Questões de Concurso Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q2434576 Português

Leia o texto a seguir:


Cafezinho


Rubem Braga


Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.

Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase:

– Ele foi tomar café.

A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um “cafezinho”. Para quem espera nervosamente, esse “cafezinho” é qualquer coisa infinita e torturante.

Depois de esperar duas ou três horas, dá vontade de dizer:

– Bem, cavalheiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.

Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago:

– Ele saiu para tomar um café e disse que volta já.

Quando a bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar:

– Ele está?

– Alguém dará o nosso recado sem endereço.

Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo:

– Ele disse que ia tomar um cafezinho…

Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão:

– Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí…

Ah! fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.

Quando vier a grande hora de nosso destino, nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.


Fonte: BRAGA, Rubem. O Conde e o passarinho & Morro de isolamento. Rio de Janeiro: Record, 2022, p. 156-157

A oração que conta com todas as palavras devidamente acentuadas de acordo com a norma-padrão é:

Alternativas
Q2434448 Português

Leia o texto a seguir:


Rastreamento pode reduzir mortes por câncer de pulmão


No Brasil, mais de 80% dos casos da doença são diagnosticados em estágio avançado e com metástase


O câncer de pulmão é o tipo de câncer que mais mata no mundo. Uma doença silenciosa e agressiva, que não costuma manifestar sintomas na fase inicial. "São cerca de 3 milhões de mortes por ano. Esse número é tão elevado porque, em geral, o diagnóstico acontece com a doença em estágio avançado e com metástase para outros órgãos", afirma Gilberto de Castro Júnior, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e oncologista do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo.

O tabagismo está associado a 80% dos casos de câncer de pulmão. "Normalmente são pacientes que fumaram muito, a vida toda, e têm outras comorbidades, como insuficiência coronariana e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), o que agrava o quadro."

Contudo, é importante ressaltar que nem todos os tipos de câncer estão associados ao hábito de fumar. É preciso ter em mente que o câncer de pulmão não se trata de uma doença única: são vários tipos de tumor e o diagnóstico preciso, identificando o tipo e o subtipo do câncer, é fundamental para definir os cuidados adequados.

Neste sentido, a medicina de precisão tem evoluído nos últimos anos e é considerada tratamento de ponta. "Precisamos reconhecer, identificar e diagnosticar as alterações no tumor para definir o tratamento mais específico, com maior efetividade, menor custo em longo prazo e com menos toxicidade", afirma.

Como a maior parte dos cânceres de pulmão não apresenta sintomas nos estágios iniciais, mais de 80% dos casos são diagnosticados em estágio avançado, segundo dados dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC) do Instituto Nacional de Câncer (INCA), divulgados pelo Instituto Oncoguia. "Por isso é fundamental fazer o rastreamento no grupo de alto risco, especialmente em fumantes. Com uma tomografia de tórax com baixa dose de radiação, é possível diagnosticar precocemente e diminuir a mortalidade por câncer de pulmão."

O Brasil ainda não tem um protocolo de rastreamento para câncer de pulmão - um conjunto de métodos que facilite a detecção e diagnóstico precoce do câncer. Nos Estados Unidos, o U.S. Preventive SeNices Task Force (a Força-Tarefa de Serviços Preventivos) recomenda que fumantes ou pessoas que pararam de fumar há menos de 15 anos, com idade entre 50 e 80 anos e com um histórico de 20 "anos-maço" (que fumaram o equivalente a 1 maço por dia durante 20 anos ou 2 maços ao dia durante 10 anos), façam anualmente essa tomografia específica.

"Entre os médicos, não existe a cultura de solicitar exame de rastreamento de câncer de pulmão no Brasil. A discussão sobre um protocolo de rastreamento está acontecendo, mas esbarra em uma série de dificuldades. A principal delas é o baixo acesso aos exames de imagem", diz Castro.


Fonte: https://estudio.folha.uol.com.br/roche/2022/10/rastreamento-pode-reduzir-mortes-por-cancer-de-pulmao.shtml?utm source=native destaque&utm medium=quartaposicao cancer+de+pulmao&utm campaign=Roche. Adaptado. Acesso em 14/07/2021.

A regra de acentuação aplicada à palavra "câncer'' é a mesma que se verifica em:

Alternativas
Q2434376 Português

Todo mundo já ouviu falar que não devemos consumir bebidas alcoólicas se estivermos tomando algum tipo de antibiótico. Entre os propagados motivos para que essa combinação seja evitada estão a perda de eficácia do antibiótico, o aumento da toxicidade do álcool, a ocorrência de efeitos colaterais e até um maior risco de lesões do fígado.

Uma simples busca no Google pelos termos “bebidas alcoólicas e antibióticos” nos permite encontrar dezenas de sites que pregam a ____________ irrestrita do álcool para os pacientes que estão sob tratamento antibiótico. Muitos desses sites citam médicos e trazem supostas explicações científicas para o risco dessa associação.

Infelizmente, a internet está cheia de artigos pseudocientíficos, que, aos olhos da população leiga, podem parecer muito bem ___________, mas que carecem de evidências científicas mínimas para defender os seus pontos de vista.

À luz do atual conhecimento científico, não existe uma resposta única para a pergunta “quem está tomando antibióticos pode beber?”.

