Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

Foram encontradas 9.618 questões

Q2756216 Português

Quanto à regência verbal, nos trechos abaixo:


I – Lembrei a eles a data do exame médico.

II – Sua aprovação para o cargo implica fluência na língua inglesa.

III – Informou-lhes de que poderiam sair assim que terminassem o trabalho.

IV – Simpatizo com os apresentadores do telejornal.

V- O delegado procederá o inquérito.


Estão corretas as proposições:

Alternativas
Q2751992 Português

Para responder a essas questões, assinale APENAS UMA ÚNICA alternativa correta e marque o número correspondente na Folha de Respostas.


Discutir o aborto por amor à vida

Leonardo Boff


AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO:


TEXTO


1_____Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto. Ele implica eliminar uma vida

2 ou interferir num processo vital que culmina com a emergência da vida humana. Eu pessoalmente sou contra o

3 aborto, pois amo a vida em cada uma de suas fases e em todas as suas formas.

4 ______Mas esta afirmação não me torna cego para uma realidade macabra que não pode ser ignorada e

5 que desafia o bom-senso e os poderes públicos. Por ano fazem-se no Brasil cerca de 800 mil abortos

6 clandestinos. A cada dois dias morre uma mulher vítima de um aborto clandestino mal assistido.

7 _____Essa realidade deve ser enfrentada não com a polícia, mas com uma saúde pública responsável e

8 com senso de realismo. Considero farisaica a atitude daqueles que de forma intransigente defendem a vida

9 embrionária e não adotam a mesma atitude face aos milhares de crianças nascidas e lançadas na miséria, sem

10 comida e sem carinho, perambulando pelas ruas de nossas cidades. A vida deve ser amada em todas as suas

11 formas e idades e não apenas em seu primeiro alvorecer no seio da mãe. Cabe ao Estado e a toda a sociedade

12 criar as condições para que as mães não precisem abortar.

13 _____Eu mesmo assisti, nos degraus da catedral de Fortaleza, a uma mãe famélica, pedindo esmola e

14 amamentando o filho com o sangue de seu próprio seio. Era a figura do pelicano. Perplexo e tomado de

15 compaixão, levei-a até a casa do cardeal dom Aloísio Lorscheider, e ali lhe demos toda a assistência possível.

16 _____Mesmo assim, ocorrem abortos, sempre dolorosos e que afetam profundamente a psique da mãe.

17 Narro o que escreveu um eminente psicanalista da escola junguiana de São Paulo, Léon Bonaventure, na

18 introdução que fez a um livro desafiador e instigante e não livre de questionamento: Aborto: perda e

19 renovação: Um paradoxo na busca da identidade feminina (Paulus, 2006), de Eva Pattis, uma psicanalista

20 infantil de origem suíça, reconhecida em seu meio.

21 ____Conta Léon Bonaventure, com sutileza de um fino psicanalista para quem a espiritualidade

22 constitui uma fonte de integração e de cura de feridas da alma. Uma senhora procurou um sacerdote e lhe

23 confessou que havia outrora praticado um aborto. Depois de ouvir sua confissão, o sacerdote, com profundo

24 senso humano, lhe perguntou: “Que nome deu ao seu filho”? A mulher, perplexa, ficou calada por longo

25 tempo.

26 ____Então, disse o sacerdote: ”Vamos dar-lhe um nome. E se a senhora concordar vamos também

27 batizá-lo”. A senhora anuiu com a cabeça. E simbolicamene assim o fizeram. Depois o sacerdote falou do

28 mistério da vida humana. Disse: “Há vidas que vêm a esta Terra por 10, 50 e até 100 anos; outras jamais verão

29 a luz do sol. No calendário litúrgico da Igreja há a festa dos Santos Inocentes, no dia 28 de dezembro, aqueles

30 que Herodes mandou matar no momento em que a Divina Criança veio ao mundo. Que esse dia seja também o

31 dia de aniversário de seu filho”.

32 ____“Na tradição cristã” — continuou o sacerdote — “os filhos eram sempre vistos como um presente

33 de Deus e uma bênção para a vida. No passado nossos pais iam à Igreja oferecer seus filhos a Deus. Nunca é

34 tarde para você também oferecer seu filho a Deus”.

35 _____O sacerdote terminou sua fala com as seguintes palavras consoladoras: ”Como ser humano não

36 posso julgá-la. Mas se você pecou contra a vida, o Deus da vida pode reconciliá-la com a vida e com Ele. Vá

37 em paz e viva”.

