Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

Foram encontradas 8.945 questões

Q727499 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.

Acredite! Apostar nos seus sonhos é dar um voto de confiança em si mesmo. É trazer a felicidade para perto e contagiar os outros. Entenda como construir cada um deles

    (1º§) Experimente interromper um homem apaixonado por seus sonhos quando seus olhos brilham ao contar sua trajetória. Tente obter mais detalhes quando a voz está prestes a alçar voo ao falar dos obstáculos que ultrapassou. Nada é capaz de justificar a interrupção desse discurso inflamado e apaixonado, nem mesmo a tempestade de verão que deságua sob nossas cabeças, no jardim de um hotel, em São Paulo. Encolhida debaixo de um guarda-sol de mesa, enquanto algumas gotas grossas de chuva encharcam minhas costas, não perco uma palavra do que me diz o empresário grego George Koukis, fundador da organização internacional A Dream for the World (Um Sonho para o Mundo, em tradução livre). Ele fala sobre o que faz um projeto de vida acontecer – e é tudo o que quero saber. Além de coragem, dedicação e gostar daquilo que faz, George me conta outras qualidades que ajudam nessa empreitada. E, durante esta conversa, suas palavras me fizeram acreditar que os rabiscos guardados em uma pasta podem virar um livro, e que o tão desejado projeto da escolinha, que estimula crianças a desenvolverem novas soluções no dia a dia pode, sim, dar certo.
    (2º§) Palavras ditas com tanta paixão e fúria nos incentivam a perseguir nossos próprios objetivos. Trago para você, então, alguns dos ensinamentos que ouvi dele. E não só isso. Outras pessoas interessantes, que refletiram bastante sobre o tema, também vão nos ajudar a tirar a poeira de nossos sonhos, a lustrá-los de novo, ou a modificá-los, se for o caso. E esta é justamente a época certa para fazer isso. Podemos reservar um tempinho, entre os dias de descanso do fim de ano só para... sonhar. E estabelecer os primeiros passos para a realização de nossos projetos pessoais.
    (3º§) O desejo de melhorar o mundo ou a relação entre as pessoas, muitas vezes, está na base de boa parte dos projetos que vingam. Isso porque esse olhar mais generoso, mais participativo, e que leva em conta o futuro, desperta uma força descomunal dentro de nós e uma capacidade de realização extraordinária. Alguns homens bem ricos, por exemplo, fizeram suas fortunas baseados na concretização de utopias pessoais. Os americanos Bill Gates e Steve Jobs, por exemplo, apostaram alto na democratização digital e na tecnológica. Hoje, as fundações ligadas às suas empresas investem em arte, educação e cultura.
    (4º§) Existem também muitas pessoas, gente como a gente, que começaram com um ideal pequeno e estão conseguindo mudar o meio ao redor. São os sonhos que começam tímidos e vão ganhando força. “O desejo de melhorar a realidade faz parte da natureza humana, assim como ter visões que envolvem um grande progresso ou mudanças drásticas de uma situação”.

(Texto coletado do site http://vidasimples.uol.com.br/ noticias/capa/ - acesso 06 de março de 2015)


TODOS os termos marcados nos excertos abaixo possuem a mesma função sintática, EXCETO
Alternativas
Q726346 Português

Pesquisa: 37% dos obesos atribuem sobrepeso ao estresse

Luana Almeida


      Considerado o grande mal do século, o estresse, atualmente, é apontado pela comunidade médica como o grande causador de doenças graves, como depressão, alergias, infecções, asma, bronquite, gastrite e câncer.

      Em levantamento comportamental realizado pela agência de pesquisa Resulta CNP para a empresa farmacêutica Allergan/Divisão Health, o estresse aparece também como o grande inimigo de quem está acima do peso.

      A pesquisa, realizada por meio de entrevistas com mil pessoas de cinco cidades brasileiras - Salvador, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia -, revelou que o estresse foi o maior influenciador do sobrepeso e obesidade em 37% dos entrevistados.

