Questões de Concurso Comentadas sobre classificação dos verbos (regulares, irregulares, defectivos, abundantes, unipessoais, pronominais) em português

Foram encontradas 836 questões

Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: MPE-SE Prova: FCC - 2010 - MPE-SE - Analista - Biblioteconomia |
Q2933574 Português
not valid statement found

Está inteiramente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:

Alternativas
Q2911767 Português
not valid statement found

Assinale a alternativa cuja forma verbal NÃO se encontra no modo indicativo.

Alternativas
Q2911745 Português
not valid statement found

“Salário foi apontado por 3% da amostra como um dos principais problemas; 9% citaram violência e insegurança; e 38%, deficiências físicas das escolas.” No texto, o sujeito da forma verbal citaram é

Alternativas
Q2891000 Português

Leia o texto a seguir e responda às questões de nº 01 a 10.


Língua PORTUGUESA: MODO DE USAR


Há muito tempo me fascina a língua portuguesa falada e es-

crita nos hospitais, por médicos, enfermeiros, pacientes, ajudan-

tes diversos, visitas. Em 2006, publiquei um artigo sobre as bulas,

onde dizia: "As bulas de remédios são inúteis para os consumido-

5 res. Além de trazerem informações desnecessárias e assustado-

ras; vêm carregadas de advertências· confusas, que podem aba-

lar a confiança que os clientes têm nos médicos. O objetivo é for-

necer argumentos aos advogados dos laboratórios' em eventuais

ações judiciais. Os consumidores que se danem". E acrescenta-

10 va, então, que "a bula deveria prestar informações indispensáveis

aos consumidores. Mas não o faz com eficiência. A primeira difi-

culdade é o tamanho das letras. Quem lê as bulas? Quase sem-

pre pessoas mais velhas. Ou porque tomam aqueles remédios ou

porque vão administrá-los a quem, mesmo sabendo ler, não en-

15 tenderia o que ali vai escrito. Os laboratórios não pensaram nisso

ao escolher letras tão pequeninas; Ou pensaram e quiseram eco-

nomizar papel. Seus cons􀌳ltores diriam "otimizar recursos".

Pois agora a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) definiu um

novo modelo para as bulas. A resolução prescreve que deverão

20 ser impressas em letras Times New Roman, corpo 10, isto é, qua

se o dobro do atualmente usado. E terão um tipo de informações

para os pacientes e outra para os profissionais. Foram incluídas

também nove perguntas respondidas·, que explicam quais as indi-

cações do remédio e quais os males que ele pode causar.

25___Um remédio que tomo com frequência vem com o seguinte avi-

so: "Atenção fenilcetonúricos: contém fenilalanina".A maioria dos di-

donários comete o mesmo erro das bulas: tudo é explicado, nada é

entendido. "É uma doença devida a um defeito congênito do metabo-

lismo da fenilalanina, ou seja, digestão inadequada de um dos ele-

30 mentos da proteína do leite. Também se chama idiotia fenilpirúvica".

Assim diz a melhor explicação dos dicionáriós que consultei. Quanto

à Anvisa, está de parabéns, o que, aliás, negou a este professor e

escritor, um dos primeiros a se insurgir, na mídia, contra o descaso

que os laboratórios têm com os cidadãos que tomam remédios. Ali-

35 ás, os marqueteiros diriam clientes para os primeiros e produtos para

os segundos. Os eufemismos imperam em todo o meio. Em vez de

"este remédio pode matar" lemos "o produto pode causar óbito".

(Deonísio da Silva, Jornal do Brasil, 18 de setembro de 2009, adaptado)

"Há muito tempo me fascina a língua portuguesa falada e escrita nos hospitais..." (l.1/2) quanto à concordância e em relação ao emprego do verbo fazer, está incorreta a frase:

Alternativas
Q2890997 Português

Leia o texto a seguir e responda às questões de nº 01 a 10.


Língua PORTUGUESA: MODO DE USAR


Há muito tempo me fascina a língua portuguesa falada e es-

crita nos hospitais, por médicos, enfermeiros, pacientes, ajudan-

tes diversos, visitas. Em 2006, publiquei um artigo sobre as bulas,

onde dizia: "As bulas de remédios são inúteis para os consumido-

5 res. Além de trazerem informações desnecessárias e assustado-

ras; vêm carregadas de advertências· confusas, que podem aba-

lar a confiança que os clientes têm nos médicos. O objetivo é for-

necer argumentos aos advogados dos laboratórios' em eventuais

ações judiciais. Os consumidores que se danem". E acrescenta-

10 va, então, que "a bula deveria prestar informações indispensáveis

aos consumidores. Mas não o faz com eficiência. A primeira difi-

culdade é o tamanho das letras. Quem lê as bulas? Quase sem-

pre pessoas mais velhas. Ou porque tomam aqueles remédios ou

porque vão administrá-los a quem, mesmo sabendo ler, não en-

15 tenderia o que ali vai escrito. Os laboratórios não pensaram nisso

ao escolher letras tão pequeninas; Ou pensaram e quiseram eco-

nomizar papel. Seus cons􀌳ltores diriam "otimizar recursos".

Pois agora a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) definiu um

novo modelo para as bulas. A resolução prescreve que deverão

20 ser impressas em letras Times New Roman, corpo 10, isto é, qua

se o dobro do atualmente usado. E terão um tipo de informações

para os pacientes e outra para os profissionais. Foram incluídas

também nove perguntas respondidas·, que explicam quais as indi-

cações do remédio e quais os males que ele pode causar.

25___Um remédio que tomo com frequência vem com o seguinte avi-

so: "Atenção fenilcetonúricos: contém fenilalanina".A maioria dos di-

donários comete o mesmo erro das bulas: tudo é explicado, nada é

entendido. "É uma doença devida a um defeito congênito do metabo-

lismo da fenilalanina, ou seja, digestão inadequada de um dos ele-

30 mentos da proteína do leite. Também se chama idiotia fenilpirúvica".

Assim diz a melhor explicação dos dicionáriós que consultei. Quanto

à Anvisa, está de parabéns, o que, aliás, negou a este professor e

escritor, um dos primeiros a se insurgir, na mídia, contra o descaso

que os laboratórios têm com os cidadãos que tomam remédios. Ali-

35 ás, os marqueteiros diriam clientes para os primeiros e produtos para

os segundos. Os eufemismos imperam em todo o meio. Em vez de

"este remédio pode matar" lemos "o produto pode causar óbito".

(Deonísio da Silva, Jornal do Brasil, 18 de setembro de 2009, adaptado)

Em "Ou porque tomam aqueles remédios... " (l. 13), substituindo- se o complemento em destaque por um pronome, obtém-se tomam-nos. Dentre as frases abaixo aquela que apresenta pronome oblíquo de terceira pessoa do plural é:

Alternativas
Q2890994 Português

Leia o texto a seguir e responda às questões de nº 01 a 10.


Língua PORTUGUESA: MODO DE USAR


Há muito tempo me fascina a língua portuguesa falada e es-

crita nos hospitais, por médicos, enfermeiros, pacientes, ajudan-

tes diversos, visitas. Em 2006, publiquei um artigo sobre as bulas,

onde dizia: "As bulas de remédios são inúteis para os consumido-

5 res. Além de trazerem informações desnecessárias e assustado-

ras; vêm carregadas de advertências· confusas, que podem aba-

lar a confiança que os clientes têm nos médicos. O objetivo é for-

necer argumentos aos advogados dos laboratórios' em eventuais

ações judiciais. Os consumidores que se danem". E acrescenta-

10 va, então, que "a bula deveria prestar informações indispensáveis

aos consumidores. Mas não o faz com eficiência. A primeira difi-

culdade é o tamanho das letras. Quem lê as bulas? Quase sem-

pre pessoas mais velhas. Ou porque tomam aqueles remédios ou

porque vão administrá-los a quem, mesmo sabendo ler, não en-

15 tenderia o que ali vai escrito. Os laboratórios não pensaram nisso

ao escolher letras tão pequeninas; Ou pensaram e quiseram eco-

nomizar papel. Seus cons􀌳ltores diriam "otimizar recursos".

