Questões de Concurso Sobre linguística
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Decolonizing applied linguistics suggests first of all the need to decolonize ‘language’– or the way that language is framed in linguistics and applied linguistics – aspart of any reclamation project. We can identify several key northern ideas about language that are at best inappropriate when applied to southern contexts and at worst are downright harmful. These include a legacy of considering languages in terms of cognitive, literate systems rather than embodied and embedded cultural processes; a tendency to reify languages as if they exist outside of human relations; and a set of assumptions about languages as repositories of knowledge that once lost, lead simultaneously to the loss of shared forms of culture and knowledge. Language reclamation itself can be understood as a process of decolonization both in terms of giving new life to a language that has been cast aside by processes of coloniality and modernity, and in terms of changing the ways in which language is understood (resisting the colonial archives of linguistic modernity). Decolonization from this point of view involves community needs and goals rather than top-down assumptions about grammatical fluency, and above all, community ontologies of language.
PENNYCOOK, Alastair; MACONI, Sinfree. Innovations and Challenges in Applied Linguistics from the Global South. London and New York: Routledge, 2019, pp. 126-7.
After reading the excerpt, think about the possible relation between applied linguistics and language reclamation and choose the alternative that best associates them.
A partir del fragmento, seleccione la alternativa que presenta una interpretación teórica y didácticamente coherente con la perspectiva expuesta.
A variação linguística é objeto de estudo da Linguística e relaciona-se às diferentes formas de uso da língua observadas entre falantes, contextos socioculturais, situações comunicativas e épocas históricas distintas, sem se confundir com juízos normativos de correção gramatical (BAGNO, 2007).
Assinale a alternativa CORRETA.
I. O conceito de 'Colligation' refere-se à atração que uma palavra possui por uma categoria gramatical específica ou tempo verbal.
II. A 'Semantic Prosody' descreve a tendência de certas palavras coocorrerem com vocabulário de conotação positiva ou negativa.
III. 'Collocation' é um termo restrito a expressões idiomáticas fixas, não se aplicando a combinações livres de palavras.
IV. O princípio do idioma (idiom principle) sugere que os falantes operam com escolhas complexas de palavras individuais a cada momento.
Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) proposição(ões) CORRETA(S):
A variação linguística é objeto de estudo da Linguística e relaciona-se às diferentes formas de uso da língua observadas entre falantes, contextos e situações de comunicação, sem se confundir com juízos normativos de correção gramatical (BAGNO, 2007).
Em relação à variação linguística, assinale a alternativa CORRETA.
( ) A BNCC compreende a linguagem como prática social situada, o que implica trabalhar os gêneros discursivos em seus contextos reais de circulação.
( ) O eixo de Análise Linguística/Semiótica deve ocorrer prioritariamente de forma desarticulada dos eixos de Leitura e Produção Textual, a fim de garantir domínio estrutural da norma.
( ) A noção de competência comunicativa, implícita na BNCC, envolve a capacidade de atuar discursivamente em diferentes esferas sociais.
( ) A organização por campos de atuação social reforça a ideia de que a linguagem é inseparável das práticas sociais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Leia o texto e responda à questão.
A vida secreta dos áudios: por que a gente ouve em 1,5x e
responde “kkk” com seriedade.
Tem gente que escreve “bom dia” e segue a vida. E tem
gente que aperta o microfone, inspira como quem vai narrar um documentário e
manda: “Vou te explicar rapidinho”, sinal claro de que nada ali será rápido. A
verdade é que o áudio virou uma espécie de bilhete falado, só que com um
tempero de intimidade e um toque de suspense, porque nunca dá para saber se vem
uma dúvida simples ou uma novela em capítulos, com participação especial do
cachorro latindo e da panela de pressão opinando ao fundo.
Eu, que já fui uma pessoa que ouvia em velocidade
normal, hoje sou um cidadão da era 1,5x. É um estilo de vida. Não é pressa, é
sobrevivência. O áudio chega, eu já imagino a cena: alguém andando na rua,
vento no microfone, passos dramáticos, e a frase clássica: “Você tá me
ouvindo?”. Estou. Só não do jeito que você imaginou. Eu ouço em 1,5x com a
mesma seriedade de quem lê um contrato. Às vezes, em 2x, quando aparece aquele
“deixa eu contextualizar” que vem junto com quinze anos de história familiar e
um resumo do clima na cidade.
E aí surge o grande dilema moral: como responder?
Porque o áudio tem um peso. Um texto pode ser seco, mas o áudio tem sorriso,
tem pausa, tem o “ééé…” que revela o pensamento chegando atrasado. Só que a
gente, prático e moderno, devolve um “kkk” que, dependendo do momento,
significa: “entendi”, “tô com você”, “vou responder depois”, “não sei o que
dizer” e, em casos extremos, “só Deus na causa”. O “kkk” é o canivete suíço das
relações humanas. Você abre e ele vira o que precisar.
No grupo de trabalho, então, o áudio ganha vida
própria. Tem o colega que manda um áudio de quatro minutos para dizer que
atrasou cinco. Tem o professor que, no intervalo, grava olhando para o pátio e,
sem querer, dá aula de sociologia e de meteorologia ao mesmo tempo. Tem a
pessoa que fala baixinho, como se estivesse dentro de uma biblioteca secreta, e
você aumenta o volume só para ouvir junto o som da vida inteira do prédio. E
tem aquele áudio perigoso, o do “posso te ligar?”. Esse é o áudio que não é áudio,
é um aviso de tempestade.
Eu gosto de pensar que existe uma etiqueta invisível.
Tipo: se é urgente, escreve. Se é longo, avisa. Se é confidencial, não manda no
meio da feira. Mas a etiqueta do século é outra. A etiqueta é: manda, e quem
recebe que se vire. E a gente se vira. A gente aprende a ler emoções em
velocidade acelerada, como se o coração também tivesse um botão de ajuste. A
gente identifica tristeza em 1,5x, alegria em 2x, e indignação até em 0,5x, que
é quando você volta para entender exatamente onde a conversa desandou.
Naquele dia, eu estava prestes a responder um áudio
enorme com o meu “kkk” diplomático, quando reparei num detalhe. A voz do áudio
tinha um ritmo estranho, como se fosse uma versão ligeiramente mais rápida do
que eu lembrava. Voltei para 1x. A voz ficou… conhecida demais. Voltei para
0,5x, só para garantir. E foi aí que eu ouvi, no fundo, bem baixinho, uma coisa
que eu nunca esperaria ouvir no áudio de outra pessoa.
O clique do meu próprio microfone. E a minha própria
voz, do mês passado, dizendo: “Vou te explicar rapidinho”.
Na hora, eu entendi o desfecho inesperado dessa era.
Eu não estava só ouvindo áudios demais. Eu estava, discretamente, virando o
tipo de pessoa que manda áudios demais. E, por um segundo, eu tive vontade de
me responder com um “kkk” bem sério, em 2x, só para manter a tradição.
Fonte: Banca Examinadora