Questões de Concurso
Sobre análise sintática em português
Foram encontradas 9.618 questões
Quanto à regência verbal, nos trechos abaixo:
I – Lembrei a eles a data do exame médico.
II – Sua aprovação para o cargo implica fluência na língua inglesa.
III – Informou-lhes de que poderiam sair assim que terminassem o trabalho.
IV – Simpatizo com os apresentadores do telejornal.
V- O delegado procederá o inquérito.
Estão corretas as proposições:
Para responder a essas questões, assinale APENAS UMA ÚNICA alternativa correta e marque o número correspondente na Folha de Respostas.
Discutir o aborto por amor à vida
Leonardo Boff
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO:
TEXTO
1_____Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto. Ele implica eliminar uma vida
2 ou interferir num processo vital que culmina com a emergência da vida humana. Eu pessoalmente sou contra o
3 aborto, pois amo a vida em cada uma de suas fases e em todas as suas formas.
4 ______Mas esta afirmação não me torna cego para uma realidade macabra que não pode ser ignorada e
5 que desafia o bom-senso e os poderes públicos. Por ano fazem-se no Brasil cerca de 800 mil abortos
6 clandestinos. A cada dois dias morre uma mulher vítima de um aborto clandestino mal assistido.
7 _____Essa realidade deve ser enfrentada não com a polícia, mas com uma saúde pública responsável e
8 com senso de realismo. Considero farisaica a atitude daqueles que de forma intransigente defendem a vida
9 embrionária e não adotam a mesma atitude face aos milhares de crianças nascidas e lançadas na miséria, sem
10 comida e sem carinho, perambulando pelas ruas de nossas cidades. A vida deve ser amada em todas as suas
11 formas e idades e não apenas em seu primeiro alvorecer no seio da mãe. Cabe ao Estado e a toda a sociedade
12 criar as condições para que as mães não precisem abortar.
13 _____Eu mesmo assisti, nos degraus da catedral de Fortaleza, a uma mãe famélica, pedindo esmola e
14 amamentando o filho com o sangue de seu próprio seio. Era a figura do pelicano. Perplexo e tomado de
15 compaixão, levei-a até a casa do cardeal dom Aloísio Lorscheider, e ali lhe demos toda a assistência possível.
16 _____Mesmo assim, ocorrem abortos, sempre dolorosos e que afetam profundamente a psique da mãe.
17 Narro o que escreveu um eminente psicanalista da escola junguiana de São Paulo, Léon Bonaventure, na
18 introdução que fez a um livro desafiador e instigante e não livre de questionamento: Aborto: perda e
19 renovação: Um paradoxo na busca da identidade feminina (Paulus, 2006), de Eva Pattis, uma psicanalista
20 infantil de origem suíça, reconhecida em seu meio.
21 ____Conta Léon Bonaventure, com sutileza de um fino psicanalista para quem a espiritualidade
22 constitui uma fonte de integração e de cura de feridas da alma. Uma senhora procurou um sacerdote e lhe
23 confessou que havia outrora praticado um aborto. Depois de ouvir sua confissão, o sacerdote, com profundo
24 senso humano, lhe perguntou: “Que nome deu ao seu filho”? A mulher, perplexa, ficou calada por longo
25 tempo.
26 ____Então, disse o sacerdote: ”Vamos dar-lhe um nome. E se a senhora concordar vamos também
27 batizá-lo”. A senhora anuiu com a cabeça. E simbolicamene assim o fizeram. Depois o sacerdote falou do
28 mistério da vida humana. Disse: “Há vidas que vêm a esta Terra por 10, 50 e até 100 anos; outras jamais verão
29 a luz do sol. No calendário litúrgico da Igreja há a festa dos Santos Inocentes, no dia 28 de dezembro, aqueles
30 que Herodes mandou matar no momento em que a Divina Criança veio ao mundo. Que esse dia seja também o
31 dia de aniversário de seu filho”.
32 ____“Na tradição cristã” — continuou o sacerdote — “os filhos eram sempre vistos como um presente
33 de Deus e uma bênção para a vida. No passado nossos pais iam à Igreja oferecer seus filhos a Deus. Nunca é
34 tarde para você também oferecer seu filho a Deus”.