388 ____O Papa Francisco sempre recomenda misericórdia, compreensão e ternura na relação dos

39 sacerdotes para com os fiéis. Esse sacerdote viveu avant la lettre esses valores profundamente humanos e que

40 pertencem à prática do Jesus histórico. Que eles possam inspirar a outros sacerdotes a terem a mesma

41 humanidade.


Site de origem: Discutir o aborto por amor à vida, por Leonardo Boff (Jornal do Brasil).

IN:http://agenciapatriciagalvao.org.br/direitos-sexuais-e-reprodutivos/discutir-o-aborto-por amor-vida-por-leonardo-boff/

Possui predicado igual ao da oração “esta afirmação não me torna cego” (L.4) a alternativa:

Alternativas
Q2751987 Português

Para responder a essas questões, assinale APENAS UMA ÚNICA alternativa correta e marque o número correspondente na Folha de Respostas.


Discutir o aborto por amor à vida

Leonardo Boff


AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO:


TEXTO


1_____Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto. Ele implica eliminar uma vida

2 ou interferir num processo vital que culmina com a emergência da vida humana. Eu pessoalmente sou contra o

3 aborto, pois amo a vida em cada uma de suas fases e em todas as suas formas.

4 ______Mas esta afirmação não me torna cego para uma realidade macabra que não pode ser ignorada e

5 que desafia o bom-senso e os poderes públicos. Por ano fazem-se no Brasil cerca de 800 mil abortos

6 clandestinos. A cada dois dias morre uma mulher vítima de um aborto clandestino mal assistido.

7 _____Essa realidade deve ser enfrentada não com a polícia, mas com uma saúde pública responsável e

8 com senso de realismo. Considero farisaica a atitude daqueles que de forma intransigente defendem a vida

9 embrionária e não adotam a mesma atitude face aos milhares de crianças nascidas e lançadas na miséria, sem

10 comida e sem carinho, perambulando pelas ruas de nossas cidades. A vida deve ser amada em todas as suas

11 formas e idades e não apenas em seu primeiro alvorecer no seio da mãe. Cabe ao Estado e a toda a sociedade

12 criar as condições para que as mães não precisem abortar.

13 _____Eu mesmo assisti, nos degraus da catedral de Fortaleza, a uma mãe famélica, pedindo esmola e

14 amamentando o filho com o sangue de seu próprio seio. Era a figura do pelicano. Perplexo e tomado de

15 compaixão, levei-a até a casa do cardeal dom Aloísio Lorscheider, e ali lhe demos toda a assistência possível.

16 _____Mesmo assim, ocorrem abortos, sempre dolorosos e que afetam profundamente a psique da mãe.

17 Narro o que escreveu um eminente psicanalista da escola junguiana de São Paulo, Léon Bonaventure, na

18 introdução que fez a um livro desafiador e instigante e não livre de questionamento: Aborto: perda e

19 renovação: Um paradoxo na busca da identidade feminina (Paulus, 2006), de Eva Pattis, uma psicanalista

20 infantil de origem suíça, reconhecida em seu meio.

21 ____Conta Léon Bonaventure, com sutileza de um fino psicanalista para quem a espiritualidade

22 constitui uma fonte de integração e de cura de feridas da alma. Uma senhora procurou um sacerdote e lhe

23 confessou que havia outrora praticado um aborto. Depois de ouvir sua confissão, o sacerdote, com profundo

24 senso humano, lhe perguntou: “Que nome deu ao seu filho”? A mulher, perplexa, ficou calada por longo

25 tempo.

26 ____Então, disse o sacerdote: ”Vamos dar-lhe um nome. E se a senhora concordar vamos também

27 batizá-lo”. A senhora anuiu com a cabeça. E simbolicamene assim o fizeram. Depois o sacerdote falou do

28 mistério da vida humana. Disse: “Há vidas que vêm a esta Terra por 10, 50 e até 100 anos; outras jamais verão

29 a luz do sol. No calendário litúrgico da Igreja há a festa dos Santos Inocentes, no dia 28 de dezembro, aqueles

30 que Herodes mandou matar no momento em que a Divina Criança veio ao mundo. Que esse dia seja também o

31 dia de aniversário de seu filho”.

32 ____“Na tradição cristã” — continuou o sacerdote — “os filhos eram sempre vistos como um presente

33 de Deus e uma bênção para a vida. No passado nossos pais iam à Igreja oferecer seus filhos a Deus. Nunca é

34 tarde para você também oferecer seu filho a Deus”.

35 _____O sacerdote terminou sua fala com as seguintes palavras consoladoras: ”Como ser humano não

36 posso julgá-la. Mas se você pecou contra a vida, o Deus da vida pode reconciliá-la com a vida e com Ele. Vá

37 em paz e viva”.

388 ____O Papa Francisco sempre recomenda misericórdia, compreensão e ternura na relação dos

39 sacerdotes para com os fiéis. Esse sacerdote viveu avant la lettre esses valores profundamente humanos e que

40 pertencem à prática do Jesus histórico. Que eles possam inspirar a outros sacerdotes a terem a mesma

41 humanidade.


Site de origem: Discutir o aborto por amor à vida, por Leonardo Boff (Jornal do Brasil).

IN:http://agenciapatriciagalvao.org.br/direitos-sexuais-e-reprodutivos/discutir-o-aborto-por amor-vida-por-leonardo-boff/

No período “Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto” (L.1), pode-se afirmar corretamente:

Alternativas
Q2747491 Português

Quanto custa um pôr-de-sol?

Leonardo Boff

1 Um grande empresário americano, estando em Roma, quis mostrar ao filho a beleza de um pôr-

2 de-sol nas colinas de Castelgandolfo. Antes de se postarem num bom ângulo, o filho perguntou ao pai:

3 "pai, onde se paga?" Esta pergunta revela a estrutura da sociedade dominante, assentada sobre a economia

4 e o mercado. Nela para tudo se paga - também um pôr-de-sol - tudo se vende e tudo se compra.

5 Ela operou, segundo notou ainda em 1944 o economista norte-americano Polanyi, a grande

6 transformação ao conferir valor econômico a tudo. As relações humanas se transformaram em transações

7 comerciais e tudo, tudo mesmo, do sexo à Santíssima Trindade, vira mercadoria e chance de lucro.

8 Se quisermos qualificá-la, diríamos que esta é uma sociedade produtivista, consumista e

9 materialista. É produtivista porque explora todos os recursos e serviços naturais visando o lucro e não a

10 preservação da natureza. É consumista porque se não houver consumo cada vez maior não há também

11 produção nem lucro. É materialista, pois sua centralidade é produzir e consumir coisas materiais e não

12 espirituais como a cooperação e o cuidado. Está mais interessada no crescimento quantitativo – como

13 ganhar mais – do que no desenvolvimento qualitativo – como viver melhor com menos – em harmonia

14 com a natureza, com equidade social e sustentabilidade sócio-ecológica.

15 Cabe insistir no óbvio: não há dinheiro que pague um pôr-de-sol. Não se compra na bolsa a lua

16 cheia “que sabe de mi largo caminar.” A felicidade, a amizade, a lealdade e o amor não estão à venda nos

17 shoppings. Quem pode viver sem esses intangíveis? Aqui não funciona a lógica do interesse, mas da

18 gratuidade, não a utilidade prática, mas o valor intrínseco da natureza, da ridente paisagem, do carinho

19 entre dois enamorados. Nisso reside a felicidade humana.

20 O insuspeito Daniel Soros, o grande especulador das bolsas mundiais, confessa em seu livro A

21 crise do capitalismo (1999): ”uma sociedade baseada em transações solapa os valores sociais; estes

22 expressam um interesse pelos outros; pressupõem que o indivíduo pertence a uma comunidade, seja uma

23 família, uma tribo, uma nação ou a humanidade, cujos interesses têm preferência em relação aos

24 interesses individuais. Mas uma economia de mercado é tudo menos uma comunidade. Todos devem

25 cuidar dos seus próprios interesses... e maximizar seus lucros, com exclusão de qualquer outra

26 consideração” (p. 120 e 87).

27 Uma sociedade que decide organizar-se sem uma ética mínima, altruísta e respeitosa da

28 natureza, está traçando o caminho de sua própria autodestruição. Então, não causa admiração o fato de

29 termos chegado aonde chegamos, ao aquecimento global e à aterradora devastação da natureza, com

30 ameaças de extinção de vastas porções da biosfera e, no termo, até da espécie humana.

31 Suspeito que, se não quebrarmos o paradigma produtivista/consumista/materialista, poderemos

32 encontrar pela frente a escuridão. Devemos tentar ser, pelo menos um pouco, como a rosa, cantada pelo

33 místico poeta Angelus Silesius (+1677): “a rosa é sem porquê: floresce por florescer, não cuida de si

34 mesma nem pede para ser olhada” (aforismo 289). Essa gratuidade é uma das pilastras do novo

35 paradigma.


