Questões de Concurso
Comentadas sobre coesão e coerência em português
Foram encontradas 9.095 questões
Leia o Texto 1 para responder às questões de 01 a 05.
Texto 1
- ESTRANGEIRO: – Pois bem: nas ciências teóricas
- nós começamos por distinguir uma parte diretiva, e
- nesta, uma divisão a que chamamos, por analogia,
- autodirigente. A criação dos animais foi, por sua vez,
- considerada como uma das divisões da ciência auto-
- diretiva, da qual é um gênero e certamente não o
- menor; a criação de animais nos deu a espécie da
- criação em rebanho, e a criação em rebanho, por
- sua vez, deu-nos a arte de criar os animais pedes-
- tres; e a seguir, esta arte de criar os animais pedes-
- tres nos deu, como seção principal, a arte que cria
- raça de animais sem chifres; e, ainda, esta raça de
- animais sem chifres inclui uma parte que só poderá
- ser compreendida por um único termo pela adição
- necessária de três nomes; ela se chamará: “a arte
- de criar raças que não se cruzam”. Por fim, a última
- subdivisão restante, nos rebanhos bípedes, será a
- arte de dirigir os homens. É precisamente o que pro-
- curamos; a arte que se honra por dois nomes: políti-
- ca e real.
PLATÃO. Diálogos – Fédon, Sofista, Político. Trad. Jorge Paleikat; João Cruz Costa. Rio de Janeiro: Ediouro, s.d. p. 177.
Dado seu tema central, o recurso linguístico utilizado para promover a progressão temática do texto é a
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.
Eu 2018
Ontem à noite, impelido pela desolação, me pus a refletir sobre os rumos da pátria, deixando-me levar pelas águas cristalinas que brotam do lamaçal da embriaguez, decidi me lançar candidato a presidente. A ideia ainda é nova, falta criar um programa de governo, mas já adianto aqui algumas propostas, nascidas do conluio quase sempre profícuo entre o lúpulo e a divagação.
Reforma tributária. É sabido que nossa engenharia tributária é velha, injusta e ineficiente. Desestimula a economia e encoraja a sonegação. Temos que pensar nos impostos com a cabeça no século 22, não no 19. Por isso minha primeira proposta é uma ideia roubada do brilhante pensador Daniel Bramatti: a taxação de selfies. Digamos, R$ 0,10 por selfie. Se houver pau de selfie envolvido, R$ 1. Foto de comida terá que pagar 5% do valor do prato mais os 10% do serviço.
Reforma previdenciária. Só um doido nega o rombo na Previdência. Temos cada vez menos filhos e a medicina nos conserva até o último centavo. Acontece que esse pequeno número de jovens tira muito mais selfie e foto de comida do que os seus avós, de modo que a minha reforma tributária já garante a aposentadoria de todo mundo, sem mexer em direitos (a não ser que você considere selfie um direito. Selfie não é direito. Selfie é errado).
Controle de fronteiras. É muita terra abandonada por onde entram armas e drogas. Minha proposta é cavar um fosso do Oiapoque ao Chuí, encher de água e transformar em pesque e pague. A construção do maior parque pesqueiro do mundo vai reativar as nossas combalidas empreiteiras, vai dificultar a entrada de armas e drogas e alegrar a vida do idoso, não só pelos quilos de lambaris pescados (com o dinheiro das selfies dos netos) como pelo sentimento de utilidade ao ver-se patrulheiro de nossas fronteiras.
Entrega Brasília pro Mauricio de Sousa fazer um parque da Mônica. Troca o hino nacional por “Aquarela do Brasil”. Coloca “Amor” antes de “Ordem e Progresso” na nossa bandeira. Acaba com a CBF. Arena volta a se chamar estádio. Jorge Benjor volta a se chamar Jorge Ben. Lanche volta a se chamar sanduíche. E a tomada volta a ter dois pinos. Chega de mamata! Vote Antonio Prata!
(Antonio Prata. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/ 2018/03/eu-2018.shtml. Acesso em 04.04.2018. Adaptado)
A expressão em destaque na frase “... de modo que a minha reforma tributária já garante a aposentadoria de todo mundo...” estabelece, no texto, relação com sentido de
Texto 1
NIEMEYER
Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares
Filho, mais conhecido como Oscar Niemeyer, nasceu
em 15 de dezembro de 1907 no bairro das Laranjeiras,
no Rio de Janeiro, e durante anos morou na casa de
5 seu avô, Ribeiro de Almeida, em Maricá. Casou-se em
1928 com Annita Baldo. Dessa relação teve Anna
Maria, sua única filha.
Aos 23 anos foi estudar na Escola Nacional de
Belas Artes. Estagiou no escritório de Lúcio Costa,
10 onde participou do projeto do Ministério da Educação.
Niemeyer ganhou o mundo com projetos ousados e
revolucionários. Itália, França, Argélia e até a ONU
conheceram os traços desse ousado brasileiro. É autor
de vários projetos importantes no Brasil como Brasília,
15 o conjunto da Pampulha e o Sambódromo do Rio.
“Minha família vinha de Maricá. Meu avô Ribeiro
de Almeida nasceu lá. Já meu avô Niemeyer não o
conheci. Sempre morei com esse avô Ribeiro de
Almeida. Ele foi juiz de direito em Maricá e depois foi
20 para o Rio. Ele chegou a ministro do Supremo, e a casa
era muito frequentada. Ele era um sujeito correto. De
modo que, em tempos de esculhambação, a lembrança
dele é muito boa.
CASA DE MARICÁ
A Casa de Maricá foi um presente de Horácio
25 de Carvalho, jornalista e dono do Diário Popular.
Amigos desde a juventude, frequentavam o café
Lamas, o bilhar, os cabarés da cidade e as noites do
Rio de Janeiro. (...) Certo dia, Horácio ligou para
Niemeyer e disse: “A casa é sua. Só você pode
30 consertá-la...”. (...)
“É uma bela casa. A varanda larga a completar
as salas, convidando-nos a nela ficar com frequência.
Dentro, são oito quartos, separados pelas salas,
amplas, sem a disciplina e a lógica funcional que os
35 projetos de hoje apresentam (uma das características
das casas coloniais). E o telhado a descer com seu
galeio natural, adaptando-se à capela que surge no
conjunto dominadora, como uma verdadeira igreja.”
Texto editado. Disponível em: https://leisecamarica.com.br/maricaense-oscar-niemeyer-e-sua-historia-com-a-cidade/
“Dessa relação teve Anna Maria, sua única filha.” (linhas 6-7) O pronome sublinhado no sintagma “dessa relação” atua na coesão textual:
1 Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento
capaz de suprir as necessidades da geração atual,
garantindo a capacidade de atender às necessidades das
4 futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os
recursos para o futuro.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre
7 Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações
Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois
objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação
10 ambiental.
