Questões de Concurso
Sobre advérbios em português
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Leia o texto para responder à questão.
Nocaute tecnológico
Abro o freezer e vasculho até capturar uma lasanha. Devorado pela fome, seria capaz de comê-la tal como está, fingindo ser sorvete. Mas ainda não cheguei a esse estado de selvageria. Com um nó no estômago, disponho-me a enfrentar meu novo micro-ondas. Provavelmente é mais fácil pilotar um avião. Possui um painel cheio de opções. Determina como descongelar carne, frango ou peixe. De massas, nenhuma indicação. Minto e, ao tocar as teclas digitais, finjo que não é lasanha, mas peixe. Irredutível, o aparelho marca o tempo que considera adequado. No final, sou constrangido a jantar pedaços de massa ferventes misturados com cubos de gelo.
Meu sonho é o aparelho capaz de fazer uma única coisa, com um único botão. De fato, a tecnologia ainda não resolveu alguns dilemas mais simples do ser humano. Não conheço nenhuma máquina de descascar batatas realmente efetiva. Ou que nos livre das panelas engorduradas. Merece medalha olímpica o sujeito capaz de usar a agenda do celular sem perder nenhum telefone. O mesmo vale para as agendas eletrônicas de bolso. A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. Que raiva! Diante de tantos comandos, utilidades e possibilidades, tenho a sensação de que comprei um jatinho quando só queria uma bicicleta.
Recordo o amigo que recomenda uma agenda de bolso, pequena, prática, barata e à prova de qualquer distúrbio eletrônico. Trata-se do velho e bom caderninho de telefones, acompanhado de uma caneta. É isso aí, e estamos conversados!
(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 11.09.1996. Adaptado)
Uma palavrinha
Uma senhora chegou perto de mim enquanto eu almoçava com a minha esposa no restaurante O Italiano. Pensei que quisesse uma selfie. Nada a ver, não era tietagem. Você se sente ainda mais anônimo quando deduz equivocadamente que alguém o reconheceu. A confusão levou-me a um profundo constrangimento.
Ela pediu uma palavrinha comigo.
Beatriz estranhou: que ser era aquele que aparecia de paraquedas, de repente, e solicitava uma conversa a sós com o marido?
A senhora unicamente me perguntou:
— Separar-se é complicado, não é?
E saiu. Foi embora. Largou a pergunta, a encomenda, a bomba reflexiva, e seguiu o seu rumo como um fantasma, entre mesas e mesas lotadas naquele domingo ensolarado. Sequer aguardou a minha resposta. Acabou sendo um consultório sentimental incidental.
Separar-se não é virar as costas, mas enfrentar de olhos arregalados uma mudança. Por isso é tão difícil. É mudar de casa, mudar de cenário, mudar de vida.
É ter que lidar com a frustração dos parentes que haviam se apegado à companhia de tanto tempo. É perder igualmente a família do par − o sogro, a sogra, os cunhados, os enteados.
É aguentar a saudade do que foi bom, o arrependimento do que foi ruim e, além disso, a tristeza do futuro irrealizado − os objetivos do casal que nunca serão alcançados, confinados nos rascunhos hipotéticos dos sonhos.
Separar-se, portanto, exige uma coragem monstruosa. É quando vocês não têm mais opção, não suportam mais se anular por alguém, não consegue mais ceder nada, restando apenas salvar a si mesmo.
Jamais diga a qualquer pessoa que se separar é fácil. É um desserviço. Pode ser necessário, a única saída, mas é duro. Pode ser imprescindível, mas é desolador.
Não é uma chave que você vira na porta, é uma chave que você devolve.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado.
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/6/7/uma-pa lavrinha


Internet:: <sema.df.gov.br>
Quanto aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
Na oração “e ainda foram implementadas ações de proteção das bacias do Descoberto e do Paranoá” (linhas 41 e 42), o vocábulo “ainda” (linha 42) é empregado como advérbio de tempo.
• ... caçambas sendo atiradas ao chão na madrugada, o asfalto sendo corroído, buracos por toda parte... (2º parágrafo)
• O espantoso é que, com toda a tecnologia de construção que a gente vê pelo mundo inteiro, ainda existam bate-estacas dinossáuricos... (3º parágrafo)
• Mas como manter teletrabalho com a insensatez das construções que, a cada momento, surgem repentinamente ao nosso redor? (3º parágrafo)
As expressões destacadas apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de:
“O porcentual de crianças brasileiras de 0 a 3 anos com acesso à creche subiu de 28% em 2013 para 40% em 2023, de acordo com o recém-divulgado Anuário Brasileiro da Educação Básica, um levantamento da ONG Todos pela Educação realizado em parceria com a Fundação Santillana e a Editora Moderna. Trata-se certamente de um avanço, mas, como bem pontua o estudo, marcado por desigualdades. Esta é, por sinal, uma tônica do levantamento como um todo; apesar de algumas conquistas, a educação básica brasileira segue marcada por deficiências, limitações e desafios”. (Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo do dia 17 de novembro de 2024, edição 47878).


Internet: <https://www.bbc.com>
A questão diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

Relacione classe gramatical (Coluna 1) com palavras do texto (Coluna 2).
Coluna 1
(1) Advérbio.
(2) Preposição.
(3) Verbo.
(4) Substantivo.
Coluna 2
( ) ‘Entre’ (linha 16).
( ) ‘descreve’ (linha 11).
( ) ‘existência’ (linha 01).
( ) ‘Simultaneamente’ (linha 01).
( ) ‘domesticar’ (linha 22).
Qual alternativa a seguir preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses?
A questão diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

Relacione palavras do texto (Coluna 1) com suas classes gramaticais (Coluna 2).
Coluna 1
(1) Substantivo.
(2) Verbo.
(3) Advérbio.
Coluna 2
( ) ‘trato’ (linha 12).
( ) ‘amplamente’ (linha 01).
( ) ‘chiclete’ (título).
( ) ‘muitos’ (linha 22).
( ) ‘move’ (linha 12).
Assinale a alternativa que preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses.
Leia a charge a seguir para responder à questão.

WATTERSON, B. Calvin & Haroldo.
Leia a notícia e responda a questão de 1 a 7.
Mãe e filha estudam juntas e são aprovadas em
universidade federal
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Não é preciso procurar muito para encontrar algum conflito que coloca duas ou mais pessoas - ou grupos - em posições ideológicas opostas, especialmente quando o tema é política. Porém, há alguns anos, esse debate no Brasil e no mundo tem se tornado cada vez mais intenso e menos amigável. Com certeza, algum leitor que está aqui nessa matéria cortou contato com familiares ou deixou de tocar no assunto para não inflamar ainda mais o ambiente. Mas quando foi que a política começou a ficar tão dividida, a ponto de a que vivemos hoje ser considerada uma guerra ideológica?
Luiz Felipe Gonçalves de Carvalho, sociólogo, filósofo e escritor, acredita que é da natureza da política que ela seja mesmo dividida e acolha o dissenso. "Como diria o filósofo francês Jacques Rancière, caso contrário, não seria política, e sim polícia", argumenta. O problema, segundo ele, surge quando a polarização não consegue ser moderada como deveria e acaba fortalecendo os extremismos. "Isso acontece, em geral, em épocas de incertezas sociais extremas, como guerras, revoluções e crise de fome", exemplifica.
Revista Mente Afiada
− Ano 2, Nº 17
− agosto de 2024 (adaptado)