Questões de Concurso
Comentadas sobre análise sintática em português
Foram encontradas 6.309 questões
Comer __________ de nozes, castanhas, amêndoas e outras sementes oleaginosas todos os dias pode ser um dos segredos para a longevidade dos __________ . Um estudo feito nos Estados Unidos descobriu que pessoas que __________ esse hábito desfrutam __________ uma melhor qualidade de vida do que aquelas que nunca consomem esses alimentos.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas do texto acima, segundo a norma-padrão da língua portuguesa.
Em “João comprou o carro de Pedro”. O verbo comprar possui:
(Leia o texto abaixo para responder as próximas 08 (oito) questões:
1 A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou
"categoricamente" a ideia da organização no
território da Alemanha de uma eventual
campanha para o referendo sobre o retorno
5 da pena de morte na Turquia. Ela diz que
pais não é obrigado a realizar votação à qual
se opõe categoricamente.
"A pena de morte é algo que rejeitamos
categoricamente. Por que existiria uma
10 autorização quando não somos obrigados?
Não o faremos", declarou Merkel à rádio
regional WDR
O governo alemão já havia indicado na sexta-
feira que se a Turquia decidir organizar um
15 referendo sobre a pena de morte, a
Alemanha não permitiria que a consulta
acontecesse em seu território, onde vivem
1,4 milhão de eleitores turcos. "Politicamente
não é concebível que autorizemos tal consulta
20 sobre uma medida em clara oposição a
nossa Constituição e nossos valores
europeus", disse o porta-voz do governo,
Steffen Seibert.
(Adaptado de O Globo, 09/05/2017)
Acerca da partícula “se” presente no período abaixo, é correto afirmar que: “Ela diz que país não é obrigado a realizar votação à qual se opõe categoricamente.”
(Leia o texto abaixo para responder as próximas 08 (oito) questões:
1 A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou
"categoricamente" a ideia da organização no
território da Alemanha de uma eventual
campanha para o referendo sobre o retorno
5 da pena de morte na Turquia. Ela diz que
pais não é obrigado a realizar votação à qual
se opõe categoricamente.
"A pena de morte é algo que rejeitamos
categoricamente. Por que existiria uma
10 autorização quando não somos obrigados?
Não o faremos", declarou Merkel à rádio
regional WDR
O governo alemão já havia indicado na sexta-
feira que se a Turquia decidir organizar um
15 referendo sobre a pena de morte, a
Alemanha não permitiria que a consulta
acontecesse em seu território, onde vivem
1,4 milhão de eleitores turcos. "Politicamente
não é concebível que autorizemos tal consulta
20 sobre uma medida em clara oposição a
nossa Constituição e nossos valores
europeus", disse o porta-voz do governo,
Steffen Seibert.
(Adaptado de O Globo, 09/05/2017)
Assinale a alternativa que apresenta uma oração retirada do Texto que restringe o sentido da oração antecedente:
(Leia o texto abaixo para responder as próximas 08 (oito) questões:
1 A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou
"categoricamente" a ideia da organização no
território da Alemanha de uma eventual
campanha para o referendo sobre o retorno
5 da pena de morte na Turquia. Ela diz que
pais não é obrigado a realizar votação à qual
se opõe categoricamente.
"A pena de morte é algo que rejeitamos
categoricamente. Por que existiria uma
10 autorização quando não somos obrigados?
Não o faremos", declarou Merkel à rádio
regional WDR
O governo alemão já havia indicado na sexta-
feira que se a Turquia decidir organizar um
15 referendo sobre a pena de morte, a
Alemanha não permitiria que a consulta
acontecesse em seu território, onde vivem
1,4 milhão de eleitores turcos. "Politicamente
não é concebível que autorizemos tal consulta
20 sobre uma medida em clara oposição a
nossa Constituição e nossos valores
europeus", disse o porta-voz do governo,
Steffen Seibert.
(Adaptado de O Globo, 09/05/2017)
“Ela diz que país não é obrigado a realizar votação à qual se opõe categoricamente.” (Linhas 5 a 7). Analisando-se o período acima retirado do Texto, é correto afirmar que:
De acordo com a norma-padrão da língua, a regência encontra-se adequadamente empregada, de acordo com o sentido do termo ou expressão entre parênteses, em:
Considere o texto para responder às questões de 01 a 06:
Resumo da História do Porto de Santos
O marco oficial da ·inauguração do Porto de Santos é 2 de fevereiro e 1892, quando a então Companhia Docas de Santos - CDS entregou à navegação mundial os primeiros 260 m de cais, na área até hoje denominada do Valongo. Naquela data, atracou no novo e moderno cais o vapor "Nasmith", de bandeira inglesa.