35 _____O sacerdote terminou sua fala com as seguintes palavras consoladoras: ”Como ser humano não
36 posso julgá-la. Mas se você pecou contra a vida, o Deus da vida pode reconciliá-la com a vida e com Ele. Vá
37 em paz e viva”.
388 ____O Papa Francisco sempre recomenda misericórdia, compreensão e ternura na relação dos
39 sacerdotes para com os fiéis. Esse sacerdote viveu avant la lettre esses valores profundamente humanos e que
40 pertencem à prática do Jesus histórico. Que eles possam inspirar a outros sacerdotes a terem a mesma
41 humanidade.
Site de origem: Discutir o aborto por amor à vida, por Leonardo Boff (Jornal do Brasil).
IN:http://agenciapatriciagalvao.org.br/direitos-sexuais-e-reprodutivos/discutir-o-aborto-por amor-vida-por-leonardo-boff/
Possui predicado igual ao da oração “esta afirmação não me torna cego” (L.4) a alternativa:
Para responder a essas questões, assinale APENAS UMA ÚNICA alternativa correta e marque o número correspondente na Folha de Respostas.
Discutir o aborto por amor à vida
Leonardo Boff
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO:
TEXTO
1_____Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto. Ele implica eliminar uma vida
2 ou interferir num processo vital que culmina com a emergência da vida humana. Eu pessoalmente sou contra o
3 aborto, pois amo a vida em cada uma de suas fases e em todas as suas formas.
4 ______Mas esta afirmação não me torna cego para uma realidade macabra que não pode ser ignorada e
5 que desafia o bom-senso e os poderes públicos. Por ano fazem-se no Brasil cerca de 800 mil abortos
6 clandestinos. A cada dois dias morre uma mulher vítima de um aborto clandestino mal assistido.
7 _____Essa realidade deve ser enfrentada não com a polícia, mas com uma saúde pública responsável e
8 com senso de realismo. Considero farisaica a atitude daqueles que de forma intransigente defendem a vida
9 embrionária e não adotam a mesma atitude face aos milhares de crianças nascidas e lançadas na miséria, sem
10 comida e sem carinho, perambulando pelas ruas de nossas cidades. A vida deve ser amada em todas as suas
11 formas e idades e não apenas em seu primeiro alvorecer no seio da mãe. Cabe ao Estado e a toda a sociedade
12 criar as condições para que as mães não precisem abortar.
13 _____Eu mesmo assisti, nos degraus da catedral de Fortaleza, a uma mãe famélica, pedindo esmola e
14 amamentando o filho com o sangue de seu próprio seio. Era a figura do pelicano. Perplexo e tomado de
15 compaixão, levei-a até a casa do cardeal dom Aloísio Lorscheider, e ali lhe demos toda a assistência possível.
16 _____Mesmo assim, ocorrem abortos, sempre dolorosos e que afetam profundamente a psique da mãe.
17 Narro o que escreveu um eminente psicanalista da escola junguiana de São Paulo, Léon Bonaventure, na
18 introdução que fez a um livro desafiador e instigante e não livre de questionamento: Aborto: perda e
19 renovação: Um paradoxo na busca da identidade feminina (Paulus, 2006), de Eva Pattis, uma psicanalista
20 infantil de origem suíça, reconhecida em seu meio.
21 ____Conta Léon Bonaventure, com sutileza de um fino psicanalista para quem a espiritualidade
22 constitui uma fonte de integração e de cura de feridas da alma. Uma senhora procurou um sacerdote e lhe
23 confessou que havia outrora praticado um aborto. Depois de ouvir sua confissão, o sacerdote, com profundo
24 senso humano, lhe perguntou: “Que nome deu ao seu filho”? A mulher, perplexa, ficou calada por longo
25 tempo.
26 ____Então, disse o sacerdote: ”Vamos dar-lhe um nome. E se a senhora concordar vamos também
27 batizá-lo”. A senhora anuiu com a cabeça. E simbolicamene assim o fizeram. Depois o sacerdote falou do
28 mistério da vida humana. Disse: “Há vidas que vêm a esta Terra por 10, 50 e até 100 anos; outras jamais verão
29 a luz do sol. No calendário litúrgico da Igreja há a festa dos Santos Inocentes, no dia 28 de dezembro, aqueles
30 que Herodes mandou matar no momento em que a Divina Criança veio ao mundo. Que esse dia seja também o
31 dia de aniversário de seu filho”.
