Questões de Concurso
Sobre divisões da linguística em linguística
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(__)A fonologia estuda o sistema de sons de uma língua e como esses sons se organizam para formar unidades de significado.
(__)A semântica ocupa-se das regras de combinação das palavras nas sentenças e da ordem dos elementos na estrutura gramatical.
(__)A pragmática analisa o uso da linguagem em contextos sociais e as intenções comunicativas dos falantes durante a interação.
(__)O morfema é definido como a menor unidade linguística dotada de significado que compõe a estrutura interna das palavras.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
TEXTO 1
Texto-base para a questão
UNIVERSIDADES BRASILEIRAS
DISCUTEM REGRAS DE USO DE
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Diante de incertezas por parte de estudantes e pesquisadores, instituições debatem quais seriam os limites éticos do uso dessas ferramentas na escrita e na pesquisa científica.
Sarah Schmidt, Revista Pesquisa FAPESP | 11 set 2024 - Edição 342.
Instituições científicas e de ensino superior do Brasil começam a formular recomendações para o uso de inteligência artificial (IA), especialmente a generativa, no ensino, na pesquisa e na extensão. A popularização de softwares como o ChatGPT, capazes de gerar texto, imagens e dados, tem levantado dúvidas sobre limites éticos no uso dessas tecnologias, principalmente na escrita acadêmica. Professores têm procurado novas formas de avaliar trabalhos de alunos, tentando contornar os riscos de uso indevido de IA. De maneira geral, as orientações pedem que seu uso seja transparente e alertam para o perigo de ferir direitos autorais, praticar plágio, gerar desinformação e replicar vieses discriminatórios que essas ferramentas podem reproduzir.
Em fevereiro, o centro universitário Senai Cimatec, na Bahia, publicou um guia para orientar sua comunidade acadêmica quanto à IA generativa. Ele segue três princípios: transparência; “centralidade na pessoa humana”, ou seja, que o controle humano seja preservado sobre as informações geradas por IA, já que ela deve ser usada de forma benéfica à sociedade; e atenção à privacidade de dados, sobretudo em atividades que envolvam contratos com empresas por meio de parcerias para desenvolvimento e transferência de tecnologias. Ocorre que as informações compartilhadas em plataformas de IA podem ser armazenadas pela ferramenta, quebrando o sigilo de dados. “Não podemos nos esquecer de que, se nós aprendemos com essas ferramentas, elas também aprendem com a gente”, ressalta a engenheira civil Tatiana Ferraz, pró-reitora administrativo-financeira do Senai Cimatec e coordenadora do guia. Uma atualização do regulamento disciplinar da instituição passou a prever punições para estudantes que quebrarem as regras.
O guia autoriza professores a usarem softwares de detecção de plágio quando julgarem necessário, embora não sejam 100% precisos ao indicar conteúdo produzido por IA. As ferramentas não podem ser citadas como coautoras de trabalhos acadêmicos, mas sua aplicação para auxiliar processos de pesquisa e ajustes de escrita acadêmica é permitida. Para isso, todos os comandos utilizados – as perguntas e direcionamentos dados à ferramenta, também chamados de prompts– e as informações originais geradas por IA devem ser descritos na metodologia do trabalho e anexados como material suplementar.
Outras instituições brasileiras seguem por esse caminho. “A universidade não deve proibir, mas criar orientações para utilização responsável dessas ferramentas”, observa o cientista da computação Virgílio Almeida, coordenador de uma comissão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que propôs recomendações para o uso de tecnologias de IA na instituição, apresentadas à comunidade acadêmica em maio. As sugestões devem servir de base para a criação de uma política institucional com regras e normas e de um comitê de governança permanente.
Elas passam pelas áreas de ensino, pesquisa, extensão e administração e têm como princípios a transparência no uso dessas ferramentas, atenção à proteção e privacidade de dados, à desinformação e aos vieses discriminatórios que essas tecnologias podem reproduzir. “Uma das propostas é que a universidade invista em cursos de letramento em IA para professores, pesquisadores, funcionários e alunos”, explica Almeida. No ensino, uma das indicações é que as ementas das disciplinas de graduação e de pósgraduação da UFMG devem informar o que é permitido fazer com essas tecnologias. Na pesquisa, a ênfase está na transparência: é preciso detalhar como a IA foi usada no processo científico e quais vieses pode trazer a ele. A análise cuidadosa dos resultados gerados por IA, para que se evitem dados falsos, é outro ponto recomendado. A Universidade de São Paulo (USP) publicou um dossiê da Revista USP sobre inteligência artificial na pesquisa científica em maio e tem realizado encontros e debates sobre o assunto. “A sugestão geral é estudar como incorporar esse uso no ensino e na pesquisa e verificar quais seriam suas limitações éticas e seus potenciais”, observa a advogada Cristina Godoy, da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP-USP), integrante de um grupo de pesquisadores que elaborou propostas para a universidade, como a necessidade de criar guias de orientação na graduação e pós-graduação. Há alertas para o cuidado com a privacidade de dados sensíveis ou inéditos de pesquisa, como teses e dissertações, e para a necessidade de buscar novas maneiras de avaliar os trabalhos em sala de aula. As recomendações foram feitas durante um evento em março de 2023 e estão sob análise de um grupo de trabalho.
O uso de IA na pesquisa não é novo. Ferramentas de aprendizado de máquina e de processamento de linguagem natural já são usadas para analisar padrões em meio a grandes volumes de dados. Mas, com o avanço das plataformas que usam IA generativa, diversas universidades dos Estados Unidos e da Europa criaram instruções sobre o assunto, que serviram de inspiração para instituições brasileiras. No Senai Cimatec, os guias das universidades de Utah, nos Estados Unidos, de julho de 2023, e de Toronto, no Canadá, ainda preliminar, serviram de norte para o grupo de trabalho, assim como o guia rápido ChatGPT e a inteligência artificial na educação superior da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), de abril de 2023.
Nesse cenário, há casos de professores que passaram a pedir aos alunos que fizessem apresentações orais, trabalhos dentro da sala de aula ou mesmo feitos à mão, no papel. Godoy, da USP, que costumava pedir trabalhos escritos sobre artigos estudados, passou a exigir que os alunos apresentassem esquemas com mapas mentais que mostrem as conexões entre os textos estudados em aula.
Em 2024, ela desenvolveu uma atividade de pesquisa no âmbito do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP, apoiado por IBM e FAPESP, com alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado em computação, ciência política e direito em que eles precisaram desenvolver prompts no ChatGPT para realizar a análise de sentimentos – técnica que classifica opiniões como positivas, negativas ou neutras – de usuários do X (ex-Twitter) sobre IA. Os dados vão integrar um artigo em processo de escrita. Parte do trabalho será detalhar a metodologia e os prompts usados. Por não ser preciso criar um algoritmo específico para a atividade, a ferramenta acelerou o processo de análise dos dados – segundo Godoy, caso precisassem fazer tudo do zero, o trabalho levaria oito meses, mas com o ChatGPT levou dois meses.
Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/universidadesbrasileiras-discutem-regras-de-uso-de-inteligencia-artificial/. Acesso em 18/05/2026.
“Em fevereiro, o centro universitário Senai Cimatec, na Bahia, publicou um guia para orientar sua comunidade acadêmica quanto à IA generativa. Ele segue três princípios: transparência; “centralidade na pessoa humana”, ou seja, que o controle humano seja preservado sobre as informações geradas por IA, já que ela deve ser usada de forma benéfica à sociedade; e atenção à privacidade de dados, sobretudo em atividades que envolvam contratos com empresas por meio de parcerias para desenvolvimento e transferência de tecnologias. Ocorre que as informações compartilhadas em plataformas de IA podem ser armazenadas pela ferramenta, quebrando o sigilo de dados”.
I. Trabalha no âmbito da língua artificial, entendida como aquela que se configura dentro de um determinado grupo de especialistas.
II. Vê o termo sob um ponto de vista sincrônico, isto é, o que importa é o uso em vigor que o termo apresenta.
III. Busca estabelecer princípios que visam a propiciar uma correspondência exata entre conceitos e termos.
IV. Foi desenvolvida pela pesquisadora alemă Ingetraut Dahlberg.
V. Um de seus objetivos é incluir os vrios significados que uma palavra apresenta no tempo.
Está correto o que se afirma APENAS em
I. “Volta-se para o que se faz com a linguagem, em que circunstâncias e com que finalidade. Enquanto, no âmbito da semântica, uma sentença como ‘Está frio’ significa que algo está com a temperatura baixa, nada mais além disso, para esta linha dos estudos linguísticos, o entendimento será possível apenas com base no contexto em que o enunciado é proferido.”
II. “Tem como objeto de estudo o texto e seus elementos de análise, como coesão, coerência e intertextualidade. Surgiu como uma reação aos estudos meramente sintáticos e/ou semânticos, que se limitavam às análises de sentenças.”
A partir da análise dos conceitos afirmados acima, pode-se entender que, pela ordem, tais postulações se referem aos seguintes ramos da Linguística:
Coluna 01
(1) Fonética
(2) Fonologia
(3) Morfologia
(4) Sintaxe
Coluna 02
( ) “Contém as regras de combinação das palavras para a formação de sentenças na língua. É nela que encontramos explicações sobre o ordenamento das palavras na sentença.”
( ) “Preocupa-se também com os sons da língua, mas do ponto de vista de sua função. Analisa como as distinções básicas entre os sons formam as palavras de uma língua, sem dar atenção a como os falantes realizam esses sons.”
( ) “Estuda as regras de combinação entre os morfemas para a formação de unidades maiores, como a palavra e o sintagma. Um morfema representa a menor sequência de sons que apresenta significado.”
( ) “Estuda os sons da fala, preocupandose com os mecanismos de produção e audição. Com o seu estudo, podemos distinguir as realizações de fala das diversas comunidades linguísticas, em seus grupamentos geográficos, sociais, de faixas etárias ou mesmo de diferenças individuais.”
A partir do que foi orientado antes, marque a alternativa que apresente a sequência correta.
A semântica é a ciência que estuda o significado das palavras e das construções, bem como a forma como elas se relacionam entre si. No entanto, há um ramo que lida com como esses significados podem variar ou permanecer inalterados entre as culturas: a semântica transcultural. De acordo com Underhill (2011), a semântica transcultural é um campo de estudo que analisa como significados são compartilhados, interpretados e construídos entre diferentes culturas. A semântica transcultural tem como objetivo principal analisar como palavras, frases e símbolos são interpretados e o que representam em diferentes contextos culturais. [...] O termo “transcultural” descreve algo que está além de uma única cultura, ou seja, abrange múltiplas culturas. Desse modo, a semântica transcultural investiga como os significados das palavras e símbolos variam ou permanecem consistentes entre diferentes grupos, bem como examina essas diferenças e similaridades, ajudando a compreender como os processos de comunicação e interpretação ocorrem em um contexto global diversificado. [...] Na semântica transcultural, estudar as variações de significado e entender como elas influenciam a interpretação e comunicação é essencial para uma compreensão mais profunda da diversidade cultural.
SANTOS, M. S.; MENDES JUNIOR, W. A dimensão cultural na aquisição de segunda língua: contribuições da semântica transcultural para o ensino de línguas estrangeiras. v. 21 n. 2 (2025): Linguística Cognitiva: diversidade e interfaces com os Estudos da Tradução e da Interpretação. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/rl/article/view/68190/43976. Acesso em: 29 nov. 2025. [Adaptado].
De acordo com a discussão sobre semântica transcultural apresentada no texto, um desafio para os aprendizes de idiomas é compreender que
Considerando a perspectiva pragmática e os efeitos de sentido no texto, assinale a alternativa CORRETA.
I. O nível fonológico apresenta maior destaque no início da alfabetização, quando a criança está aprendendo a relacionar fonemas e grafemas. Contudo, sua relevância diminui nas etapas posteriores, deixando de exercer influência significativa sobre a ortografia e a compreensão leitora.
II. O nível morfológico favorece a leitura fluente, pois o reconhecimento de afixos e radicais auxilia na identificação mais rápida de palavras complexas. Entretanto, sua contribuição para a escrita limita-se predominantemente à elaboração de enunciados simples.
III. O nível semântico, relacionado à amplitude vocabular e à eficiência no acesso lexical, contribui para a fluidez e para a compreensão textual, porém sua importância restringe-se, sobretudo, às fases iniciais do processo de alfabetização.
Está(ão) INCORRETA(S):
Pragmatics focuses on how context contributes to meaning and how speakers use language to achieve specific communicative goals. Mark the CORRECT alternative.
About the use of Reference, which of the following statements is NOT correct, according to the text?
Reference is a crucial component within semantics. It can be defined as characterising the relationships between language and the world, in particular, specific entities that are being focused upon. Reference is context-dependent, and ascertaining the meaning of particular referents depends entirely upon who is speaking, whom they are speaking with and in what setting the interaction is taking place.
MULLANY, L.; STOCKWELL, P. Introducing English Language: A resource book for students. Routledge, 2010