Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

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Q693764 Português

Relacione a coluna 1 à coluna 2, identificando a função sintática que os termos em destaque estão desempenhando no Texto 1.

Coluna 1

1. “Os leitores podem formar ideias sobre as emoções, as motivações e os pensamentos dos outros [...].” (linhas 1-2)

2. “No primeiro deles se pedia a vários participantes que imaginassem uma cena a partir de frases sucintas, tais como ‘um tapete azul escuro’ ou ‘um lápis de listras laranjas’ [...].” (linhas 7- 9)

3. “Os escritores não precisam descrever cenários de modo exaustivo [...].” (linhas 13-14)

4. “Todos esses experimentos se inserem em um momento de crescente interesse pelos estudos sobre as imagens do cérebro.” (linhas 34-35)

5. “‘O que nos diferencia é que nós, humanos, nos socializamos com outras pessoas de uma forma que não está programada pelo instinto, como é o caso dos animais’, explica o psicólogo, para quem a ficção pode ampliar a experiência social e ajudar a entendê-la.” (linhas 40-43)


Coluna 2

( ) Objeto direto

( ) Objeto indireto

( ) Complemento nominal

( ) Adjunto adnominal

( ) Adjunto adverbial

Assinale a alternativa que corresponde à sequência CORRETA, de cima para baixo.

Alternativas
Q692923 Português

Texto para responder à questão.

    

Dificilmente, em uma ciência-arte como a Psicologia-Psiquiatria, há algo que se possa asseverar com 100% de certeza. Isso porque há áreas bastante interpretativas, sujeitas a leituras diversas, a depender do observador e do observado. Porém, existe um fato na Psicologia-Psiquiatria forense que é 100% de certeza e não está sujeito a interpretação ou a dissimulação por parte de quem está a ser examinado. E revela, objetivamente, dados do psiquismo da pessoa ou, em outras palavras, mostra características comportamentais indissimuláveis, claras e objetivas. O que pode ser tão exato, em matéria de Psicologia-Psiquiatria, que não admite variáveis? Resposta: todos os crimes, sem exceção, são como fotografias exatas e em cores do comportamento do indivíduo. E como o psiquismo é responsável pelo modo de agir, por conseguinte , tem os em todos os crimes, obrigatoriamente e sempre, elementos objetivos da mente de quem os praticou.

    Por exemplo, o delito foi cometido com multiplicidade de golpes, com ferocidade na execução, não houve ocultação de cadáver, não se verifica cúmplice, premeditação etc. Registre-se que esses dados já aconteceram. Portanto, são insimuláveis, 100% objetivos. Basta juntar essas características comportamentais que teremos algo do psiquismo de quem o praticou. Nesse caso específico, infere-se que a pessoa é explosiva, impulsiva e sem freios, provável portadora de algum transtorno ligado à disritmia psicocerebral, algum estreitamento de consciência, no qual o sentimento invadiu o pensamento e determinou a conduta.

    Em outro exemplo, temos homicídio praticado com um só golpe, premeditado, com ocultação de cadáver, concurso de cúmplice etc. Nesse caso, os dados apontam para o lado do criminoso comum, que entendia o que fazia.

    Claro que não é possível, apenas pela morfologia do crime, saber-se tudo do diagnóstico do criminoso. Mas, por outro lado, é na maneira como o delito foi praticado que se encontram características 100% seguras da mente de quem o praticou, a evidenciar fatos, tal qual a imagem fotográfica revelanos exatamente algo, seja muito ou pouco, do momento em que foi registrada. Em suma, a forma como as coisas foram feitas revela muito da pessoa que as fez.


PALOMBA, Guido Arturo. Rev. Psique: n° 100 (ed. comemorativa), p. 82.

