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Questões de Concurso Comentadas sobre coesão e coerência em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 9.132 questões

Q4105441 Português

Leia o texto para responder à questão.


Quando chegar. (Martha Medeiros).



Quando chegar aos 30

serei uma mulher de verdade

nem Amélia nem ninguém

um belo futuro pela frente

e um pouco mais de calma talvez.

E quando chegar aos 50

serei livre, linda e forte,

terei gente boa ao lado,

saberei um pouco mais do amor

e da vida quem sabe.

E quando chegar aos 90

já sem força, sem futuro, sem idade,

vou fazer uma festa de prazer,

convidar todos que amei,

registrar tudo que sei

e morrer de saudade.

Analise o texto e marque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q4104637 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Um inseto sentimental


    A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...


    No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e faz com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nasceria.


    Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.


    Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois alinhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, o pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.



                                                                           (Adaptado de HATUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)

A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve (...).


No enunciado acima, o segmento sublinhado tem como equivalência de sentido

Alternativas
Q4103701 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Economia do cuidado e economia circular

    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.

Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
No que diz respeito à estruturação logica do texto e às estratégias argumentativas adotadas pelo autor para correlacionar a economia do cuidado à economia circular, analise as partes que seguem:
(1ª parte) O texto adota uma estrutura díssertativoargumentativa, organízando-se a partír da apresentação de um problema (a insustentabrlrdade da economia línear) que se desdobra em uma análise social e normatíva.
(2ª parte) O Para sustentar que a transição ecológica exige novos Índicadores sobre o trabalho invísível, o dutor recorre do senso comum e a ditados populares para convencer o leitor sobre a divisão do trabalho.
Pode-se afirmar que
Alternativas
Q4103696 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Economia do cuidado e economia circular

    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.

Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
A leitura do texto revela que o argumento central do autor converge para a necessidade de uma mudança estrutural no modelo de desenvolvimento contemporâneo. Considerando isso, assinale a alternativa que sintetiza CORRETAMENTE a principal tese defendida ao longo do texto.
Alternativas
Q4103641 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

    A Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil vivencia um momento de importante evolução normativa. O capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que estabelece os requisitos para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) - uma estrutura sistematizada para a identificação de perigos, avaliação e controle de riscos, análise de acidentes e preparação para emergências, articulado com as demais ações de saúde - passou por significativa atualização mediante a Portaria MTE no 1.419, de 27 de agosto de 2024.
    Uma das inovações mais significativas da revisão, que entrou em vigor no dia 26 de maio de2026, foi a inclusão expressa dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho - ligados à forma como o trabalho é organizado - que passam a integrar o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas, ao lado de riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes.
Na prática, situações como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral ou sexual, pressão excessiva, conflitos interpessoais, falta de autonomia e falhas de gestão tornam-se passíveis de fiscalização e auditoria. Esses fatores já eram analisados de forma indireta, sobretudo a partir das normas de ergonomia, mas agora se tornam exigência explícita dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
    O conceito de sistema de gestão em segurança e saúde no trabalho consolidou-se internacionalmente a partir da década de 1970, impulsionado por avanços científicos, industriais e regulatórios. A partir de então, ficou claro que a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais não se sustenta em ações pontuais, mas exige uma abordagem estruturada e contínua.
    O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lanÇou, em março de 2026, o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O objetivo da publicação é orientar empregadores, trabalhadores, profissionais de segurança e saúde no trabalho e demais atores sociais na implementação de um sistema de gestão voltado à prevenção de riscos no ambiente de trabalho.
    O material apresenta orientações técnicas e interpretativas sobre como identificar, avaliar e gerenciar riscos ocupacionais, contribuindo para a correta aplicação das atualizações recentes da NR-1. Entre os temas abordados está também o gerenciamento dos riscos psicossociais, que incluem fatores relacionados à organização do trabalho que podem impactar a saúde mental dos trabal hadores. 
    A iniciativa faz parte das ações do tt/TE para Íortalecer a cultura de prevenção e incentivar a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudávels. As orientações tambem reforçam a importância da adoção de medidas preventivas e da gestão contínua dos riscos ocupaclonais nas organizações.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Brasília, 2026 (com adaptações).
A Portaria MTE no 1.419/2024 introduziu modificações substanciais no panorama da Segurança e Saúde no Trabalho no Brasil. Considerando o impacto dessas alterações regulatorias e a estrutura argumentativa do texto, analise as seguintes assertivas:
I. A inclusão dos riscos psicossociais no GRO atende a uma demanda emergencial decorrente do colapso do sistema de saúde física dos trabalhadores no ano de 2024.
II. Depreende-se do texto que os fatores de risco psicossociais não anulam nem substituem as matrizes de riscos tradicionais (físicos, químicos e biologicos), mas passam a coexistir com elas no PGR.
III. Práticas deleterias no ambiente de trabalho, como jornadas exaustivas e assédio de qualquer natureza, saíram da esfera puramente abstrata para se tornarem alvos explícitos de fiscalização estatal.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4103640 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

