Questões de Concurso
Comentadas sobre fundamentos da linguística em linguística
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I - A realidade concreta da linguagem refere-se ao ato linguístico, quer dizer, refere-se a cada unidade de comunicação da linguagem humana, seja uma palavra ou uma frase.
II - Os atos linguísticos não se realizam idênticos de falante para falante de uma mesma comunidade linguística, e até num só falante, em circunstâncias diferentes.
III - A diversidade observada refere-se especificamente à forma material do ato linguístico.
IV - O conceito de língua, considerada como um sistema de isoglossas, varia de acordo com o entendimento mais largo ou mais estreito que se atribui à extensão do conjunto de atos linguísticos comuns.
[ ] Definição da língua: instrumento de interação social (paradigma funcional)
[ ] Definição da língua: conjunto de orações (paradigma formal)
[ ] Principal função da língua: comunicação (paradigma formal)
[ ] Principal função da língua: expressão dos pensamentos (paradigma funcional)
I – Critérios de base textual (dedutivas, indutivas, abdutivas, condicionais, sintáticas, associativas, generalizadoras, correferenciais
II – Critérios de base contextual (intencionais, conversacionais, avaliativas, experienciais, esquemáticas, analógicas, composicionais)
III – Sem base textual e contextual (falseadoras e extrapoladoras)
É verdadeiro o que se afirma em:
I – fala → escrita
II – fala → fala
III – escrita → fala
IV – escrita → escrita
É verdadeiro o que se afirma em:
I – Plano universal – saber elocutivo
II – Plano histórico – saber idiomático
III – Plano individual – saber expressivo
É verdadeiro o que se afirma em:
O uso de caracteres como x (como, por exemplo, em “amigx”), @ (como, por exemplo, em “amig@”) e o uso de e (como, por exemplo, em “amigue”) fechando substantivos e adjetivos é, de fato, uma estratégia de neutralização de gênero, em que se propõe o emprego de uma terceira marca, além da masculina e da feminina. A oposição, nesse caso, não seria privativa nem equipolente, mas gradual, nos termos da Escola de Praga.
SCHWINDT, L. C. Sobre gênero neutro em português brasileiro e os limites do sistema linguístico. Revista da ABRALIN, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 1 - 23, 2020 (adaptado).
O texto traz uma análise do uso da linguagem neutra, que pretende questionar a hegemonia patriarcal e aumentar as possibilidades de representação de indivíduos que se identificam como pessoas não binárias, por exemplo.
Considerando-se as reflexões apresentadas sobre o uso do gênero neutro, é possível afirmar que
PAIVA, V. L. M. de O. e. Tecnologias digitais no ensino de línguas: passado, presente e futuro. Revista da Abralin, v. XVIII, n. 1, p. 1-26, 2019 (adaptado).
Preocupada em atender às habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Língua Portuguesa que discorrem sobre o ensino mediado pelas tecnologias, uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental propôs, em seu planejamento, uma atividade que mobilizasse o uso criativo dos recursos tecnológicos. Para tanto, solicitou a seus alunos que gravassem, em seus smartphones, um vídeo divertido, destinado a um amigo, e que utilizassem os recursos disponíveis no aparelho ou em aplicativos para torná-lo animado, como aceleração ou diminuição da velocidade da voz, ruídos estranhos, performance de algum personagem preferido, entre outras possibilidades. Feito isso, deveriam postá-lo em uma rede social e marcar o colega na publicação. Se este colega o repostasse em suas próprias redes sociais, a atividade teria êxito.
Nesse contexto, ao associar diferentes linguagens e tecnologias ao planejamento de ensino a partir de uma abordagem sociointeracional de linguagem, o uso de recursos tecnológicos favorece a
RAJAGOPALAN, K. Línguas nacionais como bandeiras patrióticas, ou a linguística que nos deixou na mão: observando mais de perto o chauvinismo linguístico emergente no Brasil. In: SILVA, F. L. da; RAJAGOPALAN, K. (org.). A linguística que nos faz falhar: investigação crítica. São Paulo: Parábola, 2004. p. 14 (adaptado).
Com base nas informações apresentadas, quanto ao uso de léxico estrangeiro associado à tecnologia computacional e à Internet, assinale a opção correta.
Conforme estudos interacionistas da linguagem, o processo de produção, recepção e circulação dos textos escritos deve levar em conta o contexto de produção, que corresponde ao conjunto de parâmetros que podem exercer influência sobre a forma como um texto é organizado. Assim, a produção de todo texto inscreve-se no quadro das atividades de uma formação social e, mais precisamente, no quadro de uma forma de interação comunicativa que implica o mundo social (normas, valores, regras etc.) e o mundo subjetivo (imagem que o agente dá de si ao agir).
BRONCKART, J. P. Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: EDUC, 1999 (adaptado).
TEXTO 2
O bêbado e as 10 garrafas
Eu tinha lá em casa dez garrafas de cachaça, da boa.
Mas tão boa que resolvi levar dez garrafas para casa, mas Dona Patroa obrigou-me a jogá-las fora.
Peguei a primeira garrafa, bebi um copo e joguei o resto na pia.
Peguei a segunda garrafa, bebi outro copo e joguei o resto na pia.
Peguei a terceira garrafa, bebi o resto e joguei o copo na pia.
Peguei a quarta garrafa, bebi na pia e joguei o resto no copo.
Peguei o quinto copo, joguei a rolha na pia e bebi a garrafa.
Peguei a sexta pia, bebi a garrafa e joguei o copo no resto.
A sétima garrafa eu peguei no resto e bebi a pia.
Peguei no copo, bebi no resto e joguei a pia na oitava garrafa.
Joguei a nona pia no copo, peguei na garrafa e bebi o resto.
O décimo copo, eu peguei a garrafa no resto e me joguei na pia.
Não me lembro do que eu fiz com a patroa.
Disponível em: http://www.fontedoriso.com.br/. Acesso em: 8 maio 2024 (adaptado).
Um aspecto fundamental para a produção do efeito de sentido de uma produção escrita é a consideração de parâmetros contextuais relativos a conhecimentos coletivos, seja da ordem do mundo social, seja do mundo subjetivo, conforme descrito no Texto 1.
Considerando-se o exposto, é correto afirmar que a condição de produção capaz de materializar de forma mais direta o efeito de sentido da embriaguez, posto em cena no Texto 2, é
Paulo: Fernanda, look how I can speak in English: We are Carnaval / We are, we are folia / We are, we are the world of Carnaval / We are Bahia.
Fernanda: That’s not English, it does not make sense. Nobody would say: We are Carnival. An American would say: I like Carnival or I don’t like Carnival.
Paulo: Well, I am Brazilian and my English is Brazilian. I speak Brazilian English, my friend!
Considering this scenario, the English teacher decided to widen the debate and involve the rest of the class. She said that language is more than just a means of verbal communication: it is a social construct shaped by cultural, historical and social context. She emphasized that language reflects the norms, values and identities of a language community, which is constituted through the interactions between its members. In addition to grammatical skills, language also involves the interpretation and production of meaning in different social and cultural contexts and is subject to change both during its use and in its influence on us. Finally, echoing Leffa (2002), the teacher also said that, when learning a new language, we negotiate the code without denying who we are, because a Brazilian who speaks English is not an American, a British or an Australian who speaks English: s/he is a Brazilian who speaks English. She concluded by saying that the language you learn is not foreign; it is not from others — it can also belong to you and be part of your identity.
That situation shows that the teacher recognized the relationship between language and identity as