      Nesse universo, as mulheres foram as que mais relacionaram o estresse ao ganho de peso (37,6%). Em porcentagem um pouco menor, aparecem os homens, com 35,8% das respostas.

      De acordo com a psicóloga especializada em terapia cognitiva comportamental pela Universidade de São Paulo (USP) e em transtornos alimentares pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Marilice Rubbo de Carvalho, o estresse configura-se, hoje, não apenas como o causador do sobrepeso, mas como um dos maiores agravantes do quadro da obesidade.

      “Poucas pessoas sabem, mas o estresse tem ligação direta com a ansiedade. Por conta da correria e das dificuldades diárias, as pessoas ficam mais ansiosas, e muitas têm no hábito de comer uma forma de fuga. Por isso, acabam comendo muito e de forma equivocada, o que contribui para o aumento de peso, que, muitas vezes, foge do controle até alcançar a obesidade”, explicou.

      Na opinião da psicóloga, a relação psicossocial dos indivíduos com o problema se entrelaça, também, para a dificuldade na adesão de um tratamento efetivo, eficaz e de longo prazo.

      “A motivação para um tratamento é algo que oscila, sobretudo em pacientes com alto grau de estresse. As pessoas estressadas costumam transformar a satisfação em constante irritação. Isso dificulta na progressão de uma reeducação alimentar ou de uma regularidade nos exercícios físicos, primordiais no tratamento da obesidade”, disse.

      Trabalho - No levantamento, 25% dos entrevistados apontaram, também, o trabalho como causador do ganho de peso. Nesse caso, os homens são maioria, com 34%. Já as mulheres chegam apenas a 15%.

      Para a nutricionista Valéria Soares, dificuldades no emprego, além da relação difícil com colegas de trabalho e chefia têm relação com o desencadeamento do estresse, consequentemente, com um aumento gradativo de peso.

      Foi justamente o estresse, aliado a exaustiva carga horária do trabalho, o responsável por grandes mudanças na vida da empresária Marta Oliveira Santos, 37.

      Em janeiro de 2007, Marta foi surpreendida por dores na coluna que o levaram ao internamento por seis vezes. Na época, a empresária chegava a trabalhar 16 horas por dia.

      Após realizar uma série de exames e passar por quase uma dezena de médicos e se deparar com diagnósticos imprecisos, Marta decidiu procurar um psiquiatra, que concluiu que a empresária apresentava sintomas de estresse.

      A partir daí, a empresária, que pesava 68 quilos e se considerava “sarada”, ganhou cerca de 30 quilos em apenas sete meses. “Como sentia muitas dores, comecei a comer como forma de compensar o sofrimento. Comecei a ganhar peso de forma desenfreada e abandonei o tratamento, pois acreditava que os calmantes eram os responsáveis por me tornar obesa e compulsiva”, disse.

      Após dois anos lutando contra a balança e alternando dietas mirabolantes, Marta retomou o tratamento psiquiátrico e incorporou na sua rotina exercícios físicos, massagens relaxantes e ioga. Dessa forma, conseguiu emagrecer 22 quilos e, hoje, diz estar satisfeita com seu corpo.

      “Hoje, me sinto melhor e mais saudável. Reduzi minhas horas de trabalho e faço exercícios. Hoje, sou mais calma, mais feliz com minhas novas atribuições”, contou.

                                     Fonte: http://atarde.uol.com.br/materias/imprimir/1516614

“Marta decidiu procurar um psiquiatra, que concluiu que a empresária apresentava sintomas de estresse.” Com relação ao excerto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q699811 Português

Considere o texto abaixo para responder à próxima questão.

DEMOCRATIZAÇÃO DA ÁGUA

Esta política de uso das águas foi definida por um comitê, formado em 1993, para acabar com a briga sobre quem tinha direito a essa bacia hidrográfica. Esse modelo, pioneiro no Brasil, inspirou, quatro anos depois, a Lei das Águas, dando a possibilidade de criar, em nível nacional, um sistema que harmonizasse os diversos usos dos mananciais - geração de energia, abastecimento da população e irrigação de cultivos. A Agência Nacional de Águas é o órgão do governo federal responsável pela gestão dos recursos hídricos no país. Esse trabalho é conduzido em parceria com os Comitês de Bacia, que se espalharam no Brasil, após a nova legislação. Os comitês reúnem representantes da sociedade civil em cada região para sugerir iniciativas para preservar os rios e evitar conflitos.

A atual legislação reconhece os vários usos para a água e determina que a prioridade seja sempre para o abastecimento humano e animal. O Brasil tem 89,1% da população urbana com acesso a redes de distribuição de água. Nas residências rurais, a situação é menos confortável: só 17% são atendidas. O uso doméstico e industrial corresponde hoje a 30% de todo o consumo do país. O setor que mais utiliza recursos hídricos é a agricultura, com 70% do consumo.

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_345578.shtml. Acesso em 20/11/2015.

Na frase abaixo, considere as palavras grifadas.

“A atual legislação reconhece os vários usos para a água”.

Os termos grifados exercem a função sintática de:

Alternativas
Q696713 Português
Considerando o sentido original da informação, assinale a alternativa que reescreve corretamente o período “Segurança no trabalho é um dever do empregador e um direito seu.” 
Alternativas
Q692159 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.

Acredite! Apostar nos seus sonhos é dar um voto de confiança em si mesmo. É trazer a felicidade para perto e contagiar os outros. Entenda como construir cada um deles


  

  (1º§) Experimente interromper um homem apaixonado por seus sonhos quando seus olhos brilham ao contar sua trajetória. Tente obter mais detalhes quando a voz está prestes a alçar voo ao falar dos obstáculos que ultrapassou. Nada é capaz de justificar a interrupção desse discurso inflamado e apaixonado, nem mesmo a tempestade de verão que deságua sob nossas cabeças, no jardim de um hotel, em São Paulo. Encolhida debaixo de um guarda-sol de mesa, enquanto algumas gotas grossas de chuva encharcam minhas costas, não perco uma palavra do que me diz o empresário grego George Koukis, fundador da organização internacional A Dream for the World (Um Sonho para o Mundo, em tradução livre). Ele fala sobre o que faz um projeto de vida acontecer – e é tudo o que quero saber. Além de coragem, dedicação e gostar daquilo que faz, George me conta outras qualidades que ajudam nessa empreitada. E, durante esta conversa, suas palavras me fizeram acreditar que os rabiscos guardados em uma pasta podem virar um livro, e que o tão desejado projeto da escolinha, que estimula crianças a desenvolverem novas soluções no dia a dia pode, sim, dar certo.


    (2º§) Palavras ditas com tanta paixão e fúria nos incentivam a perseguir nossos próprios objetivos. Trago para você, então, alguns dos ensinamentos que ouvi dele. E não só isso. Outras pessoas interessantes, que refletiram bastante sobre o tema, também vão nos ajudar a tirar a poeira de nossos sonhos, a lustrá-los de novo, ou a modificá-los, se for o caso. E esta é justamente a época certa para fazer isso. Podemos reservar um tempinho, entre os dias de descanso do fim de ano só para... sonhar. E estabelecer os primeiros passos para a realização de nossos projetos pessoais.


    (3º§) O desejo de melhorar o mundo ou a relação entre as pessoas, muitas vezes, está na base de boa parte dos projetos que vingam. Isso porque esse olhar mais generoso, mais participativo, e que leva em conta o futuro, desperta uma força descomunal dentro de nós e uma capacidade de realização extraordinária. Alguns homens bem ricos, por exemplo, fizeram suas fortunas baseados na concretização de utopias pessoais. Os americanos Bill Gates e Steve Jobs, por exemplo, apostaram alto na democratização digital e na tecnológica. Hoje, as fundações ligadas às suas empresas investem em arte, educação e cultura.

 

   (4º§) Existem também muitas pessoas, gente como a gente, que começaram com um ideal pequeno e estão conseguindo mudar o meio ao redor. São os sonhos que começam tímidos e vão ganhando força. “O desejo de melhorar a realidade faz parte da natureza humana, assim como ter visões que envolvem um grande progresso ou mudanças drásticas de uma situação”.


(Texto coletado do site http://vidasimples.uol.com.br/ noticias/capa/ - acesso 06 de março de 2015)

Em “Ele fala sobre o que faz um projeto de vida acontecer – e é tudo o que quero saber.” Acerca do período e das estruturas linguísticas das orações que o compõem, é CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q690260 Português

Para coibir falsificações, remédios devem ganhar “RG” até o final de 2016
       Débora Nogueira - Do UOL - 23/07/2015

 
  A caixinha de remédio como você conhece deve mudar em breve. A partir do final de 2016, deve começar a valer a lei de rastreabilidade dos medicamentos, que determina que cada caixinha será rastreável a partir de um código 2D (em duas dimensões). Estima - se que um a cada cinco medicamentos vendidos no Brasil seja falsificado, segundo a OMS.
  Essa espécie de “RG dos remédios” servirá para que as agências regulatórias como a Anvisa possam saber o caminho que um medicamento faz, desde o momento da fabricação até a comercialização. O consumidor também terá parte nisso: será possível verificar a partir do código da caixa se o remédio é verdadeiro. As indústrias farmacêuticas que operam no Brasil devem ter três lotes testes rastreáveis até
dezembro de 2015 e todo o sistema implantado até dezembro de 2016.
  Porém, há uma disputa em jogo que pode levar o prazo de adequação para só depois de 2025. As informações sobre o consumo de medicamentos de todos os brasileiros, e portanto as informações de demanda e vendas, são muito valiosas.
  Hoje, a indústria farmacêutica gasta um grande valor para obter informações sobre a venda de remédios para poder definir estratégias de marketing e a atuação dos representantes de laboratórios junto aos médicos (que podem até ganhar dinheiro e viagens pelo número de prescrições). Existem empresas que pagam farmácias para obter dados de médicos, números de vendas etc. e, então, os vendem à indústria.
  Com a lei, aprovada em 2009, toda essa informação seria passada para o governo. Mas a regulamentação feita pela Anvisa em 2013 não explicita como seriam armazenadas essas informações e quem teria acesso a elas. Apenas fica determinado que a indústria é responsável pela segurança da cadeia desde a saída da fábrica até chegar ao consumidor final.
  As redes de drogarias e farmácias, representadas pela Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), criticam o fato das farmácias terem de reportar cada venda às farmacêuticas. Com a lei da rastreabilidade, cada modificação de lugar do medicamento (da fábrica para a farmácia e farmácia para o consumidor) deve ser informada.
“Isto é um verdadeiro absurdo contra a privacidade da informação prevista na Constituição. Com todas essas informações à mão, fabricantes poderão alijar empresas, manipular preços e dominar a concorrência”, afirmou o presidente executivo da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto, em nota.
  Além disso, as redes de farmácias pedem um prazo maior. “Mais de 180 mil estabelecimentos - entre farmácias, hospitais e postos de saúde – terão de se adequar tecnologicamente. Será uma complexa operação logística”, disse.
  Há um projeto de lei em tramitação no Senado que pede alterações no envio de informações sobre os medicamentos e propõe um prazo maior para adequação. No projeto, do senador Humberto Costa (PT), é proposto que cada membro da cadeia tenha seu próprio banco de dados, acessível pelo Sistema Nacional de Controle de Medicamentos -- para que o governo federal construa seu próprio banco de dados para armazenar e consultar todas as movimentações dos medicamentos. Junto a essa demanda, o senador pede mais 10 anos após a aprovação da lei para que todos se adequem, ou seja, o rastreamento só passaria a valer a partir de 2025. O senador afirmou que o prazo de dez anos pode não ser necessário e que o projeto de lei pode ser modificado antes de ser colocado em votação.

