Questões de Concurso
Sobre romantismo em literatura
Foram encontradas 287 questões
Coluna I.
A- Os índios expressam seus valores e sentimentos: “Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá, mas o hóspede de Tupã é sagrado, ninguém o ofenderá, Araquém o protege.
B- Do amor entre Iracema e Martim resulta um novo tipo étnico – o mameluco. “Teu sangue já vive no seio de Iracema, ela será mãe de teu filho.”
C- A natureza se manifesta viva, com sensações humanas. “Era o tempo em que o doce arati chega do mar e derrama a deliciosa frescura pelo árido sertão. A planta respira, um suave arrepio erriça a verde coma da floresta.”
D- Jacaúna.
E- Irapuã.
Coluna II.
1- Amostragem da mistura de raças para a formação do povo brasileiro.
2- Guerreiro da Tribo Pitiguara, depois da conquista vai habitar nos Campos da Porangaba.
3- Tabajara, gosta de Iracema, alia-se aos franceses e combate os portugueses e pitiguaras, morre.
4- Observação e descrição da paisagem brasileira.
5- Valorização do elemento nativo do Brasil.
Assinale a alternativa correta sobre as escolas literárias.
( ) O herói da estória, chamado Jaguarê, era caçador, destinado a se casar com Jandira. Morava num afluente do Amazonas, o Rio Araguaia.
( ) É costume dos índios acumular nomes, à medida em que somam vitórias. Foi assim que Jaguarê passou a se chamar Ubirajara, passando da condição de caçador à de guerreiro, após uma luta violenta com Pujucã, da tribo inimiga que morava às margens do Rio Tocantins.
( ) Após uma grande luta, o índio Ubirajara é reconhecido como chefe das duas tribos, unindo-se a Araci e Jandira, índias das tribos Araguaia e Tocantins.
( ) São personagens da obra: Ubirajara, (Jaguarê), é o protagonista e herói do romance; Araci: (filha do chefe Itaquê, casa-se com Ubirajara); Pojucã, (irmão de Araci); Jandira: (bela índia araguaia, é prometida a Ubirajara); Itaquê: (líder dos Tocantins e pai de Araci e Pojucã).
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Indiscutivelmente, o mais significativo da obra reside no idílio entre a campônia e ingênua Joaninha e o inglesado e conflitivo Carlos. Nele, percebe-se a projeção confessional da própria vida interior de Garrett: Carlos é talvez o mais autêntico de seus alter egos. Em Joaninha e no cenário natural que serve de palco aos acontecimentos, circula o ar de melancólico saudosismo que já vimos na Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro. Situa-se precisamente aqui – neste sopro de pureza e inocência, de alada fantasia a envolver a história duma jovem que perece de amor, pois ama um homem tolhido noutras malhas sentimentais –, o mais tocante desse episódio emocional.
(Massaud Moisés. A Literatura Portuguesa, 1997)
Leia os versos de Cecília Meireles para responder à questão.
Quando meu rosto contemplo,
o espelho se despedaça:
por ver como passa o tempo
e o meu desgosto não passa.
Amargo campo da vida,
quem te semeou com dureza,
que os que não se matam de ira
morrem de pura tristeza?
(Cecília Meireles. Canções.
Em: Alfredo Bosi, História concisa da Literatura Brasileira, 1997)
“Estão agora sozinhos e, como Adão e Eva, no começo do mundo, prontos para o amor. Eis, então, que uma grande enxurrada os surpreende ([...] está atento aos preconceitos de seus leitores). O casal refugia-se em cima de uma palmeira, mas as águas continuam subindo. Em um último gesto heroico, [...] arranca a palmeira (incluindo raízes e tudo), transformando-a em canoa. O índio e a jovem branca são arrastados então pela correnteza” (Gonzaga, 2012).
O autor do trecho analisa uma obra do movimento indianista do Romantismo Brasileiro, que apresenta o indígena como herói da nascente nacionalidade pós-colonial, em uma tentativa de desenhar um passado heroico para o país. Assinale a alternativa que apresenta a obra à qual o trecho acima se refere.