    A Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil vivencia um momento de importante evolução normativa. O capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que estabelece os requisitos para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) - uma estrutura sistematizada para a identificação de perigos, avaliação e controle de riscos, análise de acidentes e preparação para emergências, articulado com as demais ações de saúde - passou por significativa atualização mediante a Portaria MTE no 1.419, de 27 de agosto de 2024.
    Uma das inovações mais significativas da revisão, que entrou em vigor no dia 26 de maio de2026, foi a inclusão expressa dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho - ligados à forma como o trabalho é organizado - que passam a integrar o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas, ao lado de riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes.
Na prática, situações como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral ou sexual, pressão excessiva, conflitos interpessoais, falta de autonomia e falhas de gestão tornam-se passíveis de fiscalização e auditoria. Esses fatores já eram analisados de forma indireta, sobretudo a partir das normas de ergonomia, mas agora se tornam exigência explícita dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
    O conceito de sistema de gestão em segurança e saúde no trabalho consolidou-se internacionalmente a partir da década de 1970, impulsionado por avanços científicos, industriais e regulatórios. A partir de então, ficou claro que a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais não se sustenta em ações pontuais, mas exige uma abordagem estruturada e contínua.
    O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lanÇou, em março de 2026, o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O objetivo da publicação é orientar empregadores, trabalhadores, profissionais de segurança e saúde no trabalho e demais atores sociais na implementação de um sistema de gestão voltado à prevenção de riscos no ambiente de trabalho.
    O material apresenta orientações técnicas e interpretativas sobre como identificar, avaliar e gerenciar riscos ocupacionais, contribuindo para a correta aplicação das atualizações recentes da NR-1. Entre os temas abordados está também o gerenciamento dos riscos psicossociais, que incluem fatores relacionados à organização do trabalho que podem impactar a saúde mental dos trabal hadores. 
    A iniciativa faz parte das ações do tt/TE para Íortalecer a cultura de prevenção e incentivar a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudávels. As orientações tambem reforçam a importância da adoção de medidas preventivas e da gestão contínua dos riscos ocupaclonais nas organizações.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Brasília, 2026 (com adaptações).
A alusão à evolução historica dos sistemas de gestão em segurança e saúde no trabalho a partir da década de 1970 funciona, na economia argumentativa do texto, como um recurso para fundamentar a seguinte tese: 
Alternativas
Q4103639 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

    A Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil vivencia um momento de importante evolução normativa. O capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que estabelece os requisitos para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) - uma estrutura sistematizada para a identificação de perigos, avaliação e controle de riscos, análise de acidentes e preparação para emergências, articulado com as demais ações de saúde - passou por significativa atualização mediante a Portaria MTE no 1.419, de 27 de agosto de 2024.
    Uma das inovações mais significativas da revisão, que entrou em vigor no dia 26 de maio de2026, foi a inclusão expressa dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho - ligados à forma como o trabalho é organizado - que passam a integrar o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas, ao lado de riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes.
Na prática, situações como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral ou sexual, pressão excessiva, conflitos interpessoais, falta de autonomia e falhas de gestão tornam-se passíveis de fiscalização e auditoria. Esses fatores já eram analisados de forma indireta, sobretudo a partir das normas de ergonomia, mas agora se tornam exigência explícita dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
    O conceito de sistema de gestão em segurança e saúde no trabalho consolidou-se internacionalmente a partir da década de 1970, impulsionado por avanços científicos, industriais e regulatórios. A partir de então, ficou claro que a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais não se sustenta em ações pontuais, mas exige uma abordagem estruturada e contínua.
    O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lanÇou, em março de 2026, o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O objetivo da publicação é orientar empregadores, trabalhadores, profissionais de segurança e saúde no trabalho e demais atores sociais na implementação de um sistema de gestão voltado à prevenção de riscos no ambiente de trabalho.
    O material apresenta orientações técnicas e interpretativas sobre como identificar, avaliar e gerenciar riscos ocupacionais, contribuindo para a correta aplicação das atualizações recentes da NR-1. Entre os temas abordados está também o gerenciamento dos riscos psicossociais, que incluem fatores relacionados à organização do trabalho que podem impactar a saúde mental dos trabal hadores. 
    A iniciativa faz parte das ações do tt/TE para Íortalecer a cultura de prevenção e incentivar a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudávels. As orientações tambem reforçam a importância da adoção de medidas preventivas e da gestão contínua dos riscos ocupaclonais nas organizações.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Brasília, 2026 (com adaptações).
De acordo com a articulação textual do terceiro parágrafo com as premissas do documento, fatores como falta de autonomia e falhas de gestão tornam-se passíveis de fiscalização e auditoria porque.
Alternativas
Q4103637 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

    A Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil vivencia um momento de importante evolução normativa. O capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que estabelece os requisitos para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) - uma estrutura sistematizada para a identificação de perigos, avaliação e controle de riscos, análise de acidentes e preparação para emergências, articulado com as demais ações de saúde - passou por significativa atualização mediante a Portaria MTE no 1.419, de 27 de agosto de 2024.
    Uma das inovações mais significativas da revisão, que entrou em vigor no dia 26 de maio de2026, foi a inclusão expressa dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho - ligados à forma como o trabalho é organizado - que passam a integrar o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas, ao lado de riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes.
Na prática, situações como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral ou sexual, pressão excessiva, conflitos interpessoais, falta de autonomia e falhas de gestão tornam-se passíveis de fiscalização e auditoria. Esses fatores já eram analisados de forma indireta, sobretudo a partir das normas de ergonomia, mas agora se tornam exigência explícita dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
    O conceito de sistema de gestão em segurança e saúde no trabalho consolidou-se internacionalmente a partir da década de 1970, impulsionado por avanços científicos, industriais e regulatórios. A partir de então, ficou claro que a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais não se sustenta em ações pontuais, mas exige uma abordagem estruturada e contínua.
    O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lanÇou, em março de 2026, o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O objetivo da publicação é orientar empregadores, trabalhadores, profissionais de segurança e saúde no trabalho e demais atores sociais na implementação de um sistema de gestão voltado à prevenção de riscos no ambiente de trabalho.
    O material apresenta orientações técnicas e interpretativas sobre como identificar, avaliar e gerenciar riscos ocupacionais, contribuindo para a correta aplicação das atualizações recentes da NR-1. Entre os temas abordados está também o gerenciamento dos riscos psicossociais, que incluem fatores relacionados à organização do trabalho que podem impactar a saúde mental dos trabal hadores. 
    A iniciativa faz parte das ações do tt/TE para Íortalecer a cultura de prevenção e incentivar a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudávels. As orientações tambem reforçam a importância da adoção de medidas preventivas e da gestão contínua dos riscos ocupaclonais nas organizações.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Brasília, 2026 (com adaptações).
A publicação do Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) cumpre uma função que, à luz do texto, justifica-se pelo proposito de:
Alternativas
Q4102636 Português
“A alimentação saudável é importante para a saúde, pois fornece energia e ajuda o corpo a funcionar melhor. Além disso, beber água e praticar exercícios físicos contribuem para uma vida mais equilibrada.”
No texto, a palavra “pois” estabelece uma ideia de: 
Alternativas
Q4102635 Português
“A vacinação é importante para proteger a saúde da população. Ela ajuda a prevenir doenças e contribui para o bem-estar das famílias e da comunidade.” 

No trecho “Ela ajuda a prevenir doenças...”, o pronome “Ela” refere-se:
Alternativas
Q4102478 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


A Educação no Brasil: entre metas e desigualdades

    O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).


    Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante destacado, mais fortemente na Região Norte.


    Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência escolar bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).


    A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado, gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.


    As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também é clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera as desigualdades racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas na Ensino Superior.


Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias

especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-

desigualdades.html (com adaptações).

No quarto parágrafo, o texto afirma que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos, aproximando-se da Meta 8 do PNE. Em seguida, pondera que esse dado não mostra desigualdades locais (como os 9,4 anos na zona rural). A relação lógica e a hierarquia de ideias estabelecidas entre essas duas informações configuram uma relação de:
Alternativas
Q4102213 Português
Com base nos estudos da Linguística Textual e da análise do discurso, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4102209 Português
“As palavras não possuem significado isolado dentro da língua. Elas se organizam em redes de sentido, estabelecendo relações de aproximação, oposição e pertencimento. Assim, compreender o funcionamento lexical implica reconhecer vínculos semânticos como sinonímia, antonímia, hiperonímia e hiponímia, fundamentais para a construção da coerência e da progressão textual.” BASÍLIO, Margarida. Teoria lexical. São Paulo: Ática, 2004.

A partir do pensamento de Margarida Basílio apresentado no texto, é correto afirmar que a autora concebe o léxico da língua como:
Alternativas
Q4102208 Português
“O leitor compreende um texto não apenas pelo significado isolado das palavras, mas também pelas pistas deixadas na organização textual. Conectivos, estruturas paralelas e retomadas lexicais orientam a interpretação. Da mesma forma que um mapa conduz o viajante por um percurso, os mecanismos linguísticos ajudam o leitor a estabelecer relações entre as partes do texto. Sem esses elementos, a progressão das ideias pode tornar-se fragmentada e confusa.” FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Lições de texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2006.

Com base nas ideias de Fiorin, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4102207 Português
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de coesão textual por substituição, evitando a repetição excessiva de palavras.
Alternativas
Q4102205 Português
Leia o texto abaixo, baseado nas discussões de Ingedore Villaça Koch sobre coerência textual:

“A coerência não está apenas nas palavras do texto, mas na relação construída entre elas e no conhecimento compartilhado entre os interlocutores. Um texto pode apresentar frases gramaticalmente corretas e, ainda assim, não fazer sentido para o leitor. Isso ocorre porque a interpretação depende da articulação lógica das ideias, da progressão temática e das relações de causa e consequência estabelecidas ao longo do discurso.” Desvendando os Segredos do Texto. KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2015.

A partir do pensamento de Koch, é correto afirmar que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-BA Prova: FGV - 2026 - TJ-BA - Juiz Leigo |
Q4102041 Português
Leia a notícia a seguir (fevereiro de 2026).

Mais de 140 toneladas retiradas das ruas: reciclagem transforma o Carnaval em renda e política pública ambiental

    Enquanto a festa se despede oficialmente das ruas de Salvador nesta terça-feira (17), último dia do Carnaval da Bahia, o trabalho nas Centrais de Apoio do projeto 'Meu Corre Decente' segue em ritmo intenso. Entre o som dos trios e a dinâmica da triagem, mais de 140 toneladas de resíduos recicláveis já foram coletados desde o início da folia, resultado direto da atuação integrada do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), além do apoio de outras secretarias e das cooperativas de catadores que sustentam, na prática, a economia circular durante a maior festa popular do estado.
Adaptado de https://www.ba.gov.br/meioambiente/noticias/2026-02/17349/maisde-140-toneladas-retiradas-das-ruas-reciclagem-transforma-o-carnaval

Com base nos mecanismos de coesão textual, assinale a opção que indica corretamente a expressão utilizada para retomar o termo “Carnaval”, evitando sua repetição. 
Alternativas
Q4101873 Português
TEXTO 1


O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Imazon e parceiros, avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. Cada cidade recebe uma nota de 0 a 100 e uma posição no ranking nacional. A média do Brasil em 2026 ficou em 63,40 pontos. Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, lidera pelo terceiro ano seguido, com 73,10. Uiramutã, em Roraima, aparece em último, com 42,44 — uma diferença de mais de 30 pontos entre as duas pontas. Os dados do IPS Brasil 2026 mostra duas realidades distintas. Sudeste e Sul concentram as cidades com melhor qualidade de vida. A região Norte, em especial os estados da Amazônia Legal, reúne a maior parte dos municípios com os piores desempenhos. Entre as 20 cidades mais bem colocadas, 18 ficam no Sudeste e no Sul — a maioria em São Paulo. Já entre as 20 piores, 19 estão no Norte e no Nordeste, com forte concentração no Pará, em Roraima e no Tocantins. Só o Pará tem 12 das 20 piores cidades do país em 2026. G1. IPS Brasil 2026 mostra desigualdade na qualidade de vida entre municípios brasileiros. Portal G1, 20 maio 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/. Acesso em: 13 de maio 2026.
Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho abaixo mantém corretamente o sentido original e a relação lógica das informações.

Trecho original:
“Entre as 20 cidades mais bem colocadas, 18 ficam no Sudeste e no Sul — a maioria em São Paulo.”
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto Legalle Órgão: Prefeitura de São Vendelino - RS Provas: Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência na disciplina de Ciências | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência na disciplina de Matemática | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência na disciplina de Português | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência nas disciplinas de História/Geografia | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Séries ou Anos Iniciais do Ensino Fundamental | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor Educação Básica - para a docência na disciplina de Língua Estrangeira Moderna) Inglês | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor Educação Básica - para a docência nas disciplinas de Artes | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Servente | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor Educação Básica - para a docência na disciplina de Língua Estrangeira Moderna) Alemão |
Q4101633 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



A Educação no Brasil: entre metas e desigualdades


    O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).


    Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante  destacado, mais fortemente na Região Norte.


    Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).


    A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado: gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.


    As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também e clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera a desigualdade racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas no Ensino Superior.


Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-

especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-

desigualdades.html (com adaptações).

No quarto parágrafo, o texto afirma que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos, aproximando-se da Meta 8 do PNE. Em seguida, pondera que esse dado não mostra as desigualdades locais (como os 9,4 anos na zona rural). A relação lógica e a hierarquia de ideias estabelecidas entre essas duas informações configuram uma relação de:
Alternativas
Q4099440 Português
Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares, estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés


Disponível em: https://www.letras.mus.br/cartola/44901/. Acesso em: 27 mai.
2026. (Adaptado).

A expressão “Presta atenção”, destacada no texto, é um exemplo de coesão recorrencial que tem por função 
Alternativas
Respostas
321: C
322: A
323: B
324: A
325: C
326: B
327: A
328: B
329: B
330: A
331: D
332: C
333: E
334: A
335: C
336: C
337: C
338: C
339: D
340: C