Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

Foram encontradas 9.603 questões

Q232101 Português
Atente para as afirmações abaixo.

I. Uma tal atitude, cheia de consequências para a poesia brasileira, tinha enormes implicações.
As vírgulas poderiam ser substituídas por travessões, sem prejuízo para a correção e a lógica.

II. O poeta já não é o ser exclusivamente voltado para si mesmo, na busca da expressão da pura subjetividade, mas antes um sujeito que se abre ao mundo.
As vírgulas poderiam ser suprimidas, sem prejuízo para a correção e a lógica.

III. A fratura da antiga convenção poética coincidia com a brecha do novo, por onde os fatos do dia penetravam no universo da arte, exigindo um tratamento artístico igualmente renovado.
A vírgula colocada imediatamente depois de arte poderia ser substituída por dois-pontos, sem prejuízo para a correção e a lógica.

Está correto o que se afirma APENAS em
Alternativas
Q231216 Português
TEXTO 02 para as questões de 05 a 09.

Viu o sorriso. Sorriso cínico, imoral, de quem se divertia. O sorriso não havia mudado; contra ele nada tinham obtido os especialistas da funerária. Também ela, Vanda, esquecera de recomendar-lhes, de pedir uma fisionomia mais a caráter, mais de acordo com a solenidade da morte. Continuara aquele sorriso de Quincas Berro D'água e, diante desse sorriso de mofa e gozo, de que adiantavam sapatos novos - novos em folha, enquanto o pobre Leonardo tinha de mandar botar, pela segunda vez, meia-sola nos seus - , de que adiantavam roupa negra, camisa alva, barba feita, cabelo engomado, mãos postas em oração? Porque Quincas ria daquilo tudo, um riso que se ia ampliando, alargando, que aos poucos ressoava na pocilga imunda. Ria com os lábios e com os olhos, olhos a fitarem o monte de roupa suja e remendada, esquecida num canto pelos homens da funerária. O sorriso de Quincas Berro D'água. AMADO, Jorge. A Morte e a morte de Quincas Berro D'água. Ed. Record. 88 ed. 2001. P. 36
Sobre Análise Sintática, em apenas uma das alternativas, a justificativa está INCORRETA. Assinale-a.
Alternativas
Q224065 Português
O que você está lhe dando, na verdade, é uma licença para ser extravagante. (L. 34-35) Acerca do período anterior, analise as afirmativas a seguir:

I. O período contém três orações.

II. O período é composto por coordenação e subordinação.

III. Há uma oração reduzida.

Assinale
Alternativas
Q224057 Português
Assinale a palavra que, no texto, desempenhe função sintática idêntica à de marca (L. 27).
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UEG Órgão: PC-GO Prova: UEG - 2008 - PC-GO - Delegado de Polícia |
Q222525 Português
Assinale a alternativa em que os termos destacados exercem a mesma função sintática:
Alternativas
Q222113 Português
Na frase O compositor dedicava inteiramente à criação musical os meses de verão, o termo sublinhado exerce a mesma função sintática que o termo em destaque na frase:
Alternativas
Q221795 Português
Como encontrar um milagre na Índia

     Doentes e peregrinos buscam a salvação em templos que praticam o exorcismo em Kerala, ao sul da Índia. Garanto: naquela região se operam, de fato, milagres que salvam vidas diariamente.

     Os “milagres" nada têm a ver com os deuses ou demônios.Apenas com homens, responsáveis por uma das mais admiradas experiências sociais já produzidas num país pobre. Como o resto da Índia, Kerala é miserável, sua renda por habitante é de US$ 300 por ano - dez vezes menos do que a brasileira e cem vezes se comparada com a americana.

     Primeiro “milagre" num país de 900 milhões de habitantes com explosivo crescimento populacional: cada mulher tem apenas dois filhos (1,7, para ser mais preciso), uma média semelhante à de um casal de classe média alta em Manhattan, Paris, São Paulo ou Rio de Janeiro. Segundo e mais importante: de cada mil crianças que nascem, apenas 13 morrem antes de completar um ano - um nível de mortalidade infantil semelhante ao dos Estados Unidos e quatro vezes menor que o do Brasil.

     Até pouco tempo atrás, Kerala era mais conhecida por suas praias, onde os turistas “descolados" se deitavam na areia depois do banho, massageados por moradores que aprenderam de seus ancestrais os segredos da massagem ayurvédica, medicina tradicional indiana. Agora, porém, atrai tipos menos transcendentais da Europa e dos Estados Unidos, decididos a entender e difundir a experiência sobre como um lugar miserável consegue indicadores sociais tão bons.