Pois agora a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) definiu um

novo modelo para as bulas. A resolução prescreve que deverão

20 ser impressas em letras Times New Roman, corpo 10, isto é, qua

se o dobro do atualmente usado. E terão um tipo de informações

para os pacientes e outra para os profissionais. Foram incluídas

também nove perguntas respondidas·, que explicam quais as indi-

cações do remédio e quais os males que ele pode causar.

25___Um remédio que tomo com frequência vem com o seguinte avi-

so: "Atenção fenilcetonúricos: contém fenilalanina".A maioria dos di-

donários comete o mesmo erro das bulas: tudo é explicado, nada é

entendido. "É uma doença devida a um defeito congênito do metabo-

lismo da fenilalanina, ou seja, digestão inadequada de um dos ele-

30 mentos da proteína do leite. Também se chama idiotia fenilpirúvica".

Assim diz a melhor explicação dos dicionáriós que consultei. Quanto

à Anvisa, está de parabéns, o que, aliás, negou a este professor e

escritor, um dos primeiros a se insurgir, na mídia, contra o descaso

que os laboratórios têm com os cidadãos que tomam remédios. Ali-

35 ás, os marqueteiros diriam clientes para os primeiros e produtos para

os segundos. Os eufemismos imperam em todo o meio. Em vez de

"este remédio pode matar" lemos "o produto pode causar óbito".

(Deonísio da Silva, Jornal do Brasil, 18 de setembro de 2009, adaptado)

"...vêm carregadas de advertências confusas..." (l. 6) O verbo vir está incorretamente flexionado na frase:.

Alternativas
Q2889301 Português

O texto a seguir serve de requisito para as questões 1 a 5.


Como você lidar com a frustração?

______A frustração pode ser para você um sinal para desistir ou um estímulo para continuar lutando. Vencedores são pessoas que aprenderam a fechar os ouvidos para as críticas e o desânimo, traduzindo as palavras duras para continuarem sua luta. Vencedores são pessoas que, pelo compromisso com uma visão ou uma fé, saíram de condições sub-humanas e, suportando frustração após frustração, se tomaram pessoas prósperas.

______Pode parecer contraditório, mas a chave do sucesso está na frustração maciça. Por exemplo: lembra-se de seus maiores sucessos... Reveja os caminhos que você percorreu... Perceba que antes de alcançar qualquer grande objetivo, sempre houve muitas frustrações, muitos fracassos. É você quem determina o valor final de sua experiência. Ter uma atitude visionária, além de recompensador, funciona como um antídoto para o medo do amanhã. A atitude de fé é o oposto da reação de medo.

______O medo é uma emoção necessária para defender-se de algo que ameaça a integridade física ou psicológica. Ele é indispensável para a sobrevivência, para lidar com crises e riscos. O problema é que o medo nem sempre vem de uma ameaça real. Algumas vezes brota de fantasias e crenças.

______Então, muitas das decisões que tomamos são para não ser um fracasso, não ficar sozinho, não perder a família... O não marca que a decisão era reativa, defensiva de uma ameaça que nem sempre era real. A partir do medo, desenhamos um mapa de onde não queremos chegar. Para que sua vida seja mais do que uma reação de medo você precisa fazer escolhas a partir de mapas novos. Os mapas construídos na infância não funcionam hoje. É preciso usar mapas com parâmetros de amanhã, do que você quer construir, e não com o que você não quer repetir.

______Entenda que o mapa da infância, que foi válido para chegar até aqui, não é o mesmo que pode te levar aonde você realmente deseja. A pergunta que tantos fazem e parece complicada de responder é: Como criar uma visão pessoal?

AYLMER, Roberto

Escolhas. Rio de Janeiro. Proclama Editora 2001.

Na frase: “Reveja os caminhos que você percorreu...”. O verbo “rever” de acordo com o modo verbal deve estar:

Alternativas
Ano: 2010 Banca: IESES Órgão: CRA-AC Prova: IESES - 2010 - CRA-AC - Auxiliar Operacional |
Q2876033 Português

A expressão abaixo está no tempo verbal passado. A forma correta para transportá-la para o futuro é:


Quando você chegou, eu já tinha saído.

