Questões de Concurso Sobre libras
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Na identidade surda de transição, o sujeito surdo tem contato tardio com a comunidade surda. Embora o sujeito surdo use a língua de sinais, ele passa por um conflito cultural.
Na identidade surda embaçada, o surdo é visto como sujeito capacitado e com plenas condições de usar a língua de sinais.
Os sujeitos surdos que moram no campo têm contato com as comunidades surdas e frequentam as associações de surdos.
A comunidade surda é composta exclusivamente de sujeitos surdos que participam, compartilham e lutam pelos mesmos interesses.
A existência de associações de surdos, onde os sujeitos surdos podem se encontrar e trocar ideias e informações diversas, constitui elemento importante na cultura surda.
Sob a perspectiva histórica, o Congresso Internacional de Educadores de Surdos, ocorrido, em 1880, na cidade de Milão, na Itália, resultou no favorecimento do uso da língua de sinais em detrimento da metodologia oralista nas escolas de surdos.
Com o fim de estabelecer sua identidade, por meio da obtenção de informações e conhecimentos, é essencial que os sujeitos surdos criem uma ligação com a comunidade surda por meio da língua de sinais.
Tradutor e intérprete da LIBRAS têm como atribuições efetuar comunicação entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos e surdo-cegos, surdo-cegos e ouvintes, por meio da LIBRAS para a língua oral e vice-versa.
A formação de tradutor e intérprete da LIBRAS cabe a qualquer organização social, desde que o certificado por ela expedido seja convalidado por instituição de ensino superior pública ou particular.
O intérprete deve exercer sua profissão com rigor técnico, protegendo o direito de sigilo das informações recebidas, salvo nos casos em que acredite ser necessário divulgá-las a associações ou aos responsáveis pelo surdo.
A União, diretamente ou por intermédio de instituições credenciadas, deve realizar, anualmente, o exame nacional de proficiência em Tradução e Interpretação da LIBRAS – Língua Portuguesa.
A formação de tradutor e intérprete em nível médio poderá ser realizada por meio de cursos de educação profissional, reconhecidos pelo sistema que os credenciou, de cursos de extensão universitária ou de cursos de formação continuada promovidos pelas instituições de ensino superior e pelas instituições credenciadas por secretarias de educação.
O exame de proficiência em Tradução e Interpretação da LIBRAS – Língua Portuguesa deve ser realizado por banca examinadora de amplo conhecimento dessa função, composta por comunidade surda ou por intérprete vinculado a instituição particular.
Compete ao intérprete educacional realizar mediação linguística do aluno surdo com o aluno ouvinte ou com o professor; ou com os alunos presentes, sejam eles surdos ou ouvintes.
O intérprete educacional deve orientar o professor a realizar adaptações curriculares, instruindo-o a reduzir os conteúdos e a simplificar as atividades.
De acordo com o Decreto n.º 5.626/2005, o profissional tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais ouvinte deverá possuir nível superior e competência e fluência na LIBRAS a fim de realizar a interpretação das duas línguas, de maneira simultânea e consecutiva, tendo a base mais forte em língua portuguesa.
No ensino superior, cabe ao intérprete educacional, supervisionar o grau de compreensão e aprendizado do aluno surdo e levar as informações ao coordenador local, para que este possa avaliar o processo de aprendizagem do aluno surdo.
Nos momentos de interpretação, o intérprete deve ter como postura a fidelidade, a proficiência e transmitir apenas o que o palestrante informa, a não ser no caso em que sua própria opinião seja muito importante para que o surdo faça juízo de valor acerca do que o palestrante fala.
Ao atuar, o intérprete deve avaliar se possui nível de competência para atender à palestra a ser interpretada. Caso seja necessário, deve procurar a assistência de outros intérpretes ou reconhecer se deve ou não acertar a tarefa.
Nos casos que envolvam aspectos jurídicos, o intérprete, ao perceber que o nível de comunicação do surdo envolvido compromete a interpretação literal, deve informar às autoridades que será parafraseado, de modo claro e fiel, o que está sendo dito à pessoa surda e o que esta diz às autoridades.