Questões de Concurso Sobre romantismo em literatura

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Q2677463 Literatura

Ofertas de Aninha (Aos moços): “Cora Coralina.”



Eu sou aquela mulher a quem o tempo muito ensinou.

Ensinou a amar a vida.

Não desistir da luta.

Recomeçar na derrota.

Renunciar a palavras e pensamentos negativos.

Acreditar nos valores humanos.

Ser otimista.

Creio numa força imanente que vai ligando a família humana numa corrente luminosa de fraternidade universal.

Creio na solidariedade humana.

Creio na superação dos erros e angústias do presente.

Acredito nos moços.

Exalto sua confiança, generosidade e idealismo.

Creio nos milagres da ciência e na descoberta de uma profilaxia futura dos erros e violências do presente.

Aprendi que mais vale lutar do que recolher dinheiro fácil.

Antes acreditar do que duvidar.

“Oposição ao modelo clássico; estrutura do texto em prosa, longo; desenvolvimento de um núcleo central; narrativa ampla refletindo uma sequência de tempo; o indivíduo passa a ser o centro das atenções; surgimento de um público consumidor (folhetim); uso de versos livres e versos brancos; exaltação do nacionalismo, da natureza e da pátria; idealização da sociedade, do amor e da mulher; criação de um herói nacional; sentimentalismo e supervalorização das emoções pessoais; subjetivismo e egocentrismo; saudades da infância; fuga da realidade; retorno ao passado histórico; dentro de um universo particular, o poeta sente a derrota do ego, produz frustração e tédio; fuga da realidade por meio do abuso do álcool e ópio”.


Tais características pertencem ao:

Alternativas
Q2677434 Literatura

Sobre representantes das escolas literárias, relacione a coluna I com a coluna II e marque a alternativa correta.


COLUNA I.


A- Gregório de Matos Guerra.

B- Tomás Antônio Gonzaga.

C- Gonçalves Dias.

D- Machado de Assis.

E- Cruz e Sousa.


COLUNA II.


1- Arcadismo.

2- Realismo.

3- Simbolismo.

4- Romantismo.

5- Barroco.

Alternativas
Q2403827 Literatura

A partir de 1820, houve uma ascensão da classe média na Europa – cada vez mais numerosa e influente –, ocasionando o surgimento de um novo tipo de ópera, destinada a cativar o público relativamente inculto, mas que enchia os teatros de ópera em busca de emoções e divertimento, tornando-a popular e levando-a ao seu apogeu.

-

Em que período esse fato ocorreu?

Alternativas
Q2403708 Literatura

Texto 11 para responder às questões 79 e 80.


1--------Sou um homem arrasado. Doença! Não. Gozo

-----perfeita saúde. Quando o Costa Brito, por causa de duzentos

-----réis que me queria abafar, vomitou os dois artigos, chamou

4----me doente, aludindo a crimes que me imputam. O Brito da

-----Gazeta era uma besta. Até hoje, graças a Deus, nenhum

-----médico me entrou em casa. Não tenho doença nenhuma.

7----O que estou é velho. Cinquenta anos pelo S. Pedro.

-----Cinquenta anos perdidos, cinquenta anos gastos sem

-----objetivo, a maltratar-me e a maltratar os outros. O resultado

10---é que endureci, calejei, e não é um arranhão que penetra esta

-----casca espessa e vem ferir cá dentro a sensibilidade

-----embotada.

13-------Cinquenta anos! Quantas horas inúteis! Consumir-se

-----uma pessoa a vida inteira sem saber para quê! Comer e

-----dormir como um orco! Levantar-se cedo todas as manhãs e

16---sair correndo, procurando comida! E depois guardar comida

-----para os filhos, para os netos, para muitas gerações. Que

-----estupidez! Que porcaria! Não é bom vir o diabo e levar

19---tudo?

1--------Levanto-me, procuro uma vela, que a luz vai apagar-se.

-----Não tenho sono. Deitar-me, rolar no chão até a

22---madrugada, é uma tortura. Prefiro ficar sentado, concluindo

-----isto. Amanhã não terei com que me entreter.

1--------De longe em longe sento-me fatigado e escrevo uma

25---linha. Digo em voz baixa:

26---- Estraguei a minha vida, estraguei-a estupidamente.


----------------------------------RAMOS, Graciliano. São Bernardo.

-------------São Paulo: Editora Martins Fontes, 1970, com adaptações.

A principal expressão do romance de 30 encontra-se no regionalismo nordestino representado por escritores. Esse gênero narrativo também teve bastante relevância em outro movimento literário. Considerando-se o contexto apresentado, assinale a alternativa que relaciona, corretamente, o movimento literário, a obra e seu autor.

Alternativas
Q2212657 Literatura
Alfredo Bosi (1997) analisa o contexto da transição do Romantismo para o Realismo em:
Alternativas
Q2115283 Literatura
Sobre a caracterização dos estilos literários, pode-se afirmar que em relação ao Romantismo no Brasil:
Alternativas
Q2104971 Literatura
Analise as assertivas abaixo:
I. Cláudio Manuel da Costa é considerado o precursor do Arcadismo no Brasil, com “Obras” (1768). O cenário do Arcadismo foram as cidades de Minas Gerais e sua efervescência econômica e cultural promovida pela descoberta do ouro.
II. As revoluções burguesas, no século XVIII, mudariam o perfil da sociedade europeia. Assim, no século XIX, a valorização do caráter individual e dos valores burgueses – trabalho, esforço e sacrifício –, bem como o amor à pátria norteariam a nova estética: o Romantismo.
III. A fuga da realidade é um dos temas mais explorados pelo Romantismo; nesse sentido, a morte é idealizada (e muitas vezes desejada) porque possibilita um alívio dos “males do mundo” ou a união de dois amantes separados por contingências da vida real.
IV. No contexto da produção literária em prosa do Romantismo, os romances em folhetins tematizavam a vida na corte, os costumes da burguesia em formação, sem esquecer as questões sociais, como as lutas abolicionistas e republicanas.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2081898 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta o nome do(a) autor(a) da obra “A Brasileira de Prazins”: 
Alternativas
Q2081897 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o nome do(a) autor(a) da obra “Peru versus Bolívia”. 
Alternativas
Q2051361 Literatura
Acerca das características dos períodos da literatura brasileira, assinale a alternativa incorreta: 
Alternativas
Q1953460 Literatura
Foi um dos maiores expoentes da poesia brasileira da segunda geração romântica, considerado o “poeta da natureza”, nascido em Rio Claro (RJ), abordando temas sobre a natureza, a angústia, a solidão, a melancolia e o desengano, assim como temas sociais e políticos.
A afirmativa feita acima diz respeito a:
Alternativas
Q1938797 Literatura
Leia o texto a seguir, extraído do livro “Curso de Literatura Brasileira”, de Sergius Gonzaga (2004, p. 144), a respeito do romance “Senhora”, de José de Alencar:

Com seus dezoito/dezenove anos, Aurélia tem uma consciência improvável dos mecanismos dos mecanismos que regem as relações sociais. Parece uma doutora em economia. Além disso, o frio desprezo com que trata a sociedade é inverossímil em um contexto em que tais atitudes desafiariam radicalmente as normas do comportamento feminino. A credibilidade da personagem também se esvai quando ela nos é mostrada em sua interioridade: trata-se de menina cândida e generosa. A clivagem entre a vingadora implacável e a donzelinha quase boba não é explorada nem aprofundada por Alencar.

Considerando a clivagem mencionada por Gonzaga, assinale a alternativa na qual a personagem Aurélia Camargo NÃO apresenta o perfil inconvencional para as mulheres da época mencionado no texto anterior.
Alternativas
Q1884045 Literatura
Texto para a questão

O GUARANI

Disponível em https://bit.ly/3g1TNB1, acesso em 26/01/2022. Trecho adaptado.

A obra “O Guarani” reúne os ingredientes românticos com os quais José de Alencar sabia lidar muito bem. A trama segue duas linhas: a dimensão épica das aventuras e a dimensão lírica das relações amorosas. No primeiro, ganha destaque a construção da nacionalidade, a partir do mito da integração entre colonizado e colonizador. Essa integração é problematizada na história, já que existem os que são permeáveis a ela, como Peri e Ceci, e os que a rejeitam decisivamente, como os aimorés e D. Lauriana.

No plano lírico, há o jogo sentimental das personagens Peri e Ceci, Álvaro e Isabel. Nessas relações, o amor mostra a sua força ao superar todas as barreiras que se opõem à sua realização. Alvos de paixões avassaladoras, Cecília e Isabel se comportam de formas distintas; à pureza da primeira, opõe-se o poder de sedução da segunda. De qualquer maneira, sabe-se que o amor vencerá no final. E sua vitória representa, acima de tudo, o êxito do bem em sua disputa contra o mal. 

O maniqueísmo está presente em todas as dimensões do romance. As duas personagens que melhor o encarnam são Peri e Loredano. O primeiro corresponde à típica idealização romântica, concebida nos termos palatáveis para o leitor da época. D. Antônio considera Peri um “cavalheiro português no corpo de um selvagem”, conferindo, dessa forma, um estatuto superior ao índio que se comporta como amigo. De fato, Peri age como um verdadeiro cavaleiro medieval, valorizando a fidalguia, a honradez, a hierarquia e até mesmo a religião, que acaba por abraçar para obter permissão de salvar a amada Ceci. A esses traços, ele acrescenta outro, de fundamental importância para o projeto nacionalista romântico: a ligação com a terra. 
Leia o texto 'O GUARANI' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Na obra “O Guarani”, Peri e Loredano combatem o maniqueísmo, pois correspondem à típica idealização romântica: são amantes inseparáveis e buscam mostrar para a sociedade burguesa da época que é possível manter um romance diante das adversidades, afirma o texto.
II. O mito da integração entre colonizado e colonizador está presente na obra “O Guarani”, de acordo com o texto. Essa característica da dimensão épica da obra está relacionada à construção da nacionalidade e contempla personagens que são permeáveis a ela e também os que a rejeitam decisivamente, como se pode perceber após a leitura do texto em análise.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1884044 Literatura
Texto para a questão

O GUARANI

Disponível em https://bit.ly/3g1TNB1, acesso em 26/01/2022. Trecho adaptado.

A obra “O Guarani” reúne os ingredientes românticos com os quais José de Alencar sabia lidar muito bem. A trama segue duas linhas: a dimensão épica das aventuras e a dimensão lírica das relações amorosas. No primeiro, ganha destaque a construção da nacionalidade, a partir do mito da integração entre colonizado e colonizador. Essa integração é problematizada na história, já que existem os que são permeáveis a ela, como Peri e Ceci, e os que a rejeitam decisivamente, como os aimorés e D. Lauriana.

No plano lírico, há o jogo sentimental das personagens Peri e Ceci, Álvaro e Isabel. Nessas relações, o amor mostra a sua força ao superar todas as barreiras que se opõem à sua realização. Alvos de paixões avassaladoras, Cecília e Isabel se comportam de formas distintas; à pureza da primeira, opõe-se o poder de sedução da segunda. De qualquer maneira, sabe-se que o amor vencerá no final. E sua vitória representa, acima de tudo, o êxito do bem em sua disputa contra o mal. 

O maniqueísmo está presente em todas as dimensões do romance. As duas personagens que melhor o encarnam são Peri e Loredano. O primeiro corresponde à típica idealização romântica, concebida nos termos palatáveis para o leitor da época. D. Antônio considera Peri um “cavalheiro português no corpo de um selvagem”, conferindo, dessa forma, um estatuto superior ao índio que se comporta como amigo. De fato, Peri age como um verdadeiro cavaleiro medieval, valorizando a fidalguia, a honradez, a hierarquia e até mesmo a religião, que acaba por abraçar para obter permissão de salvar a amada Ceci. A esses traços, ele acrescenta outro, de fundamental importância para o projeto nacionalista romântico: a ligação com a terra. 
Leia o texto 'O GUARANI' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Cecília e Isabel protagonizam uma paixão avassaladora em “O Guarani”, afirma o texto. Ambas se conhecem na aldeia dos índios Tupinambás e demonstram um elevado poder de sedução em todos os seus encontros, como se pode perceber após a leitura do texto em análise.
II. Na obra “O Guarani”, é possível perceber, no plano lírico, o jogo sentimental das personagens Peri e Ceci, Álvaro e Isabel, de acordo com o texto em análise. Nessas relações, afirma o texto, o amor supera todas as barreiras que se opõem à sua realização.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2006236 Literatura
Os que regressavam consigo, clérigos, astrólogos genoveses, comerciantes judeus, aias, contrabandistas de escravos, brancos pobres do Bairro Prenda, do Bairro da Cuca, abraçados a volumes de serapilheira, a malas atadas com cordéis, a cestos de verga, a brinquedos quebrados, formavam uma serpente de lamentos e miséria aeroporto adiante, empurrando a bagagem com os pés (na faixa reservada aos passageiros em trânsito passavam islandeses altos e desgrenhados como pássaros de rio) na direcção de uma secretária a que se sentava, em um escabelo, um escrivão que lhe perguntou o nome (Pedro Álvares quê?), o conferiu numa lista datilografada cheia de emendas e de cruzes a lápis tirou os óculos de ver ao perto para o examinar melhor, inclinado de banda no poleiro de fórmica, passeou o polegar errático no bigode e inquiriu de repente Tendes família em Portugal?, e eu disse Senhor não, muito depressa, sem pensar, porque a minha velha se finou de icterícia há seis anos e dos tios que aqui permaneceram quase não me recordo ou não me recordo nunca, ignoro se ficaram em Coruche e se ficaram onde moram, com quem moram, quantos filhos têm, se estão vivos.


ANTUNES, António Lobo. As naus. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.

Das características apontadas por António José Saraiva e Óscar Lopes (2004) em relação aos romances de António Lobo Antunes, qual delas NÃO se torna evidente no excerto de As naus?
Alternativas
Q2006229 Literatura
Bosi (2006), ao analisar a obra realista do escritor Machado de Assis, estabelece uma linha temporal que discute aspectos importantes dos romances e contos.
Com base nisso, analise as seguintes afirmativaI.
I. Machado promove, a partir de Memórias Póstumas de Brás Cubas, o que Bosi chama de um processo de inversão parodística dos códigos tradicionais que o Romantismo fizera circular. II. Em Quincas Borba, o autor recorre à narração em terceira pessoa para relatar de forma mais objetiva “o nascimento, a paixão e a morte de um provinciano ingênuo”. III. Em Dom Casmurro, o autor retoma o estilo de memórias, quase póstumas no caso de Bentinho, que se propõe a “atar as duas pontas da vida e restaurar na velhice a adolescência”. IV. A prosa realista de Machado de Assis está marcada por uma série de contos memoráveis como A causa secreta, Entre Santos, Missa do Galo, que se destacam pelo desenho psicológico das personagens.
Estão corretas as afirmativas s: 
Alternativas
Q2006223 Literatura

Texto 1


 Ali começa o sertão chamado bruto.


Pousos sucedem a pousos, e nenhum teto habitado ou em ruínas, nenhuma palhoça ou tapera dá abrigo ao caminhante contra a frialdade das noites, contra o temporal que ameaça, ou a chuva que está caindo. Por toda a parte, a calma da campina não arroteada; por toda a parte, a vegetação virgem, como quando aí surgiu pela vez primeira. 

[...]

Essa areia solta, e um tanto grossa, tem cor uniforme que reverbera com intensidade os raios do Sol, quando nela batem de chapa. Em alguns pontos é tão fofa e movediça que os animais das tropas viageiras arquejam de cansaço, ao vencerem aquele terreno incerto, que lhes foge de sob os cascos e onde se enterram até meia canela.

[...]

Ora é a perspectiva dos cerrados, não desses cerrados de arbustos raquíticos, enfezados e retorcidos de São Paulo e Minas Gerais, mas de garbosas e elevadas árvores que, se bem não tomem, todas, o corpo de que são capazes à beira das águas correntes ou regadas pela linfa dos córregos, contudo ensombram com folhuda rama o terreno que lhes fica em derredor e mostram na casca lisa a força da seiva que as alimenta; ora são campos a perder de vista, cobertos de macega alta e alourada, ou de viridente e mimosa grama, toda salpicada de silvestres flores; ora sucessões de luxuriantes capões, tão regulares e simétricos em sua disposição que surpreendem e embelezam os olhos; ora, enfim, charnecas meio apauladas, meio secas, onde nasce o altivo buriti e o gravata entrança o seu tapume espinhoso.


Nesses campos, tão diversos pelo matiz das cores, o capim crescido e ressecado pelo ardor do Sol transforma-se em vicejante tapete de relva, quando lavra o incêndio que algum tropeiro, por acaso ou mero desenfado, ateia com uma faúlha do seu isqueiro.


TAUNAY, Alfredo d’Escragnolle. Inocência. Porto Alegre: L&PM, 1999.


Texto 2 


Assim, de meio assombrado me fui repondo quando ouvi que indagavam:

− Então patrício? está doente?

− Obrigado! Não senhor, respondi, não é doença; é que sucedeu-me uma desgraça: perdi

uma dinheirama do meu patrão...

− A la fresca!...

− É verdade... antes morresse, que isto! Que vai ele pensar agora de mim!...

− É uma dos diabos, é...; mas não se acoquine, homem!

Nisto o cusco brasino deu uns pulos ao focinho do cavalo, como querendo lambê-lo, e logo

correu para a estrada, aos latidos. E olhava-me, e vinha e ia, e tornava a latir...

Ah!... E num repente lembrei-me bem de tudo.

Parecia que estava vendo o lugar da sesteada, o banho, a arrumação das roupas nuns galhos de sarandi, e, em cima de uma pedra, a guaiaca e por cima dela o cinto das armas, e até uma ponta de cigarro de que tirei uma última tragada, antes de entrar na água, e que deixei espetada num espinho, ainda fumegando, soltando uma fitinha de fumaça azul, que subia, fininha e direita, no ar sem vento...; tudo, vi tudo.
Estava lá, na beirada do passo, a guaiaca. E o remédio era um só: tocar a meia rédea, antes
que outros andantes passassem.
[...]
LOPES NETO, João Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: L&PM, 1998.

Texto 3 

Sua casa ficava para trás da Serra do Mim, quase no meio de um brejo de água limpa, lugar chamado o Temor-de-Deus. O Pai, pequeno sitiante, lidava com vacas e arroz; a Mãe, urucuiana, nunca tirava o terço da mão, mesmo quando matando galinhas ou passando descompostura em alguém. E ela, menininha, por nome Maria, Nhinhinha dita, nascera já muito para miúda, cabeçudota e com olhos enormes.

    Não que parecesse olhar ou enxergar de propósito. Parava quieta, não queria bruxas de pano, brinquedo nenhum, sempre sentadinha onde se achasse, pouco se mexia. – “Ninguém entende muita coisa que ela fala...”- dizia o Pai, com certo espanto. Menos pela estranhez das palavras, pois só em raro ela perguntava, por exemplo: - “Ele xurugou?” – e, vai ver, quem e o quê, jamais se saberia. Mas, pelo esquisito do juízo ou enfeitado do sentido. Com riso imprevisto: - “Tatu não vê a lua...”- ela falasse. [...] 

ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016.
Inocência integra um conjunto de obras produzidas no período do Romantismo. Sobre a ficção romântica brasileira, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q2006221 Literatura

Leia o texto a seguir.


A contribuição típica do Romantismo para caracterização literária do escritor é o conceito de missão. Os poetas se sentiram sempre, mais numas fases que noutras, portadores de verdades ou sentimentos superiores aos dos outros homens: daí o furor poético, a inspiração divina, o transe, alegados como fonte de poesia. [...]

O poeta romântico não apenas retoma em grande estilo as explicações transcendentes do mecanismo da criação como lhes acrescenta a ideia de que a sua atividade corresponde a uma missão de beleza, ou de justiça, graças à qual participa duma certa categoria de divindade. Missão puramente espiritual, para uns, missão social para outros – para todos a nítida representação de um destino superior, regido por uma vocação superior. 


CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos. 6. ed. Belo Horizonte:

Editora Itatiaia, 2000.


A partir do texto de Antonio Candido e das considerações de Bosi (2006) sobre a poesia romântica brasileira, o que é pertinente afirmar? 

Alternativas
Q1911159 Literatura
Marque a opção que apresenta a CORRETA periodização da literatura brasileira. 
Alternativas
Q1890673 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. Durante o Romantismo, no Brasil, o indianismo foi uma forma bastante representativa de nacionalismo literário que corresponde à busca de um legítimo antepassado nacional. Nesse movimento, a figura do índio foi idealizada pelos escritores românticos com a finalidade de nivelar esse nosso antepassado ao português colonizador.
II. Para os escritores realistas, o destino dos homens é o resultado da providência divina e, em função disso, o realismo foi um movimento rico em expressões religiosas e amplamente apoiado pela Igreja Católica, assim como pelos Jesuítas.

Marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Respostas
81: A
82: A
83: E
84: E
85: E
86: A
87: C
88: A
89: C
90: B
91: B
92: C
93: C
94: C
95: D
96: D
97: A
98: D
99: A
100: B