Nos últimos anos, práticas de responsabilidade social
corporativa tornaram‐se parte da estratégia de um número
13 crescente de empresas, cientes da necessária relação entre
retorno econômico, ações sociais e conservação da
natureza e, portanto, do claro vínculo que une a própria
16 prosperidade com o estado da saúde ambiental e o
bem‐ estar coletivo da sociedade.
É cada vez mais importante que as empresas tenham
19 consciência de que são parte integrante do mundo e não
consumidoras do mundo. O reconhecimento de que os
recursos naturais são finitos e de que deles dependem a
22 sobrevivência humana, a conservação da diversidade
biológica e o próprio crescimento econômico é fundamental
para o desenvolvimento sustentável, conceito segundo o
25 qual a utilização dos recursos naturais deve ser feita com
responsabilidade.
O consumidor é cada vez mais consciente do peso
28 ecológico e social de suas próprias escolhas. Assim, para a
empresa garantir a satisfação dos consumidores, ela terá,
cada vez mais, de fornecer respostas coerentes a esses
31 assuntos, reconhecendo a crescente sensibilidade do
mercado a temáticas como a sustentabilidade e
empenhando‐se em atingir resultados positivos a favor do
meio ambiente.
Internet: <www.wwf.org.br> (com adaptações).
Assinale a alternativa em que é apresentada proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente para o seguinte trecho do texto: “Assim, para a empresa garantir a satisfação dos consumidores, ela terá, cada vez mais, de fornecer respostas coerentes a esses assuntos” (linhas de 28 a 31).
1 Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento
capaz de suprir as necessidades da geração atual,
garantindo a capacidade de atender às necessidades das
4 futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os
recursos para o futuro.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre
7 Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações
Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois
objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação
10 ambiental.
Nos últimos anos, práticas de responsabilidade social
corporativa tornaram‐se parte da estratégia de um número
13 crescente de empresas, cientes da necessária relação entre
retorno econômico, ações sociais e conservação da
natureza e, portanto, do claro vínculo que une a própria
16 prosperidade com o estado da saúde ambiental e o
bem‐ estar coletivo da sociedade.
É cada vez mais importante que as empresas tenham
19 consciência de que são parte integrante do mundo e não
consumidoras do mundo. O reconhecimento de que os
recursos naturais são finitos e de que deles dependem a
22 sobrevivência humana, a conservação da diversidade
biológica e o próprio crescimento econômico é fundamental
para o desenvolvimento sustentável, conceito segundo o
25 qual a utilização dos recursos naturais deve ser feita com
responsabilidade.
O consumidor é cada vez mais consciente do peso
28 ecológico e social de suas próprias escolhas. Assim, para a
empresa garantir a satisfação dos consumidores, ela terá,
cada vez mais, de fornecer respostas coerentes a esses
31 assuntos, reconhecendo a crescente sensibilidade do
mercado a temáticas como a sustentabilidade e
empenhando‐se em atingir resultados positivos a favor do
meio ambiente.
Internet: <www.wwf.org.br> (com adaptações).
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso se substituísse
Considere o período a seguir: “Fui à praia me bronzear porque estava nevando e, quando isso ocorre, o calor aumenta, o que faz com que sintamos frio”. Trata-se de um período que apresenta:
Texto para as questões de 1 a 5.
1 Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento
capaz de suprir as necessidades da geração atual,
garantindo a capacidade de atender às necessidades das
4 futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os
recursos para o futuro.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre
7 Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações
Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois
objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação
10 ambiental.
Nos últimos anos, práticas de responsabilidade social
corporativa tornaram‐se parte da estratégia de um número
13 crescente de empresas, cientes da necessária relação entre
retorno econômico, ações sociais e conservação da
natureza e, portanto, do claro vínculo que une a própria
16 prosperidade com o estado da saúde ambiental e o
bem‐estar coletivo da sociedade.
É cada vez mais importante que as empresas tenham
19 consciência de que são parte integrante do mundo e não
consumidoras do mundo. O reconhecimento de que os
recursos naturais são finitos e de que deles dependem a
22 sobrevivência humana, a conservação da diversidade
biológica e o próprio crescimento econômico é fundamental
para o desenvolvimento sustentável, conceito segundo o
25 qual a utilização dos recursos naturais deve ser feita com
responsabilidade.
O consumidor é cada vez mais consciente do peso
28 ecológico e social de suas próprias escolhas. Assim, para a
empresa garantir a satisfação dos consumidores, ela terá,
cada vez mais, de fornecer respostas coerentes a esses
31 assuntos, reconhecendo a crescente sensibilidade do
mercado a temáticas como a sustentabilidade e
empenhando‐se em atingir resultados positivos a favor do
34 meio ambiente.
Internet: <www.wwf.org.br> (com adaptações).
Considerando os mecanismos de coesão no texto, assinale a alternativa em que há correta correspondência entre o termo ou a expressão destacados e o respectivo elemento de referência
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Os processos decisórios do ser
01---------Ana acorda todos os dias às 7 horas da manhã, toma seu café acompanhado de algumas
02--torradas com requeijão, checa a previsão do tempo, se veste de acordo com a temperatura, olha
03--como está o trânsito – se a avenida principal de sua cidade está parada, não é uma boa ir de
04--carro hoje. Pega o metrô, para em um restaurante para o seu segundo café do dia, entra no
05--prédio onde trabalha, sobe pela escada porque hoje não vai dar tempo de ir ____ academia,
06--senta ao computador, abre a página de notícias, se desespera com a violência na cidade (talvez
07--seja melhor se mudar para um lugar mais tranquilo). Envia alguns e-mails, responde alguns
08--outros. Chega a hora do almoço, hoje ela está com vontade de comida japonesa. Vai ao
09--restaurante mais gostoso, porque o vale-refeição caiu nessa mesma semana. Parte para o terceiro
10--café do dia. Tem reunião ___ tarde, é melhor reservar alguns minutos antes para se preparar. A
11--reunião corre sonolenta, mas alguns pontos são resolvidos. Ana vê as redes sociais e faz alguns
12--testes do Buzzfeed. Ela volta ___ responder alguns e-mails e depois foca na grande apresentação
13--que tem de fazer na próxima semana. Os amigos da faculdade mandam mensagens no WhatsApp,
14--ela responde na hora. O que vão fazer neste fim de semana? Chega o final do dia, o trânsito está
15--mais tranquilo, Ana pede um Uber para casa, já que o metrô está caótico. Chega, alimenta os
16--gatos, liga a televisão, fica 30 minutos procurando o que assistir na Netflix, vê alguns episódios
17--daquela série que a chefe recomendou. Não gosta muito, mas é bom ter assunto com a chefia. É
18--melhor ir dormir para não perder a hora amanhã. Corre a mão pelo feed do Facebook. Sua prima
19--se casou. Agora é melhor ir dormir mesmo. Bota o celular para despertar às 7 horas.