  A Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), que reúne 55 empresas farmacêuticas que respondem por mais de 50% dos medicamentos comercializados no Brasil, afirma estar preparada para se adequar à lei e produzir cerca de 4 bilhões de caixinhas por ano com o código individual para o rastreamento. “Já estamos preparados para cumprir as diretrizes. A lei de rastreabilidade é muito importante não só para evitar a falsificação mas também para aumentar a transparência ao longo da cadeia farmacêutica com o recolhimento correto de tributos e o combate ao roubo de cargas”, afirmou o diretor de assuntos econômicos da Interfarma, Marcelo Liebhardt.
  Segundo a Anvisa, a adaptação não deve encarecer o produto final: “a implantação do rastreamento de medicamentos promove um retorno significativo na redução de custos de produção, de controles e gerenciamento de estoques, evitando perdas e impulsionando o processo produtivo e de disponibilização de produtos”.
Texto adaptado. Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/07/23/remedios-devem-ganhar-rg-ate-o-finalde-2016.htm

Em “As informações sobre o consumo de medicamentos de todos os brasileiros, e portanto as informações de demanda e vendas, são muito valiosas”,
Alternativas
Q681492 Português
Identifique o sujeito das orações e marque a opção ERRADA:
Alternativas
Q649651 Português

A melhor e a pior comida do mundo

Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado Esopo. Um escravo corcunda, feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou:

- Toma, Esopo. Aqui está esta sacola de moedas. Corre ao mercado. Compra lá o que houver de melhor para um banquete. A melhor comida do mundo! Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso:

- Ah, língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo?

O escravo, de olhos baixos, explicou sua escolha.

- O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, do amor, da compreensão. É a língua que torna eternos os versos dos grandes poetas, as ideias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se reza, se explica, se canta, se descreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos “mãe”, “querida” e “Deus”. Com a língua, dizemos “sim”. Com a língua dizemos “eu te amo”! O que pode haver de melhor do que a língua, senhor?

O mercador levantou-se entusiasmado:

- Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Toma agora esta outra sacola de moedas. Vai de novo ao mercado e traze o que houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria.

Mais uma vez, depois de algum tempo, o escravo Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso: - Hum... já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior... O mercador descobriu o prato e ficou indignado:

- O quê?! Língua? Língua outra vez? Língua? Não disseste que a língua era o que havia de melhor? Queres ser açoitado? Esopo encarou o mercador e respondeu:

- A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua, dizemos “morre” e “demônio”. Com a língua dizemos “não”. Com a língua dizemos “eu te odeio”! Aí está, senhor, porque a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!

(ESOPO, 620-560 a. C.)

No trecho: “É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que vende, que seduz, que corrompe.”, é inaceitável afirmar:
Alternativas
Q641055 Português
Dê a função sintática dos termos destacados: “O reajuste fiscal, que é uma tentativa de se salvar as finanças públicas, foi necessário”.
Alternativas
Q641051 Português
Na oração: "Em nossa cidade não se vive senão de política", o sujeito é:
Alternativas
Q641035 Português

                                       APELO

      Amanhã faz um mês que a senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa da esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.

    Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles saiam e eu ficava só, sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia, como a última luz da varanda.

      Eu comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero da salada – meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? As suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcharam. Não tenho botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.

                                                                                           Dalton Trevisan

Na frase “Toda a casa era um corredor deserto”, o sujeito é:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: MPE-RS Órgão: MPE-RS Prova: MPE-RS - 2015 - MPE-RS - Engenheiro Civil |
Q640527 Português

Instrução: A questão está relacionada à redação oficial.

Considere as seguintes afirmações sobre a função sintática de pronomes relativos.

I. No enunciado Não posso recusar o que me pedem neste momento, o pronome relativo exerce a função sintática de objeto direto.

II. No enunciado É este o projeto a que o engenheiro se referiu em sua proposta, o pronome relativo exerce a função sintática de objeto indireto.

III. No enunciado Esta é uma razão que não se pode refutar, o pronome relativo exerce a função sintática de objeto indireto.

Quais estão corretas?

Alternativas
Q639863 Português

Assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as afirmações abaixo, referentes a funções sintáticas de palavras e segmentos do texto.

