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Questões de Concurso Sobre literatura

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Q4087138 Literatura
Letramento literário pode ser pensado como a condição daquele que não apenas é capaz de ler e compreender gêneros literários, mas aprendeu a gostar de ler literatura e o faz por escolha, pela descoberta de uma experiência de leitura distinta, associada ao prazer estético.

(BARBOSA, Begma Tavares. Letramento literário: sobre a formação escolar do jovem leitor. Educ. foco, Juiz de Fora, v. 6, n. 1, pp. 145-167. Em: 2011. Adaptado.)

O propósito comunicativo desse excerto é:
Alternativas
Q4087137 Literatura
Texto para responder à questão.


    No ano de 1878, formei-me em medicina pela Universidade de Londres e logo parti para Netley, a fim de seguir o curso exigido aos médicos militares. Terminados os meus estudos, fui designado para o Quinto Regimento de Fuzileiros de Northumberland, como cirurgião assistente. Nessa época, o Quinto estava acantonado na Índia, e antes que eu pudesse me apresentar eclodiu a Segunda Guerra Afegã. Ao desembarcar em Bombaim, soube que o meu regimento já havia atravessado os desfiladeiros e se achava embrenhado em território inimigo. Tomei o mesmo caminho, com muitos outros oficiais que estavam em idêntica situação, e consegui chegar são e salvo a Kandahar, onde encontrei minha unidade e imediatamente assumi minhas novas funções.
    A campanha trouxe honras e promoções para muitos, mas a mim só proporcionou infortúnios e desastres. Fui transferido da minha brigada para as tropas de Berkshire, com as quais tomei parte na fatídica Batalha de Maiwand. Ali, a bala de um mosquete afegão atingiu-me o ombro, fraturando o osso e raspando a artéria subclávia. Teria caído nas mãos dos ferozes ghazis, se não fosse a devoção e a coragem do ordenança Murray, que me pôs num cavalo de carga e conseguiu levar-me são e salvo para as linhas britânicas.
    Combalido pelo sofrimento e pelas contínuas privações que havia suportado, fui removido, numa longa composição de feridos, para o hospital central de Peshawar. Ali fui me restabelecendo, e já tinha melhorado o suficiente para andar um pouco pelas enfermarias, ou estender-me ao sol na varanda, quando apanhei uma gastrenterite, essa praga das nossas possessões indianas. Durante meses, tive a vida por um fio, e quando, finalmente, voltei a mim e entrei em convalescença, estava de tal modo fraco e macilento que uma junta médica foi de parecer que deviam me fazer regressar imediatamente à Inglaterra. Consequentemente, fui recambiado no vapor Orontes e um mês depois desembarquei no cais de Portsmouth, com a saúde irremediavelmente arruinada, mas com a permissão, dada por um governo paternal, de tentar melhorá-la nos nove meses seguintes.
    Não tendo relações nem parentes na Inglaterra, achava-me tão livre como o ar... ou pelo menos tão livre quanto pode ser um homem cujo rendimento não passa de onze xelins e seis pence por dia. Em tais circunstâncias, fui naturalmente atraído por Londres, essa grande fossa a que irresistivelmente vão ter todos os vadios e desocupados do império. Ali fiquei algum tempo, instalado num hotel do Strand, levando uma existência sem conforto nem sentido, e gastando, com mais largueza do que devia, todo o dinheiro que me vinha às mãos. Tão alarmante se tornou o estado das minhas finanças que em breve me vi na contingência de deixar a metrópole e ir viver no campo, ou alterar completamente o meu modo de vida. Escolhendo esta última alternativa, resolvi sair do hotel e alojar-me num domicílio mais barato e menos pretensioso.
    Exatamente no dia em que cheguei a essa conclusão, encontrava-me no Bar Criterion quando alguém me bateu no ombro. Voltando-me, reconheci Stamford, um jovem que fora meu assistente no Barts. Ver um rosto amigo no imenso deserto londrino é coisa deveras agradável para um homem solitário. Nos velhos tempos da universidade, não tínhamos lá grande intimidade, mas cumprimentei-o com entusiasmo, e ele, por sua vez, pareceu feliz de me ver. Na exuberância daquele momento, convidei-o para almoçar comigo no Holborn, e juntos tomamos uma carruagem.
    — Que diabo você tem feito, Watson? — perguntou-me ele, sem esconder o seu espanto, enquanto passávamos pelas ruas apinhadas de Londres. — Vejo-o magro como um sarrafo e escuro como uma castanha.
    Fiz-lhe um breve relato das minhas aventuras e mal o concluíra chegamos ao nosso destino.
    — Coitado! — exclamou ele, condoído pelos infortúnios que acabava de ouvir. — E que faz agora?
    — Procuro alojamento — respondi. — Tento resolver o problema de encontrar quartos confortáveis a preços razoáveis.
    — É curioso — disse o meu companheiro. — Você hoje é a segunda pessoa que fala dessa maneira.
    — E quem foi a primeira? — perguntei.
    —Um sujeito que trabalha no laboratório químico do hospital. Estava se queixando, ainda esta manhã, de não encontrar com quem dividir o aluguel de uns ótimos aposentos que tinha descoberto, mas que eram demasiado caros para a sua bolsa.
    — Magnífico! — exclamei. — Se ele procura alguém para compartilhar dos quartos e das despesas, sou exatamente essa pessoa. Prefiro ter um companheiro a morar sozinho.
      Stamford olhou-me de um modo estranho, por cima do seu copo de vinho.
    — Você ainda não conhece Sherlock Holmes — disse ele. — Não sei se lhe agradará como companheiro permanente.
    — Por quê? Haverá alguma coisa que não o recomende?
    — Oh! Eu não disse isso. Ele é um pouco esquisito... tem paixão por certos ramos da ciência. Que eu saiba, é uma pessoa muito correta.
     — Estudante de medicina?
    — Não. E não tenho a menor ideia a respeito da carreira que pretende seguir. Creio que entende muito de anatomia, e é um químico de primeira ordem. Mas, ao que me consta, nunca fez um curso sistemático de medicina. Estuda sem método, de uma maneira excêntrica, e já acumulou uma série de conhecimentos pouco vulgares que espantariam os seus professores.
     — Nunca lhe perguntou qual o ramo da ciência em que deseja especializar-se?   
    — Não — respondeu Stamford. — Não é dado a confidências, embora seja bastante comunicativo quando lhe dá na telha.
    — Pois eu gostaria de conhecê-lo. Visto que preciso morar com alguém, agrada-me que seja um homem tranquilo e estudioso. Ainda não estou bastante forte para suportar ruídos ou balbúrdias. Já tive muito dessas duas coisas no Afeganistão... e estou provido delas para o resto da existência. Como poderei travar relações com esse seu amigo?
    — Ele deve estar no laboratório — respondeu o meu companheiro. —Às vezes passa semanas inteiras semaparecer, mas noutras ocasiões não sai de lá o dia todo e boa parte da noite. Se quiser, vamos procurá-lo depois do almoço.
    —Combinado —respondi, e a conversação passou a outros assuntos.
    Quando nos dirigíamos para o hospital, ao sairmos do Holborn, Stamford deu-me mais algumas informações sobre o cavalheiro com quem eu me propunha morar.

(DOYLE, Arthur Conan. Um estudo em vermelho. Disponível em: https:// docero.com.br/doc/seces8. Adaptado.)
Em foco narrativo, narrador e personagem, analise as afirmativas a seguir.

I. As observações do narrador relevam um olhar crítico de quem participou como combatente em uma guerra e os desafios enfrentados ao retornar para a vida cotidiana.
II. O narrador, ou seja, a voz escolhida pelo autor para contar os acontecimentos em uma narrativa ficcional, está na terceira pessoa do discurso, já que ele ao mesmo tempo observa e participa dos fatos.
III. Ao informar os leitores sobre o juízo que faz sobre os demais personagens e acontecimentos, o narrador dá ao leitor a consciência de que está tendo contanto com uma história através de um olhar particularizado, ou seja, o olhar dele enquanto narrador.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q4085940 Literatura

Gal Costa, uma das maiores cantoras do Brasil, morreu aos 77 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria da cantora. Ela havia dado uma pausa em shows, após passar por uma cirurgia para retirar um nódulo na fossa nasal direita. Gal Costa foi uma cantora baiana que é considerada um dos grandes ícones da música popular brasileira. Lançou dezenas de discos de sucesso e gravou canções que marcaram gerações. Iniciou sua carreira na década de 1960. Na década seguinte, tornou-se uma das grandes representantes do Tropicalismo e foi considerada também uma musa hippie.



(Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2022/11/09/gal-costa-morre-aos-77-anos.ghtml. Acesso em: 09/11/2022.)



Sobre o Tropicalismo, assinale a afirmativa INCORRETA.

Alternativas
Q4085437 Literatura
Os desafios contemporâneos para educar crianças

    A pesquisa sobre percepções, opiniões, valores e atitudes da população brasileira a respeito das formas de educar e das práticas de maus-tratos e de violência contra crianças recentemente realizada pela Ipsos, a pedido de Fundação José Luiz Egydio Setubal e Instituto Galo da Manhã, ilumina uma temática urgente, de grande relevância pública. Precisamos não só de um maior número de pesquisas que abordem as questões e números de violências e maus-tratos contra crianças no Brasil, como também há uma necessidade de que essa temática ganhe maior centralidade no debate público no país. Enquanto sociedade democrática, não podemos aceitar que crianças e adolescentes tenham seus direitos básicos violados, o que ocorre ao sofrerem alguma forma de violência – seja ela física, psicológica ou sexual – ou negligência. Não podemos continuar a tolerar que a violência e o desrespeito aos direitos civis, característica estrutural da democracia no Brasil, também se perpetue nas relações cotidianas das crianças. A garantia dos direitos das crianças e adolescentes – tal como preconiza a Doutrina da Proteção Integral – é uma prioridade absoluta, sendo responsabilidade da família, da sociedade e do Estado. 
    Em um primeiro momento, a pesquisa buscou identificar quais são os entendimentos compartilhados pela população brasileira sobre infância e adolescência. A maior parte dos entrevistados afirmaram que o término da infância está temporalmente associado aos 14 anos de idade, enquanto a adolescência se inicia nos 15 e se encerra aos 18 anos. Para a população, as demarcações da infância são as mesmas para meninas e meninos. Já no que diz respeito às principais atividades a serem realizadas na infância, uma esmagadora maioria de respondentes (mais de 90%) considerou que estudar, praticar esportes e atividades de lazer, como também auxiliar em tarefas do lar, devem ser as atividades principais desempenhadas por crianças.
    Contudo, embora o Brasil tenha um legado constitucional e de programas sociais com mais de três décadas de proibição e combate ao trabalho infantil, persiste no país uma grande aceitação de uma iniciação laboral precoce. Cerca de 46% dos entrevistados consideram certo que crianças ou adolescentes tenham um trabalho de meio período fora de casa. Quando exploramos as justificativas para essa aceitação, em se tratando especificamente de crianças (que segundo os próprios entrevistados seriam menores de 14 anos), espantosamente o argumento com maior adesão é aquele que aponta o trabalho como estratégia conveniente para ocupar o tempo ocioso, evitando que crianças fiquem na rua (esta é considerada uma razão aceitável para o trabalho infantil por 46% dos entrevistados), pretexto que supera largamente as justificativas econômicas, como a necessidade de trabalhar para complementar a renda familiar (considerada aceitável por aproximadamente 26% dos entrevistados). Essas respostas nos permitem identificar a existência de uma concepção cultural, entre os brasileiros, do trabalho como uma atividade disciplinadora, que tem uma função importante no processo de formação, que prepara para a vida adulta ao mesmo tempo em que previne a delinquência. Esta forte narrativa ignora os riscos do trabalho precoce para o desenvolvimento físico e educacional das crianças, não protegendo, mas aumentando sua vulnerabilidade a violações. Em se tratando de adolescentes, o apoio a atividades laborais é massivo, seja em razão de escolha pessoal (considerado aceitável por 89% dos entrevistados), para não ficar na rua (84%) ou para ajudar na renda da família (83%). É evidente que para a maior parte dos brasileiros o trabalho na adolescência é menos um problema e mais uma solução.
    Quando passamos para as formas de educar, a maioria dos entrevistados se manifesta favorável a um modelo de educação mais baseado no diálogo do que no castigo, com pouco apoio à punição corporal. Um achado, que expressa a existência de atitudes congruentes à Doutrina da Proteção Integral, diz respeito à que grande maioria da população não compactua com formas de educação distintas para meninos e para meninas. Cerca de 60% dos entrevistados defendem a educação de crianças baseada principalmente no diálogo, sejam elas meninos ou meninas. Esta adesão se traduz em uma grande discordância com a aplicação de castigos corporais (entre 70% e 80% da amostra rejeitam totalmente ou em parte bater com objetos, beliscar ou dar tapas), humilhação e agressão verbal (92% rejeitam), ameaças (70% rejeitam), negligência e violência psicológica (86% rejeitam). Em um primeiro olhar, essas percepções, opiniões e atitudes estão difundidas no país, não diferindo significativamente por região geográfica.
    Entretanto, embora a violência em si seja rejeitada, ainda vigora entre a população uma concepção de educação tradicional baseada na manutenção de uma forte hierarquia dentro das famílias, de forma que uma boa criação deve se pautar pela disciplina, obediência, ausência de questionamento, reconhecimento da importância de castigos e um certo receio de conceder liberdades e autonomia aos filhos, o que fica manifesto na ampla concordância dos entrevistados com frases como “crianças sempre devem obedecer, sem questionar os mais velhos” (mais de 81% concorda totalmente ou em parte) e “melhor bater hoje do que o filho virar um bandido” (mais de 62% concorda totalmente ou em parte). Mais do que isso, os entrevistados reconhecem que parte significativa da população faz uso de violências psicológicas e mesmo físicas, como modo de educar. No entanto, 63% da população afirma que não reagiria ao presenciar cenas de maus-tratos contra uma criança em uma rua.
    Iniciativas que alterem a nossa tolerância e aceitação do uso de violências como forma de educar é um grande desafio contemporâneo, que precisa ser enfrentado com urgência. A garantia de direitos de crianças e adolescentes precisa ser a prioridade absoluta se desejamos assegurar que todos em nossa sociedade vivam vidas que mereçam ser vividas.

