Questões de Concurso
Sobre advérbios em português
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De acordo com a tirinha, as palavras assim, (1º quadrinho), e (2º quadrinho), ele (3º quadrinho), são respectivamente:
Segundo a norma culta da Língua Portuguesa, algumas classes de palavras são invariáveis. Analise cuidadosamente as estruturas abaixo e assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as orações.
I. Roberta está ______ chateada.
II. Pedimos ______ porção de pastel de carne.
III. Estudar é necessário! Estamos ______ cansados.
A palavra “simplesmente” pode funcionar como advérbio de modo ou como modalizador.
Assinale a frase machadiana abaixo em que funciona como advérbio.
As palavras lexemáticas, tais como substantivos, adjetivos, verbos e advérbios, são categorizadas com base em seus significados lexicais intrínsecos, refletindo a riqueza e a variabilidade da linguagem, cuja interpretação se modifica de acordo com os diferentes contextos em que são empregadas.
De acordo com a análise morfológica da língua portuguesa, as classes gramaticais substantivo, adjetivo, verbo e advérbio são consideradas as quatro principais categorias gramaticais reais da língua, caracterizadas pela capacidade de expressar diferentes modos de ser das palavras dentro do contexto linguístico, adaptando-se de maneira flexível conforme a estrutura e o significado do discurso.
Os advérbios, em sua totalidade, mantêm invariabilidade em relação ao gênero e número, demonstrando uma uniformidade morfológica que transcende as nuances sintáticas e semânticas das construções linguísticas.

Restauração de ecossistemas é a chave do combate às mudanças climáticas.
Por José Guilherme Fronza, Rubens Benini, Fernando Cesário, Milena Rosenfield e Mario Barroso, da TNC Brasil.


https://revistagalileu.globo.com/colunistas/tnc-brasil/coluna/2024/06/
Seca, Rachel de Queiroz

Segundo Bechara, analise as assertivas abaixo sobre advérbios:
I. O advérbio é constituído por palavra de natureza nominal ou pronominal e se refere geralmente ao verbo, ou ainda, dentro de um grupo nominal unitário, a um adjetivo e a um advérbio (como intensificador), ou a uma declaração inteira.
II. Alguns advérbios precedem o transpositor “que” para marcar a circunstância, formando o que a gramática tradicional chama de locuções conjuntivas adverbiais, como em “Sabíamos que ele estava errado sempre que gaguejava”.
III. Advérbios de tempo e de lugar em nenhuma situação aparecem mediante o emprego de uma preposição, visto, nesse caso, pertencerem a outra classe gramatical.
Quais estão corretas?
TEXTO II
RAPIDINHO
Todos nos beneficiamos e nos orgulhamos das conquistas da vida moderna, especialmente da crescente velocidade com que fazemos as coisas acontecerem. Mudanças que antigamente levavam séculos para se efetivarem, agora podem ser realizadas em poucas semanas, ou até em poucos dias.
Nas sociedades tradicionais, as normas de conduta, as leis tinham uma extraordinária capacidade de perdurar. Tudo se modificava, mas sempre muito devagar. Também na utilização dos meios de transporte, o tempo transcorria com lentidão. A partir da metade do século XIX, foram sendo adotados meios de locomoção mais velozes. Na utilização dos meios de comunicação, o que existia foi substituído pelas maravilhas da eletrônica contemporânea. Não somos bobos, tratamos de aproveitar as possibilidades criadas por todos os novos recursos tecnológicos. Para que perder tempo, se podemos fazer depressa o que nossos antepassados só conseguiam fazer devagar, por que não haveríamos de acelerar nossas ações?
Um dos expoentes do espírito pragmático da modernidade, o americano Benjamin Franklin, já ensinava no século XIII: “Tempo é dinheiro”. E explicava: se você desperdiça a possibilidade de ganhar uma moeda, não está perdendo apenas a moeda que deixou de ganhar, mas de fato está se privando das muitas pilhas de moedas que poderia adquirir por meio de bons e oportunos investimentos. Foi para assimilar a lição de Franklin que passamos a necessitar de relógios cada vez mais precisos e aperfeiçoados. Devemos medir rigorosamente o tempo para poder aproveitá-lo com rigor.
Dedicamo-nos, então, a uma frenética corrida contra os ponteiros do relógio. Para sermos eficientes, competitivos, apressamos cada vez mais nossos movimentos. Saímos de casa correndo para o trabalho, somos cobrados para dar conta correndo de nossas tarefas e — habituados à corrida — alimentamo-nos às pressas, para depois voltarmos, correndo para casa. Sabemos que, na nossa sociedade, os mais rápidos são os vitoriosos.
Impõem-se, contudo, algumas perguntas: nas condições em que somos obrigados a viver, não estaremos pagando um preço altíssimo, mesmo se formos bons corredores e nos mostrarmos aptos para vencer? Uma reflexão condenada a desenvolver-se num exíguo prazo predeterminado não será, inevitavelmente, superficial? O pensamento que se formula rapidinho não tende a ser sempre meio oco?
(KONDER,Leandro,in O Globo,29 set.1996. Apud:A palavra:
expressão e criatividade. Gil Carlos Pereira. São Paulo: Moderna.
1997. P. 47. Texto adaptado.).
Leia o texto I para responder à questão.
Texto I
Uso de linguagem simples no meio jurídico pode cumprir função de democratizar a informação
FILME COM PÁSSAROS
Num lindo filme americano, Ben tinha visto um rapaz da sua idade abrir a janela, chamar pelos pássaros, e de imediato eles logo vinham ter à sua mão. Então o rapaz oferecia-lhes grãos de arroz e eles agradeciam-lhe voando para cima do seu ombro. Mas consigo não era bem assim. Ben morava na Avenida dos Estados Unidos da América, abria a janela do seu quarto e em frente só havia prédios altos e o vento sempre a soprar. Uma verdadeira muralha de prédios. Ainda por cima, a mãe, numa manhã de Inverno, disse – “Surpresa!” Ele foi à janela, olhou, olhou, pensando no rapaz americano, mas a perder de vista não havia pássaro nenhum. A mãe referia-se a coisa bem diferente, referia-se a cinco tílias adultas que vinham em cima de uns camiões (sic) gigantes para serem replantadas na relva. Que desilusão! Para que queria ele saber das tílias? Elas não voavam nem vinham ter com ele.
Provinham de um jardim distante e a suas longas raízes iriam ser colocadas dentro de uns buracos largos e fundos, do feitio de crateras, e nada mais. Ainda por cima traziam os ramos nus, pretos e sinistros como se tivessem sido queimados. Mau gosto, o da sua mãe. Decididamente, aquelas árvores não faziam parte do seu mundo. Viroulhes costas, decidido. Nem mais iria olhar para elas. E assim, sem que ele desse por isso, as tílias enraizaram-se no novo território, as pontas dos ramos cobriram-se de milhares de folhas verdes, na Avenida havia agora cinco copas frondosas, e ele, zangado, continuava a não dar por nada. Não dava porque a rua estava diferente. Mas um dia, já a Primavera ia muito avançada, Ben acordou de manhã cedo e ouviu um ruído novo. Que ruído era aquele? Quem estaria a chilrear por ali? Surpreendido, correu para a janela, abriu-a e deparou com um bando de pássaros a voar entre as copas das tílias. Lá embaixo, sobre o pavimento, deslizavam os carros, cá em cima, mesmo rente ao sexto andar, gorjeavam os pássaros nos ramos das árvores. Estavam escondidos nas folhas verdes que antes não existiam. Foi, então, a vez de ele gritar para a mãe – “Surpresa! Mãe, vem ver…” Debruçado da janela, Ben não cabia em si de envergonhado e contente. Afinal aquele bando de pássaros, seguindo as árvores, tinha vindo morar com ele. Rápido, era preciso preparar a taça do arroz. Aí vinham eles. Voavam, rodopiavam, bicavam, partiam. E a realidade tornou-se muito mais linda do que no filme americano.
JORGE, Lídia. Filme com pássaros. Disponível em:
https://www.portaldaliteratura.com/textos-de-autores.php?texto=9.
Acesso em: 22 de ago. de 2024.
“Decididamente, aquelas árvores não faziam parte do seu mundo. Virou-lhes costas, decidido”
Assinale a alternativa que indica, respectivamente, a classe gramatical dos termos DECIDIDAMENTE e DECIDIDO.
O texto a seguir se refere à questão.
O perigo de uma história única
“Tínhamos, como era comum, empregados domésticos que moravam em nossa casa e que, vinham de vilarejos rurais em geral, próximos”.
O elemento em destaque, sintaticamente, funciona no trecho como:
Leia a lenda e responda o item.
Lenda da Vitória Régia
Conta a lenda que uma bela índia chamada Naiá apaixonou-se por Jaci (a Lua), que brilhava no céu a iluminar as noites. Nos contos dos pajés e caciques, Jaci de quando em quando descia à Terra para buscar alguma virgem e transformá-la em estrela do céu para lhe fazer companhia. Naiá, ouvindo aquilo, quis também virar estrela para brilhar ao lado de Jaci.
Durante o dia, bravos guerreiros tentavam cortejar Naiá, mas era tudo em vão, pois ela recusava todos os convites de casamento. E mal podia esperar a noite chegar, quando saía para admirar Jaci, que parecia ignorar a pobre Naiá. Mas ela esperava sua subida e sua descida no horizonte e, já quase de manhãzinha, saía correndo em sentido oposto ao Sol para tentar alcançar a Lua. Corria e corria até cair de cansaço no meio da mata. Noite após noite, a tentativa de Naiá se repetia. Até que ela adoeceu. De tanto ser ignorada por Jaci, a moça começou a definhar.
Mesmo doente, não havia uma noite que não fugisse para ir em busca da Lua. Numa dessas vezes, a índia caiu cansada à beira de um igarapé. Quando acordou, teve um susto e quase não acreditou: o reflexo da Lua nas águas claras do igarapé a fizeram exultar de felicidade! Finalmente ela estava ali, bem próxima de suas mãos. Naiá não teve dúvidas: mergulhou nas águas profundas e acabou se afogando.
Jaci, vendo o sacrifício da índia, resolveu
transformá-la numa estrela incomum. O destino de Naiá
não estava no céu, mas nas águas, a refletir o clarão do
luar. Naiá virou a Vitória Régia, a grande flor
amazônica das águas calmas, a estrela das águas, tão
linda quanto as estrelas e com um perfume
inconfundível. E que só abre suas pétalas ao luar.
Leia o texto e responda a questão.
Dança popular no Brasil, quadrilha junina é oficializada como manifestação da cultura nacional
Um dos mais tradicionais e característicos estilos de dança do Brasil, a quadrilha junina junta-se a outros marcos, como as escolas de samba, o forró e as próprias festas juninas e, a partir desta segunda-feira (24/6), passa a ser reconhecida como manifestação da cultura nacional. A Lei Nº 14.900, que oficializa a decisão, foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra Margareth Menezes (Cultura) e publicada no Diário Oficial da União.
As raízes das quadrilhas juninas têm origem nas danças de salão europeias, que chegaram ao Brasil pela corte portuguesa no início do século XIX. A “quadrille” surgiu em Paris, no século XVIII, como dança de salão composta por quatro casais. Era dançada pela elite europeia e veio para o Brasil durante o período da Regência, por volta de 1830, onde tornou-se febre no ambiente aristocrático.
A partir da corte carioca, a quadrilha foi
ganhando muito espaço junto ao povo e passou a
incorporar elementos culturais, religiosos e folclóricos
nacionais. Nesse processo de adaptação, ampliou o
número de pares dançantes, abandonou os passos e
ritmos franceses, e, ao longo do tempo, as músicas e o
casamento caipira, que antecede a dança, foram sendo
incorporadas.


O vocábulo “constante” (linha 3) classifica‑se, no contexto em que se insere, como advérbio de tempo.