32 ____“Na tradição cristã” — continuou o sacerdote — “os filhos eram sempre vistos como um presente
33 de Deus e uma bênção para a vida. No passado nossos pais iam à Igreja oferecer seus filhos a Deus. Nunca é
34 tarde para você também oferecer seu filho a Deus”.
35 _____O sacerdote terminou sua fala com as seguintes palavras consoladoras: ”Como ser humano não
36 posso julgá-la. Mas se você pecou contra a vida, o Deus da vida pode reconciliá-la com a vida e com Ele. Vá
37 em paz e viva”.
388 ____O Papa Francisco sempre recomenda misericórdia, compreensão e ternura na relação dos
39 sacerdotes para com os fiéis. Esse sacerdote viveu avant la lettre esses valores profundamente humanos e que
40 pertencem à prática do Jesus histórico. Que eles possam inspirar a outros sacerdotes a terem a mesma
41 humanidade.
Site de origem: Discutir o aborto por amor à vida, por Leonardo Boff (Jornal do Brasil).
IN:http://agenciapatriciagalvao.org.br/direitos-sexuais-e-reprodutivos/discutir-o-aborto-por amor-vida-por-leonardo-boff/
No período “Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto” (L.1), pode-se afirmar corretamente:
Quanto custa um pôr-de-sol?
Leonardo Boff
1 Um grande empresário americano, estando em Roma, quis mostrar ao filho a beleza de um pôr-
2 de-sol nas colinas de Castelgandolfo. Antes de se postarem num bom ângulo, o filho perguntou ao pai:
3 "pai, onde se paga?" Esta pergunta revela a estrutura da sociedade dominante, assentada sobre a economia
4 e o mercado. Nela para tudo se paga - também um pôr-de-sol - tudo se vende e tudo se compra.
5 Ela operou, segundo notou ainda em 1944 o economista norte-americano Polanyi, a grande
6 transformação ao conferir valor econômico a tudo. As relações humanas se transformaram em transações
7 comerciais e tudo, tudo mesmo, do sexo à Santíssima Trindade, vira mercadoria e chance de lucro.
8 Se quisermos qualificá-la, diríamos que esta é uma sociedade produtivista, consumista e
9 materialista. É produtivista porque explora todos os recursos e serviços naturais visando o lucro e não a
10 preservação da natureza. É consumista porque se não houver consumo cada vez maior não há também
11 produção nem lucro. É materialista, pois sua centralidade é produzir e consumir coisas materiais e não
12 espirituais como a cooperação e o cuidado. Está mais interessada no crescimento quantitativo – como
13 ganhar mais – do que no desenvolvimento qualitativo – como viver melhor com menos – em harmonia
14 com a natureza, com equidade social e sustentabilidade sócio-ecológica.
15 Cabe insistir no óbvio: não há dinheiro que pague um pôr-de-sol. Não se compra na bolsa a lua
16 cheia “que sabe de mi largo caminar.” A felicidade, a amizade, a lealdade e o amor não estão à venda nos
17 shoppings. Quem pode viver sem esses intangíveis? Aqui não funciona a lógica do interesse, mas da
18 gratuidade, não a utilidade prática, mas o valor intrínseco da natureza, da ridente paisagem, do carinho
19 entre dois enamorados. Nisso reside a felicidade humana.
20 O insuspeito Daniel Soros, o grande especulador das bolsas mundiais, confessa em seu livro A
21 crise do capitalismo (1999): ”uma sociedade baseada em transações solapa os valores sociais; estes
22 expressam um interesse pelos outros; pressupõem que o indivíduo pertence a uma comunidade, seja uma
23 família, uma tribo, uma nação ou a humanidade, cujos interesses têm preferência em relação aos
24 interesses individuais. Mas uma economia de mercado é tudo menos uma comunidade. Todos devem
25 cuidar dos seus próprios interesses... e maximizar seus lucros, com exclusão de qualquer outra
26 consideração” (p. 120 e 87).
27 Uma sociedade que decide organizar-se sem uma ética mínima, altruísta e respeitosa da
28 natureza, está traçando o caminho de sua própria autodestruição. Então, não causa admiração o fato de
29 termos chegado aonde chegamos, ao aquecimento global e à aterradora devastação da natureza, com
30 ameaças de extinção de vastas porções da biosfera e, no termo, até da espécie humana.
31 Suspeito que, se não quebrarmos o paradigma produtivista/consumista/materialista, poderemos
32 encontrar pela frente a escuridão. Devemos tentar ser, pelo menos um pouco, como a rosa, cantada pelo
33 místico poeta Angelus Silesius (+1677): “a rosa é sem porquê: floresce por florescer, não cuida de si
34 mesma nem pede para ser olhada” (aforismo 289). Essa gratuidade é uma das pilastras do novo
35 paradigma.
IN: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/blogs/leonardo_boff/
"Devemos tentar ser, pelo menos um pouco, como a rosa, cantada pelo místico poeta Angelus Silesius" (L.32/33)
Quanto às funções sintático-semânticas dos elementos que compõem o período acima, pode-se afirmar:
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.
"Todos estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão
olhando para as estrelas."
Esta citação foi tirada de O leque de lady Windermere, uma obra de teatro de Oscar Wilde que estreou em Londres em 1892. Ela nos faz lembrar que, independentemente de nossa situação, o que importa é a perspectiva que mantemos.
Há pessoas que aparentemente têm tudo na vida - saúde, beleza, dinheiro, liberdade - e são infelizes. Isso acontece porque elas fixam a atenção naquilo que lhes falta ou simplesmente não sabem o que querem da vida.
Outras, ao contrário, vivem situações penosas, mas são capazes de enxergar um cantinho do jardim onde bate um raio de sol.
A escritora, filósofa e conferencista norte-americana Helen Keller, que ficou cega e surda ainda muito jovem, explicava assim seu segredo para nunca deixar de ver as estrelas:
Abro as portas do meu ser a tudo o que é bom e as fecho cuidadosamente diante do que é ruim. Essa força tão bela e persistente me permite enfrentar qualquer obstáculo. Nunca me sinto desanimada, pensando que me faltam coisas boas. A dúvida e a insegurança são apenas o pânico gerado por uma mente fraca. Com um coração firme e uma mente aberta, tudo se torna possível.
(Fonte: PERCY,Allan. OscarWilde para inquietos. p.10.)
Marque a alternativa que apresente, respectivamente, a classificação correta dos termos do seguinte excerto retirado do segundo parágrafo do texto:"( ... ) que lhes falta( ... )":
Assinale a alternativa em que a regência verbal foi respeitada de acordo com as regras da gramática normativa.
De acordo com a norma culta, assinale a alternativa CORRETA quanto à regência verbal.
Sobre regência verbal marque a opção incorreta:
O seguinte enunciado: "A ministra presidente já esclareceu na nota [de sábado] que qualquer irregularidade vinda de qualquer órgão estatal, de qualquer dos Poderes da República, de seus agentes ou da Procuradoria-Geral da República contra qualquer cidadão brasileiro não será tolerada, por contrariar a Constituição" é:
Leia o enunciado a seguir.
“João conseguiu recuperar todos os seus documentos, contudo alguns deles estavam muito danificados.”
A palavra em destaque estabelece uma:
Indique a função que o pronome SE desempenha na oração a seguir: “Come-se bem naquele restaurante.”:
Em relação à regência verbal a sentença que está em desacordo com a norma culta é:
Instrução: questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão referenciados nas questões.
Objetivo alto, esperança baixa, esforço constante
01 Em algumas manhãs, mais precisamente após o toque do despertador, fico pensando,
02 ainda imersa na sonolência, no que há de tão mais interessante além do limbo protegido pela
03 maciez de edredons e travesseiros, penumbra e aromas conhecidos – tudo tão “uterinamente”
04 aconchegante. É nesse momento que doses de ________ vêm em meu socorro e se apoderam
05 da minha consciência, trazendo ... tona rostos de pessoas que desejo ver, horários marcados,
06 textos ... serem lidos e aprovados. Não raro, murmuro de forma adaptada ............ letra da
07 música Alagados, dos Paralamas: “Todo dia vem o sol da manhã e me desafia; ____ do sonho
08 pro mundo que eu já não queria”. Felizmente, porém, logo me dou conta de que, embora os
09 travesseiros sejam extremamente sedutores, existe lá fora um mundo que quero mais ainda.
10 Afinal, como diz o mestre budista Lama Michel Rimpoche, “não é óbvio acordar a cada manhã”.
11 É uma nova chance da qual nem sempre nos damos conta do quanto pode ser preciosa.
12 E volta e meia me pergunto o que faz as outras pessoas pularem da cama. O choro do
13 filho no quarto ao lado? Algo banal como a vontade de fazer xixi ou mesmo fome? O compromisso
14 assumido? A vontade de viajar? De ganhar dinheiro? O receio da desaprovação alheia? O medo
15 de sucumbir ... penumbra das próprias angústias? O anseio de aprender? A vontade de ser uma
16 pessoa melhor do que foi ontem? Motivações podem ser curiosas e ocultar desejos até de nós
17 mesmos.
18Pensar no que nos move a continuar a cada dia leva ... conclusão (meio óbvia, concordo)
19 de que não são apenas as grandes decisões que norteiam nossas vidas – como casar, seguir uma
20 carreira profissional, mudar-se para outra cidade ou até de país, comprar uma casa, ter ou
21 também não ter filhos. Seja na profissão ou na vida pessoal, a cada dia criamos cenários, fazemos
22 planos, tomamos decisões (mesmo que não seja de forma clara) que parecem pequenas,
23 momentâneas, mas vão se somando e formando o desenho de nossas vidas. O que nos “motiva
24 a ação”, nos move, são desejos, basicamente. Como escreve o psiquiatra e psicanalista Benilton
25 Bezerra Jr., em artigo nesta edição, “tudo o que existe é impermanente, depende de causas e
26 condições para existirem e, se essas _________, os fenômenos não se sustentam”. A intenção e
27 a motivação, portanto, podem ser pensadas como forças psíquicas geradoras de possibilidades.
28 O que cientistas dizem, porém, é que nem sempre o que buscamos de forma ardorosa até é aquilo
29 que nos satisfaz – pode haver um descompasso. Outro texto desta revista trata justamente de
30 alinhamento, tão necessário que nos ajuda – mais uma vez lembrando as sábias palavras de
31 Lama Michel – a manter o objetivo alto, expectativa baixa, esforço constante. Fórmula de sucesso
32 não tem, mas se algo se aproxima dela é essa tríade.
(Fonte: Glaucia Leal, Revista Mente e Cérebro, janeiro/2017 – disponível em http://www2.uol.com.br – texto adaptado)
Utilize o seguinte código ao avaliar as afirmações que seguem:
1. Procedimento incorreto.
2. Procedimento facultativo.
( ) Supressão das duas primeiras vírgulas da linha 01.
( ) Substituição do ponto-e-vírgula da linha 07 por uma vírgula.
( ) Supressão das duas vírgulas da linha 10.
( ) Substituição dos parênteses da linha 22 por travessões.
( ) Supressão das aspas utilizadas nas linhas 25 e 26.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Instrução: questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão referenciados nas questões.
Objetivo alto, esperança baixa, esforço constante
01 Em algumas manhãs, mais precisamente após o toque do despertador, fico pensando,
02 ainda imersa na sonolência, no que há de tão mais interessante além do limbo protegido pela
03 maciez de edredons e travesseiros, penumbra e aromas conhecidos – tudo tão “uterinamente”
04 aconchegante. É nesse momento que doses de ________ vêm em meu socorro e se apoderam
05 da minha consciência, trazendo ... tona rostos de pessoas que desejo ver, horários marcados,
06 textos ... serem lidos e aprovados. Não raro, murmuro de forma adaptada ............ letra da
07 música Alagados, dos Paralamas: “Todo dia vem o sol da manhã e me desafia; ____ do sonho
08 pro mundo que eu já não queria”. Felizmente, porém, logo me dou conta de que, embora os
09 travesseiros sejam extremamente sedutores, existe lá fora um mundo que quero mais ainda.
10 Afinal, como diz o mestre budista Lama Michel Rimpoche, “não é óbvio acordar a cada manhã”.
11 É uma nova chance da qual nem sempre nos damos conta do quanto pode ser preciosa.
12 E volta e meia me pergunto o que faz as outras pessoas pularem da cama. O choro do
13 filho no quarto ao lado? Algo banal como a vontade de fazer xixi ou mesmo fome? O compromisso
14 assumido? A vontade de viajar? De ganhar dinheiro? O receio da desaprovação alheia? O medo
15 de sucumbir ... penumbra das próprias angústias? O anseio de aprender? A vontade de ser uma
16 pessoa melhor do que foi ontem? Motivações podem ser curiosas e ocultar desejos até de nós
17 mesmos.
18Pensar no que nos move a continuar a cada dia leva ... conclusão (meio óbvia, concordo)
19 de que não são apenas as grandes decisões que norteiam nossas vidas – como casar, seguir uma
20 carreira profissional, mudar-se para outra cidade ou até de país, comprar uma casa, ter ou
21 também não ter filhos. Seja na profissão ou na vida pessoal, a cada dia criamos cenários, fazemos
22 planos, tomamos decisões (mesmo que não seja de forma clara) que parecem pequenas,
23 momentâneas, mas vão se somando e formando o desenho de nossas vidas. O que nos “motiva
24 a ação”, nos move, são desejos, basicamente. Como escreve o psiquiatra e psicanalista Benilton
25 Bezerra Jr., em artigo nesta edição, “tudo o que existe é impermanente, depende de causas e
26 condições para existirem e, se essas _________, os fenômenos não se sustentam”. A intenção e
27 a motivação, portanto, podem ser pensadas como forças psíquicas geradoras de possibilidades.
28 O que cientistas dizem, porém, é que nem sempre o que buscamos de forma ardorosa até é aquilo
29 que nos satisfaz – pode haver um descompasso. Outro texto desta revista trata justamente de
30 alinhamento, tão necessário que nos ajuda – mais uma vez lembrando as sábias palavras de
31 Lama Michel – a manter o objetivo alto, expectativa baixa, esforço constante. Fórmula de sucesso
32 não tem, mas se algo se aproxima dela é essa tríade.
(Fonte: Glaucia Leal, Revista Mente e Cérebro, janeiro/2017 – disponível em http://www2.uol.com.br – texto adaptado)
Analise as afirmações que seguem a respeito do fragmento abaixo:
...não são apenas as grandes decisões que norteiam nossas vidas – como casar. (l. 19).
I. Poder-se-ia inserir uma vírgula imediatamente antes da palavra que sem que ocorresse alteração de significado ou erro ao fragmento.
II. A oração sublinhada restringe o significado da expressão grandes decisões.
III. A palavra ‘que’ poderia ser substituída por ‘as quais’, sem que isso provocasse alteração de sentido ou incorreção ao texto.
Quais estão corretas?
Instrução: questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão referenciados nas questões.
Objetivo alto, esperança baixa, esforço constante
01 Em algumas manhãs, mais precisamente após o toque do despertador, fico pensando,
02 ainda imersa na sonolência, no que há de tão mais interessante além do limbo protegido pela
03 maciez de edredons e travesseiros, penumbra e aromas conhecidos – tudo tão “uterinamente”
04 aconchegante. É nesse momento que doses de ________ vêm em meu socorro e se apoderam
05 da minha consciência, trazendo ... tona rostos de pessoas que desejo ver, horários marcados,
06 textos ... serem lidos e aprovados. Não raro, murmuro de forma adaptada ............ letra da
07 música Alagados, dos Paralamas: “Todo dia vem o sol da manhã e me desafia; ____ do sonho
08 pro mundo que eu já não queria”. Felizmente, porém, logo me dou conta de que, embora os
09 travesseiros sejam extremamente sedutores, existe lá fora um mundo que quero mais ainda.
10 Afinal, como diz o mestre budista Lama Michel Rimpoche, “não é óbvio acordar a cada manhã”.
11 É uma nova chance da qual nem sempre nos damos conta do quanto pode ser preciosa.
12 E volta e meia me pergunto o que faz as outras pessoas pularem da cama. O choro do
13 filho no quarto ao lado? Algo banal como a vontade de fazer xixi ou mesmo fome? O compromisso
14 assumido? A vontade de viajar? De ganhar dinheiro? O receio da desaprovação alheia? O medo
15 de sucumbir ... penumbra das próprias angústias? O anseio de aprender? A vontade de ser uma
16 pessoa melhor do que foi ontem? Motivações podem ser curiosas e ocultar desejos até de nós
17 mesmos.
