar a ocorrência de: 
Alternativas
Respostas
501: B
502: C
503: C
504: C
505: E
506: D
507: C
508: B
509: D
510: C
511: E
512: C
513: C
514: D
515: A
516: B
517: A
518: D
519: C
520: C