20---------Identificou-se com Ana? Provavelmente há vários pontos em seu dia que são comuns aos
21--dela. Mas tem uma coisa que se repete durante toda a rotina de Ana, assim como na sua e na
22--minha, e que de tão intrínseco nem todos percebem: a necessidade constante de tomar decisões.
23--Sim, desde o acordar até a hora de ir dormir, desde o seu nascimento até o fim de sua vida. Tudo
24--isso é feito e construído por meio das suas decisões, sejam elas grandes ou pequenas,
25--conscientes ou inconscientes. Mas não se assuste ou se deixe levar pela ansiedade. “Cada vez,
26--cada dia, nós tomamos decisões. E em nossa mente acontece um verdadeiro conflito entre lógica,
27--intuição e racionalidade. Todas as nossas ações são distintas, caracterizadas por esse
28--acontecimento”, revela o psiquiatra e filósofo italiano Mauro Maldonato.
29---------Claro que, senão todas, muitas dessas decisões do cotidiano acontecem no âmbito de
30--nosso inconsciente, ou seja, não estamos o tempo inteiro refletindo sobre cada ação que devemos
31--tomar, o que acarretaria um fluxo insano de informações ___ mente. “Quando tomamos uma
32--decisão, muitas vezes acreditamos que estamos fazendo algo consciente, quando na verdade é
33--totalmente inconsciente. Todo esse processo ocorre numa camada abaixo do consciente. O que
34--acontece é que nesse momento o seu cérebro começa a calcular muitas coisas e possibilidades e
35--você não está nem ciente de toda essa atividade que está acontecendo nele”, descreve o
36--neurocientista argentino Mariano Sigman.
37---------Segundo ele, apesar de não acompanharmos esse processo na íntegra, nosso corpo nos
38--comunica sobre o momento decisório: “Toda essa atividade de nossa mente, tudo isso manda um
39--sinal para o seu corpo, o batimento cardíaco aumenta, a pele começa a suar. Enfim, é como se o
40--seu cérebro estivesse preparando o seu corpo para alguma coisa, algum acontecimento”.
41---------É interessante notar, como atesta o professor de filosofia da USP Roberto Bolzani Filho,
42--que as “deliberações que preparam tomadas de decisões resultam da maneira como vemos o
43--mundo e os valores que encontramos nele, ao mesmo tempo em que, inevitavelmente, levamos
44--em conta, de forma prioritária, nossos interesses pessoais”.
45---------É nessa conjuntura que formamos uma bagagem emocional e psíquica acerca de nossas
46--escolhas, as quais se acumulam e crescem, dando sentido à trajetória de vida. Assim como nos
47--conhecermos como indivíduos frente aos problemas e questões que a vida nos propõe. “A tomada
48--de decisões faz com que entendamos o modo como lidamos com situações cotidianas. Se somos
49--mais impulsivos e tomamos decisões mais rapidamente, somos considerados mais ativos perante
50--a vida, do contrário, somos mais conservadores em nosso modo de reagir e considerados mais
51--passivos. No entanto, essas características não são estanques e podem mudar de acordo com as
52--situações que passamos. O ser humano é sempre capaz de se adaptar e se transformar, e os
53--processos decisórios nos indicam o quanto podemos ser diferentes em cada situação”, finaliza
54--Clarice Paulon, psicologa membro do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo.
(Fonte: Renata Volmério – Revista da C+ultura – disponível em:
https://www.livrariacultura.com.br/revistadacultura/reportagens/decisoes – adaptação)
Assinale a alternativa cujo elemento conectivo expresse a correta relação de causa e consequência entre as ações do cotidiano de Ana.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Eles viram a Terra do Espaço, e isso os transformou
Por Nadia Drake
- Para a maioria de nós, a Terra é o espaço que marca o horizonte da nossa existência. Aqui
- ficamos, limitados pela força da gravidade e pelas características biológicas. Mesmo hoje, após
- quase seis décadas de voos espaciais tripulados, raras pessoas tiveram a chance de contemplar
- o Sol “nascendo” por ......... da curvatura terrestre – desde 1961, exatas 556 pessoas desfrutaram
- dessa experiência única. Um número ainda menor, meros 24 indivíduos, ........ a Terra encolher
- ao longe, ficando cada vez menor até virar um disco de diâmetro tão pequeno quanto o de um
- relógio de pulso. E apenas seis pessoas ficaram sozinhas no outro lado da Lua, impossibilitadas
- de avistar o nosso planeta. Tal experiência pode mudar a concepção de mundo da pessoa.
- Depois de viajar duas vezes no ônibus espacial Discovery, a astronauta americana Nicole
- Stott descobriu em si um novo impulso para criar obras de arte que representassem o que viu.
- Já o canadense Chris Hadfield conta que, enquanto estava em órbita ao redor da Terra, se sentiu
- mais conectado aos habitantes do planeta que em qualquer outro momento da sua vida. Kathy
- Sullivan, que, em 1984, tornou-se a primeira americana a realizar atividades ............ no espaço,
- retornou assombrada com os complexos sistemas que se imbricam para fazer da Terra um
- improvável oásis. “No decorrer desses voos, foi crescendo em mim um desejo e uma vontade
- concretos [...] de não só apreciar aquelas vistas e registrá-las em imagens”, conta ela, “mas,
- sobretudo, de fazer algo relevante e útil.” Ao se aposentar da Nasa, Sullivan dirigiu o órgão federal
- americano que cuida de assuntos referentes aos oceanos e à atmosfera durante três anos,
- recorrendo aos olhos robóticos dos satélites orbitais para o seu trabalho. Segundo ela, o nosso
- planeta é de uma incrível beleza, ________ a astronauta jamais se entediava.
- Veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu deu uma olhada no
- planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem
- externa. Em 2002, ele ajudou a criar a B612 Foundation, organização que se dedica ________
- que chama de “engenharia na maior escala concebível”, com o objetivo de evitar qualquer choque
- devastador de asteroides na Terra. Em 1968, pela primeira vez na história, a missão Apollo 8
- levou as primeiras pessoas para bem longe da Terra, em uma volta ao redor da Lua. Na véspera
- de Natal, o astronauta William Anders registrou uma imagem que iria se tornar inesquecível: um
- mundo vicejante erguendo-se acima do árido e esburacado horizonte lunar. Hoje conhecida como
- o “Nascer da Terra”, essa foto contribuiu imensamente para ampliar a percepção da beleza e da
- fragilidade do nosso planeta. “O ano de 2018 é o 50º aniversário dessa imagem emblemática que
- ajudou a definir o movimento ambientalista. Quais são as correções de trajetória que agora nos
- cabe fazer para que consigamos chegar ao 100º aniversário?”, pergunta o americano Leland
- Melvin. Junto a outros astronautas, ele está empenhado em um projeto para reavaliar o modo
- como equilibramos a saúde ambiental e as necessidades humanas, em busca de formas de vida
- mais sustentáveis.