18Pensar no que nos move a continuar a cada dia leva ... conclusão (meio óbvia, concordo)
19 de que não são apenas as grandes decisões que norteiam nossas vidas – como casar, seguir uma
20 carreira profissional, mudar-se para outra cidade ou até de país, comprar uma casa, ter ou
21 também não ter filhos. Seja na profissão ou na vida pessoal, a cada dia criamos cenários, fazemos
22 planos, tomamos decisões (mesmo que não seja de forma clara) que parecem pequenas,
23 momentâneas, mas vão se somando e formando o desenho de nossas vidas. O que nos “motiva
24 a ação”, nos move, são desejos, basicamente. Como escreve o psiquiatra e psicanalista Benilton
25 Bezerra Jr., em artigo nesta edição, “tudo o que existe é impermanente, depende de causas e
26 condições para existirem e, se essas _________, os fenômenos não se sustentam”. A intenção e
27 a motivação, portanto, podem ser pensadas como forças psíquicas geradoras de possibilidades.
28 O que cientistas dizem, porém, é que nem sempre o que buscamos de forma ardorosa até é aquilo
29 que nos satisfaz – pode haver um descompasso. Outro texto desta revista trata justamente de
30 alinhamento, tão necessário que nos ajuda – mais uma vez lembrando as sábias palavras de
31 Lama Michel – a manter o objetivo alto, expectativa baixa, esforço constante. Fórmula de sucesso
32 não tem, mas se algo se aproxima dela é essa tríade.
(Fonte: Glaucia Leal, Revista Mente e Cérebro, janeiro/2017 – disponível em http://www2.uol.com.br – texto adaptado)
Assinale a alternativa em que é feita uma afirmação correta acerca da análise dos termos destacados do texto.
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.
"Todos estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão
olhando para as estrelas."
Esta citação foi tirada de O leque de lady Windermere, uma obra de teatro de Oscar Wilde que estreou em Londres em 1892. Ela nos faz lembrar que, independentemente de nossa situação, o que importa é a perspectiva que mantemos.
Há pessoas que aparentemente têm tudo na vida - saúde, beleza, dinheiro, liberdade - e são infelizes. Isso acontece porque elas fixam a atenção naquilo que lhes falta ou simplesmente não sabem o que querem da vida.
Outras, ao contrário, vivem situações penosas, mas são capazes de enxergar um cantinho do jardim onde bate um raio de sol.
A escritora, filósofa e conferencista norte-americana Helen Keller, que ficou cega e surda ainda muito jovem, explicava assim seu segredo para nunca deixar de ver as estrelas:
Abro as portas do meu ser a tudo o que é bom e as fecho cuidadosamente diante do que é ruim. Essa força tão bela e persistente me permite enfrentar qualquer obstáculo. Nunca me sinto desanimada, pensando que me faltam coisas boas. A dúvida e a insegurança são apenas o pânico gerado por uma mente fraca. Com um coração firme e uma mente aberta, tudo se torna possível.
(Fonte: PERCY,Allan. OscarWilde para inquietos. p.10.)
Utilize o seguinte excerto para responder as questões 7, 8 e 9: "Há pessoas que aparentemente têm tudo na vida - saúde, beleza, dinheiro, liberdade- e são infelizes ".
Sobre a estrutura do período só não é correto afirmar:
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.
"Todos estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão
olhando para as estrelas."
Esta citação foi tirada de O leque de lady Windermere, uma obra de teatro de Oscar Wilde que estreou em Londres em 1892. Ela nos faz lembrar que, independentemente de nossa situação, o que importa é a perspectiva que mantemos.
Há pessoas que aparentemente têm tudo na vida - saúde, beleza, dinheiro, liberdade - e são infelizes. Isso acontece porque elas fixam a atenção naquilo que lhes falta ou simplesmente não sabem o que querem da vida.
Outras, ao contrário, vivem situações penosas, mas são capazes de enxergar um cantinho do jardim onde bate um raio de sol.