Com a inauguração, iniciou-se também uma nova fase para a vida da cidade, pois os velhos trapiches e pontes fincados em terrenos lodosos foram sendo substituídos por aterros e muralhas de pedra. Uma via férrea de bitola de 1,60 m e novos armazéns para guarda de mercadorias compunham as obras do porto organizado nascente, cujo passado longínquo iniciara-se com o feitor Braz Cubas, integrante da expedição portuguesa de Martim Afonso de Souza, que chegou ao Brasil em janeiro de 1531.
Foi de Braz Cubas a ideia de transferir o porto da baía de Santos para o seu interior, em águas protegidas, inclusive do ataque de piratas, contumazes visitantes e saqueadores do povoado.
Escolhido o sítio denominado Enguaguaçu, no acesso do canal de Bertioga, logo se formou um povoado, motivo para a construção de uma capela e de um hospital, cujas obras se concluíram em 1543. O hospital recebeu o nome de Casa da Misericórdia de Todos os Santos. Em 1546, o povoado foi elevado à condição de Vila do Porto de Santos. Em 1550 instalou-se a Alfândega.
Por mais de três séculos e meio, o Porto de Santos, embora tivesse crescido, manteve-se em padrões estáveis, com o mínimo de mecanização e muita exigência de trabalho físico. Além disso, as condições de higiene e salubridade do porto e da cidade resultaram altamente comprometidas, propiciando o aparecimento de doenças de caráter epidêmico.
O início da operação, em 1867, da São Paulo Railway, ligando, por via ferroviária, a região da Baixada Santista ao Planalto, envolvendo estuário, melhorou substancialmente o sistema de transportes, com estímulo ao comércio e ao desenvolvimento da cidade e do Estado de São Paulo.
A cultura do café estendia-se, na ocasião, por todo o Planalto Paulista, atingindo até algumas áreas da Baixada Santista, o que pressionava as autoridades para a necessidade de ampliação e modernização das instalações portuárias. Afinal, o café poderia ser exportado em maior escala e rapidez.
Em 12 de julho de 1888, pelo Decreto nº 9.979, após concorrência pública, o grupo liderado por Cândido Gaffrée e Eduardo Guinle foi autorizado a construir e explorar, por 39 anos, depois ampliado para 90 anos, o Porto de Santos, com base em projeto do engenheiro Saboia e Silva. Com o objetivo de construir o porto. Os concessionários constituíram a empresa Gaffrée, Guinle & Cia., com sede no Rio de Janeiro, mais tarde transformada em Empresa de Melhoramentos do Porto de Santos e, em seguida, em Companhia Dos de Santos.
Inaugurado em 1892, o porto não parou de se expandir, atravessando todos os ciclos de crescimento económico do
País, aparecimento e desaparecimento de tipos de carga, até chegar ao período atual de amplo uso dos contêineres. Açúcar, café, laranja, algodão, adubo, carvão, trigo, sucos cítricos, soja, veículos, granéis líquidos diversos, em milhões de quilos, têm feito o cotidiano do porto, que já movimentou mais de 1 (um) bilhão de toneladas de cargas diversas, desde 1892.
Em 1980 com o término do período legal de concessão da exploração do porto pela Companhia Docas de Santos, o Governo Federal criou a Companhia Docas do Estado de S. Paulo-Codesp, empresa de economia mista, de capital majoritário da União.
Em 2013, o Porto de Santos superou a marca dos 114 milhões de toneladas movimentadas, antecipando em um ano a projeção base para 2014 que era a movimentação de 112,6 milhões de toneladas.
Texto adaptado disponível em: http.//www.portodesantos.com.br/historia.php. Acesso em 04/03/2017.
Considere o seguinte trecho: "Por mais de três séculos e meio, o Porto de Santos, embora tivesse crescido, manteve-se em padrões estáveis, com o mínimo de mecanização e muita exigência de trabalho físico. Além disso, as condições de higiene e salubridade do porto e da cidade resultaram altamente comprometidas, propiciando o aparecimento de doenças de caráter epidêmico". Levando-se em conta as classes de palavras e a função que elas exercem no contexto em que se apresentam, os termos grifados ("embora" e "além disso") dão ideia, respectivamente, de:
“Não tenho nenhum luxo, não faço minhas unhas, não arrumo meu cabelo.”