     As pesquisas indicam, em essência, um caminho: graças à vontade política dos governantes locais, em nenhum outro lugar da Índia se investiu tanto na educação das mulheres. Uma ação que enfrentou a rotina da marginalização. Na Índia, por questões culturais, se propagou o infanticídio contra meninas, praticado pelos próprios pais.

     Em Kerala, apenas 5%das garotas estão fora da escola, reduzindo a porcentagens insignificantes o analfabetismo. Elas são mais educadas, entram no mercado de trabalho, frequentam postos de saúde, amamentam os filhos, conhecem noções de higiene, sabem a importância, por exemplo, de ferver a água ou aplicar as vacinas,
planejam voluntariamente o número de filhos.

     Daí se vê o que significou, no Brasil, termos gasto tanto dinheiro na construção de hospitais, em vez de investir mais pesadamente em medicina preventiva.Muitas dessas obras só ajudaram a saúde financeira dos empreiteiros. 

(DIMENSTEIN, Gilberto. Aprendiz do Futuro - Cidadania hoje e amanhã. São Paulo: Ática, 2000, p. 46.)

O termo destacado em: “(...) termos gasto tanto dinheiro na construção DE HOSPITAIS (...)" exerce função sintática de:
Alternativas
Q221658 Português

Um peixe 

            Virou a capanga de cabeça para baixo, e os peixes espalharam-se pela pia. Ele ficou olhando, e foi então que notou que a traíra ainda estava viva. Era o maior peixe de todos ali, mas não chegava a ser grande: pouco mais de um palmo. Ela estava mexendo, suas guelras mexiam-se devagar, quando todos os outros peixes já estavam mortos. Como que ela podia durar tanto tempo assim fora d'água?...

        Teve então uma ideia: abrir a torneira, para ver o que acontecia. Tirou para fora os outros peixes: lambaris, chorões, piaus; dentro do tanque deixou só a traíra. E então abriu a torneira: a água espalhou-se e, quando cobriu a traíra, ela deu uma rabanada e disparou, ele levou um susto – ela estava muito mais viva do que ele pensara, muito mais viva. Ele riu, ficou alegre e divertido, olhando a traíra, que agora tinha parado num canto, o rabo oscilando de leve, a água continuando a jorrar da torneira. Quando o tanque se encheu, ele fechou-a.

– E agora? – disse para o peixe. – Quê que eu faço com você?...

Enfiou o dedo na água: a traíra deu uma corrida, assustada, e ele tirou o dedo depressa.

        – Você tá com fome?... E as minhocas que você me roubou no rio? Eu sei que era você; devagarzinho, sem a gente sentir... Agora está aí, né?... Tá vendo o resultado?...

    O peixe, quieto num canto, parecia escutar.

    Podia dar alguma coisa para ele comer. Talvez pão. Foi olhar na lata: havia acabado. Que mais? Se a mãe estivesse em casa, ela teria dado uma ideia – a mãe era boa para dar ideias. Mas ele estava sozinho. Não conseguia lembrar de outra coisa. O jeito era ir comprar um pão na padaria. Mas sujo assim de barro, a roupa molhada, imunda? – Dane-se – disse, e foi.

        Era domingo à noite, o quarteirão movimentado, rapazes no footing , bares cheios. Enquanto ele andava, foi pensando no que acontecera. No começo fora só curiosidade; mas depois foi bacana, ficou alegre quando viu a traíra bem viva de novo, correndo pela água, esperta. Mas o que faria com ela agora? Matá-la, não ia; não, não faria isso. Se ela já estivesse morta, seria diferente; mas ela estava viva, e ele não queria matá-la. Mas o que faria com ela? Poderia criá-la; por que não? Havia o tanquinho do quintal, tanquinho que a mãe uma vez mandara fazer para criar patos. Estava entupido de terra, mas ele poderia desentupi-lo, arranjar tudo; ficaria cem por cento. É, é isso o que faria. Deixaria a traíra numa lata d'água até o dia seguinte e, de manhã, logo que se levantasse, iria mexer com isso. 

        Enquanto era atendido na padaria, ficou olhando para o movimento, os ruídos, o vozerio do bar em frente. E então pensou na traíra, sua trairinha, deslizando silenciosamente no tanque da pia, na casa escura. Era até meio besta como ele estava alegre com aquilo. E logo um peixe feio como traíra, isso é que era o mais engraçado.

        Toda manhã – ia pensando, de volta para casa – ele desceria ao quintal, levando pedacinhos de pão para ela. Além disso, arrancaria minhocas, e de vez em quando pegaria alguns insetos. Uma coisa que podia fazer também era pescar depois outra traíra e trazer para fazer companhia a ela; um peixe sozinho num tanque era algo muito solitário. 

A empregada já havia chegado e estava no portão, olhando o movimento. – Que peixada bonita você pegou...

– Você viu?

– Uma beleza... Tem até uma trairinha.

– Ela foi difícil de pegar, quase que ela escapole; ela não estava bem fisgada.

– Traíra é duro de morrer, hem?

– Duro de morrer?... Ele parou.

        – Uai, essa que você pegou estava vivinha na hora que eu cheguei, e você ainda esqueceu o tanque cheio d'água... Quando eu cheguei, ela estava toda folgada, nadando. Você não está acreditando? Juro. Ela estava toda folgada, nadando. 

    – E aí?

    –Aí? Uai, aí eu escorri a água para ela morrer; mas você pensa que ela morreu? Morreu nada! Traíra é duro de morrer, nunca vi um peixe assim. Eu soquei a ponta da faca naquelas coisas que faz o peixe nadar, sabe? Pois acredita que ela ainda ficou mexendo? Aí eu peguei o cabo da faca e esmaguei a cabeça dele, e foi aí que ele morreu. Mas custou, ô peixinho duro de morrer! Quê que você está me olhando? 

– Por nada.

– Você não está acreditando? Juro; pode ir lá na cozinha ver: ela está lá do jeitinho que eu deixei. Ele foi caminhando para dentro.

– Vou ficar aqui mais um pouco

– disse a empregada.

– depois vou arrumar os peixes, viu?

– Sei.

    Acendeu a luz da sala. Deixou o pão em cima da mesa e sentou-se. Só então notou como estava cansado.

 

(VILELA, Luiz. . O violino e outros contos 7ª ed. São Paulo: Ática, 2007. p. 36-38.) 

VOCABULÁRIO:

Capanga: bolsa pequena, de tecido, couro ou plástico, usada a tiracolo. 

Footing :passeio a pé, com o objetivo de arrumar namorado(a).

Guelra: estrutura do órgão respiratório da maioria dos animais aquáticos.

Vozerio: som de muitas vozes juntas. 

A alternativa em que o termo destacado tem a função de adjunto adnominal e não a de predicativo do sujeito é:
Alternativas
Q215089 Português
                                                Condenados à tradição
                                        O que fizeram com a poesia brasileira

                                                                                                                                    Iumna Maria Simon

     Por um desses quiproquós da vida cultural, a tradicionalização, ou a referência à tradição, tornou-se um tema dos mais presentes na poesia contemporânea brasileira, quer dizer, a que vem sendo escrita desde meados dos anos 80.
     Pode parecer um paradoxo que a poesia desse período, a mesma que tem continuidade com ciclos anteriores de vanguardismo, sobretudo a poesia concreta, e se seguiu a manifestações antiformalistas de irreverência e espontaneísmo, como a poesia marginal, tenha passado a fazer um uso relutantemente crítico, ou acrítico, da tradição. Nesse momento de esgotamento do moderno e superação das vanguardas, instaura-se o consenso de que é possível recolher as forças em decomposição da modernidade numa espécie de apoteose pluralista. É uma noção conciliatória de tradição que, em lugar da invenção de formas e das intervenções radicais, valoriza a convencionalização a ponto de até incentivar a prática, mesmo que metalinguística, de formas fixas e exercícios regrados.
     Ainda assim, não se trata de um tradicionalismo conservador ou “passadista", para lembrar uma expressão do modernismo dos anos 20. O que se busca na tradição não é nem o passado como experiência, nem a superação crítica do seu legado. Afinal, não somos mais como T. S. Eliot, que acreditava no efeito do passado sobre o presente e, por prazer de inventar, queria mudar o passado a partir da atualidade viva do sentimento moderno. Na sua conhecidíssima definição da tarefa do poeta moderno, formulada no ensaio “Tradição e talento individual", tradição não é herança. Ao contrário, é a conquista de um trabalho persistente e coletivo de autoconhecimento, capaz de discernir a presença do passado na ordem do presente, o que, segundo Eliot, define a autoconsciência do que é contemporâneo.
     Nessa visada, o passado é continuamente refeito pelo novo, recriado pela contribuição do poeta moderno consciente de seus processos artísticos e de seu lugar no tempo. Tal percepção de que passado e presente são simultâneos e inter-relacionados não ocorre na ideia inespecífica de tradição que tratarei aqui. O passado, para o poeta contemporâneo, não é uma projeção de nossas expectativas, ou aquilo que reconfigura o presente. Ficou reduzido, simplesmente, à condição de materiais disponíveis, a um conjunto de técnicas, procedimentos, temas, ângulos, mitologias, que podem ser repetidos, copiados e desdobrados, num presente indefinido, para durar enquanto der, se der.
     Na cena contemporânea, a tradição já não é o que permite ao passado vigorar e permanecer ativo, confrontando-se com o presente e dando uma forma conflitante e sempre inacabada ao que somos. Não implica, tampouco, autoconsciência crítica ou consciência histórica, nem a necessidade de identificar se existe uma tendência dominante ou, o que seria incontornável para uma sociedade como a brasileira, se as circunstâncias da periferia pós-colonial alteram as práticas literárias, e como.
     Não estou afirmando que os poetas atuais são tradicionalistas, ou que se voltaram todos para o passado, pois não há no retorno deles à tradição traço de classicismo ou revivalismo. Eles recombinam formas, amparados por modelos anteriores, principalmente os modernos. A tradição se tornou um arquivo atemporal, ao qual recorre a produção poética para continuar proliferando em estado de indiferença em relação à atualidade e ao que fervilha dentro dela.
     Até onde vejo, as formas poéticas deixaram de ser valores que cobram adesão à experiência histórica e ao significado que carregam. Os velhos conservadorismos culturais apodreceram para dar lugar, quem sabe, a configurações novas e ainda não identificáveis. Mesmo que não exista mais o “antigo", o esgotado, o entulho conservador, que sustentavam o tradicionalismo, tradição é o que se cultua por todos os lados.
     Na literatura brasileira, que sempre sofreu de extrema carência de renovação e variados complexos de inferioridade e provincianismo, em decorrência da vida longa e recessiva, maior do que se esperaria, de modas, escolas e antiqualhas de todo tipo, essa retradicionalização desculpabilizada e complacente tem inegável charme liberador.

                                                                                                                   Revista Piauí, edição 61, 2011.


Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma abaixo.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FCC Órgão: INFRAERO Prova: FCC - 2011 - INFRAERO - Desenhista Projetista |
Q2960368 Português

... algumas das 309 pessoas que perderam a vida no terremoto... O verbo que também é empregado no texto com a mesma regência do grifado acima está em:

Alternativas
Ano: 2011 Banca: FADESP Órgão: CREA-PA Prova: FADESP - 2011 - CREA-PA - Auxiliar Técnico |
Q2921497 Português

COM BASE NA LEITURA DO TEXTO ABAIXO, ASSINALE A ÚNICA ALTERNATIVA QUE COMPLETA CORRETAMENTE AS QUESTÕES DE 1 A 9. ;


INFORMAÇÃO NÃO BASTA


Muitas vezes o jovem esquece ou abandona

tudo o que sabe em algum lugar da cabeça.

E isso o coloca cara a cara com o risco


1 Um ponto que une a atual geração de jovens é a grande quantidade de

2 informação a que ela é exposta desde muito cedo. O conhecimento está sempre ali, à

3 distância de poucos toques e tecladas dos dedos. O jovem aprende, de forma

4 surpreendente e precoce, a lidar com várias fontes de informação ao mesmo tempo.

5 Ele funciona como uma grande antena, sempre ligada, sempre captando. E faz tudo

6 isso muito bem.

7 O quarto de dormir virou uma espécie de quartel-general da informação. De

8 posse de controles remotos, botões, teclado e mouse, o mundo das notícias e das

9 novidades se abre para o jovem de hoje como os adultos, no passado, descascavam

10 uma banana. Ficou muito mais fácil ter o conhecimento.

11 Por outro lado, o que se vê é que muito pouco dessa informação é

12 aproveitada pelo jovem para a construção de um mundo melhor e mais seguro para

13 ele mesmo. Não que a informação não esteja ali, fincada de forma definitiva em seus

14 neurônios. Mas, muitas vezes, ela é esquecida ou propositadamente abandonada, ali

15 mesmo, dentro da cabeça. Do saber para o fazer, cria-se um abismo, diversas vezes,

16 intransponível. E essa distância pode colocar o jovem cara a cara com o risco. [...]

17 Como trabalhar a informação de maneira que ela seja acessada e utilizada na

18 hora em que for necessária? Se apenas a informação e a razão não parecem segurar

19 o ímpeto desafiador e imprudente do jovem, o que fazer? As apostas se voltam para o

20 impreciso e pantanoso mundo das emoções. Pode ser que aí repouse a chave para o

21 entendimento do que se passa. [...]

22 A informação traz o mundo da razão, o mundo das regras, o mundo do real

23 para a vida do jovem. Talvez em alguns momentos ele queira justamente esquecer

24 esse mundo real para viver em outro, mais livre, sem limites, mais lúdico, mais

25 emocional, onde possa fazer o que bem quiser. Dentro dessa percepção distorcida,

26 ele vê a informação como empecilho, como obstáculo, não como apoio e ajuda.

27 Nessa hora, ele entende que a informação atrapalha e, assim, desliga esse filtro e

28 deixa a vida exposta ao risco acontecer. [...]


Jairo Bouer

Psiquiatra e apresentador do programa

diário Ao Ponto, no Canal Futura

Disponível em:<http://veja.abril.com.br/especiais/jovens>

Em “o que se vê” (linha 11), a palavra destacada é uma

Alternativas
Ano: 2011 Banca: FADESP Órgão: CREA-PA Prova: FADESP - 2011 - CREA-PA - Auxiliar Técnico |
Q2921496 Português

COM BASE NA LEITURA DO TEXTO ABAIXO, ASSINALE A ÚNICA ALTERNATIVA QUE COMPLETA CORRETAMENTE AS QUESTÕES DE 1 A 9. ;


INFORMAÇÃO NÃO BASTA


Muitas vezes o jovem esquece ou abandona

tudo o que sabe em algum lugar da cabeça.

E isso o coloca cara a cara com o risco


1 Um ponto que une a atual geração de jovens é a grande quantidade de

2 informação a que ela é exposta desde muito cedo. O conhecimento está sempre ali, à

3 distância de poucos toques e tecladas dos dedos. O jovem aprende, de forma

4 surpreendente e precoce, a lidar com várias fontes de informação ao mesmo tempo.

5 Ele funciona como uma grande antena, sempre ligada, sempre captando. E faz tudo

6 isso muito bem.

7 O quarto de dormir virou uma espécie de quartel-general da informação. De

8 posse de controles remotos, botões, teclado e mouse, o mundo das notícias e das

9 novidades se abre para o jovem de hoje como os adultos, no passado, descascavam

10 uma banana. Ficou muito mais fácil ter o conhecimento.

11 Por outro lado, o que se vê é que muito pouco dessa informação é

12 aproveitada pelo jovem para a construção de um mundo melhor e mais seguro para

13 ele mesmo. Não que a informação não esteja ali, fincada de forma definitiva em seus

14 neurônios. Mas, muitas vezes, ela é esquecida ou propositadamente abandonada, ali

15 mesmo, dentro da cabeça. Do saber para o fazer, cria-se um abismo, diversas vezes,

16 intransponível. E essa distância pode colocar o jovem cara a cara com o risco. [...]

17 Como trabalhar a informação de maneira que ela seja acessada e utilizada na

18 hora em que for necessária? Se apenas a informação e a razão não parecem segurar

19 o ímpeto desafiador e imprudente do jovem, o que fazer? As apostas se voltam para o

20 impreciso e pantanoso mundo das emoções. Pode ser que aí repouse a chave para o

21 entendimento do que se passa. [...]

22 A informação traz o mundo da razão, o mundo das regras, o mundo do real

23 para a vida do jovem. Talvez em alguns momentos ele queira justamente esquecer

24 esse mundo real para viver em outro, mais livre, sem limites, mais lúdico, mais

25 emocional, onde possa fazer o que bem quiser. Dentro dessa percepção distorcida,

26 ele vê a informação como empecilho, como obstáculo, não como apoio e ajuda.

27 Nessa hora, ele entende que a informação atrapalha e, assim, desliga esse filtro e

28 deixa a vida exposta ao risco acontecer. [...]


Jairo Bouer

Psiquiatra e apresentador do programa

diário Ao Ponto, no Canal Futura

Disponível em:<http://veja.abril.com.br/especiais/jovens>

Quanto aos fatos gramaticais da língua, é correto afirmar que

Alternativas
Ano: 2011 Banca: FADESP Órgão: CREA-PA Prova: FADESP - 2011 - CREA-PA - Auxiliar Técnico |
Q2921494 Português

COM BASE NA LEITURA DO TEXTO ABAIXO, ASSINALE A ÚNICA ALTERNATIVA QUE COMPLETA CORRETAMENTE AS QUESTÕES DE 1 A 9. ;


INFORMAÇÃO NÃO BASTA


Muitas vezes o jovem esquece ou abandona

tudo o que sabe em algum lugar da cabeça.

E isso o coloca cara a cara com o risco


1 Um ponto que une a atual geração de jovens é a grande quantidade de

2 informação a que ela é exposta desde muito cedo. O conhecimento está sempre ali, à

3 distância de poucos toques e tecladas dos dedos. O jovem aprende, de forma

4 surpreendente e precoce, a lidar com várias fontes de informação ao mesmo tempo.

5 Ele funciona como uma grande antena, sempre ligada, sempre captando. E faz tudo

6 isso muito bem.

7 O quarto de dormir virou uma espécie de quartel-general da informação. De

8 posse de controles remotos, botões, teclado e mouse, o mundo das notícias e das

9 novidades se abre para o jovem de hoje como os adultos, no passado, descascavam

10 uma banana. Ficou muito mais fácil ter o conhecimento.

11 Por outro lado, o que se vê é que muito pouco dessa informação é

12 aproveitada pelo jovem para a construção de um mundo melhor e mais seguro para

13 ele mesmo. Não que a informação não esteja ali, fincada de forma definitiva em seus

14 neurônios. Mas, muitas vezes, ela é esquecida ou propositadamente abandonada, ali

15 mesmo, dentro da cabeça. Do saber para o fazer, cria-se um abismo, diversas vezes,

16 intransponível. E essa distância pode colocar o jovem cara a cara com o risco. [...]

17 Como trabalhar a informação de maneira que ela seja acessada e utilizada na

18 hora em que for necessária? Se apenas a informação e a razão não parecem segurar

19 o ímpeto desafiador e imprudente do jovem, o que fazer? As apostas se voltam para o

20 impreciso e pantanoso mundo das emoções. Pode ser que aí repouse a chave para o

21 entendimento do que se passa. [...]

22 A informação traz o mundo da razão, o mundo das regras, o mundo do real

23 para a vida do jovem. Talvez em alguns momentos ele queira justamente esquecer

24 esse mundo real para viver em outro, mais livre, sem limites, mais lúdico, mais

25 emocional, onde possa fazer o que bem quiser. Dentro dessa percepção distorcida,

26 ele vê a informação como empecilho, como obstáculo, não como apoio e ajuda.

27 Nessa hora, ele entende que a informação atrapalha e, assim, desliga esse filtro e

28 deixa a vida exposta ao risco acontecer. [...]


Jairo Bouer

Psiquiatra e apresentador do programa

diário Ao Ponto, no Canal Futura

Disponível em:<http://veja.abril.com.br/especiais/jovens>

Julgue as afirmações abaixo quanto às relações de sentido:


I. A conjunção “e” (linha 5) introduz uma conclusão.

II. O pronome “ela” (linha 2) é uma referência à “informação”.

III. O advérbio “aí” (linha 20) refere-se ao “mundo das emoções” (linha 20).

IV. A oração “Mas, muitas vezes, ela é esquecida ou propositadamente abandonada” (linha 14) poderia ser assim reescrita “entretanto, frequentemente, ela é deixada de lado ou intencionalmente abandonada”.


Está correto o que se afirma em

Alternativas
Q2920570 Português

Texto 1 para as questões de 01 a 07.

Em “Saio da língua para entrar na história.”, existem dois verbos que não exigem complemento. Em qual das alternativas abaixo, os dois verbos possuem idêntica regência verbal?

Alternativas
Q2917649 Português

A mão ativa o cérebro


A palavra escrita no papel está ameaçada de extinção pelo computador

- e isso pode não ser bom para o ensino


1 O hábito da escrita vem caindo em desuso

2 à medida que o computador se dissemina

3 O momento em que o homem começou a expressar-se por meio da escrita,

4 gravando caracteres em tabletas de argila há cerca de 5 000 anos, marca o fim da pré-

5 história e a pedra fundamental das civilizações tal como as conhecemos hoje. Mas a

6 maneira como desde então a humanidade vem perpetuando sua memória e

7 transmitindo conhecimento de uma geração para outra pode virar peça de museu. Na

8 semana passada, uma decisão tomada nos Estados Unidos veio reforçar essa ideia

9 que tanto atormenta os (cada vez mais raros) entusiastas do lápis e do papel. Em ato

10 inédito, o governo do estado de Indiana desobrigou as escolas de ensinar a escrita

11 cursiva (aquela em que as letras são emendadas umas nas outras) e recomendou que

12 elas passassem a dedicar-se mais à digitação em teclados de computador ‒ decisão

13 que deve ser acompanhada por outros quarenta estados seguidores do mesmo

14 currículo. Oficializa-se com isso algo que, na prática, já se percebe de forma

15 acentuada, inclusive no Brasil. Diz a VEJA o especialista americano Mark Warschauer,

16 professor da Universidade da Califórnia: “Ter destreza no computador tornou-se um

17 bem infinitamente mais valioso do que produzir uma boa letra”.

18 Ninguém de bom-senso discorda disso. Um conjunto recente de pesquisas na

19 área da neurociência, no entanto, sugere uma reflexão acerca dos efeitos

20 devastadores do computador sobre a tradição da escrita em papel. Por meio da

21 observação do cérebro de crianças e adultos, verificou-se de forma bastante clara que

22 a escrita de próprio punho provoca uma atividade significativamente mais intensa que

23 a da digitação na região dedicada ao processamento das informações armazenadas

24 na memória (o córtex pré-frontal), o que tem conexão direta com a elaboração e a

25 expressão de ideias. Está provado também que o ato de escrever desencadeia

26 ligações entre os neurônios naquela parte do cérebro que faz o reconhecimento visual

27 das palavras, contribuindo assim para a fluidez na leitura. Com a digitação, essa área

28 fica inativa. "Pelas habilidades que requer, o exercício da escrita manual é mais

29 sofisticado, por isso põe o cérebro para trabalhar com mais vigor", explica a

30 neurocientista Elvira Souza Lima, especialista em desenvolvimento humano. [...]


Luís Guilherme Barrucho Disponível em:<http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/mao-ativa-cerebro-635803.shtml>.

Acesso em: 29 ago. 2011


COM BASE NO TEXTO, ASSINALE A ÚNICA ALTERNATIVA QUE COMPLETA CORRETAMENTE AS QUESTÕES DE 01 A 10.

Quanto às noções de sintaxe, não é verdadeiro afirmar que

Alternativas
Q2912723 Português

O tipo de texto é caracterizado pela natureza linguística de sua construção teórica, ou seja, por seus tempos verbais, aspectos lexicais e sintáticos e relações entre seus elementos. São tipos textuais que delimitam pessoalidade, EXCETO:

Alternativas
Q2908522 Português

Texto II


Apelo


Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa da esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.

Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, até o canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem o perdão de sua presença, última luz na varanda, a todas as aflições do dia.

E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero da salada — meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.


TREVISAN, Dalton.Apelo.In:BOSI,Alfredo.org. O conto brasileiro contemporâneo. São Paulo, Cultrix,1975.p.190.

Na frase “... a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada”, pode-se afirmar que

Alternativas
Q2908514 Português

TEXTO I

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 4.


MACACOS COM BRAÇOS IMPLANTADOS CONSEGUEM SENTIR O TATO DE NOVO


A pesquisa, liderada pelo brasileiro Miguel Nicolelis, tem por objetivo criar um “exoesqueleto” que, apesar de não ser natural, possa dar a oportunidade a pessoas paralíticas de voltar a fazer movimentos e sentir.


1 Pela primeira vez, um time de pesquisadores liderados pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, conseguiu fazer com que macacos movessem um braço implantado apenas com o cérebro e, ao tocar algum objeto, sentissem o tato, mesmo com o órgão falso. A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (5), tem por objetivo criar um “exoesqueleto” que, apesar de não ser natural, possa dar a oportunidade a pessoas paralíticas de voltar a fazer movimentos e

6 sentir.

O teste consistiu em implantar novas partes do corpo em macacos que, por meio de um aparelho neurológico, podiam ser movidas. Pela análise dos dados coletados dos cérebros dos animais, os cientistas conseguiram comprovar que, mesmo usando um membro “falso”,

10 eles conseguiam sentir as superfícies que tocavam.

A pesquisa é importante porque abre novos precedentes nas pesquisas com paralíticos. A implantação de partes do corpo sem o tato já pode ser feita hoje, mas justamente por não conseguirem sentir aquele órgão, as pessoas que passaram por implantes acabam não conseguindo se mover e executar ações simples direito. Por exemplo, ao tentar segurar um objeto, sem saber a força que estão aplicando, muitas vezes elas acabam por quebrá-lo ou

16 deixá-lo cair.

“Queremos ter uma versão final para demonstração disso antes da Copa do Mundo de 2014. Quando o time brasileiro entrar em campo, queremos que seja acompanhado por dois adolescentes tetraplégicos que, além de entrar com eles, darão o primeiro chute na bola

20 usando a tecnologia”, afirmou, ao jornal inglês The Guardian, Nicolelis.

As pesquisas, até o momento, só foram realizadas em animais como os macacos dos laboratórios, e ainda não se sabe quando começarão a ser feitas com seres humanos. O teste nos primatas consistia em oferecer-lhes uma recompensa caso conseguissem realizar uma ação pedida pelos cientistas - escolher entre diferentes círculos enquanto tinham sua

25 atividade cerebral monitorada.

Outra curiosidade encontrada pelo time do brasileiro é que quanto mais tempo os macacos passavam com o membro implantado, mais eles adquiriam a percepção de que aquilo era uma parte do corpo deles de verdade. “Eles foram ficando cada vez melhores com o tempo. Através de acompanhamentos do tempo que eles ficavam em cada círculo do experimento, podíamos ver que eles estavam muito focados em encontrar as texturas corretas”, disse

31 Nicolelis.

32 Segundo Nicolelis, o próximo passo da pesquisa é realizar os testes em humanos.


Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/Ciencia-e-tecnologia/noticia/2011/10/macacos-com-bracos-implantadosconseguem-sentir-o-tato-de-novo.html. Acesso em 08 out. 2011. Texto adaptado.

No trecho “O teste consistiu em implantar novas partes do corpo em macacos que, por meio de um aparelho neurológico, podiam ser movidas.” – (linhas 7-8), a palavra em negrito foi referenciada corretamente em cada um dos termos destacados abaixo, EXCETO em

Alternativas
Q2908513 Português

TEXTO I

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 4.


MACACOS COM BRAÇOS IMPLANTADOS CONSEGUEM SENTIR O TATO DE NOVO


A pesquisa, liderada pelo brasileiro Miguel Nicolelis, tem por objetivo criar um “exoesqueleto” que, apesar de não ser natural, possa dar a oportunidade a pessoas paralíticas de voltar a fazer movimentos e sentir.


1 Pela primeira vez, um time de pesquisadores liderados pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, conseguiu fazer com que macacos movessem um braço implantado apenas com o cérebro e, ao tocar algum objeto, sentissem o tato, mesmo com o órgão falso. A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (5), tem por objetivo criar um “exoesqueleto” que, apesar de não ser natural, possa dar a oportunidade a pessoas paralíticas de voltar a fazer movimentos e

6 sentir.

O teste consistiu em implantar novas partes do corpo em macacos que, por meio de um aparelho neurológico, podiam ser movidas. Pela análise dos dados coletados dos cérebros dos animais, os cientistas conseguiram comprovar que, mesmo usando um membro “falso”,

10 eles conseguiam sentir as superfícies que tocavam.

A pesquisa é importante porque abre novos precedentes nas pesquisas com paralíticos. A implantação de partes do corpo sem o tato já pode ser feita hoje, mas justamente por não conseguirem sentir aquele órgão, as pessoas que passaram por implantes acabam não conseguindo se mover e executar ações simples direito. Por exemplo, ao tentar segurar um objeto, sem saber a força que estão aplicando, muitas vezes elas acabam por quebrá-lo ou

16 deixá-lo cair.

“Queremos ter uma versão final para demonstração disso antes da Copa do Mundo de 2014. Quando o time brasileiro entrar em campo, queremos que seja acompanhado por dois adolescentes tetraplégicos que, além de entrar com eles, darão o primeiro chute na bola

20 usando a tecnologia”, afirmou, ao jornal inglês The Guardian, Nicolelis.

As pesquisas, até o momento, só foram realizadas em animais como os macacos dos laboratórios, e ainda não se sabe quando começarão a ser feitas com seres humanos. O teste nos primatas consistia em oferecer-lhes uma recompensa caso conseguissem realizar uma ação pedida pelos cientistas - escolher entre diferentes círculos enquanto tinham sua

25 atividade cerebral monitorada.

Outra curiosidade encontrada pelo time do brasileiro é que quanto mais tempo os macacos passavam com o membro implantado, mais eles adquiriam a percepção de que aquilo era uma parte do corpo deles de verdade. “Eles foram ficando cada vez melhores com o tempo. Através de acompanhamentos do tempo que eles ficavam em cada círculo do experimento, podíamos ver que eles estavam muito focados em encontrar as texturas corretas”, disse

31 Nicolelis.

32 Segundo Nicolelis, o próximo passo da pesquisa é realizar os testes em humanos.


Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/Ciencia-e-tecnologia/noticia/2011/10/macacos-com-bracos-implantadosconseguem-sentir-o-tato-de-novo.html. Acesso em 08 out. 2011. Texto adaptado.

Analise o fragmento abaixo.


Através de acompanhamentos do tempo que eles ficavam em cada círculo do experimento, podíamos ver que eles estavam muito focados em encontrar as texturas corretas, disse Nicolelis. (linhas 29-31)


Com referência aos termos destacados, pode-se afirmar que

Alternativas
Respostas
8721: D
8722: E
8723: C
8724: C
8725: C
8726: D
8727: A
8728: A
8729: B
8730: C
8731: E
8732: B
8733: A
8734: B
8735: E
8736: B
8737: B
8738: C
8739: C
8740: A