Questões de Concurso
Sobre história da educação dos surdos em libras
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Relacione as três grandes fases da história de surdos às suas respectivas características.
(1) Revelação Cultural (2) Isolamento Cultural (3) Despertar Cultural
( ) inicia-se uma nova fase para o renascimento na aceitação da Língua de Sinais e Cultura Surda, a partir dos anos 1960. ( ) fase em que os povos surdos não tinham problemas com a educação, pois a maioria dos sujeitos surdos dominava a arte da escrita. ( ) O Congresso de Milão proíbe o acesso à Língua de Sinais na Educação de Surdos.
Assinale a opção que apresenta a sequência correta, segundo a ordem apresentada.
Considerando uma linha de tempo, assinale a opção que mostra a história da educação dos surdos a partir do monge beneditino Pedro Ponce de Leon, da Espanha, que utilizava a metodologia da datilologia, da escrita e da oralização.
A história dos surdos, contada pelos não surdos, foi construída da seguinte maneira: primeiramente os surdos foram “descobertos” pelos ouvintes, depois eles foram isolados da sociedade para serem “educados” e conseguirem ser como os ouvintes; quando não mais se pôde isolá-los, porque eles começaram a formar grupos que se fortaleciam, tentou-se dispersá-los, para que não criassem guetos (SÁ, 2004). Dadas as afirmativas em relação à história da educação dos surdos,
I. Na antiguidade, os surdos eram isolados da sociedade sob o argumento de que o pensamento dependia da linguagem e que esta não se desenvolvia sem a fala.
II. Na década de 90 (século XX), o linguista americano William Stokoe apresentou a língua de sinais como uma língua, ainda, ilegítima e sem estrutura própria.
III. O século XX e início do século XXI apresentaram avanços quanto à valorização da língua de sinais e a possibilidade de construção da identidade surda, decorrente do respeito às diferenças.
verifica-se que está(ão) correta(s)
Considere o texto que segue:
A pessoa com surdocegueira, neste sistema, 'apoia' suas mãos nas mãos de seu interlocutor, colocando-as no dedo indicador para perceber as mensagens por meio do tato, [...] tocando diretamente a configuração dos sinais, percebendo o lugar e a orientação a ponto de seguir as mãos de seu intérprete (DORADO, 2004 apud CAMBRUZZI; COSTA, 2016, p. 113).
O sistema de comunicação para pessoas com surdocegueira ao qual o texto se refere é:
Considere o texto que segue:
Trata-se de um conjunto de representações dos ouvintes, a partir do qual o surdo está obrigado a olhar-se e a narrar-se como se fosse ouvinte. Além disso, é nesse olhar-se, e nesse narrar-se que acontecem as percepções do ser deficiente, do não ser ouvinte que legitimam as práticas terapêuticas habituais (SKLIAR, 2010, p. 15).
O constructo teórico dos Estudos Surdos presente nesse excerto é
I As filosofias da educação de surdos têm início e fim bem delimitados, não convivendo entre si num mesmo momento histórico: o oralismo perdurou de 1880 a 1970; a Comunicação Total, de 1970 a 1990; e o Bilinguismo de 1990 até o dia em que uma nova filosofia surgir. II O oralismo concebe o surdo como sujeito a ser curado. III A Comunicação Total considera a Língua de Sinais e a Língua Oral como formas de comunicação legítimas para o surdo. IV O Bilinguismo defende a extinção de escolas inclusivas.
Sobre as Filosofias da Educação de Surdos, estão corretas as assertivas
[...] os surdos sempre souberam, intuitivamente, que a língua de sinais era uma língua. Mas talvez fosse preciso uma confirmação científica antes que esse conhecimento pudesse tornar-se consciente e explícito e formar a base de uma nova e arrojada consciência dos surdos sobre sua própria língua.
O reconhecimento científico de que fala o autor aconteceu
Considere o excerto abaixo:
"[...] no convívio com os surdos, o abade L’Epée percebe que os gestos cumpriam as mesmas funções das línguas faladas e, portanto, permitiam uma comunicação efetiva entre eles. E assim inicia-se o processo de reconhecimento da Língua de Sinais. Não apenas em discursos, mas em práticas metodológicas desenvolvidas por ele [...]. Além disso, para o abade, os sons articulados não eram o essencial na educação de surdos, mas sim a possibilidade que tinham de aprender a ler e a escrever através da Língua de Sinais, pois essa era a forma natural que possuíam para expressar suas ideias. A língua utilizada no processo educativo era a de sinais. É interessante realçar que, nessa época, a educação de surdos tinha os mesmos objetivos que a educação dos ouvintes, ou seja, o acesso à leitura. Para o abade, a comunicação em sala de aula se efetivava graças ao domínio que ambos, professores e alunos, tinham da Língua de Sinais. Portanto, não se justificava poucos alunos surdos nesse espaço, mas sim classes com a mesma arquitetura das escolas públicas para ouvintes." (SILVA, 2006, p. 23).
QUADROS, Ronice Müller de. (Org.). Estudos surdos I. Petrópolis: Arara Azul, 2006. p. 14-37. (Série Pesquisas).
Nesse excerto, há descrição de fatos decorrentes da