- A vontade de proteger o planeta é comum entre aqueles que tiveram a chance de deixá-lo.
- O cosmonauta russo Gennady Padalka é o ser humano que acumulou mais dias no espaço. O
- fascínio das viagens espaciais o manteve em atividade por 28 anos, mas algo ainda mais forte
- que a gravidade continuou a trazê-lo de volta para casa. “Estamos geneticamente vinculados a
- este planeta”, analisa ele. E, por enquanto, somente a Terra reúne as condições para a
- manutenção da vida como a conhecemos. A última década de pesquisas astronômicas nos
- mostrou que somos apenas um entre bilhões de planetas na galáxia da Via Láctea, mas essa
- mescla específica de características geológicas, ecológicas e biológicas, hoje, faz deste estranho
- mundo rochoso o único que é perfeito para nós, seres humanos. Por isso, não há nada comparável
- ao nosso lar.
Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2018/02/eles-viram-terra-do-espaco (Texto adaptado especialmente para esta prova.)
Assinale a alternativa que completa com correção as lacunas tracejadas das linhas 20 e 23 respectivamente.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Famílias postiças contra a sigilosa epidemia da solidão
- Rosa enviuvou em agosto e desde então carrega nos ombros um pesado silêncio. Só o
- telefonema de uma amiga todos os dias ___ nove da noite diminui um pouco o seu vazio. Rosa
- vive na Galícia, uma região chuvosa no norte da Espanha, onde impera o caráter introspectivo
- e estoico. Além disso, ela mora em uma aldeia, em Betanzos (província de A Coruña) que há
- anos não para de perder população. Esse telefonema é praticamente o único momento em que
- se comunica com alguém. “Conversamos durante meia hora. Não criticamos ninguém, mas
- comentamos coisas e a faço rir”, conta Pilar, a voz amiga de Rosa e uma das colaboradoras do
- projeto de iniciativa da ordem religiosa dos franciscanos na Galícia para combater a epidemia
- silenciosa da solidão, que se estende sem freio nos lares ocidentais.
- Enquanto no Reino Unido o Governo acaba de criar uma Secretaria de Estado contra a
- Solidão, em Betanzos foi colocado ___ disposição o convento de San Francisco de Betanzos –
- sem vida desde que ...... dois anos as últimas freiras residentes cruzaram a porta – para criar
- uma família com pessoas “que estejam ou se sintam sozinhas”. Os participantes passariam o
- dia nas instalações, tomando café da manhã, almoçando e jantando, compartilhando a
- lavanderia e os gastos, fazendo companhia uns aos outros.
- “Não se trata de uma unidade de atendimento ___ terceira idade nem de beneficência,
- nem de um local social, mas de um espaço de autogestão que não se financia com subvenções
- e no qual queremos imitar o ambiente de uma família qualquer, com liberdade para entrar e
- sair sem compromisso e sem exigências de vínculo religioso”, explica o frei Enrique Roberto
- Lista sobre um projeto aberto ___ moradores de qualquer prefeitura e cujos responsáveis
- gostariam de estender no futuro a outros edifícios eclesiásticos vazios, como as casas
- sacerdotais das paróquias.
- Se no Brasil o número de pessoas que vivem sós duplicou entre 2005 e 2015, sobretudo
- entre as com mais de 60 anos, segundo o IBGE, na Espanha a situação não é melhor. Ali vivem
- sozinhas cerca de 4,5 milhões de pessoas, segundo os dados apresentados pelos franciscanos.
- Mais de 70% das almas que habitam esses lares sofrem de solidão, um problema que afeta
- igualmente mais da metade de quem tem companhia em suas casas.
- O projeto começou a ser posto em prática em Betanzos com nove mulheres e, conforme
- explica a trabalhadora social Antía Leira, vem enfrentando dificuldades para superar “o estigma
- da solidão, a vergonha”. “É difícil para as pessoas que a sofrem reconhecer a situação e até
- mesmo identificá-la porque muitas vezes convivem com alguém”, afirma Leira. “É uma
- necessidade oculta: todo mundo admite o problema, e as notícias de idosos que morrem sem
- que ninguém fique sabendo se multiplicam, mas custa dar o passo para combatê-la.”
- Uma solidão mais uma solidão é companhia, o remédio para o problema está nas pessoas
- que sofrem esse ......”, observa o frei Lista, criador do projeto, enquanto no refeitório deste
- convento do século XIV os primeiros membros passam um ao outro a cafeteira e as bandejas
- de biscoitos e bolos. A amiga de Pilar que se sente tão sozinha ainda não deu o passo para se
- integrar ___ essa família postiça: “É desconfiada e retraída, e isso lhe custa, mas eu digo que
- isto seria fantástico para ela se oxigenar.”
- A tristeza pelo isolamento social não é um achaque só da idade. “Há pessoas muito jovens
- que também estão sós”, diz Adriana García, colaboradora do projeto. “Esta sociedade te
- empurra para a solidão. Há menos filhos, a família se dispersa, por um lado as tecnologias te
- conectam, mas por outro te levam a se fechar. E ...... jornadas de trabalho que não te deixam
- tempo para a amizade e a família. Racionalizar os horários seria uma grande contribuição para
- combater isso.”
(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/02/internacional/1517571336_119656.html – Texto adaptado)
Analise as seguintes assertivas a respeito dos pronomes do texto:
I. Na linha 24, o pronome ‘as’ retoma ‘pessoas que vivem sós’ (l.23).
II. O ‘a’ (l.30, 2ª ocorrência) é um pronome e retoma ‘vergonha’ (l.30).
III. O pronome oblíquo ‘lhe’ (l.38) retoma Rosa, a amiga de Pilar.
Quais estão corretas?
As questões de 1 a 10 desta prova são baseadas no texto abaixo.