Assinale a opção CORRETA, sobre o fragmento.
Analise os textos abaixo, de modo a avaliar, em seguida, as explicações fornecidas em relação à organização dos termos nos períodos:
I- Corre no senado uma sugestão de lei, feita por um empresário paulista, que pretende tornar ilegais os bailes funk. Tentativas de vetar manifestações musicais têm nome: censura.
II- A chamada SUG nº 17/2017 nasceu de uma sugestão feita por um cidadão paulista, o empresário Marcelo Alonso, que conseguiu 22 000 assinaturas de apoio — o suficiente para colocá-la em pauta na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
Avalie com verdadeiras V ou falsas F as proposições abaixo elencadas:
( ) Em I, a oração adjetiva explicativa vem sob a forma reduzida, cuja função é esclarecer de quem partiu a sugestão da lei que pretende tornar os bailes funk ilegais. ( ) Em II, a oração que vem após o travessão funciona como aposto.
( ) Em Il, o aposto explicativo relativo à expressão “ cidadão paulista” vem seguido de uma oração adjetiva.
( ) Em I, o primeiro período é constituído por três orações coordenadas.
( ) Em I, o termo “censura” é objeto direto do verbo TER.
A alternativa que contém a sequência CORRETA é:
Leia o texto abaixo, com atenção para a forma como se distribuem os constituintes da oração (ou a organização sintática); em seguida, responda ao que se pede.
Guerra de versões
Um dos mais atuantes da Lava-jato, o procurador Sérgio Bruno anda recluso. Na PGR, dizem que ele está de férias. No governo, a versão é que ele foi gravado em diálogos inapropriados pelo procurador Ângelo Goulart.
(Veja, 12/07/17)
Assinale a alternativa que apresenta a classificação sintática CORRETA das unidades oracionais em destaque.
Considere a regência verbal dos verbos destacados nos enunciados das alternativas abaixo. Em situações de comunicação que exigissem o emprego da variedade padrão, qual dentre esses enunciados estaria adequado?
Observe a regência verbal e assinale a alternativa que contraria a norma culta vigente.
Considere o seguinte fragmento
Há outros 5.000 casos com inquérito instaurado, mas mais da metade deles são do ano de 2013 ou antes e 482 são ocorrências entre os anos 2007 e 2010. Os casos arrastam-se por anos sem conclusão, e mais da metade das investigações de violência doméstica são arquivadas por prescreverem antes de alguém ser formalmente acusado.
Disponível em:https://emais.estadao.com.br/blogs/nana-soares/em-roraima-mais-da-metade-das-investigacoes-de-violencia-domestica-prescrevem-sem-alguem-ser-acusado/. Acesso em: 19 jul 2017 (Adaptado)
Considerando as regras prescritas pela norma-padrão da língua portuguesa acerca da concordância dos verbos e dos nomes e as questões sintáticas referentes ao fragmento, assinale a alternativa correta.
Observe o seguinte período.
Meninas têm o direito de viver em segurança, de permanecer na escola, de não serem forçadas a trabalhar, de escolherem com quem se casar e de serem ouvidas em suas famílias e comunidades.
Texto de Campanha da Plan International: Ajude milhares de meninas a
ter a chance de um futuro digno. Disponível em: https://doeplan.org.br/
por-ser-menina?gclid=CjOKCQíwhrzLBROARlsAPn1hsnX]HDCUNb\1 Z'1b T7 Th 7Y3s D,
OEuDmfjFL1JeJM91 YMiMPX_ GeZEaAocNEALw_ vi,:cB. Acesso em: 19 Jui. 2017
(Adaptado).
Acerca das questões sintáticas que envolvem esse período, é correto afirmar que
Considerando as regras gramaticais de concordância e regência, a alternativa em que as três orações do grupo estão corretas é
Leia o texto 1 para responder às questões 01 e 02.
Texto 1.
Viver mais para trabalhar mais?
Mudanças rápidas e constantes no mercado de trabalho nos levam a indagar como será o futuro profissional e quais são os desafios e benefícios desta nova era.