Alternativas
Q2809227 Português
not valid statement found

Não é exemplo de frase construída na voz passiva

Alternativas
Q2732093 Português

Considere a forma verbal em destaque na sentença abaixo. “Todos os dados publicados no número de estreia foram conferidos e auditados por uma pequena empresa de banco de dados...” (l.36-38)

Qual das expressões verbais a seguir está no mesmo tempo e modo que a forma verbal em destaque?

Alternativas
Q2726318 Português

Preencha as lacunas com as formas adequadas dos verbos entre parênteses.


Se ele ___________ (manter) a palavra e ___________ (vir) na próxima semana, tudo estará resolvido.


Selecione a seqüência correta.

Alternativas
Ano: 2010 Banca: UNIFAP Órgão: PM-AP Prova: UNIFAP - 2010 - PM-AP - Aspirante |
Q2724105 Português

No trecho “Será que a garantia de participação ativa na vida política e pública é suficiente para garantir a todas as pessoas o atendimento de suas necessidades básicas?”


O uso da forma verbal “será” nos evidencia que

Alternativas
Q2722609 Português
DESAFIO À SOBREVIVÊNCIA

         O crescimento predatório a qualquer custo, a ex-
   clusão e a miséria, o egoísmo e o desperdício amea-
   çam a vida no planeta. Enquanto a desertificação avan-
   ça (inclusive em 14 municípios do Noroeste do Estado
5  do Rio), a camada protetora de ozônio diminui, expon-
   do os corpos às radiações cancerígenas. Enquanto a
   temperatura global aumenta devido às queimadas, aos
   combustíveis fósseis e ao carvão mineral, o ar puro e
    a água limpa tornam-se raros e caros.

10         Chegamos à artificialização da natureza: se a água
    da praia está podre, vá de piscinão; se a água da tor-
    neira cheira mal, tome água mineral; se o ar no inver-
    no causa doenças respiratórias, compre um cilindro
    de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha
15 vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o
    sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos. Os
    governantes juram ser ecologistas desde a mais tenra
    idade, mas aprovam leis do barulho, termelétricas a
    carvão (em Itaguaí – RJ), desviam para asfalto e es-
20 tradas R$ 200 milhões dos royalties do petróleo, ca-
    rimbados para defender rios e lagoas, demarcar par-
    ques e despoluir a Baía de Sepetiba. As propostas dos
    ecologistas de energias alternativas, como a solar e a
    eólica, de eficiência energética e cogeração, de apro-
25 veitamento do lixo e do bagaço de cana para geração
    energética foram desprezadas pelo governo federal,
    e só com a crise previsível passaram a ser considera-
    das com um pouco mais de respeito.

             As propostas ambientalistas de reflorestamento
30 de encostas, reciclagem de lixo, especialmente garra-
    fas PET, instalação dos comitês de bacia hidrográfica,
    drenagem, dragagem e demarcação das faixas mar-
    ginais de proteção das lagoas são cozinhadas em
    banho-maria e tiradas da gaveta a cada tragédia de
35 inundações e desabamentos. O Rio tem a lei mais
    avançada do país de coleta, recompra e reciclagem
    de plástico e de PET (3.369, de janeiro de 2000), mas
    recuperamos apenas 130 milhões dos 600 milhões de
    embalagens PET vendidas anualmente. Parte de 470
40 milhões restantes entopem canais, rios e provocam
    inundações, quando poderiam gerar 20 mil empregos
    em cooperativas de catadores e uma fábrica de
    reciclagem (há 18 delas no país, nenhuma no Rio).
    Nossa lei estadual de recursos hídricos está em vigor
45 há dois anos e meio, mas a efetiva instalação dos co-
    mitês de bacia, com participação de governos, empre-
    sas, usuários e ambientalistas está emperrada, assim
    como a cobrança pelos usos da água.

          Sem comitês atuando e sem recursos próprios,
50 não há como monitorar a qualidade, arbitrar o uso
    múltiplo da água, reconstituir as matas ciliares (como
    os cílios que protegem os olhos), evitar aterros e lan-
    çamentos de lixo e esgoto. Ainda não dispomos de
    uma informação clara, atualizada, contínua e indepen-
 55 dente da qualidade da água que bebemos.

         Nossos governantes devem aprender a fórmula
     H2O para entender que na torneira a composição é
     outra. A principal causa da mortalidade infantil no Ter-
     ceiro Mundo são as doenças de veiculação hídrica,
60 como hepatite e diarreia. Água é vida, e saneamento,
    tratamento e prevenção são as maiores prioridades.
    Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saú-
    de e com a vida do planeta.

MINC, Carlos. O Globo, 04 out.02.
“As propostas dos ecologistas de energias alternativas [...] foram desprezadas pelo governo federal,” (l. 22-26)

Segundo os compêndios gramaticais, existem duas possibilidades de escritura da voz passiva no português.

Qual das opções emprega outra possibilidade de escritura na forma passiva, equivalente ao trecho destacado, sem alterar-lhe o sentido?
Alternativas
Q2722608 Português
DESAFIO À SOBREVIVÊNCIA

         O crescimento predatório a qualquer custo, a ex-
   clusão e a miséria, o egoísmo e o desperdício amea-
   çam a vida no planeta. Enquanto a desertificação avan-
   ça (inclusive em 14 municípios do Noroeste do Estado
5  do Rio), a camada protetora de ozônio diminui, expon-
   do os corpos às radiações cancerígenas. Enquanto a
   temperatura global aumenta devido às queimadas, aos
   combustíveis fósseis e ao carvão mineral, o ar puro e
    a água limpa tornam-se raros e caros.

10         Chegamos à artificialização da natureza: se a água
    da praia está podre, vá de piscinão; se a água da tor-
    neira cheira mal, tome água mineral; se o ar no inver-
    no causa doenças respiratórias, compre um cilindro
    de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha
15 vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o
    sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos. Os
    governantes juram ser ecologistas desde a mais tenra
    idade, mas aprovam leis do barulho, termelétricas a
    carvão (em Itaguaí – RJ), desviam para asfalto e es-
20 tradas R$ 200 milhões dos royalties do petróleo, ca-
    rimbados para defender rios e lagoas, demarcar par-
    ques e despoluir a Baía de Sepetiba. As propostas dos
    ecologistas de energias alternativas, como a solar e a
    eólica, de eficiência energética e cogeração, de apro-
25 veitamento do lixo e do bagaço de cana para geração
    energética foram desprezadas pelo governo federal,
    e só com a crise previsível passaram a ser considera-
    das com um pouco mais de respeito.

             As propostas ambientalistas de reflorestamento
30 de encostas, reciclagem de lixo, especialmente garra-
    fas PET, instalação dos comitês de bacia hidrográfica,
    drenagem, dragagem e demarcação das faixas mar-
    ginais de proteção das lagoas são cozinhadas em
    banho-maria e tiradas da gaveta a cada tragédia de
35 inundações e desabamentos. O Rio tem a lei mais
    avançada do país de coleta, recompra e reciclagem
    de plástico e de PET (3.369, de janeiro de 2000), mas
    recuperamos apenas 130 milhões dos 600 milhões de
    embalagens PET vendidas anualmente. Parte de 470
40 milhões restantes entopem canais, rios e provocam
    inundações, quando poderiam gerar 20 mil empregos
    em cooperativas de catadores e uma fábrica de
    reciclagem (há 18 delas no país, nenhuma no Rio).
    Nossa lei estadual de recursos hídricos está em vigor
45 há dois anos e meio, mas a efetiva instalação dos co-
    mitês de bacia, com participação de governos, empre-
    sas, usuários e ambientalistas está emperrada, assim
    como a cobrança pelos usos da água.

          Sem comitês atuando e sem recursos próprios,
50 não há como monitorar a qualidade, arbitrar o uso
    múltiplo da água, reconstituir as matas ciliares (como
    os cílios que protegem os olhos), evitar aterros e lan-
    çamentos de lixo e esgoto. Ainda não dispomos de
    uma informação clara, atualizada, contínua e indepen-
 55 dente da qualidade da água que bebemos.

         Nossos governantes devem aprender a fórmula
     H2O para entender que na torneira a composição é
     outra. A principal causa da mortalidade infantil no Ter-
     ceiro Mundo são as doenças de veiculação hídrica,
60 como hepatite e diarreia. Água é vida, e saneamento,
    tratamento e prevenção são as maiores prioridades.
    Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saú-
    de e com a vida do planeta.

MINC, Carlos. O Globo, 04 out.02.
“Se a água da praia está podre, vá de piscinão; se a água da torneira cheira mal tome água mineral; se o ar no inverno causa doenças respiratórias, compre um cilindro de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos”. (l. 10-16).

No trecho acima, retirado do segundo parágrafo do Texto II, os argumentos do enunciador estruturam-se a partir do uso de determinados modos verbais e da repetição do conectivo se.

O objetivo dessa organização discursiva é
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UFMG Órgão: UFMG Prova: UFMG - 2010 - UFMG - Assistente de Administração |
Q501975 Português
                                    Amor, só de letras

      Conta a história que Dom Pedro II casou-se sem conhecer a sua noiva.Tinha visto um quadro com a cara da princesa. Casamento de interesses políticos lá dos portugueses, fazer o quê? E quando a moça chegou no porto do Rio de Janeiro - consta que - ele fez uma cara emocionada. Pela feiúra da imperial donzela. Mas casou, era o destino, era a desdita.
      Tenho um avô que foi pedir a mão da moça e o pai dela disse:
       - Essa tá muito novinha. Leva aquela.
       E ele levou aquela que viria a ser a minha avó. Ah, a outra morreu solteirona.
      Alguns anos depois do grande boom da imigração japonesa, familiares que lá ficaram mandavam noivas para os que cá aportaram. Tudo no escuro. E de olhinhos fechados, ainda por cima.
      De uns tempos para cá, o conceito da escolha foi mudando. Até namorar antes valia. Ficava-se antes.
      Só que agora, finzinho do finzinho do século, surgiu outro tipo de casamento. O casamento de letras. Letras de textos. O texto - finalmente, digo eu, escritor - virou casamenteiro. Apaixona-se, hoje em dia, pelo texto. Via internet. Via cabo, literalmente. Conheço quatro casos bem próximos. Há gente que desmanchou o casamento de carne e osso por uma aventura no mundo das letras.
      Sim, pela primeira vez nesta nossa humanidade já tão velhinha, as pessoas estão se conhecendo primeiramente pela palavra escrita. E lida, é claro. Já disse, isso envaidece qualquer escritor. Agora, o texto pode levar ao amor. Uma espécie de amor-de-texto, amor-de-perdição.
      A relação, o namoro, começa ali no monitor. Você pode passar algumas horas, dias e até semanas sem saber nada da outra pessoa. Só conhece o texto dela. E é com o texto que vai se fazendo o charme. Você ainda não sabe se a pessoa é bonita ou feia, gorda ou magra, jovem ou velha. E, se não for esperto, nem se é homem ou mulher. Mas vai crescendo uma coisa dentro de você. Algo parecidíssimo com amor. Pelo texto.
      Pouco a pouco, você vai conhecendo os detalhes da pessoa. Idade, uma foto, a profissão, a cor. Inclusive onde mora. Sim, porque às vezes você está levando o maior lero com o texto amado e descobre que ele vem lá da Venezuela. Ou do Arroio Chuí. Mas se o texto for bom mesmo, se ele te encanta de fato e impresso, você vai em frente. Mesmo olhando para aquela fotografia - que deve ser a melhor que ela tinha para te escanear [...] você vai em frente. "Uma pessoa com um texto desses..."
A tudo isso o bom texto supera.
      Quando eu ouvia um pai ou mãe dizendo que o filho ficava horas na Internet, todo preocupado, eu também ficava. Até que, por força do meu atual trabalho, comecei a navegar pela dita suja. E descobri, muito feliz da vida, que nunca uma geração de jovens brasileiros leu e escreveu tanto na vida. Se ele fica seis horas por dia ali, ou ele está lendo ou escrevendo. E mais: conhecendo pessoas. E amando essas pessoas.
      Jamais, em tempo algum, o brasileiro escreveu tanto. E se comunicou tanto. E leu tanto. E amou tanto. No caso do amor ali nascido, a feiúra, o peso, a cor, a idade ou a nacionalidade não importam. O que é mais importante é o texto. O texto é a causa do amor.
      Quando comecei a escrever um livro pela internet, muitos colegas jornalistas me entrevistavam perguntando qual era o futuro da literatura pela Internet. Há quatro meses atrás eu não sabia responder a essa pergunta. Hoje eu sei e tenho certeza do que penso:
      - Essa geração vai dar muitos e muitos escritores para o Brasil. E muita gente vai se apaixonar pelo texto e no texto.
      Existe coisa melhor para um escritor do que concluir uma crônica com isso? Quer uma prova? Estou fazendo um concurso de crônicas no meu site, entre os leitores/escritores. Entre lá e veja o nível. Pessoas que há pouco tempo odiavam escrever redação nas escolas, estão descobrindo o texto. Leiam e me digam se eu não estou certo. E são jovens, muito jovens.
      Como diria Shakespeare, palavras, palavras, palavras. Como diria Pelé, love, love, love.

                                                                                                        In: marioprataonline.com.br, Acesso em 05 out. 2010. (Adaptado)

No período: “Há gente que desmanchou o casamento de carne e osso por uma aventura no mundo das letras.”, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q68721 Português
K. Anders Ericsson, sueco grandalhão, barbudo e entusiástico, é professor de Psicologia na Florida State University, na qual recorre à pesquisa empírica para determinar o quanto do talento é "natural" e o quanto é adquirido. Conclusão: o atributo que em geral denominamos "talento bruto" é muito superesti­mado. "Muita gente acha que as pessoas nascem com limitações inatas", diz. "Mas dispomos de muito poucas evidências concretas de que alguém seja capaz de alcançar qualquer espécie de desempenho excepcio­nal sem se dedicar ao autoaperfeiçoamento". Ou, em outros termos, a excelência - no futebol, no piano, na cirurgia ou em programação de computadores - quase sempre é conquistada, não inata.

E é verdade, como sua avó sempre lhe dizia, que a prática realmente faz a perfeição. Mas não só a prática desordeira, ao acaso. O domínio de uma área, a mes­tria, decorre do que Ericsson denomina "prática delibe­rada", o que significa mais que tocar ao piano a escala de C menor 100 vezes ou treinar saques de tênis até deslocar o ombro. A prática deliberada tem três com­ponentes básicos: definição de objetivos específicos, obtenção de feedback imediato e concentração tanto em técnicas quanto em resultados.

As pessoas que se tornam excelentes em determinada área nem sempre são as mesmas que parecem "super­dotadas" quando crianças ou jovens. Isso sugere que, quando se trata de escolher o que fazer na vida, as pessoas devem fazer o que amam - sim, sua avó tam­bém lhe disse isso - porque, se você não amar o que faz, dificilmente se empenhará o suficiente para ser bom no que faz.

LEVITT, Steven D.; DUBNER, Stephen J. Super Freakonomics. O lado oculto do dia a dia. Trad. Afonso Celso da Cunha Serra. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010, p. 56-57. (adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta dois verbos defectivos, isto é, aqueles que não possuem a conjugação completa, não podendo ser usados em certos modos, tempos ou pessoas.
Alternativas
Q3002708 Português

Texto V


O Sertanejo


O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o

raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do

litoral.

A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de

5 vista revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável,

o desempeno, a estrutura corretíssima das organiza-

ções atléticas.

Entretanto, toda esta aparência de cansaço

ilude.

10 Nada é mais surpreendente do que vê-la desa-

parecer de improviso. Naquela organização combalida

operam-se, em segundos, transmutações completas.

Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe

o desencadear das energias adormidas. O homem

15 transfigura-se. Empertiga-se; e corrigem-se-lhe,

prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os

efeitos do relaxamento habitual dos órgãos; e da figura

vulgar do tabaréu canhestro, reponta inesperadamente

o aspecto dominador de um titã acobreado e potente,

20 num desdobramento surpreendente de força e

agilidade extraordinárias.


CUNHA, Euclides da. Os sertões; Campanha de Canudos. Edição,

prefácio, cronologia, notas e índices de Leopoldo M. Bernucci.

São Paulo: Ateliê Editorial, 2001, p. 207-208.

O uso do presente do indicativo no texto euclidiano tem a função semântico-discursiva de

Alternativas
Q3002706 Português

Texto V


O Sertanejo


O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o

raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do

litoral.

A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de

5 vista revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável,

o desempeno, a estrutura corretíssima das organiza-

ções atléticas.

Entretanto, toda esta aparência de cansaço

ilude.

10 Nada é mais surpreendente do que vê-la desa-

parecer de improviso. Naquela organização combalida

operam-se, em segundos, transmutações completas.

Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe

o desencadear das energias adormidas. O homem

15 transfigura-se. Empertiga-se; e corrigem-se-lhe,

prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os

efeitos do relaxamento habitual dos órgãos; e da figura

vulgar do tabaréu canhestro, reponta inesperadamente

o aspecto dominador de um titã acobreado e potente,

20 num desdobramento surpreendente de força e

agilidade extraordinárias.


CUNHA, Euclides da. Os sertões; Campanha de Canudos. Edição,

prefácio, cronologia, notas e índices de Leopoldo M. Bernucci.

São Paulo: Ateliê Editorial, 2001, p. 207-208.

No período “Naquela organização combalida operam-se, em segundos, transmutações completas.” (. 11-12), o verbo da oração está na voz

Alternativas
Q3002701 Português

Texto IV


CAPÍTULO PRIMEIRO


Rubião fitava a enseada — eram oito horas da

manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no

cordão do chambre, à janela de uma grande casa de

Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de

5 água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava

em outra coisa. Cotejava o passado com o presente.

Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capita-

lista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de

Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para

10 a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e

para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo

entra na mesma sensação de propriedade.

“Vejam como Deus escreve direito por linhas

tortas”, pensa ele. “Se mana Piedade tem casado com

15 Quincas Borba, apenas me daria uma esperança

colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo

comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...”


CAPÍTULO II


Que abismo que há entre o espírito e o coração!

20 O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento,

arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa

que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a

bater de alegria. Que lhe importa a canoa nem o

canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham,

25 arregalados? Ele, coração, vai dizendo que, uma vez

que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não

casasse; podia vir um filho ou uma filha... — Bonita

canoa! — Antes assim! — Como obedece bem aos

remos do homem! — O certo é que eles estão no Céu!



ASSIS, Machado de. Quincas Borba. In: Obra completa.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008, v. 1, p. 761-762.

A forma verbal do fragmento apresenta ideia de hipótese ou possibilidade em

Alternativas
Q3002017 Português

Texto I


Lisboa: aventuras


Tomei um expresso

cheguei de foguete

subi num bonde

desci de um elétrico

5 pedi cafezinho

serviram-me uma bica

quis comprar meias

só vendiam peúgas

fui dar descarga

10disparei um autoclismo

gritei “ó cara!”

responderam-me “ó pá!”

positivamente

as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá.


PAES, José Paulo. Lisboa: aventuras. A poesia está morta, mas

juro que não fui eu. São Paulo: Duas Cidades, 1988, p. 40.

Os infinitivos das formas verbais presentes nos versos


“subi num bonde

desci de um elétrico” (v. 3-4)

Alternativas
Respostas
701: E
702: A
703: C
704: A
705: B
706: D
707: A
708: A
709: C
710: D
711: B
712: B
713: A
714: C
715: D
716: B
717: C
718: D
719: A
720: B