Questões de Concurso Sobre escolas literárias em literatura

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Q1692964 Literatura
Sobre a literatura brasileira:
I-Euclides da Cunha: Literatura marcada pela denúncia da violência, da miséria, do fanatismo. Seu principal livro é Os Sertões, no qual descreve a vida do sertanejo em relação à sua luta pela terra. II-Lima Barreto: Literatura marcada pela descrição do nacionalismo e pela crítica das injustiças sofridas pelo negro e pelos mestiços no Brasil. Sua principal produção é Triste Fim de Policarpo Quaresma. III-Monteiro Lobato: Criticava a visão de um Brasil acomodado, agrário, atrasado, doente e ignorante, ilustrado no seu personagem literário Jeca Tatu, um caipira preguiçoso, sem instrução e sem grandes perspectivas. IV-Augusto dos Anjos: Uniu aspectos do Simbolismo com o cientificismo naturalista. Trouxe um vocabulário científico e temas até então antipoéticos para a sua literatura.
São corretas as afirmativas:
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Q1692963 Literatura
“O Cortiço” do autor Aloísio de Azevedo, um clássico da literatura brasileira, é visto como a obra do:
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Q1692962 Literatura
A literatura brasileira teve como marco inicial os relatos de viajantes portugueses sobre a terra recém-descoberta. Esse período revela a produção de textos com explicações sobre os aspectos naturais do Brasil e, também, descrições sobre os povos que aqui viviam. A Carta de Pero Vaz de Caminha escrita para Manuel I de Portugal foi o primeiro documento. Este período foi chamado de:
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Q1689737 Literatura
Texto 5A3-III

Poesia

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.  

Carlos Drummond de Andrade. Poesia 1930-62.
São Paulo: Cosac & Naify, 2012. p. 104.
O texto 5A3-III apresenta características formais de poemas pertencentes ao modernismo, tais como
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Q1689728 Literatura
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato, de expressões grosseiro, Dos frios gelos, e dos sóis queimado. Tenho próprio casal, e nele assisto; Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!
Eu vi o meu semblante numa fonte, Dos anos inda não está cortado: Os pastores, que habitam este monte, Respeitam o poder do meu cajado. Com tal destreza toco a sanfoninha, Que inveja até me tem o próprio Alceste: Ao som dela concerto a voz celeste; Nem canto letra, que não seja minha, Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!
Tomás Antônio Gonzaga. Lira I. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 573.

Considerando-se as características do poema apresentado, é correto afirmar que ele pertence ao
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Q1687662 Literatura

Assinale a alternativa que corresponda, corretamente, às características da escultura, abaixo, considerando que se trata de uma produção barroca. 

Imagem associada para resolução da questão

I- Predomínio de temas religiosos; riqueza nos detalhes e formas; expressões dramáticas das personagens retratadas.

II- Onipresença e dinamismo, intensidade sem limites, evidência da violência e do drama, combinação da escultura com a arquitetura.

III- Buscava representar o homem tal como ele é na realidade. Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade (retoma da técnica do contraposto) Profundidade e perspectiva. Estudo da anatomia e do caráter humano: representação mais perfeita do corpo humano. 

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Q1687661 Literatura
Sobre o Realismo é INCORRETO afirmar que:
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Q2425314 Literatura

Leia a seguir a afirmação de Gilberto Freyre em um fragmento do Manifesto Regionalista (1926).


Essa desorganização constante parece resultar principalmente do fato de que as regiões vêm sendo esquecidas pelos estadistas e legisladores brasileiros, uns preocupados com “os direitos dos Estados”, outros com “as necessidades de união nacional”, quando a preocupação máxima de todos deveria ser a de articulação inter-regional.”


(FREYRE, Gilberto. In: COSTA, Liduina F. A. da. O sertão não virou mar.

São Paulo: Annablume, 2005.)


O fragmento do Manifesto relaciona-se a uma das principais temáticas do(a):

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Q2425312 Literatura

Maxixe


O chocalho dos sapos coaxa

como um caracaxá rachado. Tudo mexe.

Um vento frouxo enlaga uma nuvem baixa

fofa. E desce com ela, desce.

E não a deixa e puxa-a como uma faixa

e espicha-se e enrolam-se. E o feixe rola

e rebola como uma bola

na luz roxa

da tarde oca


boba


chocha.



(ALMEIDA, Guilherme de. Maxixe. Disponível em:

http://www.jornaldepoesia.jor.br/gu1.html.)


O sistema literário da primeira fase modernista no Brasil apresentava uma estética que rompia com os padrões clássicos, tradicionais da Literatura. O poema anterior demonstra algumas características que refletem tal ruptura. Sobre o poema, pode-se afirmar que:

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Q2425310 Literatura

Imagem associada para resolução da questão


(Caspar David Friedrich. Árvore dos Corvos, 1822, óleo sobre tela, 54 x

71 cm. Museu do Louvre – França: http://www.louvre.fr.)


A partir dos elementos que compõem o quadro e estabelecendo uma relação com a estética literária do Romantismo pode-se afirmar que:

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Q1810720 Literatura
Leia as afirmativas a seguir:
I. A segunda geração do Romantismo no Brasil é caracterizada pela difusão do "mal do século" e por elementos marcantes como o pessimismo, as paisagens tumulares, o exagero do subjetivismo e do pessimismo e os poetas que morreram adolescentes. Em termos estilísticos, a literatura do Romantismo dedicou um profundo cuidado à forma e ao virtuosismo linguístico no intuito de maravilhar e convencer o leitor, o que implicava o uso constante de figuras de linguagem e outros artifícios retóricos, como a metáfora, a elipse, a antítese, o paradoxo e a hipérbole. II. Em uma perspectiva atitudinal, o trabalho do professor em sala de aula deve privilegiar a construção de uma visão crítica do educando sobre a própria realidade. Para isso, o ensino dos conteúdos deve ser visto como a ação recíproca entre a matéria, o ensino e o conhecimento prévio dos alunos. O conteúdo de ensino a ser transmitido pelo professor tolhe as possibilidades de aprendizado por parte dos alunos, limitando e prejudicando o seu desenvolvimento pessoal e profissional.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q1810713 Literatura
Leia as afirmativas a seguir:
I. A obra Macunaíma, de Mário de Andrade, é uma rapsódia (como era qualificada na primeira edição) que conta as aventuras de Macunaíma, um herói de uma tribo amazônica. O livro é construído no encontro de lendas indígenas e da vida brasileira cotidiana, de mistura com lendas e tradições populares. Macunaíma é o “herói sem nenhum caráter”. Nessa obra, o fantástico assume um ar de coisa corriqueira e o lirismo da mitologia se funde a cada passo com as piadas e as brincadeiras. II. O Simbolismo é um movimento literário da poesia e das outras artes que surgiu na França, no final do século XIX, como oposição ao realismo, ao naturalismo e ao positivismo da época. O Simbolismo fixa-se na historiografia literária brasileira com o início da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo. Esse movimento literário buscava resgatar os elementos culturais das regiões Sul e Sudeste do Brasil, valorizar a cultura cafeeira e estimular o progresso e inovação nas artes e na literatura.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q1781732 Literatura
Sobre o poeta baiano Castro Alves, da corrente literária Romantismo, assinale V, se verdadeiro, ou F, se falso, nas assertivas abaixo:
( ) O poeta compartilhava com os intelectuais de sua época um sentimento humanitário em relação aos negros escravizados, tema que abordou em poemas célebres. ( ) A sua poesia lírico-amorosa, outra vertente de sua obra, propunha uma concepção de amor diferente daquela defendida pelos românticos das fases anteriores, já que os poemas de Castro Alves apresentam mulheres sensuais, dotadas de erotismo e de sentimentos intensos. ( ) O tom grandiloquente dos versos de Castro Alves é marcado por figuras de linguagem que remetem a uma natureza impressionante: astros, oceano, tufão, condor, águia, etc. ( ) Castro Alves usa uma grande dramaticidade em Navio negreiro, a fim de expressar o horror do eu-lírico diante da crueldade humana: “Senhor Deus dos desgraçados! //Dizei-me vós, Senhor Deus! //Se é loucura... se é verdade //Tanto horror perante os céus?!”
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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Q1759296 Literatura

Texto para a questão:


CAÇADA

           Em pé, no meio do espaço que formava a grande abóbada de árvores, encostado a um velho tronco decepado pelo raio, via-se um índio na flor da idade. Uma simples túnica de algodão, a que os indígenas chamavam aimará, apertada à cintura por uma faixa de penas escarlates, caía-lhe dos ombros até ao meio da perna, e desenhava o talhe delgado e esbelto como um junco selvagem. Sobre a alvura diáfana do algodão, a sua pele, cor de cobre, brilhava com reflexos dourados; os cabelos pretos cortados rentes, a tez lisa, os olhos grandes com os cantos exteriores erguidos para a fronte; a pupila negra, móbil, cintilante; a boca forte mas bem modelada e guarnecida de dentes alvos, davam ao rosto pouco oval a beleza inculta da graça, da força e da inteligência. 

           Tinha a cabeça cingida por uma fita de couro, à qual se prendiam do lado esquerdo duas plumas matizadas, que descrevendo uma longa espiral, vinham roçar com as pontas negras o pescoço flexível.

           Era de alta estatura; tinha as mãos delicadas; a perna ágil e nervosa, ornada com uma axorca de frutos amarelos, apoiava-se sobre um pé pequeno, mas firme no andar e veloz na corrida. Segurava o arco e as flechas com a mão direita calda, e com a esquerda mantinha verticalmente diante de si um longo forcado de pau enegrecido pelo fogo.

           [...]

           Ali por entre a folhagem, distinguiam-se as ondulações felinas de um dorso negro, brilhante, marchetado de pardo; às vezes viam-se brilhar na sombra dois raios vítreos e pálidos, que semelhavam os reflexos de alguma cristalização de rocha, ferida pela luz do sol.

           Era uma onça enorme; de garras apoiadas sobre um grosso ramo de árvore, e pés suspensos no galho superior, encolhia o corpo, preparando o salto gigantesco.

           Batia os flancos com a larga cauda, e movia a cabeça monstruosa, como procurando uma aberta entre a folhagem para arremessar o pulo; uma espécie de riso sardônico e feroz contraía-lhe as negras mandíbulas, e mostrava a linha de dentes amarelos; as ventas dilatadas aspiravam fortemente e pareciam deleitar-se já com o odor do sangue da vítima.

           O índio, sorrindo e indolentemente encostado ao tronco seco, não perdia um só desses movimentos, e esperava o inimigo com a calma e serenidade do homem que contempla uma cena agradável: apenas a fixidade do olhar revelava um pensamento de defesa.

           Assim, durante um curto instante, a fera e o selvagem mediram-se mutuamente, com os olhos nos olhos um do outro; depois o tigre agachou-se, e ia formar o salto, quando a cavalgata apareceu na entrada da clareira.

          Então o animal, lançando ao redor um olhar injetado de sangue, eriçou o pelo, e ficou imóvel no mesmo lugar, hesitando se devia arriscar o ataque. O guarani. São Paulo: Ática, 1995.

Todas as informações abaixo têm relação com o Romantismo brasileiro, exceto uma. Marque-a:
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Q1759294 Literatura

Texto para a questão:


CAÇADA

           Em pé, no meio do espaço que formava a grande abóbada de árvores, encostado a um velho tronco decepado pelo raio, via-se um índio na flor da idade. Uma simples túnica de algodão, a que os indígenas chamavam aimará, apertada à cintura por uma faixa de penas escarlates, caía-lhe dos ombros até ao meio da perna, e desenhava o talhe delgado e esbelto como um junco selvagem. Sobre a alvura diáfana do algodão, a sua pele, cor de cobre, brilhava com reflexos dourados; os cabelos pretos cortados rentes, a tez lisa, os olhos grandes com os cantos exteriores erguidos para a fronte; a pupila negra, móbil, cintilante; a boca forte mas bem modelada e guarnecida de dentes alvos, davam ao rosto pouco oval a beleza inculta da graça, da força e da inteligência. 

           Tinha a cabeça cingida por uma fita de couro, à qual se prendiam do lado esquerdo duas plumas matizadas, que descrevendo uma longa espiral, vinham roçar com as pontas negras o pescoço flexível.

           Era de alta estatura; tinha as mãos delicadas; a perna ágil e nervosa, ornada com uma axorca de frutos amarelos, apoiava-se sobre um pé pequeno, mas firme no andar e veloz na corrida. Segurava o arco e as flechas com a mão direita calda, e com a esquerda mantinha verticalmente diante de si um longo forcado de pau enegrecido pelo fogo.

           [...]

           Ali por entre a folhagem, distinguiam-se as ondulações felinas de um dorso negro, brilhante, marchetado de pardo; às vezes viam-se brilhar na sombra dois raios vítreos e pálidos, que semelhavam os reflexos de alguma cristalização de rocha, ferida pela luz do sol.

           Era uma onça enorme; de garras apoiadas sobre um grosso ramo de árvore, e pés suspensos no galho superior, encolhia o corpo, preparando o salto gigantesco.

           Batia os flancos com a larga cauda, e movia a cabeça monstruosa, como procurando uma aberta entre a folhagem para arremessar o pulo; uma espécie de riso sardônico e feroz contraía-lhe as negras mandíbulas, e mostrava a linha de dentes amarelos; as ventas dilatadas aspiravam fortemente e pareciam deleitar-se já com o odor do sangue da vítima.

           O índio, sorrindo e indolentemente encostado ao tronco seco, não perdia um só desses movimentos, e esperava o inimigo com a calma e serenidade do homem que contempla uma cena agradável: apenas a fixidade do olhar revelava um pensamento de defesa.

           Assim, durante um curto instante, a fera e o selvagem mediram-se mutuamente, com os olhos nos olhos um do outro; depois o tigre agachou-se, e ia formar o salto, quando a cavalgata apareceu na entrada da clareira.

          Então o animal, lançando ao redor um olhar injetado de sangue, eriçou o pelo, e ficou imóvel no mesmo lugar, hesitando se devia arriscar o ataque. O guarani. São Paulo: Ática, 1995.

O fragmento lido faz parte da obra “O guarani” de autoria de:
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Q1717544 Literatura

NÃO: JÁ NÃO FALO DE TI. (Cecília Meireles).


Não: já não falo de ti, já não sei de saudades.

Feche-se o coração como um livro, cheio de imagens,

de palavras adormecidas, em altas prateleiras,

até que o pó desfaça o pobre desespero sem força,

que um dia, pode ser, parece tão terrível.


A aranha dorme em sua teia, lá fora, entre a roseira e o muro.

Resplandecem os azulejos e tudo quanto posso ver.

O resto é imaginado, e não coincide, e é temerário

cismar. Talvez se as pálpebras pudessem

inventar outros sonhos, não de vida...


Ah! rompem-se na noite ardentes violas,

pelo ar e pelo frio subitamente roçadas.

Por onde pascerão, nestes céus invioláveis,

nossas perguntas com suas crinas de séculos arrastando-se...

Não só de amor a noite transborda mas de terríveis

crueldades, loucuras, de homicídios mais verdadeiros.


Os homens de sangue estão nas esquinas resfolegando,

e os homens da lei sonolentos movem letras

sobre imensos papéis que eles mesmos não entendem...

Ah! que rosto amaríamos ver inclinar-se na aérea varanda?

Nem os santos podem mais nada. Talvez os anjos abstratos

da álgebra e da geometria.

“Visão antropocêntrica, Busca pelo equilíbrio, Pastoralismo, Bucolismo, Influência da cultura greco-latina, Convencionalismo amoroso, Influência das ideias iluministas, Contraste entre o ambiente urbano e o campestre”.
Estas são algumas características do: 
Alternativas
Q1717543 Literatura

NÃO: JÁ NÃO FALO DE TI. (Cecília Meireles).


Não: já não falo de ti, já não sei de saudades.

Feche-se o coração como um livro, cheio de imagens,

de palavras adormecidas, em altas prateleiras,

até que o pó desfaça o pobre desespero sem força,

que um dia, pode ser, parece tão terrível.


A aranha dorme em sua teia, lá fora, entre a roseira e o muro.

Resplandecem os azulejos e tudo quanto posso ver.

O resto é imaginado, e não coincide, e é temerário

cismar. Talvez se as pálpebras pudessem

inventar outros sonhos, não de vida...


Ah! rompem-se na noite ardentes violas,

pelo ar e pelo frio subitamente roçadas.

Por onde pascerão, nestes céus invioláveis,

nossas perguntas com suas crinas de séculos arrastando-se...

Não só de amor a noite transborda mas de terríveis

crueldades, loucuras, de homicídios mais verdadeiros.


Os homens de sangue estão nas esquinas resfolegando,

e os homens da lei sonolentos movem letras

sobre imensos papéis que eles mesmos não entendem...

Ah! que rosto amaríamos ver inclinar-se na aérea varanda?

Nem os santos podem mais nada. Talvez os anjos abstratos

da álgebra e da geometria.

São poetas do Simbolismo:
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Q1715627 Literatura
Em relação às obras e autores, analise os itens e marque a alternativa verdadeira:
I- O Quinze - Rachel de Queiroz.
II- Menino de Engenho - José Américo de Almeida.
III- Vidas Secas - Graciliano Ramos.
IV- Capitães da Areia - Jorge Amado.
V- Olhai os Lírios do Campo - Érico Veríssimo
Alternativas
Q1715626 Literatura
É o primeiro romance ideológico brasileiro em que se discute o destino histórico do Brasil, representou uma ponte entre as correntes filosóficas e estéticas do final do século XIX (Realismo, Naturalismo, Simbolismo) e a revolução modernista da segunda década do século XX.
O enredo gira em torno dos debates entre dois colonos alemães que se estabelecem no Espírito Santo: Milkau e Lentz. Milkau representa o otimismo, a confiança no futuro do Brasil e na força regeneradora do amor universal. À maneira de Tolstói, Milkau prega a integração harmônica de todos os povos na naturezamãe, revelando um evolucionismo humanitário.
Já Lentz, é um adepto das teorias racistas. Para ele, os brasileiros, por serem mestiços, estão condenados à dominação por parte de raças “superiores”. Ele profetiza a vitória dos arianos, enérgicos e dominadores, sobre o brasileiro fraco e indolente. Suas ideias deixam entrever a filosofia de Nietzsche e o evolucionismo de Darwin.
Milkau não se limita à defesa de ideias abstratas, seu humanismo desdobra-se em ação quando passa a proteger Maria, jovem colona, expulsa pelos patrões quando estes descobrem a sua gravidez, vindo dar à luz em trágica situação. Após salvar Maria, libertando-a da prisão, onde estava por ter sido acusada de matar o próprio filho (na verdade Maria tem o filho devorado por uma vara de porcos), Milkau foge com Maria, em direção a novos horizontes, numa “corrida no Infinito”, em busca de um lugar onde pudessem ser felizes, onde as feras não fossem homens, onde a vida não fosse uma competição de ódios, mas uma conquista de amor.
Tais comentários pertencem ao romance:
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Q1715587 Literatura
Objetivismo, impassibilidade, observação e análise. Busca de uma explicação lógica e cientificamente aceitável para os fatos e ações. Sensorialismo: impressões sensoriais nítidas e precisas; predomínio da descrição objetiva; narrativa lenta, devido ao acúmulo de pormenores; a ação e o enredo perdem a importância para a caracterização das personagens e dos ambientes. Personagens esféricas, complexas, multiformes, imprevisíveis e dinâmicas. Densidade psicológica, ruptura com a linearidade das personagens românticas (herói x vilão, bem x mal).
Estas são algumas características do:
Alternativas
Respostas
861: D
862: A
863: B
864: A
865: D
866: B
867: C
868: C
869: A
870: A
871: D
872: B
873: A
874: C
875: B
876: A
877: B
878: B
879: C
880: A