Questões de Concurso Sobre libras
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A Língua Brasileira de Sinais (Libras):
I – É a língua de sinais ou gestual usada por surdos dos centros urbanos brasileiros e legalmente reconhecida como meio de comunicação e expressão.
II – É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone, que é natural da região ou do território em que habita, quanto da antiga língua de sinais francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América.
III – A despeito de toda mistificação existente a seu respeito, podemos definir Libras como a simples gestualização da língua pátria.
Dos itens acima:
Essa conquista se somou à outras mais atuais, que sempre passaram pelo campo da legislação. Nos últimos anos não foram poucas as leis e recomendações que buscaram regulamentar aspectos da língua de sinais para propagar seu o uso e garantir direitos à comunidade surda:
I – Lei que determina o uso de recursos visuais e legendas nas propagandas oficiais do governo.
II – Anatel publica resolução com as regras para o atendimento das pessoas com deficiência por parte das empresas de telecomunicações.
III – Foi regulamentada a profissão de Tradutor e Intérprete de Libras.
A ordem cronológica dos importantes marcos legais acima é:
Leia com atenção:
( ) Na Identidade Surda (Identidade Política), as pessoas apresentam características culturais baseadas na experiência visual, como determinante em seu comportamento; utilizam-se, somente, da Língua de Sinais; transmitem sua Cultura e seu posicionamento resistente diante da diferença de ser para os demais Surdos.
( ) Esses participam de associações e grupos, nos quais compartilham suas experiências, seus anseios, seus sonhos e sua Cultura.
( ) A Identidade Surda Flutuante compreende o grupo de pessoas que nasceram ouvintes ou, por causas diversas, tornaram-se Surdos. Alguns conhecem a Língua Portuguesa falada, devido ao fato de terem ficado Surdos após certa idade, transitam entre o uso da Língua de Sinais e a Língua Oral.
( ) A Identidade Surda Híbrida abrange os Surdos que não frequentam a Comunidade Surda; não seguem a Cultura Surda e sim as representações dos ouvintes, que são o seu referencial; desconhecem ou rejeitam o intérprete da Língua de Sinais e, normalmente, costumam resistir ao uso da mesma; orgulham-se de saber falar corretamente e persistem em usar aparelhos auditivos, ouvindo ou não algum som.
Levando-se em consideração que (V) significa Verdadeiro e (F) significa Falso, a sequência das proposições acima é, respectivamente:
Analise o trecho a seguir:
“A palavra é ouvida, contudo certos elementos fonéticos escapam ao indivíduo. Este tipo de surdez não provoca atrasos na aquisição da linguagem, porém há dificuldades em ouvir uma conversa normal.”
A descrição acima corresponde a qual tipo de surdez?
Assinale a alternativa incorreta no que tange às línguas de sinais:
É a surdez completa a ausência total do som:
I. No Brasil, o poder público em geral deve garantir formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil.
II. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais (Libras) a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.
Marque a alternativa CORRETA:
Knight e De Wit afirmam que o conceito de globalização, especialmente no século XX, baseia-se na aproximação das economias e acaba por organizar os processos sociais, econômicos e culturais das nações. Nesse sentido, pode-se considerar que a educação de surdos no Brasil sofre influência do mundo globalizado, pois, assim como em outros países, a educação de surdos no Brasil já adotou as filosofias educacionais do oralismo, da comunicação total e do bilinguismo.
O depoimento da mãe de um aluno surdo matriculado em uma escola bilíngue corrobora a legislação vigente, que prevê que a língua de sinais possui caráter substitutivo à língua portuguesa na modalidade escrita.
No Brasil, uma escola de destaque para a educação de surdos é o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), que foi criado em meados do século XIX.
A luta e os enfrentamentos da comunidade surda encerraram-se com a aprovação da Lei n.º 10.436/2002, que reconheceu a língua brasileira de sinais como meio de comunicação entre as pessoas surdas.
A Declaração de Salamanca é contrária ao uso de sinais na educação de surdos.
Alguns dos princípios da educação inclusiva são: toda criança tem direito à educação e deve ser dada a ela oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem; e toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicos.
Em contextos educacionais, culturais e de saúde, pode haver a presença de guias-intérpretes, que são profissionais que dominam diversas formas de comunicação utilizadas pelas pessoas com surdocegueira.
São diversas as configurações da língua de sinais brasileira. O intérprete, ao atuar em um show, pode utilizar variadas configurações de mão na produção de sinais. Porém, conforme a Lei n.º 12.319/2010, poderão atuar apenas os intérpretes destros, pois os canhotos podem comprometer a produção de configuração das mãos.
As narrativas de humor, drama, cinema, teatro, poesia e música fazem parte da cultura humana, pois despertam emoções e evocam sentimentos. Os surdos, porém, não conseguem compreender e participar dessas produções, mesmo quando há interpretes de libras ou legendas, pois a língua de sinais não consegue expressar a subjetividade das produções artísticas.
A língua brasileira de sinais é uma língua de modalidade visual-espacial e, por isso, não possui uma estrutura fonética e fonológica.
A aquisição de língua de sinais por crianças surdas no Brasil pode ocorrer tardiamente, uma vez que a maioria das crianças surdas nascem em famílias de ouvintes e só têm contato com a língua de sinais na escola, muitas vezes com professores ouvintes.
Alguns shows e algumas lives com a presença de intérpretes de Libras garantiram a acessibilidade aos surdos e foram espaço para a divulgação da língua de sinais durante a pandemia do coronavírus. Segundo o Decreto n.º 5.626/2005, os órgãos da administração direta e indireta devem incluir, em orçamentos anuais e plurianuais, dotações destinadas a viabilizar a formação e a qualificação de professores, servidores e empregados para o uso e a divulgação de Libras-Língua Portuguesa.
O Decreto n.º 5.626/2005 estabelece que aos surdos é vedado o direito de atuar como intérpretes de língua de sinais.