Carla Furtado
Viver para trabalhar ou trabalhar para viver? Eis a questão. Segundo dados do IBGE,
a expectativa de vida do brasileiro aumentou para 75,5 anos, enquanto o futuro nunca pareceu
tão incerto: novas profissões e formatos de carreira surgem a cada ano, obrigando os
trabalhadores a se adaptarem e se preparem para imprevistos. Pensar numa vida mais longa
05te traz insegurança ou felicidade?
"Neste momento de reformas e de crise econômica, eu percebo que as pessoas ainda
estão encarando as mudanças muito mais como ameaças do que como oportunidades",
acredita Denise Mazzaferro, mestre em Gerontologia Social. Para Denise, "Estudos mostram
que vamos trabalhar até os 70, 80 anos. Como pensar que viveremos todo esse tempo com a
10carreira que escolhemos aos 18? Nossas vidas terão mais estágios do que os hoje definidos
dentro das classificações etárias de infância, adulto e velhice." Este pode ser um desafio ainda
maior para quem deposita grandes fichas na carreira, afinal encontrar sua paixão e ganhar
dinheiro com isso é o novo objetivo dos trabalhadores que têm poder de escolha, seja quem
está ingressando no mercado de trabalho, ou quem está num momento de transição de
15carreira. Mas será possível ter diversas fortes paixões durante toda a vida profissional?
A jornada pode ser maior
A busca por propósito através do trabalho é um tanto cheia de armadilhas e frases de
efeito como "acredite em seu sonho que as coisas virão naturalmente", que enchem as
prateleiras de livros de autoajuda e nem sempre agregam muitas realidades. Alexandre
20Teixeira, jornalista que tem se dedicado à pesquisas sobre trabalho e escrito livros sobre o
tema diz:
"Na medida em que diminuiu relativamente o espaço das religiões e das ideologias
políticas na busca por significado existencial, muita gente está depositando um peso grande
disso no trabalho", explica Alexandre. "O trabalho sempre foi pensado sobretudo como uma
25forma de ter conforto material. Quando buscamos propósito para o trabalho, com frequência
acabamos descobrindo que o propósito que estamos buscando é mais amplo que o da esfera
profissional. Quem leva essa busca mais a sério, acaba acessando outras questões
existenciais." Além da busca por si só, outro lado positivo é que o autoquestionamento pode
levar a uma capacidade maior de flexibilidade a adaptação, que serão cada vez mais
30necessárias.
Enquanto na Grécia Antiga quem trabalhava eram os escravos, e atividades como
filosofia, arte, política e estudos em geral eram vistas como ociosas e dignas somente dos
cidadãos de primeira classe (o que ficou como uma espécie de herança para empresários
antiquados), gestões atuais buscam uma realidade mais equilibrada.
35"Não é todo mundo que nasce com um grande sonho ou descobre isso facilmente.
Muitas vezes a gente vai fazendo as coisas que surgem no nosso caminho, e talvez o melhor
que a gente consiga seja fazer escolhas mais conscientes e que nos deixem mais perto dos
nossos valores. Eu não acho que todo mundo vai ter esse sonho grande que virou moda dizer
que é necessário perseguir. Mas se conseguirmos olhar para nossa vida profissional com mais
40consciência, isso já será positivo e, no mínimo, renderá uma jornada de descoberta e
autoconhecimento", aposta Alexandre.
Disponível em: <http://vidasimples.uol.com.br/noticias/compartilhe/viver-mais-para-trabalhar-mais.phtml#.WOpHyYjyvIV>. Acesso em: 05 abr. 2017. (Adaptado).
Sobre os elementos linguísticos que compõem o texto e seus efeitos de sentido, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A oração: “que tem se dedicado à pesquisas sobre trabalho” (linha 20) tem valor explicativo. Nela ocorre incoerência gramatical quanto ao uso da crase.
( ) O segundo questionamento do articulista do discurso, “Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?” (linha 1), pressupõe, semanticamente, finalidades antagônicas, ratificadas nas argumentações ao longo do texto.
( ) No período: “que enchem as prateleiras de livros de autoajuda e nem sempre agregam muitas realidades” (linhas 18-19), o conectivo em destaque tem valor adversativo. A grafia da palavra autoajuda é justificada pela mesma regra ortográfica da palavra cooperação.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Leia o trecho abaixo e, após analisar as proposições que o seguem, assinale a alternativa CORRETA.