A escritora, filósofa e conferencista norte-americana Helen Keller, que ficou cega e surda ainda muito jovem, explicava assim seu segredo para nunca deixar de ver as estrelas:
Abro as portas do meu ser a tudo o que é bom e as fecho cuidadosamente diante do que é ruim. Essa força tão bela e persistente me permite enfrentar qualquer obstáculo. Nunca me sinto desanimada, pensando que me faltam coisas boas. A dúvida e a insegurança são apenas o pânico gerado por uma mente fraca. Com um coração firme e uma mente aberta, tudo se torna possível.
(Fonte: PERCY,Allan. OscarWilde para inquietos. p.10.)
Em: "Nunca me sinto desanimada (...)" e "(...) pensando que me faltam coisas boas (...)", a colocação dos pronomes "me" deve-se, respectivamente:
1 A terceira grande guerra ocorre a todo momento, em cada canto, casa, relação humana, encruzilhada. Uma ideia diferente, um jeito diferente e discordante da média é suficiente para fazer brotar o ódio e a violência. Soa natural censurar e abolir debates que anunciam a necessidade de tratar de questões que afetam direitos fundamentais
Analise as afirmativas abaixo e responda com base no texto:
I. O pronome “las” em “evitá-las, bani-las, varrê-las” (linha 7) refere-se às várias formas de crueldade e tirania e escravidão do mundo. II. Se “ao sonho” (linha 18) fosse substituído por “a fantasia”, seria necessário o uso da crase. III. O texto fala sobre a importância da literatura no processo de humanização e educação da sociedade.
O excerto da reportagem abaixo é referente às questões 3, 4 e 5:
RASPADINHA DEMOCRÁTICA
Rapazotes com o mesmo cabelo do Xororó e meninas de longos saiotes cruzam a Avenida Mauá, de olho nas Belinas e Fuscas. A sete passos do portão do colégio de madeira, outros estudantes se aglomeram em volta de uma carriola de algodão-doce. A foto, feita em 1982, hoje está pendurada na secretaria do Colégio Santo Inácio. Quase tudo mudou. A estrutura do colégio. Os pedregulhos da avenida. As roupas das moças. Mudaram os carros e os cortes de cabelo. Aparentemente, nada resistiu ao tempo. Mas basta lançar um olhar mais atento à foto para notar a única brava resistência: Alair Arengue, hoje com 66 anos, e seu carrinho de algodão-doce permanecem na mesma calçada do colégio, a exatamente sete passos da entrada.
Vestindo uma camisa branca, com três botões refrescando o calor infernal - o mesmo calor dos tempos d'outrora -, o ambulante escapa do sol debaixo do boné branco e vermelho. Há 53 anos, Alair oferece raspadinhas, algodão-doce e chicletes nesse ponto da Mauá, em frente ao Santo Inácio. "Durante 32 anos, eu ficava aqui pela manhã e, à tarde, fazia o Marista. Hoje tô velho. Só fico aqui", diz, sossegadão, encostado em seu carrinho adocicado.
De raspadinha em raspadinha, Alair foi esquentando a poupança. Comprou casa própria, há 35 anos, na Vila Operária e, desde que adquiriu um Fusca em 1973, nunca mais abriu mão de um carro próprio. (...).
Testemunha ocular dos sentimentos maringaenses, presenciou o amor tomar forma, à sua volta, com os 79.873 casais de adolescentes que, cheios de paixão, engataram namoros bebericando a mais doce das raspadinhas. Também viu o amor morrer, com os 79.871 casais de adolescentes que, tempos depois, empunhando a mais amarga das raspadinhas, terminaram seus relacionamentos. Ao lado do carrinho, Alair ouviu brigas de mães com seus filhos, brigas de pais com suas esposas e sustentou conversas com 76.324 crianças esquecidas pelos pais à frente do colégio, após o término das aulas. Culpa dos tantos atrasos paternos? Alguma reunião importante? Algum amado secreto? Alguma irrecusável amante? (...).
GAIOTO, Alexandre.
In:<http://alexandregaioto.blogspot.com.br/2016/11/raspadina-democratica.html>. Publicado em: 29/11/16.
As frases “Testemunha ocular dos sentimentos maringaenses” e “Culpa dos tantos atrasos paternos?” são classificadas respectivamente como: