Questões de Concurso
Comentadas sobre fundamentos da linguística em linguística
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I - A metalinguagem é um uso linguístico cujo objeto é também uma linguagem; por exemplo quando se fala de palavras e seus componentes ou de orações: “linguagem é uma palavra derivada de língua”, “linguagem é um substantivo feminino em português e masculino em espanhol e francês”. “-ção é um sufixo formador de substantivo”, “Cadeira tem três sílabas”, etc.
II – Dentro desse contexto, a metalinguagem apresenta unidades estruturais, podendo ser estruturada no nível do saber idiomático.
I – Estruturalismo – a língua como objeto abstrato, internalizada na mente de todo falante (faculdade da linguagem).
II – Gerativismo – a língua constitui um sistema linguístico de base social que é utilizada como meio de comunicação pelos membros de uma determinada comunidade, portanto ela constitui um fenômeno coletivo, sendo compartilhada e produzida socialmente.
III – Gramática normativa – a língua como objeto social cuja sua função é proporcionar a comunicação.
IV – Funcionalismo – a língua como conjunto de regras gramaticais preestabelecidas que deve ser seguido por seus falantes.
É falso o que se afirma em:
Analise cada uma dessas dimensões e assinale a que corresponde ao “traço distintivo do significar linguístico em relação aos outros tipos de “ conteúdo” das formas de expressão [...]”, em que o “significar é originariamente e sempre um “ser com outros”, próprio da natureza político- social do homem, de indivíduos que são homens juntos a outros e, por exemplo, como falantes e ouvintes, são sempre cofalantes e coouvintes”.
I - A metalinguagem é um uso linguístico cujo objeto é também uma linguagem; por exemplo quando se fala de palavras e seus componentes ou de orações: “linguagem é uma palavra derivada de língua”, “linguagem é um substantivo feminino em português e masculino em espanhol e francês. “- ção é um sufixo formador de substantivo”, cadeira tem três sílabas” etc.
II - A metalinguagem não apresenta unidades estruturais nem pode ser estruturada no nível do saber idiomático; nem por isso seu estudo deixa de merecer o cuidado da ciência.
I - A realidade concreta da linguagem refere-se ao ato linguístico, quer dizer, refere-se a cada unidade de comunicação da linguagem humana, seja uma palavra ou uma frase.
II - Os atos linguísticos não se realizam idênticos de falante para falante de uma mesma comunidade linguística, e até num só falante, em circunstâncias diferentes.
III - A diversidade observada refere-se especificamente à forma material do ato linguístico.
IV - O conceito de língua, considerada como um sistema de isoglossas, varia de acordo com o entendimento mais largo ou mais estreito que se atribui à extensão do conjunto de atos linguísticos comuns.
[ ] Definição da língua: instrumento de interação social (paradigma funcional)
[ ] Definição da língua: conjunto de orações (paradigma formal)
[ ] Principal função da língua: comunicação (paradigma formal)
[ ] Principal função da língua: expressão dos pensamentos (paradigma funcional)
I – Critérios de base textual (dedutivas, indutivas, abdutivas, condicionais, sintáticas, associativas, generalizadoras, correferenciais
II – Critérios de base contextual (intencionais, conversacionais, avaliativas, experienciais, esquemáticas, analógicas, composicionais)
III – Sem base textual e contextual (falseadoras e extrapoladoras)
É verdadeiro o que se afirma em:
I – fala → escrita
II – fala → fala
III – escrita → fala
IV – escrita → escrita
É verdadeiro o que se afirma em:
I – Plano universal – saber elocutivo
II – Plano histórico – saber idiomático
III – Plano individual – saber expressivo
É verdadeiro o que se afirma em:
PAIVA, V. L. M. de O. e. Tecnologias digitais no ensino de línguas: passado, presente e futuro. Revista da Abralin, v. XVIII, n. 1, p. 1-26, 2019 (adaptado).
Preocupada em atender às habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Língua Portuguesa que discorrem sobre o ensino mediado pelas tecnologias, uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental propôs, em seu planejamento, uma atividade que mobilizasse o uso criativo dos recursos tecnológicos. Para tanto, solicitou a seus alunos que gravassem, em seus smartphones, um vídeo divertido, destinado a um amigo, e que utilizassem os recursos disponíveis no aparelho ou em aplicativos para torná-lo animado, como aceleração ou diminuição da velocidade da voz, ruídos estranhos, performance de algum personagem preferido, entre outras possibilidades. Feito isso, deveriam postá-lo em uma rede social e marcar o colega na publicação. Se este colega o repostasse em suas próprias redes sociais, a atividade teria êxito.
Nesse contexto, ao associar diferentes linguagens e tecnologias ao planejamento de ensino a partir de uma abordagem sociointeracional de linguagem, o uso de recursos tecnológicos favorece a
RAJAGOPALAN, K. Línguas nacionais como bandeiras patrióticas, ou a linguística que nos deixou na mão: observando mais de perto o chauvinismo linguístico emergente no Brasil. In: SILVA, F. L. da; RAJAGOPALAN, K. (org.). A linguística que nos faz falhar: investigação crítica. São Paulo: Parábola, 2004. p. 14 (adaptado).
Com base nas informações apresentadas, quanto ao uso de léxico estrangeiro associado à tecnologia computacional e à Internet, assinale a opção correta.
Paulo: Fernanda, look how I can speak in English: We are Carnaval / We are, we are folia / We are, we are the world of Carnaval / We are Bahia.
Fernanda: That’s not English, it does not make sense. Nobody would say: We are Carnival. An American would say: I like Carnival or I don’t like Carnival.
Paulo: Well, I am Brazilian and my English is Brazilian. I speak Brazilian English, my friend!
Considering this scenario, the English teacher decided to widen the debate and involve the rest of the class. She said that language is more than just a means of verbal communication: it is a social construct shaped by cultural, historical and social context. She emphasized that language reflects the norms, values and identities of a language community, which is constituted through the interactions between its members. In addition to grammatical skills, language also involves the interpretation and production of meaning in different social and cultural contexts and is subject to change both during its use and in its influence on us. Finally, echoing Leffa (2002), the teacher also said that, when learning a new language, we negotiate the code without denying who we are, because a Brazilian who speaks English is not an American, a British or an Australian who speaks English: s/he is a Brazilian who speaks English. She concluded by saying that the language you learn is not foreign; it is not from others — it can also belong to you and be part of your identity.
That situation shows that the teacher recognized the relationship between language and identity as