Altera-se o sentido fundamental de: “algum estreitamento de consciência, no qual o sentimento invadiu o pensamento e determinou a conduta" com a substituição da preposição “em”, que rege o relativo “o qual”, por:
Alternativas
Q692085 Português
Assinale a alternativa em que a disposição sintática das palavras torna a frase ambígua.
Alternativas
Q690947 Português
Todas as pessoas com olhos azuis descendem de um único ser humano
Estudo afirma que a transição do pigmento castanho para o azul ocorreu devido a uma mutação genética em um indivíduo que viveu na região do mar Negro há cerca de 7000 anos
As pessoas que compõem o seleto grupo de seres humanos que possuem olhos azuis podem começar a se identificar ainda mais entre si – uma pesquisa feita com DNA mitocondrial revelou que todas elas possuem um certo grau de parentesco, mesmo que muito distante.
A   conclusão surgiu de um extenso levantamento realizado pelo geneticista dinamarquês Hans Eiberg, que percorreu países como Turquia, Jordânia e Dinamarca estudando os genes de pessoas com olho azul. Ele descobriu que uma única mutação genética deu origem à pigmentação, e ainda foi capaz de localizar o evento no espaço e no tempo.
De acordo com o estudo, o primeiro ser humano da história a adquirir esta coloração específica na íris viveu próximo ao mar Negro, por volta de sete milênios atrás, e foi passando a característica adquirida de geração em geração. Talvez isto explique a grande concentração de olhos azuis na Europa e, em especial, no leste europeu. “Uma mutação genética afetando o gene OCA2 em nossos cromossomos resultou na criação de um ‘interruptor’, que literalmente ‘desligou’ a habilidade de produzir olhos castanhos”, explica o pesquisador.
 O gene controla nossa produção de melanina, pigmento que regula cores como as da pele, dos cabelos e dos olhos de mamíferos. O “interruptor” não bloqueou por completo a criação de melanina (o que levaria ao albinismo), limitando sua presença a pequenas quantidades e dando origem aos olhos azuis. Já as variações em indivíduos com olhos verdes ou avelã ocorreram de forma mais aleatória, o que impossibilita rastrear uma ocorrência única.
Não existe nenhuma evidência que sugira qualquer relação entre a coloração da íris e a saúde de alguém ou sua capacidade de sobrevivência. Originalmente, antes da mutação no gene OCA2, a humanidade toda tinha olhos castanhos. Qual não deve ter sido a surpresa de nossos ancestrais ao admirar, pela primeira vez, a beleza de um olhar azul.
OLIVEIRA, André Jorge de. Todas as pessoas com olhos azuis descendem de um único ser humano. Galileu. Disponível em: . Acesso em: 15 fev. 2016 (Adaptação).
Assinale a alternativa cuja palavra ou locução em destaque não desempenha uma função adverbial.
Alternativas
Q690768 Português
Analise a oração a seguir. “[...] inspirando outras pessoas com várias condições de saúde [...]” Assinale a alternativa cuja palavra destacada não possui a mesma função da palavra destacada no trecho anterior.
Alternativas
Q689959 Português

Leia a crônica “Não parta”, de Antonio Prata, para responder à questão.

   

   Ter trinta e poucos anos significa, entre outras coisas, que é praticamente impossível reunir cinco casais num jantar sem que haja pelo menos uma grávida. E estar na presença de uma grávida significa, entre outras coisas, que é praticamente impossível falar de qualquer outro assunto que não daquele rotundo e miraculoso acontecimento, a desenrolar-se do lado de lá do umbigo em expansão.

    

  Enquanto a conversa gira em torno dos nomes cogitados, da emoção do ultrassom, dos diferentes modelos de carrinho, o clima costuma ser agradável e os convivas se aprazem diante da vida que se aproxima. Mas eis então que alguém pergunta: “e aí, vai ser parto normal ou cesárea?”, e toda possível harmonia vai pra cucuia.

   

  Num extremo, estão as mulheres que querem parir de cócoras, ao pé de um abacateiro, sob os cuidados de uma parteira de cem anos, tendo como anestesia apenas um chá de flor de macaúba e cantigas de roda de 1924. Na outra ponta, estão as que têm tremedeiras só de pensar em parto normal, pretendem ir direto pra cesárea, tomar uma injeção e acordar algumas horas depois, tendo no colo um bebê devidamente parido, lavado, escovado, penteado e com aquela pulseirinha vip no braço, já com nome, número de série e código de barras.

    

  Os dois lados acusam o outro de violência: as naturebas dizem que a cesárea é um choque; as artificialebas alegam que dar as costas à medicina é uma irresponsabilidade. Eu, que durante meses ouvi calado as discussões, pesei bastante os argumentos e cheguei, enfim, a uma conclusão: abaixo o nascimento! Viva a gravidez!

    

  Imaginem só a situação: os primeiros grãos de consciência germinam em seu cérebro. Você boia num líquido morninho – nem a gravidade, essa pequena e constante chateação, te aborrece. Você recebe alimento pelo umbigo. Você dorme, acorda, dorme, acorda e jamais tem que cortar as unhas dos pés. Então, de repente, o líquido se vai, as paredes te espremem, a fonte seca, a luz te cega e, daí pra frente, meu amigo, é só decadência: cólicas, fome, sede, pernilongos, decepções, contas a pagar. Eis um resumo de nossa existência: nove meses no paraíso, noventa anos no purgatório.

   

   Freud diz que todo amor que buscamos é um pálido substituto de nosso primeiro, único e grande amor: a mãe. Discordo. A mãe já é um pálido substituto de nosso primeiro, único e grande amor: a placenta. Tudo, daí pra frente – as religiões, os relacionamentos amorosos, a música pop, a semiótica* e a novela das oito – é apenas uma busca inútil e desesperada por um novo cordão umbilical, aquele cabo USB por onde fazíamos, em banda larga, o download da felicidade. Do parto em diante, meu caro leitor, meu caro companheiro de infortúnio, a vida é conexão discada, wi-fi mequetrefe, e em vão nos arrastamos por aí, atrás daquela impossível protoconexão.

    

   No próximo jantar, se estiver do lado de uma grávida, jogarei um talher no chão e, ao abaixar para pegá-lo, cochicharei bem rente à barriga: “te segura, garoto! Quando começar a tremedeira, agarra bem nas paredes, se enrola no cordão, carca os pés na borda e não sai, mesmo que te cutuquem com um fórceps, te estendam uma mão falsamente amiga, te sussurrem belas cantigas de roda, de 1924. Te segura, que o negócio aqui é roubada!”.


(Revista Ser Médico. Edição 57 – Outubro/Novembro/Dezembro de 2011. www.cremesp.org.br. Adaptado)

*semiótica: ciência dos modos de produção, de funcionamento e de recepção dos diferentes sistemas de sinais de comunicação entre indivíduos ou coletividades.

Leia as frases.


•  No início do jantar, os casais geralmente discutem temas como o nome para os bebês.

•  As mulheres consideradas naturebas preferem uma parteira experiente para realizar o parto.

•  O cronista imagina como é confortável estar na barriga da mãe e não ter a obrigação de cortar as unhas.


Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma- -padrão da língua portuguesa, os pronomes substituem corretamente as expressões destacadas e estão colocados adequadamente nas frases.

Alternativas
Q689298 Português
Em praias de indiferença
Navega o meu coração.
Venho desde a adolescência
Na mesma navegação.
[...]
MEIRELES, Cecília. Constância do deserto. Obra Poética. Rio de Janeiro: Nova Aguiar, 1995. p. 336
Assinale a alternativa correta em relação aos vocábulos destacados nos versos do poema.
Alternativas
Q689183 Português

                                 Em busca do tempo perdido

   Houve um tempo, já um pouco distante, em que fui perseguido tenazmente por uma mesma pergunta. Nas dezenas de entrevistas a que fui submetido, tive de responder que rodava mil e quinhentos quilômetros por semana. Isso não pareceria nada estranho aos repórteres se eu fosse um motorista profissional, mas era professor.