IN: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/blogs/leonardo_boff/

"Devemos tentar ser, pelo menos um pouco, como a rosa, cantada pelo místico poeta Angelus Silesius" (L.32/33)


Quanto às funções sintático-semânticas dos elementos que compõem o período acima, pode-se afirmar:

Alternativas
Q2746354 Português
Na escrita do português pelos surdos, é comum o uso de sentenças curtas, orações simples (quando o processo de encaixamento e do domínio dos conectivos ainda são insuficientes), mas com estrutura semântica coerente. Qual alternativa contém um exemplo dessa estratégia de escrita do português pelos surdos?
Alternativas
Q2743710 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


"Todos estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão

olhando para as estrelas."


Esta citação foi tirada de O leque de lady Windermere, uma obra de teatro de Oscar Wilde que estreou em Londres em 1892. Ela nos faz lembrar que, independentemente de nossa situação, o que importa é a perspectiva que mantemos.

Há pessoas que aparentemente têm tudo na vida - saúde, beleza, dinheiro, liberdade - e são infelizes. Isso acontece porque elas fixam a atenção naquilo que lhes falta ou simplesmente não sabem o que querem da vida.

Outras, ao contrário, vivem situações penosas, mas são capazes de enxergar um cantinho do jardim onde bate um raio de sol.

A escritora, filósofa e conferencista norte-americana Helen Keller, que ficou cega e surda ainda muito jovem, explicava assim seu segredo para nunca deixar de ver as estrelas:

Abro as portas do meu ser a tudo o que é bom e as fecho cuidadosamente diante do que é ruim. Essa força tão bela e persistente me permite enfrentar qualquer obstáculo. Nunca me sinto desanimada, pensando que me faltam coisas boas. A dúvida e a insegurança são apenas o pânico gerado por uma mente fraca. Com um coração firme e uma mente aberta, tudo se torna possível.

(Fonte: PERCY,Allan. OscarWilde para inquietos. p.10.)

Marque a alternativa que apresente, respectivamente, a classificação correta dos termos do seguinte excerto retirado do segundo parágrafo do texto:"( ... ) que lhes falta( ... )":

Alternativas
Q2743557 Português

Assinale a alternativa em que a regência verbal foi respeitada de acordo com as regras da gramática normativa.

Alternativas
Q2743554 Português

De acordo com a norma culta, assinale a alternativa CORRETA quanto à regência verbal.

Alternativas
Q2738096 Português

Sobre regência verbal marque a opção incorreta:

Alternativas
Q2738091 Português

O seguinte enunciado: "A ministra presidente já esclareceu na nota [de sábado] que qualquer irregularidade vinda de qualquer órgão estatal, de qualquer dos Poderes da República, de seus agentes ou da Procuradoria-Geral da República contra qualquer cidadão brasileiro não será tolerada, por contrariar a Constituição" é:

Alternativas
Q2738089 Português

Leia o enunciado a seguir.

“João conseguiu recuperar todos os seus documentos, contudo alguns deles estavam muito danificados.”

A palavra em destaque estabelece uma:

Alternativas
Q2737404 Português

Indique a função que o pronome SE desempenha na oração a seguir: “Come-se bem naquele restaurante.”:

Alternativas
Q2737402 Português

Em relação à regência verbal a sentença que está em desacordo com a norma culta é:

Alternativas
Q2734738 Português

Instrução: questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão referenciados nas questões.


Objetivo alto, esperança baixa, esforço constante


01 Em algumas manhãs, mais precisamente após o toque do despertador, fico pensando,

02 ainda imersa na sonolência, no que há de tão mais interessante além do limbo protegido pela

03 maciez de edredons e travesseiros, penumbra e aromas conhecidos – tudo tão “uterinamente”

04 aconchegante. É nesse momento que doses de ________ vêm em meu socorro e se apoderam

05 da minha consciência, trazendo ... tona rostos de pessoas que desejo ver, horários marcados,

06 textos ... serem lidos e aprovados. Não raro, murmuro de forma adaptada ............ letra da

07 música Alagados, dos Paralamas: “Todo dia vem o sol da manhã e me desafia; ____ do sonho

08 pro mundo que eu já não queria”. Felizmente, porém, logo me dou conta de que, embora os

09 travesseiros sejam extremamente sedutores, existe lá fora um mundo que quero mais ainda.

10 Afinal, como diz o mestre budista Lama Michel Rimpoche, “não é óbvio acordar a cada manhã”.

11 É uma nova chance da qual nem sempre nos damos conta do quanto pode ser preciosa.

12 E volta e meia me pergunto o que faz as outras pessoas pularem da cama. O choro do

13 filho no quarto ao lado? Algo banal como a vontade de fazer xixi ou mesmo fome? O compromisso

14 assumido? A vontade de viajar? De ganhar dinheiro? O receio da desaprovação alheia? O medo

15 de sucumbir ... penumbra das próprias angústias? O anseio de aprender? A vontade de ser uma

16 pessoa melhor do que foi ontem? Motivações podem ser curiosas e ocultar desejos até de nós

17 mesmos.

18Pensar no que nos move a continuar a cada dia leva ... conclusão (meio óbvia, concordo)

19 de que não são apenas as grandes decisões que norteiam nossas vidas – como casar, seguir uma

20 carreira profissional, mudar-se para outra cidade ou até de país, comprar uma casa, ter ou

21 também não ter filhos. Seja na profissão ou na vida pessoal, a cada dia criamos cenários, fazemos

22 planos, tomamos decisões (mesmo que não seja de forma clara) que parecem pequenas,

23 momentâneas, mas vão se somando e formando o desenho de nossas vidas. O que nos “motiva

24 a ação”, nos move, são desejos, basicamente. Como escreve o psiquiatra e psicanalista Benilton

25 Bezerra Jr., em artigo nesta edição, “tudo o que existe é impermanente, depende de causas e

26 condições para existirem e, se essas _________, os fenômenos não se sustentam”. A intenção e

27 a motivação, portanto, podem ser pensadas como forças psíquicas geradoras de possibilidades.

28 O que cientistas dizem, porém, é que nem sempre o que buscamos de forma ardorosa até é aquilo

29 que nos satisfaz – pode haver um descompasso. Outro texto desta revista trata justamente de

30 alinhamento, tão necessário que nos ajuda – mais uma vez lembrando as sábias palavras de

31 Lama Michel – a manter o objetivo alto, expectativa baixa, esforço constante. Fórmula de sucesso

32 não tem, mas se algo se aproxima dela é essa tríade.

(Fonte: Glaucia Leal, Revista Mente e Cérebro, janeiro/2017 – disponível em http://www2.uol.com.br – texto adaptado)


Utilize o seguinte código ao avaliar as afirmações que seguem:

1. Procedimento incorreto.

2. Procedimento facultativo.

( ) Supressão das duas primeiras vírgulas da linha 01.

( ) Substituição do ponto-e-vírgula da linha 07 por uma vírgula.

( ) Supressão das duas vírgulas da linha 10.

( ) Substituição dos parênteses da linha 22 por travessões.

( ) Supressão das aspas utilizadas nas linhas 25 e 26.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

Alternativas
Q2734737 Português

Instrução: questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão referenciados nas questões.


Objetivo alto, esperança baixa, esforço constante


01 Em algumas manhãs, mais precisamente após o toque do despertador, fico pensando,

02 ainda imersa na sonolência, no que há de tão mais interessante além do limbo protegido pela

03 maciez de edredons e travesseiros, penumbra e aromas conhecidos – tudo tão “uterinamente”

04 aconchegante. É nesse momento que doses de ________ vêm em meu socorro e se apoderam

05 da minha consciência, trazendo ... tona rostos de pessoas que desejo ver, horários marcados,

06 textos ... serem lidos e aprovados. Não raro, murmuro de forma adaptada ............ letra da

07 música Alagados, dos Paralamas: “Todo dia vem o sol da manhã e me desafia; ____ do sonho

08 pro mundo que eu já não queria”. Felizmente, porém, logo me dou conta de que, embora os

09 travesseiros sejam extremamente sedutores, existe lá fora um mundo que quero mais ainda.

10 Afinal, como diz o mestre budista Lama Michel Rimpoche, “não é óbvio acordar a cada manhã”.

11 É uma nova chance da qual nem sempre nos damos conta do quanto pode ser preciosa.

12 E volta e meia me pergunto o que faz as outras pessoas pularem da cama. O choro do

13 filho no quarto ao lado? Algo banal como a vontade de fazer xixi ou mesmo fome? O compromisso

14 assumido? A vontade de viajar? De ganhar dinheiro? O receio da desaprovação alheia? O medo

15 de sucumbir ... penumbra das próprias angústias? O anseio de aprender? A vontade de ser uma

16 pessoa melhor do que foi ontem? Motivações podem ser curiosas e ocultar desejos até de nós

17 mesmos.

18Pensar no que nos move a continuar a cada dia leva ... conclusão (meio óbvia, concordo)

19 de que não são apenas as grandes decisões que norteiam nossas vidas – como casar, seguir uma

20 carreira profissional, mudar-se para outra cidade ou até de país, comprar uma casa, ter ou

21 também não ter filhos. Seja na profissão ou na vida pessoal, a cada dia criamos cenários, fazemos

22 planos, tomamos decisões (mesmo que não seja de forma clara) que parecem pequenas,

23 momentâneas, mas vão se somando e formando o desenho de nossas vidas. O que nos “motiva

24 a ação”, nos move, são desejos, basicamente. Como escreve o psiquiatra e psicanalista Benilton

25 Bezerra Jr., em artigo nesta edição, “tudo o que existe é impermanente, depende de causas e

26 condições para existirem e, se essas _________, os fenômenos não se sustentam”. A intenção e

27 a motivação, portanto, podem ser pensadas como forças psíquicas geradoras de possibilidades.