(NATAL, Ariadne; VASSELAI, Fabricio; LUCCA-SILVEIRA, Marcos de; OLIVEIRA, Thiago. Os desafios contemporâneos para educar crianças. Nexo Jornal, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ ensaio/debate/2021/Os-desafios-contempor%C3%A2neos-para-educarcrian%C3%A7as Acesso em: 12/11/22. Adaptado.)
Aponte a alternativa que contém a correta indicação da figura de linguagem presente na passagem destacada do texto.
Alternativas
Q4078866 Literatura
Considerando as figuras de linguagem, assinale a alternativa que apresenta o recurso utilizado na oração abaixo:

Aquela manhã estava muito fria, congelando, uma temperatura glacial.

Após análise, marque a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4078864 Literatura
A versificação consiste em possibilitar uma melhor compreensão de como se constrói um poema, dividindo em partes e detalhando cada uma delas, assim como está sendo feito no desenrolar deste trabalho.
Fonte: https://www.mundovestibular.com.br/articles/4542/1/versificacao/

Observe o verso a seguir:

"E entra a Saudade... Fiquei
Como assombrado e sem voz!"
(Teixeira de Pascoaes)

Quando o verso não finaliza com um segmento sintático, ocorre __________________, que é a continuação do sentido de um verso no verso seguinte: 

Após análise, marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4078862 Literatura
A intertextualidade é um recurso utilizado entre textos que estabelece um diálogo entre eles, sejam da mesma natureza ou não (por exemplo, a intertextualidade entre um texto escrito e um texto visual).
Ela é muito empregada na literatura, na música, na pintura, na televisão, bem como na linguagem coloquial, visto que, muitas vezes, estamos criando um texto ao referir-se a outro.
Fonte: https://www.todamateria.com.br/tipos-de-intertextualidade/

Entre os tipos de intertextualidade existente, qual se trata de uma imitação burlesca muito utilizada nos textos humorísticos, onde o sentido é levemente alterado, geralmente pelo tom crítico e o uso da ironia?
Alternativas
Q4078861 Literatura
Sem dúvida, a literatura apresenta-se como o instrumento artístico de análise de mundo e de compreensão do homem. Sófocles, Camões, Shakespeare, Rousseau, Dostoievski, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Kafka, Clarice Lispector... todos preocupados com o grande mistério: entender a alma humana.

Fonte: https://proenem.com.br/enem/literatura/a-arte-a-literatura-e-seus-conceitos-ficcionalidade-verossimilhanca-catarse-epifania/

Todas as alternativas a seguir são características do texto literário, EXCETO:
Alternativas
Q4078855 Literatura
Muito se tem discutido sobre a função e a estrutura do texto literário, ou ainda sobre a dificuldade de se entenderem os enigmas, as ambiguidades, as metáforas da literatura. Mas é exatamente aí que reside o seu encanto: no trabalho com a palavra, com seu aspecto conotativo, com seus enigmas.

Fonte: https://proenem.com.br/enem/literatura/a-arte-a-literatura-e-seus-conceitos -ficcionalidade-verossimilhanca-catarse-epifania/

Acerca dessa temática, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4078854 Literatura
Diferente da dissertação, a narrativa é um texto que trata de acontecimentos e ações realizadas por personagens fictícios ou reais. Na Literatura, ela aparece principalmente em romances, novelas, fábulas, contos e crônicas. Ela também é a base de muitas peças de teatro e dos filmes produzidos pelo cinema.
Mas, para que o leitor ou ouvinte se sinta atraído e até mesmo entenda toda a situação, ela precisa ter uma estrutura e elementos essenciais ao desenvolvimento da história.

Com base no texto abaixo, indique a alternativa cujo elemento estruturador da narrativa não foi interposto no episódio:

"Porque não quis aceitar o acordo, Marcos de Oliveira, pintor, de 45 anos, residente na rua Nossa Senhora da Saúde, 172, Centro, matou ontem no Bar Recantos, o seu colega Gustavo Souza".

Após análise, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4074796 Literatura
“Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos dela pareciam duas azeitonas pretas, daquelas bem brilhantes. Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feitos fiapos da noite. A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra quando pula na chuva. Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laço de fita colorida. Ela ficava parecendo uma princesa das Terras da África, ou uma fada do Reino do Luar”. MACHADO, Ana Maria. Menina Bonita do Laço de Fita. São Paulo: Ática, 2011, p. 3-4. O trecho retirado do livro de Ana Maria Machado, pertence ao estilo de obra:
Alternativas
Q4074180 Literatura

Sobre representantes das escolas literárias, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.


COLUNA I.

A- José de Alencar.

B- Aluísio Azevedo.

C- Machado de Assis.

D- Euclides da Cunha.

E- Jorge Amado.



COLUNA II.

1- Naturalismo.

2- Pré-modernismo.

3- Modernismo.

4- Realismo.

5- Romantismo.

Alternativas
Q4073032 Literatura
Os gêneros textuais representam um conjunto de textos orais ou escritos que possuem características próprias, tais como estrutura, linguagem e temática. Todos eles cumprem uma função comunicativa e social dentro de um determinado contexto.

São exemplos de gêneros textuais escritos, EXCETO:
Alternativas
Q4070103 Literatura
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Arqueólogos israelenses encontram restos de ópio em cerâmicas de 3.500 anos


Arqueólogos israelenses anunciaram a descoberta de resíduos de ópio em peças de cerâmica de 3.500 anos, uma prova que apoia a teoria que esta droga alucinógena era utilizada em rituais funerários.

O estudo conjunto da Autoridade de Antiguidades de Israel e o Instituto Weizmann de Ciências começou em 2012, quando as escavações na cidade de Yehud, no centro, revelaram uma série de tumbas da Idade do Bronze.

Os pesquisadores encontraram recipientes de cerâmica que se assemelhavam às flores da papoula-dormideira, a qual se deriva o ópio, que datavam do século XIV a.C.

Logo examinaram se haviam servido de recipiente para a droga que, de acordo com escritos anteriores, era utilizada nos rituais funerários em Canaã, e encontraram "resíduos de ópio em oito recipientes", disseram os investigadores em um comunicado.

É provável que esses recipientes "eram colocados nas tumbas para cerimoniais - ritos e rituais realizados pelos vivos para seus familiares mortos", disse Ron Be'eri, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades.

Durante essas cerimônias, "os membros da família ou um sacerdote em seu nome tentavam convocar o espírito de seus familiares mortos e entrar em um estado de êxtase através do uso do ópio", contou Be'eri.

No entanto, o arqueólogo reconheceu que o uso da droga nos tempos antigos é muito desconhecido. "Só podemos especular sobre o que se fazia com o ópio", afirma o pesquisador.


Arqueólogos israelenses encontram restos de ópio em cerâmicas de 3.500 anos (msn.com). Adaptado.
A divisão da literatura brasileira acompanha os acontecimentos políticos e econômicos do país. Sendo assim, é subdividida em duas eras: Era Colonial e Era Nacional. Dessa forma, as divisões seguem a estrutura de escolas literárias, também chamadas de estilos de época.

A Era Colonial abrange os estilos literários:
Alternativas
Q4070067 Literatura
O fim do mundo


   A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessavam nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

   Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas; nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

   Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessara nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

   Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?

   Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

   Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

   O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos ou tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

   Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

   Ainda há uns dias para a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...


(Cecília Meireles. Escolha o seu sonho: Crônicas. 26ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado.) 
Ao afirmar “Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...” (9º§), a autora, Cecília Meireles, profere sobre: 
Alternativas
Q4055948 Literatura
A publicação do romance "A bagaceira", em 1928, projetou-lhe o nome em todo o país, com o destaque dado à literatura regionalista que, ainda no século XIX, se concentrara, sobretudo, nas obras de Franklin Távora e de Domingos Olímpio.

O Poeta autor do Romance "A bagaceira" é:

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4050859 Literatura
Com origem na Antiguidade, o gênero dramático é um dos gêneros literários que envolvem a literatura teatral, que tem como principais elementos o autor, o texto e o público. Assinale a alternativa que apresenta uma subdivisão desse gênero:
Alternativas
Q4050559 Literatura
José Lins do Rêgo foi um escritor paraibano de muito sucesso. Ele pertence à “Geração de 1930” do Modernismo brasileiro, escrevendo obras de cunho regionalistas (ou neorregionalistas), com temática sociopolítica, as quais demonstram o olhar crítico do romancista e cronista a respeito da realidade brasileira. Além de ter sido membro da Academia Brasileira de Letras, o autor recebeu diversos prêmios por suas obras, entre as quais se destacam:
Alternativas
Q4049673 Literatura
Considerando-se que, a partir da literatura, a linguagem pode produzir efeitos estéticos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A literatura, tipo de arte, utiliza o código verbal, seja ele falado ou escrito.

( ) Os textos literários têm como característica importante, que assim os define como tal, a apresentação de sequências temporais delimitadas.

( ) Os textos para teatro se destinam a ser representados e, por isso, não podem ser classificados como textos literários, mas pertencentes ao gênero dramático.



A sequência está correta em
Alternativas
Q4049671 Literatura
O trecho a seguir registra a cena inicial do conto “Noite de Almirante”, de Machado de Assis. Leia-o observando as características pertencentes a tal gênero literário.
    Deolindo Venta-Grande (era uma alcunha de bordo) saiu do arsenal de marinha e enfiou pela rua de Bragança. Batiam três horas da tarde. Era a fina flor dos marujos e, de mais, levava um grande ar de felicidade nos olhos. A corveta dele voltou de uma longa viagem de instrução, e Deolindo veio à terra tão depressa alcançou licença. Os companheiros disseram-lhe, rindo:      – Ah! Venta-Grande! Que noite de almirante vai você passar! ceia, viola e os braços de Genoveva. Colozinho de Genoveva...     Deolindo sorriu. Era assim mesmo, uma noite de almirante, como eles dizem, uma dessas grandes noites de almirante que o esperava em terra. Começara a paixão três meses antes de sair a corveta. Chamava-se Genoveva, caboclinha de vinte anos, esperta, olho negro e atrevido. Encontraram-se em casa de terceiro e ficaram morrendo um pelo outro, a tal ponto que estiveram prestes a dar uma cabeçada, ele deixaria o serviço e ela o acompanharia para a vila mais recôndita do interior.      A velha Inácia, que morava com ela, dissuadiu-os disso; Deolindo não teve remédio senão seguir em viagem de instrução. Eram oito ou dez meses de ausência.
(Histórias sem data. São Paulo: Ática, 1998. Fragmento.)

Sobre o gênero literário a que pertence o fragmento apresentado, indique V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Pertence ao grupo dos gêneros narrativos ficcionais. ( ) A sequência de fatos reflete uma relação de causa e efeito. ( ) A descrição é importante, assim como o emprego de adjetivos e pontuação na exploração do significado de cada expressão.


A sequência está correta em
Alternativas
Respostas
1361: A
1362: C
1363: A
1364: D
1365: A
1366: A
1367: D
1368: C
1369: A
1370: C
1371: B
1372: A
1373: C
1374: A
1375: A
1376: D
1377: C
1378: B
1379: A
1380: D