Salas de aula transformando o sertanejo
1º Ao longo de anos, o sertão do Rio Grande do Norte foi subjugado às intempéries da seca que expulsou milhares de sertanejos de suas origens em busca de água e sobrevivência. Numa revolução inimaginável para a maioria dos moradores das terras mais áridas do estado, cujas precipitações médias anuais são inferiores a 800 milímetros, a educação se tornou o meio de transformação social, cultural e econômica. Hoje, por entre os cactos que povoam a caatinga, surgem institutos federais, faculdades, universidades e a primeira Escola Multicampi de Ciências Médicas do Brasil. Em uma década, o número de instituições de ensino superior no estado cresceu 33,3% e expandiu o número de vagas em 125,38%. O sertão do flagelo da seca se transformou no chão das oportunidades e do resgate de sonhos.
2º “Não existia perspectiva. Meu pai era analfabeto. Eu cresci estudando em escola pública e numa família carente”, relembra Anderson Fernandes, 26 anos, formado em Odontologia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN-Campus Caicó). Nascido numa família que enfrentou inúmeras dificuldades ao longo dos anos, a falta de perspectiva de mudança não fez o estudante esmorecer, como se diz em Caicó. Formado há dois anos, hoje servidor público e aluno do Curso de Mestrado em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fernandes é apenas um exemplo dos milhares de jovens do interior do estado que se beneficiaram com o processo de interiorização da educação superior. De 2006 a 2016, o número de instituições de ensino desse perfil saiu das 21 para 28, entre públicas e privadas, conforme dados mais recentes do Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
3º A UERN, na qual Anderson Fernandes se formou, abriu os cursos de Odontologia e Enfermagem, em Caicó, em 2006. “A UERN tem papel crucial na interiorização do ensino superior. Ela foi pioneira na instalação de cursos da área da Saúde no Seridó”, destaca Álvaro Lima, diretor do Campus da UERN em Caicó. Desde então, os alunos que antes migravam para outras cidades potiguares ou até mesmo para a Paraíba passaram a permanecer em Caicó.
4º Na mesma década, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, o IFRN, multiplicou por 10,5 o número de unidades instaladas no estado. Em 2006, eram apenas duas – uma em Natal e outra em Mossoró. Hoje, 21 institutos oportunizam a entrada de milhares de alunos no ensino médio, no técnico, na graduação e na pós-graduação.
5º No âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o processo de interiorização do ensino superior remonta à década de 1970, com a abertura dos cursos de Letras, Administração, Estudos Sociais, Pedagogia, História e Engenharia de Minas em Caicó. Naquela época, os cursos eram ministrados num prédio cedido pela Diocese de Caicó. Anos depois, com a inauguração do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES), com três blocos de aulas num terreno de 10 hectares, ocorreu a ampliação do número de graduações e de professores e a expansão das atividades para a cidade vizinha, Currais Novos.
6º No Oeste do Rio Grande do Norte, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) iniciou um processo de expansão com a transformação em universidade federal em 2005. Antes, funcionava como Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM). Desde então, criou novos cursos e abriu três campi avançados em Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. Na atualidade, a UFERSA oferece 22 cursos de graduação e 24 de pós-graduação. A comunidade estudantil é de 10.345 alunos somente nos cursos presenciais. “A interiorização do ensino superior pode ser considerada o maior programa de inclusão do Governo Federal, na medida em que tem levado pesquisa, ensino e desenvolvimento a locais que antes estavam longe de grandes centros universitários. A UFERSA é um profícuo exemplo disso”, declara o reitor José de Arimatea de Matos.
7º Expandir a interiorização do Ensino Superior, principalmente nos cursos da área da Saúde, deve ser uma meta prioritária da UFRN. Um dos objetivos da Escola Multicampi de Ciências Médicas é ter, em seu quadro, 86 docentes. Para isso, alguns desafios deverão ser vencidos. Um deles é o financeiro. Em comum, a UERN, a UFERSA e a UFRN sofrem com a falta de recursos. O custeio para o Curso de Medicina de Caicó, por exemplo, foi zerado em 2018. Por ano, de acordo com George Dantas de Azevedo, a UFRN repassa R$ 1,3 milhão para pagamento de despesas básicas. O desafio deste ano será financiar o internato dos estudantes da primeira turma, iniciada em 2014, que migrarão para a prática acadêmica no Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz. Na UERN, o orçamento aprovado para este ano é R$ 71 milhões menor que o previsto para 2017.
Disponível em: <http://blog.tribunadonorte.com.br/umnovosertao/>. Acesso em: 05 jul. 2018. [Excerto adaptado]
A progressão do texto ocorre da seguinte forma:
HELENA
A noite foi cruel para todos. D. Úrsula, profundamente abatida pela dor e pelas vigílias, não consentiu, ainda assim, que outras mãos amortalhassem Helena; ela mesma lhe prestou esse derradeiro e triste obséquio. A morte não diminuíra a beleza da donzela; pelo contrário, o reflexo da eternidade parecia dar-lhe um encanto misterioso e novo. Estácio contemplou-a com os olhos exaustos, o padre com os seus úmidos. Melchior suportara a dor até ao momento da definitiva separação; agora, que a moça se ia de vez, deixou-se abater enfim, ao pé daqueles pálidos restos, despojo último de generosas ilusões.
No dia seguinte, prestes a sair o enterro, as senhoras deram à donzela morta as despedidas derradeiras. D. Úrsula foi a primeira que lhe prestou esse dever; seguiu-se Eugênia e seguiram as outras. Estácio viu-as subir, uma a uma, o estrado em que repousava a essa. Depois, quando ia fechar-se o féretro, caminhou lentamente para ele; trepou ao estrado, e pela última vez contemplou aquele rosto, - sede há pouco de tanta vida, - e a coroa de saudades que lhe cingia a cabeça, em vez de outra, que ele tinha direito de pousar nela. Enfim, inclinou-se também, e a fronte do cadáver recebeu o primeiro beijo de amor.
(ASSIS, Machado de. Helena. Disponível em: machado.mec.gov.br)
Com base no texto 'HELENA', leia as afirmativas a seguir:
I. Em “ela mesma lhe prestou esse derradeiro e triste obséquio”, o pronome oblíquo “lhe” refere-se à personagem Helena.
II. A expressão “pelo contrário” tem valor semântico de oposição. Já a palavra “enfim”, no último período, exprime valor conclusivo.
III. No trecho “ela mesma lhe prestou esse derradeiro e triste obséquio”, o pronome “esse” refere-se ao ato de amortalhamento feito por D. Úrsula.
Marque a alternativa CORRETA:
Marque a alternativa que completa convenientemente os espaços do fragmento a seguir:
Não __________ conheço a ponto de compreender suas razões, mas aviso_______ de que não ________ perdoo por tamanha falta.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
As máquinas inteligentes e suas regras
01---------Em 1950, o cientista Alan Turing (1912-1954) criava um experimento que entraria para a
02--história. No famoso Teste de Turing, descrito no artigo Computing Machinery and Intelligence, o
03--britânico propunha que um computador e um humano respondessem ____ mesmas perguntas.