  O significado que a pergunta começou a formular em minha consciência, contudo, eclodiu passado algum tempo, quando uma repórter, com ar meio incrédulo, acrescentou: “Mas então quantas horas o senhor passa dentro do carro a cada semana?” Pronto, estava estabelecido o conflito íntimo. A partir de então comecei a fazer cálculos, a estabelecer porcentagens, comecei a me torturar. Quanto tempo da minha vida estava jogando fora por semana, por mês, por ano?

  Torturei-me durante algumas semanas com essa ideia. Pensei até em mudar de profissão. Jogar fora nas estradas meu precioso tempo pareceu-me de uma irresponsabilidade sem perdão.

  Dias depois me lembrei de um poema de Mario Quintana, lido há muitos anos e nunca mais encontrado. Era sobre a passagem do trem por uma estaçãozinha. Havia os que chegavam e havia os que partiam. Além deles havia os que não chegavam nem partiam, apenas ficavam olhando as pessoas nas janelas do trem e sonhando com o mundo além, o mundo possível se houvesse a coragem de partir. E ele arrematava com uns poucos versos em que dizia não importar a estação de partida nem a de chegada. O que vale mesmo, dizia o mago do Caderno H, é a viagem.

 O poema de Mario Quintana devolveu-me a paz. Sem me sentir culpado por estar jogando fora a vida pela janela do carro, voltei a usar o tempo das travessias, em que o corpo estava preso e condicionado a uns poucos movimentos mecânicos, para soltar a imaginação. Assim foi que, no azul do céu, quase sempre muito azul, debaixo do qual costumava viajar, começaram a surgir revoadas de palavras que aos poucos e aos bandos se combinavam, pintavam cores e formas, botavam algumas ideias respirando e de pé.


(Menalton Braff. www.cartacapital.com.br/sociedade/ em-busca-do-tempo-perdido-8754.html, 03.05.2014. Adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta o substituto correto para a construção destacada.
Alternativas
Q687671 Português
O acento grave está empregado de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q687588 Português
As alternativas abaixo mostram uma notícia publicada no Jornal do Commercio de 01/05/2015 transcrita com pontuações diferentes. Qual a única transcrição que está rigorosamente correta quanto ao uso dos sinais de pontuação?
Alternativas
Q687316 Português

Texto para a questão

Câncer

As novas frentes de ataque

A ciência chega finalmente à fase de atacar o mal pela raiz sem efeito colateral

    A luta contra o câncer teve grandes vitórias nas últimas décadas do século 20, mas deve-se admitir que houve também muitas esperanças de cura não concretizadas.

    Após sucessivas promessas de terapias revolucionárias, o século 21 começou com a notícia de uma droga comprovadamente capaz de bloquear pela raiz a gênese de células tumorais. Ela foi anunciada em maio deste ano, na cidade de San Francisco, nos EUA, em uma reunião com a presença de cerca de 26 mil médicos e pesquisadores. A genética, que já vinha sendo usada contra o câncer em diagnóstico e em avaliações de risco, conseguiu, pela primeira vez, realizar o sonho das drogas "inteligentes": impedir a formação de tumores. Com essas drogas, será possível combater a doença sem debilitar o organismo, como ocorre na radioterapia e na quimioterapia convencional.

    O próximo passo é assegurar que as células cancerosas não se tornem resistentes à medicação. São, portanto, várias frentes de ataque. Além das mais de 400 drogas em testes, aposta-se no que já vinha dado certo, como a prevenção e o diagnóstico precoce.

Revista Galileu. Julho de 2001, p. 41.

No fragmento: “O próximo passo é assegurar que as células cancerosas...”, o vocábulo que é:
Alternativas
Q687314 Português

Texto para a questão

Câncer

As novas frentes de ataque

A ciência chega finalmente à fase de atacar o mal pela raiz sem efeito colateral

    A luta contra o câncer teve grandes vitórias nas últimas décadas do século 20, mas deve-se admitir que houve também muitas esperanças de cura não concretizadas.

    Após sucessivas promessas de terapias revolucionárias, o século 21 começou com a notícia de uma droga comprovadamente capaz de bloquear pela raiz a gênese de células tumorais. Ela foi anunciada em maio deste ano, na cidade de San Francisco, nos EUA, em uma reunião com a presença de cerca de 26 mil médicos e pesquisadores. A genética, que já vinha sendo usada contra o câncer em diagnóstico e em avaliações de risco, conseguiu, pela primeira vez, realizar o sonho das drogas "inteligentes": impedir a formação de tumores. Com essas drogas, será possível combater a doença sem debilitar o organismo, como ocorre na radioterapia e na quimioterapia convencional.

    O próximo passo é assegurar que as células cancerosas não se tornem resistentes à medicação. São, portanto, várias frentes de ataque. Além das mais de 400 drogas em testes, aposta-se no que já vinha dado certo, como a prevenção e o diagnóstico precoce.

Revista Galileu. Julho de 2001, p. 41.

Em: “A genética, que já vinha sendo usada contra o câncer em diagnóstico e em avaliações de risco, conseguiu, pela primeira vez, realizar o sonho das drogas ‘inteligentes’: impedir a formação de tumores”, as partes sublinhadas constituem-se como uma Oração:
Alternativas
Q687313 Português

Texto para a questão

Câncer

As novas frentes de ataque

A ciência chega finalmente à fase de atacar o mal pela raiz sem efeito colateral

    A luta contra o câncer teve grandes vitórias nas últimas décadas do século 20, mas deve-se admitir que houve também muitas esperanças de cura não concretizadas.

    Após sucessivas promessas de terapias revolucionárias, o século 21 começou com a notícia de uma droga comprovadamente capaz de bloquear pela raiz a gênese de células tumorais. Ela foi anunciada em maio deste ano, na cidade de San Francisco, nos EUA, em uma reunião com a presença de cerca de 26 mil médicos e pesquisadores. A genética, que já vinha sendo usada contra o câncer em diagnóstico e em avaliações de risco, conseguiu, pela primeira vez, realizar o sonho das drogas "inteligentes": impedir a formação de tumores. Com essas drogas, será possível combater a doença sem debilitar o organismo, como ocorre na radioterapia e na quimioterapia convencional.

    O próximo passo é assegurar que as células cancerosas não se tornem resistentes à medicação. São, portanto, várias frentes de ataque. Além das mais de 400 drogas em testes, aposta-se no que já vinha dado certo, como a prevenção e o diagnóstico precoce.

Revista Galileu. Julho de 2001, p. 41.

Em relação ao uso do acento grave em: “O próximo passo é assegurar que as células cancerosas não se tornem resistentes à medicação”, podemos afirmar:
Alternativas
Q687286 Português

Texto para a questão

    Num dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois, passou por ali a raposa e viu aquele suculento coelhinho, tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se curiosa:

    - Coelhinho, o que você está fazendo aí tão concentrado?

    - Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho sem tirar os olhos do computador.

    - Humm... E qual é o tema da sua tese?

    - Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.

    A raposa ficou indignada:

    - Ora! Isso é ridículo! Nós, as raposas, é que somos os predadores dos coelhos!

    - Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.

    O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouvem-se uns ruídos indecifráveis e alguns grunhidos de dor e depois o silêncio. Em seguida o coelho volta sozinho e mais uma vez retoma os trabalhos no notebook, como se nada tivesse acontecido

    Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda. O lobo resolve saber do que se trata, antes de devorar o coelhinho:

    - Olá, meu jovem coelho. O que o faz trabalhar tão arduamente?

