Questões de Concurso
Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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I. Caráter. II. Alcoólatra. III. Púdico.
Estão CORRETOS:
A palavra “saudável” é acentuada pela mesma regra de “também” (1ª parte). A palavra “física” é acentuada pela mesma regra de “científica” (2ª parte).
A sentença está:

Texto especialmente adaptado para esta prova.
Disponível em: https://www.contioutra.com/o-pensamento-ve-o-mundo-melhor-que-os-olhos/.


Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em
http://desacontecimentos.com/?p=301.
I. “específico” (l. 02). II. “simbólico” (l. 05). III. “pública” (l. 10). IV. “clássicas” (l. 11).
Quais estão corretas?

Texto adaptado. Disponível em: http://desacontecimentos.com/?p=435.

I. As paroxítonas não são em geral acentuadas graficamente; recebem, no entanto, acento agudo as vogais, quando atendem a determinadas finalizações, como: l, n, r, x, os, dentre outras. II. Em poucas palavras oxítonas terminadas em –e tônico, geralmente provenientes do francês, essa vogal, por ser articulada nas pronúncias cultas ora como aberta, ora como fechada, admite tanto o acento agudo como o acento circunflexo, como, por exemplo, bebé ou bebê; mantiné ou matinê. III. As formas verbais têm e vêm (3ª pessoa do plural do presente do indicativo de ter e de vir) são acentuadas por se tratarem de monossílabos tônicos – ou oxítonos – terminados em –em’.
Quais estão corretas?

( ) O acento gráfico em experiências e repertórios pode ser justificado por duas regras distintas: por serem paroxítonas terminadas em ditongo crescente; ou por serem vocábulos que terminam por encontro vocálico, podendo, portanto, ser pronunciados como proparoxítonos. ( ) ‘linguístico’ perdeu o trema em virtude da última reforma ortográfica promovida e em vigor atualmente. ( ) A forma verbal ‘está’ é acentuada para estabelecer diferença em relação à ‘esta’, pronome demonstrativo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados na questão.

Fonte: https://super.abril.com.br/saude/suplementos-proteicos-podem-afetar-o-humor-e-o-peso/ – texto adaptado.
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Texto adaptado. Acesso ao original: https://super.abril.com.br/saude/tarefas-domesticas-ajudam-a-
manter-seu-cerebro-saudavel-diz-estudo/
I. A palavra “árvore” recebe acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em “látex”. II. Se fosse retirado o acento da palavra “árvore”, esta alteração geraria outra palavra da língua portuguesa.


Farmácia literária
Imagine chegar ao consultório ou ao hospital com um incômodo qualquer e sair de lá com a prescrição de uma terapia intensiva de George Orwell, seguida de pílulas de Fernando Pessoa, emplastros de Victor Hugo e doses generosas de Monteiro Lobato. Você não leu errado: uma boa história ajuda a aliviar depressão, ansiedade e outros problemas que atingem a cabeça e o resto do organismo.
Quem garante esse poder medicamentoso das ficções são as inglesas Ella Berthoud e Susan Elderkin, que acabam de publicar no Brasil Farmácia Literária (Verus). Redigida no estilo de manual médico, a obra reúne cerca de 200 males divididos em ordem alfabética. Para cada um, há dicas de leituras.
As autoras se conheceram enquanto estudavam literatura na Universidade de Cambridge. Entre um debate sobre um romance e outro, viraram amigas e criaram um serviço de biblioterapia, em que apontam exemplares para indivíduos que procuram assistência. “O termo biblioterapia vem do grego e significa a cura por meio dos livros”, ressalta Ella.
O método é tão sério que virou política de saúde pública no Reino Unido. Desde 2013, pacientes com doenças psiquiátricas recebem indicações do que devem ler direto do especialista. Da mesma maneira que vão à drogaria comprar remédios, eles levam o receituário à biblioteca e tomam emprestados os volumes aconselhados.
A iniciativa britânica foi implementada com base numa série de pesquisas recentes que avaliaram o papel das palavras no bem-estar. Uma experiência realizada na Universidade New School, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas com o hábito de reservar um tempo às letras costumam ter maior empatia, ou seja, uma capacidade ampliada de entender e se colocar no lugar do próximo. Outra pesquisa da também americana Universidade Harvard apontou que leitores ávidos são mais sociáveis e abertos para conversar.
E olha que estamos falando de ficção mesmo. No novo livro não vemos gêneros como autoajuda ou biografia. “Eles já tinham o seu espaço, enquanto as ficções eram um recurso pouco utilizado. É difícil lembrar-se de uma condição que não tenha sido retratada em alguma narrativa”, esclarece Susan.
As autoras acreditam que é possível tirar lições valiosas do que fazer e do que evitar a partir da trajetória de heróis e vilões. “Ler sobre personagens que experimentaram ou sentiram as mesmas coisas que vivencio agora auxilia, inspira e apresenta perspectivas distintas”, completa.
As sugestões percorrem praticamente todas as épocas e movimentos literários da humanidade. A obra mais antiga que integra o livro é a epopeia ‘O Asno de Ouro’, assinada pelo romano Lúcio Apuleio, no século II, que serve de fármaco para exagero na autoconfiança. Há também os moderníssimos ‘Reparação’, do inglês Ian McEwan (solução para excesso de mentira), e ‘1Q84’, do japonês Haruki Murakami (potente para as situações em que o amor simplesmente termina).
Disponível em 20 países, cada edição de Farmácia Literária é adaptada para a cultura local, com a inclusão de verbetes e de literatos nacionais. “Nós precisamos contemplar as obras que formaram e moldaram o ideal daquela nação para que nosso ofício faça sentido”, conta Ella. No caso do Brasil, foram inseridos os principais textos de Machado de Assis, Guimarães Rosa e Milton Hatoum, que fazem companhia aos portugueses Eça de Queirós e José Saramago.
(Rosa Maria Miguel Fontes. Jornalista e
Escritora. Disponível em:
http://blogs.uai.com.br/contaumahistoria/farmaci
a-literaria/. Abril de 2017. Com adaptações.)