Questões de Concurso Comentadas sobre literatura
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Em relação aos trechos transcritos, constatam-se, correta e respectivamente, estilo de
Nesse sentido, a formação desse sujeito leitor
Portanto, a partir do poema de Cruz e Souza, esse aprofundamento poderia ocorrer por meio de
Enchente
Chama o Alexandre!
Chama!
Olha a chuva que chega!
É a enchente.
Olha o chão que foge com a chuva...
Olha a chuva que encharca a gente.
Põe a chave na fechadura.
Fecha a porta por causa da chuva...
olha a rua como se enche!
Enquanto chove, bota a chaleira
no fogo: olha a chama! olha a chispa!
Olha a chuva nos feixes de lenha!
Vamos tomar chá, pois a chuva
é tanta que nem de galocha
se pode andar na rua cheia!
Chama o Alexandre!
Chama!
(Cecília Meireles. Ou isto ou aquilo.
Em: Angela Kleiman. Oficina de leitura: teoria & prática. 2017)
Considere as seguintes obras representativas da prosa literária potiguar:
I Opúsculo Humanitário, de Nísia Floresta.
II A Princesa de Bambuluá, de Câmara Cascudo.
III Rua da Estrela, de Nei Leandro de Castro.
IV Francisca, de Ana Cláudia Trigueiro.
Analise as afirmativas, relacionando obras e autores indicados em cada item, e assinale a opção correta.
A partir dessas considerações, analise as descrições a seguir:
I Suas obras inovaram a estrutura narrativa ao usar a ironia como ferramenta de crítica social, desestabilizando discursos dominantes sobre classe e poder. No conto “Pílades e Orestes”, a relação entre os personagens é apresentada com forte carga emocional e interdependência, cabendo ao leitor crítico interpretar se o que os une é o amor, o desejo ou o interesse.
II Em um romance naturalista considerado pioneiro na abordagem de temas transgressores à época, o autor expõe o preconceito e a violência contra corpos dissidentes em uma sociedade rigidamente normatizada. A obra retrata a relação entre um marinheiro e um jovem grumete, sendo uma das primeiras manifestações literárias a tensionar os limites das convenções sociais do século XIX.
III Explorou de forma intensa e subjetiva as experiências afetivas e existenciais de personagens marginalizados, frequentemente atravessados pela fluidez do desejo e pela incerteza identitária. Seus contos tornaram-se referência na literatura queer brasileira ao problematizar o não pertencimento e a angústia da exclusão.
IV Construiu narrativas que evidenciam a opressão e a busca por autonomia feminina, utilizando personagens femininas que transitam entre o desejo e a repressão social. No romance As Meninas, o entrelaçamento de perspectivas evidencia conflitos de gênero e poder durante a ditadura militar.
V Sua literatura flerta com o fantástico e com a exploração de arquétipos femininos, em um universo em que o feminino ora se impõe como resistência, ora se vê subjugado pelo patriarcado. No conto “A Moça Tecelã”, apresenta um olhar sensível sobre a complexidade das relações interpessoais e as imposições sobre as mulheres.
VI Em sua obra Amora, revisita e ressignifica experiências femininas e queer por meio de contos que desafiam a heteronormatividade e evidenciam a pluralidade da experiência de ser mulher no Brasil contemporâneo.
As descrições acima referem-se, respectivamente, aos seguintes autores e às suas obras:
Considerando essa perspectiva, assinale a opção que associa, corretamente, o estilo de época e sua relação com a questão da identidade nacional.
Reconhecendo as disputas de autoria, voz e perspectiva que marcam essas produções literárias, assinale a opção em que se estabelece, corretamente, a distinção entre a literatura indianista, a indigenista e a indígena.