    - Minha tese de doutorado, Sr. Lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os piores predadores naturais dos lobos.

    O lobo não se conteve e caiu na gargalhada com a petulância do coelho:

    - Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...

    - Desculpe-me, mas se você quiser, eu posso apresentar a prova da minha tese. Você gostaria de me acompanhar à minha toca?

    O lobo não consegue acreditar na sua sorte. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois, ouvem-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta a dedilhar o teclado de seu laptop, como se nada tivesse acontecido...

    Dentro da toca do coelho, vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e peles de diversas exraposas e, ao lado destas, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado e sonolento, a palitar os dentes.

MORAL DA HISTÓRIA:

Não importa quão absurdo é o tema de sua tese.

Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico.

Não importa se os seus experimentos nunca chegarem a provar sua teoria.

Não importa nem mesmo se suas ideias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos.

O que importa é quem é o seu orientador.

Autor desconhecido

Quanto a uso do acento grave em: “... agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido...”,
Alternativas
Q687282 Português

Texto para a questão

    Num dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois, passou por ali a raposa e viu aquele suculento coelhinho, tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se curiosa:

    - Coelhinho, o que você está fazendo aí tão concentrado?

    - Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho sem tirar os olhos do computador.

    - Humm... E qual é o tema da sua tese?

    - Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.

    A raposa ficou indignada:

    - Ora! Isso é ridículo! Nós, as raposas, é que somos os predadores dos coelhos!

    - Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.

    O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouvem-se uns ruídos indecifráveis e alguns grunhidos de dor e depois o silêncio. Em seguida o coelho volta sozinho e mais uma vez retoma os trabalhos no notebook, como se nada tivesse acontecido

    Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda. O lobo resolve saber do que se trata, antes de devorar o coelhinho:

    - Olá, meu jovem coelho. O que o faz trabalhar tão arduamente?

    - Minha tese de doutorado, Sr. Lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os piores predadores naturais dos lobos.

    O lobo não se conteve e caiu na gargalhada com a petulância do coelho:

    - Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...

    - Desculpe-me, mas se você quiser, eu posso apresentar a prova da minha tese. Você gostaria de me acompanhar à minha toca?

    O lobo não consegue acreditar na sua sorte. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois, ouvem-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta a dedilhar o teclado de seu laptop, como se nada tivesse acontecido...

    Dentro da toca do coelho, vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e peles de diversas exraposas e, ao lado destas, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado e sonolento, a palitar os dentes.

MORAL DA HISTÓRIA:

Não importa quão absurdo é o tema de sua tese.

Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico.

Não importa se os seus experimentos nunca chegarem a provar sua teoria.

Não importa nem mesmo se suas ideias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos.

O que importa é quem é o seu orientador.

Autor desconhecido

Qual a função sintática do termo sublinhado em: “Coelhinho, o que você está fazendo aí tão concentrado?”?
Alternativas
Ano: 2016 Banca: Quadrix Órgão: CFB Prova: Quadrix - 2016 - CFB - Assistente Administrativo |
Q686321 Português
Livros raros encontrados na Biblioteca de Acervos Especiais da Unifor
Nacionalmente reconhecida como uma das maiores fomentadoras da apreciação da arte, a1 Universidade de Fortaleza, ao longo dos anos, trilhou um sólido caminho de estímulo às2 manifestações artísticas e à3 cultura. Seguindo esse caminho,  a4 Fundação Edson Queiroz colocou à5 disposição do público em geral a6 Biblioteca de Acervos Especiais. Localizada no primeiro piso da Reitoria da Unifor, a7 biblioteca abriga um acervo composto por cerca de 9 mil volumes, divididos por assuntos como Literatura, Artes, História do Ceará, Biografias, Direito, entre outros.
De acordo com a curadora responsável pela biblioteca, Simone Barreto, o local é dividido em dois espaços. O primeiro recebe exclusivamente os livros correspondentes à parte da biblioteca particular de Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo Matarazzo, um dos principais mecenas da história do Brasil e fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) e criador da Bienal Internacional de São Paulo. Ao todo, são mais de 3 mil exemplares.
Já a segunda sala abriga demais livros adquiridos pela Fundação Edson Queiroz, além de doações. “Eles são considerados especiais, pois se diferenciam de alguma forma. São raros, pela encadernação, pela data, pelo autor ou mesmo pelo histórico da coleção, quem era o colecionador ou o organizador, por exemplo”, explica Simone.
Dentro da rara coleção de livros que pertenceu a Ciccillo Matarazzo é possível encontrar a primeira edição, datada de 1750, da Opere Varie di Architettura, de Giovanni-Batista Piranesi, considerado o maior gravador do século XVIII. A obra traz a série completa de gravuras dos cárceres de Roma.
Edições assinadas por modernistas como Marc Chagall e Max Ernst também compõem a coleção. Também merecem destaque o romance Menino de Engenho, de José Lins do Rego, com ilustrações originais de Cândido Portinari, o álbum Miserere, do artista Georges Rouault, com 58 litografias de grandes dimensões, e As vidas dos pintores, escultores e arquitetos, de Giorgio Vasari, pintor e arquiteto italiano conhecido principalmente por suas biografias de artistas italianos.
Outra presença importante para a composição é a coleção da Sociedade dos Cem Bibliófilos, formada pelos 23 volumes realizados na época, o que a torna completa.
“Estes livros contêm algo de artístico, como uma ilustração ou uma encadernação mais antiga e trabalhada com iluminuras. Há livros de história em que as ilustrações são feitas com pigmento de ouro. Livros com aquarela feita à mão, com gravuras originais. Isto é, todo o acervo está voltado para a arte”, conta Simone Barreto.
(Disponível em g1.globo.com. Adaptado.)
No final do último parágrafo do texto, aparece o trecho "conta Simone Barreto", em que "Simone Barreto" exerce determinada função sintática em relação ao verbo "conta". Considerando essa função, assinale a alternativa com um período em que a palavra "que" destacada exerça a mesma função.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: Quadrix Órgão: CFB Prova: Quadrix - 2016 - CFB - Assistente Administrativo |
Q686317 Português
Livros raros encontrados na Biblioteca de Acervos Especiais da Unifor
Nacionalmente reconhecida como uma das maiores fomentadoras da apreciação da arte, a1 Universidade de Fortaleza, ao longo dos anos, trilhou um sólido caminho de estímulo às2 manifestações artísticas e à3 cultura. Seguindo esse caminho,  a4 Fundação Edson Queiroz colocou à5 disposição do público em geral a6 Biblioteca de Acervos Especiais. Localizada no primeiro piso da Reitoria da Unifor, a7 biblioteca abriga um acervo composto por cerca de 9 mil volumes, divididos por assuntos como Literatura, Artes, História do Ceará, Biografias, Direito, entre outros.
De acordo com a curadora responsável pela biblioteca, Simone Barreto, o local é dividido em dois espaços. O primeiro recebe exclusivamente os livros correspondentes à parte da biblioteca particular de Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo Matarazzo, um dos principais mecenas da história do Brasil e fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) e criador da Bienal Internacional de São Paulo. Ao todo, são mais de 3 mil exemplares.
Já a segunda sala abriga demais livros adquiridos pela Fundação Edson Queiroz, além de doações. “Eles são considerados especiais, pois se diferenciam de alguma forma. São raros, pela encadernação, pela data, pelo autor ou mesmo pelo histórico da coleção, quem era o colecionador ou o organizador, por exemplo”, explica Simone.
Dentro da rara coleção de livros que pertenceu a Ciccillo Matarazzo é possível encontrar a primeira edição, datada de 1750, da Opere Varie di Architettura, de Giovanni-Batista Piranesi, considerado o maior gravador do século XVIII. A obra traz a série completa de gravuras dos cárceres de Roma.
Edições assinadas por modernistas como Marc Chagall e Max Ernst também compõem a coleção. Também merecem destaque o romance Menino de Engenho, de José Lins do Rego, com ilustrações originais de Cândido Portinari, o álbum Miserere, do artista Georges Rouault, com 58 litografias de grandes dimensões, e As vidas dos pintores, escultores e arquitetos, de Giorgio Vasari, pintor e arquiteto italiano conhecido principalmente por suas biografias de artistas italianos.
Outra presença importante para a composição é a coleção da Sociedade dos Cem Bibliófilos, formada pelos 23 volumes realizados na época, o que a torna completa.
“Estes livros contêm algo de artístico, como uma ilustração ou uma encadernação mais antiga e trabalhada com iluminuras. Há livros de história em que as ilustrações são feitas com pigmento de ouro. Livros com aquarela feita à mão, com gravuras originais. Isto é, todo o acervo está voltado para a arte”, conta Simone Barreto.
(Disponível em g1.globo.com. Adaptado.)
No primeiro parágrafo do texto, foram assinalados sete termos: a; às; à; a; à; a; a, destacados com números de 1 a 7. Todos eles são analisados a seguir, quanto à morfossintaxe por que foram empregados. Julgue as seguintes afirmativas para depois assinalar a alternativa correta. 
I. O termo assinalado com o número 1 classifica-se morfologicamente como artigo definido e sintaticamente integra o sujeito da oração.
II. O termo assinalado com o número 2 morfologicamente é uma contração da preposição "a" com o artigo definido "as" e sintaticamente integra o complemento nominal.
III. O termo assinalado com o número 3 tem em comum com todos os outros o artigo definido: em três dos termos, o artigo está contido; os quatro restantes são o próprio artigo.
IV. O termo assinalado com o número 4 classifica-se morfologicamente como preposição, mas sintaticamente falta o acento indicativo de crase.
V. O termo assinalado com o número 5 morfologicamente é uma contração da preposição "a" com o artigo definido "a", mas o acento indicativo de crase não se justifica sintaticamente.
VI. O termo assinalado com o número 6 classifica-se morfologicamente como artigo definido e sintaticamente integra o objeto direto.
VII. O termo assinalado com o número 7 classifica-se morfologicamente como artigo definido e sintaticamente integra o objeto direto.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q686230 Português
Juramento do Médico Veterinário

“Sob a proteção de Deus, PROMETO que, no exercício da Medicina Veterinária, cumprirei os dispositivos legais e normativos, com especial respeito ao Código de Ética da profissão, sempre buscando uma harmonização entre ciência e arte, aplicando os meus conhecimentos para o desenvolvimento da sanidade e do bem-estar dos animais, da qualidade dos seus produtos e da prevenção de zoonoses, tendo como compromissos a promoção do desenvolvimento sustentado, a preservação da biodiversidade, a melhoria da qualidade de vida e o progresso justo e equilibrado da sociedade humana. E prometo tudo isso fazer, com o máximo respeito à ordem pública e aos bons costumes. Assim o prometo.”

(http://www.vetcardio.50webs.com/juramento.html. Acesso em 14/03/2016.) 
Releia o trecho destacado abaixo:
[...] cumprirei os dispositivos legais e normativos, com especial respeito ao Código de Ética da profissão [...]

Após a leitura, indique a alternativa que traz a correta classificação sintática dos elementos grifados. 
Alternativas
Q685923 Português
Assinale a alternativa em que o sujeito é inexistente:
Alternativas
Respostas
6781: C
6782: B
6783: C
6784: D
6785: B
6786: B
6787: A
6788: B
6789: E
6790: D
6791: E
6792: E
6793: D
6794: A
6795: D
6796: B
6797: A
6798: C
6799: A
6800: E