Questões de Concurso Sobre escolas literárias em literatura

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Q1890078 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. A obra O Ateneu, de Raul Pompeia, compõe-se de uma série de episódios e reflexões sobre a vida no internato, onde são narrados os relacionamentos entre os pacientes e os médicos, apresentados pelo narrador memorialista Sávio.
II. A evasão, ou escapismo, é uma característica do Romantismo que impede o escritor de criar, diante da sua insatisfação, o seu universo de personagens necessários ao desenvolvimento da história que pretende contar.
III. A obra Macunaíma, de Mário de Andrade, é uma rapsódia (como era qualificada na primeira edição) que conta as aventuras de Macunaíma, um herói de uma tribo amazônica. O livro é construído no encontro de lendas indígenas e da vida brasileira cotidiana, de mistura com lendas e tradições populares.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1890077 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. A exaltação à pátria, à natureza exuberante, a exaltação do ideal nacional e do amor idealizado são características da primeira geração do Romantismo no Brasil.
II. A literatura é necessariamente uma cópia do mundo real e limita-se a um puro exercício de linguagem, com o uso recorrente de figuras de linguagem. Assim, se tomada como uma maneira particular de compor o conhecimento, é necessário reconhecer que sua relação com o real é obrigatoriamente direta.
III. A poesia parnasiana preocupa-se com a forma e a objetividade, com seus sonetos alexandrinos perfeitos. O Parnasianismo é a manifestação poética do Realismo, dizem alguns estudiosos da literatura brasileira, embora ideologicamente não mantenha todos os pontos de contato com os romancistas realistas e naturalistas.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1887276 Literatura
     Fechemos este livro.

    Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.


Euclides da Cunha. Os Sertões. São Paulo: Círculo do Livro, 1975, p. 476.
A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, está dividida em três partes e apresenta, nas duas primeiras, uma descrição da caatinga e do sertanejo. O texto acima é o final da parte III, que trata da guerra e de seu significado. Considerando a obra citada, a teoria literária e a literatura brasileira, julgue o item.

O regionalismo é um traço comum entre o romance romântico Inocência, de Visconde Taunay, Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos, bem como de outras obras da literatura brasileira do segundo momento modernista. Essa tendência relaciona-se a uma tentativa de descobrir o País e revelar sua realidade para os brasileiros, entretanto se pode observar que cabe aos autores do século XX revelar, criticamente, os problemas nacionais.
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Q1887275 Literatura
     Fechemos este livro.

    Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.


Euclides da Cunha. Os Sertões. São Paulo: Círculo do Livro, 1975, p. 476.
A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, está dividida em três partes e apresenta, nas duas primeiras, uma descrição da caatinga e do sertanejo. O texto acima é o final da parte III, que trata da guerra e de seu significado. Considerando a obra citada, a teoria literária e a literatura brasileira, julgue o item.

O obra do poeta Augusto dos Anjos ilustra o fato de a literatura pré-modernista apresentar múltiplas tendências. Não há, entre 1902, início do Pré-Modernismo, e 1922, início do Modernismo, uma unidade estilística como a presente em escolas como o Romantismo ou o Arcadismo. O poeta citado, por exemplo, recorre à ciência, mas não por questões sociais, e sim para definir suas preocupações com a angústia moral, que considera atormentar a humanidade.
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Q1887274 Literatura
     Fechemos este livro.

    Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.


Euclides da Cunha. Os Sertões. São Paulo: Círculo do Livro, 1975, p. 476.
A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, está dividida em três partes e apresenta, nas duas primeiras, uma descrição da caatinga e do sertanejo. O texto acima é o final da parte III, que trata da guerra e de seu significado. Considerando a obra citada, a teoria literária e a literatura brasileira, julgue o item.

Os Sertões é narrado em primeira pessoa, por um narrador personagem, como se observa na linha 1 do trecho apresentado, em que a metaliguagem, recurso estilístico recorrente nos romances da fase realista de Machado de Assis, é utilizada: “Fechemos este livro”.
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Q1887273 Literatura
     Fechemos este livro.

    Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.


Euclides da Cunha. Os Sertões. São Paulo: Círculo do Livro, 1975, p. 476.
A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, está dividida em três partes e apresenta, nas duas primeiras, uma descrição da caatinga e do sertanejo. O texto acima é o final da parte III, que trata da guerra e de seu significado. Considerando a obra citada, a teoria literária e a literatura brasileira, julgue o item.

No início do século XX, o projeto literário do Pré-Modernismo, com autores como Euclides da Cunha e Lima Barreto, por exemplo, antecipa o Modernismo ao apresentar crítica à realidade social, econômica e política do País, mostrando o Brasil real aos brasileiros, mas, ao mesmo tempo, suas obras apresentam características da literatura do século passado, marcando, assim, a transição que configura esta época.
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Q1887272 Literatura
     Fechemos este livro.

    Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.


Euclides da Cunha. Os Sertões. São Paulo: Círculo do Livro, 1975, p. 476.
A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, está dividida em três partes e apresenta, nas duas primeiras, uma descrição da caatinga e do sertanejo. O texto acima é o final da parte III, que trata da guerra e de seu significado. Considerando a obra citada, a teoria literária e a literatura brasileira, julgue o item.

A obra Os Sertões pertence ao Pré-Modernismo, estilo de época caracterizado por narrativas mais históricas, realistas e atuais. Com linguagem mais direta e objetiva, os autores dessa estética, tais como Raquel de Queirós, Graciliano Ramos e Guimarães Rosa, aproximam-se do texto jornalístico, devido à menor distância entre a literatura e a realidade.
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Q1887271 Literatura
     Fechemos este livro.

    Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.


Euclides da Cunha. Os Sertões. São Paulo: Círculo do Livro, 1975, p. 476.
A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, está dividida em três partes e apresenta, nas duas primeiras, uma descrição da caatinga e do sertanejo. O texto acima é o final da parte III, que trata da guerra e de seu significado. Considerando a obra citada, a teoria literária e a literatura brasileira, julgue o item.

Os Sertões é uma obra híbrida que transita entre a literatura, a história e a ciência, ao unir a perspectiva científica, de base naturalista e evolucionista, à construção literária. Euclides da Cunha, entretanto, pretendeu apenas contar o que presenciara no sertão e compreender o fenômeno cientificamente, sem apresentar qualquer conflito interior, como se observa no texto apresentado.
Alternativas
Q1887270 Literatura
     Fechemos este livro.

    Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.


Euclides da Cunha. Os Sertões. São Paulo: Círculo do Livro, 1975, p. 476.
A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, está dividida em três partes e apresenta, nas duas primeiras, uma descrição da caatinga e do sertanejo. O texto acima é o final da parte III, que trata da guerra e de seu significado. Considerando a obra citada, a teoria literária e a literatura brasileira, julgue o item.

No trecho apresentado, evidencia-se a diferença já reveladora dos contrastes sociais do início do século XX no Brasil. Nesse episódio da luta, o fenômeno de Canudos revela o isolamento político e econômico do sertão brasileiro, em relação ao Brasil cosmopolita, do sul e do litoral.
Alternativas
Q1887264 Literatura
Direito à Literatura


    Em comparação a eras passadas, chegamos a um máximo de racionalidade técnica e de domínio sobre a natureza. Isso permite imaginar a possibilidade de resolver grande número de problemas materiais do homem. No entanto, a irracionalidade do comportamento é também máxima, servida frequentemente pelos meios que deveriam realizar os desígnios da racionalidade. Assim, com a energia atômica, podemos ao mesmo tempo gerar força criadora e destruir a vida pela guerra; com o incrível progresso industrial, aumentamos o conforto até alcançar níveis nunca sonhados, mas excluímos dele as grandes massas que condenamos à miséria. E aí entra o problema dos direitos humanos.

    Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações. Vista deste modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação.

    Acabei de focalizar a relação da literatura com os direitos humanos de dois ângulos diferentes. Primeiro, a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão de mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade. Em segundo lugar, a literatura pode ser um instrumento consciente de desmascaramento, pelo fato de focalizar as situações de restrição dos direitos, ou de negação deles. Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável.


Antonio Candido. Vários Escritos. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2011, p. 171 a 193 (com adaptações).
Tendo como referência o texto acima, de Antonio Candido, julgue o item, relativo à teoria literária e à literatura brasileira.

No segundo parágrafo, Antonio Candido revela uma concepção canônica de literatura, a qual é privilegiada nos currículos e reflete o espírito libertário dos romances românticos e realistas no Brasil, contemporâneos a movimentos de emancipação, tais como a Inconfidência Mineira e a Independência do Brasil, respectivamente.
Alternativas
Q1887263 Literatura
Direito à Literatura


    Em comparação a eras passadas, chegamos a um máximo de racionalidade técnica e de domínio sobre a natureza. Isso permite imaginar a possibilidade de resolver grande número de problemas materiais do homem. No entanto, a irracionalidade do comportamento é também máxima, servida frequentemente pelos meios que deveriam realizar os desígnios da racionalidade. Assim, com a energia atômica, podemos ao mesmo tempo gerar força criadora e destruir a vida pela guerra; com o incrível progresso industrial, aumentamos o conforto até alcançar níveis nunca sonhados, mas excluímos dele as grandes massas que condenamos à miséria. E aí entra o problema dos direitos humanos.

    Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações. Vista deste modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação.