TEXTO 1
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01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 |
“E se, ao invés de Pedro Álvares Cabral, desembarcasse no Brasil a navegadora e capitã-mor da Armada Geral, Isália I, que ao ouvir o primeiro grito de terra à vista, dado em uníssono por suas 1.500 marinheiras, se jogasse ao mar e, nadando em direção à praia, lá tirasse seu vestido pesado, com o qual quase se afogou, e experimentasse diante das índias, em troca dos espelhos, penas de pássaros sobre seu corpo nu – os índios de tocaia só observando o bafafá – e, apesar de ninguém falar a língua de ninguém, nascesse a amizade entre os povos, o juramento pela manutenção do paraíso e a felicidade das portuguesas, que finalmente teriam encontrado o Caminho das Índias, o caminho da riqueza material e espiritual, espécie de caminho de Santiago de Compostela, só que diferente, onde a infinita diversidade cultural fosse o prêmio máximo da existência e o poema de Oswaldo de Andrade achasse outro final, mesmo que estivesse chovendo? Quando o português chegou/ Debaixo duma bruta chuva/ Vestiu o índio/ Que pena” / Fosse uma manhã de sol/ O índio tinha despido/ O português(Erro de Português, Oswald de Andrade) [...]” (Trecho de “A Rainha Louca”, Clarice Niskier. In: Revista da Cultura, Abril de 2017, p. 42, grifos da autora). |
No TEXTO 1:
I- “Com o qual quase se afogou” é uma oração adjetiva que amplia o sentido da expressão “vestido pesado”.
II- Pedro Álvares Cabral é o sujeito dos verbos desembarcasse, jogasse, tirasse e nascesse.
III- A oração principal desse longo período composto corresponde ao trecho “E se [...] desembarcasse no Brasil a navegadora e capitã-mor da Armada Geral, Isália I [...]” e essa oração apresenta uma condição hipotética a respeito das circunstâncias da chegada dos portugueses ao Brasil.
IV- Os termos destacados em “só que diferente” e “mesmo que estivesse chovendo”, têm valor concessivo em relação aos termos aos quais se referem, sendo estes, respectivamente, “Caminho das Índias” e “achasse outro final”.
Estão CORRETAS apenas
Corpos emancipados, mentes subjugadas
1 _____ A indústria cultural, tão bem dissecada pela Escola de Frankfurt, retarda a emancipação humana ao
2 _ introduzir a sujeição da mente no momento em que a humanidade se livrava da sujeição do corpo. É longa a
3 _ história da sujeição do corpo, a começar pela escravidão que durou séculos, inclusive no Brasil, onde foi
4 _ considerada legal e legítima por mais de 358 anos.
5 _____ Não apenas escravos tiveram seus corpos sujeitados. Também mulheres. Faz menos de um século
6 _ que elas iniciaram o processo de apropriação do próprio corpo. A dominação sofrida pelo corpo feminino era
7 _ endógena e exógena. Endógena porque a mulher não tinha nenhum controle sobre o seu organismo, encarado
8 _ como mera máquina reprodutiva e, com frequência, demonizado. Exógena pelas tantas discriminações
9 _ sofridas, da proibição de votar à castração do clitóris, da obrigação de encobrir o rosto em países
10 _ muçulmanos à exibição pública de sua nudez como isca publicitária nos países capitalistas de tradição cristã.
11 _____ No momento em que o corpo humano alcançava sua emancipação, a indústria cultural introduziu a
12 _ sujeição da mente. A multimídia é como um polvo cujos tentáculos nos prendem por todos os lados. Tente
13 _ pensar diferente da monocultura que nos é imposta via programas de entretenimento! Se a sua filha de 20
14 _ anos disser que permanece virgem, isso soará como ridículo anacronismo; se aparecer no Big Brother
15 _ transando via satélite para o onanismo visual de milhões de telespectadores, isso faz parte do show.
16 _____ O processo de sujeição da mente utiliza como chibatas o prosaico, o efêmero, o virtual, o fugidio. E
17 _ detona progressivamente os antigos valores universais. Ética? Ora, não deixe escapar as chances de ter
18 _ sucesso e ficar rico, desde que sua imagem não fique mal na foto... Agora, tudo é descartável, inclusive os
19 _ valores. E todos somos impelidos à reciclagem perpétua - na profissão, na identidade, nos relacionamentos.
20 _____Nossos pais aposentavam-se num único emprego. Hoje, coitado do profissional que, ao oferecer-se
21 _ a uma vaga, não apresentar no currículo a prova de que já trabalhou em pelo menos três ou quatro empresas
22 _ do ramo! Eis a civilização intransitiva, desistorizada, convencida de que nela se esgota a evolução do ser
23 _ humano e da sociedade. Resta apenas dilatar a expansão do mercado.
24 _____ A tecnologia multimídia sujeita-nos sem que tenhamos consciência dessa escravidão virtual. Pelo
25 _ contrário, oferece-nos a impressão de que somos “imperadores de poltrona”, na expressão cunhada por
26 _ Robert Stam. Temos tanto “poder” que, monitor à mão, pulamos velozmente de um canal de TV a outro,
27 _ configurando a nossa própria programação. Já não estamos propensos a suportar discursos racionais e
28 _ duradouros. Pauta-nos a vertiginosa velocidade tecnológica, que nos mantém atrelados às conveniências do
29 _ mercado.
30 _____ Nossa boia de salvação reside, felizmente, na observação de Jean Baudrillard, de que o excesso de
31 _ qualquer coisa gera sempre o seu contrário. É o caso da obesidade. O alimento é imprescindível à vida, mas
32 _ em excesso afeta o sistema cardiovascular e produz outros defeitos colaterais.
33 _____ Há tanta informação que preferimos não mais prestar atenção nelas. A comunicação torna-se
34 _ incomunicação. Ou comunicassão, pois cassa-nos a palavra, tornando-nos meros receptores da avassaladora
35 _ máquina publicitária.
36 _____ Essa sujeição da mente vem no bojo da crise da modernidade que, desmistificada pela barbárie -
37 _ duas guerras mundiais, a incapacidade de o capitalismo distribuir riquezas, o fracasso do socialismo
38 _ soviético etc. -, passa a rejeitar todos os “ismos”. Os espaços da expressão da cidadania, como a política e o
39 _ Estado, caem em descrédito.
40 _____ Tudo e todos prestam culto a um único soberano: o mercado. É ele a Casa Grande que nos mantém
41 _ na senzala do consumo compulsivo, do hedonismo desenfreado, da dessolidariedade e do egoísmo.
42 _____ Felizmente iniciativas como o Fórum Social Mundial rompem o monolitismo cultural e abrem
43 _ espaço à consciência crítica e novas práticas emancipatórias.
BETTO Frei. Corpos emancipados, mentes subjugadas. Correio da Cidadania. http://www.correiocidadania.com.br/antigo/ed437/betto.htm
Leia o trecho abaixo:
“Não apenas escravos tiveram seus corpos sujeitados” (L.5).
Possui o mesmo valor morfossintático que o termo em negrito na frase em destaque a forma pronominal em destacada em
Corpos emancipados, mentes subjugadas
1 _____ A indústria cultural, tão bem dissecada pela Escola de Frankfurt, retarda a emancipação humana ao
2 _ introduzir a sujeição da mente no momento em que a humanidade se livrava da sujeição do corpo. É longa a
3 _ história da sujeição do corpo, a começar pela escravidão que durou séculos, inclusive no Brasil, onde foi
4 _ considerada legal e legítima por mais de 358 anos.
5 _____ Não apenas escravos tiveram seus corpos sujeitados. Também mulheres. Faz menos de um século
6 _ que elas iniciaram o processo de apropriação do próprio corpo. A dominação sofrida pelo corpo feminino era
7 _ endógena e exógena. Endógena porque a mulher não tinha nenhum controle sobre o seu organismo, encarado
8 _ como mera máquina reprodutiva e, com frequência, demonizado. Exógena pelas tantas discriminações
9 _ sofridas, da proibição de votar à castração do clitóris, da obrigação de encobrir o rosto em países
10 _ muçulmanos à exibição pública de sua nudez como isca publicitária nos países capitalistas de tradição cristã.
11 _____ No momento em que o corpo humano alcançava sua emancipação, a indústria cultural introduziu a
12 _ sujeição da mente. A multimídia é como um polvo cujos tentáculos nos prendem por todos os lados. Tente
13 _ pensar diferente da monocultura que nos é imposta via programas de entretenimento! Se a sua filha de 20
14 _ anos disser que permanece virgem, isso soará como ridículo anacronismo; se aparecer no Big Brother
15 _ transando via satélite para o onanismo visual de milhões de telespectadores, isso faz parte do show.
16 _____ O processo de sujeição da mente utiliza como chibatas o prosaico, o efêmero, o virtual, o fugidio. E
17 _ detona progressivamente os antigos valores universais. Ética? Ora, não deixe escapar as chances de ter
18 _ sucesso e ficar rico, desde que sua imagem não fique mal na foto... Agora, tudo é descartável, inclusive os
19 _ valores. E todos somos impelidos à reciclagem perpétua - na profissão, na identidade, nos relacionamentos.
20 _____Nossos pais aposentavam-se num único emprego. Hoje, coitado do profissional que, ao oferecer-se
21 _ a uma vaga, não apresentar no currículo a prova de que já trabalhou em pelo menos três ou quatro empresas
22 _ do ramo! Eis a civilização intransitiva, desistorizada, convencida de que nela se esgota a evolução do ser
23 _ humano e da sociedade. Resta apenas dilatar a expansão do mercado.
24 _____ A tecnologia multimídia sujeita-nos sem que tenhamos consciência dessa escravidão virtual. Pelo
25 _ contrário, oferece-nos a impressão de que somos “imperadores de poltrona”, na expressão cunhada por
26 _ Robert Stam. Temos tanto “poder” que, monitor à mão, pulamos velozmente de um canal de TV a outro,
27 _ configurando a nossa própria programação. Já não estamos propensos a suportar discursos racionais e
28 _ duradouros. Pauta-nos a vertiginosa velocidade tecnológica, que nos mantém atrelados às conveniências do
29 _ mercado.
30 _____ Nossa boia de salvação reside, felizmente, na observação de Jean Baudrillard, de que o excesso de
31 _ qualquer coisa gera sempre o seu contrário. É o caso da obesidade. O alimento é imprescindível à vida, mas
32 _ em excesso afeta o sistema cardiovascular e produz outros defeitos colaterais.
33 _____ Há tanta informação que preferimos não mais prestar atenção nelas. A comunicação torna-se
34 _ incomunicação. Ou comunicassão, pois cassa-nos a palavra, tornando-nos meros receptores da avassaladora
35 _ máquina publicitária.
36 _____ Essa sujeição da mente vem no bojo da crise da modernidade que, desmistificada pela barbárie -
37 _ duas guerras mundiais, a incapacidade de o capitalismo distribuir riquezas, o fracasso do socialismo
38 _ soviético etc. -, passa a rejeitar todos os “ismos”. Os espaços da expressão da cidadania, como a política e o
39 _ Estado, caem em descrédito.
40 _____ Tudo e todos prestam culto a um único soberano: o mercado. É ele a Casa Grande que nos mantém
41 _ na senzala do consumo compulsivo, do hedonismo desenfreado, da dessolidariedade e do egoísmo.
42 _____ Felizmente iniciativas como o Fórum Social Mundial rompem o monolitismo cultural e abrem
43 _ espaço à consciência crítica e novas práticas emancipatórias.
BETTO Frei. Corpos emancipados, mentes subjugadas. Correio da Cidadania. http://www.correiocidadania.com.br/antigo/ed437/betto.htm
Sobre os mecanismos linguísticos presentes no texto, identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.
I. ( ) Ficam preservadas a coerência da argumentação e a correção gramatical ao se fazer a substituição de "onde foi considerada legal e legítima por mais de 358 anos." (L.3/4) por “onde se considerou legal e legítima por mais de 358 anos”.
II. ( ) Mantém-se a relação significativa entre as frases "Não apenas os escravo" tiveram seus corpos sujeitados. Também mulheres." (L.5), se forem transformadas em uma só, com a explicitação do elemento de coesão textual... mas, subentendido no contexto, contanto que sejam feitos os demais ajustes.
III. ( ) Estabelece a mesma relação que o conectivo "que", em "que nos mantém atrelados às conveniências do mercado." (L.28/29), o "que", em "que preferimos não mais prestar atenção nelas” (L.33).
IV. ( ) Preserva-se a função sintática do termo "tanta informação", em "Há tanta informação" (L.33), ao se substituir o verbo HAVER por existir.
V. ( ) Estão no plural, concordando com o mesmo sujeito, as formas verbais "rompem" e "abrem", ambas na linha 42, embora se apresentem com regências diferentes.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
Corpos emancipados, mentes subjugadas
1 _____ A indústria cultural, tão bem dissecada pela Escola de Frankfurt, retarda a emancipação humana ao
2 _ introduzir a sujeição da mente no momento em que a humanidade se livrava da sujeição do corpo. É longa a
3 _ história da sujeição do corpo, a começar pela escravidão que durou séculos, inclusive no Brasil, onde foi
4 _ considerada legal e legítima por mais de 358 anos.
5 _____ Não apenas escravos tiveram seus corpos sujeitados. Também mulheres. Faz menos de um século
6 _ que elas iniciaram o processo de apropriação do próprio corpo. A dominação sofrida pelo corpo feminino era
7 _ endógena e exógena. Endógena porque a mulher não tinha nenhum controle sobre o seu organismo, encarado
8 _ como mera máquina reprodutiva e, com frequência, demonizado. Exógena pelas tantas discriminações
9 _ sofridas, da proibição de votar à castração do clitóris, da obrigação de encobrir o rosto em países
10 _ muçulmanos à exibição pública de sua nudez como isca publicitária nos países capitalistas de tradição cristã.
11 _____ No momento em que o corpo humano alcançava sua emancipação, a indústria cultural introduziu a
12 _ sujeição da mente. A multimídia é como um polvo cujos tentáculos nos prendem por todos os lados. Tente
13 _ pensar diferente da monocultura que nos é imposta via programas de entretenimento! Se a sua filha de 20
14 _ anos disser que permanece virgem, isso soará como ridículo anacronismo; se aparecer no Big Brother
15 _ transando via satélite para o onanismo visual de milhões de telespectadores, isso faz parte do show.
16 _____ O processo de sujeição da mente utiliza como chibatas o prosaico, o efêmero, o virtual, o fugidio. E
17 _ detona progressivamente os antigos valores universais. Ética? Ora, não deixe escapar as chances de ter
18 _ sucesso e ficar rico, desde que sua imagem não fique mal na foto... Agora, tudo é descartável, inclusive os
19 _ valores. E todos somos impelidos à reciclagem perpétua - na profissão, na identidade, nos relacionamentos.
20 _____Nossos pais aposentavam-se num único emprego. Hoje, coitado do profissional que, ao oferecer-se
21 _ a uma vaga, não apresentar no currículo a prova de que já trabalhou em pelo menos três ou quatro empresas
22 _ do ramo! Eis a civilização intransitiva, desistorizada, convencida de que nela se esgota a evolução do ser
23 _ humano e da sociedade. Resta apenas dilatar a expansão do mercado.
24 _____ A tecnologia multimídia sujeita-nos sem que tenhamos consciência dessa escravidão virtual. Pelo
25 _ contrário, oferece-nos a impressão de que somos “imperadores de poltrona”, na expressão cunhada por
26 _ Robert Stam. Temos tanto “poder” que, monitor à mão, pulamos velozmente de um canal de TV a outro,
27 _ configurando a nossa própria programação. Já não estamos propensos a suportar discursos racionais e
28 _ duradouros. Pauta-nos a vertiginosa velocidade tecnológica, que nos mantém atrelados às conveniências do
29 _ mercado.
30 _____ Nossa boia de salvação reside, felizmente, na observação de Jean Baudrillard, de que o excesso de
31 _ qualquer coisa gera sempre o seu contrário. É o caso da obesidade. O alimento é imprescindível à vida, mas
32 _ em excesso afeta o sistema cardiovascular e produz outros defeitos colaterais.
33 _____ Há tanta informação que preferimos não mais prestar atenção nelas. A comunicação torna-se
34 _ incomunicação. Ou comunicassão, pois cassa-nos a palavra, tornando-nos meros receptores da avassaladora
35 _ máquina publicitária.
36 _____ Essa sujeição da mente vem no bojo da crise da modernidade que, desmistificada pela barbárie -
37 _ duas guerras mundiais, a incapacidade de o capitalismo distribuir riquezas, o fracasso do socialismo
38 _ soviético etc. -, passa a rejeitar todos os “ismos”. Os espaços da expressão da cidadania, como a política e o
39 _ Estado, caem em descrédito.
40 _____ Tudo e todos prestam culto a um único soberano: o mercado. É ele a Casa Grande que nos mantém
41 _ na senzala do consumo compulsivo, do hedonismo desenfreado, da dessolidariedade e do egoísmo.
42 _____ Felizmente iniciativas como o Fórum Social Mundial rompem o monolitismo cultural e abrem
43 _ espaço à consciência crítica e novas práticas emancipatórias.
BETTO Frei. Corpos emancipados, mentes subjugadas. Correio da Cidadania. http://www.correiocidadania.com.br/antigo/ed437/betto.htm
Sobre a expressão transcrita está CORRETO o que se afirma em