04--Caso o interrogador não conseguisse diferenciá-los, a máquina passava no teste, provando a sua
05--inteligência. Com sua validade questionada pela comunidade científica de hoje, o experimento
06--trouxe ____ tona uma indagação perturbadora: a máquina superará o ser humano? Passadas
07--mais de cinco décadas, a questão ainda ressoa na esfera pública, principalmente devido à
08--automação de atividades cotidianas, do transporte ao cuidado de idosos e crianças.
09---------Entu__iasta dos avanços tecnológicos, o docente do Instituto de Informática da
10--Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Edson Prestes, defende que a revolução robótica em
11--curso trará muitos benefícios. Porém, a sociedade civil precisa estar atenta, zelando pela
12--manutenção dos direitos humanos. “É consenso que robôs coe__istirão com os homens nos mais
13--variados ambientes, com as mais variadas funções. Eles impactarão certamente as nossas vidas.
14--A questão que é necessária responder é: de que forma? Se desenvolvermos robôs sem qualquer
15noção ética, certamente o impacto será negativo”, ressalta.
16---------O pesquisador integra a Global Initiative for Ethical Considerations in Artificial Intelligence
17--and Autonomous Systems, iniciativa que reúne especialistas de todo o globo para debater os
18--desafios da inteligência artificial. Essa discussão já toma forma com o desenvolvimento dos carros
19--autônomos, que não necessitam de motorista. Nos últimos dez anos, empresas de tecnologia,
20--como o Google e a Apple, e as tradicionais montadoras têm investido no setor, em uma corrida
21--para chegar ao mercado. Mais do que um benefício para quem não gosta de guiar, a promessa é
22--que esses veículos sejam mais seguros. Segundo estudo da consultoria McKinsey & Company, os
23--carros autônomos poderiam reduzir em 90% o número de acidentes, os quais são causados nos
24--dias de hoje principalmente por falhas humanas como e__esso de velocidade, consumo de álcool
25--e fadiga.
26---------Imune _____ distrações, os novos automóveis trariam benefícios inegáveis. No entanto, há
27--um fator que torna a equação um pouco mais complexa: o acaso. Como o veículo agirá se, por
28--exemplo, um pedestre aparecer de repente em seu percurso? Atropelará ____ pessoa ou desviará
29--para outro local pondo a vida do passageiro em risco? Segundo o gerente de estratégia da Ford,
30--Luciano Driemeier, situações como essas exigiriam a criação de normas de conduta. “O código de
31--ética é uma questão de toda a indústria. Precisamos de abordagens e discussões consistentes, e
32--de todas as partes interessadas – incluindo governo, indústria automobilística, suprimentos,
33--companhias de seguros e grupos de defesa dos consumidores”, afirma.
34---------O físico, astrônomo e docente da universidade norte-americana Dartmouth College,
35--Marcelo Gleiser, concorda que o padrão de conduta dos veículos autônomos deve ser discutido por
36--grupos multidisciplinares, incluindo filósofos especializados em ética. “A boa notícia é que, dada a
37--imparcialidade da máquina, muito provavelmente a melhor decisão será salvar o maior número de
38--vidas possível”, comenta. Esse fator também é ressaltado pelo gerente de projetos da BMW,
39--Henrique Miranda. Ele argumenta que, ao contrário do motorista, a máquina não age “por instinto
40--de sobrevivência”. “O objetivo da tecnologia não é escolher entre vidas, mas proteger todas as
41--vidas”, afirma.
42---------Para que esses carros possam ser inseridos no mercado, também será necessário criar
43--novas leis. Atualmente, por exemplo, ainda não há uma definição clara de quem seria
44--responsabilizado – a empresa ou o passageiro – caso o veículo provoque um acidente.
45--Recentemente, o governo alemão deu o primeiro passo nesse sentido, anunciando uma série de
46--diretrizes relacionadas ao uso de carros autônomos. Outras nações devem seguir o exemplo,
47--e__pandindo a regulamentação para outras áreas. “Diversos grupos em universidades já estão
48--discutindo que regras deveriam guiar o trabalho dos robôs. Afinal, se conseguirmos de fato
49--construir máquinas inteligentes, como garantir que elas seguirão nossas regras e não as delas?”,
50--indaga Gleiser.
(Fonte: Mariana Tessitore – Revista da Cultura – Disponível em:
https://www.livrariacultura.com.br/revistadacultura/reportagens/etica-e-tecnologia - adaptação)
Considerando o emprego dos pronomes como elementos coesivos e suas relações de referência no texto, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Em “diferenciá-los” (l.04), o pronome oblíquo tem como referente o vocábulo “perguntas” (l.03).
( ) Na linha 30, o pronome demonstrativo “essas” retoma situações descritas no período anterior.
( ) Na linha 49, o emprego dos pronomes possessivos “nossas” e “delas” refere-se, respectivamente, ao autor e ao leitor incluso e às maquinas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O escritor Ruy Castro, no texto a seguir, cujas frases estão fora de ordem, fala sobre o fechamento e reabertura da Biblioteca Parque do Estado no Rio de Janeiro. Numere os parênteses, identificando a sequência textual correta.
( ) Findo o evento, o LER retirou-se, mas legou ao Estado um espaço em condições para que este reabra a Biblioteca Parque.
( ) Eu a visitara havia pouco e ficara encantado – 250 mil livros (2.500 em braille) e 20 mil filmes, teatro, auditório, salas multiuso, espaço infantil, jardins, café, pátio, bicicletário.
( ) Passou-se um ano e meio. Há meses, o pessoal do LER – Salão Carioca do Livro, um superevento literário – armou-se de parceiros e dispôs-se a realizar na biblioteca sua edição de 2018.
( ) Em fins de 2016, a Biblioteca Parque do Estado, na avenida Presidente Vargas, fechou as portas.
( ) Incrível o estrago que 18 meses de abandono podem provocar. E mais incrível ainda o que a vontade de servir, de salvar, de oferecer, pode produzir. Cada centímetro, do chão ao teto, foi restaurado.
(Adaptado de https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2018/05/renasce-uma-biblioteca.shtml)
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta dos parênteses, de cima para baixo.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Seu aparelho de ar-condicionado está deixando o planeta mais quente
1 Sol, praia, calor. O Brasil é tipicamente conhecido por suas características tropicais. Apesar
2 disso, pouca gente nega um bom ar-condicionado em dias quentes. No verão do ano passado, a
3 venda desses aparelhos bateu recorde. Temos, atualmente, um total de 139 milhões de unidades
4 funcionando. Mas não é só o brasileiro que ama um friozinho artificial — Estados Unidos e Japão
5 detêm a maior parte dos exemplares mundiais. Porém, de acordo com um relatório divulgado pela
6 Agência Internacional de Energia (IEA), um irônico paradoxo foi confirmado: o aumento na
7 quantidade de aparelhos de ar-condicionado está deixando o mundo mais quente. No mundo, a
8 quantidade de ares-condicionados está concentrada em um pequeno número de países (nos
9 Estados Unidos, 90% das residências possuem). Mas à medida que a renda aumenta e as
10 populações crescem nas nações emergentes, especialmente em regiões quentes, o uso dos
11 aparelhos se torna cada vez mais comum. E as estatísticas provam: o funcionamento de ares-
12 condicionados e ventiladores já representa cerca de um quinto do total da eletricidade gasta em
13 edifícios de todo o mundo — ou 10% do consumo global.
14 Os números ficam cada vez mais exorbitantes: hoje, temos cerca de 1,6 bilhão de
15 aparelhos funcionando. Para 2050, a perspectiva é de impressionantes 5,6 bilhões. Considerando
16 também o crescimento populacional, na metade do século teremos uma estimativa de um ar-
17 condicionado para cada duas pessoas do mundo. E a demanda pelo uso de climatizadores vai
18 mais que triplicar: eles consumirão a mesma quantidade de energia que China e Índia juntas.
19 Ok, você já entendeu que temos muitos ares-condicionados pelo mundo. Mas voltemos à
20 questão principal: como eles estão tornando o planeta mais quente? Para começar, a população
21 usa “errado”. Os consumidores atuais não se preocupam em comprar aparelhos mais eficientes,
22 que gastem menos energia. A competência média dos exemplares comprados hoje é menos da
23 metade do que está normalmente disponível para venda, com cerca de um terço da tecnologia
24 dos mais eficientes. Isso pode se converter no fator econômico: geralmente os mais baratos são
25 mais simples. Mas a questão crucial é, lógico, a influência que esses bilhões de aparelhos exercem
26 na temperatura do planeta. As emissões de gases estufa liberados pelas usinas de carvão e gás
27 natural ao gerar eletricidade para os ares-condicionados quase dobrariam — de 1,25 bilhão de
28 toneladas em 2016 para 2,28 bilhões de toneladas em 2050. Essas emissões impactariam
29 significativamente o aquecimento global — o que aumentaria ainda mais a demanda por ar-
30 condicionado.
31 Sim, é um ciclo vicioso. O conforto tem um preço, e ele é bem alto. E o relatório cita
32 exemplos bem ilustrativos da situação: quanto mais aumenta a renda de uma família, cresce
33 também o número de eletrodomésticos como geladeiras e televisores. Esses aparelhos geram
34 calor, deixando o ambiente mais quente. Solução: comprar um ar-condicionado. E a maioria dos
35 ares-condicionados funcionam, em parte, “jogando” o ar quente para o lado de fora, também
36 tornando a vizinhança mais quente. Segundo estimativas, o aparelho pode elevar a temperatura
37 durante a noite em cerca de um grau Celsius em algumas cidades. Ou seja, se um número
38 suficiente de vizinhos comprar um ar-condicionado, a temperatura da sua casa pode aumentar a
39 ponto de você precisar fazer o mesmo.
40 Apesar do aparente caos cíclico sem solução, o relatório termina esperançoso. Ele fala
41 sobre o “Cenário de Refrigeração Eficiente”, um caminho que se baseia numa forte ação política
42 para limitar o uso de energia com a finalidade de resfriar os espaços. E, principalmente, fala sobre
43 investir em aparelhos mais competentes. Essa simples atitude pode reduzir a demanda futura de
44 energia pela metade — em comparação com as suposições feitas baseadas no consumo atual.
45 Também torna tudo mais barato: seguindo os padrões do Cenário de Refrigeração Eficiente, pode-
46 se reduzir os custos de investimento, combustíveis e outros gastos gerados por essa indústria do
47 frio em três trilhões de dólares até 2050. E, por último, esse cenário reduziria as emissões de
48 gases estufa pela metade. Ele está de acordo com os objetivos climáticos previstos no Acordo de
49 Paris. Então lembre-se, pelo bem do futuro do planeta, quando for comprar um ar-condicionado,
50 tenha certeza de que as especificações de eficiência são as melhores possíveis.
Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/seu-aparelho-de-ar-condicionado-esta-deixando-o-planeta-mais-quente/. Acesso em 17 mai. 2018.
Sobre o recurso coesivo desempenhado pelo pronome “ele”, que se refere diretamente a termos anteriores e os recupera para dar a devida continuidade ao texto, analise as seguintes afirmativas:
I. Na linha 31, está retomando ”conforto”.
II. Na linha 40, está retomando “caos cíclico”.
III. Na linha 48, está retomando “cenário” (l. 47).
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Plástico: nós o criamos, dependemos dele, mas ele nos ameaça.
Por Laura Parker
- ____Se o Mayflower, o barco dos pioneiros colonos ingleses – os chamados Peregrinos, que
- saíram de Plymouth, na Inglaterra, rumo à América do Norte –, estivesse cheio de garrafinhas
- plásticas de água, esse lixo ainda restaria entre nós, quatro séculos depois. Se os Peregrinos
- tivessem feito o que muita gente costuma fazer, jogado ao mar garrafas e embalagens, as
- ondas e a radiação solar no Atlântico teriam desgastado todos esses objetos de plástico,
- reduzindo-os a fragmentos minúsculos. Esses fragmentos poderiam estar flutuando até agora
- nos oceanos do planeta, absorvendo toxinas que iriam aderir ______ já presentes neles, e
- acabariam sendo ingeridos por algum peixe ou ostra. E talvez terminassem no prato de um de
- nós.
- ____“Temos de ser gratos aos pioneiros por não usarem nada de plástico”, pensei pouco
- tempo atrás, no trem que me levava até Plymouth, na costa sul da Inglaterra. O motivo da
- viagem era entrevistar uma pessoa que me ajudaria a entender a confusão em que estamos
- metidos graças aos resíduos plásticos, sobretudo nos mares. Como o plástico só foi inventado
- no final do século 19, e a sua produção tornou-se de fato relevante por volta de 1950, temos
- de lidar com meros 8,3 bilhões de toneladas do material. Desse total, mais de 6,3 bilhões já
- viraram resíduos, _______ a quantidade assombrosa de 5,7 bilhões de toneladas jamais
- ______ por nenhum tipo de reciclagem – resultado que chocou os cientistas que calcularam
- tais números em 2017.
- ____Ninguém faz ideia da efetiva proporção desse lixo plástico não reciclado que acaba nos
- oceanos. Em 2015, uma professora que leciona engenharia ambiental na Universidade da
- Geórgia, nos Estados Unidos, atraiu a atenção geral com uma estimativa: a cada ano, entre
- 4,8 milhões e 12,7 milhões de toneladas de resíduos chegam ao mar. A maior parte do lixo
- não vem dos navios, como explicam ela e os seus colegas, mas é descartada em terra e nas
- margens dos rios, sobretudo na Ásia. Só depois tais resíduos são carregados, pelo vento e pela
- água, até o oceano. Basta imaginarmos 15 sacolinhas repletas de tralha plástica boiando a
- cada metro de toda a linha da costa ao redor do mundo: isso corresponderia ______ de 8
- milhões de toneladas, a sua estimativa média da quantidade de lixo que os oceanos recebem
- a cada ano. E não está claro quanto tempo leva para esse plástico se desintegrar por completo
- em suas moléculas constituintes. As estimativas variam de 450 anos a nunca.
- ____Por outro lado, é bem provável que todo esse plástico venha causando a morte de
- milhões de animais marinhos a cada ano. Já se comprovou que quase 700 espécies, incluindo
- algumas em risco de extinção, foram afetadas por resíduos plásticos. Em algumas delas, o
- dano é evidente, como os animais estrangulados por itens descartados: sacolas, redes de
- pesca etc.. Em muitos outros casos, porém, os prejuízos são invisíveis ......... espécies de
- todos os tamanhos, de plâncton a baleias, agora ingerem micropartículas de plástico,
- fragmentos ínfimos que medem menos de 5 milímetros. No Havaí, em uma praia que
- aparentemente deveria estar intocada (pois não há acesso por estrada pavimentada), senti os
- meus pés afundando em crepitantes micropartículas de plástico. Depois dessa experiência,
- entendi .......... há pessoas que veem no acúmulo de resíduos plásticos nos oceanos um sinal
- de catástrofe iminente, algo tão alarmante quanto as mudanças climáticas.
(Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/2018/05/lixo-plastico-planeta-poluicao-lixaoconsumo - Texto adaptado especialmente para esta prova.)
Assinale a alternativa que NÃO pode completar as lacunas pontilhadas das linhas 34 e 39, respectivamente, sob pena de acarretar erro gramatical e incoerência.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Plástico: nós o criamos, dependemos dele, mas ele nos ameaça.
Por Laura Parker
- ____Se o Mayflower, o barco dos pioneiros colonos ingleses – os chamados Peregrinos, que
- saíram de Plymouth, na Inglaterra, rumo à América do Norte –, estivesse cheio de garrafinhas
- plásticas de água, esse lixo ainda restaria entre nós, quatro séculos depois. Se os Peregrinos
- tivessem feito o que muita gente costuma fazer, jogado ao mar garrafas e embalagens, as
- ondas e a radiação solar no Atlântico teriam desgastado todos esses objetos de plástico,
- reduzindo-os a fragmentos minúsculos. Esses fragmentos poderiam estar flutuando até agora
- nos oceanos do planeta, absorvendo toxinas que iriam aderir ______ já presentes neles, e
- acabariam sendo ingeridos por algum peixe ou ostra. E talvez terminassem no prato de um de
- nós.
- ____“Temos de ser gratos aos pioneiros por não usarem nada de plástico”, pensei pouco
- tempo atrás, no trem que me levava até Plymouth, na costa sul da Inglaterra. O motivo da
- viagem era entrevistar uma pessoa que me ajudaria a entender a confusão em que estamos
- metidos graças aos resíduos plásticos, sobretudo nos mares. Como o plástico só foi inventado
- no final do século 19, e a sua produção tornou-se de fato relevante por volta de 1950, temos
- de lidar com meros 8,3 bilhões de toneladas do material. Desse total, mais de 6,3 bilhões já
- viraram resíduos, _______ a quantidade assombrosa de 5,7 bilhões de toneladas jamais
- ______ por nenhum tipo de reciclagem – resultado que chocou os cientistas que calcularam
- tais números em 2017.
- ____Ninguém faz ideia da efetiva proporção desse lixo plástico não reciclado que acaba nos
- oceanos. Em 2015, uma professora que leciona engenharia ambiental na Universidade da
- Geórgia, nos Estados Unidos, atraiu a atenção geral com uma estimativa: a cada ano, entre
- 4,8 milhões e 12,7 milhões de toneladas de resíduos chegam ao mar. A maior parte do lixo
- não vem dos navios, como explicam ela e os seus colegas, mas é descartada em terra e nas
- margens dos rios, sobretudo na Ásia. Só depois tais resíduos são carregados, pelo vento e pela
- água, até o oceano. Basta imaginarmos 15 sacolinhas repletas de tralha plástica boiando a
- cada metro de toda a linha da costa ao redor do mundo: isso corresponderia ______ de 8
- milhões de toneladas, a sua estimativa média da quantidade de lixo que os oceanos recebem
- a cada ano. E não está claro quanto tempo leva para esse plástico se desintegrar por completo
- em suas moléculas constituintes. As estimativas variam de 450 anos a nunca.
- ____Por outro lado, é bem provável que todo esse plástico venha causando a morte de
- milhões de animais marinhos a cada ano. Já se comprovou que quase 700 espécies, incluindo
- algumas em risco de extinção, foram afetadas por resíduos plásticos. Em algumas delas, o
- dano é evidente, como os animais estrangulados por itens descartados: sacolas, redes de
- pesca etc.. Em muitos outros casos, porém, os prejuízos são invisíveis ......... espécies de
- todos os tamanhos, de plâncton a baleias, agora ingerem micropartículas de plástico,
- fragmentos ínfimos que medem menos de 5 milímetros. No Havaí, em uma praia que
- aparentemente deveria estar intocada (pois não há acesso por estrada pavimentada), senti os
- meus pés afundando em crepitantes micropartículas de plástico. Depois dessa experiência,
- entendi .......... há pessoas que veem no acúmulo de resíduos plásticos nos oceanos um sinal
- de catástrofe iminente, algo tão alarmante quanto as mudanças climáticas.
(Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/2018/05/lixo-plastico-planeta-poluicao-lixaoconsumo - Texto adaptado especialmente para esta prova.)
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 07, 16, 17 e 26.
I. No trecho "o evento começa hoje", o vocábulo "evento" refere-se às manifestações populares contra a corrupção que serão realizadas em Brasília.
II. De acordo com o texto, o romance Os Pescadores foi escrito pelo nigeriano Chigozie Obioma.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O vocábulo "descreve", no final do segundo parágrafo, refere-se às "bolhas ideológicas" que deverão ser rompidas pela Bienal do Livro.
II. De acordo com a notícia da Agência Brasil, a Bienal do Livro pretende extrapolar os limites da literatura com a proposta de valorização da música nigeriana.
Marque a alternativa CORRETA: