Questões de Concurso Sobre advérbios em português

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Q4277015 Português

Acredita quem quer



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acreditaquem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um trecho retirado do texto em que o termo sublinhado NÃO seja um adjunto adverbial.
Alternativas
Q4276039 Português
Leia o texto e responda à questão.


A unanimidade possível


A reunião começou às nove em ponto, o que, na empresa Horizonte Integrado, significava nove e vinte. Na sala envidraçada, oito pessoas se acomodaram diante de uma tela que exibia o título “Novo Modelo de Colaboração”. Ninguém sabia exatamente o que seria decidido, mas todos concordavam que a decisão já estava atrasada.

Renato, diretor de Estratégia, abriu os trabalhos:

— Precisamos construir um consenso que respeite a diversidade de perspectivas.

A frase foi recebida com acenos graves. Elisa, gerente de Recursos Humanos, anotou “consenso” em seu caderno. Para ela, a palavra significava convencer os demais de que o trabalho presencial deveria aumentar. Otávio, responsável pela área financeira, entendeu o contrário: consenso seria reduzir o espaço físico e, com ele, as despesas. Lúcia, da comunicação, imaginou uma campanha interna com fotografias de pessoas sorrindo ao redor de uma mesa. Bruno, do setor jurídico, preferiu não imaginar nada antes de conhecer os riscos.

— O modelo atual precisa ser flexibilizado — continuou Renato.

— Concordo plenamente — disse Elisa.

Ela pensava em horários mais rígidos, desde que fossem chamados de “faixas de integração”.

— Concordo também — afirmou Otávio.

Ele pensava em eliminar estações de trabalho fixas.

— Faz todo sentido — acrescentou Lúcia.

Ela já escolhera o slogan: “Mais liberdade para estarmos juntos”.

Bruno ergueu a mão:

— Quando falamos em flexibilidade, estamos tratando de presença, jornada, local de trabalho ou metas?

Renato sorriu com a serenidade de quem considera a precisão um obstáculo operacional.

— Estamos tratando de uma visão mais ampla.

Bruno anotou que a visão era ampla o bastante para não caber numa definição.

A discussão prosseguiu. Elisa defendeu “o fortalecimento dos vínculos”. Otávio apoiou, entendendo que vínculos fortalecidos diminuiriam pedidos de demissão. Lúcia apoiou também, imaginando vídeos de aniversários corporativos. Bruno perguntou se os vínculos incluíam obrigações adicionais. Renato respondeu que aquele era um tema para uma etapa posterior, o que, na empresa, designava o lugar onde as perguntas difíceis eram cuidadosamente guardadas.

Perto do meio-dia, surgiu a expressão “autonomia responsável”. Todos a receberam com entusiasmo.

Para Elisa, autonomia responsável significava liberdade para organizar o próprio trabalho, desde que o empregado estivesse disponível quando a liderança julgasse necessário. Para Otávio, significava entregar mais com menos recursos. Para Lúcia, era uma combinação perfeita de palavras positivas. Para Bruno, era uma fórmula que poderia significar qualquer coisa e, por isso mesmo, exigiria quinze páginas de regulamento.

— Então estamos alinhados — concluiu Renato.

Ninguém perguntou em relação a quê.

A ata registrou que o grupo aprovara, por unanimidade, um modelo híbrido, flexível, eficiente, humano e financeiramente sustentável. O documento não indicava quantos dias seriam presenciais, quem escolheria esses dias, como seriam avaliadas as metas nem o que aconteceria quando flexibilidade e controle apontassem para direções opostas.

Na manhã seguinte, cada setor comunicou a decisão à sua maneira.

Recursos Humanos anunciou três dias obrigatórios no escritório. O Financeiro informou que as mesas seriam compartilhadas e que parte do prédio seria devolvida. A Comunicação publicou: “Agora, cada pessoa poderá escolher onde produzir melhor”. O Jurídico enviou uma nota esclarecendo que nenhuma escolha estava autorizada até a publicação das regras.

Os funcionários, surpreendentemente, também concordaram. Alguns entenderam que poderiam trabalhar de casa. Outros concluíram que precisariam voltar ao escritório. Houve quem acreditasse que nada mudaria, hipótese que a experiência tornava bastante plausível.

Renato leu as mensagens e convocou nova reunião.

No convite, escreveu:

“Precisamos alinhar o entendimento sobre o alinhamento.”

Desta vez, todos compreenderam a urgência.

Cada um, naturalmente, compreendeu uma urgência diferente.


Fonte: Banca Elaboradora
No período “Houve quem acreditasse que nada mudaria, hipótese que a experiência tornava bastante plausível”, considere o primeiro “que”, em “acreditasse que”, o segundo “que”, em “hipótese que”, e a palavra “bastante”.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4275512 Português

Imagem associada para resolução da questão

IPLACAS. Piso escorregadio. Disponível em: <https://www.iplacas.com.br/atencao/piso-escorregadio>


Na placa de advertência acima, é correto afirmar que existe(m):  

Alternativas
Q4275510 Português
Marque a alternativa em que a palavra destacada tem natureza adverbial, indicando uma circunstância da ação.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo - RS Provas: FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Advogado do CREAS/SUAS | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Analista de Suporte | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquiteto | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquiteto Hospitalar | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Analista de Desenvolvimento de Sistemas | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Cirurgião Dentista - Especialista Buco-Maxilo-Facial | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Contador | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Educador Social | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Agrônomo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquivista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro de Tráfego | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Eletricista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Assistente Social AS | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Químico | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Bibliotecário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Biólogo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Oftalmologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Otorrinolaringologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Odontólogo Especialista em Pacientes com Necessidades Especiais | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Tradutor Intérprete de Libras | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Psicólogo PS |
Q4274152 Português
Com base no fragmento retirado do texto “Mas foi ali que fiscais passaram a rastrear toneladas de toras e varetas de pau-brasil extraídas ilegalmente de áreas protegidas e mantidas em depósitos sem documentação ou acobertadas por registros fraudulentos”, sobre os vocábulos sublinhados, analise a sentença abaixo:

O vocábulo “Mas” é uma conjunção coordenativa adversativa que estabelece uma relação de contraste com a informação apresentada anteriormente no texto, enquanto o vocábulo “e”, empregado entre “toras” e “varetas”, é uma conjunção coordenativa aditiva que liga termos de mesma função sintática (1ª parte). O vocábulo “ilegalmente” é um advérbio de modo que modifica a forma verbal “extraídas”, indicando a maneira como ocorreu a extração das toras e varetas de pau-brasil (2ª parte). O vocábulo “fraudulentos” é um adjetivo que caracteriza o substantivo “registros” e exerce, no fragmento, a função sintática de predicativo do sujeito (3ª parte).

Quais partes estão corretas?
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo - RS Provas: FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Advogado do CREAS/SUAS | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Analista de Suporte | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquiteto | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquiteto Hospitalar | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Analista de Desenvolvimento de Sistemas | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Cirurgião Dentista - Especialista Buco-Maxilo-Facial | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Contador | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Educador Social | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Agrônomo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquivista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro de Tráfego | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Eletricista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Assistente Social AS | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Químico | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Bibliotecário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Biólogo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Oftalmologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Otorrinolaringologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Odontólogo Especialista em Pacientes com Necessidades Especiais | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Tradutor Intérprete de Libras | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Psicólogo PS |
Q4274151 Português
Considerando a classificação morfológica e o funcionamento dos vocábulos sublinhados nos seguintes trechos, retirados do texto, analise as assertivas abaixo:

I. Em “um pequeno grupo de fiscais passou a investigar o comércio”, o vocábulo sublinhado é uma preposição que introduz o verbo “investigar”, empregado no infinitivo.
II. Em “uma das espécies mais ameaçadas da Mata Atlântica”, o vocábulo sublinhado é um advérbio de intensidade que modifica o adjetivo “ameaçadas”.
III. Em “Mas foi ali que fiscais passaram a rastrear toneladas de toras e varetas”, o vocábulo sublinhado é um advérbio de lugar que contribui para a coesão textual ao retomar a localidade de Guaraná.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4271299 Português
Gênero, raça e origem familiar definem mobilidade social, diz estudo
Por Bruno Bocchini
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/genero-raca-e-origem-
familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo – texto adaptado especialmente para esta prova).  
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as classes gramaticais às palavras sublinhadas no trechos abaixo, retirados do texto. 

Coluna 1
1. Adjetivo.
2. Advérbio.
3. Conjunção.
4. Preposição.
5. Pronome. 

Coluna 2  
(  ) “gênero, raça e origem familiar são os principais condicionantes”.
(  ) “em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab”.
(  ) “famílias situadas entre os 25% mais pobres da distribuição de renda”.
(  )  “Essa disparidade aparece também no recorte racial”.
(  ) “entre as mulheres brancas esse percentual é menor”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:  
Alternativas
Q4267997 Português

As lições do quase



Por Helô Bacichette



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-

quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).  

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando a classe gramatical às respectivas ocorrências da palavra “quase”.

Coluna 1
1. Advérbio.
2. Substantivo.

Coluna 2
( ) “Era alguém criado quase como filho”.
( ) “O quase atravessa a vida de todos nós”.
( ) “Não por acaso, a literatura também gosta dos quases”.
( ) “Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4262482 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I

Bom dia, por favor e obrigado

  Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
    É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
   Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De quem é a culpa?
    Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
    Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal. Indelicadeza? Jamais.
    Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
    Ficavam claras as boas intenções.
    A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
    De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
    As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
   Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
   O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
   Civilidade? Vá procurar a sua turma!
  A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
   Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs, decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer “obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
    Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
    “Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.


Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
Observe o fragmento “Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram às vezes esquecidos, nunca por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal” (5º parágrafo) e analise as assertivas que seguem.

I- Os termos “nunca” e “talvez” indicam circunstância de tempo, razão pela qual são classificados morfologicamente como advérbios.
II- No excerto analisado, o termo “obrigado” classifica-se morfologicamente como substantivo.
III- No excerto apresentado, o termo “se” funciona como pronome reflexivo.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4260363 Português
TEXTO II


SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


MORAES, Vinicius de. Nova antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
O autor do Texto II usa repetidas vezes a locução “de repente”. Considerando o estudo das classes de palavras, trata-se de uma:
Alternativas
Q4259987 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada tem natureza adverbial, indicando circunstância de uma ação:
Alternativas
Q4258878 Português
 Leia o trecho a seguir:

“Os jovens realmente precisam de novas oportunidades para crescer profissionalmente.”

Assinale a alternativa em que a classificação das palavras destacadas está CORRETA.
Alternativas
Q4258482 Português

Analise a charge abaixo:



Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2020/08/ atividade-de-lingua-portuguesa-genero-charge-anos-finais/. Acesso em: 25 jun. 2026.


Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) em relação à charge. ( ) O efeito de humor da charge consiste na leitura alfanumérica do código de barras.


( ) A charge estabelece uma crítica social ao identificar a falta de letramento digital por certo grupo de indivíduos.

( ) O segundo balão descreve uma gradação das barras do “código de barras”.

( ) O termo “agora” é um advérbio de tempo que está indicando o momento em que uma ação deve ser realizada.

( ) Os termos “fino”, “grosso”, “fininho” e “grossão” são adjetivos que qualificam a espessura dos “códigos de barra”.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo

Alternativas
Q4256471 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Implementação de políticas públicas

    As políticas públicas, como campo do conhecimento, têm sua origem na ciência política americana e remonta aos estudos da década de 1950. O termo poltcy scíences foi criado por Harold Lasswell em 1951 e designa o estudo das políticas públicas como uma ciência aplicada. Para Lasswell (1951), as políticas públicas mereciam ser consideradas um objeto de estudo próprio, com o intuito de aumentar a racionalidade das decisões das organizações públicas.
    Existem inúmeras definições para o termo "políticas públicas" na literatura do campo. Entretanto, não existe uma única, nem melhor, definição sobre o que seja política pública. De modo geral, as políticas públicas podem ser compreendidas como o conjunto de ações e atividades empreendidas pelos governos com a finalidade de produzir mudanças na economia e na sociedade. Diante das muitas definições, infere-se que o estudo da política pública é um fenômeno complexo multidisciplinar, que envolve diversas áreas de conhecimento, e com multiplicidade de atores, internos e externos ao Estado.
   Com o objetivo de aprimorar a racionalidade dos estudos de políticas públicas, Lasswell (1951) delineou uma abordagem para a análise das políticas que propunha observá-las como um processo (policy process). O estudo da política pública como processo parte do pressuposto de que sua formação ocorre a partir de um conjunto inter-relacionado de estágios, por meio dos quais os temas e as deliberações fluem de forma mais ou menos sequencial. A perspectiva de etapas ou ciclos baseia-se na ideia de que todas as políticas passam pelos mesmos estágios, permitindo não apenas simplificar a compreensão do complexo processo de produção de políticas, mas também destacar seus aspectos centrais, como formulação, implementação e avaliação, entre outros, facilitando e impulsionando o desenvolvimento do próprio campo de estudos.
    O enfoque sobre a fase de implementação das políticas públicas constitui uma perspectiva relativamente recente na agenda de pesquisas dedicadas ao campo das políticas públicas. A implementação de políticas públicas é uma tarefa árdua e complexa, que envolve uma serie de fatores e atores, sendo que as decisões tomadas nessa etapa são cruciais para o sucesso das iniciativas governamentais. Na literatura, distintos modelos de análise e abordagens para a compreensão do processo de implementação foram desenvolvidos ao longo de diferentes gerações de pesquisas, que enfatizam perspectivas diversas, com destaque para os modelos top-down e bottom-up.
    O modelo top-down (de cima para baixo) caracteriza-se como um processo hierárquico e verticalizado, no qual as políticas são formuladas por agentes do alto escalão, legitimadas pelo grupo político que as comanda e, posteriormente, traduzidas em instruções aos níveis hierárquicos inferiores, ate alcançarem o público beneficiário. A abordagem botton-up (de baixo para cima), por sua vez, inicia a análise na outra extremidade do processo de implementação, com o objetivo de compreender a atuação dos implementadores da linha de frente, demonstrando que o sucesso ou o insucesso dos programas depende, em grande medida, das habilidades e das decisões dos atores envolvidos na implementação. Os debates em torno das abordagens top-down e bottom-up conduziram à formação de uma nova geração de estudos, sustentada pela compreensão de que são necessários olhares integrados, capazes de articular diferentes planos analíticos e conciliar estratégias dedutivas e indutivas.

Fonte: PIMENTEL, R. G. R; FERREIRA, V. R. S. Redes de cooperação e implementação de políticas públicas: análise sistemática do tema. Revista Brasileira de Gestão Pública, v. 4, n. l, 2025 (com adaptações).
Considere o seguinte período extraído do quarto paragrafo do texto: O enfoque sobre a fase de implementação das politicas publicas constitui uma perspectiva relativamente recente na agenda de pesquisas... Os vocábulos sublinhados no trecho classificam-se, CORRETA e respectivamente, como: 
Alternativas
Q4255490 Português
Leia o texto para responder a questão.


‘Tremembé’: como vivem hoje os criminosos da série da Prime Video

Nomes como Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga fazem parte da produção

Por Giovanna Fraguito – 13 nov 2025, 10h00


   A série Tremembé, lançada no final de outubro na Prime Video, baseada nos livros do jornalista Ullisses Campbell, retrata o cotidiano de detentos famosos, que conviveram na penitenciária do interior paulista. Com o sucesso da produção, aumentou também o interesse sobre como estão os nomes que tiveram suas penas relembradas. A seguir, como cada um dos citados vive.

  Suzane von Richthofen (Marina Ruy Barbosa), que cumpria pena de 34 anos pela morte dos pais, progrediu para o regime aberto em janeiro de 2023. Desde então, retomou presencialmente o curso de direito, que havia iniciado ainda na prisão, além de ter se casado com o médico Felipe Zecchini Muniz e dado à luz seu primeiro filho em janeiro de 2024. Atualmente, mora em Angatuba (SP) e é dona de um micro empreendimento, uma loja online que comercializa chinelos e outros produtos artesanais personalizados.

  Daniel e Cristian Cravinhos, condenados respectivamente a 39 e 38 anos de prisão, encontram-se atualmente em regime aberto. Daniel (Felipe Simas), que obteve liberdade em 2018, trabalha com customização de motos. E possui além do seu relacionamento com a biomédica Carolina de Andrade. Já Cristian (Kelner Macêdo) teve uma trajetória mais conturbada: chegou a perder o benefício da liberdade após ser detido sob suspeita de agressão e tentativa de suborno a policiais em Sorocaba (SP), mas conquistou sua liberdade em 2024.

  Elize Matsunaga (Carol Garcia), que cumpriu pena de 19 anos e 11 meses pelo assassinato e esquartejamento do marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, diretor executivo da Yoki, vive discretamente em Franca, interior de São Paulo, desde maio de 2022. Após sua libertação, trabalhou como motorista de aplicativo e se dedicou à produção de acessórios para pets. Não há informações sobre a relação com a filha.

    Alexandre Nardoni (Lucas Oradovschi), que cumpria pena de 31 anos pela morte da filha Isabella Nardoni, de 5 anos, em 2008, foi solto em maio de 2024 e trabalha como promotor de vendas na empresa familiar. Anna Carolina Jatobá (Bianca Comparato), condenada a 26 anos no mesmo caso, obteve liberdade em junho de 2023. Embora tenham se separado durante o período de reclusão, foram vistos juntos em agosto de 2025, com indícios de reconciliação. Os dois filhos do casal ficaram sob os cuidados dos avós paternos, família de Alexandre, e hoje têm 18 e 20 anos.

  O ex-médico Roger Abdelmassih (Anselmo Vasconcelos), condenado a 278 anos de prisão, pena posteriormente reduzida para 181 anos, cumpre pena na Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, pelo estupro de 37 pacientes, crimes cometidos em seu consultório de reprodução assistida entre 1995 e 2008. Atualmente, ele ocupa uma cela individual no setor médico. Ele apresenta problemas cardíacos e respiratórios, mas a Justiça tem negado todos os pedidos de prisão domiciliar.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/tremembe-comovivem-hoje-os-criminosos-da-serie-da-prime-video/
No trecho “Elize Matsunaga vive discretamente em Franca”, a palavra destacada é classificada morfologicamente como 
Alternativas
Q4254546 Português
Leia o texto para responder as questões.

Saiba o segredo por trás do gol do
tetracampeonato do Flamengo
Lance de bola parada foi debatido na manhã do sábado, dia da
partida

Por Letícia Marques — Rio de Janeiro 30/11/2025 07h00

        O Flamengo venceu o Palmeiras e conquistou o tetracampeonato da Libertadores, tornando-se o primeiro brasileiro a completar esse feito. Danilo foi o herói da partida, autor do único gol no Monumental de Lima. Mas qual foi o segredo por trás desse lance? 

        Danilo descobriu que seria titular na manhã de sábado, dia do jogo. Ortiz foi preparado para retornar nesta final, mas um incômodo no tornozelo direito, o qual tinha lesionado, no treino de sexta o impediu de ser titular. Foi então que a comissão técnica do Flamengo preparou um plano de jogo com o camisa 13. 

        Rodrigo Caio se juntou à comissão técnica de Filipe Luís em maio e, desde então, tornou-se um dos personagens principais na preparação das bolas paradas, tanto defensivas quanto ofensivas. Mas ele não trabalhou sozinho. Para executar o treinamento em campo, há um trabalho feito fora dos gramados.

        Os analistas de desempenho do Flamengo se dividem para apresentar os dados de qualquer fase do jogo para a comissão técnica. No caso do Rodrigo Caio, ele estuda e analisa os dados das bolas paradas de olho nos pontos fortes e fracos dos adversários. No ensaio dos lances, Filipe Luís está sempre ao lado do ex-zagueiro. O auxiliar Marcio Torres é outro que participa ativamente.  

        Na manhã de sábado, horas antes do jogo contra o Palmeiras, os jogadores tomaram conhecimento de um plano que era ter Danilo como homem livre na bola parada. Para isso, um dos companheiros seria responsável pelo bloqueio do marcador. No lance do gol, Arrascaeta é quem bate o escanteio, e Jorginho é quem faz a parede na marcação do Palmeiras.  

        — Já te digo que fazer o gol da final não estava nesse script. Mas, por acaso, hoje a gente preparou a bola parada de uma maneira que eu era o homem livre. Então a gente sabia que eu ia ter a oportunidade se a bola fosse no lugar que a gente trabalhou. E aí a competência do Arrascaeta que bateu, a minha competência de achar o tempo da bola e afundar pra dentro gol — revelou Danilo.  

        — Tem um pouco de instinto. Falei com o pessoal que se tiver algum vídeo antes (da cabeçada) vão me ver falando "procura a bola, procura a bola". Depois tem o bloqueio do Jorginho. Um de nós estaria livre. É o trabalho do Rodrigo (Caio). É todo o conjunto de fatores que a gente trabalha para fazer a diferença. Foi de olho aberto (a cabeçada)! — completou o zagueiro. 

        Rodrigo Caio foi a peça escolhida a dedo por Filipe Luís para compor a sua comissão técnica depois da demissão de Alegria, que era um dos responsáveis pelos treinos de bola parada e foi demitido pelo Flamengo em maio. A decisão se passou pela necessidade de ter alguém com vivência dentro de campo e que pudesse usar esta experiência para discutir as decisões do dia a dia.  

        A carreira como zagueiro o consolidou para trocar informações sobre bola parada e, aos poucos, tornou-se a referência na comissão técnica. Curiosamente, com os ensinamentos de um ex-zagueiro multicampeão, os defensores do elenco colecionam bons números.

        Ao todo, na temporada, Danilo tem quatro gols e duas assistências em 34 jogos, e Léo Ortiz tem exatamente a mesma participações em gols, mas em 52 jogos. Enquanto isso, Léo Pereira soma cinco gols em 59 partidas. 

Disponível em https://ge.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2025/11/30/saiba-osegredo-por-tras-do-gol-do-tetracampeonato-do-flamengo.ghtml
Considerando as regras de Uso de Mau e Mal, assinale a frase que está integralmente correta, baseada no contexto de desempenho e trabalho da equipe. 
Alternativas
Q4252977 Português
Leia o texto para responder as questões.



Tia Ciata: a matriarca do samba

Como Hilária Batista de Almeida se tornou uma figura
essencial para o surgimento do samba?


     O samba é uma das maiores expressões culturais do Brasil, e sua popularização deve muito a uma mulher que, mesmo sem ser musicista, exerceu papel fundamental em sua origem. Hilária Batista de Almeida, conhecida como Tia Ciata ou Aciata, nasceu em 13 de janeiro de 1854, em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. Desde jovem, a religiosidade esteve presente em sua vida, e aos 16 anos, ela foi uma das fundadoras da Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira (Bahia). Filha de Oxum e iniciada no Candomblé, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 22 anos, com o marido, e teve 14 filhos. Lá, deu continuidade aos preceitos religiosos na casa de João Alabá, tornando-se Mãe-Pequena, importante cargo na Umbanda.

      Tia Ciata sempre foi uma mulher cuja vida se entrelaçava com o trabalho e a religião, desempenhando um papel fundamental na construção da tradição das baianas quituteiras no Rio de Janeiro. Com suas roupas majestosas, adornadas com colares e pulseiras, ela simbolizava a força e a presença de uma cultura afro-brasileira rica e vibrante. Suas atividades profissionais eram sempre acompanhadas de uma profunda conexão com suas crenças, o que a tornava uma figura respeitada tanto na comunidade religiosa quanto na sociedade carioca.

       [...]


    Essas festas se tornaram uma verdadeira tradição, sempre seguidas de uma cerimônia religiosa, muitas vezes precedida por uma missa cristã. Após os rituais, músicos e capoeiristas amigos da casa armavam um pagode, com violões, pandeiros, ganzás e muito samba, criando uma atmosfera única de celebração. Sua casa se tornava um centro cultural, onde eram promovidos saraus com chorões (músicos de choro) e bailes dançantes no salão da frente, enquanto, no fundo do quintal, o samba fluía sem parar. E, para encerrar as festividades, sempre havia a cerimônia de candomblé, que unia todas essas manifestações culturais e religiosas em uma celebração completa.

     Foi nesses encontros, que duraram por 20 anos e se concentraram nas proximidades da Praça Onze, no Rio de Janeiro, perto da Sociedade Recreativa Paladinos da Cidade Nova e, mais tarde, da Sociedade Carnavalesca Kananga do Japão (fundada em 1910 como rancho), que se formou um dos maiores núcleos de músicos negros brasileiros. Nomes como Donga, João da Baiana, Chico da Baiana, Pixinguinha, Heitor dos Prazeres, Sinhô, Caninha, Didi de Gracinda, Marinho que Toca, Mauro de Almeida, João da Mata, Mirandella, Mestre Germano, China, Catulo da Paixão Cearense, entre outros, frequentavam essas festas, inicialmente ainda crianças e depois já consagrados artistas, trocando experiências e criando laços que ajudaram a moldar a música popular brasileira.

      Contudo, no início do século XX, apenas alguns anos após a abolição da escravidão, a comunidade negra ainda enfrentava um forte preconceito cultural, e a discriminação era uma realidade constante. As rodas de samba, por exemplo, eram frequentemente alvo de repressão. A polícia, alegando “vadiagem”, encerrava as festas com o pretexto de que essas reuniões eram proibidas pelas autoridades. No entanto, esse cenário de hostilidade começou a mudar após um episódio específico que transformou a dinâmica dessas celebrações e possibilitou uma maior liberdade para o samba se expandir. 

       O presidente da época, Venceslau Braz, que governou o Brasil entre 1914 e 1918, enfrentava um problema de saúde grave: uma ferida na perna que, apesar dos esforços dos melhores médicos do país, não apresentava sinais de cura. Já sem alternativas na medicina tradicional, Venceslau Braz, sabendo da fama de curandeira de Tia Ciata, decidiu chamá-la ao Palácio do Catete para tratar de sua enfermidade. E, como que por milagre, dias depois a ferida cicatrizou. Em agradecimento, o presidente não apenas autorizou todas as festas promovidas por Ciata, mas também deu um emprego a seu marido, nomeando-o Chefe de Gabinete na polícia, além de ordenar que dois soldados realizassem a segurança das reuniões. Com esse apoio oficial, as festas passaram a ser mais seguidas e frequentadas, e os músicos, agora com mais liberdade, começaram a se sentir mais à vontade para criar e inovar.

     Foi nesse contexto que, no final de 1916 e início de 1917, na casa de Tia Ciata, surgiram os primeiros sinais do que seria o primeiro samba gravado no Brasil: Pelo Telefone, de autoria de Donga e Mauro de Almeida. Esse samba, composto durante uma das muitas reuniões que aconteciam na casa de Tia Ciata, é considerado um marco na história da música brasileira.

     As raízes africanas e a influência adquirida por Tia Ciata tiveram um impacto profundo e duradouro na história da música brasileira, alterando para sempre o curso do samba e o status cultural que ele possui atualmente. A importância de Hilária Batista de Almeida, tanto para a popularização do samba quanto para a preservação e evolução das tradições culturais afro-brasileiras, é inquestionável. Seu legado permanece vivo nos terreiros, nas escolas de samba, nas rodas de choro e samba, e em cada aspecto da cultura negra brasileira que continua a florescer e a enriquecer o país. Tia Ciata não apenas ajudou a moldar o samba, mas também garantiu que as tradições afro-brasileiras seguissem sendo celebradas e respeitadas, mantendo-se vibrantes nas gerações seguintes.


Disponível em https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/blog-espaco/tiaciata-a-matriarca-do-samba/ 
No trecho “As rodas de samba eram frequentemente alvo de repressão”, a palavra “frequentemente” indica uma
Alternativas
Q4252975 Português
Leia o texto para responder as questões.



Tia Ciata: a matriarca do samba

Como Hilária Batista de Almeida se tornou uma figura
essencial para o surgimento do samba?


     O samba é uma das maiores expressões culturais do Brasil, e sua popularização deve muito a uma mulher que, mesmo sem ser musicista, exerceu papel fundamental em sua origem. Hilária Batista de Almeida, conhecida como Tia Ciata ou Aciata, nasceu em 13 de janeiro de 1854, em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. Desde jovem, a religiosidade esteve presente em sua vida, e aos 16 anos, ela foi uma das fundadoras da Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira (Bahia). Filha de Oxum e iniciada no Candomblé, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 22 anos, com o marido, e teve 14 filhos. Lá, deu continuidade aos preceitos religiosos na casa de João Alabá, tornando-se Mãe-Pequena, importante cargo na Umbanda.

      Tia Ciata sempre foi uma mulher cuja vida se entrelaçava com o trabalho e a religião, desempenhando um papel fundamental na construção da tradição das baianas quituteiras no Rio de Janeiro. Com suas roupas majestosas, adornadas com colares e pulseiras, ela simbolizava a força e a presença de uma cultura afro-brasileira rica e vibrante. Suas atividades profissionais eram sempre acompanhadas de uma profunda conexão com suas crenças, o que a tornava uma figura respeitada tanto na comunidade religiosa quanto na sociedade carioca.

       [...]


    Essas festas se tornaram uma verdadeira tradição, sempre seguidas de uma cerimônia religiosa, muitas vezes precedida por uma missa cristã. Após os rituais, músicos e capoeiristas amigos da casa armavam um pagode, com violões, pandeiros, ganzás e muito samba, criando uma atmosfera única de celebração. Sua casa se tornava um centro cultural, onde eram promovidos saraus com chorões (músicos de choro) e bailes dançantes no salão da frente, enquanto, no fundo do quintal, o samba fluía sem parar. E, para encerrar as festividades, sempre havia a cerimônia de candomblé, que unia todas essas manifestações culturais e religiosas em uma celebração completa.

     Foi nesses encontros, que duraram por 20 anos e se concentraram nas proximidades da Praça Onze, no Rio de Janeiro, perto da Sociedade Recreativa Paladinos da Cidade Nova e, mais tarde, da Sociedade Carnavalesca Kananga do Japão (fundada em 1910 como rancho), que se formou um dos maiores núcleos de músicos negros brasileiros. Nomes como Donga, João da Baiana, Chico da Baiana, Pixinguinha, Heitor dos Prazeres, Sinhô, Caninha, Didi de Gracinda, Marinho que Toca, Mauro de Almeida, João da Mata, Mirandella, Mestre Germano, China, Catulo da Paixão Cearense, entre outros, frequentavam essas festas, inicialmente ainda crianças e depois já consagrados artistas, trocando experiências e criando laços que ajudaram a moldar a música popular brasileira.

      Contudo, no início do século XX, apenas alguns anos após a abolição da escravidão, a comunidade negra ainda enfrentava um forte preconceito cultural, e a discriminação era uma realidade constante. As rodas de samba, por exemplo, eram frequentemente alvo de repressão. A polícia, alegando “vadiagem”, encerrava as festas com o pretexto de que essas reuniões eram proibidas pelas autoridades. No entanto, esse cenário de hostilidade começou a mudar após um episódio específico que transformou a dinâmica dessas celebrações e possibilitou uma maior liberdade para o samba se expandir. 

       O presidente da época, Venceslau Braz, que governou o Brasil entre 1914 e 1918, enfrentava um problema de saúde grave: uma ferida na perna que, apesar dos esforços dos melhores médicos do país, não apresentava sinais de cura. Já sem alternativas na medicina tradicional, Venceslau Braz, sabendo da fama de curandeira de Tia Ciata, decidiu chamá-la ao Palácio do Catete para tratar de sua enfermidade. E, como que por milagre, dias depois a ferida cicatrizou. Em agradecimento, o presidente não apenas autorizou todas as festas promovidas por Ciata, mas também deu um emprego a seu marido, nomeando-o Chefe de Gabinete na polícia, além de ordenar que dois soldados realizassem a segurança das reuniões. Com esse apoio oficial, as festas passaram a ser mais seguidas e frequentadas, e os músicos, agora com mais liberdade, começaram a se sentir mais à vontade para criar e inovar.

     Foi nesse contexto que, no final de 1916 e início de 1917, na casa de Tia Ciata, surgiram os primeiros sinais do que seria o primeiro samba gravado no Brasil: Pelo Telefone, de autoria de Donga e Mauro de Almeida. Esse samba, composto durante uma das muitas reuniões que aconteciam na casa de Tia Ciata, é considerado um marco na história da música brasileira.

     As raízes africanas e a influência adquirida por Tia Ciata tiveram um impacto profundo e duradouro na história da música brasileira, alterando para sempre o curso do samba e o status cultural que ele possui atualmente. A importância de Hilária Batista de Almeida, tanto para a popularização do samba quanto para a preservação e evolução das tradições culturais afro-brasileiras, é inquestionável. Seu legado permanece vivo nos terreiros, nas escolas de samba, nas rodas de choro e samba, e em cada aspecto da cultura negra brasileira que continua a florescer e a enriquecer o país. Tia Ciata não apenas ajudou a moldar o samba, mas também garantiu que as tradições afro-brasileiras seguissem sendo celebradas e respeitadas, mantendo-se vibrantes nas gerações seguintes.


Disponível em https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/blog-espaco/tiaciata-a-matriarca-do-samba/ 
De acordo com o texto, assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
“O presidente Venceslau Braz sofria com uma ferida que o fazia sentir-se muito ____ até ser curado por Tia Ciata.”
Alternativas
Q4247190 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada tem natureza adverbial, indicando uma circunstância da ação verbal.
Alternativas
Q4247082 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 
Assinale a alternativa em que o advérbio ou a locução adverbial destacado(a) modifica um adjetivo. 
Alternativas
Respostas
1: D
2: A
3: B
4: D
5: C
6: D
7: D
8: E
9: B
10: A
11: E
12: B
13: D
14: B
15: B
16: C
17: A
18: B
19: A
20: A