28 O que cientistas dizem, porém, é que nem sempre o que buscamos de forma ardorosa até é aquilo

29 que nos satisfaz – pode haver um descompasso. Outro texto desta revista trata justamente de

30 alinhamento, tão necessário que nos ajuda – mais uma vez lembrando as sábias palavras de

31 Lama Michel – a manter o objetivo alto, expectativa baixa, esforço constante. Fórmula de sucesso

32 não tem, mas se algo se aproxima dela é essa tríade.

(Fonte: Glaucia Leal, Revista Mente e Cérebro, janeiro/2017 – disponível em http://www2.uol.com.br – texto adaptado)


Analise as afirmações que seguem a respeito do fragmento abaixo:

...não são apenas as grandes decisões que norteiam nossas vidas – como casar. (l. 19).

I. Poder-se-ia inserir uma vírgula imediatamente antes da palavra que sem que ocorresse alteração de significado ou erro ao fragmento.

II. A oração sublinhada restringe o significado da expressão grandes decisões.

III. A palavra ‘que’ poderia ser substituída por ‘as quais’, sem que isso provocasse alteração de sentido ou incorreção ao texto.

Quais estão corretas?

Alternativas
Q2734736 Português

Instrução: questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão referenciados nas questões.


Objetivo alto, esperança baixa, esforço constante


01 Em algumas manhãs, mais precisamente após o toque do despertador, fico pensando,

02 ainda imersa na sonolência, no que há de tão mais interessante além do limbo protegido pela

03 maciez de edredons e travesseiros, penumbra e aromas conhecidos – tudo tão “uterinamente”

04 aconchegante. É nesse momento que doses de ________ vêm em meu socorro e se apoderam

05 da minha consciência, trazendo ... tona rostos de pessoas que desejo ver, horários marcados,

06 textos ... serem lidos e aprovados. Não raro, murmuro de forma adaptada ............ letra da

07 música Alagados, dos Paralamas: “Todo dia vem o sol da manhã e me desafia; ____ do sonho

08 pro mundo que eu já não queria”. Felizmente, porém, logo me dou conta de que, embora os

09 travesseiros sejam extremamente sedutores, existe lá fora um mundo que quero mais ainda.

10 Afinal, como diz o mestre budista Lama Michel Rimpoche, “não é óbvio acordar a cada manhã”.

11 É uma nova chance da qual nem sempre nos damos conta do quanto pode ser preciosa.

12 E volta e meia me pergunto o que faz as outras pessoas pularem da cama. O choro do

13 filho no quarto ao lado? Algo banal como a vontade de fazer xixi ou mesmo fome? O compromisso

14 assumido? A vontade de viajar? De ganhar dinheiro? O receio da desaprovação alheia? O medo

15 de sucumbir ... penumbra das próprias angústias? O anseio de aprender? A vontade de ser uma

16 pessoa melhor do que foi ontem? Motivações podem ser curiosas e ocultar desejos até de nós

17 mesmos.

18Pensar no que nos move a continuar a cada dia leva ... conclusão (meio óbvia, concordo)

19 de que não são apenas as grandes decisões que norteiam nossas vidas – como casar, seguir uma

20 carreira profissional, mudar-se para outra cidade ou até de país, comprar uma casa, ter ou

21 também não ter filhos. Seja na profissão ou na vida pessoal, a cada dia criamos cenários, fazemos

22 planos, tomamos decisões (mesmo que não seja de forma clara) que parecem pequenas,

23 momentâneas, mas vão se somando e formando o desenho de nossas vidas. O que nos “motiva

24 a ação”, nos move, são desejos, basicamente. Como escreve o psiquiatra e psicanalista Benilton

25 Bezerra Jr., em artigo nesta edição, “tudo o que existe é impermanente, depende de causas e

26 condições para existirem e, se essas _________, os fenômenos não se sustentam”. A intenção e

27 a motivação, portanto, podem ser pensadas como forças psíquicas geradoras de possibilidades.

28 O que cientistas dizem, porém, é que nem sempre o que buscamos de forma ardorosa até é aquilo

29 que nos satisfaz – pode haver um descompasso. Outro texto desta revista trata justamente de

30 alinhamento, tão necessário que nos ajuda – mais uma vez lembrando as sábias palavras de

31 Lama Michel – a manter o objetivo alto, expectativa baixa, esforço constante. Fórmula de sucesso

32 não tem, mas se algo se aproxima dela é essa tríade.

