Questões de Concurso Sobre literatura
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Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.
Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar exclamava:
— Ai! Que preguiça!...
E não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho e Jiguê na força do homem. O divertimento dele era decepar cabeça de saúva. Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro, Macunaíma dandava pra ganhar vintém. E também espertava quando a família ia tomar banho no rio, todos juntos e nus. Passava o tempo do banho dando mergulho, e as mulheres soltavam gritos gozados por causa dos guaiamuns diz-que habitando a águadoce por lá. No mocambo si alguma cunhatã se aproximava dele pra fazer festinha, Macunaíma punha a mão nas graças dela, cunhatã se afastava. Nos machos guspia na cara. Porém respeitava os velhos, e frequentava com aplicação a murua a poracê o torê o bacororô a cucuicogue, todas essas danças religiosas da tribo.
ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. São Paulo: Ubu Editora, 2017, p. 13.
"Because I could not stop for Death, He kindly stopped for me; The carriage held but just ourselves And Immortality."
Source: https://earlybirdbooks.com/most-famous-poems
The text above refers to which textual genre?
I – No verso “é preciso não assassiná-los,”, há um desvio da norma culta. Segundo a norma padrão, nas orações em que haja adverbio sem que exista pausa, o pronome deve vir antes do verbo, ou seja, o adequado seria a ênclise: “é preciso não os assassinar”.
II – No verso “É preciso casar João,”, há um desvio da norma culta da língua, pois deveria haver uma vírgula separando o vocativo “João”.
III – No último verso, a expressão FIM DO MUNDO, que finaliza o poema, é destacada pelo uso de maiúsculas. O recurso enfatiza a opinião do eu-lírico de que o mundo da forma como se apresenta, frenético, insaciável, não se sustenta, não é viável.
É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
I – É possível afirmar que o título é uma síntese do poema, que elenca as necessidades pessoais e sociais, de acordo com o ponto de vista do eu-lírico.
II – Carlos Drummond de Andrade preocupa-se com a forma do poema, valendo-se de métricas rígidas e rimas para a elaboração dos versos.
III – As inquietações e as preocupações do cotidiano frenético são representadas por meio da repetição da estrutura inicial dos versos.
É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Estou abraçado com meu violão
Feito de pinheiro da mata selvagem
Que enfeita a paisagem lá do meu sertão
Tonico e Tinoco, São Paulo Gigante
Julgue as seguintes afirmativas:
I. Para se contrapor às características da metrópole caracterizada pelo “concreto”, o autor utiliza a palavra “sertão” como uma metáfora para identificar o interior do Brasil.
II. Ao mencionar o material de que é feito o violão, o poeta se remete à simplicidade do povo do interior que usa os recursos de que dispõe para desenvolver uma cultura popular representativa do meio a que pertence.
III. O poeta usa o termo “sertão” para descrever a paisagem e a vegetação típicas do Nordeste brasileiro, identificando o pinheiro como vegetação típica do sertão.
São corretas as afirmativas:

I. Para o eu lírico escrever e viver eram verbos que se misturavam: viver era ser poeta e ser poeta era viver
II. Para a autora ser poeta era parte de sua identidade e era uma condição essencial para a sua vida , é o que se constata especialmente no verso: "Não sou alegre nem sou triste: sou poeta".
III. O poema é existencialista e trata da brevidade da vida, muitas vezes com certo grau de tristeza, apesar da extrema delicadeza.
IV. Os versos são construídos a partir de antíteses, ideias opostas (alegre e triste; noites e dias; desmorono e edifico; permaneço e desfaço; fico e passo).
São corretas as afirmativas:
Considerando o estudo acerca dos gêneros literários, relacione a produção citada ao gênero correspondente.
1. Lírico.
2. Dramático.
3. Épico.
( ) Ode.
( ) Auto.
( ) Elegia.
( ) Novela.
( ) Tragédia.
A sequência está correta em
Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito que um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos. E se encorpando em tela, entre todos, se erguendo tenda, onde entrem todos, se entretendendo para todos, no toldo (a manhã) que plana livre de armação. A manhã, toldo de um tecido tão aéreo que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(In: MELO NETO, João Cabral de. Obra completa: volume único. Org. Marly de Oliveira. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.)
Cerca de 30 anos após a realização da Semana de Arte Moderna, a poesia modernista apresenta-se com características que a distinguem da produção dos primeiros modernistas. O poema “Tecendo a manhã”, de João Cabral de Melo Neto, ilustra a afirmação anterior, sendo ele um dos representantes modernistas da geração de 1945. Diante do exposto e considerando os conhecimentos acerca da literatura do período referido, assinale a afirmativa correta.
Poética
[Manuel Bandeira]
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto
expediente protocolo e manifestações de apreço ao
Sr. diretor
Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no
dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos
universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de
exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do
amante exemplar com cem modelos de cartas e as
diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é
libertação.
I - Liberdade formal
II- Poesia libertária e não comprometida com a tradição
III-Versos livres
Está (ão) correta(s)
Poética
[Manuel Bandeira]
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto
expediente protocolo e manifestações de apreço ao
Sr. diretor
Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no
dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos
universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de
exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do
amante exemplar com cem modelos de cartas e as
diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é
libertação.
I - investigação e denúncia dos problemas;
II - aproximação da obra literária ao contexto sóciopolítico-econômico;
III-marginalização dos personagens principais (caipira, mulato, sertanejo);
IV - sincretismo estético de escolas literárias como o realismo e o simbolismo;
V - naturalismo (descrição minuciosa dos personagens e dos cenários);
VI-regionalismo (valorização da cultura popular brasileira);
Estão corretas as proposições:
BUSCANDO A CRISTO CRUCIFICADO
A vós correndo vou, braços sagrados,
Nessa cruz sacrossanta descobertos,
Que, para receber-me, estais abertos,
E, por não castigar-me, estais cravados.
A vós, divinos olhos, eclipsados
De tanto sangue e lágrimas cobertos,
Pois, para perdoar-me, estais despertos,
E, por não condenar-me, estais fechados.
A vós, pregados pés, por não deixar-me,
A vós, sangue vertido, para ungir-me,
A vós, cabeça baixa, pra chamar-me.
A vós, lado patente, quero unir-me,
A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
Para ficar unido, atado e firme.
Gregório de Matos
I- Na última estrofe, é possível identificar o tema do fusionismo.
II- A estrutura poema de Gregório de Matos está distribuída em dois quartetos e dois tercetos, sendo versos decassílabos e as rimas entre as estrofes estão assim dispostas: (ABBA, ABBA), (CDC e DCD). É um poema com aliteração em “s”.
III- Uma das características presente no poema é o Cultismo.
IV-A construção do texto evidencia a mensagem, a função poética da linguagem, pela figuração intensa, utilizando-se de metáfora, paradoxo e antítese, hipérbole e hipérbato/inversão.
Estão corretas as proposições:
