Questões de Concurso
Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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TEXTO I
Do descobridor de talentos. Aquele cara que tem uma agência de testar e selecionar artistas para circo, teatro, televisão, o diabo. Tava ele lá, no seu escritório, no último andar do Empire State Building, quando a secretária anunciou o próximo candidato.
— Pode entrar, meu filho.
O rapaz, tímido, entrou.
— Que é que você sabe fazer?
— Sei imitar passarinho.
— IMITAR PASSARINHO??? — berrou o descobridor, pedavida. — Imitar passarinho!!! Pô! Então eu estou aqui no meu trabalho, cheio de coisas pra fazer e o senhor vem me importunar pra dizer que imita passarinho. Rua! Rua!!!
O cara olhou muito triste pro descobridor, caminhou até a janela do escritório e saiu voando.
(Ziraldo. Literatura Comentada. São Paulo: Abril Educação, 1982. P.75.)
I. A frase lançando cuidadosamente no papel a sua bonita letra apresenta sentido conotativo.
II. O sinal que aparece em d'água é chamado de apóstrofo, utilizado, nesse caso, na supressão da letra e na palavra de, tornando-a mais curta na forma contraída.
III. São paroxítonos os vocábulos escritório e papéis.
Responda à questão com base no seguinte texto:
O caso recente de racismo praticado contra o jogador de futebol Vinícius Junior, na Espanha, comprova mais uma vez como o problema assombra tanto nações emergentes como as mais desenvolvidas, na Europa ou nos Estados Unidos. Racismo é uma grave violação à dignidade da pessoa humana. Trata-se de discriminação social alicerçada pela ilusão de que a espécie humana é dividida em raças, e que uma é superior às outras – tese sem qualquer embasamento científico. No Brasil, nos Estados Unidos ou na Europa, principalmente camuflado como xenofobia, o racismo tem consequências graves e suscita o aumento sistemático da violência nos subúrbios de maioria negra e hispânica. O racismo no Brasil é principalmente estrutural, por causa da escravidão e dos mecanismos criados durante e depois desse período, para manter privilégios e reforçar a desigualdade. E “silencioso”: como o racismo não foi institucionalizado, pensou-se que as regras sociais racistas não existiram, porém elas estavam presentes. Por muito tempo foi propagado o mito de que no Brasil não existia racismo, devido à população miscigenada e por não ter existido racismo institucional por parte do Estado.
Fonte: Anália. O caso Vini Junior e a nossa luta pelo fim do racismo. Adaptado de: https://istoe.com.br/mulher/noticia/o-caso-vini-junior-e-anossa-luta-pelo-fim-do-racismo/.
Leia o texto e responda a questão.
Furto de flor
Carlos Drummond de Andrade
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer. Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me: – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
Motorista de caminhão que deixou rastro de destruição em Curitiba explica
motivo de rota alucinada
“Tinha dois rapazes em cima do caminhão e ali pela carga horária a gente tinha usado algumas substâncias. É uma doença de caminhoneiro e peço perdão para todas as famílias envolvidas”. Foi assim que o caminhoneiro Nilson Pedro dos Santos, responsável pela condução do caminhão que provocou diversos estragos em Curitiba no último sábado (14), se explicou para a imprensa na manhã desta segunda-feira (16).
A declaração foi feita após Nilson deixar a Delegacia de Delitos de Trânsito da Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (16), e seguir para a audiência de custódia. A Justiça vai definir se ele vai permanecer preso ou irá responder em liberdade por ter sido autuado por tentativa de homicídio, direção sob efeito de substância entorpecente, direção perigosa e omissão de socorro.
Na saída da delegacia, o motorista explicou para a imprensa o que teria ocorrido no sábado. “Tinha dois rapazes em cima do caminhão e ali pela carga horária a gente tinha usado algumas substâncias. Tinha usado rebite e estava trabalhando há três dias. Eu peço perdão a todas as famílias que estiveram envolvidas, mas eles não sabem que é uma doença do mundo do caminhoneiro “, disse o homem de 35 anos.
Duas pessoas foram ouvidas pela manhã na delegacia. Um integrante da Defesa Civil de Campo Largo viu a situação do caminhão desgovernado e chegou a ligar o giroflex para alertar outros motoristas. Mesmo com o sinal sonoro, o caminhoneiro não parou o veículo. Outra vítima que prestou depoimento teve o carro atingido na BR-277.
Outras testemunhas serão ouvidas nos próximos dias, e a Polícia Civil aguarda o resultado de laudos toxicológicos para concluir o inquérito.
Fonte: https://www.tribunapr.com.br/noticias/curitibaregiao/motorista-de-caminhao-que-deixou-rastro-de-destruicao-emcuritiba-explica-motivo-de-rota-alucinada/ Acesso em 16 de janeiro de 2023.

Julgue o item subsequente.
As palavras café, cipó e coração são oxítonas, pois a sílaba tônica se encontra demarcada na última sílaba.