    Acabei de focalizar a relação da literatura com os direitos humanos de dois ângulos diferentes. Primeiro, a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão de mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade. Em segundo lugar, a literatura pode ser um instrumento consciente de desmascaramento, pelo fato de focalizar as situações de restrição dos direitos, ou de negação deles. Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável.


Antonio Candido. Vários Escritos. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2011, p. 171 a 193 (com adaptações).
Tendo como referência o texto acima, de Antonio Candido, julgue o item, relativo à teoria literária e à literatura brasileira.

Com proximidade tanto cronológica quanto ideológica do projeto estético do Parnasianismo de Olavo Bilac, a linguagem de Antonio Candido, em Direito à Literatura, revela-se erudita e em defesa da fruição da literatura para que todos tenham direito a textos literários bem escritos e, assim, escrevam melhor.
Alternativas
Q1887262 Literatura
Direito à Literatura


    Em comparação a eras passadas, chegamos a um máximo de racionalidade técnica e de domínio sobre a natureza. Isso permite imaginar a possibilidade de resolver grande número de problemas materiais do homem. No entanto, a irracionalidade do comportamento é também máxima, servida frequentemente pelos meios que deveriam realizar os desígnios da racionalidade. Assim, com a energia atômica, podemos ao mesmo tempo gerar força criadora e destruir a vida pela guerra; com o incrível progresso industrial, aumentamos o conforto até alcançar níveis nunca sonhados, mas excluímos dele as grandes massas que condenamos à miséria. E aí entra o problema dos direitos humanos.

    Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações. Vista deste modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação.

    Acabei de focalizar a relação da literatura com os direitos humanos de dois ângulos diferentes. Primeiro, a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão de mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade. Em segundo lugar, a literatura pode ser um instrumento consciente de desmascaramento, pelo fato de focalizar as situações de restrição dos direitos, ou de negação deles. Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável.


Antonio Candido. Vários Escritos. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2011, p. 171 a 193 (com adaptações).
Tendo como referência o texto acima, de Antonio Candido, julgue o item, relativo à teoria literária e à literatura brasileira.

Antonio Candido, no primeiro parágrafo, se utiliza de recurso estilístico recorrente no Barroco: o paradoxo. No texto do teórico, esse recurso contextualiza o ambiente de contradições em que se vive hoje; na lírica amorosa de Gregório de Matos, entretanto, o paradoxo apresenta a dualidade entre ascetismo e sensualismo, espírito e matéria.
Alternativas
Q1883193 Literatura

Avalie as assertivas que são feitas a seguir a respeito de movimentos literários, à luz do que nos alcança Sergius Gonzaga:


I. O Parnasianismo foi um movimento essencialmente poético que reagiu contra os abusos sentimentais dos modernistas. O autor parnasiano não se mostra indiferente aos dramas do cotidiano, mostrando-se preocupado com os problemas sociais.

II. O Simbolismo no Brasil tem como características o subjetivismo, a sugestão, a musicalidade o irracionalismo e mistério. Os simbolistas transplantaram uma cultura que pouco tinha a ver com o próprio contexto. Daí resultou uma poesia distanciada do espaço social brasileiro.

III. As características específicas do Naturalismo resultam da sua aproximação com as diversas ciências experimentais e positivas, sendo elas: determinismo do meio ambiente; determinismo do instinto; determinismo da hereditariedade; presença de personagens patológicos; crítica social explícita e forma descritiva.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1883192 Literatura
O estudo e a descrição das características estéticas das diferentes escolas ou movimento literários recebem o nome de historiografia literária. Nesse sentido, analise as escolas literárias, considerando suas características, e os escritores que nelas se destacaram, e, a seguir, assinale a alternativa cuja relação entre esses itens esteja correta.
Alternativas
Q1877170 Literatura
O ensino de literatura, comumente, é feito por meio da periodização literária articulada pelos chamados estilos de época. Quanto a isso, Domício Proença Filho lembra-nos o seguinte conceito proposto por Hatzfeld:


    “é a atitude de uma cultura ou civilização que surge com tendências análogas em arte, literatura, música, arquitetura, religião, psicologia, sociologia, formas de polidez, costumes, vestuário, gestos etc. No que diz respeito à literatura o estilo de época só pode ser avaliado pelas contribuições da feição do estilo, ambíguas em si mesmas, constituindo uma constelação que aparece em diferentes obras e autores da mesma era e parece informada pelos mesmos princípios perceptíveis nas artes vizinhas.” (1969, p.60)
Considerando este conceito, é correto afirmarmos que os estilos de época na literatura deveriam ser apresentados aos alunos como: 
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Q1877166 Literatura
Texto V


Considere os dois fragmentos abaixo, retirados do poema “Morte do leiteiro”, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


Há pouco leite no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.
Então o moço que é leiteiro
de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo
leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas
e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono
que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio
trazer o leite mais frio
e mais alvo da melhor vaca
para todos criarem força
na luta brava da cidade.
[...] 