Para que essa resposta seja dada de forma correta, nós precisamos saber qual é o antibiótico que está sendo tomado, que infecção está sendo tratada, qual é o estado clínico do paciente e qual é a quantidade de álcool que o indivíduo pretende tomar.

Para resumir em apenas uma frase, podemos dizer que, para a maioria dos pacientes e para a maioria das classes de antibióticos, não há nenhum problema em ingerir bebidas alcoólicas de forma moderada durante o curso dos antibióticos.

Porém, o fato de não haver contraindicações formalizadas para o uso de álcool com certos tipos de antibióticos não significa que essa associação seja totalmente segura. Lembre-se, o paciente sob tratamento antibiótico está doente e abusar no álcool não lhe fará nenhum bem.

Se o paciente estiver com alguma infecção grave ou potencialmente grave, é ___________ que o consumo de álcool deve ser evitado, mesmo que a bebida não tenha nenhuma interação direta com o antibiótico em curso. A questão não é o antibiótico em si, mas sim a doença.


(Fonte: MD Saúde - adaptado.)

Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE:

Alternativas
Q2434047 Português

Distância


Em uma cidade há um milhão e meio de pessoas; em outra há outros milhões: e as cidades são tão longe uma de outra que nesta é inverno quando naquela é verão. Em cada uma dessas cidades há uma pessoa; e essas duas pessoas tão distantes acaso pensareis que podem cultivar em segredo, como plantinha de estufa, um amor a distância?

Andam em ruas tão diferentes e passam o dia falando línguas diversas; cada uma tem em torno de si uma presença constante e inumerável de olhos, vozes, notícias. Não se telefonam nunca; é tão caro, e além disso, que se diriam? Escrevem-se. Mas uma carta leva dias para chegar; ainda que venha vibrando, cálida, cheia de sentimento, quem sabe se no momento em que é lida já não poderia ter sido escrita? A carta não diz o que a outra pessoa está sentindo, diz o que sentiu na semana passada… e as semanas passam de maneira assustadora, os domingos se precipitam mal começam as noites de sábado, as segundas retornam com veemência gritando — “outra semana!” —, e as quartas já têm um gosto de sexta, e o abril de de-já-hoje quando se viu era mudado em agosto…

Sim, há uma frase na carta cheia de calor, cheia de luz, mas a vida presente é traiçoeira e os astrônomos não dizem que muita vez ficamos como patetas a ver uma linda estrela jurando pela sua existência — e, no entanto, há séculos ela se apagou na escuridão do caos, sua luz é que custou a fazer a viagem? Direis que não importa a estrela em si mesma, e sim a luz que ela nos manda — e eu vos direi: amai para entendê-las!

Ao que ama o que lhe importa não é a luz nem o som, é a própria pessoa amada mesma, o seu vero cabelo, e o vero pelo, o osso de seu joelho, sua terna e úmida presença carnal, o imediato calor; é o de hoje, o agora, o aqui — e isso não há.

Então a outra pessoa vira retratinho no bolso, borboleta perdida no ar, brisa que a testa recebe na esquina, tudo o que for eco, sombra, imagem, nada, um pequeno fantasma, e nada mais. E a vida de todo dia vai gastando insensivelmente a outra pessoa, hoje lhe tira um modesto fio de cabelo, amanhã apenas passa a unha de leve fazendo um traço branco na sua coxa queimada pelo sol, de súbito a outra pessoa entra em fading um sábado inteiro, está se gastando, perdendo seu poder emissor a distância.

Cuidais amar uma pessoa, e ao fim vosso amor é um maço de papéis escritos no fundo de uma gaveta que se abre cada vez menos… Não ameis a distância, não ameis, não ameis!

(Rubem Braga. In: 200 Crônicas Escolhidas. Editora Record, 2010.

Adaptado.)

A palavra “cálida”, transcrita do texto, é acentuada pela mesma razão que a seguinte palavra:

Alternativas
Q2433741 Português

“Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel.” (6º§). São palavras acentuadas pelo mesmo motivo que “pé”, “trás” e “móvel”:

Alternativas
Q2433687 Português

Frango tite


Não tão rara quanto o peru nem tão frugal quanto o ovo, a galinha, comida de domingo, era naquela época o símbolo da fome nacional. Já muito antes de nós, o Barão de Itararé diagnosticara: “quando pobre come frango, um dos dois está doente”.

Mas o Sá descobriu que no China da Riachuelo, perto dos Arcos, servia-se aos domingos por preço de banana um prato que se chamava, sem rodeios, frango com arroz. E era verdade. Esse prato restaurou em nós a perdida dignidade dos domingos de outrora, iluminados sempre por uma galinha-ao-molho- -pardo ou um frango-com-farofa-de-miúdos... Era com outra alma que a gente agora lia os suplementos dominicais, almoçava média com pão e manteiga, e esperava a noite. Sim, porque o frango era servido precisamente às sete horas da noite. E a freguesia, naturalmente, era grande. A partir das 6 e meia começava a chegar o pessoal que, como quem não quer nada, espiava para as mesas e ficava por ali — pois o frango era pouco e ninguém queria correr o risco de degradar seu domingo. Às 7 em ponto, o garçom anunciava:

— Atenção, pessoal, vai sair o tite!

