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Questões de Concurso Comentadas sobre linguística

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.131 questões

Q3660759 Linguística

À luz da linguística funcionalista e da gramática tradicional normativa, analise as proposições a seguir, considerando a articulação entre estrutura gramatical e função textual dos elementos linguísticos.



I. O uso do pronome "se" como índice de indeterminação do sujeito reflete, sob o ponto de vista funcional, uma estratégia de apagamento do agente da ação, alinhando-se a efeitos discursivos de impessoalidade.


II. A elipse de termos sintáticos em estruturas coordenadas pode ser compreendida, funcionalmente, como um mecanismo de economia textual e de progressão temática, sem que haja comprometimento da coesão sequencial.


III. A ordem direta dos constituintes frasais é um traço distintivo do português brasileiro contemporâneo, sendo preferida não apenas por convenção normativa, mas principalmente por sua funcionalidade na organização informacional da sentença.


IV. A preposição, por sua natureza relacional, possui papel essencialmente estrutural, e não pode ser interpretada sob nenhuma hipótese como elemento funcional dentro da progressão argumentativa de um texto.



Está correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q3658661 Linguística
A fonética é a ciência que apresenta os métodos para a descrição, classificação e transcrição dos sonsda fala, principalmente aqueles sons utilizados na linguagem humana.
(Silva, T. C. Fonética e Fonologia do Português: roteiro de estudos e guia de exercícios. São Paulo: Editora Contexto, 2003, p.23).
Avalie as descrições das principais áreas de interesse da fonética:
I. A Fonética Acústica compreende o estudo da produção da fala do ponto de vista fisiológico e articulatório.
II. A Fonética Articulatória compreende o estudo das propriedades físicas dos sons da fala a partir de sua transmissão do falante ao ouvinte. 
III. A Fonética Auditiva compreende o estudo da percepção da fala.
IV. A Fonética Instrumental compreende o estudo das propriedades físicas da fala, levando em consideração o apoio de instrumentos laboratoriais.
Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.
Alternativas
Q3656274 Linguística
Subjacente ao ensino de língua conduzido pelos gêneros textuais se encontram teorias que privilegiam uma concepção * de língua.
Assinale o termo que, corretamente, substitui o asterisco. 
Alternativas
Q3656263 Linguística
Sobre a variação linguística no ensino de língua portuguesa é CORRETO afirmar: 
Alternativas
Q3655170 Linguística
A abordagem linguístico-discursiva da gramática propõe uma leitura da linguagem como prática social e histórica, deslocando o foco das estruturas isoladas para os modos como essas estruturas ganham sentido em situações comunicativas reais. Essa perspectiva integra o funcionamento gramatical ao uso, concebendo a gramática como recurso textual-discursivo e não como sistema autônomo. Considerando tal abordagem, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3649613 Linguística
Assinale a alternativa que corretamente completa a frase a seguir:
Para a teoria chomskyana, a competência linguística deriva de princípios inatos comuns a todas as línguas, denominados __________, que fornecem a base estrutural sobre a qual as variações linguísticas particulares se manifestam.
Alternativas
Q3626978 Linguística
Leia:
“O cliente foi absolvido das acusações, mas não absorvido pelas críticas públicas, pois muitos o censuraram em vez de elogiá-lo, já que alguns confundiram ‘ratificar’ com ‘retificar’ nos documentos”.
Assinale a alternativa que classifica corretamente os fenômenos lexicais destacados na ordem em que aparecem: absolvido/absorvido, censuraram/elogiá-lo, ratificar/retificar.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Inglês |
Q3626347 Linguística
In sociolinguistics, the relationship between language and culture is central to understanding meaning. Which statement best reflects this complex relationship?
Alternativas
Q3609996 Linguística
Considerando a recente formulação da Prática de Análise Linguística/Semiótica (PAL/S), conforme a interpretação dialógica de Costa?Hübes e Pereira, bem como a renovação de enfoques pedagógicos presentes nas literaturas pesquisadas, assinale a alternativa que expressa com maior rigor técnico a função didático-teórica da PAL/S em sala de aula:
Alternativas
Q3609991 Linguística
Tendo como base os estudos que criticam a prevalência de atividades de análise linguística fundamentadas em abordagens tradicionalistas (Rohling, Remenche, Pinton e Silva), analise as alternativas abaixo e assinale aquela que expressa, com o maior grau de sofisticação teórico-pedagógica, os desafios centrais inerentes à implementação da PAL/S:
Alternativas
Q3609988 Linguística
Considere as afirmativas a seguir, com base nos conceitos de enunciado, enunciação e gênero discursivo conforme a teoria bakhtiniana.

I.O enunciado é uma unidade concreta da comunicação verbal, marcada pela situação enunciativa, pela alteridade e pela responsabilidade do sujeito falante diante do outro.

II.A enunciação, no pensamento de Bakhtin, ocorre como um ato individual regido por regras linguísticas sistemáticas e pré-estabelecidas, cuja função é preservar a neutralidade dos gêneros discursivos.

III.O gênero do discurso constitui uma forma relativamente estável de enunciado, determinada por fatores sociais e históricos, refletindo as condições de produção e circulação da linguagem.

IV.A singularidade de um enunciado reside na total previsibilidade de sua forma composicional e de seu conteúdo temático, que reproduzem modelos discursivos fixos e invariáveis.


Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3609987 Linguística
A análise do discurso, em suas diversas vertentes, destaca que não há discurso isento das condições sócio-históricas que o produzem. Nesse sentido, assinale a alternativa que expressa, de maneira mais precisa, a relação entre texto, discurso e suas condições de produção. 
Alternativas
Q3583518 Linguística
In the context of linguistic variation in English language teaching, which approach best supports the understanding and appreciation of dialectal differences among learners?
Alternativas
Q3567668 Linguística

Inf: /.../ porque eu acho... eu não estou de acordo com isto – ... eu não andei pixando muito Lévi-Strauss para vocês porque senão... vocês não conhecem mas eu há anos que eu... me bato contra o estruturalismo – ... em todo o caso... neste nível de análise... eu creio que nós podemos utilizarmos desta reflexão...


(Ingedore Grunfeld Villaça Koch,. Desvendando os segredos do texto. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2018)


O texto apresentado é uma transcrição de uma fala. Com base em Koch e Elias (2008), uma característica da fala flagrante nele é:

Alternativas
Q3566309 Linguística
Com base nos estudos de Bakhtin e de autores brasileiros sobre interdiscursividade e polifonia, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:

I. Em um texto polifônico, o enunciador assume uma posição de neutralidade, mantendo-se ausente da construção do discurso.
PORQUE
II. A interdiscursividade pressupõe que os sentidos de um enunciado se constroem a partir da relação com outros discursos e vozes sociais.


A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3566308 Linguística
De acordo com os aspectos semântico-pragmáticos no ensino contextualizado de Língua Portuguesa, destacam-se fenômenos como a pressuposição, que se diferencia da implicatura e de outros elementos inferenciais por:
Alternativas
Q3566296 Linguística
A semântico-pragmática aplicada ao ensino de Língua Portuguesa propõe um estudo da linguagem que envolve a análise dos sentidos produzidos nas interações sob uma perspectiva específica. Com base nessa abordagem, analise as assertivas a seguir:

I. A pragmática inclui o exame de fenômenos como pressuposição, implícitos e atos de fala, que influenciam a interpretação textual.
II. A compreensão pragmática independe do contexto, pois decorre exclusivamente da estrutura gramatical e lexical da frase.
III. No ensino de leitura, a perspectiva semântico-pragmática permite desenvolver a competência de inferir sentidos não explícitos a partir de pistas textuais e situacionais.
IV. A análise pragmática desconsidera elementos extralinguísticos, pois seu foco é restrito ao enunciado enquanto estrutura formal.


Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3541332 Linguística
Texto 2


O LINGUISTA LIBERTÁRIO

Carlos Fioravanti (Jornal da Unicamp)

Quem foi e como era sua primeira professora ou professor de português?

Ataliba Castilho – Foi o professor Amaury de Assis Ferreira (1920-1995), pai do apresentador de TV Amauri Jr. Era um professor muito bom, lia e estudava muito, mostrava os livros que comprava com muito entusiasmo. De vez em quando eu ia na casa dele, meu pai era eletricista e ia trocar a resistência de seu fogão elétrico. Ele me chamava e mostrava a biblioteca e os livros que tinha comprado. Ele tinha muito prazer no que ele fazia. Pensei: “Quero ser um cara assim”. Depois peguei outros professores ótimos em São Paulo, como o Theodoro Maurer, meu orientador de doutorado. Quietinho, magrinho, filho de suíços, ele escreveu sozinho um dos trabalhos mais extensos do mundo sobre a gramática e a sintaxe do latim vulgar.

Qual sua participação no Museu da Língua Portuguesa?

Ataliba Castilho – Em 2004, Jarbas Mantovanini, que atuava na Fundação Roberto Marinho, apareceu na USP, apresentou o projeto do museu e disse que queria me fazer dois pedidos. O primeiro era dar ideias para o museu. O segundo era para fazer a linha do tempo sobre a história do português. Aryon iria fazer a parte das línguas indígenas e Yeda Pessoa de Castro, da Universidade Federal da Bahia, se ocuparia das línguas africanas. Jarbas disse para chamar quem eu quisesse. Chamei Mário Viaro e Marilza de Oliveira, os dois da USP, para fazer outras partes. Jarbas me perguntou como eu queria representar a linha do tempo, se com filmes ou painéis fixos. Preferi os painéis, porque já haveria filmes do outro lado da sala. Entreguei o projeto, ele gostou: “Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos”. Sabe que ele acertou na mosca? Muita gente que via a própria imagem, depois de fazer o percurso histórico, caía no choro. Uma colega de Minas, Maria Antonieta Cohen, ia no começo para ver o museu e depois para ver as pessoas quando chegavam no espelho. Ela me perguntou: “Por que será que elas choram?”. Fiquei pensando muito naquilo. As pessoas choravam, decerto, porque viam ali sua identidade. O que é a língua portuguesa? Sou eu, que represento agora todo esse percurso. A língua é minha identidade.


Adaptado de: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/10/06/olinguista-libertario/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Durante uma aula sobre variedades linguísticas, um professor explica a variação que a língua sofre ao longo do tempo. Para isso, ele utiliza como exemplo o trabalho que Castilho desenvolveu ao produzir a exposição sobre a linha do tempo da língua portuguesa, na qual o visitante do museu percorre 2 mil anos de história do português. Considerando esse estudo sobre variedades linguísticas, qual denominação os estudantes devem atribuir para a variação que ocorre através do tempo, representada na exposição do museu?
Alternativas
Q3541330 Linguística
Texto 1


ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana


   A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.

   Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.

   Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.

   Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.

   Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.

   A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.


Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentarna-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
A partir das informações presentes no Texto 1, é correto afirmar que
Alternativas
Q3541326 Linguística
Texto 1


ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana


   A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.

   Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.

   Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.

   Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.

   Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.

   A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.


Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentarna-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Assinale a alternativa em que os termos destacados estabelecem uma relação de hiperonímia e hiponímia, respectivamente.
Alternativas
Respostas
321: B
322: C
323: E
324: E
325: D
326: E
327: C
328: B
329: B
330: B
331: A
332: D
333: D
334: E
335: D
336: B
337: B
338: B
339: A
340: D