Questões de Concurso Sobre literatura
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“Egocentrismo (o indivíduo é encarado como o centro do mundo); sentimentalismo exacerbado; tom depressivo (típico de diversos autores, sendo facilmente encontrável, entre eles, um discurso que exalta a fuga da realidade, seja pela morte, seja pelo sonho, ou ainda pela própria arte). Estrutura do texto em prosa, longo; O indivíduo passa a ser o centro das atenções; Uso de versos livres e brancos; Exaltação do nacionalismo, da natureza e da pátria; Idealização da sociedade, do amor e da mulher; Criação de um herói nacional; Sentimentalismo e supervalorização das emoções pessoais.”
De 1922 a 1930, o Modernismo nos apresentou uma fase ______, considerada a fase combatida, de destruição. Na sequência de 1930 até 1950, é a vez da literatura modernista passar pela fase ______. É uma fase de profunda importância para a poesia e a prosa de ficção modernista, nesta podemos encontrar as obras de José Lins do Rego (alagoano), Graciliano Ramos (alagoano), Érico Veríssimo (sulista), Jorge Amado (baiano), Carlos Drummond de Andrade (mineiro), Manuel Bandeira (recifense), Cecília Meireles (carioca) entre outros.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
“Vozes veladas, veludosas vozes, Volúpias dos violões, vozes veladas, Vagam nos velhos vórtices velozes Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas...”
Analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Esse movimento reagiu contra o Positivismo: contrapôs-se à visão positivista e equilibrada referente ao pensamento científico.
( ) Trazia marcas do subjetivismo e do místico.
( ) Linguagem coerente, exata, fluida, ou seja, expôs de forma lógica o que era necessário ser dito.
( ) Seus autores manifestaram os estados de dilaceração da alma em seus escritos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
“Este movimento reagiu contra os desmandos barrocos, mas incidiu noutros, desacreditou o retoricismo seiscentista, mas engendrou uma retórica nova: conquanto refutasse o empolamento dos poetas gangóricos, acabou engendrando estereotipias de linguagem e de sentimento, carentes de vibração lírica, salvo honrosas exceções. Afetados, ansiavam por evadir-se do seu tempo, no encalço de um mundo visionário, como se lhes fosse possível desenraizar-se da circunstância e metamorfosear-se em pastores ou pescadores. De onde a artificiosidade, o postiço e a consequente obra de menor calibre, fruto mais dos pressupostos cerebrinos que de uma genuína disposição de ânimo ou de sensibilidade. E esta, quando existente ou manifesta, ultrapassava a teatralidade geral e movia-se no rumo do Romantismo”.
(MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. 1974, pp.37-38; grifo nosso) Pode-se completar que o movimento remonta a escola estética da Arcádia, região de pastores e poetas.
Leia o excerto e assinale a alternativa incorreta em relação à literatura e à linguagem literária.
“Um poema abolicionista de Castro Alves atua pela eficiência da sua organização formal, pela qualidade do sentimento que exprime, mas também pela natureza da sua posição política e humanitária. Nestes casos a literatura satisfaz, em outro nível, à necessidade de conhecer os sentimentos e a sociedade, ajudando-nos a tomar posição em face deles. É aí que se situa a literatura social, na qual pensamos quase exclusivamente quando se trata de uma realidade tão política e humanitária quanto a dos direitos humanos, que partem de uma análise do universo social e procuram retificar as suas iniquidades.”
(CÂNDIDO, Antônio. Direito à Literatura, 2011, p.183)
Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.
Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar exclamava:
— Ai! Que preguiça!...
E não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho e Jiguê na força do homem. O divertimento dele era decepar cabeça de saúva. Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro, Macunaíma dandava pra ganhar vintém. E também espertava quando a família ia tomar banho no rio, todos juntos e nus. Passava o tempo do banho dando mergulho, e as mulheres soltavam gritos gozados por causa dos guaiamuns diz-que habitando a águadoce por lá. No mocambo si alguma cunhatã se aproximava dele pra fazer festinha, Macunaíma punha a mão nas graças dela, cunhatã se afastava. Nos machos guspia na cara. Porém respeitava os velhos, e frequentava com aplicação a murua a poracê o torê o bacororô a cucuicogue, todas essas danças religiosas da tribo.
ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. São Paulo: Ubu Editora, 2017, p. 13.
"Because I could not stop for Death, He kindly stopped for me; The carriage held but just ourselves And Immortality."
Source: https://earlybirdbooks.com/most-famous-poems
The text above refers to which textual genre?
I – No verso “é preciso não assassiná-los,”, há um desvio da norma culta. Segundo a norma padrão, nas orações em que haja adverbio sem que exista pausa, o pronome deve vir antes do verbo, ou seja, o adequado seria a ênclise: “é preciso não os assassinar”.
II – No verso “É preciso casar João,”, há um desvio da norma culta da língua, pois deveria haver uma vírgula separando o vocativo “João”.
III – No último verso, a expressão FIM DO MUNDO, que finaliza o poema, é destacada pelo uso de maiúsculas. O recurso enfatiza a opinião do eu-lírico de que o mundo da forma como se apresenta, frenético, insaciável, não se sustenta, não é viável.
É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
I – É possível afirmar que o título é uma síntese do poema, que elenca as necessidades pessoais e sociais, de acordo com o ponto de vista do eu-lírico.
II – Carlos Drummond de Andrade preocupa-se com a forma do poema, valendo-se de métricas rígidas e rimas para a elaboração dos versos.
III – As inquietações e as preocupações do cotidiano frenético são representadas por meio da repetição da estrutura inicial dos versos.
É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Estou abraçado com meu violão
Feito de pinheiro da mata selvagem
Que enfeita a paisagem lá do meu sertão
Tonico e Tinoco, São Paulo Gigante
Julgue as seguintes afirmativas:
I. Para se contrapor às características da metrópole caracterizada pelo “concreto”, o autor utiliza a palavra “sertão” como uma metáfora para identificar o interior do Brasil.
II. Ao mencionar o material de que é feito o violão, o poeta se remete à simplicidade do povo do interior que usa os recursos de que dispõe para desenvolver uma cultura popular representativa do meio a que pertence.
III. O poeta usa o termo “sertão” para descrever a paisagem e a vegetação típicas do Nordeste brasileiro, identificando o pinheiro como vegetação típica do sertão.
São corretas as afirmativas:

I. Para o eu lírico escrever e viver eram verbos que se misturavam: viver era ser poeta e ser poeta era viver
II. Para a autora ser poeta era parte de sua identidade e era uma condição essencial para a sua vida , é o que se constata especialmente no verso: "Não sou alegre nem sou triste: sou poeta".
III. O poema é existencialista e trata da brevidade da vida, muitas vezes com certo grau de tristeza, apesar da extrema delicadeza.
IV. Os versos são construídos a partir de antíteses, ideias opostas (alegre e triste; noites e dias; desmorono e edifico; permaneço e desfaço; fico e passo).
São corretas as afirmativas: