Questões de Concurso Sobre divisões da linguística em linguística

Questões Discursivas

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Q4195467 Linguística
A fonoaudiologia utiliza conceitos da linguística para compreender a estrutura da língua e as variações que ocorrem nos processos de comunicação humana. O estudo da fonologia, morfologia, sintaxe, semântica e pragmática permite uma análise detalhada das patologias da linguagem e orienta o planejamento terapêutico fonoaudiológico de forma fundamentada e eficaz. Com base nos fundamentos da linguística aplicados à clínica, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A fonologia estuda o sistema de sons de uma língua e como esses sons se organizam para formar unidades de significado.
(__)A semântica ocupa-se das regras de combinação das palavras nas sentenças e da ordem dos elementos na estrutura gramatical.
(__)A pragmática analisa o uso da linguagem em contextos sociais e as intenções comunicativas dos falantes durante a interação.
(__)O morfema é definido como a menor unidade linguística dotada de significado que compõe a estrutura interna das palavras.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4184315 Linguística

TEXTO 1


Texto-base para a questão 



UNIVERSIDADES BRASILEIRAS


DISCUTEM REGRAS DE USO DE


INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL


Diante de incertezas por parte de estudantes e pesquisadores, instituições debatem quais seriam os limites éticos do uso dessas ferramentas na escrita e na pesquisa científica.


Sarah Schmidt, Revista Pesquisa FAPESP | 11 set 2024 - Edição 342.


Instituições científicas e de ensino superior do Brasil começam a formular recomendações para o uso de inteligência artificial (IA), especialmente a generativa, no ensino, na pesquisa e na extensão. A popularização de softwares como o ChatGPT, capazes de gerar texto, imagens e dados, tem levantado dúvidas sobre limites éticos no uso dessas tecnologias, principalmente na escrita acadêmica. Professores têm procurado novas formas de avaliar trabalhos de alunos, tentando contornar os riscos de uso indevido de IA. De maneira geral, as orientações pedem que seu uso seja transparente e alertam para o perigo de ferir direitos autorais, praticar plágio, gerar desinformação e replicar vieses discriminatórios que essas ferramentas podem reproduzir.


Em fevereiro, o centro universitário Senai Cimatec, na Bahia, publicou um guia para orientar sua comunidade acadêmica quanto à IA generativa. Ele segue três princípios: transparência; “centralidade na pessoa humana”, ou seja, que o controle humano seja preservado sobre as informações geradas por IA, já que ela deve ser usada de forma benéfica à sociedade; e atenção à privacidade de dados, sobretudo em atividades que envolvam contratos com empresas por meio de parcerias para desenvolvimento e transferência de tecnologias. Ocorre que as informações compartilhadas em plataformas de IA podem ser armazenadas pela ferramenta, quebrando o sigilo de dados. “Não podemos nos esquecer de que, se nós aprendemos com essas ferramentas, elas também aprendem com a gente”, ressalta a engenheira civil Tatiana Ferraz, pró-reitora administrativo-financeira do Senai Cimatec e coordenadora do guia. Uma atualização do regulamento disciplinar da instituição passou a prever punições para estudantes que quebrarem as regras.


O guia autoriza professores a usarem softwares de detecção de plágio quando julgarem necessário, embora não sejam 100% precisos ao indicar conteúdo produzido por IA. As ferramentas não podem ser citadas como coautoras de trabalhos acadêmicos, mas sua aplicação para auxiliar processos de pesquisa e ajustes de escrita acadêmica é permitida. Para isso, todos os comandos utilizados – as perguntas e direcionamentos dados à ferramenta, também chamados de prompts– e as informações originais geradas por IA devem ser descritos na metodologia do trabalho e anexados como material suplementar.


Outras instituições brasileiras seguem por esse caminho. “A universidade não deve proibir, mas criar orientações para utilização responsável dessas ferramentas”, observa o cientista da computação Virgílio Almeida, coordenador de uma comissão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que propôs recomendações para o uso de tecnologias de IA na instituição, apresentadas à comunidade acadêmica em maio. As sugestões devem servir de base para a criação de uma política institucional com regras e normas e de um comitê de governança permanente.


Elas passam pelas áreas de ensino, pesquisa, extensão e administração e têm como princípios a transparência no uso dessas ferramentas, atenção à proteção e privacidade de dados, à desinformação e aos vieses discriminatórios que essas tecnologias podem reproduzir. “Uma das propostas é que a universidade invista em cursos de letramento em IA para professores, pesquisadores, funcionários e alunos”, explica Almeida. No ensino, uma das indicações é que as ementas das disciplinas de graduação e de pósgraduação da UFMG devem informar o que é permitido fazer com essas tecnologias. Na pesquisa, a ênfase está na transparência: é preciso detalhar como a IA foi usada no processo científico e quais vieses pode trazer a ele. A análise cuidadosa dos resultados gerados por IA, para que se evitem dados falsos, é outro ponto recomendado. A Universidade de São Paulo (USP) publicou um dossiê da Revista USP sobre inteligência artificial na pesquisa científica em maio e tem realizado encontros e debates sobre o assunto. “A sugestão geral é estudar como incorporar esse uso no ensino e na pesquisa e verificar quais seriam suas limitações éticas e seus potenciais”, observa a advogada Cristina Godoy, da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP-USP), integrante de um grupo de pesquisadores que elaborou propostas para a universidade, como a necessidade de criar guias de orientação na graduação e pós-graduação. Há alertas para o cuidado com a privacidade de dados sensíveis ou inéditos de pesquisa, como teses e dissertações, e para a necessidade de buscar novas maneiras de avaliar os trabalhos em sala de aula. As recomendações foram feitas durante um evento em março de 2023 e estão sob análise de um grupo de trabalho.


O uso de IA na pesquisa não é novo. Ferramentas de aprendizado de máquina e de processamento de linguagem natural já são usadas para analisar padrões em meio a grandes volumes de dados. Mas, com o avanço das plataformas que usam IA generativa, diversas universidades dos Estados Unidos e da Europa criaram instruções sobre o assunto, que serviram de inspiração para instituições brasileiras. No Senai Cimatec, os guias das universidades de Utah, nos Estados Unidos, de julho de 2023, e de Toronto, no Canadá, ainda preliminar, serviram de norte para o grupo de trabalho, assim como o guia rápido ChatGPT e a inteligência artificial na educação superior da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), de abril de 2023.


Nesse cenário, há casos de professores que passaram a pedir aos alunos que fizessem apresentações orais, trabalhos dentro da sala de aula ou mesmo feitos à mão, no papel. Godoy, da USP, que costumava pedir trabalhos escritos sobre artigos estudados, passou a exigir que os alunos apresentassem esquemas com mapas mentais que mostrem as conexões entre os textos estudados em aula.


Em 2024, ela desenvolveu uma atividade de pesquisa no âmbito do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP, apoiado por IBM e FAPESP, com alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado em computação, ciência política e direito em que eles precisaram desenvolver prompts no ChatGPT para realizar a análise de sentimentos – técnica que classifica opiniões como positivas, negativas ou neutras – de usuários do X (ex-Twitter) sobre IA. Os dados vão integrar um artigo em processo de escrita. Parte do trabalho será detalhar a metodologia e os prompts usados. Por não ser preciso criar um algoritmo específico para a atividade, a ferramenta acelerou o processo de análise dos dados – segundo Godoy, caso precisassem fazer tudo do zero, o trabalho levaria oito meses, mas com o ChatGPT levou dois meses.



Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/universidadesbrasileiras-discutem-regras-de-uso-de-inteligencia-artificial/. Acesso em 18/05/2026.


No trecho a seguir, as palavras destacadas exercem, respectivamente, a função de:

“Em fevereiro, o centro universitário Senai Cimatec, na Bahia, publicou um guia para orientar sua comunidade acadêmica quanto à IA generativa. Ele segue três princípios: transparência; “centralidade na pessoa humana”, ou seja, que o controle humano seja preservado sobre as informações geradas por IA, já que ela deve ser usada de forma benéfica à sociedade; e atenção à privacidade de dados, sobretudo em atividades que envolvam contratos com empresas por meio de parcerias para desenvolvimento e transferência de tecnologias. Ocorre que as informações compartilhadas em plataformas de IA podem ser armazenadas pela ferramenta, quebrando o sigilo de dados”.
Alternativas
Q4174377 Linguística
Avalie as afirmativas abaixo sobre a Teoria Geral da Terminologia:

I. Trabalha no âmbito da língua artificial, entendida como aquela que se configura dentro de um determinado grupo de especialistas.
II. Vê o termo sob um ponto de vista sincrônico, isto é, o que importa é o uso em vigor que o termo apresenta.
III. Busca estabelecer princípios que visam a propiciar uma correspondência exata entre conceitos e termos.
IV. Foi desenvolvida pela pesquisadora alemă Ingetraut Dahlberg.
V. Um de seus objetivos é incluir os vrios significados que uma palavra apresenta no tempo.

Está correto o que se afirma APENAS em
Alternativas
Q4174355 Linguística
Leia as passagens abaixo antes de julgar o que será pedido.

I. “Volta-se para o que se faz com a linguagem, em que circunstâncias e com que finalidade. Enquanto, no âmbito da semântica, uma sentença como ‘Está frio’ significa que algo está com a temperatura baixa, nada mais além disso, para esta linha dos estudos linguísticos, o entendimento será possível apenas com base no contexto em que o enunciado é proferido.”
II. “Tem como objeto de estudo o texto e seus elementos de análise, como coesão, coerência e intertextualidade. Surgiu como uma reação aos estudos meramente sintáticos e/ou semânticos, que se limitavam às análises de sentenças.”

A partir da análise dos conceitos afirmados acima, pode-se entender que, pela ordem, tais postulações se referem aos seguintes ramos da Linguística:
Alternativas
Q4174354 Linguística
Sobre a Linguística e seus campos de estudo, avalie as afirmações feitas abaixo e relacione-as numericamente com a indicação que se apresenta. 

Coluna 01
(1) Fonética
(2) Fonologia
(3) Morfologia
(4) Sintaxe

Coluna 02
( ) “Contém as regras de combinação das palavras para a formação de sentenças na língua. É nela que encontramos explicações sobre o ordenamento das palavras na sentença.”
( ) “Preocupa-se também com os sons da língua, mas do ponto de vista de sua função. Analisa como as distinções básicas entre os sons formam as palavras de uma língua, sem dar atenção a como os falantes realizam esses sons.”
( ) “Estuda as regras de combinação entre os morfemas para a formação de unidades maiores, como a palavra e o sintagma. Um morfema representa a menor sequência de sons que apresenta significado.”
( ) “Estuda os sons da fala, preocupandose com os mecanismos de produção e audição. Com o seu estudo, podemos distinguir as realizações de fala das diversas comunidades linguísticas, em seus grupamentos geográficos, sociais, de faixas etárias ou mesmo de diferenças individuais.”

A partir do que foi orientado antes, marque a alternativa que apresente a sequência correta. 
Alternativas
Q4155951 Linguística
Choose the alternative in which all four words ending in -ed are pronounced with the final /t/ sound.  
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Q4149090 Linguística
A escrita como prática social do sujeito tem relação com o contexto em que ele vive e onde ele produz seus discursos. Os gêneros do discurso orais e escritos, por exemplo, são materializações dessa prática social em torno de movimentos organizados em domínios sociais da comunicação que, no dia a dia da escola, são manifestados por meio de: 
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Q4148780 Linguística
Um professor de Língua Portuguesa utiliza uma notícia sobre economia para trabalhar os conceitos de polissemia e construção contextual dos sentidos. O título da notícia é: Banco Central corta juros e mercado reage com cautela. Ao perceber que parte da turma associou a palavra banco ao objeto utilizado para sentar, o docente propõe uma atividade voltada à análise semântica do texto. Tendo em vista as abordagens contemporâneas de ensino de significação e contexto, indique a alternativa correta.
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Q4139560 Linguística
Leia o texto a seguir.

A semântica é a ciência que estuda o significado das palavras e das construções, bem como a forma como elas se relacionam entre si. No entanto, há um ramo que lida com como esses significados podem variar ou permanecer inalterados entre as culturas: a semântica transcultural. De acordo com Underhill (2011), a semântica transcultural é um campo de estudo que analisa como significados são compartilhados, interpretados e construídos entre diferentes culturas. A semântica transcultural tem como objetivo principal analisar como palavras, frases e símbolos são interpretados e o que representam em diferentes contextos culturais. [...] O termo “transcultural” descreve algo que está além de uma única cultura, ou seja, abrange múltiplas culturas. Desse modo, a semântica transcultural investiga como os significados das palavras e símbolos variam ou permanecem consistentes entre diferentes grupos, bem como examina essas diferenças e similaridades, ajudando a compreender como os processos de comunicação e interpretação ocorrem em um contexto global diversificado. [...] Na semântica transcultural, estudar as variações de significado e entender como elas influenciam a interpretação e comunicação é essencial para uma compreensão mais profunda da diversidade cultural.

SANTOS, M. S.; MENDES JUNIOR, W. A dimensão cultural na aquisição de segunda língua: contribuições da semântica transcultural para o ensino de línguas estrangeiras. v. 21 n. 2 (2025): Linguística Cognitiva: diversidade e interfaces com os Estudos da Tradução e da Interpretação. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/rl/article/view/68190/43976. Acesso em: 29 nov. 2025. [Adaptado].

De acordo com a discussão sobre semântica transcultural apresentada no texto, um desafio para os aprendizes de idiomas é compreender que
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Q4138760 Linguística
Texto 7


A música na era da velocidade: reflexões sobre consumo e experiência


Se analisarmos os desdobramentos das últimas três décadas, veremos um movimento acelerado de transformações tecnológicas e culturais, cujas tendências surgem e desaparecem em um intervalo muito curto. Vivemos na “sociedade líquida”, conforme o sociólogo Zygmunt Bauman (1925-2017), cujo vetor dominante é o da velocidade. Práticas culturais cotidianas como ler um livro ou um jornal, assistir a um filme ou ouvir um álbum de música, continuam nos informando, entretendo e alimentando, mas já não são as mesmas experiências de outrora. Hoje essas práticas aparecem fragmentadas, sintetizadas nas linguagens do ciberespaço, distantes do formato que nos provocava o desejo de mergulho profundo.
Não quero soar saudosista. Sou fascinado pelas soluções digitais e reconheço o quanto elas facilitam nossas vidas. Contudo, como lembra o pensador Edgar Morin, precisamos praticar o que ele chama de pensamento complexo. É nesse espírito que convido o leitor a refletir sobre o caso da música – uma expressão artística fugidia, noturna, de contornos indefinidos e de inapreensível imaterialidade. Diferentemente de um quadro que podemos contemplar por longos minutos, a música escapa no instante em que a ouvimos.
Os discos de vinil são exemplo emblemático. Para além da função sonora, eles condensavam um universo estético: capas elaboradas que traduzem visualmente o conceito das músicas, encartes com letras e imagens, sequências pensadas como narrativas coesas. Era um convite ao mergulho integral na obra. Após o reinado dos vinis, o fenômeno do downsizing levou ao surgimento de mídias mais compactas, como o CD, pequeno, portátil, moderno, cabia na mochila, no carro ou no discman. Em seguida vieram os mp3 players, que permitia que criássemos nossas próprias listas. A experiência musical se individualizou, fragmentando-se em canções avulsas. O tempo correu ainda mais rápido até chegarmos à era do streaming, em que plataformas e algoritmos não apenas oferecem acesso ilimitado, mas também ditam, em grande medida, o que vamos ouvir. Não se trata de negar as vantagens desse modelo. O ponto é outro: até que ponto essa abundância de opções, mediada por algoritmos, não torna nossas relações mais superficiais?
A música se abre a múltiplas formas de fruição. Alguns a escutam como pano de fundo para atividades diárias. Outros, com fones de ouvido, mergulham em melodias e harmonias. Há quem explore playlists com canções de artistas variados, e há quem prefira a imersão no vinil, interagindo intensamente com capas e letras. Nenhum desses modos é superior. Como diria Wittgenstein, há uma forma de ouvir – e há outra forma de ouvir. O que me interessa sublinhar é a complexidade dessa arte tão profundamente entrelaçada às nossas memórias afetivas e às nossas histórias de vida. Não há problema em consumir música em um ambiente midiático hiperdinâmico e supersaturado de estímulos, desde que não nos esqueçamos do impacto transformador que ela possui. Mesmo em meio à rotina acelerada, com smartphones sempre à mão, podemos abrir nosso serviço de streaming favorito e nos entregar à contemplação de uma obra. Não importa o formato: vinil, CD, mp3 ou playlist. O essencial é cultivar o espaço para que a música continue sendo aquilo que sempre foi – uma das experiências mais intensas de habitar o mundo.

Disponível em: https://diplomatique.org.br/a-musica-na-era-da-velocidadereflexoes-sobre-consumo-e-experiencia/ Acesso em: 10 jan. 2026. [Adaptado].
No artigo, o autor utiliza uma sequência de termos indicativos de empréstimos linguísticos, cuja função no texto é
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Q4137364 Linguística
Nos documentos curriculares atuais, a Análise Linguística (AL) é entendida como um eixo de ensino que deve ser realizado de forma reflexiva e contextualizada. Essa prática se opõe à concepção tradicional de ensino da língua que dissocia o estudo da gramática do uso real da língua, transformando-o em um fim em si mesmo. Considerando a perspectiva funcional e reflexiva da Análise Linguística (AL) nas aulas de Língua Portuguesa, o objetivo principal dessa prática pedagógica é
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Q4099435 Linguística
Eu acreditei na geração Z


   A geração Z me enganou. No momento que a gente achava bonito ticar item da agenda, sobreviver 12 horas de trabalho à base de café, eles vieram de mansinho mostrando que qualidade de vida era o verdadeiro sucesso. Que mais chic que ser chefe era ser CEO da própria vida.
    A geração Z me atropelou com palavras como “gatilho”, “tóxico”, “red flags”, “abusivo” e se recusou a transformar burnout em plano de carreira. Eu olhava pra eles e pensava: finalmente uma geração que entendeu que não adianta ter plano de saúde se o próprio trabalho adoece a gente. Minha geração glamorizou a mulher de terno e sapato alto tomando um café na rua correndo pra chegar na apresentação da escola do filho. Fiz um filme sobre isso. Alice do “De pernas pro ar” era uma workaholic que trabalhava escondida do marido e vivia culpada por não dar conta de tudo. E no meio disso tudo ela descobria o orgasmo. O burnout era a grande piada do filme e o prazer era a caixa de Pandora. O maior sucesso da minha carreira falava justamente da glamorização da mulher bem-sucedida e exausta. E eu achava lindo, identificação total.
   Eu sou a favor de priorizar a saúde mental, reconheço a importância do ócio, da terapia, da qualidade de vida. Mas eu queria entender: em que momento um prazo mudado virou opressão e qualquer frustração ganhou nome de um transtorno novo no TikTok? Minha geração teve chefe tóxico raiz.
    Eu queria lembrar que vocês só podem peitar o chefe hoje em dia porque alguém passou anos sofrendo sem rede social pra denunciar. Nós somos a primeira geração a ter que entender de engajamento, likes e postagens depois dos 40. Fomos nós que choramos em silêncio no banheiro do escritório pra vocês trabalharem de casa hoje em dia.
     Talvez o problema não seja a geração Z em si. Mas o mundo virtual e isolado que eles cresceram. Gente que sabe se expressar por mensagem, mas trava ao vivo. Que sabe dar nomes aos sentimentos, mas não sabe lidar com eles. Nem todo problema vira trauma, nem todo casamento é careta, nem todo mundo que trabalha muito é infeliz.
     Torço pra que a próxima letra do alfabeto seja um meio-termo entre ser a Mulher Maravilha e agir como um alecrim dourado. A geração Z me ensinou muito, mas, às vezes, tenho vontade de dizer: meu anjo, você não está sendo perseguido. Você só recebeu um prazo. Bem-vindo à vida adulta.



Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/ingrid-guimaraes/coluna /2026/04/eu-acreditei-na-geracao-z.ghtml?giftId=a9ffbdf317b2dab&utm _source=Email&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilharmateria. Acesso em: 26 mai. 2026. (Adaptado).
O uso de palavras estrangeiras no texto, tais como: “red flags”, “burnout”, “workaholic” e “TikTok” (2º e 3º parágrafos), adaptadas ou não à estrutura da língua portuguesa, pode caracterizar 
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Q4087820 Linguística
A pragmática é uma vertente da linguística que estuda o uso da linguagem em interações reais. Com base nesse conceito e nas características da Libras, assinale a alternativa que apresenta um elemento essencial da comunicação pragmática na Língua Brasileira de Sinais. 
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Q4074312 Linguística
Como se chama a pessoa que nasce no município de Ivorá?
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Q4072358 Linguística
No livro Temas em Psicopedagogia 1, organizado por Sâmia Silva Gomes, Lídia Andrade Lourinho e Antonia Cleilza Abreu de Vasconcelos, o capítulo “A intervenção psicopedagógica na aquisição da leitura e da escrita”, de Ana Beatriz Alves de Sousa, Lídia Andrade Lourinho e Antonia Cleilza Abreu de Vasconcelos, apresenta possibilidades metodológicas para o trabalho psicopedagógico com leitura e escrita, incluindo referências ao método de alfabetização integral de Oscar Oñativa. Neste contexto, sobre o método de alfabetização integral de Oscar Oñativa, é correto afirmar que:
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Q4053171 Linguística
Os estudos pragmáticos investigam como sentidos são construídos nas interações, considerando contexto, intenções e inferências compartilhadas entre interlocutores. A interpretação de um enunciado ultrapassa o significado literal das palavras e envolve efeitos produzidos pela situação comunicativa (KOCH, 2015).
Considerando a perspectiva pragmática e os efeitos de sentido no texto, assinale a alternativa CORRETA. 
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Q4050722 Linguística
   El reciente debate en torno a lo ocurrido en ese museo - presentado en algunos ámbitos como un episodio de censura y en otros como una corrección de contenidos - revela, en el fondo, una dificultad más profunda: la tentación de utilizar el espacio museográfico como herramienta de una narrativa cerrada, impermeable a matices. El problema no es nuevo. La historia argentina reciente - atravesada por la violencia política, la represión ilegal y la guerra de 1982 - es particularmente sensible a este tipo de operaciones.
   En ese contexto, el museo debería ofrecer algo que hoy parece escaso: complejidad. Porque complejidad no significa relativizar los hechos. Significa, por el contrario, resistir la tentación de simplificarlos.
   Un museo sobre Malvinas no puede reducirse a una épica sin fisuras, pero tampoco a una lectura exclusivamente crítica que diluya el significado que ese episodio tiene para amplios sectores de la sociedad.
   La cuestión de fondo es si el museo conserva su vocación de espacio de conocimiento o si se transforma, gradualmente, en un dispositivo de persuasión. Porque la diferencia no es menor. Un museo que ensefra expone tensiones. Un museo que persuade las resuelve de antemano. Y cuando eso ocurre, el visitante ya no recorre una historia: recorre una conclusión con una carga ideologica.
   Tal vez el desafío más exigente de nuestras instituciones culturales no sea tomar partido, sino sostener el rigor incluso cuando el tema invita a abandonarlo' Porque si algo no puede permitirse un museo historico es convertir la memoria en un argumento.

Adaptado de: https://www.lanacion.com.arleditoriales/museos-memoria -y- ri g o r - ni d21 042026 /
Considere el fragmento del texto: Hay instituciones que, por su propia naturaleza, están obligadas a una forma particular de prudencia. En este contexto, la palabra prudencia se clasifica morfológicamente como: 
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Q4045196 Linguística
Os níveis de organização da linguagem exercem influência direta sobre os processos de leitura e escrita, atuando de forma integrada no desenvolvimento da fluência leitora e da produção textual. Cada nível contribui de maneira específica para a consolidação das habilidades linguísticas ao longo da escolarização. Considerando essas inter-relaçôes, analise as assertivas:

I. O nível fonológico apresenta maior destaque no início da alfabetização, quando a criança está aprendendo a relacionar fonemas e grafemas. Contudo, sua relevância diminui nas etapas posteriores, deixando de exercer influência significativa sobre a ortografia e a compreensão leitora.
II. O nível morfológico favorece a leitura fluente, pois o reconhecimento de afixos e radicais auxilia na identificação mais rápida de palavras complexas. Entretanto, sua contribuição para a escrita limita-se predominantemente à elaboração de enunciados simples.
III. O nível semântico, relacionado à amplitude vocabular e à eficiência no acesso lexical, contribui para a fluidez e para a compreensão textual, porém sua importância restringe-se, sobretudo, às fases iniciais do processo de alfabetização.
Está(ão) INCORRETA(S):
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Q4020441 Linguística

Pragmatics focuses on how context contributes to meaning and how speakers use language to achieve specific communicative goals. Mark the CORRECT alternative.

Alternativas
Ano: 2026 Banca: IF-PI Órgão: IF-PI Prova: IF-PI - 2026 - IF-PI - Professor EBTT - Ingles |
Q4014475 Linguística

About the use of Reference, which of the following statements is NOT correct, according to the text?


Reference is a crucial component within semantics. It can be defined as characterising the relationships between language and the world, in particular, specific entities that are being focused upon. Reference is context-dependent, and ascertaining the meaning of particular referents depends entirely upon who is speaking, whom they are speaking with and in what setting the interaction is taking place.


MULLANY, L.; STOCKWELL, P. Introducing English Language: A resource book for students. Routledge, 2010

Alternativas
Respostas
1: C
2: B
3: C
4: E
5: C
6: A
7: C
8: C
9: D
10: D
11: D
12: C
13: D
14: B
15: C
16: B
17: B
18: D
19: A
20: E