Questões de Concurso Comentadas sobre linguística

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Q3439360 Linguística
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O professor Tirésias decidiu trabalhar com seus estudantes da 2ª Série do Ensino Médio a questão do preconceito linguístico. Para introduzir a questão, selecionou o seguinte texto:


    “As pessoas sem instrução falam tudo errado”: trata-se de outra afirmação preconceituosa bastante difundida. O preconceito linguístico se baseia na crença de que só existe uma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos dicionários. Qualquer manifestação linguística que escape desse triângulo escola-gramática-dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito linguístico, “errada, feia, estropiada, rudimentar, deficiente”, e não é raro a gente ouvir que “isso não é português”.


BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico. São Paulo: Parábola Editorial, 2015. Adaptado.
Tendo em vista o texto selecionado para introduzir a discussão e o propósito de Tirésias de desconstrução do preconceito linguístico, cumpre então ao professor, em consonância com a atual Sociolinguística, esclarecer e desenvolver o conceito de 
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Q3433954 Linguística
Em relação à língua, linguagem, variações linguísticas, leia as alternativas, coloque (V) verdadeira ou (F) falsa e evidencie a alternativa devida.

( ) Ao ouvir a palavra “árvore”, você reconhece os sons que a formam. Esses sons se identificam com a lembrança deles que está presente em sua memória. Essa lembrança constitui uma verdadeira imagem sonora, armazenada em seu cérebro – é o significante do signo “árvore”.
( ) Ao ouvir a palavra “árvore”, você logo pensa num “vegetal lenhoso cujo caule, chamado tronco, só se ramifica bem acima do nível do solo, ao contrário do arbusto, que exibe ramos desde junto ao solo”. Esse conceito, que não se refere a um vegetal particular, mas engloba uma ampla gama de vegetais, é o significado do signo “árvore”, também se encontra armazenado em sua memória.
( ) Diversos fatores podem originar variações linguísticas: geográficos, sociais, profissionais, situacionais.
( ) Quando o uso da língua abandona as necessidades práticas do cotidiano e passa a incorporar preocupações estéticas, surge a língua literária.
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Q3429852 Linguística
O desenvolvimento da linguagem por parte da criança (do ser humano em geral) sempre suscitou interesse de pesquisadores das diversas áreas do saber. No âmbito da linguística, diversas são as propostas que buscam explicar o fenômeno da aquisição, de modo que algumas proposições se sobressaem a outras por diversos fatores, com destaque para o modo como ocorre a relação entre língua e indivíduo. Nesse sentido, a teoria linguística em que o processo de aquisição da linguagem é de natureza maturacional e, portanto, indiferente às variações de estimulação do ambiente, é concebida como 
Alternativas
Q3429845 Linguística

Leia o Texto para responder a questão.



A escola parece ainda não ter conseguido se adaptar às exigências do mundo moderno, no que se refere ao tratamento dado à literatura. Esta ainda é trabalhada, de modo geral, como objeto autônomo, distante das interferências criativas dos alunos-leitores, visto que são priorizadas análises tradicionais que desmotivam a leitura por prazer e enfatizam a leitura como uma forma de obrigação, sempre atrelada aos exercícios escolares. 


MARTINS, Ivanda. A literatura no ensino médio. In.: BUNZEN, Clecio; MENDONÇA, Márcia. Português no ensino médio e formação de professor. São Paulo: Parábola Editorial, 2006, p. 101. 



Na escola, o trabalho com as obras literárias dificilmente promove a integração de conhecimentos e tampouco ressalta a natureza interdisciplinar da leitura literária. Mais do que mero gosto por novas terminologias, a Análise Linguística surge como alternativa complementar às práticas de leitura e produção de texto. Sendo assim, a grande contribuição da Análise Linguística, nas aulas de língua portuguesa, para o trato com a literatura é justificada pelo fato de essa prática
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Q3429706 Linguística

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Por que no Brasil dizemos “achados e perdidos”, e não “perdidos e achados”, como em Portugal?


Marcelo Duarte


Por que no Brasil dizemos “achados e perdidos”, e não “perdidos e achados”, como em Portugal? Você precisa ter perdido alguma coisa para que alguém tenha achado, certo? É assim que os americanos também chamam: “lost and found” (perdido e achado).

Há alguns poucos relatos de que esse sistema de achados e perdidos teria nascido na Grécia há cerca de 3.500 anos. Mas o que se sabe é que ele foi descrito pela primeira vez no Japão, no ano de 718. O primeiro escritório de achados e perdidos realmente organizado foi inaugurado em Paris no ano de 1805.

O imperador francês Napoleão Bonaparte ordenou que fosse aberto um local para guardar todos os objetos encontrados nas ruas da capital francesa. Eram cerca de 10 mil ao ano. Só que havia tanta burocracia para retirar os objetos de lá que a maioria desistia. Em 13 de outubro de 1893, Louis Lépine, uma espécie de chefe da polícia, mudou as regras e até organizou uma equipe de investigadores para ir atrás dos proprietários de objetos perdidos. Com essa novidade, um quarto dos objetos perdidos reencontrou seus donos.

Voltemos à primeira pergunta: por que no Brasil dizemos “achados e perdidos”? Não existe registro do motivo da inversão.

A única lógica que vejo foi que pensaram assim: primeiro alguém achou o que outro perdeu para então devolvê-lo.



Disponível em: <https://www.guiadoscuriosos.com.br/cultura-eentretenimento/por-que-no-brasil-dizemos-achados-e-perdidos-e-nao-perdidose-achados-como-em-portugal/>. Acesso em: 10 jan. 2024.

A pergunta que dá título ao texto “Por que no Brasil dizemos ‘achados e perdidos’, e não ‘perdidos e achados’, como em Portugal?” relaciona-se a um fenômeno próprio das línguas naturais denominado
Alternativas
Q3425706 Linguística
Assinale a alternativa que, de acordo com Quadros e Karnopp (2004), corretamente denomina o estudo das relações entre linguagem e o contexto, as pressuposições e o que está subentendido nas entrelinhas, incluindo o que não foi dito explicitamente.
Alternativas
Q3424405 Linguística
Schneuwly e Dolz (Gêneros orais e escritos na escola, 2004) analisam os meios não linguísticos da comunicação oral.
As características dos meios cinésicos são:
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Q3422323 Linguística
Em relação à língua, linguagem, leia as alternativas, coloque (V) verdadeira ou (F) falsa e assinale a alternativa devida.

( ) Na origem de toda a atividade comunicativa do ser humano está a linguagem, que é a capacidade de se comunicar por meio de uma língua.
( ) Língua é um sistema de signos convencionais usados pelos membros de uma mesma comunidade.
( ) Um grupo social convenciona e utiliza um conjunto organizado de elementos representativos.
( ) Um signo linguístico é um elemento representativo que apresenta dois aspectos: um significante e um significado, unidos num todo indissolúvel.
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Q3418096 Linguística
Com base nos estudos linguísticos sobre as dimensões da linguagem, analise as afirmativas a seguir:

I. A dimensão semântica refere-se ao significado das palavras e expressões em uma língua, incluindo fenômenos como polissemia, sinonímia, metáfora e mudança de sentido.
II. A dimensão gramatical diz respeito à estrutura formal da língua, envolvendo categorias como gênero, número, tempo e pessoa, bem como a organização sintática dos enunciados.
III. A dimensão pragmática concentra-se nos usos da linguagem em situações reais de comunicação, levando em consideração fatores contextuais, intencionalidade do falante e inferências possíveis.
IV. O estudo da pragmática está restrito às estruturas morfossintáticas das sentenças, desconsiderando o contexto comunicativo e os efeitos de sentido produzidos em situações reais de uso.

Assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3418095 Linguística
Segundo Ferdinand de Saussure, a língua constitui o verdadeiro objeto da linguística e pode ser compreendida como um sistema de signos convencionais, cujos elementos mantêm entre si relações de valor e funcionam como mediadores entre o pensamento e a realidade.
A partir dessa concepção, é CORRETO afirmar que a língua: 
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Q3418094 Linguística
De acordo com a concepção de linguagem defendida por Bakhtin, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3418090 Linguística
Com base nos estudos da Linguística Textual desenvolvidos por Ingedore Villaça Koch e Luiz Carlos Travaglia, analise as afirmativas a seguir sobre a concepção de texto e discurso:

I. Na perspectiva desses autores, texto e discurso são conceitos distintos: o primeiro se refere à linguagem escrita e o segundo à linguagem falada.
II. O conceito de texto passou por uma transformação teórica: de uma abordagem formal e estrutural para uma abordagem pragmática e sociocognitiva, considerando os aspectos interacionais da linguagem.
III. A partir da virada pragmática, o texto é entendido como unidade básica da comunicação humana, vinculado ao contexto situacional e às intenções do falante.
IV. Na visão sociocognitivo-interacionista defendida por Koch e Travaglia, o texto é o espaço da construção conjunta de sentidos entre interlocutores inseridos em práticas sociais.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3410205 Linguística
Considerando as abordagens teóricas sobre aquisição e aprendizagem de línguas, analise as afirmativas a seguir:

I. A aquisição da L1 ocorre de maneira espontânea, no contexto de interações sociais, sem necessidade de instrução explícita, como defendido por teóricos como Chomsky e Vygotsky.
II. A aprendizagem da L2, em contextos formais, geralmente envolve processos conscientes, instrução gramatical explícita e pode ser influenciada por fatores como motivação e idade.
III. Tanto na aquisição da L1 quanto da L2, não há interferência entre os sistemas linguísticos, já que o cérebro processa cada língua de forma isolada.

Com base nas afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3409572 Linguística
    Ao receber um texto para avaliar, o profissional da revisão, em uma primeira leitura, pode ter sua atenção despertada para aspectos mais superficiais do texto, mas é necessário lembrar que, se fossem ordenar as tarefas de uma revisão textual, a última etapa seria a verificação desses aspectos. Antes de verificá-los, o revisor precisa ater-se a dois aspectos fundamentais de um texto: seu gênero e sua textualidade. São esses aspectos que irão garantir a legibilidade e adequação globais do texto. Além do mais, para se avaliar tais aspectos, geralmente mais de uma leitura do texto deve ser feita, assim o revisor passará a ter um conhecimento mais aprofundado do texto com o qual lida.

    Como vários autores, ao definirem gênero textual ou gênero discursivo, revisam Bakhtin (Cf. BRONCKART, 1999; MARCUSCHI, 2002, 2006, 2008), entende-se que é importante retomar as ideias, sobre esse tema, do precursor da noção de gênero na linguística, a fim de discutir como elas podem contribuir para a revisão textual. Bakhtin (1992) constrói sua reflexão sobre a interação verbal baseando-se na estreita relação entre língua e sociedade. Os múltiplos usos linguísticos, para ele, são relacionados a diferentes esferas sociais, condicionando, pois, o aparecimento de enunciados distintos, ligados às mais diversas ações humanas. De acordo com o autor, em cada situação produz-se um único enunciado, mas as produções semelhantes levam a enunciados semelhantes, gerando a ocorrência de “tipos ‘relativamente estáveis’ de enunciados”, denominados pelo autor de “gêneros do discurso”.

   Ao trabalhar com a definição bakhtiniana é possível, ainda, ressaltar duas características fundamentais do gênero: seu caráter estável (modelar) e seu caráter flexível (relativamente estável). Em relação ao aspecto modelar dos gêneros, pode-se dizer, como Marcuschi (2002, p. 19), que “os gêneros contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia a dia”, em atividades de interação verbal que tenham as mesmas finalidades. Por outro lado, os gêneros, ao mesmo tempo em que modelam ou fixam, são também flexíveis, maleáveis, dinâmicos. Apesar de textos que se materializam em um mesmo gênero apresentarem características semelhantes, os gêneros não funcionam como formas, engessando os textos para que se mostrem iguais.

    Disso decorre que, ao receber um texto para revisão, o revisor precisa ter consciência de quais características do gênero são fundamentais, devendo, portanto, estar presentes, e das características opcionais, flexíveis. Por exemplo, ao revisar um artigo de opinião, cuja finalidade é opinar, argumentar sobre um fato, o revisor deve, em primeiro lugar, verificar se o texto com que trabalha cumpre a finalidade de opinar sobre um fato. Para cumprir essa finalidade, algumas características referentes ao estilo e à estrutura composicional serão idênticas nos diversos textos desse gênero, outras serão variáveis. Faz-se importante, também, lembrar que a determinação do gênero e de sua finalidade servirá de base para pensar também os aspectos pragmáticos da textualidade. Segundo Costa Val (2004), a textualização está ligada a propriedades que fazem com que um texto seja algo mais que uma sequência de frases isoladas (fatores de textualidade) e a relações entre essas propriedades com o contexto de enunciação em que o texto aparece. Antes de proceder à revisão de um texto, o revisor deve estar atento também a fatores mais globais, tais como aqueles que se voltam para aspectos gráficos, normalizadores e temáticos do material submetido à sua apreciação. Para tanto, é imprescindível identificar o gênero do texto a ser revisado, bem como o suporte e a esfera em que será veiculado, pois a posse desses dados lhe permitirá julgar a (in)adequação: i) de questões relacionadas à composição visual e material do texto (revisão gráfica); ii) de aspectos relacionados à metodologia e à editoração; iii) de fatores ligados à propriedade e à consistência das informações apresentadas em função do interlocutor e da situação, além, é claro; iv) de questões relacionadas aos aspectos gramaticais e ortográficos do texto (revisão linguística).


(COELHO, Sueli Maria; ANTUNES, Leandra Batista. Revisão textual: para além da revisão linguística. Scripta, Belo Horizonte, v. 14, n. 26, 2010, p. 205-224. Adaptado.)
Na redação e na revisão de textos legislativos e normativos, é essencial compreender conceitos fundamentais da linguística, como a distinção entre língua e fala, a relação entre significante e significado e a construção do sentido textual. Considerando esses aspectos, analise as afirmativas a seguir.

I. A língua é um sistema de signos estruturado e relativamente estável, enquanto a fala corresponde ao uso individual e momentâneo desse sistema pelos falantes.

II. O significante e o significado são elementos indissociáveis do signo linguístico, sendo que o primeiro corresponde à imagem acústica e o segundo, ao conceito associado a essa imagem.

III. A referência de um texto jurídico é sempre objetiva e inequívoca, pois os significados das palavras são fixos e não dependem do contexto de enunciação.

IV. No processo de redação e revisão, compreender a relação entre referente, referência e representação é essencial para garantir que o sentido do texto corresponda à intenção comunicativa do enunciador.


Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3401461 Linguística
Cada opção a seguir indica uma marca da língua falada com uma frase que serve de exemplo. Assinale a opção em que o exemplo não corresponde à marca indicada. 
Alternativas
Q3398374 Linguística
No que se refere aos tipos de variação linguística, assinale a alternativa incorreta: 
Alternativas
Q3392616 Linguística
Considerando a Teoria Geral dos Atos de Fala, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Enunciados performativos fazem parte da execução de uma ação. Alguns verbos performativos são “aceitar”, “ordenar” e “prometer”.
( ) Existem somente dois atos de fala: ato locucionário e ato ilocucionário.
( ) O ato locucionário consiste em proferir um enunciado.
Alternativas
Q3392558 Linguística
No modelo da Gramática Funcional, reconhece-se que o uso comunicativo da língua envolve funções humanas de níveis mais elevados do que a função linguística.

(Erotilde Goreti Pezatti, “O Funcionalismo em Linguística”. Em: Mussalim & Bentes [orgs.], 2005. Adaptado).

De acordo com o texto, quando o usuário de língua natural “é capaz de construir, manter e explorar uma base de conhecimento organizado, ele pode derivar conhecimento a partir de expressões linguísticas, armazenar esse conhecimento de forma apropriada, recuperá-lo e utilizá-lo na interpretação de expressões linguísticas posteriores”.

Nesse caso, a capacidade humana descrita é a
Alternativas
Q3366879 Linguística
A concepção de linguagem influencia diretamente as práticas de ensino de Língua Portuguesa. Assinale a alternativa que representa uma perspectiva interacionista da linguagem.
Alternativas
Q3340925 Linguística
Sabendo que cada função da linguagem destaca um elemento específico da comunicação, cujo objetivo principal é direcionar o foco da comunicação para esse elemento, assinale a opção correta. 
Alternativas
Respostas
201: D
202: A
203: D
204: A
205: A
206: E
207: D
208: C
209: C
210: B
211: D
212: B
213: D
214: C
215: D
216: D
217: D
218: A
219: C
220: C