Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

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Ano: 2018 Banca: UFMG Órgão: UFMG Prova: UFMG - 2018 - UFMG - Auxiliar Administrativo |
Q1762007 Português

INSTRUÇÃO: A questão refere-se ao Texto , a seguir. Leia-o com atenção, antes de respondê-la.


TEXTO

   Quem passou por alguma praia recentemente talvez tenha se deparado com um fenômeno comum, mesmo nas regiões mais remotas do litoral brasileiro: o lixo. Em uma caminhada de uns dez minutos que fiz no litoral de Santa Catarina no começo de janeiro, por exemplo, encontrei garrafas pet, latinhas de cerveja e de energéticos, canudinhos, plásticos de picolé. Fui recolhendo o que achei até que, sozinha, eu não tinha mais braços suficientes para tanto lixo acumulado.

   O problema é que quando a maré sobe, ou quando chove, tudo aquilo que se acumula na areia vai para o mar – e causa um estrago danado. Já há, inclusive, estudos que mostram que até 2050 os Oceanos terão mais plásticos do que peixes.

   Por que as pessoas jogam lixo na praia? Fiz essa pergunta alto para quem estava lá comigo entre latinhas e pacotes de batata frita e tive como resposta o mesmo que você deve ter pensado: “as pessoas não têm educação”. Ok. Então vamos entender o que isso significa.

   “Não ter educação” e, por causa disso, jogar lixo na praia, na rua e nos espaços públicos, pode ser entendido como falta de conhecimento. Não aprendi algo, por isso tenho uma determinada atitude por desconhecimento dos impactos do que eu faço. As pessoas, em tese, não saberiam que aquele lixo plástico jogado na areia inevitavelmente vai parar no mar. Tampouco saberiam que o peixe pode ingerir esse plástico, então você “come o plástico” simplesmente porque come o peixe. É a ideia de “cadeia alimentar”, que aparece na escola no ensino fundamental e pode ser tema até de vestibular. Não me parece, no entanto, que o lixo naquela praia seja um caso de falta de conhecimento. Chuto dizer que a maioria das pessoas que estava lá em Santa Catarina – e que jogou latinha de cerveja por onde passou – tinha passado pelas aulas de biologia da escola. Aquelas pessoas provavelmente tinham diploma de ensino superior – ou até alguma pós-graduação. Cruzei com gente opinando sobre política e ostentando um português elegante – ou falando outras línguas, como espanhol e alemão.

   O problema pode estar no formato da nossa educação. Aprendemos conceitos importantes de maneira muito teórica e temos aulas expositivas focadas em livros didáticos com pouca experimentação. Pode ser que aquelas pessoas da praia tenham conhecimento ambiental, mas não internalizaram os conceitos aprendidos. Trocando em miúdos: quem joga uma sacola plástica na areia da praia pode até acertar uma questão do Enem sobre poluição ou cadeia alimentar, por exemplo, mas talvez não compreenda completamente que aquele seu próprio lixo interfere no ecossistema do qual faz parte.

    Mais: pessoas altamente instruídas no Brasil podem ter baixíssima noção de cidadania, do que é ser cidadão, de regras de divisão de espaços públicos. Talvez porque estejam viciadas pelos hábitos de gerações anteriores, que jogavam lixo na praia, as pessoas seguem fazendo o mesmo. Ou então aquelas pessoas estão mais acostumadas a ambientes privados e controlados, e acreditam que sempre haverá alguém para limpar o rastro que se deixa por aí.

   Aqui, vamos das aulas de ciências à sociologia. Será que estamos discutindo o suficiente, na escola, sobre a formação sociocultural brasileira, que é impregnada pela ideia de “ser servido”? E debatemos o quanto isso afeta, inclusive, o nosso próprio ecossistema?


RIGHETTI, Sabine. Disponível em:

<http://abecedario.blogfolha.uol.com.br/2018/01/31/lixo-na-praiamostra-que-precisamos-muito-mais-do-que-educacao/>. Acesso em: 1 fev. 2018.

Em relação à construção linguística do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1757242 Português
O vício em Smartphones

    Proponho uma brincadeira: da próxima vez que você estiver com amigos ou em um encontro, meça quanto tempo passa antes que alguém pegue o celular para ver se recebeu alguma mensagem. [...]

    O problema de olhar de modo recorrente os nossos aparelhos eletrônicos tem um lado social e um lado fisiológico. A cabeça humana média pesa entre 4,5 e 5,5 quilos, e, quando curvamos nossos pescoços para escrever uma mensagem de texto ou olhar o Facebook, a atração gravitacional sobre a cabeça e a tensão no pescoço crescem até o equivalente a 27 quilos de pressão. Essa postura comum [...] resulta em perda gradual da curva espinhal.

    O “pescoço de SMS” está se tornando um problema médico que aflige inúmeras pessoas, e a maneira pela qual mantemos nossas cabeças voltadas para baixo também acarreta outros riscos de saúde.

    Há provas de que a postura afeta o humor, o comportamento e a memória, e ficar encurvado também pode causar depressão, de acordo com o Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia norteamericano. A maneira pela qual ficamos em pé afeta tudo, da quantidade de energia de que dispomos ao desenvolvimento dos ossos e músculos, e até mesmo a quantidade de oxigênio que nossos pulmões são capazes de absorver. [...]

    Cerca de 75% dos norte-americanos acreditam que seu uso de smartphones não afeta sua capacidade de prestar atenção, em situações de grupo, e cerca de um terço dos norte-americanos acredita que usar celulares em situações sociais contribui para a conversação. Mas será que contribui de fato? Especialistas em etiqueta e cientistas sociais respondem em completo acordo: não.

    O comportamento “sempre conectado”, para o qual os smartphones contribuem nos leva a nos afastar de nossa realidade. E quando ficamos de cabeça baixa nossas capacidades de comunicação e nossos bons modos também encolhem.[...]
   
    Niobe Way, professora de psicologia aplicada na Universidade de Nova York, estuda o papel da tecnologia em dar forma ao desenvolvimento adolescente. As interações conduzidas de cabeça baixa nos afastam do presente, não importa em que grupo estejamos, ela diz. E não é problema só para os jovens. É um comportamento incorporado, aprendido, copiado e repetido, em boa parte por imitação aos adultos. Quando crianças veem seus pais de cabeça baixa, emulam essa ação. O resultado é uma perda de indicadores não verbais, e isso pode atrofiar o desenvolvimento.

    “Os aparelhos móveis são a mãe da cegueira por desatenção”, disse Henry Alford. “É esse o nome que se dá ao estado de esquecimento maníaco que toma conta de alguém que se deixa absorver por uma atividade que exclua tudo mais”.Todas as idades são afetadas.[...]

     Velhos ou jovens, somos todos uma geração de casos em teste. Etiqueta, bons modos, linguagem corporal, a maneira pela qual respondemos e interagimos e mesmo nossa aparência - tudo está mudando. Estamos abrindo mão de toda uma vida, que acontece apenas 90 graus acima de nossos celulares. Comece a olhar para cima. Jamais seja a primeira pessoa em um grupo a pegar o celular.



POPESCU, Adam. Como o vício em smartphones tem acabado com os bons modos. New York Times, 29 jan. 2018. Trad. Paulo Migliacci. Disponível em: http://m.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/01/1954141-como-o-vicioem-smartphones-tem-acabado-com-os-bons-modos.shtml?mobile. Acesso em 30 jan. 2018. [Fragmento]

Leia este fragmento do texto:


O resultado é uma perda de indicadores não verbais, e isso pode atrofiar o desenvolvimento.


Em relação à sintaxe desse período, o termo destacado na primeira oração é

Alternativas
Q1755689 Português
Assinale a alternativa correta de acordo com o que está escrito no livro Aprendizagem da Linguagem Escrita. “O perfil sintático mais frequente de um texto narrativo inclui uma construção verbal (verbo principal e sua transitividade), marcadores temporais, modificadores verbais e outro tipo de construção verbal cujo núcleo é o verbo dicendi. Em compensação, as descrições estão caracterizadas por construções verbais “nuas” (sem marcadores nem modificadores verbais) ou lista de...”
Alternativas
Q1753808 Português
INSTRUÇÃO: A questão diz respeito ao TEXTO a seguir. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

TEXTO

Em relação à pontuação do Texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1753803 Português
INSTRUÇÃO: A questão diz respeito ao TEXTO a seguir. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

TEXTO

Assinale a alternativa em que a alteração sugerida de substituição de termo não acarreta erro gramatical ou que corrige erro existente no Texto:
Alternativas
Q1753315 Português

INSTRUÇÃO: A questão dizem respeito ao TEXTO. Leia-o atentamente antes de respondê- las.


Em relação à pontuação do texto, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q1752860 Português
Instrução: A questão diz respeito ao TEXTO. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

TEXTO


Em relação à pontuação do Texto, analise.


I - Manteria a correção gramatical se acrescentássemos uma vírgula imediatamente após a palavra “remédios” (linha 1);

II - As vírgulas empregas na linha 17 e na linha 19 são para isolar o aposto ou elementos de valor meramente explicativo;

III - Manteria a correção gramatical caso supríssemos a vírgula imediatamente após “pelargonium” (linha 23).


Dos itens acima:

Alternativas
Q1750853 Português
Assinale a alternativa cujo termo sublinhado do trecho exerça a função sintática de complemento nominal:
Alternativas
Q1750690 Português
Acerca da análise sintática, assinale a alternativa em que o(s) termo(s) destacado(s) exerce(m) função de sujeito:
Alternativas
Q1750258 Português
A alternativa que corresponde corretamente a citação a seguir é: “Palavra ou expressão que representa a pessoa ou coisa personificada, a quem nos dirigimos diretamente: Paulo, onde está você?”
Alternativas
Q1750257 Português
Considere: “Alexandro, chileno que virá palestrar, é um ótimo profissional”. Assinale a função sintática do substantivo da oração sublinhada:
Alternativas
Q1750255 Português
“Amanda cresceu muito em pouco tempo”. Analisando a frase, assinale a função sintática da palavra “cresceu”:
Alternativas
Q1750223 Português

“Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, é o coração do turismo brasileiro.”. De acordo com as regras de pontuação, as vírgulas que isolam a expressão destacada são de uso:

Alternativas
Q1750002 Português
A questão diz respeito ao TEXTO. Leia-o atentamente antes de respondê-la.
TEXTO
Acerca da partícula “que” presente no período abaixo retirado do Texto, é correto afirmar que: “Gottlieb disse ainda que os Estados Unidos estão "em uma encruzilhada" quando se trata da tentativa de diminuir o impacto do cigarro...” (linhas 25 a 27)
Alternativas
Q1749999 Português
A questão diz respeito ao TEXTO. Leia-o atentamente antes de respondê-la.
TEXTO
Em relação à pontuação do Texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1749994 Português
A questão diz respeito ao TEXTO. Leia-o atentamente antes de respondê-la.
TEXTO
A respeito das relações sintáticas nas orações do Texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1749896 Português
A questão diz respeito ao TEXTO. Leia-o atentamente antes de respondê-la.
TEXTO
“‘Apesar dos intensos esforços para administrar a principal causa de mortes prevenível nos Estados Unidos, o tabaco ainda mata mais de 480 mil americanos todo o ano’, disse Scott Gottlieb, médico que comanda o FDA.” (linhas 14 a 18). Analisando-se o período acima retirada do Texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q1749801 Português
A questão diz respeito ao TEXTO. Leia-o atentamente antes de respondê-las.

TEXTO

De acordo com as regras de pontuação, as vírgulas que isolam a expressão “nos Estados Unidos” (linhas 12 e 13) no Texto são de uso:
Alternativas
Q1749196 Português
“Dançar, nadar, brincar, nada lhe interessava.”. Com base no termo destacado, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1748891 Português
“Muitos hoje em dia morrem de fome”. Assinale a alternativa que contém corretamente a função sintática do termo destacado:
Alternativas
Respostas
5801: A
5802: B
5803: A
5804: A
5805: B
5806: A
5807: B
5808: C
5809: A
5810: B
5811: B
5812: A
5813: A
5814: C
5815: D
5816: B
5817: C
5818: A
5819: A
5820: B