Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

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Q2712281 Português

Texto para as questões 11,12, 13, 14 e 15.


PENSAR É TRANSGREDIR


1------Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não

2--morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.

3------Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais

4--acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não

5--tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.

6------Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.

7------Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria

8--ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o

9--travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!

10------[...]

LUFT. Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005. p.21. (Fragmento)

Os pronomes e advérbios são recursos coesivos essenciais para evitar repetições desnecessárias e oferecer ao texto uma maior expressividade. Nos enunciados a seguir, marque a alternativa em que o processo de referenciação está INCORRETO.

Alternativas
Q2712280 Português

Texto para as questões 11,12, 13, 14 e 15.


PENSAR É TRANSGREDIR


1------Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não

2--morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.

3------Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais

4--acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não

5--tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.

6------Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.

7------Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria

8--ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o

9--travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!

10------[...]

LUFT. Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005. p.21. (Fragmento)

Os conectivos ou partículas de ligação, além de exercerem funções coesivas, manifestam ainda diferentes relações de sentido entre os enunciados. Aponte, dentre as alternativas a seguir, aquela em que a relação estabelecida pelo conectivo em destaque está CORRETAMENTE indicada entre parênteses.

Alternativas
Q2712279 Português

Texto para as questões 11,12, 13, 14 e 15.


PENSAR É TRANSGREDIR


1------Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não

2--morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.

3------Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais

4--acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não

5--tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.

6------Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.

7------Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria

8--ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o

9--travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!

10------[...]

LUFT. Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005. p.21. (Fragmento)

A expressão destacada no enunciado: “Mas compreendi, num lampejo: (linha 3) então é isso, então é assim.” pode ser substituída, sem prejuízo semântico e sintático, por:

Alternativas
Q2712269 Português

Leia o texto a seguir, para responder às questões de 1 a 3.

.

Conto de fadas para Mulheres Modernas

.

1____Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de autoestima que, enquanto

2--contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades

3--ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

4____- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me

5--nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar

6--feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas,

7--criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…

8____… E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de

9--um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: – Eu, hein? … nem morta!

(Luís Fernando Veríssimo)

Analise as proposições sobre o texto:


I - Em: “Linda princesa” (linha 4) temos um vocativo em que se evidencia uma relação semântica de espanto.

II - As expressões “um encanto” (linha 4) e “o meu jantar” (linha 6) funcionam sintaticamente como objeto direto.

III - O termo “Mas” (linha 4) é uma expressão adversativa que contraria uma ideia anterior.

IV- O pronome “seu” (linha 3) tem como referente “O colo do príncipe”.

V- Em: “viveríamos felizes para sempre…” (linha 7) o sujeito sintático é classificado como indeterminado.


Está(ão) CORRETA(S), apenas:

Alternativas
Q2080534 Português
TEXTO 01

A falta de água começa aqui

Notícia - 9 - abr – 2015

        O Greenpeace protestou hoje pelo fim do desmatamento em uma área recém-destruída no sul de Roraima (ver mapa abaixo). Pelo menos 4 mil hectares foram desmatados no Estado nos últimos seis meses. Enquanto a floresta cai, o sudeste do Brasil passa pelo mais grave colapso hídrico da história, com os reservatórios registrando níveis muito abaixo da média para a estação chuvosa. A mensagem "A falta de água começa aqui", colocada em uma área do tamanho de 504 campos de futebol de mata queimada e destruída, é uma lembrança importante de que as florestas são fundamentais para assegurar o equilíbrio do clima e parte vital do ciclo da água. Sem floresta não tem água.

        Em expedições de monitoramento da paisagem a partir da análise de alertas do desmatamento do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) do Imazon, o Greenpeace comprovou a derrubada de grandes extensões de floresta na região da BR-174, que liga Manaus, no Amazonas, a Boa Vista, em Roraima, além de queimadas e muita extração de madeira. A retirada de madeira costuma ser o primeiro passo no ciclo de destruição da floresta. Geralmente, o que acontece depois é a remoção da mata por completo para abrir espaço para outras atividades econômicas, como pecuária e soja.

        A situação em Roraima é tão caótica que chega a ser pitoresca. Investigações da Polícia Federal revelaram um esquema criminoso de exploração de madeira envolvendo empresas, proprietários rurais, servidores públicos e engenheiros florestais. Entre as principais irregularidades estão fraudes no sistema de controle e transporte irregular de madeira – como um caminhão que consegue transportar madeira para duas áreas diferentes ao mesmo tempo ou uma super-motocicleta de 250 cilindradas capaz de transportar 41 metros cúbicos de madeira – o equivalente a 41 caixas d'água de mil litros cheias!

        Uma das empresas investigadas, a RR Madeiras, tem forte atuação na região e apresenta um longo histórico de irregularidades ambientais. A empresa já foi multada pelo IBAMA em R$ 1,3 milhão por exploração e transporte ilegal de madeira. A RR Madeiras teve suas operações suspensas duas vezes – em 2012 e 2014. Seu proprietário, José Dalmo Zani, foi preso em 2012 durante a operação Salmo 96:12 da Polícia Federal por participar de uma "vasta rede criminosa envolvendo atividades de extração, comércio e transporte de produtos florestais".

        (...)
        Cerca de 19% da floresta amazônica foram destruídos nos últimos 40 anos. Os impactos do desmatamento já podem ser sentidos para muito além das fronteiras da floresta. Mais e mais estudos apontam para a relação entre floresta e a produção de chuva. Só a Amazônia transpira, diariamente, 20 bilhões de toneladas de vapor de água para a atmosfera – volume superior à vazão do rio Amazonas. Toda essa umidade forma os "rios voadores" que são levados, com o vento, para outras regiões do País, irrigando plantações e enchendo reservatórios de água. Ao desmatar a Amazônia, interferimos de forma extremamente negativa no ciclo da água.

    "Eventos extremos, como episódios de seca – muito parecidos com a crise enfrentada pelo Sudeste – se tornarão cada vez mais frequentes e mais intensos com as mudanças do clima. Manter a floresta em pé é o nosso passaporte para o futuro, um estoque de fichas para amenizar os efeitos severos das mudanças climáticas", diz Cristiane Mazzetti, da campanha Amazônia do Greenpeace. "Ao proteger as florestas, garantimos qualidade de vida. Com floresta, tem água, tem comida, tem clima ameno".

(http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Desmatamento-A-falta-de-agua-comeca- qui/?gclid=CIn405aVmc8CFYcGkQodPsIEYA) 
No trecho – “A situação em Roraima é tão caótica que chega a ser pitoresca” – a palavra em destaque:
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Q2063720 Português
A lição do fogo

1º Um membro de determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso, deixou de participar de suas atividades.
2º Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante ______ lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.
3º Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas da lenha, que ardiam. Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente, selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a ______ lado. Voltou, então, a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos, a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo se apagou de vez.
4º Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto _____ uma espessa camada de fuligem acinzentada. Nenhuma palavra tinha sido dita antes desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos. O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta ao meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele. Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
5º – Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo.
RANGEL, Alexandre (org.). As mais belas parábolas de todos os tempos – Vol. II.Belo Horizonte: Leitura, 2004. 
Analise as afirmativas sobre a classe e função que as palavras exercem no texto e, em seguida, marque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas:
( ) o vocábulo “que” em “que ardiam” (3º parágrafo) é um pronome relativo na função de sujeito. ( ) o vocábulo “o” em “colocando-o” de volta no meio do fogo (4º parágrafo) é um pronome em função de objeto direto. ( ) os vocábulos “frio” e “inútil” em “manipulou novamente o carvão frio e inútil” (4º parágrafo) são adjetivos em função de adjunto adnominal. ( ) o vocábulo “líder” em “o homem deu as boas-vindas ao líder” (3º parágrafo) é um substantivo em função de complemento nominal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo: 
Alternativas
Q2056467 Português
O último poema
Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação

(BANDEIRA, Manuel. O último poema. Disponível em: http://www.revistabula.com/564-os-10-melhores-poemasde-manuel-bandeira/. Acesso em: 19 mar 2015).
As relações sintáticas, além de acontecerem por meio da união de termos da oração, acontecem também a partir das combinações entre as orações no período. Sobre o tema, assinale a alternativa que analisa corretamente o período: “Assim eu quereria meu último poema / [...] Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume”: 
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Q2056174 Português
Livros raros encontrados na Biblioteca de Acervos
Especiais da Unifor


   Nacionalmente reconhecida como uma das maiores fomentadoras da apreciação da arte, a1 Universidade de Fortaleza, ao longo dos anos, trilhou um sólido caminho de estímulo às2 manifestações artísticas e à3 cultura. Seguindo esse caminho, a4 Fundação Edson Queiroz colocou à5 disposição do público em geral a6 Biblioteca de Acervos Especiais. Localizada no primeiro piso da Reitoria da Unifor, a7 biblioteca abriga um acervo composto por cerca de 9 mil volumes, divididos por assuntos como Literatura, Artes, História do Ceará, Biografias, Direito, entre outros.
    De acordo com a curadora responsável pela biblioteca, Simone Barreto, o local é dividido em dois espaços. O primeiro recebe exclusivamente os livros correspondentes à parte da biblioteca particular de Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo Matarazzo, um dos principais mecenas da história do Brasil e fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) e criador da Bienal Internacional de São Paulo. Ao todo, são mais de 3 mil exemplares.
    Já a segunda sala abriga demais livros adquiridos pela Fundação Edson Queiroz, além de doações. “Eles são considerados especiais, pois se diferenciam de alguma forma. São raros, pela encadernação, pela data, pelo autor ou mesmo pelo histórico da coleção, quem era o colecionador ou o organizador, por exemplo”, explica Simone.
    Dentro da rara coleção de livros que pertenceu a Ciccillo Matarazzo é possível encontrar a primeira edição, datada de 1750, da Opere Varie di Architettura, de Giovanni-Batista Piranesi, considerado o maior gravador do século XVIII. A obra traz a série completa de gravuras dos cárceres de Roma.
       Edições assinadas por modernistas como Marc Chagall e Max Ernst também compõem a coleção. Também merecem destaque o romance Menino de Engenho, de José Lins do Rego, com ilustrações originais de Cândido Portinari, o álbum Miserere, do artista Georges Rouault, com 58 litografias de grandes dimensões, e As vidas dos pintores, escultores e arquitetos, de Giorgio Vasari, pintor e arquiteto italiano conhecido principalmente por suas biografias de artistas italianos.
    Outra presença importante para a composição é a coleção da Sociedade dos Cem Bibliófilos, formada pelos 23 volumes realizados na época, o que a torna completa.
    “Estes livros contêm algo de artístico, como uma ilustração ou uma encadernação mais antiga e trabalhada com iluminuras. Há livros de história em que as ilustrações são feitas com pigmento de ouro. Livros com aquarela feita à mão, com gravuras originais. Isto é, todo o acervo está voltado para a arte”, conta Simone Barreto.

(Disponível em g1.globo.com. Adaptado.)
No primeiro parágrafo do texto, foram assinalados sete termos: a; às; à; a; à; a; a, destacados com números de 1 a 7. Todos eles são analisados a seguir, quanto à morfossintaxe por que foram empregados. Julgue as seguintes afirmativas para depois assinalar a alternativa correta.

I. O termo assinalado com o número 1 classifica-se morfologicamente como artigo definido e sintaticamente integra o sujeito da oração. II. O termo assinalado com o número 2 morfologicamente é uma contração da preposição "a" com o artigo definido "as" e sintaticamente integra o complemento nominal. III. O termo assinalado com o número 3 tem em comum com todos os outros o artigo definido: em três dos termos, o artigo está contido; os quatro restantes são o próprio artigo. IV. O termo assinalado com o número 4 classifica-se morfologicamente como preposição, mas sintaticamente falta o acento indicativo de crase. V. O termo assinalado com o número 5 morfologicamente é uma contração da preposição "a" com o artigo definido "a", mas o acento indicativo de crase não se justifica sintaticamente. VI. O termo assinalado com o número 6 classifica-se morfologicamente como artigo definido e sintaticamente integra o objeto direto. VII. O termo assinalado com o número 7 classifica-se morfologicamente como artigo definido e sintaticamente integra o objeto direto.

Está correto o que se afirma em: 
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Q2043475 Português

    Trabalho e realização 

texto.png (731×413) 


CORDI, Cassiano et al. Para filosofar. São Paulo: Scipione, 1995. p. 149. (Adaptado). 

A frase “Isso significa que o homem é um eterno irrealizado?” é um exemplo de período
Alternativas
Q2043474 Português

    Trabalho e realização 

texto.png (731×413) 


CORDI, Cassiano et al. Para filosofar. São Paulo: Scipione, 1995. p. 149. (Adaptado). 

Na frase “O homem realizado, no sentido absoluto, não existe”, a expressão em destaque exerce a mesma função sintática que a expressão destacada em:
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Q2042826 Português
O senhor é favorável à redução da diferença do tempo de aposentadoria entre homens e mulheres para três anos? Defendo a ideia de que no caso da mulher haja uma pequena diferença. Agora, há algo interessante. A Constituição prevê o somatório de duas condições: idade e tempo de contribuição. Está escrito lá: na Previdência, você só pode se aposentar se reunir duas condições. A primeira: 65 anos, se homem, e 60 anos, se mulher. A segunda: 35 anos de contribuição, se homem, e 30 anos, se mulher. Agora, não sei o que aconteceu que, com o tempo, se entendeu que isso era uma alternativa e não um somatório das duas condições.

Para articular as ideias do texto, utilizamos diferentes mecanismos de combinação oracional. Assim, podemos afirmar sobre as estruturas sintáticas que formam esse texto que:
I - A estrutura “de que no caso da mulher haja uma pequena diferença”, (linha 2) por complementar o termo “ideia”, é denominada oração substantiva completiva nominal. II - A relação de sentido expressa entre a oração adverbial introduzida pelo conector SE e a oração principal, na estrutura “você só pode se aposentar se reunir duas condições” (linhas 3 e 4) é de explicação. III - Na estrutura “com o tempo, se entendeu que isso era uma alternativa e não um somatório das duas condições”, (linhas 5 e 6) o SE funciona como partícula de indeterminação do sujeito.
É(são)CORRETA(S)apenas a(s) afirmação(ões) presente(s) em:
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Q2040509 Português
“ podendo” é uma oração reduzida que, desenvolvida, é classificada como uma oração
Alternativas
Q2040508 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Paisagens com cupins

No canavial tudo se gasta
Pelo miolo, não pela casca.
Nada ali se gasta de fora,
Qual coisa que em coisa se choca.

Tudo se gasta mas de dentro:
O cupim entra os poros, lento,
E por mil túneis, mil canais,
As coisas desfia e desfaz.

Por fora o manchado reboco
Vai-se afrouxando, mais poroso,
enquanto se desfaz, intestina,
o que era parede, em farinha.

E se não se gasta com choques,
Mas de dentro, tampouco explode.
Tudo ali sofre a morte mansa
Do que não quebra, se desmancha.

João Cabral de Melo Neto.
“lento”, segunda estrofe, exerce a função sintática de
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Q2040507 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Paisagens com cupins

No canavial tudo se gasta
Pelo miolo, não pela casca.
Nada ali se gasta de fora,
Qual coisa que em coisa se choca.

Tudo se gasta mas de dentro:
O cupim entra os poros, lento,
E por mil túneis, mil canais,
As coisas desfia e desfaz.

Por fora o manchado reboco
Vai-se afrouxando, mais poroso,
enquanto se desfaz, intestina,
o que era parede, em farinha.

E se não se gasta com choques,
Mas de dentro, tampouco explode.
Tudo ali sofre a morte mansa
Do que não quebra, se desmancha.

João Cabral de Melo Neto.
O sujeito de “desfia e desfaz” é
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Q2040406 Português
Em qual das opções, o sujeito da oração é oculto?
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Q2039675 Português
Assinale a alternativa em que o termo sublinhado exerce a função de sujeito.
Alternativas
Q2039674 Português
Assinale a alternativa em que o termo “mais” exerce a mesma função sintática e pertence à mesma classe vocabular que em “e tinham mais interações também no mundo offline” (linha 14). 
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Q1881642 Português

"Quero ir embora do Brasil!"

 12/01/2016


         Uma matéria publicada recentemente na Folha revelou que a crise econômica aumentou os casos de problemas de saúde relacionados ao estresse.
         Cresceu 37,5%, só no primeiro semestre de 2015 (em comparação com o mesmo período de 2014), o número de executivos, gerentes e empresários brasileiros com depressão. Cresceu também o número de casos de ansiedade (60%), estresse (27,7%) e insônia (19%). O consumo de antidepressivos e controladores de humor aumentou (11,6%).
          A ansiedade, o estresse, a depressão e a insônia estão contagiando um número cada vez maior de brasileiros. A crise está afetando muita gente, como mostra uma psicóloga de 57 anos: "O que eu mais escuto é: 'Quero ir embora do Brasil!'. Pergunto: 'Para onde?' e me respondem: 'Para qualquer lugar'. Algumas pessoas que estavam satisfeitas com a própria situação financeira começaram a apresentar problemas de saúde: diarreias, vômitos, insônias, dores musculares, depressão, irritabilidade. Elas falam de uma tristeza enorme, de impotência, de falta de perspectiva. Não conseguem enxergar saída, não têm mais esperança, acham que nada do que fazem tem significado. Conheço muitos casos de ansiedade, e até de sintomas de pânico, relacionados à atual crise política e econômica".
           Uma médica de 64 anos disse: "Todo mundo que conheço demonstra muito medo desta crise. Eles sentem que perderam o controle da própria vida, estão paralisados pelo medo. O jovem tem medo de não conseguir trabalho, os mais velhos têm medo do caos social, alguns têm pesadelos com uma quebradeira geral do país. Tem gente que está com pânico de perder todo o dinheiro, que sonha com a possibilidade de morar em Portugal, nos Estados Unidos ou no Canadá só para ter mais segurança. Ninguém sabe o que vai acontecer com o Brasil e como isso vai afetar a própria vida". Ela continua: "O país está doente e o medo desta doença está contaminando todo mundo, até mesmo aqueles que poderiam se proteger e se manter saudáveis. É uma epidemia, não escapa ninguém. Os brasileiros não suportam mais tanta instabilidade, insegurança e incerteza".
            A médica conclui: "Será que a única saída para a crise é fugir do país? Por que não construir uma alternativa melhor aqui no Brasil?". 

(GOLDENBERG, Mirian. Folha de São Paulo)

Assinale a alternativa que apresenta a afirmação que NÃO está adequada com relação ao seguinte fragmento: “Elas falam de uma tristeza enorme, de impotência, de falta de perspectiva”. (3º Parágrafo) 
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Q1877806 Português

Ela Tem Alma de Pomba

        Que a televisão prejudica o movimento da pracinha Jerônimo Monteiro, em todos os Cachoeiros de Itapemirim, não há dúvida. Sete horas da noite era hora de uma pessoa acabar de jantar, dar uma volta pela praça para depois pegar a sessão das oito no cinema. Agora todo mundo fica em casa vendo uma novela, depois outra novela.

        O futebol também pode ser prejudicado. Quem vai ver um jogo do Cachoeiro F.C. com o Estrela F.C., se pode ficar tomando cervejinha e assistindo a um bom Fla-Flu, ou a um Internacional x Cruzeiro, ou qualquer coisa assim?

        Que a televisão prejudica a leitura de livros, também não há dúvida. Eu mesmo confesso que lia mais quando não tinha televisão.

        Rádio, a gente pode ouvir baixinho, enquanto está lendo um livro. Televisão é incompatível com livro – e com tudo mais nesta vida, inclusive a boa conversa, até o making love.

        Também acho que a televisão paralisa a criança numa cadeira mais do que o desejável. O menino fica ali parado, vendo e ouvindo, em vez de sair por aí, chutar uma bola, brincar de bandido, inventar uma besteira qualquer para fazer. Por exemplo: quebrar o braço.

        Só não acredito que televisão seja “máquina de amansar doido”. Até acho que é o contrário; ou quase o contrário: é máquina de amansar doido, distrair doido, acalmar, fazer doido dormir.

        Quando você cita um inconveniente da televisão, uma boa observação que se pode fazer é que não existe nenhum aparelho de TV, a cores ou em preto e branco, sem um botão para desligar. Mas quando um pai de família o utiliza, isso pode produzir o ódio e o rancor no peito das crianças e até de outros adultos.

         Quando o apartamento é pequeno, a família é grande e a TV é só uma – então sua tendência é para ser um fator de rixas intestinais.

         - Agora você se agarra nessa porcaria de futebol...

        - Mas você não tem vergonha de acompanhar essa besteira de novela?

        - Não sou eu não, são as crianças!

        - Crianças, para a cama!

        Mas muito lhe será perdoado à TV pela sua ajuda aos doentes, aos velhos, aos solitários. Na grande cidade – num apartamentinho de quarto e sala, num casebre de subúrbio, numa orgulhosa mansão – a criatura solitária tem nela a grande distração, o grande consolo, a grande companhia. Ela instala dentro de sua toca humilde o tumulto e o frêmito de mil vidas, a emoção, o “suspense”, a fascinação dos dramas do mundo.

         A corujinha da madrugada não é apenas a companheira de gente importante, é a grande amiga da pessoa desimportante e só, da mulher velha, do homem doente... É a amiga dos entrevados, dos abandonados, dos que a vida esqueceu para um canto... ou dos que estão parados, paralisados, no estupor de alguma desgraça...ou que no meio da noite sofrem o assalto das dúvidas e melancolias... mãe que espera filho, mulher que espera marido...homem arrasado que espera que a noite passe, que a noite passe...

(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas. São Paulo. Círculo do Livro.)

“Quando você cita um inconveniente da televisão, uma boa observação que se pode fazer é que não existe nenhum aparelho de TV...”. A palavra destacada exerce a função de:
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Q1877765 Português

O homem e a galinha

        Era uma vez um homem que tinha uma galinha. Era uma galinha como as outras. Um dia a galinha botou um ovo de ouro.

        O homem ficou contente. Chamou a mulher:

        – Olha o ovo que a galinha botou.

        A mulher ficou contente:

        – Vamos ficar ricos!

        E a mulher começou a tratar bem da galinha. Todos os dias a mulher dava mingau para a galinha. Dava pão-de-ló, dava até sorvete. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:

        – Pra que esse luxo com a galinha? Nunca vi galinha comer pão-de-ló… Muito menos tomar sorvete!

        – É, mas esta é diferente! Ela bota ovos de ouro!

        O marido não quis conversa:

        – Acaba com isso mulher. Galinha come é farelo.

        Aí a mulher disse:

        – E se ela não botar mais ovos de ouro?

        – Bota sim – o marido respondeu.

        A mulher todos os dias dava farelo à galinha. E a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:

        – Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão! A galinha pode muito bem comer milho.

        – E se ela não botar mais ovos de ouro?

        – Bota sim – o marido respondeu.

        Aí a mulher começou a dar milho pra galinha. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:

        – Pra que esse luxo de dar milho pra galinha? Ela que procure o de-comer no quintal!

        – E se ela não botar mais ovos de ouro? – a mulher perguntou.

        – Bota sim – o marido falou.

        E a mulher soltou a galinha no quintal. Ela catava sozinha a comida dela. Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Um dia a galinha encontrou o portão aberto. Foi embora e não voltou mais. Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a pão-de-ló.

(Ruth Rocha, Enquanto o mundo pega fogo,2. ed.Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984.p.14-9.)

A função sintática da palavra destacada em “Era uma vez um homem que tinha uma galinha” é: 
Alternativas
Respostas
6941: B
6942: A
6943: E
6944: C
6945: X
6946: A
6947: B
6948: C
6949: B
6950: D
6951: E
6952: D
6953: D
6954: C
6955: C
6956: A
6957: B
6958: D
6959: B
6960: A