( ) O segmento gradual (l. 9) exerce função de predicativo do sujeito.

( ) O segmento um escritório de contabilidade (l. 20) exerce a função de objeto direto.

( ) O segmento à matriz (l. 37) exerce função de objeto indireto.

( ) O segmento Kátia Abate (l. 40) desempenha a função de sujeito da oração em que se encontra.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

Alternativas
Q638768 Português

Considere as seguintes afirmações a respeito da classificação sintática de palavra e segmentos do texto.

I - Na linha 1, o segmento a mesma coisa exerce a função sintática de predicativo do sujeito.

II - Na linha 5, a palavra civilidade exerce a função sintática de objeto direto.

III - Na linha 8, o segmento de família exerce a função sintática de adjunto adnominal.

Quais estão corretas?

Alternativas
Q635733 Português

                             A escola pode interferir na formação moral dos alunos?


Por: Telma Vinha (professora da Unicamp) em colaboração com Maria Suzana Menin (professora da Unesp) e Mariana Tavares (pesquisadora da FCC)


      O desenvolvimento de valores morais é decorrente da interação do sujeito com as situações e as pessoas nos diversos ambientes que frequenta, como a escola, com a família e com os amigos. Considerando todas essas influências, questionamos: “Será que a instituição de ensino tem um papel significativo na formação ética dos alunos? Que atitudes de professores, funcionários e colegas podem interferir nesse processo?”

      Um estudo inédito da Fundação Carlos Chagas (FCC), coordenado por Mariana Tavares, da FCC, e Suzana Menin, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), com a participação de pesquisadores de várias instituições, ajuda a responder essas questões. Realizado com quase 10 mil crianças, adolescentes e professores de 76 escolas públicas e privadas do Brasil, ele objetivou construir um instrumento para avaliar a presença e os níveis de desenvolvimento (adesão) dos valores convivência democrática, solidariedade, justiça e respeito.

      Os resultados dos alunos foram relacionados com mais de 30 variáveis, como sexo, religião, composição familiar, nível socioeconômico, regras e sanções na família, autoestima, repetência, observação de maus-tratos, como eles acreditavam ser vistos pelos outros e as relações estabelecidas. Algumas conclusões evidenciam a importância de cuidar do convívio na escola para favorecer o desenvolvimento moral.

      Sentir-se bem tratado pelos professores e ter docentes e funcionários que jamais ou raramente gritam com os alunos promoveu maior adesão de todos os valores. Não presenciar (ou ver pouco) educadores colocarem estudantes para fora da sala influenciou o aumento da justiça, respeito e solidariedade. Já ter professores que recorrem pouco (ou nunca) aos pais dos alunos para resolver conflitos indicou maior presença de convivência democrática e solidariedade.

      Entre os fatores ligados à relação do aluno com a instituição e com os colegas, gostar de ir à escola e frequentar as aulas interferiu no aumento dos valores solidariedade, respeito e convivência democrática. Alunos que nunca (ou raramente) viram colegas se agredirem ou gritar tiveram todos os valores influenciados positivamente. Acreditar ser bem-visto pelas outras pessoas no ambiente escolar gerou o aumento da justiça.

      No caso da família, o apoio dos pais teve relação com maior respeito e justiça. Este último fator também foi influenciado pelo emprego de combinados com os filhos. Quando os pais usam sanções (que não sejam físicas ou humilhantes), há mais adesão a justiça, solidariedade e convivência democrática. Isso pode estar associado à ideia de uma família cuidadosa, que deixa claro o que pode ou não ser feito pelos filhos, revalidando os valores quando eles são feridos.

      As ações contrárias às apresentadas acima, a exemplo de gritar muitas vezes ou não apoiar os filhos, estão sempre relacionadas a menor adesão aos valores. Chama a atenção também o fato de que, na pesquisa, religião, configuração familiar, nível socioeconômico e repetência não tiveram relação significativa com a presença de valores.

      O estudo colabora para comprovar que a qualidade das interações na escola, em especial dos adultos com os alunos, influencia fortemente no desenvolvimento moral (quanto mais positivas forem, maiores as adesões aos valores). Assim, se queremos formar pessoas éticas, fica evidente a importância de ter espaços de diálogo e reflexão sobre a convivência e de cuidar para que toda a comunidade escolar vivencie de fato esses valores.


                     (Fonte: Revista Nova Escola. Ano 30, número 282 de maio de 2015. Editora Abril)

Considere a seguinte oração extraída do texto: “Algumas conclusões evidenciam a importância de cuidar do convívio na escola para favorecer o desenvolvimento moral”. Assinale a alternativa correta com relação à sintaxe da oração apresentada.
Alternativas
Q634689 Português

                                     Texto

                                 O Padeiro


      Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o quê do governo.

      Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

      — Não é ninguém, é o padeiro!

      Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

      "Então você não é ninguém?

      " Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

      Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

      Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!"

      E assobiava pelas escadas.

                                                                                             Rubem Braga 

Sobre a passagem “lembrando de um homem modesto que conheci antigamente”, analise os itens:


I. Tem duas orações, sendo uma adjetiva restritiva.

II. A segunda oração é iniciada por um pronome relativo que tem como referente “homem”.

III. Ocorre oração reduzida de gerúndio.


Podemos afirmar que: 

Alternativas
Q634686 Português

                                     Texto

                                 O Padeiro


      Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o quê do governo.

      Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

      — Não é ninguém, é o padeiro!

      Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

      "Então você não é ninguém?

      " Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

      Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

      Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!"

      E assobiava pelas escadas.

                                                                                             Rubem Braga 

Os termos destacados em: “Ele me contou isso sem mágoa nenhuma” funcionam respectivamente como:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: MPE-RS Órgão: MPE-RS Prova: MPE-RS - 2015 - MPE-RS - Assessor - Letras |
Q632723 Português

Instrução: A questão  esta relacionada ao texto abaixo. 


Considere as seguintes propostas de classificação sintática de segmentos o texto, e assinale com 1 as que estão corretas e com 2 as que estão incorretas.

( ) do indivíduo (l. 26): complemento nominal de inserção (l. 26)

( ) da ideia (l. 29): complemento verbal de participar (l. 29)

( ) de várias habilidades (l. 36): complemento verbal de exige (l. 36)

( ) de cinco anos (l. 44): complemento nominal de criança (l. 44)

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

Alternativas
Q631567 Português
Indique, dentre as orações abaixo, aquela em que os termos em destaque classificam-se a um objeto direto.
Alternativas
Q631212 Português

                   Texto II- Hino de Duque de Caxias


                                Todo o arvoredo

                           é uma festa de pardais

                              acordando a cidade.

                                  Toda a cidade

                         é uma orquestra de metais

                           em inesperada atividade.


                                            (...)


                            Quando mal adormeces

                                já estás levantada:

                                   és do trabalho

                                    a namorada.

                                   Tuas fábricas

                           se contam às centenas.


                                Um grande povo

                              o teu nome enaltece;

                               construindo riqueza,

                                 inspirando beleza

                                     que ao Brasil

                                          oferece.


                                     Nesta baixada,

                                 onde Caxias nasceu,

                                o progresso é o lema

                               que o trabalho escolheu.


                                  De plagas distantes

                               deste e de outros países

                                são os teus povoadores.

                                      Toda essa gente

                                        no esforço viril

                                   de fazer do teu nome

                                   um pendão do Brasil.


Barboza Leite &Clóvis Ferreira Lima. Disponível em: http://www.vagalume.com.br/hinos/duque-de-caxiasrj.html. Acesso em: 03 jul. 2015, fragmento.

Considerando a relação sintática entre as orações do período “Quando mal adormeces/ já estás levantada” (2ª estrofe), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
6981: A
6982: A
6983: B
6984: C
6985: E
6986: D
6987: D
6988: E
6989: B
6990: A
6991: A
6992: B
6993: B
6994: E
6995: A
6996: D
6997: A
6998: D
6999: A
7000: A