Mas este acordou em pânico
(ladrões infestam o bairro),
não quis saber de mais nada.
O revólver da gaveta
saltou para sua mão.
Ladrão? se pega com tiro. Os tiros na madrugada
liquidaram meu leiteiro.
Se era noivo, se era virgem,
se era alegre, se era bom,
não sei,
é tarde para saber.


Drummond é um poeta considerado um dos ícones da segunda fase do Modernismo. Os versos “Há no país uma legenda,/ que ladrão se mata com tiro.” revelam uma representação do país que dialoga com a poesia típica do:
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Q1858207 Literatura
Instrução: Para responder à questão, consulte o texto abaixo quando necessário.


(MACHADO, Dyonélio. Os ratos. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira: 1964 – fragmento)
A obra Os ratos, de Dyonélio Machado, é uma obra representativa do:
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Q1853046 Literatura

    Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada vez mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgando a matéria superior às minhas forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se verá. Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que têm no registro civil. Repugnava-me deformá-las, dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP, a polícia, enfim, os hábitos de um decênio de arrocho, me impediram o trabalho. Isto, porém, seria injustiça. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Efetivamente se queimaram alguns livros, mas foram raríssimos esses autos de fé. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos, palavras de ordem, tiradas demagógicas, e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade — talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima, às vezes com louvores dos sustentáculos dela, indulgentes ou cegos. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos, perderemos qualquer vestígio de autoridade e, quando formos verazes, ninguém nos dará crédito. De fato ele não nos impediu escrever. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício.

Graciliano Ramos. Memórias do cárcere. Editora Record. 

Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item subsecutivo, relacionados ao Modernismo e a tendências contemporâneas da literatura brasileira. 


Embora a obra de Graciliano Ramos seja caracterizada como realista, ou seja, contrária às concepções românticas da arte, as Memórias do Cárcere começaram a ser redigidas em um momento de mudança de padrões literários, que colocou em segundo plano o realismo e foi considerado pela crítica e pela história da literatura um divisor de águas na literatura brasileira moderna. 

Alternativas
Q1853045 Literatura

    Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada vez mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgando a matéria superior às minhas forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se verá. Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que têm no registro civil. Repugnava-me deformá-las, dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP, a polícia, enfim, os hábitos de um decênio de arrocho, me impediram o trabalho. Isto, porém, seria injustiça. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Efetivamente se queimaram alguns livros, mas foram raríssimos esses autos de fé. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos, palavras de ordem, tiradas demagógicas, e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade — talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima, às vezes com louvores dos sustentáculos dela, indulgentes ou cegos. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos, perderemos qualquer vestígio de autoridade e, quando formos verazes, ninguém nos dará crédito. De fato ele não nos impediu escrever. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício.

Graciliano Ramos. Memórias do cárcere. Editora Record. 

Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item subsecutivo, relacionados ao Modernismo e a tendências contemporâneas da literatura brasileira.


Graciliano Ramos, cuja obra é marcada pela crítica social, integra a Geração de 30, que caracteriza o período da literatura brasileira no qual os temas nacionalistas e regionalistas se fortalecem e os escritores, especialmente os nordestinos, retratam a realidade do sertão e a exploração do homem. 

Alternativas
Q1853044 Literatura

    Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada vez mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgando a matéria superior às minhas forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se verá. Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que têm no registro civil. Repugnava-me deformá-las, dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP, a polícia, enfim, os hábitos de um decênio de arrocho, me impediram o trabalho. Isto, porém, seria injustiça. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Efetivamente se queimaram alguns livros, mas foram raríssimos esses autos de fé. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos, palavras de ordem, tiradas demagógicas, e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade — talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima, às vezes com louvores dos sustentáculos dela, indulgentes ou cegos. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos, perderemos qualquer vestígio de autoridade e, quando formos verazes, ninguém nos dará crédito. De fato ele não nos impediu escrever. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício.

Graciliano Ramos. Memórias do cárcere. Editora Record. 

Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item subsecutivo, relacionados ao Modernismo e a tendências contemporâneas da literatura brasileira. 


A obra Memórias do Cárcere pode ser concebida como um testemunho literário, construído na perspectiva do sujeito-autor, sobre a prisão a que Graciliano Ramos foi submetido durante o Estado Novo e, por conseguinte, sobre as agruras desse período, como a tortura, a vida em porões e as privações provocadas por um regime ditatorial. 

Alternativas
Respostas
801: B
802: C
803: C
804: C
805: E
806: C
807: E
808: E
809: C
810: E
811: E
812: C
813: D
814: E
815: B
816: A
817: B
818: C
819: C
820: C