Seguia-se o rebuliço das últimas disputas e arranjos: “Dá licença de botar uma cadeira a mais na sua mesa?” “Mas já tem cinco.” “Se não, vou perder o frango...” “Deixa o rapaz sentar.” E lá vinha, em pratos feitos que fumegavam por cima de nossa cabeça, na bandeja do Jacinto, o frango com arroz, vendido inexplicavelmente por cinco pratas. Também, quinze minutos depois, quando mal acabávamos de devorar o último farelo do frango, já se ouvia, irônica, a voz do garçom:

— Acabou o tite! Agora só sopa de entulho!

O “tite”... Por que “tite”? Aquele domingo saí com essa pergunta na cabeça. O Jacinto não dizia “vai sair o frango”, dizia “vai sair o tite”...

— Tite é o seguinte – explicou-me ele. – O senhor Shio, dono do restaurante, faz as compras da semana todo domingo na feira do Largo da Glória. Os frangos e galinhas são trazidos em engradados, se machucam na viagem e alguns chegam na feira morre-não-morre. O senhor Shio, sabendo disso, vai logo perguntando pros feirantes: “Tem galinha tite? Tem galinha tite?” E assim – continuou Jacinto — compra tudo o que é galinha triste que há na feira. Umas estão apenas tristes, outras já morreram de tristeza, mas o chinês compra assim mesmo. E justifica: “Vai moler mesmo!” – disse Jacinto, soltando uma gargalhada. Eu ri também, mas sem achar a mesma graça. Dentro de meu estômago, acabara de se converter em tristeza a euforia de tantos jantares dominicais, a cinco cruzeiros velhos, velhíssimos. Quando contei a história ao pessoal, o Sá me fuzilou com os olhos: “Você é um estraga-jantares!”

Fez-se um longo silêncio naquele anoitecer de domingo.

O Sá falou finalmente: — Bem, vamos à sopa de entulho!


(Disponível em: https://globorural.globo.com/Noticias/Cultura/noticia/ 2016/05/frango-tite.html. Acesso em: 20/03/2023. GULLAR, Ferreira. Frango tite. Adaptado.)

Todas as alternativas apresentam trios de palavras com mesma classificação em relação à disposição do acento tônico, EXCETO:

Alternativas
Q2432721 Português

O texto II serve de base para as questões de 03 a 06.


TEXTO II


COM 3,3 MIL FOCOS, AMAZÔNIA TEM PIOR DIA DE QUEIMADAS EM 15 ANOS, APONTAM DADOS DO INP


01 O total foi registrado nesta segunda (22). Antes, o dia mais recente no 'ranking' de

queimadas foi 30 de setembro de 2007. Seca, desmate e falta de fiscalização explicam

marco, dizem especialistas.

Por Ardilhes Moreira, g1 - 24/08/2022 19h54

05 A atual temporada de queimadas na Amazônia registrou, na segunda-feira (22), um

recorde negativo: 3.358 focos de incêndio no intervalo de 24 horas. É a pior marca em

15 anos, de acordo com dados do programa federal que monitora as queimadas no

bioma.

Considerando a base do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas

10 Espaciais (Inpe), antes do verificado nesta semana, a data mais recente a registrar

um recorde de queimadas havia sido 30 de setembro de 2007, quando o satélite que

monitora a região flagrou 3.936 focos em 24 horas.

Desde essa data, não houve período de 24 horas com número maior do que o desta

segunda-feira, 22 de agosto. De acordo com o próprio lnpe, os números deste dia

15 são compatíveis com valores dos "anos de ocorrências de queimadas mais críticos da

série, de 2004 a 2007".

Quase três vezes mais que o 'Dia do Fogo'

Os 3.358 focos recentes representam ainda quase três vezes aquilo que foi visto em

uma data emblemática na história de destruição do bioma: o "Dia do Fogo".

20 O nome foi dado ao 10 de agosto de 2019, quando fazendeiros no Pará se articularam

criminosamente para provocar queimadas ilegais em diversos pontos da região. Ao

todo, foram 1.173 registrados no "Dia do Fogo".

Aquele mês foi marcado por queimadas recordes no bioma, fazendo até mesmo que

a cidade de São Paulo visse o dia virar noite por causa da fumaça vinda de queimadas

25 na região da Amazônia.

O coordenador do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

(lnpe), Alberto Setzer, explicou em entrevista que há diferenças importantes entre as

duas datas.

"No dia do fogo, houve um evento específico, principalmente no sul do Pará, que

30 contribuiu para este estado ter o maior número de focos na ocasião. Em 22 de agosto,

os focos estão mais distribuídos em três estados", analisa Albert Setzer.

No episódio atual, respondem pela maioria dos focos: Amazonas (35%), Pará (33%) e

Mato Grosso (22%).

"De qualquer forma, os 3.358 focos em 22 de agosto equivalem a quase o triplo dos 1.173

35 em 10 de agosto de 2019 no bioma Amazônia", explica o coordenador do programa.


Disponível em: <https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2022/08/24/com-33-mil-focos-amazonia>.

Acesso em 24 ago. 2022. Adaptado.

Considerando as palavras retiradas do texto, entre aspas nas alternativas abaixo, analise as afirmações acerca da acentuação gráfica e marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2431186 Português

De acordo com Cunha e Cintra, a respeito de ortografia, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Para reproduzirmos na escrita as palavras de nossa língua, empregamos um certo número de sinais gráficos chamados letras e acentos gráficos; o conjunto ordenado de letras de que nos servimos para transcrever os sons que representam as ideias denomina-se vocábulo, o qual, hoje constitui-se de 23 letras.

( ) O acento pode ser agudo, grave ou circunflexo. O agudo é empregado para assinalar as vogais tônicas fechadas i e u, e as vogais tônicas abertas e semiabertas a, e e o. O acento grave é empregado para indicar a crase da preposição a com a forma feminina do artigo (a, as) e com os pronomes demonstrativos a(s), aquele(s), aquilo. O circunflexo é empregado para indicar o timbre semifechado das vogais tônicas a, e e o.

( ) O apóstrofo serve para assinalar a inserção de um fonema – geralmente de uma vogal – no texto lírico, em certas pronúncias populares e em palavras compostas ligadas pela preposição de.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2430240 Português

Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente acentuadas.

Alternativas
Q2430191 Português

Assinale a alternativa correta quanto à ortografia e acentuação gráfica.

Alternativas
Q2429994 Português

Assinale a alternativa em que todas as palavras foram corretamente acentuadas.

Alternativas
Q2429936 Português

Dia da Menopausa: Veja dicas para lidar com os principais sintomas do climatério.


_____Entre os 45 e 55 anos de idade, é comum que as pessoas com útero vivenciem seu último ciclo menstrual, marcando o final da fase reprodutiva feminina. Essa ausência permanente de menstruação, por 12 meses consecutivos, é conhecida como menopausa.

_____Como forma de conscientizar e oferecer apoio às pessoas passando por esse período, o Dia Mundial da Menopausa é celebrado anualmente em 18 de outubro. Comumente, a menopausa é associada a sintomas como ondas de calor, alterações sexuais e de humor, mas especialistas explicam que, na verdade, essas queixas fazem parte do climatério — período de transição da fase reprodutiva para a fase de pós-menopausa.

_____Apesar das manifestações clínicas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) define o climatério como uma etapa biológica e não patológica. Mesmo não sendo considerado uma enfermidade, a ginecologista e obstetra Camila Cambiaghi ressalta que durante esse momento “as mulheres apresentam inúmeras necessidades de prevenção de doenças e de promoção de saúde, e os médicos devem estar atentos a uma série de condutas direcionadas à otimização da qualidade de vida”.

_____O climatério é provocado pela diminuição das funções ovarianas, associadas à produção dos hormônios estrogênio e progesterona. A menopausa é uma consequência desse processo, quando ocorre a falência total do ciclo e se encerra a menstruação. “Todas as mulheres nascem com uma reserva de folículos ovarianos, que são estimulados, desenvolvidos e atrofiados a cada ciclo menstrual, que acontecem durante aproximadamente 40 anos da vida fértil da mulher”, descreve o médico endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein Lucas Moura.

_____Como a principal causa do climatério e da menopausa é a diminuição dos hormônios femininos, uma estratégia utilizada para driblar os sintomas desse período é a reposição hormonal, também conhecida como terapia hormonal.

_____Basicamente, a ideia é repor os hormônios que antes era produzidos pelo ovário, explica o endocrinologista. Essa reposição pode ser feita por diferentes métodos, como comprimidos, géis, adesivos ou implantes subcutâneos. “Cada um com suas diferentes apresentações, tipos de hormônios, doses e particularidades, que devem ser indicadas e discutidas individualmente com cada paciente, direcionados pelo histórico médico, queixas e características de cada uma”, explica o médico.

_____Segundo informações do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, a terapia hormonal é indicada somente para mulheres que apresentem sintomas e não tenham contraindicações, sendo associada a acompanhamento médico.


Fonte: Dia da Menopausa: Veja dicas para lidar com os principais sintomas do climatério | CNN Brasil

Assinale a alternativa cuja palavra seja paroxítona:

Alternativas
Q2429821 Português

Cientistas descobrem por que ficamos mais resfriados e gripados no inverno.

Há um ar frio e todos vocês sabem o que isso significa — é hora da temporada de gripes e resfriados, quando parece que todo mundo que você conhece está de repente espirrando, fungando ou pior. É quase como se aqueles incômodos germes de resfriado e gripe surgissem com a primeira rajada do inverno. No entanto, os germes estão presentes durante todo o ano — basta pensar no seu último resfriado do verão. Então, por que as pessoas pegam mais resfriados, gripes e agora Covid-19 quando está frio lá fora?

No que chamaram de “avanço”, os cientistas descobriram a razão biológica pela qual temos mais doenças respiratórias no inverno — o próprio ar frio prejudica a resposta imunológica que ocorre no nariz. “Esta é a primeira vez que temos uma explicação biológica e molecular sobre um fator de nossa resposta imune inata que parece ser limitada por temperaturas mais frias”, disse a rinologista Zara Patel, professora de otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço em Stanford. Ela não estava envolvida no novo estudo. Na verdade, reduzir a temperatura dentro do nariz em apenas 5ºC mata quase 50% dos bilhões de células e vírus úteis no combate a bactérias nas narinas, de acordo com o estudo de 2022 publicado no The Journal of Allergy and Clinical Immunology.

“O ar frio está associado ao aumento da infecção viral porque você basicamente perde metade de sua imunidade apenas por essa pequena queda na temperatura”, disse o autor do estudo, Benjamin Bleier, diretor de pesquisa transnacional em otorrinolaringologia do Massachusetts Eye and Ear e professor associado em Harvard Medical School, em Boston.

“É importante recordar que se trata de estudos in vitro, o que significa que, embora se esteja utilizando tecido humano no laboratório para estudar esta resposta imunitária, não se trata de um estudo realizado dentro do nariz de alguém”, afirmou Patel por e-mail. “Muitas vezes, os resultados dos estudos in vitro são confirmados in vivo, mas nem sempre”.

O que isso afeta a sua capacidade de combater resfriados, gripes e Covid-19? Ele reduz pela metade a capacidade do sistema imunológico de combater infecções respiratórias, disse Bleier.

Acontece que a pandemia nos deu exatamente o que precisávamos para ajudar a combater o ar frio e manter a nossa imunidade elevada, disse Bleier. “As máscaras não apenas protegem você da inalação direta de vírus, mas também é como usar um suéter no nariz”, disse ele. Patel concordou: “Quanto mais quente você conseguir manter o ambiente intranasal, melhor esse mecanismo de defesa imunológica inata será capaz de funcionar. Talvez mais um motivo para usar máscaras!”

No futuro, Bleier espera ver o desenvolvimento de medicamentos tópicos nasais que se baseiem nesta revelação científica. Esses novos produtos farmacêuticos “essencialmente enganarão o nariz, fazendo-o pensar que acabou de ver um vírus”, disse ele. “Ao ter essa exposição, você terá todas essas vespas extras voando em suas mucosas protegendo você”, acrescentou.

Fonte: Cientistas descobrem por que ficamos mais resfriados e gripados no inverno | CNN Brasil

Assinale a alternativa cuja palavra seja paroxítona:

Alternativas
Ano: 2023 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Bagre - PA
Q2429795 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 01 a 10.


Cientistas encontram fóssil do maior animal que já viveu na Terra


01 ____ Há 30 milhões de anos, quando o deserto na costa do Peru ainda era coberto pelo

02 que se conhece hoje como Oceano Pacífico, um gigante habitava os litorais do país. Com

03 20 metros de comprimento, até 340 toneladas e uma cabeça desproporcionalmente

04 pequena, esse pode ter sido o maior animal que já viveu no planeta Terra.

05 ____ Há décadas um grupo internacional de cientistas investiga o deserto em busca de

06 fósseis, mas a grande surpresa só apareceu em 2010. “Assim que os colegas começaram

07 a desenterrar as vértebras, ficou claro que estávamos lidando com algo excepcional —

08 certamente um recorde”, afirmou o autor sênior do artigo publicado na Nature, Eli Amson,

09 do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha.

10 ____ Chamado de Perucetus colossus, nome científico para baleia colossal do Peru, o

11 animal pertencia à família dos Basilosauridae, os primeiros cetáceos (grupo de mamíferos

12 que também inclui os golfinhos) completamente aquáticos de que se tem notícia. O longo

13 comprimento não foi exatamente uma novidade, mas essa é a primeira evidência que

14 eram também tão pesados.

15 ____ O maior animal conhecido hoje é a baleia-azul, podendo ultrapassar 20 metros de

16 comprimento e 150 toneladas. Diferentemente desses graciosos gigantes, contudo, o P.

17 colossus tem vértebras muito maiores — além de serem as mais densas já descobertas

18 até hoje —, o que sugere que eles eram muito mais inchados que os cetáceos atuais, com

19 algo entre 85 e 340 toneladas.

20 ____ “Essa é uma adaptação típica de animais costeiros, o que dá essa aparência muito

21 mais inchada do que a das baleias atuais, mas também garante que eles consigam

22 controlar melhor a flutuabilidade e permanecer em águas mais superficiais”, diz Amson.

23 Essa é a primeira diferença entre ele e as baleias atuais, presentes em águas mais

24 profundas e distantes da costa.

25 ____ Apesar do tamanho descomunal, essa característica os torna nadadores pouco

26 ágeis e, por isso, uma alimentação baseada em peixes é pouco provavel. Segundo o autor,

27 existem algumas teorias sobre o padrão alimentar, mas “a minha favorita, embora muito

28 especulativa, é que era um animal necrófago, alimentando-se de carcaças subaquáticas

29 de algum outro gigante — uma visão que deve ter sido muito sombria”.

30 ____ Outra característica curiosa dos assustadores gigantes é a cabeça

31 inesperadamente miúda. Enquanto essa parte do corpo representa cerca de um terço da

32 massa das maiores baleias contemporâneas, a do P. colossus não chegava a 10% do

33 peso total do animal, uma informação que também precisará ser confirmada por estudos

34 futuros.

35 ____ Esse achado muda completamente o conhecimento atual sobre a evolução dos

36 cetáceos. Até agora, acreditava-se que o aparecimento dos primeiros gigantes dessa

37 família era um evento recente, de cerca de 5 milhões de anos atrás, mas essa investigação

38 mostra que eles são bem mais antigos e surgiram há pelo menos 30 milhões de anos. As

39 Vértebras encontradas estão em uma exibição temporária no Museu de Lima, na capital

40 peruana.

41 ____ Agora, o objetivo é continuar as escavações para encontrar fósseis mais completos,

42 que possibilitem um melhor estudo da cabeça, por exemplo, ou a descoberta de outros

43 animais do mesmo período. Para isso, o grupo organizou uma campanha de

44 financiamento coletivo objetivando obter 25 mil francos suíços, o equivalente a 136 mil

45 reais, para bancar a manutenção da pesquisa.



Disponível em https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-encontram-fossil-do-maior-animal-que-ja-viveu-na-terra/ Acessado em 03/08/2023. Texto adaptado

Uma regra de acentuação foi desobedecida em

Alternativas
Q2429735 Português

TEXTO 1


Jeitinho brasileiro? Animados? Isolados? Unidos? Pesquisa analisou como o brasileiro tem percebido o próprio país


Afinal, como está a relação do brasileiro com o Brasil? Será que o país ainda é aquele do ‘jeitinho’ ou a NASA precisa ser chamada para entender mais o nativo da terra brasilis?

Uma agência especializada em branding e comunicação lançou um estudo sobre a marca “Brasil”. A pesquisa nasceu com a missão de entender a percepção do brasileiro em relação ao país. Foram realizadas pesquisas utilizando 3 metodologias complementares: 5 comunidades online, com 150 participantes ao todo; social listening, com análise de mais de 600 mil tweets; e um estudo quantitativo com 2500 representantes de todo o Brasil.

Um dos achados da pesquisa mostra que existe uma distinção clara entre a imagem do Brasil e do brasileiro. Enquanto a instituição está associada a percepções mais negativas, o brasileiro continua sendo o melhor do Brasil. Os dados revelam que 71% acham que o brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une. As percepções da maioria dizem muito sobre o que dificulta nosso desenvolvimento: 54% acreditam que o país está isolado e percebem o Brasil como um país ilhado; já 52% acreditam que o país não se desenvolve por sempre mudar de rumo; e 51% acreditam que o brasileiro passa muito tempo brigando entre si.

Quando falamos de união, por exemplo, 38% acreditam que o país está mais unido; 33% acreditam que o país está mais desunido; e apenas 29% acreditam que nada mudou nos últimos 10 anos. Já quando falamos de tolerância, 37% veem o Brasil como mais tolerante, versus 35% que acreditam que está menos tolerante. Em relação ao orgulho, 31% sentem mais desgosto em relação ao Brasil; já 40% se sentem orgulhosos em relação ao país. Diante dessas análises, foi observado que existem vários Brasis dentro de um só Brasil.

De um lado, o Brasil carrega uma percepção negativa quando falamos de economia, política, políticos, corrupção, desigualdades e desafios estruturais. Do outro, surgem associações mais positivas sobre os brasileiros quando falamos de diversidade cultural, potencial e atributos de personalidade marcantes.

Para 59% das pessoas, a palavra ‘festeiro’ descreve mais o Brasil e o brasileiro; outras palavras como ‘alegre’, ‘acolhedor’, ‘criativo’, ‘trabalhador’ e ‘forte’ também aparecem como características positivas ao brasileiro. Já para as características negativas, palavras como ‘malandro’, ‘oportunista’, ‘aproveitador’, ‘desonesto’ são as respostas mais comuns.

A capacidade de união, de se reerguer e de ir mais longe quando temos mais oportunidades estão entre as associações mais fortes do brasileiro: 70% das pessoas acreditam que brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une; 65% das pessoas acreditam que o brasileiro consegue se reerguer após qualquer dificuldade; e 63% das pessoas acreditam que quando o brasileiro tem oportunidade ele vai mais longe que qualquer outro povo.


Disponível em: https://portalcontexto.com.br/como-o-brasileiro-ve-o-brasil. Acesso em 12 set. 23. Adaptado.

Observe que a palavra “país” aparece no Texto 1 grafada com acento, em atendimento às normas ortográficas vigentes no Brasil. Outra palavra que deve ser grafada com acento é

Alternativas
Q2429724 Português

Analise as duas palavras de cada alternativa. Em todas as alternativas, a segunda palavra é acentuada pela mesma regra de acentuação da primeira palavra da respectiva alternativa, EXCETO em uma. Assinale-a.

Alternativas
Q2428044 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.

Passageiro Ilustre

Yoyo, o menor tamanduá do mundo, foi transportado em segurança com a Gollog até o ZooParque, em ltatiba (SP).


As aventuras do tamanduá Yoyo, a menor espécie de tamanduá do mundo, começaram no delta do Parnaíba, no Piauí onde ele foi encontrado debilitado e desnutrido. Levado ao Instituto Tamanduá, referência em pesquisa e manejo de tamanduás, tatus e preguiças, ele passou por uma reabilitação. "Yoyo chegou ao instituto com 400 gramas. Be era tratado como um animal doméstico, alimentado de forma errada por pessoas que não tinham informações sobre o bicho", conta Keila lzaías, analista de Produtos da Gollog Animais.

Foram meses sendo cuidado até ele estar pronto para partir em direção a sua futura casa: o ZooParque em ltatiba. "Como os profissionais do instituto trabalharam dia e noite para que ele recuperasse seu peso, Yoyo acabou se adaptando ao convívio humano e, dessa forma, acabamos iniciando um processo de conservação fora do habitat natural dele, relata Débora Alcântara Ribeiro, Coordenadora Ambiental e Educacional do ZooParque. "O tamanduá é uma espécie sobre a qual temos poucas informações. O Yoyo tem um papel muito importante, ele vai nos ajudar a entender um pouco mais sobre tamanduás."

O bichinho foi transportado em segurança. "Biólogas do instituto entraram em contato conosco em maio e conseguimos realizar o transporte dele em outubro, depois de cumprir as exigências do lbama e acertar a documentação", diz Keila. As equipes da Gollog e do ZooParque foram até o pequeno tamanduá. "Vimos muito amor nesse trabalho. Foi uma honra poder transportar um animal tão único". Yoyo viajou em uma caixa de madeira produzida especialmente para ele, com buracos para ventilação e tela para protegê-lo durante o transporte. "Tivemos muito cuidado com barulho, temperatura. Uma das biólogas da equipe colocou uma mantinha para deixá-lo aquecido no porão do avião.", conta Keila.

"Ele chegou ao ZooParque saudável graças ao trabalho árduo do Instituto Tamanduá que cuidou do restabelecimento do Yoyo durante um ano e meio'', conta Debora. O recinto de Yoyo no ZooParque foi todo projetado e adaptado para ele, de forma a manter temperatura e umidade adequadas. "Como um bom tamanduá, ele dorme o dia inteiro e começa suas atividades por volta das 17, 18 horas. Basicamente, essa espécie só se alimenta de formigas e pode ser encontrada em árvores bem altas, em florestas tropicais", detalha.

Para conhecer mais sobre a Gollog, acesse Gollog.com.br

Fonte: Gol American Airline.

Marque a alternativa em que a palavra apresenta regra de acentuação diferente das demais:

Alternativas
Q2427847 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões:

ECO LÓGICO.

Se aos pássaros perguntares,

Quem poluí os nossos ares,

Onde os pulmões se consomem,

o eco, lógico, responde:

... o homern ... homem ... homem ...

E o húmus de nosso chão.

Que resta pro nosso pão

logo após uma queimada

o eco, lógico, responde: ...

quase nada .. ,quase nada ...

O que era o Saara?

A Amazônia o que será?

Um futuro multo Incerto?

O eco, lógico, responde:

... só deserto ... só deserto.

O que resta desmatando.

O que sobra devastando

ao homem depredador?

O eco, lógico, responde:

... só a dor ... a dor ... a dor

Que precisa a natureza

pra manter sua beleza

e amainar a sua dor?

O eco, lógico, responde:

... mais amor ... amor ... amor.

(Autor desconhecido)

Marque a alternativa em que as palavras paroxítonas são acentuadas por regras diferentes:

Alternativas
Q2427532 Português

Leia o texto e responda o que for pedido no comando das questões.

Arrumação mental

A relação entre a bagunça nos espaços e a depressão é mais relevante do que se imaginava e faz crescer a procura por métodos que ajudem a pôr tudo em seu lugar.

Diego Alejandro

Não é preciso ser obcecado por arrumação para sentir uma certa aflição ao olhar para os detalhes de um espaço desarrumado. A imagem de um quarto bagunçado provoca angústia e desânimo. A sensação é exatamente a oposta quando os olhos vislumbram esse arrumado. A tranquilidade se instala ao enxergar um cômodo limpo, organizado, convidando para o descanso e a serenidade. O estado de arrumação dos ambientes, diz a ciência há algum tempo, é um fator determinante para o que sentimos. Bagunça transmite insegurança e ansiedade. Organização, proteção e paz.

Esses achados até poderiam estar na categoria de constatações científicas curiosas, mas sem maiores implicações. Assim eram considerados, de fato, até que estudiosos de doenças psiquiátricas como a depressão começaram a notar que a relação entre a condição dos espaços e o humor dos pacientes é muito mais relevante do que se imaginava. Ela é ao mesmo tempo uma das causas e reflexos da desorganização e angústia que atormentam os indivíduos. No caso da depressão, trata-se de um processo de retroalimentação: a apatia que caracteriza a enfermidade mina a disposição para manter tudo limpo e no lugar certo, enquanto resultado disso, o cenário caótico que se instala, dificulta a resposta e agrava a prostração. E assim o ciclo se cristaliza, mantendo o paciente em uma engrenagem da qual não consegue escapar.

A compreensão desse mecanismo está adicionando ao tratamento da doença outro caminho terapêutico além da clássica combinação medicamentos e terapia. Seu foco é auxiliar o indivíduo a quebrar a roda perniciosa agindo de fora para dentro. Ou seja, oferecendo ao paciente métodos de arrumação que lhe permitam mexer no ambiente externo de forma a levar um pouco de ordem e paz ao interno.

A demanda surpreende. Nas redes sociais, a procura por orientações explodiu e a expressão "depression room" (sala de depressão em tradução livre) que remete ao tema, é uma das mais buscadas. Muitas das respostas são encontradas nas páginas digitais de pacientes que desenvolveram seus métodos de arrumação ou de terapeutas como a americana K.C. Davis, que travou sua própria batalha contra a depressão depois do nascimento de seu segundo filho. Embora se considere uma pessoa organizada, tentativas de manter a casa arrumada caíram abaixo com a chegada do bebê e do corona vírus, em 2020, que obrigou a família a viver no mesmo espaço meses a fio. Os pratos ficavam na pia por dias, a pilha de roupas atingia alturas impressionantes e muitas vezes não havia um caminho para andar", descreve a especialista no livro How to Keep House Whlle Drowing (Como manter a casa enquanto se alonga"). A técnica da americana parte a premissa de que todo plano de organização deve ser feito segundo as prioridades e o ritmo de cada um. Caso contrário, o fracasso é certo. Ela recomenda ainda que a meta deve ser chegar a um espaço habitável e não perfeito.

A ciência ainda não mediu o impado que a arrumação física tem sobre o rearranjo mental. Empiricamente, intui-se que deve ser relevante e positiva. "O ser humano responde com prazer depois de tomar um banho e repousar num cômodo organizado", afirma o psiquiatra Alaor Carlos de Oliveira Neto, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. "Um ambiente caótico desmotiva e não deixa que a gente viva na nossa melhor forma completa. A harmonia dos espaços, portanto, é o bálsamo de onde se pode tirar ao menos parte da serenidade da mente. Que tal dar uma organizada?

De fora para dentro: Seis passos para uma boa organização.

1) Faça o básico: Sair da cama pode ser difícil para quem sofre com doenças mentais. Portanto, tirar o pijama e escovar os dentes a são um grande passo.

2) Tome cuidado: Veja antes as questões de segurança e sanitárias, como riscos de tropeçar ou comida estragada largada no ambiente.

3) Comece pelo lixo: Separe ludo em quatro categorias de prioridades -dispensáveis, roupa suja, coisas que têm lugar e outras que precisam de um. Seguir essa sequência em ordem decrescente faz a diferença.

4) Torne uma brincadeira: Defina um cronômetro para cinco minutos e limpe o máximo que puder.

5) Complete o que puder. Não se frustre se fizer pouco e aprecie seu trabalho: A motivação vem devagar, porém de forma exponencia. Quanto mais se propuser a atingir mais inspirado se sentirá.

6) Transforme em rotina: Imagine um período como uma hora, e uma meta, arrumar dez objetos em desordem, por exemplo. Tente, ao máximo, cumpri-la, todos os dias, até virar um hábito.

Fonte: VEJA, 25/01/23

Considerando a acentuação dos termos "é" e "indivíduo" em: "Seu foco é auxiliar o indivíduo a quebrar (...)", pode-se deduzir que devem receber acento grave:

Alternativas
Q2427210 Português

Leia a crônica e responda o que se pede no comando da questão.


A foto


Luís Fernando Veríssimo


Foi uma festa de família, dessas de fim de ano. Já que o bisavô estava morre não morre, decidiram tirar uma fotografia de toda família reunida, talvez pela última vez. A bisa e o bisa sentados, filhos, filhas, noras, genros e netos em volta, bisnetos na frente, esparramados pelo chão, Castelo, o dono da câmara, comandou a pose, depois tirou o olho do visor e ofereceu a câmara a quem ia tirar a fotografia. Mas quem ia tirar a fotografia? -Tira você mesmo, ué.

-Ah, é? Eu não saio na foto?

O Castelo era o genro mais velho. O primeiro genro. O que sustentava os velhos. Tinha que estar na fotografia.

Tiro eu - disse o marido da Bitinha - Você fica aqui - comandou a Bitinha. Havia uma certa resistência ao marido da Bitinha na família. A Bitinha, orgulhosa, insistia para que o marido reagisse. "Não deixa eles te humilharem, Mário César, dizia sempre. O Mário César ficou firme onde estava, do lado da mulher. A própria Bitinha fez a sugestão maldosa: -Acho que quem deve tirar é o Dudu ...

O Dudu era o filho mais novo de Andradina, uma das noras, casada com o Luiz Olavo. Havia a suspeita, nunca claramente anunciada, de que não fosse o filho do Luiz Olavo. O Dudu se prontificou a tirar a fotografia, mas Andradina segurou o filho.

- Só faltava essa, o Dudu não sair.

E agora?

- Pô, Castelo. Você disse que essa câmara só faltava falar. E não tem nem timer!

O Castelo impávido. Tinham ciúmes dele. Porque ele tinha um Santana do ano. Porque compra a câmara num duty free da Europa. Aliás, o apelido dele entre os outros era "Dutifri", mas ele não sabia.

Revezamento - sugeriu alguém - Cada genro bate uma foto em que ele não aparece e ...

A ideia foi sepultada em protestos. Tinha que ser toda família reunida em volta do bisa. Foi quando o próprio bisa se ergueu, caminhou decididamente até o Castelo e arrancou a câmara da sua mão.

- Dá aqui.

- Mas seu Comício.

- Vai pra lá e fica quieto.

- Papai, o senhor tem de sair na foto. Senão não tem sentido!

- Eu fico implícito, disse o velho já com o olho no visor.

E antes que houvesse mais protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir.

Fonte: Comédias para se Ler na Escola.

São exemplos de acentuação pela mesma regra de "resistência":

Alternativas
Respostas
2001: B
2002: B
2003: D
2004: B
2005: A
2006: A
2007: C
2008: D
2009: C
2010: B
2011: D
2012: B
2013: A
2014: C
2015: B
2016: A
2017: C
2018: B
2019: A
2020: C