(Fonte: Glaucia Leal, Revista Mente e Cérebro, janeiro/2017 – disponível em http://www2.uol.com.br – texto adaptado)


Assinale a alternativa em que é feita uma afirmação correta acerca da análise dos termos destacados do texto.

Alternativas
Q2733959 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


"Todos estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão

olhando para as estrelas."


Esta citação foi tirada de O leque de lady Windermere, uma obra de teatro de Oscar Wilde que estreou em Londres em 1892. Ela nos faz lembrar que, independentemente de nossa situação, o que importa é a perspectiva que mantemos.

Há pessoas que aparentemente têm tudo na vida - saúde, beleza, dinheiro, liberdade - e são infelizes. Isso acontece porque elas fixam a atenção naquilo que lhes falta ou simplesmente não sabem o que querem da vida.

Outras, ao contrário, vivem situações penosas, mas são capazes de enxergar um cantinho do jardim onde bate um raio de sol.

A escritora, filósofa e conferencista norte-americana Helen Keller, que ficou cega e surda ainda muito jovem, explicava assim seu segredo para nunca deixar de ver as estrelas:

Abro as portas do meu ser a tudo o que é bom e as fecho cuidadosamente diante do que é ruim. Essa força tão bela e persistente me permite enfrentar qualquer obstáculo. Nunca me sinto desanimada, pensando que me faltam coisas boas. A dúvida e a insegurança são apenas o pânico gerado por uma mente fraca. Com um coração firme e uma mente aberta, tudo se torna possível.

(Fonte: PERCY,Allan. OscarWilde para inquietos. p.10.)

Utilize o seguinte excerto para responder as questões 7, 8 e 9: "Há pessoas que aparentemente têm tudo na vida - saúde, beleza, dinheiro, liberdade- e são infelizes ".

Sobre a estrutura do período só não é correto afirmar:

Alternativas
Q2733958 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


"Todos estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão

olhando para as estrelas."


Esta citação foi tirada de O leque de lady Windermere, uma obra de teatro de Oscar Wilde que estreou em Londres em 1892. Ela nos faz lembrar que, independentemente de nossa situação, o que importa é a perspectiva que mantemos.

Há pessoas que aparentemente têm tudo na vida - saúde, beleza, dinheiro, liberdade - e são infelizes. Isso acontece porque elas fixam a atenção naquilo que lhes falta ou simplesmente não sabem o que querem da vida.

Outras, ao contrário, vivem situações penosas, mas são capazes de enxergar um cantinho do jardim onde bate um raio de sol.

A escritora, filósofa e conferencista norte-americana Helen Keller, que ficou cega e surda ainda muito jovem, explicava assim seu segredo para nunca deixar de ver as estrelas:

Abro as portas do meu ser a tudo o que é bom e as fecho cuidadosamente diante do que é ruim. Essa força tão bela e persistente me permite enfrentar qualquer obstáculo. Nunca me sinto desanimada, pensando que me faltam coisas boas. A dúvida e a insegurança são apenas o pânico gerado por uma mente fraca. Com um coração firme e uma mente aberta, tudo se torna possível.

(Fonte: PERCY,Allan. OscarWilde para inquietos. p.10.)

Em: "Nunca me sinto desanimada (...)" e "(...) pensando que me faltam coisas boas (...)", a colocação dos pronomes "me" deve-se, respectivamente:

Alternativas
Q2731808 Português

1 A terceira grande guerra ocorre a todo momento, em cada canto, casa, relação humana, encruzilhada. Uma ideia diferente, um jeito diferente e discordante da média é suficiente para fazer brotar o ódio e a violência. Soa natural censurar e abolir debates que anunciam a necessidade de tratar de questões que afetam direitos fundamentais

 5 A tecnologia permite transmissão online e em tempo real das várias formas de crueldade e tirania e escravidão que persistem no mundo. Mas não nos educa e nem nos prepara para evitá-las, bani-las, varrê- las do mapa. Isto porque tecnologia é meio e não fim e humanidade se constrói no um a um, no encontro entre pessoas que tecem melhores hojes e amanhãs. 
10 E o que nos humaniza? O convívio e o contato com outros seres humanos e as ideias de humanidade que cultivamos. Está na arte, está nas histórias de ficção que revelam a determinação e a contradição no pensar e no fazer humano. O contato cotidiano com a literatura contribui de forma expressiva para nos manter determinados na tarefa cotidiana de tornar realidade essa ideia de humanidade que cultuamos. 
15 A literatura nos permite íntima conexão com a aventura e desventura humana na Terra e nos alimenta com esperança para persistir. É por onde nosso direito à fruição, ao sonho, a ousar e buscar forças para fazer do hoje um lugar melhor para se viver. Como dizem os especialistas, nos contos fantásticos estão lá os dragões para nos anunciar que, sim, podemos vencê-los e persistir em nosso processo de humanização. 
20 Assim disse o genial escritor Mia Couto ao receber o título de doutor honoris causa pela Universidade Politécnica de Maputo: "Um dos caminhos que nos pode ajudar a resgatar essa moral perdida pode ser o da literatura. Refiro-me à literatura como a arte de contar e escutar histórias. Falo por mim: as grandes lições de ética que aprendi vieram vestidas de histórias, de lendas, de fábulas. Não estou aqui a inventar coisa nenhuma. Este é o mecanismo mais eficiente e mais antigo de reprodução da moralidade". Imagine se contribuíssemos com a literatura... 
(Adaptado de Christine Castilho Fontelles – Extraído de UOL 03/10/2015)

Analise as afirmativas abaixo e responda com base no texto:


I. O pronome “las” em “evitá-las, bani-las, varrê-las” (linha 7) refere-se às várias formas de crueldade e tirania e escravidão do mundo. II. Se “ao sonho” (linha 18) fosse substituído por “a fantasia”, seria necessário o uso da crase. III. O texto fala sobre a importância da literatura no processo de humanização e educação da sociedade.

Alternativas
Q2729790 Português

O excerto da reportagem abaixo é referente às questões 3, 4 e 5:


RASPADINHA DEMOCRÁTICA


Rapazotes com o mesmo cabelo do Xororó e meninas de longos saiotes cruzam a Avenida Mauá, de olho nas Belinas e Fuscas. A sete passos do portão do colégio de madeira, outros estudantes se aglomeram em volta de uma carriola de algodão-doce. A foto, feita em 1982, hoje está pendurada na secretaria do Colégio Santo Inácio. Quase tudo mudou. A estrutura do colégio. Os pedregulhos da avenida. As roupas das moças. Mudaram os carros e os cortes de cabelo. Aparentemente, nada resistiu ao tempo. Mas basta lançar um olhar mais atento à foto para notar a única brava resistência: Alair Arengue, hoje com 66 anos, e seu carrinho de algodão-doce permanecem na mesma calçada do colégio, a exatamente sete passos da entrada.

Vestindo uma camisa branca, com três botões refrescando o calor infernal - o mesmo calor dos tempos d'outrora -, o ambulante escapa do sol debaixo do boné branco e vermelho. Há 53 anos, Alair oferece raspadinhas, algodão-doce e chicletes nesse ponto da Mauá, em frente ao Santo Inácio. "Durante 32 anos, eu ficava aqui pela manhã e, à tarde, fazia o Marista. Hoje tô velho. Só fico aqui", diz, sossegadão, encostado em seu carrinho adocicado.

De raspadinha em raspadinha, Alair foi esquentando a poupança. Comprou casa própria, há 35 anos, na Vila Operária e, desde que adquiriu um Fusca em 1973, nunca mais abriu mão de um carro próprio. (...).

Testemunha ocular dos sentimentos maringaenses, presenciou o amor tomar forma, à sua volta, com os 79.873 casais de adolescentes que, cheios de paixão, engataram namoros bebericando a mais doce das raspadinhas. Também viu o amor morrer, com os 79.871 casais de adolescentes que, tempos depois, empunhando a mais amarga das raspadinhas, terminaram seus relacionamentos. Ao lado do carrinho, Alair ouviu brigas de mães com seus filhos, brigas de pais com suas esposas e sustentou conversas com 76.324 crianças esquecidas pelos pais à frente do colégio, após o término das aulas. Culpa dos tantos atrasos paternos? Alguma reunião importante? Algum amado secreto? Alguma irrecusável amante? (...).


GAIOTO, Alexandre.

In:<http://alexandregaioto.blogspot.com.br/2016/11/raspadina-democratica.html>. Publicado em: 29/11/16.

As frases “Testemunha ocular dos sentimentos maringaenses” e “Culpa dos tantos atrasos paternos?” são classificadas respectivamente como:

Alternativas
Respostas
6521: D
6522: B
6523: E
6524: B
6525: A
6526: A
6527: C
6528: A
6529: B
6530: B
6531: A
6532: C
6533: B
6534: C
6535: E
6536: A
6537: E
6538: C
6539: D
6540: B